Rock Of Ages – O Filme

Crítica – Rock Of Ages

Um musical recheado de músicas de rock farofa dos anos 80 e 90, estrelado por Tom Cruise e dirigido por Adam Shankman, o mesmo de Hairspray? Pára tudo, preciso ver isso!

1987. Sherrie, uma menina do interior, vai até Los Angeles para tentar a carreira de cantora. Consegue um emprego de garçonete no famoso Bourbon Club, às vésperas do aguardado show de despedida da banda Arsenal, já que Stacee Jaxx, seu vocalista, está prestes a sair em carreira solo.

Rock Of Ages – O Filme não é perfeito. Comecemos pelo que não funcionou: os personagens são todos caricatos, e a história é clichê e previsível. Além disso, o filme é um pouco longo demais, com pouco mais de duas horas – algumas “gorduras” poderiam ter sido cortadas. Mesmo assim, apesar das falhas, achei o filme divertidíssimo. Forte candidato a um dos melhores lançamentos de 2012!

Assim como acontece com Hairspray, Rock Of Ages – O Filme é leve, divertido e super alto astral. A gente sai do cinema com vontade de procurar os velhos vinis de rock farofa, para ouvir e cantar tudo aquilo batendo cabeça!

Aviso logo: o formato é o “musical clássico” – a cena inicial do filme já deixa isso claro, quando Sherrie começa a cantar no ônibus e todos em volta resolvem cantar interagindo com ela. Tem gente que não curte esse estilo, entendo isso. Mas quem curte vai ouvir novos arranjos de um monte de músicas legais de artistas conhecidos como Bon Jovi, Poison, Journey, Guns’n’Roses, Whitesnake, Extreme, Twisted Sister, Foreigner, Def Leppard, REO Speedwagon, Starship, Scorpions, Joan Jett, Pat Benatar, entre outros. Mais: algumas músicas estão inteiras, outras estão em “mashups” – duas (ou mais) músicas misturadas como se fossem apenas uma. Não é todo dia que temos algo assim!

Aliás, boa notícia sobre a parte musical: os atores cantam! Se os dois que formam o casal principal, Julianne Hough e Diego Boneta, não são muito conhecidos e podem ter sido escalados por terem boa voz, o que dizer de Tom Cruise, Alec Baldwin, Malin Akerman, Catherine Zeta-Jones, Paul Giamatti e Russel Brand? Esses são atores, e alguns nunca tinham cantado antes em filmes. E aqui todos fazem um excelente trabalho. Quem diria que Tom Cruise teria voz para cantar Paradise City, do Guns?

Aliás, falando em Tom Cruise… Dois meses atrás fiz aqui um Top 10 de atores que envelheceram bem. O Top 10 já estava certo ao trazer Cruise em primeiro lugar, mas heu ainda não tinha visto Rock Of Ages. Aqui ele está ainda mais impressionante. Agora um cinquentão (fez 50 anos mês passado), Cruise passa o filme inteiro sem camisa e com um físico de dar inveja a muitos caras de trinta anos na cara. Só pra ter uma ideia: Alec Baldwin é apenas quatro anos mais velho que Tom Cruise. Vejam os dois no filme e me digam se são só quatro anos de diferença… Só tenho uma única crítica ao seu personagem: o achei muito parecido com o Axl Rose, acho que o seu Stacee Jaxx poderia misturar outros “bad boys” do rock.

O elenco está ótimo. Além dos já citados, o filme ainda conta com Bryan Cranston (que acho que é o único dos principais que não canta) e a cantora Mary J. Blige, além de pontas de músicos de bandas citadas no filme, como Nuno Bettencourt (Extreme), Sebastian Bach (Skid Row), Kevin Cronin (REO Speedwagon) e Debbie Gibson, além do Eli Roth (O Albergue) como o diretor do videoclipe. Só não gostei muito do papel de Mary J.Blige, era pra ser um papel bem menor, me pareceu que ela só teve mais tempo de tela por causa de sua poderosa voz.

Na minha humilde opinião, esta super valorização do personagem de Blige é uma das falhas do roteiro escrito por Justin Theroux, Chris D’Arienzo e Allan Loeb. Também achei forçada a cena com Alec Baldwin e Russel Brand (apesar da música ter ficado engraçadíssima!). Sei lá, de repente cortando esses lances, o filme teria meia hora a menos e seria mais ágil… Além disso, tem o lance dos personagens caricatos. Mas acho que isso foi de propósito, alguns personagens foram construídos para serem clichês: o “rockstar”, a “falsa puritana”, etc.

