4.3.2.1

4.3.2.1

Outro dia vi uma lista de melhores filmes de 2010, e lá estava este 4.3.2.1, filme inglês do qual heu nunca tinha ouvido falar. Corri para baixar!

Quatro amigas se despedem e a partir daí, acompanhamos os próximos três dias de cada uma delas. Shannon (Ophelia Lovibond) está passando por um inferno astral; Cassandra (Tamsin Egerton) está indo pra Nova York para encontrar um namorado que conheceu pela internet; Kerrys (Shanika Warren-Markland) se reveza entre momentos românticos com sua namorada e brigas com seu irmão; Jo (Emma Roberts) está presa em um emprego ruim num pequeno mercado. Um roubo de diamantes que nada tem a ver com elas acaba as envolvendo.

A história não tem nada demais. O que é legal aqui é a forma como ela é contada. São quatro historinhas de vinte e poucos minutos, cada uma focando exclusivamente em uma das meninas. Como a linha temporal é a mesma, pequenos detalhes de cada historinha se entrelaçam com as outras. Só no fim é que conseguimos entender tudo o que aconteceu.

(Heu não sabia disso, quase desisti do filme porque o início sozinho não faz o menor sentido!)

Não conhecia o diretor Noel Clarke (também roteirista), vou procurar outros filmes dele. Tomara que sejam do mesmo estilo. E tomara que a edição seja tão legal como a de Mark Davis e Mark Everson, que fizeram um ótimo trabalho aqui.

O cartaz lembra Sex And The City. No imdb tem gente comparando a Quatro Amigas e Um Jeans Viajante. Mas isso é só porque os três filmes têm quatro mulheres como personagens principais. Se a gente olhar só o elenco e a trama de 4.3.2.1, pode até ser. Mas, se os outros filmes tivessem essa edição ágil e cheia de idas e vindas no tempo, seriam filmes bem melhores!

Sobre o elenco, podemos dizer que as quatro meninas, Ophelia Lovibond, Tamsin Egerton, Shanika Warren-Markland e Emma Roberts, fizeram um bom trabalho. Rola um belo trabalho de construção de personagens aqui. Como cada quarto do filme é focado em uma delas, temos oportunidade de olhar de perto cada uma. E cada uma das atrizes, aliadas ao afiado roteiro de Clarke, conseguiu fazer um bom trabalho. Cada personagem é completamente diferente das outras, assim como cada historinha também é completamente diferente das outras. Este é sem dúvida um dos pontos altos do filme.

(E ainda rolam divertidas pontas de Kevin Smith e Mandy Patinkin!)

Existe um gancho para uma continuação. Será que vem outro filme?

Não sei se 4.3.2.1 vai ser lançado aqui. Se não for, vale o download!

Caprica – Season Finale

Caprica – Season Finale

E, depois de apenas 18 sonolentos episódios, chegou ao fim a mal aproveitada série Caprica.

Caprica é um spin off de BSG, a trama se passa 58 anos antes dos eventos da série original. Mostra o início da criação dos Cylons, e um dos personagens principais é Joseph Adama, pai do almirante Adama de BSG.

O potencial era grande, mostrar a origem de tudo, mostrar os planetas e culturas das colônias antes da guerra. Mas o ritmo da série era lento demais. Principalmente por ser algo relacionado a BSG, uma série que tinha como uma das principais características o ritmo frenético.

A série não agradou, e foi cancelada. Depois do cancelamento, ainda fizeram alguns episódios e lançaram direto na internet. Heu achei a série tão chata que parei no meio. Até que o meu amigo Marcelo Melo me falou bem do fim do último episódio, e voltei a ver.

Realmente, os últimos dez minutos do episódio final são muito interessantes para os fãs de BSG. Algumas coisas importantes são explicadas, agora a gente entende melhor a motivação dos cylons em BSG. Fica a dica para quem começou e está pensando em desistir: o fim vale a pena!

E o pior é que não dá pra recomendar só o fim da série, porque quem não viu o início não vai entender quem são os personagens e eventos. Acho que o ideal seria alguém eliminar todas as partes monótonas e condensar toda a história em uma minissérie de duas ou três horas.

Tem mais um comentário que quero fazer, mas preciso do aviso de spoilers antes!

