Anjos da Noite 3 – A Rebelião

anjosdanoitecapa_01-399x600

Anjos da Noite 3 – A Rebelião

Vou confessar uma coisa: este terceiro filme da franquia Anjos da Noite não me empolgou. Não sei explicar o motivo, sei lá, comigo, simplesmente não rolou aquele frisson que realmente acompanha filmes assim. Mesmo assim, claro que fui ver. Não só gosto do tema, como sou fã do ator principal, Bill Nighy.

Anjos da Noite 3 – A Rebelião é na verdade um prequel,  conta a história antes do primeiro filme da saga. Vemos o surgimento dos Lycans (os lobisomens), feitos escravos pelos Mercadores da Morte (os vampiros).

Viktor (Bill Nighy), líder dos vampiros, cria o lobisomem Lucian (Michael Sheen) como seu escravo particular, enquanto monta um exército de lobisomens escravos. Além disso, rola um romance proibido entre Lucian e Sonja (Rhona Mitra), filha de Viktor.

O elenco funciona bem. Como falei lá em cima, gosto do Bill Nighy, gosto dos papéis que ele escolhe, independente se o filme é mais alternativo como O Guia do Mochileiro das Galáxias e Todo Mundo Quase Morto, ou mais “pop” como um Piratas do Caribe. Nighy e Michael Sheen voltam aos seus papéis (ambos estão nos outros dois filmes), agora com mais destaque, já que Kate Beckinsale, a atriz principal da franquia, não está presente. O papel feminino principal fica então com Rhona Mitra (Juízo Final), que pode não ser tão boa atriz, mas é boa onde precisa ser 😉 . Suas curvas estão muito bem neste contexto, para o que o filme pede, não precisa de muito mais do que isso…

Com mais de 15 anos de experiência em efeitos especiais, Patrick Tatopoulos não decepciona em sua segunda experiência como diretor. O visual do filme respeita o que já foi feito na franquia, e temos uma boa quantidade de sangue jorrando pela tela nas boas lutas coreografadas.

Muita coisa no roteiro é previsível. Mas, temos que nos lembrar: trata-se de um prequel, ou seja, é claro que tem coisa que vai ser previsível, afinal, já sabemos o fim!

Se Beber, Não Case!

sebebernaocase

Se Beber, Não Case!

Quatro amigos vão para Las Vegas para a despedida de solteiro de um deles. Só que, na manhã seguinte, quando acordam no meio de uma ressaca enorme, com um caos no quarto do hotel, descobrem que não se lembram de nada que aconteceu na noite anterior.

Sim, tem cara de comédia pastelão besta. Ou então mais um “filme com cara de Judd Apatow” (O Virgem de 40 anos) – comédias bem construídas, mas pouco engraçadas. Mas não – o filme (The Hangover no original) é uma agradável surpresa, muito engraçado e cheio de piadas politicamente incorretas.

A estrutura lembra um pouco Cara, Cadê meu Carro?, onde Sean William Scott e Ashton Kutcher precisam refazer os passos da noite anterior para descobrir onde deixaram o carro. Aqui, os três amigos acordam em Las Vegas e não se lembram de nada que aconteceu na última noite. Só que, diferente do outro filme, em vez do carro, eles perderam o noivo – dois dias antes do casamento!

Um dos trunfos do filme do diretor Todd Philips e dos roteiristas Jon Lucas e Scott Moore é o elenco, de nomes quase desconhecidos. Os três amigos do noivo, Phil (Bradley Cooper), Stu (Ed Helms) e Alan (Zach Galifianakis), cada um com sua personalidade distinta, são muito bem construídos. A improvável amizade entre os três é responsável por boa parte das piadas do filme.

Os personagens secundários também são legais, e aqui temos pelo menos dois rostos conhecidos. Heather Graham (a Rollergirl de Boogie Nights) faz uma prostituta boazinha, e Mike Tyson – sim, o boxeador – interpreta ele mesmo.