Apesar dos defeitos, Rock Of Ages – O Filme é delicioso, pelo menos para aqueles que viveram esta onda de “hair metal” dos anos 80 e 90. Se você curte um bom rock farofa, é um programa imperdível!

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The Tall Man

Crítica – The Tall Man

Filme novo do diretor de Martyrs!

A médica Julia Denning vive com seu filho na pequena cidade de Cold Rock, onde existem várias crianças desaparecidas. Os habitantes culpam um tal de “Tall Man” – seria algo real ou uma lenda urbana?

The Tall Man foi escrito e dirigido por Pascal Laugier, o mesmo de Martyrs, filme francês hiper violento e cheio de cenas fortes de gore. Mas este novo filme é bem mais discreto no que diz respeito a cenas fortes, The Tall Men não tem nada de gore. Aliás, o filme não é terror como tudo indica, a ênfase está no suspense psicológico.

Não é bom revelar muito sobre a trama de The Tall Man, só digo que o roteiro de Laugier consegue enganar o espectador, criando um cenário que não necessariamente se mostrará real ao longo do filme. A narrativa é um pouco confusa, mas proporciona algumas boas reviravoltas. Dizer mais poderia estragar as surpresas do filme. Não leia muito sobre ele!

No elenco, a figura central é Jessica Biel, que tem uma das melhores performance de sua carreira. Além dela, alguns nomes menos conhecidos como Jodelle Ferland, Stephen McHattie, William B. Davis e Samatha Ferris.

Infelizmente, The Tall Man não tem o perfil de entrar no circuito brasileiro. Tomara que seja lançado no mercado de home video!

O Vingador do Futuro (2012)

Crítica – O Vingador do Futuro (2012)

Mais uma refilmagem…

Num futuro sombrio, o operário Douglas Quaid vai até a Rekall, uma empresa que providencia implantes de memória aos seus clientes, mas algo dá errado e ele começa a ser perseguido pela polícia.

O Vingador do Futuro (2012) não é apenas uma refilmagem. É uma refilmagem desnecessária. O original é um dos melhores filmes de ficção científica do final do século passado. Não precisava de refilmagem. E se era pra refazer, deveriam ter feito um roteiro novo a partir do conto de Philip K. Dick – como os irmãos Coen fizeram em Bravura Indômita (que não é refilmagem, e sim outro filme baseado no mesmo livro). Ou seja, “fail”.

Pelo perfil do diretor escolhido para a refilmagem, a gente já desconfiava do que viria por aí. O cargo foi entregue a Len Wiseman, de Duro de Matar 4 e da série Anjos da Noite. O filme original era do holandês Paul Verhoeven, que pouco antes fizera Conquista Sangrenta e Robocop, e dois anos depois dirigiria Instinto Selvagem. É só a gente analisar os currículos de ambos pra entender as diferenças entre as versões…

O Vingador do Futuro parece que se inspirou nos novos filmes de super heroi (como a nova trilogia do Batman) para fazer uma história mais “pé no chão”. Nada de Marte, mutantes, alienígenas. Tudo se passa no nosso planeta, que foi quase inteiramente destruído por uma guerra química. Até aí, tudo bem, mas… Onde se encaixa então a cena da prostituta de três seios? 😉

O roteiro do filme original, além de uma fina ironia misturada com sarcasmo (típicos do diretor Paul Verhoeven), tinha uma coisa muito boa: até o fim do filme, não sabíamos se tudo aquilo tinha acontecido ou se era parte do implante colocado na cabeça de Quaid. O roteiro atual, de Kurt Wimmer (diretor do bom Equilibrium) e Mark Bomback (Incontrolável), deixa de lado a ironia e as sutilezas do filme de 1990, e substitui tudo por boas cenas de ação. Ok, as cenas são bem feitas, mas só isso não sustenta um filme…

Outro ponto fraco é Colin Farrell. Coitado de Farrell, ele não está mal, mas é que a comparação é injusta. O Vingador do Futuro original traz Arnold Schwarzenegger em excelente forma (sem dúvida, é um de seus melhores filmes). Qualquer um, ao refazer este papel, ia ter dificuldades. E Farrell não conseguiu construir um Quaid à altura do original, como já era previsível.