SPOILERS!

SPOILERS!

SPOILERS!

SPOILERS!

SPOILERS!

Nada a ver o destino que deram para o jovem William Adama. Pra que aquilo??? Completamente desnecessário!

FIM DOS SPOILERS!

Enfim, nada essencial. Mas quem for fã de BSG vai apreciar o fim da série.

Artur e a Vingança de Maltazard

Artur e a Vingança de Maltazard

Cinco anos atrás, Luc Besson largou uma “aposentadoria” de seis anos e voltou à cadeira de diretor com o drama Angel-A e com um simpático filme infantil, Arthur e os Minimoys. Assim que soube que a continuação, Artur e a Vingança de Maltazard, também dirigida por Besson, estava à venda aqui no Brasil, corri pra comprar o dvd.

A continuação segue o formato do primeiro filme: parte é filme com atores, parte é animação. Neste novo filme, Artur está prestes a sair da casa de seus avós quando recebe um chamado de socorro escrito num grão de arroz, e precisa voltar para o pequeno mundo em dos minimoys.

Artur e a Vingança de Maltazard tem um grave defeito – não tem fim! Acaba com um “continua em Artur e a Guerra dos Dois Mundos“. Detalhe: isto não é avisado em nenhum lugar da capa do dvd. Sem ver o fim do filme, fica difícil saber se o filme é bom…

Pra piorar, o título do filme fala sobre a “vingança de Maltazard” (vilão do primeiro filme). Mas o Maltazard só aparece no fim do filme!

De positivo, podemos falar que a animação é deslumbrante. Besson mais uma vez caprichou com o visual – aliás, como ele costuma sempre fazer. Em algumas cenas dava pena de ser em dvd, a imagem pedia uma tela de cinema, como as cenas na cidade de Max.

O elenco deste filme não tem tantos nomes famosos como o anterior, mas ainda é um grande elenco. Freddie Highmore (A Fantástica Fábrica de Chocolates, As Crônicas de Spiderwick), um pouco mais velho, volta ao papel de Artur, tanto na parte “live action” quanto na animação. Mia Farrow é novamente a avó; Jimmy Fallon e Snoop Dogg voltam a emprestar suas vozes para Betameche e Max. Uma coisa me incomodou no primeiro filme: a princesa Selenia, par romântico do jovem Artur, tinha a voz da cinquentona Madonna; a voz agora é da popstar teen Selena Gomez, mais compatível com a idade de Freddie Highmore. A voz de Maltazard também mudou, era do David Bowie, agora é do Lou Reed. Robert De Niro, Harvey Keitel e Emilio Estevez não voltaram para a continuação; os cantores pop Fergie e Will i Am dublam novos personagens.

Vou procurar o terceiro filme pra poder julgar melhor. Porque esta segunda parte ficou devendo.

Salt

Salt

Evelyn Salt é uma agente da CIA, conhecida e respeitada por todos. Quando um ex-agente russo entra na CIA e diz que o presidente russo será assassinado pela própria Salt, seus chefes ficam em dúvida se ela é uma agente dupla. Sem ter notícias de seu marido, Salt foge, e suas ações começam a levantar suspeitas. Afinal, quem é  Evelyn Salt e quais são seus planos?

Salt é um bom filme de ação, mas tem um problema básico: foi feito na época errada. Na boa? Um vilão clichê russo não tem mais sentido hoje em dia. Os realizadores do filme devem ter esquecido que a Guerra Fria acabou.

Além disso, tem algumas coisas no roteiro forçadas demais. Gosto do roteirista, Kurt Wimmer (roteirista de Código de Conduta e diretor de Equilibrium), mas acho que ele exagerou desta vez. Mas antes de continuar, vamos aos tradicionais avisos de spoiler.

SPOILERS!

SPOILERS!

SPOILERS!

SPOILERS!

SPOILERS!

Não vou falar de um suspeito de espionagem que não tem o sapato revistado antes de entrar na CIA. Não vou falar de uma suspeita que está presa na sala de interrogatórios da CIA e simplesmente sai sem ninguém ver. Não vou falar de uma pessoa que levou um tiro mas consegue ficar pulando de caminhões em movimento. Também não vou falar de uma mulher que pinta o cabelo e isso é suficiente para ela não ser reconhecida.

