Boogie Nights – Prazer Sem Limites

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Boogie Nights – Prazer Sem Limites

No final da década de 70, um jovem bem-dotado é descoberto por um diretor de filmes adultos. Rapidamente, ele vira um astro do cinema erótico e passa a conviver com os excessos do trinômio sexo, drogas e disco music.

Em seu segundo longa, o diretor e roteirista Paul Thomas Anderson revela um raro talento ao mostrar a ascenção e queda de um ator pornô, e todo o universo em torno disso. Um excelente retrato do cinema erótico do fim dos anos 70 ao início dos anos 80 – quando a película deu lugar ao video-cassete.

Uma excelente galeria de personagens e um elenco perto da perfeição também ajudam, e muito. O quase sempre insosso Mark Wahlberg funciona bem como o protagonista Dirk Diggler – temos inclusive uma cena dele com o, digamos, “instrumento de trabalho” para fora das calças (meninas, o ator usou uma prótese!). Burt Reynolds é Jack Horner, o diretor old school que teima em continuar usando película porque quer fazer cinema e não vídeo (dizem que foi inspirado no diretor pornô Alex de Renzy). Julianne Moore está maravilhosa (como sempre) como Amber Waves, atriz mais experiente, passando por problemas com a guarda do filho (curiosidade: esse papel foi inspirado na atriz pornô Veronica Hart, que passou pelo mesmo problema na vida real; Veronica faz a juíza que julga o caso de Amber). E acho que Heather Graham nunca esteve tão bonita quanto aqui, interpretando a Rollergirl, atriz pornô que nunca tira os patins. E ainda temos John C. Reilly, Don Cheadle, William H. Macy, Luiz Guzman, Philip Seymour Hoffman, Thomas Jane e Alfred Molina, entre outros.

(Outra curiosidade sobre o elenco: a mulher do personagem do William H. Macy é interpretada pela Nina Hartley, atriz pornô na vida real!)

Rumores dizem que Dirk Diggler seria inspirado em John Holmes, um dos maiores nomes da história do pornô. Holmes também era famoso por ser bem-dotado, também teve uma carreira paralela de filmes de ação, também se envolveu com drogas e também tem uma história mal contada envolvendo violência e assassinatos (o filme Crimes em Wonderland, estrelado por Val Kilmer, conta isso com detalhes). Mas tenho cá minhas dúvidas se isso é verdade. Afinal, o próprio Holmes é citado em uma cena do filme, como se fosse um contemporâneo de Diggler.

Boogie Nights ainda tem uma peculiaridade técnica bastante interessante. Sabe a cena inicial de A Marca da Maldade, de Orson Welles, onde, num único plano-sequencia, uma câmera passeia entre vários personagens e as coisas vão acontecendo em volta deste travelling? Esta técnica foi usada por um monte de gente legal, como Robert Altman em O Jogador, ou Brian de Palma em Olhos de Serpente. Pois bem, se uma cena destas é difícil de se fazer, P.T. Anderson mostra habilidade, e faz isso aqui vááárias vezes.

Some a isso tudo uma boa trilha sonora e uma perfeita dosagem entre humor e violência (às vezes lembra Tarantino!), e temos um dos melhores filmes de 97.

Este filme não existia no mercado brasileiro de dvds, mas foi lançado recentemente! Vale a pena comprar!

A Ilha do Terror

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A Ilha do Terror

Antes de falar do filme, posso contar uma historinha que remete à minha infância?

Não me lembro exatamente o ano, mas sei que era a primeira metade dos anos 80 – lembro que foi quando morava em Petrópolis, onde morei entre 1980 e o fim de 1985. Como vocês devem se lembrar, não existia videocassete, e eram poucos os canais na tv. Para ver um filme, a gente tinha que se programar para ficar em frente à tv, porque nem sempre era fácil uma reprise!

Pois bem, heu estava vendo um filme de terror com a meus pais e meus irmãos. Era uma história de monstros que sugavam os ossos das pessoas! E, de repente, numa daquelas atitudes inexplicáveis que nossos pais de vez em quando tomam, eles disseram que estava tarde e que precisávamos ir dormir!

