Idas e Vindas do Amor

Idas e Vindas do Amor

Alguns filmes deveriam vir com recomendações médicas. Este Idas e Vindas do Amor não é recomendado para diabéticos, devido ao alto teor de açúcar apresentado na tela!

A trama de Idas e Vindas do Amor limita-se a mostrar várias historinhas de casais no dia dos namorados gringo (14 de fevereiro). Para isso, temos um grande elenco estelar, cada um com apenas alguns momentos na tela. Momentos românticos e bobinhos. E previsíveis, muito previsíveis.

Idas e Vindas do Amor é previsível ao extremo. Conseguimos adivinhar quase todas as situações do filme. Pra ser sincero, acho que o único desfecho que heu não esperava era o da Julia Roberts.

Falei lá em cima em elenco estelar, não? Além da Julia Roberts, temos Anne Hathaway, Jessica Biel, Jessica Alba, Jennifer Garner, Kathy Bates, Jamie Foxx, Patrick Dempsey, Shirley McLane, Hector Elizondo, George Lopez, Topher Grace, Ashton Kutcher, Taylor Swift, Taylor Lautner, Queen Latifah, Eric Dane, Bradley Cooper, Emma Roberts, e ainda rola espaço para uma cameo não creditada de Jon Mantegna!

(Como fã da falecida série That 70’s Show, fiquei com pena do roteiro não mostrar Topher Grace e Ashton Kutcher juntos em nenhum momento!)

O americano Idas e Vindas do Amor lembra muito o inglês Simplesmente Amor, que tem mais ou menos a mesma estrutura e também conta com um elenco estelar. Na minha humilde opinião, o britânico é melhor…

Mas não adianta reclamar, afinal, quem vai ver um filme desses, deve saber o que está procurando. E, dentro do que ele propõe, o filme é até eficiente. Eficiente, bobinho e “fofo”. Sim, pode levar a namorada / esposa, que ela vai achar o filme fofo! 😉

Só achei esquisito não esperarem para lançar o filme em junho, perto do nosso dia dos namorados. Não acho que este estilo ia perder tanto com a pirataria se atrasasse apenas quatro meses…

Código de Conduta

Código de Conduta

Revoltado com o cruel assassinato de sua esposa e sua filha pequena, e mais revoltado ainda com a justiça que deixou o assassino livre, Clyde Shelton (Gerard Butler) resolve se vingar dos assassinos e de todo o sistema judiciário.

O novo filme de F Gary Gray (Be Cool) é um eficiente thriller de vingança. O bom roteiro de Kurt Wimmer (diretor de Equilibrium) funciona direitinho quebrando os nossos paradigmas sobre mocinhos e bandidos. Afinal, o que é interessante neste filme é a falta de maniqueísmo. Quem é o heroi e quem é o vilão da história? Não sei vocês, mas heu estava torcendo pelo Clyde…

Gerard Butler cada dia mais caminha para o primeiro escalão das estrelas hollywoodianas. Falei aqui outro dia, Butler sabe administrar a carreira como poucos, alternando entre filmes “de menino” (300, Gamer, RocknRolla) e “de menina” (P.S. Eu te Amo, A Verdade Nua e Crua). E agora, produz um filme onde é o protagonista ao lado do ganhador do Oscar Jamie Foxx (Ray). É, o cara manda bem! Ainda no elenco, Leslie Bibb, Colm Meaney, Bruce McGill, Gregory Itzin e Regina Hall.

A parte final do filme é um pouco exagerada. É difícil acreditar que aquilo tudo seria possível. Mas, se você conseguir relevar esses detalhes e entrar na onda do filme, Código de Conduta será um bom programa!

Quem Somos Nós?

Quem Somos Nós?

Documentário sobre filosofia quântica. Se heu entendi bem, é mais ou menos assim: você decide qual caminho tomar na sua vida, por isso não existe destino.Você faz o seu próprio destino baseado em pequenas decisões que toma ao longo de cada dia, e pode mudar este destino se mudar as decisões.