Vou falar de uma coisa só: por que diabos o russo entrou na CIA pra avisar que a Salt era inimiga??? Não seria muito mais fácil se ela continuasse sem ninguém desconfiar?

FIM DOS SPOILERS!

Se  a gente conseguir desligar estes detalhes, o filme é até divertido. As cenas de ação dirigidas pelo experiente Phillip Noyce (Perigo Real e Imediato, Jogos Patrióticos), são muito bem feitas, e os atores principais (Angelina Jolie, Liev Schreiber e Chiwetel Ejiofor) são muito bons e fazem um filme assim com um pé nas costas.

Enfim, só para aqueles que querem diversão sem pensar.

Top 10: Filmes de Natal

Top 10: Filmes de Natal

É Natal!

Em homenagem à data de hoje, resolvi montar um Top 10 de filmes de Natal!

Feliz Natal pra vocês!

Lembrando, sempre, dos Top 10 já feitos aqui no blog: filmes de zumbi, filmes com nomes esquisitos, filmes sem sentido, personagens nerds, estilos dos anos 80, melhores vômitos, melhores cenas depois dos créditos, melhores finais surpreendentes, melhores cenas de massacre, filmes dos ano 80 e 90 nunca lançados em dvd no Brasil, estilos de filmes ruins, casais que não convencem, musicais para quem não curte musicais, melhores frases de filmes, melhores momentos de Lost, maiores mistérios de Lost, piores sequencias, melhores filmes de rock, melhores filmes de sonhos, melhores filmes com baratas, filmes com elencos legais, melhores ruivas, melhores filmes baseados em HP Lovecraft, filmes que vi em festivais e mais ninguém ouviu falar, Atores Parecidos, Atrizes Parecidas, filmes de lobisomem e melhores trilogias. Visitem!

Em ordem decrescente…

10- Um Heroi de Brinquedo (1996)

Em cima da hora, na véspera do Natal, um pai resolve comprar para o filho o Turbo Man, o boneco mais badalado da época, esgotado em todas as lojas da cidade. Divertido filme da fase de comédias de Arnold Schwarzennegger.

9- Trocando as Bolas (1983)

Por causa de uma aposta, um rico e um mendigo trocam de lugar. Filme divertidíssimo com elenco afiado, Dan Aykroyd e Eddie Murphy no auge de suas carreiras. E ainda tem a Jamie Lee Curtis!

8- Noite do Terror – Black Christmas (1974)

Terror slasher sobre um assassino em uma fraternidade universitária. Claro, o assassino age durante o Natal. Olivia Hussey (Romeu e Julieta), Keir Dullea (2001) e Margot Kidder (Superman) no elenco! Teve uma refilmagem em 2006.

7- Santa’s Slay (2005)

Comédia de humor negro, meio trash, onde o Papai Noel é um demônio que perdeu uma aposta com um anjo, e teve que passar mil anos distribuindo brinquedos e alegria. Findo o prazo, agora ele quer vingança! Bill Goldberg, ex campeão de luta-livre, é o grande nome do filme, fazendo um Papai Noel com cara de lutador de telecatch.

http://blogdoheu.wordpress.com/2009/12/24/santas-slay/

6- Grinch (2000)

O Grinch é uma criatura que odeia o Natal, e por isso resolve estragar as festas da vila perto de sua casa. Baseado no livro do Dr Seuss, uma espécie de Monteiro Lobato dos EUA, muito famoso por lá mas pouco conhecido aqui. Jim Carrey, coberto de maquiagem, faz o Grinch.

5- Expresso Polar (2004)

Um garoto que não acredita em Papai Noel ganha um bilhete para uma viagem até o polo norte, direto para a casa do Papai Noel, pelo trem Expresso Polar. Excelente animação dirigida por Robert Zemeckis, baseada em atores usando sensores de movimento.

4- Esqueceram de Mim (1990)

Clássico das sessões da tarde, o filme passou tantas vezes na tv que a gente até se esquece que é bom. Roteiro de John Hughes e direção de Chris Columbus, mostra um garoto de oito anos que foi esquecido sozinho em casa quando a família viaja pra passar o Natal na França. Macaulay Culkin é famoso até hoje por este filme e sua continuação.