O título em português é que é horrível. Afinal, não tem nada a ver com o enredo do filme… Por que não uma simples tradução: “A Ressaca”?

O Império do Besteirol Contra-Ataca

imperio_besteirol_2001_poster

O Império do Besteirol Contra-Ataca

Tenho que ser coerente, certo? Outro dia falei mal aqui de “filme com pré-requisito”. Bem, O Império do Besteirol Contra-Ataca é um filme assim. Quem não está por dentro do “universo viewaskewano” não vai entender boa parte das piadas!

Jay e Silent Bob descobrem que os quadrinhos Bluntman e Chronic vão virar um filme, então resolvem ir até Hollywood para tentar impedir a realização do mesmo.

Se você está se perguntando o que é Bluntman e Chronic, e quem diabos são Jay e Silent Bob, é justamente por causa dos pré requisitos que citei lá em cima… Boa parte das piadas presentes neste filme são referências aos outros quatro filmes do mesmo diretor que contam com os coadjuvantes Jay e Silent Bob. Por isso que é complicado falar de um filme destes: é genial para quem é fã, mas é sem graça para quem não conhece os outros filmes!

O tal Silent Bob é o próprio diretor e roteirista Kevin Smith. Ele criou esta dupla de personagens, dois desocupados que ficam de bobeira em frente a uma loja de conveniências, e este foi o quinto filme com os dois (Jason Mewes interpreta Jay). Antes deles, tivemos O Balconista, Barrados no Shopping, Procura-se Amy e Dogma – eles ainda voltariam em O Balconista 2. Sempre coadjuvantes, aqui eles têm o seu momento como protagonistas.

Como diria a propaganda: “e não é só isso!” Vários outros personagens destes filmes voltam em O Império… Por exemplo, vejam os dois atores mais presentes em filmes de Smith: Jason Lee repete dois papéis, o de Barrados e o de Procura-se; já Ben Affleck volta com o papel de Procura-se e ainda faz uma participação interpretando a si próprio, ao lado do Matt Damon, numa das melhores cenas do filme.

E por aí o filme segue, piada interna atrás de piada interna… Muito divertido para quem conhece este específico universo!

Ah, sim, o elenco do filme é invejável, principalmente porque se trata de um filme, ahn, digamos, “hermético”. Além dos supracitados Lee, Affleck e Damon, temos Will Ferrell, Shannon Elizabeth, Eliza Dushku, Ali Larter, Sean William Scott, Judd Nelson, Chris Rock, Jamie Kennedy e Tracy Morgan, além de várias personalidades hollywoodianas interpreteando a si mesmos, como os diretores Wes Craven e Gus Van Sant e os atores Shannen Doherty, Jason Biggs e James van der Beek. E Alanis Morissette, numa cena que nem todo mundo viu. E, claro, como um grande fã de Star Wars que Smith é, temos Mark Hammill e Carrie Fisher, pela primeira vez num mesmo filme desde O Retorno do Jedi!

Ah, sim, o nome é horrível, né? Só que é uma piada, mais uma referência a Star Wars, desta vez ao título do segundo filme da saga, O Império Contra-Ataca (em inglês, o nome do filme é Jay and Silent Bob Strike Back).

O Império do Besteirol Contra-Ataca não é o melhor filme de Kevin Smith. Aliás, não é nem recomendado para quem não viu os outros filmes. Mas heu me diverti muito, várias das piadas são muito, muito boas! Acredito que este filme fecharia o “universo viewaskewano”, mas tivemos O Balconista 2 cinco anos depois, em 2006. Ou seja, quem sabe não veremos nossa dupla de desocupados favorita novamente?

Snootchie Bootchies para vocês!

p.s.: Tem uma cena depois dos créditos. Como o resto do filme, a cena é genial, mas apenas para aqueles que estão por dentro do universo…

Top 10: os personagens mais nerds do cinema

nerd

Top 10: os personagens mais nerds do cinema

Viva! Mais um Top 10!

