Demônio

Demônio

Novo filme com o polêmico nome M Night Shyalaman envolvido. Felizmente, fora da cadeira de diretor!

Um policial é chamado para investigar um suicídio, quando, no mesmo prédio, cinco pessoas ficam presas num elevador. E o diabo está entre eles!

O coisa ruim em pessoa está presente. Isso não é um spoiler, não só está no título e no cartaz do filme, como ainda rola uma narração em off e um personagem falando sobre isso. O único mistério é qual deles é o capiroto…

Na minha humilde opinião, o filme tem dois defeitos, e ambos têm a cara do Shyamalan. O primeiro, como disse no parágrafo anterior, é o excesso de explicações – não só existe uma narração como um dos personagens ainda repete tudo. O outro problema são os diálogos, fraquíssimos. Alguns lembram o trash Dama na Água, como o momento que um cara joga um pão com geleia no chão para provar a proximidade do cramulhão!!!

Mesmo assim, o resultado final é positivo. Se este filme viesse logo depois de Corpo Fechado, o nome de Shyamalan não seria hoje sinônimo de galhofa.

O filme é o primeiro de um projeto de Shyamalan, o “The Night Chronicles” (“As Crônicas da Noite”, ou “As Crônicas do próprio M Night Shyamalan”), onde outros diretores filmarão histórias suas. Aqui, só a ideia é dele, o roteiro e a direção estão em outras mãos. Se o roteiro de Brian Nelson (30 Dias de Noite) traz alguns diálogos dispensáveis, pelo menos a direção de John Erick Dowdle (Quarentena) tem planos mais ágeis do que Shyamalan costuma fazer. Assim, Demônio consegue manter a tensão e o interesse durante todo o filme.

O elenco de nomes desconhecidos entrega o esperado: ninguém se destaca, ninguém atrapalha. Quem acompanha o blog vai reconhecer pelo menos um nome: a sérvia Bojana Novakovic, que teve pequenos papeis em Arraste-me Para o Inferno e O Fim Da Escuridão.

Enfim, não se tornará um clássico. Mas é melhor que muita coisa lançada por aí…

Skyline – A Invasão

Skyline – A Invasão

A popularização dos efeitos especiais por computador – os famosos cgi – mudaram o modo de se fazer blockbusters hollywoodianos. Hoje, com efeitos bem mais baratos e ainda melhores, custa muito pouco para se mostrar na tela uma devastação do nível do Independence Day. E aí veio o problema: com o aumento da quantidade de filmes, a qualidade nem sempre esteve por perto…

Na trama, Jarrod (Eric Balfour) vai para Los Angeles reencontrar um velho amigo que hoje está rico. Depois de uma festa em sua cobertura, durante a madrugada, misteriosas luzes azuis alienígenas aparecem e começam a abduzir centenas de pessoas.

A comparação com Distrito 9 é inevitável, por se tratarem de filmes baratos sobre invasão alienígena e por ambos terem efeitos especiais impressionantes. E a diferença entre ambos os filmes é clara: Distrito 9 tem um bom roteiro que é ajudado pelos efeitos; Skyline não tem um bom roteiro, e se apoia apenas nos efeitos.

Se a gente pode falar bem de uma coisa aqui são os efeitos especiais. As filmagens custaram meio milhão de dólares; os efeitos custaram 10 milhões… Os irmãos diretores Colin e Greg Strause não têm muita experiência em direção, mas por outro lado, tem um vasto currículo em departamentos de efeitos especiais, em dezenas de filmes, alguns muito famosos, como Titanic e Avatar. Assim, Skyline traz excelentes momentos de correria, tiros, explosões, naves e criaturas alienígenas. Sem dúvida, os melhores momentos do filme.