3- Duro de Matar (1988)

O policial novaiorquino John McLane vai para Los Angeles para passar o Natal com sua esposa. Quando terroristas tomam conta do prédio onde ele está, McLane vira a única opção de resgate. Excelente filme de ação dos anos 80, confirmou Bruce Willis como um dos “action heroes” do cinema de ação dos anos 80.

2- Estranho Mundo de Jack / The Nightmare Before Christmas (1993)

Jack Skellington, rei  da cidade do Dia das Bruxas, conhece a cidade do Natal, e fascinado, resolve sequestrar o Papai Noel e fazer o Natal à sua moda. Animação excelente, escrita por Tim Burton e dirigida por Henry Selick.

1- Gremlins (1984)

Um dos melhores filmes dos anos 80, meio terror, meio comédia, meio fantasia. Excelentes efeitos especiais, as criaturas (mogwais e gremlins) são perfeitas. E se passa no Natal. Teve uma continuação em 1990, também no Natal.

p.s.: Nunca vi A Felicidade Não se Compra, de Frank Capra, considerado um dos melhores filmes de Natal por 9 entre 10 listas de filmes natalinos. Por isso, não entrou. Quem sabe numa próxima lista?

p.s.2: Ontem ouvi falar de um filme de terror chamado Santa Claws, de 1996. Não vi, mas, com esse nome, tem tudo para estar na minha lista de próximos filmes!

Top 10: Melhores Trilogias

Top 10: Melhores Trilogias

Fazer uma lista das dez melhores trilogias do cinema não é tarefa muito fácil, tem suas armadilhas…

Em primeiro lugar, a gente só precisa pensar numa lista de cinco. Porque as outras cinco são meio óbvias, não? Qualquer lista de melhores trilogias tem que trazer O Poderoso Chefão, De Volta Para o Futuro, Guerra nas Estrelas, Indiana Jones e O Senhor dos Anéis. Alguém discorda de alguma destas escolhas?

E aí aparecem os problemas. Primeiro, vou citar o exemplo Matrix. O prmeiro filme é excelente, um marco na ficção científica. Aí resolveram fazer um segundo, fraco. E um terceiro, ruim, muito ruim. Como filme, Matrix entra em lista de melhores; como trilogia, a lista é de piores. Situação parecida (mas com quedas de qualidade menos bruscas) aconteceu com X-Men e Homem Aranha – ambos tiveram dois bons filmes e um terceiro bem mais fraco.

Também tem os casos que não param no terceiro filme. Resident Evil eram só 3, entraria fácil na lista. Mas aí veio um quarto, que ainda tem gancho pro quinto. O mesmo com A Hora do Pesadelo (foram sete ou oito?), Sexta Feira 13 (acho que foi até o treze!), Jogos Mortais (sete, por enquanto) e muitos outros exemplos.

(Nesse critério, infelizmente Alien fica de fora. Foram quatro filmes. Só se a gente ignorar o fraco Alien 3 e ficar só com o Alien 4, que é bizarro, mas melhor que o 3!)

Se tivesse espaço pra mais cinco (as cinco “obrigatórias” mais outras dez), heu incluiria Mad Max, Jurassic Park, Austin Powers, Exterminador do Futuro e Corra Que a Polícia Vem Aí. Mas este é um Top 10, e não Top 15. Então, aí vão as minhas dez trilogias!

Lembrando, sempre, dos 26 Top 10 já feitos aqui no blog: filmes de zumbi, filmes com nomes esquisitos, filmes sem sentido, personagens nerds, estilos dos anos 80, melhores vômitos, melhores cenas depois dos créditos, melhores finais surpreendentes, melhores cenas de massacre, filmes dos ano 80 e 90 nunca lançados em dvd no Brasil, estilos de filmes ruins, casais que não convencem, musicais para quem não curte musicais, melhores frases de filmes, melhores momentos de Lost, maiores mistérios de Lost, piores sequencias, melhores filmes de rock, melhores filmes de sonhos, melhores filmes com baratas, filmes com elencos legais, melhores ruivas, melhores filmes baseados em HP Lovecraft, filmes que vi em festivais e mais ninguém ouviu falar, Atores Parecidos, Atrizes Parecidas e filmes de lobisomem. Visitem!