Mas nem tudo ficou ruim neste novo filme. Os cenários são um dos destaques, a ambientação deste novo mundo futurístico ficou bem legal; o transporte “A Queda” (que atravessa o planeta) foi uma boa sacada, assim como o uso da gravidade zero. E algumas sequências de ação são muito boas, gostei muito da perseguição nos carros magnéticos e da cena dos elevadores. E se Colin Farrell está muito aquém de Schwarzenegger, as duas atrizes principais estão ótimas – Kate Beckinsale fez uma “versão estendida” do personagem que foi de Sharon Stone (e mostra que está em excelente forma física quase aos quarenta anos de idada); enquanto Jessica Biel mostra que é uma atriz bem superior à sumida Rachel Ticotin (que continua na ativa, mas há tempos não faz nada relevante). (Ainda no elenco, Bryan Cranston, John Cho, Bokeem Woodbine e um Bill Nighy desperdiçado).

No fim, fica aquela sensação estranha pela comparação com o original. Se O Vingador do Futuro de 2012 fosse um filme novo, até seria legal. Mas ao lado do outro, ficou devendo.

O Segredo da Cabana

Crítica – O Segredo da Cabana

Cinco jovens vão passar um feriado em uma cabana no meio do mato – e se você acha que sabe o que vai acontecer, desta vez a história é outra!

O Segredo da Cabana (The Cabin in the Woods, no original) é daquele tipo de filme que o quanto menos você souber, melhor. Vou tomar cuidado aqui para não soltar spoilers. Por enquanto, só adianto que é uma das melhores surpresas que vi nos últimos tempos na área do terror: roteiro bem escrito, efeitos excelentes, muito gore e muito bom humor. E principalmente: uma história diferente do óbvio!

O Segredo da Cabana é a estreia de Drew Goddard como diretor. Mas Goddard não é um novato no universo fantástico: ele escreveu o roteiro de Cloverfield – Monstro e de vários episódios das séries Buffy, Angel, Alias e Lost. E aqui ele co-escreveu o roteiro com um dos nomes mais “quentes” da Hollywood atual: Joss Whedon, o diretor do badaladíssimo Os Vingadores, um dos melhores filmes de 2012 por enquanto.

O roteiro tem um detalhe interessante: não existe exatamente uma “reviravolta de roteiro” (o tal “plot twist”). A história é aquela mesma, o grande lance é que o espectador não tem ideia do que está acontecendo, e só vai descobrindo aos poucos…

Talvez por ter Whedon por perto, um dos atores é Chris Hemsworth, ele mesmo, o Thor – e não é o ator principal. Não sei quando este O Segredo da Cabana foi filmado, mas heu chutaria que foi antes do lançamento de Thor – acredito que hoje Hemsworth faria escolhas diferentes – não que O Segredo da Cabana seja ruim, longe disso, mas é um filme que não privilegia atores. Tanto que o resto do elenco só tem nomes menos badalados: Kristen Connolly, Anna Hutchison, Richard Jenkins, Bradley Whitford, Amy Acker, Fran Kranz e Jesse Williams. Ah, sim, ainda tem a Sigourney Weaver em uma ponta não creditada.

E agora, apesar de ter vontade de falar mais sobre o filme, vou ficar quieto, pra não estragar. Só fica o recado: cuidado com spoilers, não leia muito sobre o filme. E aproveite um dos melhores filmes de terror do ano!

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O Ditador

Crítica – O Ditador

Oba! Outro filme politicamente incorreto do Sacha Baron Cohen!

O Ditador conta a heroica história do ditador Aladeen, que arrisca a própria vida para garantir que a democracia nunca chegue a Wadiya, país que ele governa com mão de ferro e muito amor.

Sacha Baron Cohen é um cara que faz muito bem ao humor dos tempos atuais onde a correção política impera. Ele é corajoso ao cutucar onde muitos têm medo. Mas ele está certo, afinal o humor deveria ser livre de censuras. A única piada ruim é a piada sem graça, piadas ofensivas sempre tiveram espaço no humor.

Me lembro do programa de tv Da Ali G Show, onde Sacha Baron Cohen interpretava três personagens: o rapper Ali G, o repórter do Cazaquistão Borat e a bicha especialista em moda Bruno. O programa era um mockumentary cheio de situações constrangedoras, sempre puxando pro lado politicamente incorreto. Cada um dos três personagens interagia com pessoas que não sabiam que era um ator por trás, e as situações desconfortáveis eram constantes e inevitáveis.