(Falando nos diretores, parece que eles estão sofrendo um processo. Eles foram contratados para trabalhar nos efeitos especiais de Battle Los Angeles, um filme que fala de invasão alienígena em Los Angeles. E ao mesmo tempo fizeram Skyline, um outro filme que fala de invasão alienígena em Los Angeles…)

Mas, se os efeitos são bons, o roteiro é muito fraco. Com pontas soltas, situações mal explicadas e desnecessárias e personagens mal construídos, efeito nenhum segura um filme, por melhor que seja. E o elenco “B” também não ajuda – os atores nem são ruins, mas não tem nenhum de ponta, todos têm carreira em seriados de tv. Eric Balfour esteve em A Sete Palmos e 24 Horas; Donald Faison é um dos principais médicos de Scrubs; David Zayas fez Dexter e Oz (entre outras séries); Brittany Daniel fez That 80’s Show e The Game (entre outras séries); Sottie Thompson fez Navy NCIS e Trauma (entre outras séries) e Crystal Reed é quase uma estreante, mas já participou de CSI, CSI NY e The Hard Times Of RJ Berger

Falei que o roteiro era fraco, né? A “cereja do bolo” veio com o fim do filme. Aquela sequência final é muito tosca! Parece que quer confirmar a vocação para trash…

Enfim, só pra quem gosta de efeitos especiais. Ou pra quem gosta de filmes trash. Ou pra quem gosta de ambos…

p.s.: Eric Balfour, você não é Will Smith, nem está em Independence Day. Você não pode dar um soco na cara de um alien!

A Sétima Alma

A Sétima Alma

Filme novo do mestre Wes Craven em cartaz!

A trama é o de sempre. Sete adolescentes nasceram no mesmo dia que um misterioso serial killer supostamente morreu. Dezesseis anos depois, cada um dos jovens começa a morrer, como se o serial killer tivesse voltado. Ou reencarnado em um deles…

Podemos ver A Sétima Alma (My Soul To Take, no original) sob dois ângulos:

– Apenas mais um slasher adolescente. A gente já viu tudo isso em outros filmes.

– Ok, não tem nada de novo. Mas pelo menos a produção é bem feita e o roteiro não insulta a inteligência do espectador.

Prefiro pensar na segunda opção. Um divertimento honesto, sem pretensões de se tornar um novo clássico do horror.

O diretor (e aqui também roteirista) Wes Craven é um cara experiente quando se fala em cinema de terror. Fez bons filmes que fizeram muito sucesso (A Hora do Pesadelo, a trilogia Pânico), bons filmes que pouca gente viu (A Maldição dos Mortos Vivos), filmes legais mas esquisitos (As Criaturas Atrás das Paredes), filmes hoje considerados clássicos do terror (Quadrilha de Sádicos), fez até um dos piores filmes de lobisomem da história (Amaldiçoados). Este A Sétima Alma não é um dos seus melhores, mas também não é um dos piores. E, se tem gente com mão boa na direção, um filme maomeno pode funcionar.

O elenco tem um defeito bastante comum em Hollywood: se os personagens têm 16 anos, por que usar atores de 22? Fui checar no imdb, pelo menos quatro dos garotos nasceram em 1988 (um é de 1990, os outros dois não têm data de nascimento). Bem, observação feita, o elenco é o que se espera: ninguém se destaca, tampouco ninguém atrapalha. E o protagonista Max Thieriot aos poucos vai virando um nome conhecido, depois de papeis menores (mas importantes) em Jumper e O Preço da Traição.

A Sétima Alma tem um detalhe diferente da maioria dos filmes atuais de terror: economiza no sangue e no gore. Gostei desta opção de Craven. Mas talvez decepcione a “geração Jogos Mortais“…

No fim, o resultado não é ruim. Mas é aquilo que falei, também não traz nada de novo. Se tivesse sido feito uns 20 anos antes, quem sabe?

Tetro

Tetro

Semana passada rolou aqui no Rio uma pré-estreia (pouco divulgada pela mídia) de Tetro, o novo filme de Francis Ford Coppola. Detalhe: com o próprio Coppola presente!

Prestes a completar 18 anos, Bennie vai até Buenos Aires para procurar o seu irmão mais velho, agora chamado Tetro, que um dia saiu de casa para um ano sabático e nunca mais voltou. Ao encontrar uma peça de teatro incompleta escrita pelo irmão, Bennie descobre que pode também encontrar a resposta paras os mistérios de sua família.