Quem Somos Nós tem alguns problemas. O pior deles é que toda essa nova filosofia nos é empurrada como se fosse uma verdade absoluta. Não existe um questionamento: “ei, será que este caminho diferente é melhor ou pior do que eu já conheço?”. Não, os entrevistados mostram convicção em suas crenças. Como exemplo disso vou citar o questionamento sobre o que acontece depois da morte. Ora, como é que os entrevistados podem afirmar com tanta certeza algo que absolutamente ninguém sabe a resposta? Acho que seria uma abordagem melhor se eles fizessem uma suposição “será que o nosso ponto de vista está certo?

(Aliás, peço permissão para fazer um comentário. Mas antes, aviso de SPOILER!
Aquele trecho que fala que os índios não conseguiam ver as caravelas porque nunca tinham visto nada parecido, na minha humilde opinião, é uma das maiores bobagens que já ouvi na minha vida! Se isso for verdade, e se alguém tiver alguma prova, por favor me envie!
FIM DO SPOILER!)

Outro problema, este menor, é que passamos o filme inteiro ouvindo depoimentos de pessoas que não sabemos quem são. Só no fim do filme, durante os créditos, é que sabemos que o tal fulano era phd na universidade tal e o tal siclano era mestre em tal coisa. Acho que seus depoimentos teriam maior credibilidade se soubéssemos logo de cara quem são.

Apesar disso, o documentário é interessante, desde que não o levemos muito a sério. Faz a gente pensar “e se eu tivesse tomado outro caminho na minha vida?” Não sei vocês, mas heu constantemente me pego “viajando” em realidades paralelas…

E assim o filme segue. É um documentário, mas temos uma parte dramatizada. A atriz surda muda Marlee Matlin (The L Word), acompanhada de alguns menos famosos, interpreta algumas possíveis situações onde seus padrões são colocados em xeque. Isso ajuda o filme a ficar mais dinâmico e fluir melhor.

Preciso citar o divertido trecho em animação que rola na parte final do filme. É sem dúvida o melhor de Quem Somos Nós!

Enfim, seguindo a filosofia proposta pelo filme, que tal amanhã você pegar outro caminho ao sair de casa?

Demons

Demons

Um grupo de pessoas se vê preso dentro de um cinema em Berlim, onde está passando um filme de terror com demônios que se espalham como um vírus. No cinema, assim como no filme, demônios começam a tomar conta das pessoas – quem é ferido, vira outro demônio.

A ideia é genial, não? Este é um perfeito exemplo de “giallo” italiano dos anos 80. Muito sangue, muito gore, e… Precisa de mais?

Vou contar uma história que aconteceu comigo. Tive uma boa adolescência cinéfila nos anos 80, vi muita coisa na tela grande. Nem sempre em bons cinemas, como foi o caso deste Demons. Vi este filme no finado Studio Copacabana, um cinema bem poeira que tinha na Raul Pompéia, perto de onde hoje tem a Le Boy. É legal ver num cinema vagabundo um filme onde pessoas são atacadas por demônios num cinema vagabundo!

Demons foi dirigido por Lamberto Bava, filho do mestre do terror Mario Bava. E outro mestre, Dario Argento, produziu e escreveu o roteiro. O filme tem pedigree!

As atuações são exageradas, como sempre foi comum em filmes italianos do gênero. E, aparentemente, os atores foram dublados em inglês, o que só piora. Por outro lado, os efeitos especiais e de maquiagem, a cargo de Sergio Stivaletti, são ótimos (dentro da proposta trash, claro!).

Enfim, ótima opção para aqueles que sabem apreciar uma bela tosqueira, como este que vos escreve!

