Vírus

Vírus

Um perigosíssimo vírus mata quase toda a população. Dois casais viajam juntos num carro, atrás de algum lugar seguro.

O argumento do filme escrito e dirigido pelos irmãos Àlex e David Pastor prometia, é realmente uma boa ideia. Mas, pena, o filme não é lá grandes coisas. Principalmente quando a divulgação nos faz pensar que se trata de um filme de terror, e o filme é um drama!

Às vezes o filme lembra o ótimo Extermínio, de Danny Boyle, onde poucos sobreviventes também procuram um lugar seguro. A diferença é que o filme de Boyle é terror com um vilão a ser batido (os infectados que parecem zumbis). Aqui é um filme sério, e, sem antagonistas, ficamos só com o drama dos personagens. Talvez por isso, o filme caia num grande marasmo e fique cansativo, apesar de ter menos de uma hora e meia.

Brian, o protagonista, é interpretado por Chris Pine, o capitão Kirk do novo Star Trek. Acho que ele gostou do papel, Brian traz alguns trejeitos iguais ao do capitão da Enterprise. Além de Pine, o elenco traz Piper Perabo, Lou Taylor Pucci e Emily VanCamp.

Vírus ficou devendo. No mesmo estilo, prefira a série inglesa Survivors, da BBC, que tem um desfecho fraco, mas pelo menos tem situações e personagens melhor desenvolvidos.

Um Plano Brilhante

Um Plano Brilhante

Nos anos 60, Laura Quinn (Demi Moore) é a única mulher dentre os executivos de uma grande empresa de diamantes em Londres. Sua grande frustração é não conseguir uma ascenção profissional pelo simples fato de ser mulher. Por isso, se junta ao faxineiro sr. Hobbs (Michael Caine), que tem um plano mirabolante para roubarem diamantes.

Dirigido por Michael Radford, Um Plano Brilhante não é ruim, e tampouco é bom. É um filme simples, mas eficiente. Vai distrair aqueles com baixa expectativa. E depois de um ou dois meses, todos vão esquecer o filme…

Digno de destaque, acho que só a atuação de Michael Caine, como o faxineiro que idealiza o plano. Caine realmente convence nas nuances de seu personagem. Além de Caine, claro, tanto Demi Moore (ainda bonita com seus 45 anos); quanto Lambert Wilson (o Merovingian de Matrix) estão bem em seus papéis.

A trama que seria sobre um simples assalto traz uma reviravolta na execução deste. Se a gente parar para pensar, era impossível para um faxineiro manco e com aquela idade executar sozinho aquilo tudo. Mas é só a gente relaxar, deixar o cérebro de lado e curtir. Afinal, ninguém vai lembrar do filme mês que vem mesmo…

Percy Jackson e o Ladrão de Raios

Percy Jackson e o Ladrão de Raios

Percy Jackson acha que é um garoto normal. Até que, de repente, descobre que não só ele é filho do deus grego Poseidon, como ele está sendo acusado de ter roubado o raio de Zeus!

O que é interessante nesta nova aventura infanto juvenil, em cartaz nos cinemas cariocas, é o uso da mitologia grega. Temos os deuses do Olimpo, como Zeus, Poseidon, Hades e Atena, além de várias figuras fantásticas como o Minotauro, a Medusa e a Fúria.

Claro que o visual do filme deu uma modernizada nesta mitologia. O sátiro é negro, o centauro se disfarça no mundo real com uma cadeira de rodas, a entrada do Olimpo é um elevador no Empire State, e por aí vai. Gostei do Hades, deus do inferno, com cara de roqueiro cinquentão, algo entre o Tonni Iommi e o Richie Blackmore!

A história é bobinha, afinal, o público alvo é a garotada. Algumas coisas parecem simples demais – será que seria tão fácil assim roubar o raio de Zeus? Mesmo assim, adultos podem curtir o filme, se estiverem no clima certo.

O elenco principal traz três jovens ainda desconhecidos, Logan Lerman, Alexandra Daddario e Brandon T Jackson. Mas temos vários nomes famosos entre os coadjuvantes, como Pierce Brosnam, Uma Thurman, Sean Bean, Rosario Dawson, Catherine Keener, Melina Kanakaredes, Joe Pantoliano e Kevin McKidd.

Como era de se esperar num blockbuster deste estilo, os efeitos especiais são de primeira linha. Nada demais para os dias de hoje, quando o cgi chegou ao nível onde se encontra. Apenas ficou fácil mostrar sátiros, centauros e medusas convincentes.