Em ordem decrescente…

10- Trilogia Mariachi

Robert Rodriguez é um cara tão legal que merece espaço aqui no blog sempre. Por isso, abro o Top 10 com a sua trilogia Mariachi. Os filmes são independentes entre si, mas todos têm o mesmo personagem central, o “Mariachi”.
El Mariachi é meio tosco, tem a fama de ser um dos filmes mais baratos da história; Era Uma Vez no México é divertido, mas meio bagunçado. A Balada do Pistoleiro é o meu preferido entre os três.

9- Trilogia da Vingança

Aqui no Brasil todo mundo conhece Oldboy, considerado pela crítica o melhor filme do ano que foi lançado (acho que foi 2005). Mas nem todos sabem que ele é o filme do meio da “trilogia da vingança” de Chan-wook Park.
Oldboy é realmente um filmaço. Pena que os outros dois não são tão bons. Mr Vingança (2002) é meio tosco; Lady Vingança (2005) parece uma cópia de Kill Bill

8- Toy Story

Uma das características que faz a Pixar ser o melhor estúdio de animação da atualidade é o fato de investirem quase sempre em histórias originais, deixando de lado as continuações (caminho mais fácil, mas que raramente mantém a qualidade).
Até agora a única continuação tinha sido Toy Story 2, bom filme, mas um pouco inferior ao primeiro. Até que, este ano, surgiu Toy Story 3. Simplesmente um dos melhores filmes do ano!

7- Evil Dead

O primeiro Evil Dead, de 1981, lançado aqui com o nome A Morte do Demônio, é sensacional, um dos melhores filmes de terror da história. Com pouco dinheiro, Sam Raimi usou criatividade e fez um filme assustador e divertido ao mesmo tempo.
Seis anos depois, em 1987, veio a parte 2, que parecia uma refilmagem do primeiro, mas em vez de terror, era comédia de humor negro.
O terceiro, de 1992, é mais fraco, mas ainda muito divertido!

6- Trilogia dos Mortos

George A. Romero inventou o conceito de filmes de zumbi em 1968, com A Noite dos Mortos-Vivos, um filme sério, lento e tenso. Obra prima.
O conceito foi desenvolvido com as duas continuações, O Despertar dos Mortos (78) e O Dia dos Mortos (85). Os filmes são independentes entre si, mas são unidos pela temática zumbi.
Romero voltou ao tema com mais três filmes na primeira década do novo milênio (Terra dos Mortos (2005), Diário dos Mortos (2007) e Survival of the Dead (2009)), mas, quando se fala de de “trilogia dos mortos”, todo mundo só lembra dos três primeiros, os “clássicos”.

5- De Volta Para o Futuro

O primeiro De Volta Para o Futuro foi um dos melhores filmes dos anos 80. Um filme perfeito, com o roteiro redondinho, atuações excelentes, efeitos especiais deslumbrantes e ação de tirar o fôlego. Claro que iam fazer uma continuação, né?
Para a continuação, resolveram filmar ao mesmo tempo as partes 2 e 3, e lançar com intervalo de seis meses no cinema. O 2 é confuso, com muitas idas e vindas no tempo, mas, junto com o 3, fecha com chave de ouro.

4- O Senhor dos Anéis

O projeto era arriscado. Peter Jackson era um diretor semi desconhecido, e queria levar uma grande equipe para a distante Nova Zelândia para passar mais de um ano filmando três longos filmes de uma vez, baseados em um livro considerado infilmável. E, pra piorar, Jackson queria fazer os três de uma vez, ou seja, se o primeiro fosse um fracasso comercial, o estúdio teria outros dois elefantes brancos guardados.
Os filmes ficaram ótimos, foram grande sucesso de bilheteria, e o terceiro filme é recordista de Oscars, ganhando 11 estatuetas em 2004, incluindo melhor filme e melhor diretor. Nada mal, não?