Em 2006, veio o filme Borat, com seu humor grosseiro e ofensivo questionando o american way of life. Três anos depois ele lançou Brüno, mas esse era mais fraco, bem inferior a Borat. Agora, em 2012, O Ditador recupera o bom nível do humor, ao mesmo tempo que mantém o espírito grosseiro e ofensivo.

Mais uma vez dirigido por Larry Charles (diretor dos outros dois filmes), O Ditador tem uma diferença estrutural para os outros dois: o mockumentary foi deixado de lado, o personagem é ficcional e ninguém está sendo “enganado” como nos outros filmes. Por um lado, isso pode tirar um pouco da espontaneidade que rolava nos outros filmes (que traziam algumas cenas impagáveis por conta de pessoas que não sabiam que aquilo era fake). Mas por outro lado, isso abriu espaço para um tipo ousado de piada – Megan Fox e Edward Norton aparecem no filme interpretando eles mesmos sendo sacaneados!

O roteiro, escrito pelo próprio Cohen em parceria com Alec Berg, David Mande e Jeff Schaffer, traz algumas piadas muito boas, misturadas a algumas tão grosseiras que beiram o limite do bom senso. Mas no geral, achei o filme muito engraçado. E o discurso que Aladeen faz no final é genial, uma crítica aos EUA, usando uma ironia pouco comum de se ver por aí

No elenco, o destaque – claro – é Sacha Baron Cohen, que mais uma vez mostra que é um bom ator fora do mockumentary (ele já tinha feito um bom trabalho em A Invenção de Hugo Cabret). E, por ser um filme de ficção, Cohen tem alguns bons atores ao seu lado, como Ben Kingsley, Anna Faris e John C. Reilly, além do pouco conhecido Jason Mantzoukas (na verdade, o principal coadjuvante).

Claro que o humor de O Ditador não é pra qualquer um – além de ser um humor propositalmente ofensivo, algumas são de gosto duvidoso. Mas, quem tem a cabeça aberta e concorda comigo que o politicamente correto é algo ruim, vai curtir O Ditador.

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Top 10: Melhores Filmes Ligados a Marte

Top 10: Melhores Filmes Ligados a Marte

A NASA mandou a Curiosity lá pra Marte, onde está passeando e mandando fotos. Então, por que não um Top 10 de filmes ligados a Marte?,

Na verdade, tenho que admitir que copiei a ideia do Afonso Henrique, meu colega de TBBT. Ele disse que ia fazer um Top 10 de filmes passados em Marte. Até pensei em postar o Top 10 dele aqui. Mas aí me toquei que Marte Ataca ficaria de fora da lista! Aí não! Ok, meu Top 10 é inspirado no dele, mas não é igual. Minha lista tem filmes “ligados” a Marte, não precisa se passar lá!

E aproveitei para homenagear o nosso marciano favorito na imagem principal do post: Marvin, o marciano de tênis!

Menções honrosas para Capricórnio Um, Robinson Crusoe em Marte e Meu Marciano Favorito.

(Ainda sobre as menções honrosas, heu queria citar o divertido Papai Noel Conquista os Marcianos, mas admito que o filme é ruim demais pra ser citado em algo chamado “honroso” – só se fosse uma “menção horrorosa”!)

Vamos aos filmes?

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10. A Experiência 2 (1998)

O primeiro astronauta a pisar em Marte volta para a Terra infectado por um DNA alienígena. O primeiro filme era mais legal e teria uma posição melhor no Top 10. Esse aqui vale pela Natasha Henstridge mais uma vez pelada.

9. Fantasmas de Marte (2001)

Em um planeta Marte já colonizado, um grupo precisa lidar com pessoas possuídas por espíritos de antigos guerreiros marcianos durante a transferência de um prisioneiro altamente perigoso. Filme meia boca de John Carpenter.

8. Planeta Vermelho (2000)

Após uma experiência para criação de fotossíntese em Marte ter falhado, um grupo de astronautas vai a Marte buscar soluções para salvar o planeta Terra, e tem que enfrentar problemas com a nave e com um de seus robôs.

7. Invasores de Marte (1953)

Trama clássica de ficção científica dos anos 50: um garoto descobre que alienígenas estão tomando conta das mentes das pessoas na Terra. Teve uma refilmagem em 1986 dirigida por Tobe Hooper (logo depois de Poltergeist e Força Sinistra)

6. Missão Marte (2000)

Depois de uma catástrofe na  chegada do planeta vermelho, uma segunda nave é enviada para para resgatar os sobreviventes e desvendar o misterioso caso da face no solo de Marte. Filme “menor” de Brian De Palma.