Não vi o fim do filme…

Na época, conversei com um monte de gente na escola, mas ninguém conhecia este filme sobre os “monstros comedores de ossos”. Os anos se passaram e me esqueci deste filme misterioso.

Até que, recentemente, num bate papo sobre “filmes que assustaram a nossa infância” numa lista de discussão, lembrei deste filme. Nada como falar a coisa certa para as pessoas certas: mais de uma pessoa me disse qual era o filme que heu procurava: A Ilha do Terror, de 1966!

É esse filme mesmo: dois cientistas são chamados a uma pequena ilha irlandesa que está sendo atacada por misteriosas criaturas que sugam os ossos das pessoas. Isolados do continente, eles têm que descobrir como derrotar as tais criaturas.

Se na época achei o filme assustador, hoje, 25 anos depois, em pleno séc. XXI, com quase 40 anos na cara, claro que dei risadas ao ver os temíveis monstros – que na verdade se parecem com grandes aspiradores de pó! Trata-se de um divertido filme B! E ainda fica melhor: sempre que aparecem os monstros, ouvimos efeitos sonoros eletrônicos tosquérrimos!

O elenco me trouxe uma surpresa: um dos atores principais é  Peter Cushing, que fez o Grand Moff Tarkin no primeiro Guerra nas Estrelas, de 77. Descobri que ele fez mais de dez filmes de terror com esse mesmo diretor, Terrence Fisher. Ainda no elenco, Edward Judd, Toni Merril e Eddie Burns.

Enfim, uma boa diversão despretensiosa!

A Terra Perdida – Land of The Lost

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A Terra Perdida – Land of The Lost

Nessa enorme onda de refilmagens e releituras que assola Hollywood nos últimos anos, em meio a um monte de filmes mais ou menos de vez em quando aparece um muito legal. E de vez em quando aparece algum completamente dispensável. Este é o caso da nova versão para o seriado dos anos 70 O Elo Perdido.

Dr. Rick Marshall, um cientista desacreditado, acidentalmente cai num vórtex espaço-temporal e vai parar num universo alternativo, num mundo com dinossauros e seres estranhos.

É, poderia ser interessante. Mas não funcionou…

Talvez o pior problema aqui seja com o ator principal. O tal cientista é interpretado por Will Ferrell, oriundo do Saturday Night Live. Ferrell não se decide entre o personagem sério e a paródia escrachada, então muitas vezes o filme vira uma comédia sem graça.

Alguns dos efeitos especiais são bem legais. Mesmo assim, várias das cenas são dispensáveis, como por exemplo toda a sequência da piscina, ou então as pessoas pedindo pro T-Rex esperar antes de atacar pra poder conversar antes.

Sinceramente, O Elo Perdido merecia um filme melhor!

Top 10: filmes com nomes esquisitos

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Top 10: filmes com nomes esquisitos

Uêba! Mais um top 10!

Já tivemos “filmes de zumbi“, “estilos dos anos 80” e “filmes sem sentido mas mesmo assim legais“, agora resolvi colecionar filmes com nomes incomuns.

Vamos à lista? Como sempre, em ordem cronológica!

Não se esqueça de deixar seu comentário lá embaixo!

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Aniki Bóbó (1942)

Na falta de um filme nacional, peguei um português, dirigido por Manoel de Oliveira. Aniki Bóbó foi tirado de um verso infantil. Até pesquisei, mas não encontrei o tal verso!

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Sssssss (1973)

Filme de terror americano, aqui no Brasil chamado de O Homem Cobra. Se o título em português não é estranho, o mesmo não pode ser dito sobre “Sssssss”!

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A História de O (1975)

Pornô soft na linha de Emmanuelle, A História de O conta a história de uma mulher chamada… “O”. Vem cá, alguém já conheceu uma mulher chamada O?

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Brincou Com Fogo… Acabou Fisgado! (1981)

De onde será que tiraram essa expressão? Não era pra ser “Brincou com fogo, acabou queimado”? Pior ainda quando a gente se lembra que o nome original é Continental Divide. Nada a ver!