(Na cena da medusa, fiquei me lembrando do clássico Fúria de Titãs, com a animação em stop motion de Ray Harryhausen – a “animação de massinha”. Aquilo era muito legal, mas não convencia ninguém!)

O diretor é Chris Columbus, o mesmo dos primeiros Harry Potter. E, se a gente olhar bem, a estrutura é bem parecida: “jovem descobre que tem poderes especiais e por isso é levado para um lugar isolado, onde outros jovens semelhantes aprendem a usar suas habilidades”. Ah, sim, ainda tem o fato que tanto Harry quanto Percy andam acompanhados de um amigo e uma amiga. Sim, parece um “Harry Potter e o raio de Zeus”…

Percy Jackson tem tudo para virar uma nova franquia cinematográfica. Tomara que mantenham o bom nível deste primeiro filme!

[Rec] 2

[Rec] 2

[Rec] foi um dos melhores filmes de 2007. Lançado na mesma época que o hollywoodiano Cloverfield, o espanhol [Rec] trouxe um sopro de criatividade ao cinema de horror. Um filme simples, usando a câmera subjetiva com maestria, com poucos (e eficientes) efeitos especiais e sem ninguém conhecido no elenco. Foi um dos filmes mais assustadores dos últimos anos!

Aí anunciaram esta continuação. Vou confessar que fico “bolado” sempre que leio sobre continuações de filmes que gosto. Por um lado, é legal voltar ao universo e aos personagens do filme original. Mas, por outro lado, a chance de dar errado é grande – quase sempre a continuação é muito inferior ao original.

Felizmente, não é o caso aqui. [Rec] 2 pode não ser tão bom quanto o primeiro, mas não decepcionará ninguém!

[Rec] 2 começa exatamente onde o primeiro filme acaba. Policiais equipados com câmeras vão entrar no prédio isolado, escoltando uma autoridade do Ministério da Saúde. Lá dentro, surpresas os aguardam…

É difícil falar muito sem spoilers. Mas posso dizer que há uma grande reviravolta na história, logo no começo do filme. Aquilo que vimos no primeiro filme não é exatamente o que pensávamos!

Ah, sim, como o primeiro filme, [Rec] 2 continua usando somente a câmera subjetiva. Tudo o que passa na tela é filmado pelos atores. E, como acontece no primeiro filme, o roteiro sabe muito bem utilizar este artifício.

Por uma opção narrativa, a segunda parte do filme é um pouco mais lenta que a primeira (é difícil falar mais sem soltar spoilers!). Mesmo assim, o filme nunca fica chato. E reserva uma boa surpresa para o fim!

Os diretores são os mesmos do primeiro filme, Jaume Balagueró e Paco Plaza. Espero que mantenham a equipe para a terceira parte!

The Crypt

The Crypt

E vamos a mais um filme ruim, muito ruim…

Um grupo de jovens delinquentes invade um labirinto de catacumbas para roubar jóias que estão enterradas com os cadáveres. Só que fantasminhas aparecem para proteger as jóias.

O filme é tão ruim que nem sei por onde começar a falar mal. Começarei pelos tais fantasminhas, tosquérrimos, que aparecem de vez em quando, e que não assustam ninguém.

As atuações são todas péssimas, sem excessão. Os personagens não ajudam – de vez em quando há um questionamento, uma tentativa de conflito partindo de um deles, mas este logo deixa o conflito pra lá.

E os cenários? Corredores de criptas subterrâneas deveriam ser escuras, não? E ainda piora, quando as meninas vão para a água, uma água límpida e cristalina…

O roteiro é coerente com tudo de ruim que já rolou por enquanto. Furos no roteiro, cenas desnecessárias, outras sem sentido… Enfim, ruim como o resto do filme.

Nem perca tempo…

Top 10: Casais Que Não Convencem

Top 10: Casais Que Não Convencem

Sabe quando a gente vê um filme e não consegue curtir direito porque aquele casal na tela não convence ninguém?

Na minha humilde opinião, muitas vezes uma má escolha de elenco atrapalha muito o filme. Por isso, hoje listarei os piores casais.

Sempre é bom lembrar os outros Top 10 já publicados aqui no blog: filmes de zumbi, filmes com nomes esquisitos, filmes sem sentido, personagens nerds, estilos dos anos 80, melhores vômitos, melhores cenas depois dos créditos, melhores finais surpreendentes, melhores cenas de massacre, filmes dos ano 80 e 90 nunca lançados em dvd no Brasil e estilos de filmes ruins. Visitem!