3- Indiana Jones

Talvez os três melhores filmes de aventura da década de 80. Diversão garantida para toda a família, da criança ao vovô. Não conheço ninguém que não curtiu.
Em 2008 veio um novo filme, Indiana Jones e a Caveira de Cristal. Assim, algumas pessoas podem considerar uma quadrilogia. Mas este quarto filme veio beeem depois. A trilogia feita entre os anos 1981 e 1989 já era trilogia há tempos…

2- O Poderoso Chefão

Francis Ford Coppola lançou em 1972 uma de suas obras primas, O Poderoso Chefão, e ganhou, entre outros prêmios, os Oscars de melhor filme e melhor diretor. Dois anos depois, lançou uma continuação tão boa que conseguiu algo que até hoje nenhuma outra continuação alcançou: Oscars de melhor filme e melhor diretor de novo. A terceira parte veio em 90. É um bom filme, mas um pouco inferior. Sua filha Sophia Coppola provou que não pode ser atriz!

1- Guerra nas Estrelas

Os críticos caretas vão discordar, dizendo que O Poderoso Chefão merecia o primeiro lugar. Mas sou fã de Guerra nas Estrelas, oras! E digo mais: O Retorno do Jedi é melhor que o Chefão 3!
Precisa dizer algo? Guerra nas Estrelas criou um novo universo, pegando elementos aqui e acolá. É a eterna luta do bem contra o mal, o mocinho querendo resgatar a mocinha das garras do vilão, elementos místicos e mágicos ensinados por velhos sábios, – está tudo lá! Mas com uma roupagem nova. E com efeitos especiais até então nunca vistos.
(Comentário importante: trilogia boa de Guerra nas Estrelas é que nem Highlander: “There can be only one!”)

p.s.: A Trilogia dos Dólares, de Sergio Leone (Por um Punhado de Dólares, Por uns Dólares a Mais, Três Homens em Conflito), poderia estar aqui. Mas, por uma grande falha minha, só vi até hoje dois filmes do Sergio Leone (Era uma Vez na América e Era uma Vez no Oeste). Fiquei devendo aqui!

p.s.2: Respeito a Trilogia das Cores (A Liberdade é Azul, A Igualdade é Branca, A Fraternidade é Vermelha). Mas acho Kieslowski chaaato…

Minhas Mães e Meu Pai

Minhas Mães e Meu Pai

Uma premissa interessante e um bom elenco. Parece garantia de um bom programa, não? Nem sempre…

As mulheres Nic e Jules são um casal, com dois filhos adolescentes, Joni e Laser. Ambos foram concebidos por inseminação artificial, o mesmo doador foi usado para as duas mães. Joni e Laser resolvem encontrar o pai biológico, que bagunça a rotina da família com a sua chegada.

O filme não é ruim, longe disso. Mas também não é bom. É daquele tipo de filme que, quando acaba, a gente se pergunta “pra que dediquei uma hora e quarenta minutos da minha vida a isso?”. Minhas Mães e Meu Pai é daquele tipo de filme que não te leva a lugar nenhum.

Cinema tem que ter magia. Cinema tem que trazer histórias interessantes. E a história de Minhas Mães e Meu Pai é banal. E olha que me empolguei com o título original do filme, The Kids Are Allright, que foi tirado de uma música do The Who, banda que não está nem na trilha sonora!

Pena, porque o elenco é muito bom. O trio principal, Julianne Moore, Annette Bening e Mark Ruffalo, está inspirado. E os filhos são interpretados por Mia Wasikova (A Alice de Tim Burton) e Josh Hutcherson (que esteve em vários filmes infanto-juvenis nos últimos anos, como Zathura, Ponte Para Terabithia e Viagem Ao Centro da Terra).

Enfim, como disse, não é ruim. Mas só recomendo àqueles que estiverem com tempo sobrando…

Tokyo Zombie

Tokyo Zombie

Conversando com a grande amiga (e excelente cantora) Vivian Benford (www.vivianbenford.com), ela me recomendou este Tokyo Zombie, filme japonês de zumbi do qual heu nunca tinha ouvido falar.

Antes do filme, rola um texto explicativo, algo mais ou menos assim: “Esta história começa numa fábrica de extintores de incêndio em Tóquio. A fábrica juntou uma enorme pilha de lixo, onde as pessoas vinham e jogavam fora diversas coisas. Recentemente virou também um cemitério para aqueles com problemas. A pilha de lixo ganhou o nome ‘Black Fuji’.”