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Koyaanisqatsi (1982)

É o filme mais conhecido de uma trilogia que ainda conta com os tão esquisitos quanto Powaqatsi (1988) e Naqoyaqatsi (2002). A palavra koyaanisqatsi significa “vida desequilibrada” na língua Hopi – uma nação indígena americana.

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Daunbailó (1986)

Por que diabos os distribuidores brasileiros resolveram chamar assim filme Down By Law, do Jim Jarmusch? Sorte que a moda não pegou. Imagine como ficaria o ganhador do Oscar deste ano: “Ruânts Tubia Milionér”!

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O Mahabharata (1988)

O filme é baseado no livro O Mahabharata, um livro épico indiano, considerado o maior texto em uma única obra. É um texto sagrado importante para o hinduísmo. Mas, para nós, ocidentais, este nome parece mais de uma firma de dedetização!

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O Favor, o Relógio e o Peixe Muito Grande (1991)

Alguns filmes querem ter o título maior que o argumento, além de citar várias coisas neste título. Empate técnico com O Cozinheiro, o Ladrão, sua Mulher e o Amante, outro nome grande e esquisito.

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Aprendiz de Sonhador / What’s eating Gilbert Grape? (1993)

Já este teve um nome em português até tranquilo: Aprendiz de Sonhador. Mas, em inglês, a tradução literal seria “O que está comendo Gilberto Uva”. Bizarro…

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Coisas Para Fazer em Denver Quando Você Está Morto (1995)

Tentativa de se fazer algo no estilo Tarantino, faltou a Coisas Para Fazer em Denver… um diretor com talento. Temos um elenco cool, persoangens cool, situações cool, trilha sonora cool, mas parou por aí.

E agora, qual será o próximo top 10?

Deadgirl

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Deadgirl

Como prometido no tópico sobre Pervert!, eis o meu texto sobre Deadgirl. E aproveito para dizer que o melhor ficou para o fim – dos filmes listados na programação do SP Terror, este foi o que mais gostei!

Dois amigos adolescentes são típicos estudantes “excluídos”, desprezados pelos populares na escola. Em uma tarde matando aula, descobrem no porão de um hospital abandonado, amarrada a uma mesa, uma jovem nua. Detalhe: não sabemos se ela está viva ou morta! A relação com a “menina morta” mudará para sempre a vida deles.

Sim, trata-se de um filme de terror. E o interessante é que não se parece com nada que tem rolado por aqui em matéria de terror, às vezes parece até que estamos diante de um drama. Não rola nada dos clichês básicos dos filmes de terror, até o gore é pouco!

Aliás, arrisco a dizer que, de tão diferente, achei que se tratava de uma refilmagem. Depois de um monte de filmes de terror orientais refilmados em Hollywood (O Chamado, O Grito, Pulse, O Olho do Mal, etc.), parece que a onda agora é refilmar europeus. O espanhol REC virou Quarentena; o sueco Deixe ela entrar chega ano que vem aos cinemas americanos como Let Me In. Deadgirl é uma produção simples e inteligente, sem nomes conhecidos no elenco nem na parte técnica, mais focada na história do que nos (poucos) efeitos especiais. É, nem parece Hollywood!

A ação é centrada nos relacionamentos entre os jovens. Amigos de infância, os dois amigos são interpretados por Shiloh Fernandez e Noah Segan, que, apesar de desconhecidos, mandam bem. Atritos na amizade começam a surgir com a chegada da menina morta (Jenny Spain, outro nome a ser citado), que chega a ser usada como escrava sexual!

O ritmo do filme dirigido pela dupla Marcel Sarmiento e Gadi Harel é bem lento, acredito que propositalmente, para mostrar o dia-a-dia entediante dos jovens. Mesmo assim, o filme é interessantíssimo. E o fim guarda uma reviravolta sensacional!

Este é daqueles filmes com cara de que nunca serão lançados por aqui. Ou seja, bom download!

Viagem Maldita

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Viagem Maldita

No distante ano de 1977, o diretor Wes Craven (o criador do Freddy Kruger!) nos apresentou Quadrilha de Sádicos, um sombrio filme sobre uma família que é atacada por pessoas deformadas ao fazer uma viagem e atravessar o deserto. Este Viagem Maldita é a refilmagem de Quadrilha de Sádicos, dirigida em 2006 pelo francês Alexandre Aja.

