Demons

Demons

Um grupo de pessoas se vê preso dentro de um cinema em Berlim, onde está passando um filme de terror com demônios que se espalham como um vírus. No cinema, assim como no filme, demônios começam a tomar conta das pessoas – quem é ferido, vira outro demônio.

A ideia é genial, não? Este é um perfeito exemplo de “giallo” italiano dos anos 80. Muito sangue, muito gore, e… Precisa de mais?

Vou contar uma história que aconteceu comigo. Tive uma boa adolescência cinéfila nos anos 80, vi muita coisa na tela grande. Nem sempre em bons cinemas, como foi o caso deste Demons. Vi este filme no finado Studio Copacabana, um cinema bem poeira que tinha na Raul Pompéia, perto de onde hoje tem a Le Boy. É legal ver num cinema vagabundo um filme onde pessoas são atacadas por demônios num cinema vagabundo!

Demons foi dirigido por Lamberto Bava, filho do mestre do terror Mario Bava. E outro mestre, Dario Argento, produziu e escreveu o roteiro. O filme tem pedigree!

As atuações são exageradas, como sempre foi comum em filmes italianos do gênero. E, aparentemente, os atores foram dublados em inglês, o que só piora. Por outro lado, os efeitos especiais e de maquiagem, a cargo de Sergio Stivaletti, são ótimos (dentro da proposta trash, claro!).

Enfim, ótima opção para aqueles que sabem apreciar uma bela tosqueira, como este que vos escreve!

Um Olhar do Paraíso

Um Olhar do Paraíso

Pára tudo! Estreou ontem no Rio The Lovely Bones, o novo filme do Peter Jackson, um dos meus diretores favoritos, diretor de Trash – Náusea Total, Meet The Feebles, Fome Animal, Almas Gêmeas, Os Espíritos, a trilogia Senhor dos Anéis e King Kong!

No filme, a adolescente Suzie Salmon narra a sua própria história: ela foi assassinada, aos 14 anos de idade, e, antes de entrar no paraíso, continuou observando a sua família – e seu assassino. Ela agora precisa deixar o sentimento de vingança para trás e seguir em frente.

Baseado no best seller “Uma Vida Interrompida”, de Alice Sebold, Um Olhar do Paraíso é um drama com toques fantásticos, mais próximo de Almas Gêmeas (1994) do que os filmes mais recentes de Peter Jackson, depois que ele foi para Hollywood (os três Senhor dos Anéis e King Kong).

O filme lembra muito Amor Além da Vida, de Vincent Ward – ambos tratam de famílias que perderam um filho, e em ambos o visual do pós morte é deslumbrante. Coincidência ou não, ambos os diretores são neo zelandeses!

Me faltam palavras para descrever o visual criado por Peter Jackson para as cenas depois que Suzie morre. Imagens lindíssimas, dá vontade de rever o filme só pelo visual.

O tema – morte de uma criança – é muito delicado. Pelo menos para mim, tenho experiências ruins e traumáticas com esse assunto. Por isso, fica difícil de dar uma opinião mais isenta, como faço nos outros posts. Peço desculpas aos meus leitores habituais.

Voltando ao filme… Stanley Tucci foi indicado ao Oscar de melhor ator coadjuvante por causa de sua boa atuação no papel de vizinho pervertido e assassino. Susan Sarandon e Rachel Weisz estão bem como sempre, e Mark Wahlberg não atrapalha. E a jovem Saoirse Ronan, que interpreta Suzie, cativa a todos, de lá de onde ela está. Ainda no elenco, Michael Imperioli, Reece Ritchie, Rose McIver e Carolyn Dando.

Li pela internet várias críticas negativas ao filme, mas tive a impressão de que as pessoas falavam sobre uma má adaptação do livro de Sebold. Bem, não li o livro, apenas vi o filme. E não vi todas essas críticas…

Amor Sem Escalas

Amor Sem Escalas

Ryan Bingham (George Clooney) é um especialista em demitir pessoas. Por isso, ele passa a maior parte do ano viajando de cidade em cidade, de aeroporto em aeroporto. Até que a sua empresa resolve cortar os custos com viagens, e Ryan precisa pensar em se assentar.