Já tivemos outros quatro: filmes de zumbi, estilos dos anos 80, filmes com nomes esquisitos e filmes sem sentido. Agora, com a inestimável ajuda de amigos nerds da “lista do balacobaco”, montei um Top 10 de personagens nerds no cinema.

A inspiração para isso foi uma lista semelhante que circulou pela internet há cerca de um mês atrás. Achei que a tal lista tinha falhas graves. Portanto, resolvi criar a minha lista de nerds.

É complicado montar uma lista assim, porque o conceito de nerd varia, dependendo de onde você estiver. Esta lista é, portanto, baseada no que heu entendo por nerd. Espero que vocês acompanhem a minha linha de raciocínio.

Como sempre, em ordem cronológica:

C3PO

C3P0 em “Guerra nas Estrelas” (1977)

Um robô pode ser nerd? Bem, vocês já repararam no C3P0? Ele tem problemas para se socializar, entende muito sobre algo muito específico (é fluente em seis milhões de línguas!) e não tem atributos físicos. Ah, sim, e não pega ninguém ao longo de seis filmes!

arnoldpoindexter_2

– Arnold Poindexter em “A Vingança dos Nerds” (1984)

Boa parte do elenco deste filme poderia estar aqui. E por que escolhemos logo o Poindexter? Nem Louis nem Gilbert (os protagonistas) são páreos para tanta nerdice: por um milagre “cannabi” uma mulher estava praticamente “dando” pra ele, e ele ficava dialogando se ela queria viver na ascensão ou declínio de uma civilização!

george-mcfly

George McFly em “De Volta Para o Futuro” (1985)

Lembram do pai do Marty McFly? Um cara desengonçado, esquisitão, fã de ficção científica, que vivia apanhando do valentão da escola… A mãe do Marty só se apaixonou pelo pai por causa de um acidente!

honeyishrunk

Rick Moranis em “Querida Encolhi As Crianças” (1989)

Rick Moranis era o loser perfeito da Hollywood dos anos 80. Poderíamos pegar outros papéis que ele fez, que também se encaixariam. Mas acho que o cientista maluco que encolhe a própria família é a melhor opção!

walt-steve-dave

Walt Grover, o Fanboy, em “Barrados no Shopping” (1995)

Os filmes do Kevin Smith são cheios de personagens e situações nerds. Poderíamos fazer um Top 10 de personagens nerds só dos filmes dele. Mas temos que esolher um, certo? Nada melhor que um personagem chamado “Fanboy”. Walt Grover está em três dos filmes de Smith, sempre ao lado de seu fiel companheiro Steve-Dave.  É dele o bordão “Tell’em, Steve-Dave”.

Toby Radloff

Toby Radloff em “Anti Herói Americano” (2003)

Existe um Toby Radloff de verdade, auto-intitulado “o verdadeiro nerd”. É um amigo do quadrinista Harvey Pekar, sobre o qual se trata este filme. Aqui é interpretado por Judah Friedlander, que também tem um jeito esquisitão de nerd (Toby é o da direita na foto).

Andy Stitzer-40yearold

Andy Stitzer em “O Virgem de 40 Anos” (2005)

Andy, interpretado por Steve Carell, virou o estreótipo nerd para os anos 2000. O cara é virgem aos 40, precisa de mais? Mas tem: ele ostenta uma enorme (e cara) coleção de memorabilia, tudo ainda lacrado nas caixas originais!

Kevin_Smith-diehard

Warlock em “Duro de Matar 4” (2007)

Levei um susto quando li o nome “Kevin Smith” nos créditos iniciais de “Duro de Matar 4”. Como assim? Seria ele mesmo, o próprio Silent Bob, um dos maiores nerds de Hollywood? Sim, era ele. Num papel pequeno, justamente um hacker nerd.

fanboys

Todo o elenco de Fanboys (2008)

Não sei se seria possível separar um dos fãs de “Star Wars” que viajam através do país para tentar ver o “Ep I” antes da estreia. Até os coadjuvantes deste filme são nerds. Aliás, até o público deste filme é nerd!

ned-17again

Ned em “17 outra vez” (2009)

O recente e divertido “17 outra vez” tem um personagem muito nerd que, se bobear, é a melhor coisa do filme. Ned é um cara com grana, e assim sua casa é uma vedadeira “nerdolândia”: são vários os objetos com referências nerds espalhados pelo cenário. Temos até uma luta de sabres de luz!