Um Olhar do Paraíso

Um Olhar do Paraíso

Pára tudo! Estreou ontem no Rio The Lovely Bones, o novo filme do Peter Jackson, um dos meus diretores favoritos, diretor de Trash – Náusea Total, Meet The Feebles, Fome Animal, Almas Gêmeas, Os Espíritos, a trilogia Senhor dos Anéis e King Kong!

No filme, a adolescente Suzie Salmon narra a sua própria história: ela foi assassinada, aos 14 anos de idade, e, antes de entrar no paraíso, continuou observando a sua família – e seu assassino. Ela agora precisa deixar o sentimento de vingança para trás e seguir em frente.

Baseado no best seller “Uma Vida Interrompida”, de Alice Sebold, Um Olhar do Paraíso é um drama com toques fantásticos, mais próximo de Almas Gêmeas (1994) do que os filmes mais recentes de Peter Jackson, depois que ele foi para Hollywood (os três Senhor dos Anéis e King Kong).

O filme lembra muito Amor Além da Vida, de Vincent Ward – ambos tratam de famílias que perderam um filho, e em ambos o visual do pós morte é deslumbrante. Coincidência ou não, ambos os diretores são neo zelandeses!

Me faltam palavras para descrever o visual criado por Peter Jackson para as cenas depois que Suzie morre. Imagens lindíssimas, dá vontade de rever o filme só pelo visual.

O tema – morte de uma criança – é muito delicado. Pelo menos para mim, tenho experiências ruins e traumáticas com esse assunto. Por isso, fica difícil de dar uma opinião mais isenta, como faço nos outros posts. Peço desculpas aos meus leitores habituais.

Voltando ao filme… Stanley Tucci foi indicado ao Oscar de melhor ator coadjuvante por causa de sua boa atuação no papel de vizinho pervertido e assassino. Susan Sarandon e Rachel Weisz estão bem como sempre, e Mark Wahlberg não atrapalha. E a jovem Saoirse Ronan, que interpreta Suzie, cativa a todos, de lá de onde ela está. Ainda no elenco, Michael Imperioli, Reece Ritchie, Rose McIver e Carolyn Dando.

Li pela internet várias críticas negativas ao filme, mas tive a impressão de que as pessoas falavam sobre uma má adaptação do livro de Sebold. Bem, não li o livro, apenas vi o filme. E não vi todas essas críticas…

Amor Sem Escalas

Amor Sem Escalas

Ryan Bingham (George Clooney) é um especialista em demitir pessoas. Por isso, ele passa a maior parte do ano viajando de cidade em cidade, de aeroporto em aeroporto. Até que a sua empresa resolve cortar os custos com viagens, e Ryan precisa pensar em se assentar.

Este novo filme de Jason Reitman (Obrigado Por Fumar, Juno) está badaladíssimo, foi até indicado a Oscar de melhor filme. Mas heu achei tão fraquinho…

George Clooney está bem, interpretando o mesmo George Clooney de sempre. E a bonitinha Anna Kendrick, apesar das manchas no currículo (ela é coadjuvante da saga Crepúsculo), foi até indicada ao Oscar de melhor atriz coadjuvante! Ainda no elenco, Vera Farmiga, Jason Bateman, Amy Morton, Melanie Lynskey e Dany McBride, isso sem contar com pontas de J. K. Simmons, Sam Elliott e Zach Galifianakis.

A edição do filme é bem interessante – as sequências de Clooney arrumando e desarrumando as malas são muito boas. Mas, de resto, o filme é apenas “correto”. Não achei motivo para as seis indicações ao Oscar – além de filme e atriz coadjuvante (Anna Kendrick), o filme ainda concorre a diretor, roteiro adaptado, ator (Clooney) e novamente atriz coadjuvante (Vera Farmiga). Sei lá, parece que o pessoal da Academia não viu direito os concorrentes…

O filme não é ruim, não me entendam errado. Só não achei isso tudo o que estão falando por aí…