Este novo filme de Jason Reitman (Obrigado Por Fumar, Juno) está badaladíssimo, foi até indicado a Oscar de melhor filme. Mas heu achei tão fraquinho…

George Clooney está bem, interpretando o mesmo George Clooney de sempre. E a bonitinha Anna Kendrick, apesar das manchas no currículo (ela é coadjuvante da saga Crepúsculo), foi até indicada ao Oscar de melhor atriz coadjuvante! Ainda no elenco, Vera Farmiga, Jason Bateman, Amy Morton, Melanie Lynskey e Dany McBride, isso sem contar com pontas de J. K. Simmons, Sam Elliott e Zach Galifianakis.

A edição do filme é bem interessante – as sequências de Clooney arrumando e desarrumando as malas são muito boas. Mas, de resto, o filme é apenas “correto”. Não achei motivo para as seis indicações ao Oscar – além de filme e atriz coadjuvante (Anna Kendrick), o filme ainda concorre a diretor, roteiro adaptado, ator (Clooney) e novamente atriz coadjuvante (Vera Farmiga). Sei lá, parece que o pessoal da Academia não viu direito os concorrentes…

O filme não é ruim, não me entendam errado. Só não achei isso tudo o que estão falando por aí…

Attack Girls’ Swim Team vs. the Undead

Attack Girls’ Swim Team vs. the Undead

Vou copiar e colar uma sinopse genial que li na internet:

“Prepare-se para o pior na primeira semana de aula! Mal colocou os pés no campus, a linda jovem Aki foi pressionada a substituir uma menina da equipe de natação que desistiu por causa dos abusos do instrutor. Em seguida, um cientista psicopata ordena imunizar os voluptuosos corpos das jovens estudantes contra um novo vírus e comete um erro, transformando- as em zumbis comedores de carne. Agora, com a maior parte da escola e professores furiosos, comendo-se uns aos outros, fazendo sexo selvagem e malabarismo, cabe a Aki e às suas novas aliadas da equipe de natação acabar com este pesadelo.”

Sensacional!!! Esse é daqueles filmes que PRECISAMOS ver!

E, claro, quem se propõe a ver um filme com uma sinopse dessas não pode esperar um filme bom, né?

Mesmo assim, o filme é pior do que heu esperava. Mas pior no bom sentido, claro! Attack Girls’ Swim Team vs. the Undead consegue ser ruim num sentido ainda mais amplo!

A história não faz o menor sentido. E a produção do filme, amadora, caseira, só piora tudo.

No início, achei que este filme seguiria a linha de trashs japoneses como Machine Girl e Tokyo Gore Police. Mas não, na verdade, Attack Girls’ Swim Team vs. the Undead tem nudez e sexo, coisas que faltam nos outros! E aqui também tem gore, mas o sangue jorra com menos intensidade…

(Parênteses para os fetichistas de plantão: temos vários ângulos “interessantes” de colegiais japonesas, e ainda rola um toque de pornô soft com lesbianismo light!)

Mas, sei lá, é tudo tão amador que acho que foi desperdiçado um bom argumento – não é todo dia que temos, no mesmo filme, gore, zumbis, efeitos toscos e japonesas nuas no mesmo filme. Se a produção fosse um pouquinho mais bem cuidada, acho que o filme ia ser bem melhor…

Anyway, quem leu até aqui é porque gosta do gênero. Boa sorte!

O Lobisomem

O Lobisomem

Uêba! Filme de terror novo nos cinemas cariocas! Refilmagem do filme homônimo de 1941, este novo O Lobisomem entrou em cartaz na sexta de carnaval.

A trama não traz muitas novidades. Lawrence Talbot (Benicio Del Toro), afastado da família há anos, volta por causa da morte de seu irmão, atacado por uma criatura misteriosa. Não demora muito, ele mesmo também é atacado, e se transforma num lobisomem.

O clima do filme dirigido por Joe Johnston (Jumanji, Parque dos Dinossauros III) é muito legal. A reconstituição de época está ótima, emoldurada pela inspirada trilha sonora de Danny Elfman.

Os efeitos de maquiagem, ah, estes merecem um parágrafo à parte. Rick Baker, seis vezes ganhador do Oscar de melhor maquiagem, estava trabalhando em Norbit quando soube que estavam refilmando O Lobisomem. Procurou então o estúdio Universal e se ofereceu para trabalhar nele. Ele se inspirou para esta profissão com o Lobisomem original, de 41, e o seu primeiro Oscar foi justamente por Um Lobisomem Americano em Londres – que traz, até hoje, a melhor transformação em lobisomem da história do cinema! (Os outros Oscars de Baker foram por Um Hóspede do Barulho, Ed Wood, O Professor Aloprado, MiB e O Grinch, e ele foi indicado outras cinco vezes).