5. Guerra dos Mundos (1953)

Alienígenas vindos de Marte invadem a Terra. Baseado no livro de H.G. Wells. Teve uma refilmagem em 2005, dirigida por Steven Spielberg e estrelada por Tom Cruise, Dakota Fanning e Tim Robbins, mas o original é melhor.

4. John Carter – Entre Dois Mundos (2012)

Adaptação do livro A Princesa de Marte de Edgar Rice Burroughs. Um veterano da Guerra Civil americana acaba parando em Marte, no meio de uma outra guerra civil, que pode destruir o planeta. Bom filme mal lançado este ano.

http://blogdoheu.wordpress.com/2012/03/14/john-carter-entre-dois-mundos/

3. Watchmen (2009)

Bom filme de Zack Snyder, esta adaptação da elogiada graphic novel de Alan Moore tem um trecho passado em Marte, quando um dos personagens, o Dr. Manhattan, quer ficar sozinho e vai para lá em auto-exílio.

http://blogdoheu.wordpress.com/2009/03/07/watchmen/

2. Marte Ataca (1996)

Centenas de discos voadores vêm para a Terra trazendo marcianos, pequenos homens verdes de cabeça grande. Seu objetivo? Matar humanos, ora! Uma das mais divertidas homenagens já feitas aos filmes vagabundos de ficção científica!

http://blogdoheu.wordpress.com/2010/03/10/marte-ataca/

1. O Vingador do Futuro (1990)

Ainda não vi a refilmagem (estreia hoje!), mas acho difícil ser melhor do que este do Paul Verhoeven, onde Arnold Schwarzenegger (ainda em grande forma) compra um implante de memória com férias em Marte – e tudo dá errado.

http://blogdoheu.wordpress.com/2009/02/10/o-vingador-do-futuro/

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filmes dos ano 80 e 90 nunca lançados em dvd no Brasil
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melhores filmes de rock
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melhores filmes baseados em HP Lovecraft
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filmes de lobisomem
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cenas de sexo esquisitas

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O Que Esperar Quando Você Está Esperando

Crítica – O Que Esperar Quando Você Está Esperando

Mais um “filme painel”, como os recentes Idas e Vindas do Amor e Noite de Ano Novo.

Cinco casais vivem experiências diversas ligadas à gravidez, em tramas paralelas que às vezes se encontram, explorando diferentes situações vividas por famílias que estão esperando bebês.

Dirigido por Kirk Jones, O Que Esperar Quando Você  Está Esperando teoricamente é uma adaptação do livro homônimo. Mas não se trata exatamente de uma adaptação, já que é um livro “não ficção” de dicas sobre gravidez que virou uma comédia romântica.

Como toda boa comédia romântica, O Que Esperar Quando Você  Está Esperando é raso, previsível e cheio de clichês. A vantagem é que aqui são vários núcleos, cada um com a sua trama independente, então temos diferentes opções para resolver as tramas. Quem curte o estilo vai gostar.

O roteiro é bem equilibrado entre os diversos núcleos – coisa que nem sempre acontece em “fillmes painel”. Os cinco casais têm aparentemente o mesmo tempo de tela e a mesma importância no filme. E ainda rola um divertido alívio cômico: os pais que levam os filhos para passear no parque, responsáveis por algumas das melhores cenas do longa.

O elenco, como era de se esperar, é o maior destaque de O Que Esperar Quando Você  Está Esperando. Afinal, não é todo dia que temos, juntos, Cameron Diaz, Elizabeth Banks, Jennifer Lopez, Anna Kendrick, Brooklyn Decker, Dennis Quaid, Chris Rock, Rodrigo Santoro, Chace Crawford, Ben Falcone, Mathew Morrison, Thomas Lennon e Joe Manganiello

Rodrigo Santoro merece um parágrafo à parte. Não só ele está muito bem, como fala um inglês perfeito e fluente ao longo de todo o filme (ele foi criticado na época d’As Panteras, porque seu personagem era marrento e não falava nada). Além disso, ele conseguiu um certo destaque num filme onde a trama é dividida entre diversos núcleos, já que ele faz parte de dois deles (um dos casais e o grupo de pais que passeia no parque). E tem mais: ele “pega” a Jennifer Lopez…

O fim do filme força um pouco a barra, colocando todos os bebês nascendo no mesmo hospital e na mesma hora. Mas, ora, é uma comédia romântica, alguém imaginava um fim criativo? 😉 Pelo menos podemos dizer que o público sai do cinema feliz e de bem com a vida…

Sessão de Curtas – RioFan

Brutal Relax, o melhor dos curtas da programação

Sessão de Curtas – RioFan

E vamos ao fim da minha curta participação no RioFan deste ano!