Vamos aos casais que não convencem. Em ordem decrescente:

10- Rodrigo Santoro e Laura Linney em Simplesmente Amor

Rodrigo Santoro é jovem, bonitão, um dos maiores galãs que o Brasil já exportou. Já a Laura Linney é apenas “bonitinha”. Boa atriz, é verdade, mas, nunca chamou a atenção no quesito beleza. Além do mais, é 11 anos e meio mais velha que ele. O filme Simplesmente Amor, que mostra vários casais, é legal. Mas esse casal não.

9- Anne Heche e Harrison Ford em 6 Dias 7 Noites

Harrison Ford é um cara maneiro. No início dos anos 80, ele era o Han Solo e o Indiana Jones ao mesmo tempo, e ainda conseguia protagonizar filmes como Blade Runner. Já Anne Heche é fraquinha, tanto como atriz quanto na beleza. A primeira coisa que a gente vê no casal é a grande diferença de idade, ele com 56 e ela com 29. Pra piorar, na época do filme ficou público o romance gay entre Heche e a apresentadora Ellen De Generes. A química entre Heche e Ford, que já era nula, conseguiu piorar.

8- Todos os casais em Encontro de Casais

O caso aqui não se refere a um único casal. Estamos falando do conjunto da obra. Todos os quatro casais do filme são muito fracos, e não convencem ninguém. Jason Bateman e Kristen Bell, Vince Vaughn e Malin Akerman, John Favreau e Kristin Davis, e Faizon Love e Kali Hawk, cada um é pior que o outro. Pelo menos combinam com o filme, também fraco.

7- Charlize Theron e Woody Allen em O Escorpião de Jade

Ok, Woody Allen é um cara legal. É um ótimo diretor, faz um filme bom atrás do outro e não tem que provar nada para ninguém. Mas ele tinha um problema: costumava se escalar para interpretar os papéis principais em seus filmes. E sempre contracenava com atrizes bem mais novas que ele. Acho que o cúmulo foi este O Escorpião de Jade, de 2001, onde Allen, então com 66 anos, faz par romântico com uma Charlize Theron de 26…

6- Jennifer Aniston e Owen Wilson em Marley e Eu

O autor John Grogan ganhou um bom dinheiro com as vendas de seu livro, então, na hora de adaptá-lo, seria interessante ter uma atriz bonitinha para interpretar a sua parceira. Não conheço a senhora Grogan, mas, caramba, a Jennifer Aniston é muita areia pro caminhãozinho do Owen Wilson!

5- Sophia Coppola e Andy Garcia em O Poderoso Chefão III

Francis Ford Coppola é um grande diretor. Mas tem um defeito: o nepotismo. As equipes de seus filmes sempre trazem um monte de parentes. Quando ele lançou o sobrinho Nicolas Cage, ninguém reclamou. Mas quando escalou a filha Sophia para estrelar o seu terceiro Poderoso Chefão, e fazer par romântico com Andy Garcia, foi tão ruim que valeu o fim precoce de sua carreira de atriz – Sophia Coppola virou diretora depois disso.

4- Natalie Portman e Hayden Christensen em Star Wars: Ataque dos Clones

Sou fã de Guerra nas Estrelas desde pequenininho. E sou fã da Natalie Portman desde que ela era adolescente, contracenando com Jean Reno em O Profissional. Mas, infelizmente, preciso admitir que a nova trilogia é cheia de falhas. E uma delas é construir um casal romântico com Portman e Hayden Christensen.

3- Maggie Gyllenhaal e Christian Bale em Batman Cavaleiro das Trevas

Olha, até gosto da Maggie Gyllenhaal em papéis como o do filme Secretária. Mas confesso que deu pena ver Batman com um par romântico tão fraquinho, logo alguém que, em outros filmes, pegou a Nicole Kidman, a Katie Holmes e a Kim Basinger, e ainda levou aquela lambida sensacional da Michelle Pfeiffer!

2- Eva Mendes e Nicolas Cage em Motoqueiro Fantasma

O casal principal era namorado na adolescência. Ou seja, eles precisam ter a idade parecida, certo? Então o que dizer da escolha do elenco, com uma Eva Mendes de 33 anos, e parecendo mais nova; e um Nicolas Cage de 43 anos, parecendo mais velho?