A história é a mesma: uma família norte-americana de classe média está de férias, atravessando o deserto. Ao pegar um caminho errado, o trailer onde eles viajam sofre um acidente e quebra. Sem ter como chamar ajuda, aos poucos, descobrem que não estão sozinhos neste deserto: junto com eles estão mutantes, descendentes dos sobreviventes de testes nucleares feitos pelo exército durante a Guerra Fria.

A caracterização da família é interessante: enquanto o patriarca da família, Big Bob (Ted Levine) é o típico republicano defensor de armas, seu genro Doug (Aaron Stanford) é democrata e pacifista. E por que isso seria interessante? Porque é Doug quem tem que “sujar as mãos” para defender a família!

O elenco está ok, tanto a família quanto os mutantes. Não temos nomes muito conhecidos, acredito que o único nome mais famoso é Emilie de Ravin, a Claire do seriado Lost.

As locações são interessantes: foi usado um deserto no Marrocos, onde a equipe inteira sofreu com as altas temperaturas. Num deserto, sem referências, ninguém sabe de onde aparecerão os mutantes, nem para onde eles vão! Além do deserto propriamente dito, ainda temos uma cidade fantasma, na verdade uma daquelas cidades cenográficas criadas pelo exército na época dos testes nucleares. E, para ficar ainda mais fantasmagórico, ainda temos vários bonecos deformados…

O filme é muito violento, temos inclusive uma desconfortável cena de estupro. Rola algum gore, e os mutantes são assustadores! Não recomendado para crianças nem pessoas que se assustam facilmente!

Se Eu Fosse Você 2

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Se Eu Fosse Você 2

O primeiro Se Eu Fosse Você, de 2006, foi um dos maiores sucessos recentes do cinema nacional. E, se em Hollywood as continuações funcionam, por que não fazer o mesmo aqui?

O filme segue a “cartilha da boa continuação”: mesmo elenco, mesmo diretor e mesma ideia básica. Mais uma vez, Cláudio (Tony Ramos) e Helena (Glória Pires) trocam de corpo, de forma inexplicável e “inconsertável”. Igualzinho ao primeiro filme!

Pra não ser exatamente igual ao primeiro, o roteiro cria algumas complicações: agora o casal passa por uma crise e está se separando, e ao mesmo tempo a jovem filha descobre que está grávida. E isso gera uma série de novas situações, algumas muito engraçadas.

Às vezes o filme cai na caricatura – Tony Ramos como Helena é mais feminino do que a própria Gloria Pires! Mesmo assim, o filme é leve e tem boas piadas. Tudo é meio clichê, mas é um “clichê do bem”.

E agora aguardemos a terceira parte, anunciada nos créditos…

Pervert!

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Pervert!

Como falei no tópico sobre o Festival SP Terror, saí pela internet procurando filmes que estavam na programação, porque acredito que a maioria não chegará aqui por meios oficiais. Dois dos títulos heu não tinha conseguido legendas, então deixei para depois. Um é o Deadgirl, que já tem legendas em português, e tentarei ver no fim de semana. O outro é este Pervert! – para o qual só consegui as legendas em espanhol!

Um jovem universitário, órfão de mãe, vai passar as férias no deserto, na casa do pai, que gosta de andar com garotas com pouca idade e muito peito, e tem a mania de fazer esculturas pouco usuais.

Dirigido por Jonathan Yudis em 2005, Pervert! é um divertido trash movie com pitadas de Russ Meyer, autor da frase “What the public want are big laughs and big tits and lot’s of ’em. Lucky for me, that’s what I like too” (“O que o público quer são gargalhadas e seios grandes, e muito. Para minha sorte, também é o que gosto”). Esta frase, inclusive, está nos créditos do filme.