Não sei se as transformações aqui são tão boas quanto Um Lobisomem Americano em Londres. Mas, se não são, chegam perto. São, sem dúvida, uma das melhores coisas do filme.

(Pequeno parênteses para falar mal de filme ruim. Os caras responsáveis pelos lobisomens de Lua Nova devem ter ficado com vergonha ao ver o lobisomem daqui. Tanto no visual – este dá medo, o outro parece um efeitozinho vagabundo de cgi; quanto na transformação – aquele “lobinho” se transformando no meio de um pulo!)

A princípio, achei esquisito a escolha de Benicio Del Toro para ser um inglês filho do Anthony Hopkins, acho ele muito latino para isso. Mas depois de ver o filme, a gente vê que Del Toro é “o cara”. Não só ele é um excelente ator, como ele tem cara de lobisomem…

Além de Del Toro e Hopkins, o elenco conta com Emily Blunt, Hugo Weaving, Geraldine Chaplin e ainda rola uma ponta do próprio maquiador Rick Baker, como o primeiro cigano a ser atacado.

Alguns críticos estão falando que falta originalidade no roteiro. Ora, trata-se da refilmagem de um filme feito há quase sete décadas! Claro que não é original! Mas que funciona muito bem, ah, não há dúvidas quanto a isso.

Boa opção para os fãs de terror!

Antes do Por do Sol

Antes do Por do Sol

Mais cedo falei de Antes do Amanhecer, agora é a vez de sua continuação, o também simpático Antes do Por do Sol.

Nove anos depois dos eventos do primeiro filme, Jesse virou escritor e está em Paris lançando o livro onde conta a noite do primeiro filme. Algumas horas antes de seu vôo sair, ele reencontra Celine.

O que é legal aqui é que é o mesmo diretor Richard Linklater e os mesmos atores Ethan Hawke e Julie Delpy, criando o mesmo clima intimista do primeiro filme!

Antes do Por do Sol é tão simpático quanto o primeiro filme. Inclusive, temos uma coisa muito interessante aqui: o roteiro foi escrito a seis mãos, pelo diretor Linklater junto com o seu casal de protagonistas, Hawke e Delpy.

Pena que não há muita história a ser contada. O filme tem um pouco menos de uma hora e vinte minutos, e algumas das cenas são desnecessárias (como, por exemplo, quando Jesse descreve o seu próximo livro; ou então Celine imitando a Nina Simone no palco). Acho que eles não tinham material para um longa, mas mesmo assim queriam mostrar o que aconteceu com o casal.

Não é tão bom quanto Antes do Amanhecer, mas que gostou de um vai curtir o outro.

Antes do Amanhecer

Antes do Amanhecer

Um jovem casal se conhece em um trem na Europa e resolve passar uma apaixonada noite caminhando por Viena. O problema é que ele tem um vôo para pegar de manhã, e ambos sabem que provavelmente nunca mais vão se reencontrar.

Este simpático filme de 1994 é uma prova que bons diálogos são o suficiente para se fazer um bom filme. Escrito por Richard Linklater (também diretor) e Kim Krizan, Antes do Amanhecer é verborrágico, praticamente só tem diálogos entre dois personagens – mas em momento nenhum é chato.

Boa parte do mérito do filme está no talento e carisma de seu casal de protagonistas. Ethan Hawke e Julie Delpy estão ótimos como Jesse e Celine, o casal que vive a noite mágica.

A proposta é muito boa. Afinal, como eles só têm uma noite, a relação é perfeita. Não existe desgaste por causa do tempo da relação, e amigos ou parentes não têm como atrapalhar. Em uma noite não dá tempo de surgirem problemas! Aliás, nem dá tempo de se “discutir a relação”!

O diretor Linklater é eficiente em diferentes estilos de filmes. Ele é bom em filmes modestos, como esse, sua continuação, e também Jovens Loucos e Rebeldes, filmes mais focados nos atores e nos personagens. Mas ele também dirigiu o divertido Escola do Rock. Isso sem contar com dois filmes feitos usando animação em rotoscopia, Waking LifeO Homem Duplo.