Antes do filme, Coppola explicou que se trata de um filme pessoal, sobre família. Um “filme menor”. E Tetro nem é ruim. Mas, sabe qual é o problema? A gente espera sempre mais de um cara que dirigiu coisas do nível de Apocalipse Now e a trilogia O Poderoso Chefão. Afinal, vinte anos atrás, “filme menor” do Coppola era O Selvagem da Motocicleta

Na verdade, Tetro é um drama familiar com cara de dramalhão latino – talvez por isso a opção de filmar na Argentina. E é, na minha humilde opinião, um pouco longo demais – o filme tem pouco mais de duas horas e chega a ficar cansativo. Se tivesse meia hora a menos, seria mais enxuto e mais agradável.

O elenco está bem. Aliás, comentei outro dia que um ator brasileiro poderia estar no lugar de Javier Bardem em Comer Rezar Amar, né? Tetro é passado em Buenos Aires, mas dentre os atores principais não tem nenhum argentino. Os irmãos são interpretados pelos americanos Vincent Gallo e o ainda desconhecido Alden Ehrenreich, e a esposa de Tetro é a espanhola Maribel Verdú. E a também espanhola Carmen Maura e o austríaco Klaus Maria Brandauer também têm papeis importantes. Os argentinos ficaram com papeis menores…

A fotografia em preto e branco mostra belas imagens do bairro Boca, em Buenos Aires. E algumas cenas de flashbacks são coloridas, granuladas. Recurso meio careta, muito usado, mas ainda eficiente.

Parece que Coppola sabe que seu novo filme não vai agradar à crítica. Em uma cena, ele parece que manda um recado direto, quando, ao encontrar uma famosa crítica de teatro, Tetro diz algo como “agora, a sua opinião não me importa mais”. É isso aí, Coppola vai fazer o que quiser. E danem-se os críticos…

Para terminar, fica aqui uma foto do “hômi”, tirada dentro do Espaço de Cinema, pelo meu amigo Luiz Alberto Benevides, também conecido como “Luiz com Z”. (Não, não consegui autógrafo…)

Mortadelo e Salaminho – Agentes Quase Secretos

Mortadelo e Salaminho – Agentes Quase Secretos

De uns anos pra cá, virou moda filme baseado em quadrinhos sérios. Mas os filmes baseados em quadrinhos de humor são mais raros. Por isso me empolguei quando vi este filme com os atrapalhados agentes secretos Mortadelo e Salaminho para vender na promoção da Casa & Vídeo.

Na trama deste filme espanhol de 2003, o Professor Bactério inventa uma nova arma, chamada DDT (algo como “Desmoralizador De Tropas”), que serve para derrotar um exército inteiro sem precisar dar nenhum tiro. Mas a arma é roubada e oferecida a um país vizinho, Tirania, cujo ditador quer entrar em guerra com a Rainha da Inglaterra. O Super, chefe da agência T.I.A., sabendo que seus agentes Mortadelo e Salaminho são dois trapalhões, chama um agente estrangeiro para resolver o caso. Mortadelo e Salaminho, com inveja, resolvem agir por conta própria.

Vou confessar que não era muito fã dos quadrinhos, escritos por Francisco Ibañez. Preferia, no mesmo formato, os franceses Asterix e Obelix. Mas li muitas histórias, me lembro bem. Por isso foi uma agradável surpresa ver que o filme conseguiu captar muito bem a essência dos quadrinhos. Digo mais: a adaptação aqui funcionou melhor do que todos os filmes do Asterix que heu já vi! Vários detalhes dos quadrinhos estão lá, a ambientação é perfeita. E os atores…

Um parágrafo à parte para falar das caracterizações. Benito Pocino está IGUAL ao Mortadelo! Acho que nem com cgi eles conseguiriam um Mortadelo tão real. Até nos disfarces nonsense, típicos dos quadrinhos. E Pepe Viyuela não fica muito atrás, ele está excelente como Salaminho. Mariano Venancio e Janfri Topera também estão ótimos como o Super e o Professor Bactério, respectivamente, mas estas caracterizações eram mais fáceis. E, para fechar, Dominique Pinon, de Delicatessen e Amélie Poulain, caricato (e genial) como sempre, faz Fredy Mazas, o agente secreto estrangeiro.