E o filme segue nessa onda. Personagens caricatos, situações exageradas, nudez gratuita e algum gore. Tem mais: as cenas são costuradas por vinhetas sem sentido com mulheres semi-nuas. E heu pergunto: precisa de algo mais? 😀

Claro que algumas cenas são ridículas, os efeitos são toscos, existem erros gritantes de continuidade e as atuações são pífias. Mesmo assim, é diversão garantida por quase uma hora e vinte minutos! Mais: o elenco de rostos desconhecidos traz uma atriz pornô, Mary Carey, como uma das desinibidas de sutiã tamanho GGG!

Tem mais uma coisa que preciso falar sobre esse filme: no terço final, rola uma animação tosquérrima em stop-motion. A animação foi perfeita, porque se fosse um efeito bem feito em cgi, não teria metade da graça…

Enfim, pra quem gosta de trash, vale o download e as legendas em espanhol!

Brilho Eterno de Uma Mente Sem Lembranças

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Brilho Eterno de Uma Mente Sem Lembranças

Imagine uma pessoa magoada com o fim de uma relação. Ela quer esquecer tudo que a lembre do ex ou da ex, certo? E agora imagine uma empresa que consegue apagar todas as memórias deste ex! Interessante, não?

Este é o mote do genial Brilho Eterno de Uma Mente Sem Lembranças, um dos melhores roteiros filmados em Hollywood nos últimos anos. Não dá pra falar muito da história sem estragar o filme. Só o que posso dizer é que se trata de uma das mais belas histórias de amor já filmadas!

O diretor francês Michel Gondry (Rebobine Por Favor) conta a história do casal Joel (Jim Carrey) e Clementine (Kate Winslet), e seus encontros e desencontros. O roteiro de Charlie Kaufman ganhou o Oscar de melhor roteiro original de 2005 (Kate Winslet foi indicada a melhor atriz). E heu arrisco a dizer que este filme merecia outro Oscar: melhor edição!

A edição deste filme é uma loucura, principalmente nos momentos em que estamos dentro da cabeça de Joel e suas memórias estão sendo apagadas. A continuidade é cuidadosamente desconstruída: num plano o casal está num lugar cheio de pessoas, no plano seguinte o casal está no mesmo lugar, só que vazio; antes um objeto está lá, a câmera se movimenta e de repente o objeto desaparece. É de deixar tonto. E ao mesmo tempo maravilhado!

Ah, sim, preciso falar sobre o elenco. Jim Carrey está irreconhecível e mostra que nem sempre é careteiro, e tem aqui a melhor interpretação de sua carreira. E além de Kate Winslet, temos Kirsten Dunst, Elijah Wood, Mark Ruffalo e Tom Wilkinson.

Por fim, volto ao roteiro. Este é daqueles filmes que dá vontade de rever, pra prestar atenção nos detalhes que passaram desapercebidos. Tudo está no lugar certo, cada cena, cada movimento, cada mudança de cor do cabelo de Clementine!

Os Esquecidos

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Os Esquecidos

AVISO: PODE CONTER SPOILERS!

Os Esquecidos tem uma premissa bem interessante: Telly Paretta (Julianne Moore) vive assombrada pelas lembranças do filho, morto num acidente aéreo um ano antes. Só que, aos poucos, ela percebe que as pessoas em volta se esqueceram do filho. E os objetos e fotos que ela guardou começam a desaparecer. Será que Telly enlouqueceu?

O clima de tensão desta ficção científica / suspense de 2004 é muito bem feito – ficamos naquela paranoia “arquivoxisana”, sem saber no que acreditar. Para ajudar, alguns dos efeitos especiais são bem interessantes: na minha humilde opinião, a melhor cena de abdução da história do cinema está aqui! Isso sem contar com uma excelente cena de acidente de carro!

O elenco também é ótimo. Julianne Moore, como sempre, manda bem. Dominic West, o guitarrista de Rock Star, também está muito bem como outro pai que perdeu o filho no mesmo acidente. E ainda temos Gary Sinise como um psiquiatra que não sabemos se é do bem ou do mal.

Na época do lançamento nos cinemas, lembro que uma parte da audiência ficou descontente com o fim do filme. Heu, particularmente, gostei! De qualquer maneira, fica uma dica para quem estiver com o dvd em mãos: existe outro fim no meio das “cenas excluídas”!