Sexta feira heu tinha dois filmes para ver no festival, um às 15:30, o outro às 19:30. O que fazer no intervalo? Aproveitei a sessão de curtas RioFan Shorts, com alguns curtas fantásticos gringos.

Eram cinco curtas. Um deles, espanhol, muito bom, muito engraçado. Dois deles eram interessantes mas irregulares; os outros dois eram bem ruinzinhos. Vou falar um pouquinho de cada um deles.

Brutal Relax, de David Munoz Palomares (Espanha)

Um sujeito, por recomendações médicas, vai para uma praia relaxar. Só que um ataque de monstos vindo do mar pode atrapalhar seus planos.
O curta se resume a mostrar mortes engraçadas e exageradas, com muito, muito gore. Hilariante! De longe, o melhor de todos os curtas do programa.

Pra quem tiver curiosidade, tem no youtube:
http://www.youtube.com/watch?v=_B26aTRmMB4&feature=related

Bariku Light, de Asier Abio (Espanha)

Um cara vê tv enquanto come batatas fritas e começa a comer o próprio corpo.
Duas ou três risadas pelo nonsense da história, que por sinal não faz o menor sentido.

Leyenda, de Pau Teixidor (Espanha)

Uma menina viaja no carro com os pais. Quando uma mulher misteriosa aparece, coisas começam a dar errado.
História envolvente, boa atuação do diminuto elenco. Pena que o fim (ou a ausência de fim) põe tudo a perder.

Ethereal Chrysalis, de Syl Disjonk (Canadá)

Copiando a sinpose do imdb: “Enter the multidimensional maze of the Ethereal Chrysalis, where the doors of perception become the annihilation of all rational thoughts.”
O filme não tem história, é uma sequência de imagens viajantes. Parece um estudo sobre efeitos especiais. Mas deve ser um trabalho de meio do curso de efeitos, alguns deles são bem toscos.

Je suis le responsable de la mort de Michel Foucault, de René Ballesteros (França)

Dois funcionários de um restaurante matam tempo com o superior deles.
Papo cabeça desnecessário. A cena com os três dançando é engraçada, mas completamente fora de propósito, e confirma a picaretagem do filme: “já que não temos conteúdo, criemos uma cena nonsense”.
E, pra piorar, era o único curta que não tinha nada de fantástico.

(Seo-bu-yeovj-hwa / Western Movie, de Lee Hynry-suk, estava programado para a sessão, mas a cópia não estava boa e o filme não foi exibido)

Enfim, fica a conclusão que heu já desconfiava: os longas valem mais a pena…

Pólvora Negra

Crítica – Pólvora Negra

Seguindo o RioFan 2012…

Anos depois de ter sido quase morto, Castilho Paredes volta à sua cidade atraído por um contrato como matador. Marcado e esquecido, ele cai no meio de um jogo de manipulações em uma disputa familiar por uma herança.

Não sei exatamente por que Pólvora Negra estava na programação do RioFan. É um filme independente, mas não tem nada de fantástico . Enfim, mesmo fora do perfil, trata-se de um bom filme…

Escrito e dirigido por Kapel Furman, Pólvora Negra foi classificado como um “western moderno”. É por aí, o filme é ambientado hoje em dia, em uma pequena cidade do interior – mas fora isso segue a lógica dos faroestes: um pistoleiro movido por vingança.

O visual do filme é bem legal. A fotografia usa cores sem vida, e a edição traz algumas sequências bem boladas (como a luta de boxe). A trilha sonora é outro ponto positivo. Os efeitos especiais nos tiroteios também não fazem feio, como acontecia com produções nacionais de décadas atrás.

A trama é um pouco confusa, não consegui entender alguns lances, como por que existia um terceiro pistoleiro na cena da praça. Mas nada que atrapalhe o desenrolar da história do anti-heroi. Também não gostei do fim, mas respeito a opção do diretor.