Ok, o humor às vezes é meio bobo. Mas, caramba, a gente tem que se lembrar que se trata de uma adaptação de quadrinhos de humor escrachado. Às vezes, parece que estamos vendo um filme nonsense, na onda do trio Zucker-Abrahams-Zucker (Apertem Os Cintos, Top Secret). Se algumas piadas são bobas, outras são hilárias!

(E tem mais: o filme é direcionado para a criançada. O humor serve também para os pequenos!)

Um filme desses, pra funcionar, precisaria de efeitos especiais excelentes. E, segundo o imdb, este filme tem o maior orçamento em efeitos especiais da história do cinema espanhol! E, realmente, os efeitos digitais aqui funcionam perfeitamente. Todos os exageros dos quadrinhos estão nas telas; e nada de efeitos parece fora do lugar. Os efeitos são melhor usados do que muita produção hollywoodiana…

Parece que existe um outro filme, mas sem o Benito Pocino… Será que presta? Vou procurar…

Deu vontade de reler Mortadelo e Salaminho…

Boogie Woogie

Boogie Woogie

Sou muito fã do filme Boogie Nights, com a Heather Graham. Quando heu soube de um filme com a mesma atriz, chamado Boogie Woogie, corri para ver!

Mas Boogie Woogie não tem nada a ver com os temas do filme de 1997. Boogie Woogie é um quadro de Mondrian, e o filme aqui fala de arte moderna. O filme mostra os bastidores da cena londrina contemporânea de arte moderna.

O elenco é muito bom. Heather Graham, Amanda Seyfried, Gillian Anderson, Charlotte Rampling, Gemma Atkinson, Jaime Winstone, Christopher Lee, Alan Cumming, Danny Huston e Stellan Skarsgard, entre outros menos cotados. Mas o roteiro é fraco… As várias situações são jogadas aparentemente sem um objetivo, sem seguir uma ordem lógica. Por exemplo, pra que serviu a cena da cirurgia de Paige?

Boogie Woogie foi baseado num livro homônimo, provavelmente no livro tudo é melhor explicado. Mas aqui no filme não funciona…

Mesmo assim, por ter uma edição ágil e ser um filme curtinho (pouco mais de hora e meia), e pelo elenco, Boogie Woogie não é chato. Pode ser uma opção para quem não for muito exigente.

A Rede Social

A Rede Social

Estreia hoje o badalado “filme do Facebook”!

A Rede Social mostra Mark Zuckerberg (Jesse Eisenberg), o criador do Facebook, sofrendo acusações em dois processos. Em flashbacks, vemos como a história chegou a esse ponto.

Dirigido por David Fincher (Seven, O Clube da Luta), A Rede Social é um eficiente retrato da sociedade atual, sempre logada nas redes sociais da moda, expondo gratuitamente a sua privacidade. O desafio era interessante: como fazer um filme empolgante com um tema tão técnico? Afinal, como documentário, a ideia é boa, mas o filme é um thriller…

Essa dúvida é respondida com um ótimo roteiro de Aaron Sorkin (baseado no livro “Bilionários Por Acaso – A Criação do Facebook”, escrito por Ben Mezrich), que tem um ritmo acelerado e diálogos ágeis, e é bastante eficiente nas idas e vindas dos flashbacks. E a trilha sonora, composta por Trent Reznor (Nine Inch Nails) e Atticus Ross, é outro acerto do filme. Só antevejo um problema: talvez alguns trechos sejam de difícil compreensão para quem não está habituado ao uso do computador.

O bom elenco também está inspirado. Jesse Eisenberg faz um ótimo Mark Zuckerberg, um sujeito egoísta e antipático ao extremo. Justin Timberlake, o cantor que já mostrou que sabe atuar (Alpha Dog, Entre o Céu e o Inferno), também brilha como Sean Parker, o criador do Napster. Andrew Garfield, que em breve será o novo Homem Aranha, faz o brasileiro Eduardo Saverin, melhor amigo de Zuckerberg. E Armie Hammer interpreta, ao mesmo tempo, os gêmeos Winklevoss, num trabalho tão impressionante que parece que são dois atores diferentes.