O filme teve uma continuação nove anos depois, Antes do Por do Sol, com os mesmos atores e o mesmo diretor, mostrando o reencontro de Jesse e Celine. Ainda hoje vem para cá para o blog!

2019 – O Ano Da Extinção – Daybreakers

2019 – O Ano Da Extinção – Daybreakers

Confesso que já fazia um tempo que heu estava pilhado para ver este filme, desde que li que o protagonista Ethan Hawke declarou que “Daybreakers é o antídoto para Crepúsculo“! (Aliás, a primeira cena, quando um vampiro queima no sol, parece ser uma resposta a Crepúsculo!)

A ideia é muito boa. No futuro, vampiros tomaram conta e viraram a raça dominante. Os poucos humanos que sobraram são caçados e usados como gado, para ter o seu sangue extraído e comercializado. Só que a raça humana está entrando em extinção, e levando os vampiros à fome!

O filme foi escrito e dirigido pelos irmãos Michael e Peter Spierig, os mesmos australianos responsáveis pelo esquisito filme de zumbis Canibais (Undead). Desta vez, os Spierig tinham um orçamento melhor. O visual do filme, com a fotografia azulada, é muito legal – como são vampiros, a maior parte das cenas é à noite. E os efeitos são muito bem feitos.

O elenco conta com nomes famosos como Sam Neill, Willem Dafoe e Isabel Lucas, além do já citado Hawke. Além deles, completam o elenco a australiana Claudia Karvan e o neo-zelandês Michael Dorman, meio desconhecidos por aqui.

2019 – O Ano Da Extinção – Daybreakers não vai mudar a vida de ninguém, mas pelo menos é divertido!

Top 10: Estilos de Filmes Ruins

Top 10: Estilos de Filmes Ruins

Outro dia foi divulgada na internet mais uma daquelas listas de piores filmes. Olha, concordei com a inclusão de vários dos filmes, mas me lembrei de tantos outros, de estilos diferentes, que ficaram de fora…

Resolvi então montar um Top 10 no estilo do Top 10: Estilos dos Anos 80, onde escolhi categorias em vez de filmes. Assim, temos filmes ruins para todos os gostos!

Sempre é bom lembrar que, além do Top 10: Estilos dos Anos 80, já rolaram outros Top 10 aqui no blog: filmes de zumbi, filmes com nomes esquisitos, filmes sem sentido, personagens nerds, melhores vômitos, melhores cenas depois dos créditos, melhores finais surpreendentes, melhores cenas de massacre e filmes dos ano 80 e 90 nunca lançados em dvd no Brasil. Visitem!

Desta vez não é em ordem cronológica.

1- Filmes Cabeça Pseudo Pseudo

Heu até gosto de filme cabeça. Desde que seja bom.
Mas têm uns por aí que estão longe disso. Se me perguntarem qual é o tipo de filme que mais odeio no mundo, são esses filmes cabeça experimentais que não têm sentido nenhum, mas que o povo cabeça adora.
Uma vez, vi uma sessão do filme ultra alternativo Trash, do Paul Morrissey, aquele que, ao lado do Andy Warhol, filmava um prédio com a câmera parada durante oito horas seguidas. O diretor estava presente, o cinema estava lotado! Primeira cena: câmera parada num cara dormindo, durante longos minutos. Segunda cena: câmera parada, close no cara dormindo, durante outros longos minutos. Ao fim do filme, apenas uma meia dúzia de gatos pingados ainda estava presente.
Morte aos picaretas!

2- Trashs Clássicos

Uma legítima lista de piores filmes tem que ter aqueles trashs clássicos, cultuados hoje em dia.
Plano 9 do Espaço Sideral é considerado pela maioria como o pior filme de todos os tempos. Manos, The Hands of Fate briga com ele pelo posto de número 1. Vi ambos – a briga é dura!
Na mesma onda, podemos citar dezenas. Alguns dos meus favoritos são O Ataque dos Tomates Assassinos, Hard Rock Zumbi, Demons, A Camisinha Assassina, e, last but not least, Trash Náusea Total e Fome Animal, os trashs do Peter Jackson, além dos filmes da Troma, como O Vingador Tóxico (citado lá embaixo).