Ainda quero deixar uma menção honrosa para o elenco da série “The Big Bang Theory”, onde os quatro personagens masculinos principais são muito nerds. Cada episódio é cheio de referências ao universo nerd! Mas como este Top 10 é baseado em filmes, uma série de tv não pode entrar.

bigbang

E agora? Qual será o próximo Top 10?

Rede de Mentiras

rede-de-mentiras-poster01

Rede de Mentiras

Tenho o hábito de de vez em quando passear por locadoras que vendem dvds usados para “garimpar”. Outro dia vi este Rede de Mentiras, dirigido pelo Ridley Scott (AlienBlade Runner) e estrelado por Leonardo DiCaprio e Russell Crowe. Perdi quando passou nos cinemas, então resolvi levar pra casa.

Rede de Mentiras toca num assunto delicado: Oriente Médio. DiCaprio e Crowe são agentes da CIA na luta contra o terrorismo – um está em Langley, nos EUA, enquanto o outro está baseado em Amã, na Jordânia. Para se aproximar da Al Qaeda, resolvem “inventar” um terrorista – daí as “mentiras” do título.

O filme é a cara do outro Scott, o Tony, irmão mais novo de Ridley. Tony Scott nos deu filmes como Inimigo do Estado e Deja Vu, onde vemos um monte de câmeras de vigilância e imagens de satélites – boa parte de Rede de Mentiras segue essa onda.

Rede de Mentiras não é um filme obrigatório na excelente filmografia de Ridley Scott, mas é eficiente no que se propõe. A trama, baseada no livro homônimo de David Ignatius, é interessante e muito bem conduzida. Só não convence muito: será que no mundo real seria tão fácil assim criar tal rede de mentiras?

A princípio achei que o personagem do DiCaprio era árabe – felizmente tiveram bom senso e não fizeram isso, ia ser muita forçação de barra, não?

Curiosidade: os hoje astros Crowe e DiCaprio já dividiram a tela antes, no distante ano de 1995, no faroeste trash Rápida e Mortal, de Sam Raimi (Arraste-me Para O Inferno). Só que o star power de ambos era bem menor: enquanto DiCaprio era uma jovem estrela em ascenção, Crowe era praticamente um desconhecido.

Evocando Espíritos

evocando-espiritos-poster01

Evocando Espíritos

Uma família se muda para um velho casarão, mais perto do hospital onde o filho adolescente se trata de um câncer em estado avançado. Só depois descobrem que a casa era uma funerária. E que hoje é assombrada.

Interessante filme sobre casa mal assombrada. E, para ficar ainda mais assustador, a divulgação diz que é baseado em fatos reais.

Virginia Madsen e Martin Donovan encabeçam um elenco sem muitos rostos conhecidos – ainda temos um papel menor, mas importante, feito por Elias Koteas.

Alguns dos sustos e situações passadas dentro da casa são clichês – parece que não há nada de novo a se acrescentar ao tema “casa mal-assombrada”. Mesmo assim, o diretor Peter Cornwell consegue criar um bom clima de tensão ao longo do filme.

Não entrará na história como um dos melhores filmes do gênero, mas pode render uma boa diversão para os menos exigentes.

Juízo Final

juizo_final_poster

Juízo Final

Sexta passada estreou o novo filme do diretor Neil Marshall, o mesmo dos interessantes Cães de Caça (com lobisomens) e Abismo do Medo (sobre seres misteriosos dentro de uma caverna). Bem, nem tão novo assim, já que trata-se de um filme do ano passado.

Um perigoso vírus mortal, altamente contagioso, se espalha pela Escócia. Altos muros sao construídos nas fronteiras e a população é deixada para morrer. Anos mais tarde o vírus reaparece em Londres, e então uma equipe é enviada para a Escócia para tentar encontrar a cura.