Neste cenário, conhecemos nossos herois: Fujio (Tadanobu Asano) e Mitsuo (Sho Aikawa), dois trabalhadores obcecados por lutas. Acidentalmente, ele matam o seu chefe, e vão enterrá-lo no Black Fuji. E, como sempre, sem motivo aparente, os mortos enterrados lá voltam à vida como zumbis comedores de gente…

Ok, a gente já viu isso antes. Mas aqui tem uma novidade: Tokyo Zombie tem uma virada bem bolada no roteiro, mostrando uma segunda parte com uma sociedade diferente controlada pela classe social mais rica.

Infelizmente, Tokyo Zombie tem dois problemas. Seus zumbis aparecem pouco, e são muito sem graça. Há tempos que não vejo zumbis tão bobos! Além disso, o fim do filme é extremamente previsível.

Enfim, opção interessante para quem curte trashs japoneses. Só não espere algo do nível de The Machine Girl

Bikini Bandits Experience

Bikini Bandits Experience

Semana passada me mandaram um e-mail com um link para baixar um filme com uma das sinopses mais sensacionais que já li na minha vida. Segue o texto do e-mail:

As Bandidas de Bikini são um grupo de garotas bonitas, assaltantes, cujo roupa é um singelo bikini que mal esconde seus corpos sensuais. Infelizmente, logo após o primeiro assalto morrem quando o seu carro cai num penhasco. Vão para o Inferno onde têm que cumprir uma missão: voltar no tempo e perverter a virgem Maria. No entanto são convertidas pelo Papa (Dee Dee Ramone), antes de cometerem tão blasfemo ato. Voltam ao Inferno onde batalham com satanás. Entretanto fogem outra vez para a terra onde vivem um tempo numa quinta Amish, sempre de bikini. Mas um jovem atrasado mental amish é raptado pela indústria porno para se aproveitar do seu colossal penis. As bikini bandits decidem ajudar a esposa (e irmã) do atrasado mental e combater o Evil Porn Diretor (Jello Biafra).

Mulheres de biquíni, armas, ícones punk e um roteiro nonsense. Tinha tudo pra dar certo!

Mas não deu. Bikini Bandits Experience é uma das piores porcarias que já vi! E olha que já vi muita porcaria na minha vida!

Bikini Bandits Experience tem elementos divertidos, mas não tem uma coisa básica para um filme: roteiro. O diretor Steve Grasse resolveu filmar de qualquer maneira as cenas que estão na sinopse. Isso deve dar uma meia hora de filme. Então ele inseriu vários clipes sem sentido, metade falando mal de uma suposta loja, a outra metade mostrando garotas de biquini. Ainda tem umas animações tosquérrimas em cima de gravações telefônicas, aparentemente entre ele e o produtor. Assim, ele conseguiu 53 minutos de filme e acho que ele ficou satisfeito.

Nem a parte óbvia do filme presta. O filme é fraco nos quesitos sexo, nudez e violência. Fraco mesmo, não rola nada de sexo, não me lembro de nudez (a não ser rapidamente quando uma mulher de seios grandes pula e o biquini dela escorrega pro lado). E a violência é tosca, tosca, rolam uns “defeitos especiais” simulando tiros, e ninguém nunca é atingido por estes supostos tiros…

Sobre o elenco, todas as moçoilas são péssimas atrizes (o que era de se esperar), e não tiram a roupa pra compensar isso. E como são várias, nem dá pra saber exatamente qual é qual – bem que uma delas, a ruiva, merecia mais tempo de tela… No elenco masculino, pra quem não sabe, Dee Dee Ramone era dos Ramones e Jello Biafra, dos Dead Kennedys. Além dos dois citados na sinopse, o filme ainda traz Maynard James Keenan, da banda Tool, e Corey Feldman, como se ele fosse uma grande estrela.

(Diz a lenda que Feldman, em uma entrevista, se arrependeu de ter entrado no projeto.)

Ainda podia piorar? Claro que sim. Se todas as mulheres estão de biquini, todos os personagens masculinos são figuras grotescas. Alguns são inseridos gratuitamente na história, em pequenas vinhetas. Outros, ao longo do “filme”.

E, sr. Steve Grasse, uma dica: retardados mentais são pessoas doentes, não são pessoas engraçadas.

Gosto muito de filmes ruins. Mas, desta vez, fiquei querendo os meus 53 minutos de volta!