Attack Girls’ Swim Team vs. the Undead

Attack Girls’ Swim Team vs. the Undead

Vou copiar e colar uma sinopse genial que li na internet:

“Prepare-se para o pior na primeira semana de aula! Mal colocou os pés no campus, a linda jovem Aki foi pressionada a substituir uma menina da equipe de natação que desistiu por causa dos abusos do instrutor. Em seguida, um cientista psicopata ordena imunizar os voluptuosos corpos das jovens estudantes contra um novo vírus e comete um erro, transformando- as em zumbis comedores de carne. Agora, com a maior parte da escola e professores furiosos, comendo-se uns aos outros, fazendo sexo selvagem e malabarismo, cabe a Aki e às suas novas aliadas da equipe de natação acabar com este pesadelo.”

Sensacional!!! Esse é daqueles filmes que PRECISAMOS ver!

E, claro, quem se propõe a ver um filme com uma sinopse dessas não pode esperar um filme bom, né?

Mesmo assim, o filme é pior do que heu esperava. Mas pior no bom sentido, claro! Attack Girls’ Swim Team vs. the Undead consegue ser ruim num sentido ainda mais amplo!

A história não faz o menor sentido. E a produção do filme, amadora, caseira, só piora tudo.

No início, achei que este filme seguiria a linha de trashs japoneses como Machine Girl e Tokyo Gore Police. Mas não, na verdade, Attack Girls’ Swim Team vs. the Undead tem nudez e sexo, coisas que faltam nos outros! E aqui também tem gore, mas o sangue jorra com menos intensidade…

(Parênteses para os fetichistas de plantão: temos vários ângulos “interessantes” de colegiais japonesas, e ainda rola um toque de pornô soft com lesbianismo light!)

Mas, sei lá, é tudo tão amador que acho que foi desperdiçado um bom argumento – não é todo dia que temos, no mesmo filme, gore, zumbis, efeitos toscos e japonesas nuas no mesmo filme. Se a produção fosse um pouquinho mais bem cuidada, acho que o filme ia ser bem melhor…

Anyway, quem leu até aqui é porque gosta do gênero. Boa sorte!

O Lobisomem

O Lobisomem

Uêba! Filme de terror novo nos cinemas cariocas! Refilmagem do filme homônimo de 1941, este novo O Lobisomem entrou em cartaz na sexta de carnaval.

A trama não traz muitas novidades. Lawrence Talbot (Benicio Del Toro), afastado da família há anos, volta por causa da morte de seu irmão, atacado por uma criatura misteriosa. Não demora muito, ele mesmo também é atacado, e se transforma num lobisomem.

O clima do filme dirigido por Joe Johnston (Jumanji, Parque dos Dinossauros III) é muito legal. A reconstituição de época está ótima, emoldurada pela inspirada trilha sonora de Danny Elfman.

Os efeitos de maquiagem, ah, estes merecem um parágrafo à parte. Rick Baker, seis vezes ganhador do Oscar de melhor maquiagem, estava trabalhando em Norbit quando soube que estavam refilmando O Lobisomem. Procurou então o estúdio Universal e se ofereceu para trabalhar nele. Ele se inspirou para esta profissão com o Lobisomem original, de 41, e o seu primeiro Oscar foi justamente por Um Lobisomem Americano em Londres – que traz, até hoje, a melhor transformação em lobisomem da história do cinema! (Os outros Oscars de Baker foram por Um Hóspede do Barulho, Ed Wood, O Professor Aloprado, MiB e O Grinch, e ele foi indicado outras cinco vezes).

Não sei se as transformações aqui são tão boas quanto Um Lobisomem Americano em Londres. Mas, se não são, chegam perto. São, sem dúvida, uma das melhores coisas do filme.

(Pequeno parênteses para falar mal de filme ruim. Os caras responsáveis pelos lobisomens de Lua Nova devem ter ficado com vergonha ao ver o lobisomem daqui. Tanto no visual – este dá medo, o outro parece um efeitozinho vagabundo de cgi; quanto na transformação – aquele “lobinho” se transformando no meio de um pulo!)