E vem a pergunta: o filme é bom? Não, não é bom. Mas também não é ruim. Na verdade, é muito divertido!

Imagine uma mistura de Extermínio, Mad Max, Highlander e Gladiador. Difícil de imaginar, né? Pois Juízo Final é por aí. Heu avisei que o filme não era bom…

O roteiro tem vááários furos, tipo, como é que o vírus reapareceu, 27 anos depois? Ou como é que os satélites não pegavam os movimentos da “gangue do Sol”? Isso sem contar com a inacreditável perseguição de carros no fim do filme!

Mas aí tem o lado trash da história. Se a gente relevar esses (muitos) pontos, o filme fica realmente divertido! O filme começa como um suspense policial com ar sério, de repente vira um trash pós apocalíptico e logo depois um filme medieval, pra terminar com perseguições de carros.

No papel principal, Rhona Mitra (que recentemente entrou na franquia Anjos da Noite para substituir Kate Beckinsale como o principal papel feminino – mas com um personagem diferente) cumpre bem o papel: bate bem, apanha bem e está o filme todo com uma roupinha preta justa mostrando todas as suas formas. Ainda temos papéis menores dos grandes Bob Hoskins (Uma Cilada Para Roger Rabbit) e Malcom McDowell (Laranja Mecânica, e que recentemente estava nas telas cariocas na refilmagem de Halloween). O resto do elenco – sem nomes famosos – está caricato na medida certa.

A “parte medieval” é mais crível que o “momento Mad Max”. Se o filme seguisse só esse caminho, acredito que ia ficar bem melhor, sem aquela salada toda…

Mesmo assim, disse antes e repito: o filme não é ruim. Heu, pelo menos, me diverti!

O Enigma da Pirâmide

Enigma+da+Pir%C3%A2mide

O Enigma da Pirâmide

O sobrenome da minha filha por parte de mãe é Holmes – a mãe dela é inglesa. Claro que heu sempre tive vontade de mostrar logo pra ela quem foi Sherlock Holmes! Aí aproveitei pra rever com ela este interessante filme “menor” dos anos 80.

O Enigma da Pirâmide, que numa tradução literal seria O Jovem Sherlock Holmes, conta a história da juventude do famoso detetive da literatura inglesa. Mas é uma obra “original” – não é escrita por Arthur Conan Doyle. Mesmo assim, o roteirista Chris Columbus (que antes tinha escrito Gremlins e Goonies depois dirigiria os primeiros Esqueceram de Mim e os primeiros Harry Potter) soube respeitar toda a mitologia “holmesiana”.

Holmes (Nicholas Rowe), ainda adolescente, conhece aquele que virá a ser o seu grande companheiro, Watson (Alan Cox), e juntos eles resolvem um caso misterioso que envolve assassinatos, drogas alucinógenas e um culto egípcio proibido.

Por que falei que era um filme “menor”? Porque apesar de ser um filme muito legal, não foi tão badalado, apesar de ter o nome de Steven Spielberg na produção executiva. Talvez isso tenha acontecido por causa dos nomes envolvidos: o diretor Barry Levinson fez alguns filmes interessantes, mas nunca se firmou no primeiro escalão de Hollywood, assim como os atores principais tampouco fizeram algo digno de nota depois deste filme – ainda no elenco, temos Anthony Higgins e Sophie Ward.

Mesmo assim, o filme é bom. A história é consistente, as atuações funcionam bem, e os efeitos especiais são muito interessantes. Tão interessantes que merecem um parágrafo novo de destaque.

Uma curiosidade técnica sobre este filme: trata-se de um marco na evolução dos efeitos especiais, apesar de serem efeitos discretos. Na cena do vitral, foi a primeira vez na história do cinema que apareceu um personagem criado por computador – os hoje famosos “cgi”. A animação mostra uma figura 2D num cenário 3D, e ainda interagindo com um ator humano! Esta cena custou quatro meses de trabalho para a Industrial Light & Magic.