3- Hollywoodzinhos

Não sei vocês, mas acabou a minha paciência para um certo tipo de filminho que infesta Hollywood atualmente.
Tenho tido tolerância zero com filminhos bonitinhos, fofinhos e outros “inhos”. Filmes que ofendem a nossa inteligência ao acharem que é só ter um elemento fofinho na tela pra gente ignorar coisas básicas como roteiro.
Filmes como Marley e Eu e Delírios de Consumo de Becky Bloom são assim. O filme é ruim? Tem personagens mal construídos? Furos no roteiro? Atores fracos? “Ah, mas o filme é tão bonitinho”, vão dizer os fãs…
Outros que podem entrar na lista são os dois filmes da saga Crepúsculo. Vampiro que brilha como um diamante no sol???

4- Desblockbusters

Muitas vezes um filme é feito com a intenção de ser um blockbuster, mas tudo dá errado, e vira uma grande decepção. O filme pode até não ser tão ruim, mas como a expectativa é grande, o fracasso é certo.
Sempre me lembro do Kevin Costner quando penso em filmes assim. Ele gastou rios de dinheiro para fazer uma bomba, Waterworld – O Segredo das Águas. Logo depois, engatou em outro projeto megalomaníaco furado, O Mensageiro, outra bomba. Esse cara deveria ser defenestrado de Hollywood!
Outro bom exemplo é O Portal do Paraíso, que Michael Cimino fez em 1980, pouco depois de ganhar Oscar por O Franco Atirador. Diz a lenda que custou 44 milhões de dólares, e rendeu um milhão e meio na bilheteria…
Todo ano temos novos filmes assim. Recentemente, por exemplo, tivemos The Spirit, Speed Racer, Missão Babilônia e Perigo em Bangcock.

5- Filmes Infantis Nacionais

Enquanto os filmes infantis gringos melhoram a cada ano, a situação aqui estacionou, há anos. Se mudou algo, foi para pior!
Vou contar uma história que aconteceu comigo. Rolavam as férias, e heu procurava algum filme para levar minha filha no fim de semana. A gente morava em Petrópolis, eram poucas as opções.
Li no jornal a crítica de um novo filme da Xuxa, que tinha acabado de estrear. A crítica falava que este era melhor que os anteriores. Ao fim do filme, pensei “céus, tenho medo dos outros!” O filme era muito ruim!
Xuxa, Eliana, Renato Aragão, qualquer apresentador brasileiro de programa infantil, quando resolve fazer cinema, lá vem bomba.
E isso porque não estou falando de Cinderela Baiana, o clássico trash infantil da Carla Perez!

6- M Night Shyamalan

Até hoje, não sei se M Night Shyamalan é um bom diretor passando por uma longa fase ruim; ou um picareta que conseguiu fazer um excelente filme de estreia.
Vamos analisar os seus seis filmes até hoje? Seu primeiro filme, O Sexto Sentido, é muito bom, um dos melhores de 1999. Depois veio Corpo Fechado, bom filme, mas parecido demais com o primeiro. Depois veio Sinais, que começa bem, mas termina mal, muito mal. Aí veio A Vila, ideia interessante, mas que não sustenta um longa, seria um bom episódio de uma série tipo Twilight Zone. Dama na Água veio em seguida, e é ruim, ruim, ruim. Se fosse despretensioso, seria um bom trash. Por fim, veio Fim dos Tempos, que é tão ruim, mas tão ruim, que talvez seja pior que Dama na Água.
Agora em 2010 estreia o novo filme dele. Tem uma chance de sair desta lista. Por enquanto, ele merece estar aqui!

7- Uwe Boll

Se com Shyamalan há dúvidas sobre seu talento, não há nenhuma dúvida quando se fala em Uwe Boll. O cara é picareta mesmo, todos concordam. O pior é que Boll tem grana, produz os próprios filmes, então o cara continua trabalhando.
House of The Dead, Alone in the Dark, Bloodrayne, Salve-se Quem Puder (Postal), pode ir com fé, é garantido, são todos ruins!
Tem mais: ele sabe que tem muita gente que o odeia. Uma vez, desafiou estes odiadores para lutar boxe!
E agora, a má notícia: Boll ganhou as seis lutas de boxe contra os seus detratores, entre junho e setembro de 2006…

8- Not Funny Movie

Em 2000, surgiu o filme Todo Mundo em Pânico (Scary Movie no original), uma comédia até divertida, parodiando filmes de terror.
Na verdade, Todo Mundo em Pânico nem merecia estar numa lista destas. Mas o problema é que ele abriu a porta para paródias cada vez mais sem graça.
Foram três continuações. E depois vieram Uma Comédia Nada Romântica (Date Movie, 2006), Deu a Louca em Hollywood (Epic Movie, 2007), Super-Heróis – A Liga da Injustiça (Disaster Movie, 2008), e ainda teve Os Espartalhões (Meet The Spartans, 2008).
Junte todas as piadas destes filmes, e mesmo assim, ainda será menos engraçado que um bom Mel Brooks ou Zucker-Abrahams-Zucker!