1- Katherine Heigl e Seth Rogen em Ligeiramente Grávidos

Ela é bonita e bem-sucedida profissionalmente – e ainda por cima, é apresentadora de tv! Ele é um desocupado, feio e largado na vida. Ok, aceito que tenha rolado algo entre eles, afinal ela estava bêbada. Mas ela NUNCA ia continuar com ele!

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Em breve: Top 10 de melhores frases no cinema!

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p.s.: A Garotinha Ruiva, minha melhor companhia para ver filmes deste estilo, sugeriu dois casais. Um é protagonista de dois filmes: Antes do Amanhecer e Antes do Por do Sol. Ela achou que o Ethan Hawke é muita areia para o caminhãozinho da Julie Delpy. Ela também não gostou do casal Zooey Deschanel e Joseph Gordon-Levitt, de 500 Dias Com Ela. Achou o rapaz completamente sem sal. Bem, heu discordei de ambos. Acho o casal Hawke / Delpy muito bom – e não devo ser o único, já que os dois voltaram para o segundo filme nove anos depois do primeiro. E Gordon-Levitt era estrela mirim na série 3rd Rock From The Sun, ele nunca será “sem graça”! Mesmo assim, aqui está o registro da Garotinha Ruiva. Só espero que, agora que ela deixou público que não sabe muito bem escolher casais legais, a gente nunca seja escolhido numa lista de piores casais…

Smoking Aces 2 – Assassins Ball

Smoking Aces 2 – Assassins Ball

No fim do meu post sobre Smoking Aces – A Última Cartada, comentei sobre este prequel que iriam fazer.

Bem, de prequel, este Smoking Aces 2 – Assassins Ball não tem nada. Apenas usa uma situação parecida com a do primeiro filme: atrás de um prêmio milionário, assassinos competem entre si, tentando matar um único alvo.

Mas o que era interessante no primeiro filme ficou de fora deste segundo…

Os defeitos são vários. Pra começar, preciso dizer que, hoje, em pleno 2010, é inadmissível ver efeitos em cgi tão mal feitos. Algo tosco como vemos aqui, só se for proposital, para algum efeito de estilo. Mas o diretor P J Pesce não é nenhum Tarantino, e não tem talento para fazer algo capenga parecer “cool”. Do jeito que ficou, o cgi não parece estiloso, parece mal feito mesmo.

Outro problema é o roteiro, cheio de furos. Ora, como uma operação de alto nível do FBI pode ter tantas falhas? E será que é tão fácil roubar armas de grande calibre? E agora agentes do FBI não obedecem mais seus superiores? Mais uma: como a lourinha entrou tão facilmente? E por aí vai. Isso porque não estou falando da previsível virada de roteiro no final…

E o elenco? No primeiro filme, tínhamos um monte de nomes legais, como Ray Liotta, Andy Garcia, Ryan Reinolds, Ben Affleck, Jeremy Piven e Jason Bateman. E aqui? Vinnie Jones e Tom Berenger são os únicos nomes dignos de nota – sendo que Jones está sub-aproveitado; e Berenger, canastrão.

(Bem, com relação ao elenco, precisamos citar os dois nomes femininos mais importantes. Tanto Martha Higareda quanto Autumn Reeser estão gostosérrimas em suas primeiras cenas. Ah, que freira!)

Além de Higareda e Reeser, o filme tem mais uma coisa boa aqui, outra ali, como o canhão de palhaços. Mas é pouco, muito pouco. Principalmente comparado ao primeiro filme.

Eles Vivem

Eles Vivem

Um dos melhores filmes de John Carpenter!

Um trabalhador, recém chegado numa cidade, acidentalmente descobre uma caixa de óculos escuros. Ao colocar os óculos, descobre que todos os anúncios contém mensagens de ordem, como “obedeça” ou “continue dormindo”. Mais: descobre que alienígenas estão entre nós, disfarçados! Fomos invadidos por outro planeta, que está discretamente corrompendo e dominando o nosso mundo!

A gente pode ver Eles Vivem de duas maneiras diferentes. Pode ser um divertido filme sobre alienígenas invadindo e tomando conta da Terra. Ou pode ser uma metáfora para a invasão comunista, medo que assombrava os EUA décadas atrás. Na verdade, vários filmes de ficção científica desta época são assim, falando de um misterioso invasor que muda a cabeça do americano típico. Um bom exemplo é Invasores de Corpos (que já foi refilmado três vezes), onde as pessoas são trocadas por cópias sem sentimento.