Mais uma coisa: veja o filme até o fim dos créditos. Há uma cena extra, exclusiva para os fãs de Sherlock Holmes.

Espelhos do Medo

espelhos-do-medo

Espelhos do Medo

Mais uma refilmagem americana de um terror oriental… Desta vez, é
uma versão do coreano Geoul Sokeuro, de 2003. E o diretor é o mesmo Alexandre Aja que antes deste fez outra refilmagem: Viagem Maldita, e ainda promete mais uma refilmagem em breve, Piranha.

(Baixei o filme francês Haute Tension, que o mesmo Aja fez antes dessas refilmagens todas. Vou ver se o cara é bom com material original na mão.)

O policial Ben (Kiefer Sutherland), afastado temporariamente após um evento traumático, pega um emprego de vigia noturno de uma grande loja de departamentos que pegou fogo tempos antes. Ao mesmo tempo, mora com sua irmã, enquanto passa por problemas no casamento. O que ele não sabe é que forças malignas estão escondidas atrás dos espelhos da loja!

Gosto do Kiefer Sutherland desde os anos 80, desde a epoca de Conta Comigo e Os Garotos Perdidos. Mas acho que ele tem feito muito a série 24 Horas – às vezes parece que é o Jack Bauer na tela! Amy Smart (Adrenalina) e Paula Patton completam o elenco principal como a irmã e a esposa, respectivamente.

O filme é irregular. Algumas cenas são bem legais, os cenários dentro da loja são assustadores, rolam alguns climas de tensão interessantes e até uns sustos. Mas por outro lado, algumas coisas são tão clichês… E não podemos parar pra pensar na lógica, se não a graça do filme vai embora. Por exemplo: como é que aquela loja ainda tem tantos manequins que não pegaram fogo?

Pelo menos o fim do filme é interessante e foge um pouco do óbvio!

Dreamscape – A Morte nos Sonhos

dreamscape

Dreamscape – A Morte nos Sonhos

Outro dia, no cinema, vi o trailer do novo Tarantino, Bastardos Inglórios, e lembrei que seu filme anterior, À Prova de Morte, nunca foi lançado aqui. É um bom exemplo de filme com inexplicáveis problemas no lançamento brasileiro. Outro exemplo é este Dreamscape – A Morte nos Sonhos, filme de 1984, que nunca passou nos cinemas brasileiros, e, até onde heu saiba, tampouco apareceu em vhs ou dvd.

A trama é boa: uma universidade faz pesquisas com jovens paranormais para usar a habilidade destes para entrar no subconsciente e manipular os sonhos de outras pessoas. Alex Gardner (Dennis Quaid) trabalha como um destes paranormais, até que descobre uma conspiração para matar o presidente dos Estados Unidos.

A premissa é parecida com o terror A Hora do Pesadelo, aquele do Freddy Krueger, onde pessoas também são abordadas durante os sonhos – e se você morre no sonho, isso também acontece na vida real. Mas este não só é do mesmo ano que o primeiro Pesadelo, como ainda foi lançado três meses antes. A diferença está no enfoque: Dreamscape está mais pro lado da ficção científica do que terror.

Por que será que nunca chegou aqui? O filme é bom, os efeitos especiais dos sonhos são bem feitos, mesmo vistos hoje, um quarto de século depois. Aliás, o visual dos sonhos é muito interessante! O elenco é ótimo, temos um Dennis Quaid pós Os Eleitos e uma Kate Capshaw pós Indiana Jones e o Templo da Perdição (quando ela virou sra. Steven Spielberg!), isso sem contar com os veteranos Max von Sydow e Christopher Plummer.

Outra coisa interessante é a trilha sonora eletrônica de Maurice Jarre. Os produtores queriam uma trilha orquestrada, mas Jarre insistiu nos temas eletrônicos, porque achou que tinha mais a ver com o tema. E ele estava certo!

Ah, sim, esqueça o cartaz à la Indiana Jones. O filme não é de aventura…