Tron – O Legado

Tron – O Legado

Finalmente, estreou o aguardado Tron – O Legado!

Kevin Flynn (Jeff Bridges) desapareceu alguns anos depois do primeiro filme. Nos dias de hoje, seu filho, Sam Flynn, hoje com 27 anos, é o rebelde herdeiro da gigante Encom. Acidentalmente, Sam vai parar dentro do mundo digital, que está sendo controlado ditatorialmente por Clu, uma cópia digital de Kevin Flynn.

Dirigido pelo estreante Joseph Kosinski, Tron – O Legado é provavelmente o filme mais aguardado dos últimos tempos. Lembro de um trailer que rolou na Comic Con de 2008 (algum filme já teve paineis em três Comic Cons seguidas?). E fica a pergunta: valeu tanta espera? A resposta é sim e não. O visual do filme é deslumbrante. Mas infelizmente isso não apaga as falhas do filme…

O primeiro Tron, de 1982, foi um marco na história dos efeitos especiais no cinema. Era um filme passado boa parte dentro de um computador, numa época que quase ninguém tinha intimidade com computadores, uma época que efeitos especiais por computador eram raros. Tron – O Legado seguiu a tradição e trouxe uma inovação que provavelmente será moda em Hollywood em breve: um ator rejuvenescido digitalmente. Jeff Bridges aparece em duas versões: o Kevin Flynn atual, com sessenta anos, e Clu, a versão digital, com a mesma cara que ele tinha 28 anos atrás.

Ficou perfeito? Bem, acho que daqui a alguns anos a gente vai rever e achar tosco. Mas, pela tecnologia que existe hoje em dia, ficou muito bom! É impressionante ver o Jeff Bridges mais novo atuando ao lado do atual. Não é um “Jar Jar Binks”, um simples boneco digital. É o mesmo ator que já vimos em tantos filmes por aí. (Diz a lenda que James Cameron, ao ver o resultado, disse para o Spielberg preparar um novo Indiana Jones para o Harrison Ford…)

Aliado a isso, foi feito um grande upgrade no mundo digital apresentado no primeiro filme. Os mesmos veículos, roupas, objetos, cenários, tudo voltou melhorado. Até os jogos, que às vezes parecem meio confusos (síndrome de Transformers?), estão muito mais bem feitos. O visual é um pouco escuro, mas é de deixar o queixo caído.

(Só não gostei do 3D. Achei um desperdício. Poucas cenas realmente usam todo o potencial. Podia ser só em 2D que não ia fazer diferença.)

Mas aí vem o lado fraco: o roteiro. Alguns elementos são jogados na história e depois deixados de lado, como por exemplo todo o discurso sobre software livre que rola no início do filme. Ou então a interessante e sub-aproveitada história dos ISOs. Isso tornou o filme um pouco longo demais (pouco mais de duas horas), desnecessariamente.

Mesmo assim, achei o resultado positivo. Pode não ser um dos melhores filmes do ano, mas não decepciona.

No elenco, o grande nome é Jeff Bridges, que faz um vilão digital e um mocinho meio guru, meio Lebowski. Outros dois nomes do elenco também chamam a atenção. Um é Michael Sheen, exagerado no ponto exato (adorei a dancinha que ele faz no meio da briga). A outra é Olivia Wilde, linda, linda, linda. Bruce Boxleitner, do primeiro filme, também volta em uma rápida versão rejuvenescida digitalmente, mas, como é um ator muito menos conhecido, aparece pouco na tela. Pena que o ator principal, Garrett Hedlund, é tão fraquinho…

(Fiquei com vontade de rever Turistas, aquele filme ruinzinho filmado no Brasil. Tem a Olivia Wilde de biquini, e também tem nudez gratuita da Beau Garret, que faz a Gem aqui em Tron – O Legado)

A inspirada trilha sonora, a cargo da dupla francesa Daft Punk, é outro dos acertos do filme. Com temas instrumentais meio vintage meio sinfônicos, a trilha funciona perfeitamente. E ainda rola um cameo da dupla: eles são os djs que estão na festa no End Of The Line Club.

No fim, o resultado não ficou de todo ruim. Mas fica aquela sensação de que, com um roteiro melhor e talvez um diretor mais experiente, poderia ser bem melhor.