E John Carpenter é o melhor cara em Hollywood para fazer um filme destes. Ele consegue criar esse clima de filme “B” como poucos!

Roddy Piper, Keith David e Meg Foster encabeçam um elenco sem nomes famosos. Bem, mais ou menos, Piper era lutador de luta livre. Inclusive, a longa luta de mais de cinco minutos entre ele e David era para durar apenas 20 segundos, mas os atores resolveram lutar de verdade (apenas evitando golpes no rosto e nas “partes baixas”), e ensaiaram esta luta por três semanas. A luta ficou tão boa que Carpenter a deixou inteira

(A melhor frase do filme, “I have come here to chew bubble gum and kick ass, and I’m all out of bubble gum” (“Eu vim aqui para mascar chicletes e meter p%$#rrada, e acabaram os meus chicletes”), foi improvisada por Roddy Piper. Ele usava frases assim nas entrevistas que dava na época das lutas.)

Uma curiosidade sobre o protagonista: assim como acontece em Clube da Luta, em nenhum momento seu nome é dito durante o filme. Pelos créditos, vemos que o nome do personagem é “Nada”. Tudo a ver com o filme, não?

Infelizmente Eles Vivem nunca foi lançado aqui no Brasil em dvd… Sorte que consegui comprar um dvd original gringo!

O Desinformante!

O Desinformante!

Mark Whitacre (Matt Damon), um executivo de uma grande empresa no ramo de produtos alimentícios, resolve testemunhar ao FBI sobre um suposto cartel de formação de preços. O problema é que ele é um mitômano, um grande mentiroso, e cada vez que ele conta sua história, algo importante fica de fora.

O filme, dirigido por Steven Soderbergh, tem um problema: não se decide entre drama ou comédia. O filme foi vendido como comédia, e realmente os monólogos internos de Matt Damon são muito engraçados. Mas parece que são os únicos momentos onde o filme tenta fazer graça.

Matt Damon, esse sim, merece ser lembrado pela sua atuação. Deixou de lado o papel de galã, engordou, e aqui aparece de bigode, óculos e cabelos desarrumados. E ele passa credibilidade – ele realmente parece ser sincero nas suas mentiras. Ainda no elenco, Scott Bakula, Scott Adsit, Melanie Lynskey e Clancy Brown.

O visual do filme é bem interessante. Apesar de se passar nos anos 90, a fotografia, os cenários, a trilha sonora, até o estilo do poster (aí em cima), tudo remete a filmes dos anos 70.

A filmografia de Soderberg passeia entre diferentes estilos. Há pouco falei aqui do filme independente Confissões de Uma Garota de Programa, e confesso que não vi seu épico político duplo sobre Che. Diferente destes dois exemplos, O Desinformante! tenta se aproximar mais do seu lado pop, como 11 Homens e um Segredo e suas continuações. Mas o seu ritmo arrastado, aliado à indecisão entre o tom sério e a galhofa, o deixam num degrau um pouco mais baixo.

Legião / Legion

Legião

Sabe quando um filme promete ser legal, e até começa bem, mas de repente se perde, e a gente fica com aquela sensação de que poderia ter sido bem melhor? Isso acontece com Legion, que deve se chamar Legião quando estrear por aqui.

A trama começa bem, usando aquele clichê de pessoas desconhecidas tendo que se unir contra forças misteriosas depois da chegada de um estranho, num restaurante no meio do nada. Lembrei de Banquete do Inferno, que usa esse clichê muito bem!

O início do filme é muito bom. A cena da velhinha é sensacional – toda a seqüência, desde o momento que ela chega no restaurante. A parte do sorveteiro também é legal. Mas depois disso, parece que acabaram as boas ideias. Nada mais interessante acontece, nem mesmo a entrada de mais um anjo na briga serve para trazer o filme de volta ao ritmo inicial.

O elenco é até bom para um filme de terror de orçamento modesto. Paul Bettany está bem como o anjo Miguel. Dennis Quaid está um pouco careteiro demais, ele é um bom ator, heu esperava mais dele. Gostei da escolha do grandalhão Kevin Durand, o Keamy de Lost, para viver o anjo Gabriel. O resto do elenco, Lucas Black, Adrianne Palicki, Charles S. Dutton, Tyrese Gibson, Kate Walsh e Willa Holland, funciona dentro do esperado.

Não achei o filme tão ruim quanto alguns caras no imdb estão falando. Mas, que foi uma decepção para quem viu o trailer, ah, isso foi!