Na minha humilde opinião, o filme tem um defeito. Quando surge a ideia da criação do Facebook, os personagens agem como se algo inédito estivesse sendo inventado. Ora, mas o Facebook foi lançado em fevereiro de 2004, pouco depois do Orkut. Ok, aparentemente as ideias embrionárias de ambos as redes de relacionamentos foram na mesma época, mas, mesmo assim, não era algo assim tão inovador. E pelo menos nós, brasileiros, temos que reconhecer que, assim como hoje o Facebook é “in” e o Orkut é “out”, o Orkut se popularizou aqui antes. Aliás, o Orkut nem é citado no filme. Falam do Friendster e do Myspace, mas “esquecem” do Orkut. Me pareceu inveja…

A Rede Social está badalado para o Oscar 2011. Será?

A Vida Durante a Guerra

A Vida Durante a Guerra

Doze anos depois, Todd Solondz retorna ao ambiente bizarro de Felicidade (Happiness), seu filme mais famoso.

As três irmãs do primeiro filme voltam, mas interpretadas por atrizes diferentes. Trish está separada do marido, preso por pedofilia, e está prestes a se casar novamente. Joy, que trabalha com presidiários, vive assombrada por fantasmas de namorados anteriores. E Helen, atualmente uma celebridade, se afastou de quase todos (e tem um papel pequeno).

Achei Felicidade muito bom quando vi a primeira vez. Mas, pouco depois, revi, e confesso que não gostei, o filme me incomodou um pouco (de repente era algo que heu estava passando na época). Agora, de volta ao universo “solondziano”, o novo filme não me incomodou. Mas também não me empolgou.

Um bom elenco passeia por situações esquisitas, bem ao estilo do diretor. Shirley Henderson, Allison Janney, Michael Lerner, Dylan Riley Snyder, Ciarán Hinds, Chris Marquette, Paul Reubens, Charlotte Rampling e Ally Sheedy enfrentam temas como pedofilia, terrorismo e suicídio.

Mas, no fim, Solondz ficou devendo. O roteiro é fraco, as atuações são burocráticas, e o resultado é decepcionante…

Não é de todo ruim, mas tem coisa melhor nas telas cariocas.

Harry Potter e As Relíquias da Morte parte 1

Harry Potter e As Relíquias da Morte parte 1

E, finalmente, a saga Harry Potter chega ao fim! Quer dizer, quase…

Neste novo e incompleto filme, enquanto Harry foge de Voldemort e procura as Horcruxes, ele descobre a existência dos três objetos mais poderosos do mundo da magia: as Relíquias da Morte.

Vou explicar o “quase” do primeiro parágrafo. Todos sabem que o sétimo e último livro da saga foi dividido em dois filmes. Então, esta é só a primeira parte do último filme. O fim mesmo, só ano que vem. Entendo esta decisão dos produtores, afinal, a franquia Harry Potter é muito lucrativa. Então, a ideia é esticar a arrecadação por mais um ano. E o espectador é que saiu perdendo aqui, afinal, o sexto filme já é uma grande enrolação!

Mas, vamos ao filme, que, apesar disso tudo, não é ruim.

Como falei na crítica do sexto filme, uma das grandes vantagens da saga é a manutenção do elenco, que envelhece quase ao mesmo tempo que os personagens do livro. Assim, o clima do filme é mais sombrio, mais adulto. A saga infanto juvenil está cada vez menos infantil. Inclusive, parte do filme mostra uma política totalitarista – o novo Ministério lembra, acredito que intencionalmente, o nazismo de Hitler.

(Aliás, este “quase ao mesmo tempo” é um ponto negativo aqui neste filme, já que Harry precisava ter 17 anos, e Daniel Radcliff, com 21, está velho demais para isso. Deveriam ter feito os sete filmes em sete anos!).