9- Framboesas de Ouro

A Framboesa de Ouro (Razzie Awards) é um prêmio, espécie de paródia do Oscar. A diferença é que é para o pior filme!
Nem sempre concordo com os critérios usados pelas pessoas que escolhem os ganhadores da Framboesa, porque são sempre filmes pop demais. Caramba, tem muito filme ruim obscuro também!
Mas, se a gente olhar os maiores ganhadores, temos três filmes ruins, muito ruins, que não estão em outras categorias daqui: Showgirls, A Reconquista e Eu Sei Quem Me Matou. E, garanto: os três são muito ruins mesmo!
(Se bem que A Reconquista poderia estar lá em cima, no meio dos “desblockbusters”…)
Outra curiosidade das Framboesas: Sylvester Stallone é o recordista, foi indicado 18 vezes para pior ator / pior ator coadjuvante, e ganhou dez! Entre as mulheres, Madonna foi indicada menos vezes, “apenas” 11, mas, em compensação, tem um “aproveitamento” melhor: ganhou oito vezes!

10- Troma

A Troma é  uma empresa de produção e distribuição de filmes independentes de baixo orçamento. Muitos dos filmes da Troma tornaram-se cults, e são adorados por todo e qualquer fã de um bom trash.
São muitos os “clássicos”, como O Vingador Tóxico, Tromeu e Julieta, O Monstro do Armário, Terror Firmer, Poultrygeist, e muito mais.
Todos os filmes têm uma coisa em comum: a baixa qualidade. Se é Troma, nisso você pode apostar!

Em breve: Top 10 de melhores musicais para quem não curte musicais!

Contatos Imediatos do Terceiro Grau

Contatos Imediatos do Terceiro Grau

Está acontecendo um festival de filmes dos anos 70 no Instituto Moreira Salles. Fui lá no domingo, e, antes de O Império Contra-Ataca, revi Contatos Imediatos do Terceiro Grau, um dos melhores filmes do diretor Steven Spielberg. E olha que estamos falando cara que dirigiu Caçadores da Arca Perdida, E.T., Tubarão, Parque dos Dinossauros, O Resgate do Soldado Ryan e A Lista de Schindler, dentre outros!

A trama: depois de um breve contato com discos voadores, algumas pessoas começa a ter alucinações com uma montanha e um tema de cinco notas musicais. Ao mesmo tempo, um cientista francês investiga misteriosos acontecimentos pelo mundo, desconfiando que tudo tem a ver com os discos voadores.

Considero Contatos Imediatos do Terceiro Grau um grande marco na história do cinema. Até então, os filmes de ficção científica tinham efeitos especiais tão capengas que os filmes não conseguiam ser levados a sério. (A honrosa excessão é 2001, feito em 1969 por Stanley Kubrick. Os efeitos especiais de 2001 impressionam até hoje, mais de 40 anos depois!)

Até que, em 1977, surgiram dois filmes que mudaram a história do cinema de ficção científica: este Contatos Imediatos do Terceiro Grau e um tal de Guerra nas Estrelas, de George Lucas. (Coincidência ou não, Spielberg e Lucas já eram amigos…) A partir daí, os efeitos especiais começaram a ficar mais convincentes, e durante a década seguinte, já eram usados facilmente por muito mais filmes.

O elenco, encabeçado por Richard Dreyfuss, traz um nome curioso: François Truffaut, diretor de filmes como Farenheit 451 e A História de Adelle H, que interpreta o cientista francês. Ainda no elenco, Melinda Dillon, Teri Garr e Lance Henriksen.

Ainda no elenco, preciso mencionar que achei sensacional o papel do filho do meio de Richard Dreyfuss. O moleque é uma peste, em todas as poucas cenas onde ele aparece, ele está aprontando alguma arte. Me diverti muito vendo o moleque endiabrado! Sensacional!

Enfim, um clássico da ficção científica. Recomendado a todos, mesmo que nos dias de hoje.