A princípio, achei esquisito a escolha de Benicio Del Toro para ser um inglês filho do Anthony Hopkins, acho ele muito latino para isso. Mas depois de ver o filme, a gente vê que Del Toro é “o cara”. Não só ele é um excelente ator, como ele tem cara de lobisomem…

Além de Del Toro e Hopkins, o elenco conta com Emily Blunt, Hugo Weaving, Geraldine Chaplin e ainda rola uma ponta do próprio maquiador Rick Baker, como o primeiro cigano a ser atacado.

Alguns críticos estão falando que falta originalidade no roteiro. Ora, trata-se da refilmagem de um filme feito há quase sete décadas! Claro que não é original! Mas que funciona muito bem, ah, não há dúvidas quanto a isso.

Boa opção para os fãs de terror!

Antes do Por do Sol

Antes do Por do Sol

Mais cedo falei de Antes do Amanhecer, agora é a vez de sua continuação, o também simpático Antes do Por do Sol.

Nove anos depois dos eventos do primeiro filme, Jesse virou escritor e está em Paris lançando o livro onde conta a noite do primeiro filme. Algumas horas antes de seu vôo sair, ele reencontra Celine.

O que é legal aqui é que é o mesmo diretor Richard Linklater e os mesmos atores Ethan Hawke e Julie Delpy, criando o mesmo clima intimista do primeiro filme!

Antes do Por do Sol é tão simpático quanto o primeiro filme. Inclusive, temos uma coisa muito interessante aqui: o roteiro foi escrito a seis mãos, pelo diretor Linklater junto com o seu casal de protagonistas, Hawke e Delpy.

Pena que não há muita história a ser contada. O filme tem um pouco menos de uma hora e vinte minutos, e algumas das cenas são desnecessárias (como, por exemplo, quando Jesse descreve o seu próximo livro; ou então Celine imitando a Nina Simone no palco). Acho que eles não tinham material para um longa, mas mesmo assim queriam mostrar o que aconteceu com o casal.

Não é tão bom quanto Antes do Amanhecer, mas que gostou de um vai curtir o outro.

Antes do Amanhecer

Antes do Amanhecer

Um jovem casal se conhece em um trem na Europa e resolve passar uma apaixonada noite caminhando por Viena. O problema é que ele tem um vôo para pegar de manhã, e ambos sabem que provavelmente nunca mais vão se reencontrar.

Este simpático filme de 1994 é uma prova que bons diálogos são o suficiente para se fazer um bom filme. Escrito por Richard Linklater (também diretor) e Kim Krizan, Antes do Amanhecer é verborrágico, praticamente só tem diálogos entre dois personagens – mas em momento nenhum é chato.

Boa parte do mérito do filme está no talento e carisma de seu casal de protagonistas. Ethan Hawke e Julie Delpy estão ótimos como Jesse e Celine, o casal que vive a noite mágica.

A proposta é muito boa. Afinal, como eles só têm uma noite, a relação é perfeita. Não existe desgaste por causa do tempo da relação, e amigos ou parentes não têm como atrapalhar. Em uma noite não dá tempo de surgirem problemas! Aliás, nem dá tempo de se “discutir a relação”!

O diretor Linklater é eficiente em diferentes estilos de filmes. Ele é bom em filmes modestos, como esse, sua continuação, e também Jovens Loucos e Rebeldes, filmes mais focados nos atores e nos personagens. Mas ele também dirigiu o divertido Escola do Rock. Isso sem contar com dois filmes feitos usando animação em rotoscopia, Waking LifeO Homem Duplo.

O filme teve uma continuação nove anos depois, Antes do Por do Sol, com os mesmos atores e o mesmo diretor, mostrando o reencontro de Jesse e Celine. Ainda hoje vem para cá para o blog!