Como já é quase uma tradição nos filmes da série, grandes atores britânicos marcam presença. O filme anterior trouxe Jim Broadbent, este traz Bill Nighy num pequeno mas importante papel. Além de, claro, Alan Rickman, Helena Bonham Carter, Ralph Fiennes, John Hurt, David Thewlis, Imelda Staunton e Timothy Spall, entre outros.

Também gostei da trama ter saído de Hogwarts. Ver a galera em Londres é interessante! E outro ponto positivo são os efeitos especiais. Um filme como Harry Potter sem os efeitos ia ser bem mais fraco. E aqui eles são bem usados. Inclusive, o filme traz uma interessante sequência em animação para contar a história das tais Relíquias da Morte.

O elenco cresceu, as meninas estão mais velhas. Hermione já é adulta, e virou uma mulher bonita. E Harry Potter tem bom gosto: tem uma namorada ruiva… 😉

No fim, como disse antes, só fica aquele gostinho de enganação. O filme é bom, não precisava de enrolação, principalmente porque cada filme tem duas horas e meia… Agora, só em 2011!

Top 10: Atrizes Parecidas

Top 10: Atrizes Parecidas

Fiz um Top 10 de Atores Parecidos, e prometi um de Atrizes Parecidas. Aqui está ele!

A filosofia é a mesma: aquela atriz que a gente acha que é uma, mas na verdade é outra…

Lembrando, sempre, dos outros Top 10 já feitos aqui no do blog: filmes de zumbi, filmes com nomes esquisitos, filmes sem sentido, personagens nerds, estilos dos anos 80, melhores vômitos, melhores cenas depois dos créditos, melhores finais surpreendentes, melhores cenas de massacre, filmes dos ano 80 e 90 nunca lançados em dvd no Brasil, estilos de filmes ruins, casais que não convencem, musicais para quem não curte musicais, melhores frases de filmes, melhores momentos de Lost, maiores mistérios de Lost, piores sequencias, melhores filmes de rock, melhores filmes de sonhos, melhores filmes com baratas, filmes com elencos legais, melhores ruivas, melhores filmes baseados em HP Lovecraft e filmes que vi em festivais e mais ninguém ouviu falar. Visitem!

Em ordem decrescente…

10-Paz Vega e Penelope Cruz

Além de ser parecidas, ambas são espanholas e já fizeram filmes com Almodóvar…

9- Anna Torv e Cate Blanchett

A protagonista de Fringe ainda é quase uma caloura em Hollywood. Mas poderia ser uma irmã mais nova de Cate.

8-Helena Christensen e Cameron Diaz

Sabe que heu nunca tinha reparado? Até que vi as fotos…

7-Natalie Portman e Keira Knightley

Sou fã da Natalie Portman desde O Profissional, de 1994, e ela ainda fez um papel importante em Star Wars, então não confundo as duas. Mas admito que são parecidas.

6-Helen Hunt e Leelee Sobieski

O mesmo cabelo, a mesma testa grande… Será que Leelee é parente de Helen e não contou pra ninguém?

5-Leighton Meester e Isabelle Drummond

Nenhuma das duas é muito conhecida, nem a gringa, nem a brasileira. Mas são iguaizinhas!

4-Jessica Alba e Juliana Didone

Nunca tinha ouvido falar na Juliana Didone. E, se visse uma foto, era capaz de achar que era a Jessica Alba!

3-Kyra Sedgwick e Julia Roberts

Não sou o único que as acha parecidas. Elas até já interpretaram irmãs, no filme O Poder do Amor, de 95.

2-Zooey Deschanel e Katy Perry

Katy Perry não é atriz, mas, já que citei a modelo Helena Christensen lá em cima, resolvi colocar aqui no segundo lugar esta cantora que mais parece a irmã gêmea da atriz Zooey Deschanel.

1-Renée Zellweger e Joey Lauren Adams

Hoje em dia é fácil diferenciar, uma tem um Oscar, e a outra está sumida. Mas, em meados dos anos 90, vi na mesma época Um Amor e Uma 45 (1994) e Barrados no Shopping (1995), e vou te falar que achava que era a mesma atriz…