Só reconheci um nome do elenco: Suzana Alves, a “Tiazinha”, que tem um papel menor. Sendo que ela ficou conhecida por andar com pouca roupa, até que ela está bem como atriz vestida (o filme só tem uma breve cena de nudez, e não é com ela). Alguns dos atores estão um pouco caricatos, mas acho que essa era a intenção. Ainda no elenco, Nicolas Trevijano, Thais Simi, Ricardo Gelli e Munir Kanaan.

Dos três longas que vi no RioFan, este Pólvora Negra é o único que tem cara de que pode chegar no circuito. Tomara que sim!

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Nervo Craniano Zero

Crítica – Nervo Craniano Zero

O novo filme da Vigor Mortis, companhia que fez o genial Morgue Story – Sangue, Baiacu e Quadrinhos!

Com medo de uma possível crise criativa, uma escritora de sucesso chama um antigo namorado, neuro-cirurgião com o registro cassado, para reativar sua fracassada experência que usa um chip indutor de criatividade ligado ao cérebro. Mas antes de testar nela mesma, ela contrata uma ingênua garota do interior como cobaia.

A dúvida que heu tinha era se Nervo Craniano Zero seria do mesmo nível do ótimo Morgue Story. Boa notícia: sim, é tão bom quanto!

Nervo Craniano Zero segue a linha de terror / comédia, com fortes (e visíveis) influências de quadrinhos e de filmes dos anos 80. O clima é bem trash, boa solução para o apertado orçamento de apenas R$ 180 mil. Claro, o filme não é pra qualquer um. Mas quem entrar no espírito, vai se divertir muito. O filme tem vários momentos antológicos, a plateia dava gargalhadas ao longo da projeção.

Depois do filme, o diretor Paulo Biscaia Filho, acompanhado dos atores Leandro Daniel Colombo e Uyara Torrente, falou um pouco com a pequena porém lotada sala de cinema do CCJF. Ele explicou que os atores sabem que tudo é sátira, o público sabe que tudo é sátira – mas os personagens não sabem. Os personagens levam aquilo a sério! Isso proporciona ao filme uma série de diálogos sensacionais, todos no limite da caricatura.

O elenco está ótimo. Leandro Daniel Colombo, um dos destaques de Morgue Story, e Guenia Lemos, mezzo americana, mezzo curitibana, que já fez alguns filmes e seriados em Hollywood, mas nunca tinha feito nada aqui no Brasil, estão excelentes como o médico perturbado Bartholomeu Bava e a escritora de moral duvidosa Bruna Bloch. Mas o melhor de Nervo Craniano Zero é Uyara Torrente, que ficou famosa um tempo atrás por um video de sua banda que virou viral de internet. Aqui ela mostra que é uma excelente atriz, com sua Cristi, que começa como uma ingênua (e engraçadíssima) caipira, para depois mostrar que o personagem tem muito mais a oferecer.

A trilha sonora é outro destaque. Demian Garcia compôs várias trilhas eletrônicas com um delicioso ar oitentista. E a cereja do bolo é a única música que não foi composta para o filme: Total Eclipse Of The Heart, da Bonnie Tyler, vira a trilha pefeita para uma cena completamente imprevisível de cirurgia craniana. Nunca mais ouvirei Bonnie Tyler como antes!

A exibição do filme era pra ser em alta definição, Paulo Biscaia Filho trouxe uma cópia em blu-ray. Mas o projetor do cinema não deixou a imagem ficar boa. Paulo disse para vermos isso como algo positivo: a qualidade da imagem ia nos lembrar dos velhos vhs dos anos 80… Ainda quero rever Nervo Craniano Zero com imagem boa, mas posso dizer que isso não atrapalhou a boa fotografia do filme, cheia de cenários estilizados e com muito contra-luz. Soma-se a isso a boa maquiagem e os efeitos especiais, poucos e simples, mas eficientes para o que o filme pede.

A notícia ruim é que não sei quando nem como o leitor vai conseguir ver Nervo Craniano Zero. Até onde sei, Morge Story só passou aqui no Rio no Festival do Rio de 2009, e foram poucas sessões mal divulgadas. Paulo Biscaia Filho deu a dica: o dvd está à venda na Livraria da Travessa. Mas sem divulgação, pouca gente vai saber disso…

Que Nervo Craniano Zero consiga um espaço no circuito cinematográfico, ou pelo menos um bom lançamento no mercado de home video!