P2 – Sem Saída

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P2 – Sem Saída

Costumo dizer que o espectador deve se preparar para o que vai ver. Se o filme em questão é um suspense cheio de clichês, não devemos esperar uma maravilha da sétima arte. Devemos esperar justamente um suspense cheio de clichês. Aí o programa pode até sair divertido…

A sinopse: na véspera de natal, uma jovem e bonita executiva fica presa na garagem do edifício comercial onde trabalha. E, claro, tem um psicopata atrás dela.

O filme, escrito por Alexandre Aja e dirigido pelo estreante Franck Khalfoun, é repleto de clichês de filme-de-suspense-com-um-maluco-psicopata-atrás-da-mocinha-indefesa. Alguns desses clichês funcionam, outros não. Como era de se esperar, claro.

Os atores principais até que funcionam. Rachel Nichols (e seu decote maravilhoso) está bem como Angela, a tal mocinha indefesa (mas que sabe comprar briga na hora certa). Wes Bentley, de Beleza Americana também funciona como o “stalker”, aquele cara obcecado que segue cada passo de sua vítima, que, na verdade, é o seu objeto de admiração. Por fim, o cenário é interssante – quase todo o filme se passa dentro de uma grande garagem comercial.

Resumindo: não vai mudar a vida de ninguém, mas pode ser uma boa hora e meia pra quem estiver na pilha certa.

Presságio

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Presságio

Em 1959, alunos de uma escola fazem desenhos prevendo o futuro para serem guardados numa cápsula do tempo, que será aberta 50 anos depois. Ao abrir a cápsula, John Koestler, um professor de astrofísica, descobre uma previsão de todas as grandes catástrofes que aconteceram no mundo nos últimos 50 anos. Mais: eles descobre que três catástrofes ainda estão por vir!

Presságio é o novo filme de Nicolas Cage, e mistura filme catástrofe, suspense e ficção científica. Ok, o roteiro é previsível e cheio de clichês. Mas em compensação, as cenas de catástrofe são sensacionais.

Os efeitos especiais deste filme merecem um texto à parte. Sou um fã de efeitos especiais desde que conheci a sétima arte, no início dos anos 80. Efeitos especiais sempre me fascinaram, porque heu sempre ficava imaginando “como eles fizeram isso?” Heu poderia fazer um post inteiro com efeitos especiais marcantes, mas vou deixar pra outro dia.

Mas aí surgiram os “cgi”, os efeitos criados em computador. Se por um lado o cgi ajudou e muito a credibilidade dos filmes – afinal, agora TUDO é possível; por outro lado não existe mais o desafio de descobrir como foi feito – afinal, agora é TUDO “desenhado no computador”.

Não sou maluco de ser contra cgi, mas confesso que de um tempo pra cá, é difícil heu me impressionar com os efeitos de um filme…

Aí aparece um filme como Presságio, e a alegria de se curtir efeitos especiais volta: vemos um desastre de avião acontecendo em volta da gente, tudo no mesmo plano, sem cortes; depois ainda vemos um desastre no metrô, lá de dentro, do ponto de vista das pessoas que estão sofrendo o acidente! Olha, sou “burro velho” de efeitos especiais no cinema, e posso dizer que não me lembro de cenas de acidentes tão espetaculares como essas…

O diretor é Alex Proyas, que em 94 fez O Corvo, com Brandon Lee; e depois chamou a atenção em 98 com o interessante Cidade das Sombras, um “pré Matrix” com Kiefer Sutherland e Jennifer Connelly no elenco. E anos depois fez o fraco Eu, Robô, com Will Smith…

Sobre o elenco, ninguém se destaca, mas pelo menos também ninguém atrapalha. Podemos dizer que, de uns anos pra cá, Nicolas Cage se especializou em interpretar ele mesmo, Nicolas Cage. Mas ele funciona aqui. Ainda temos uma convincente Rose Byrne e as crianças Lara Robinson e Chandler Canterbury.

Muita gente pela internet tem falado mal do fim do filme. Heu, particularmente, não tenho nada a criticar sobre a opção. Achei até interessante…

Tenacious D in the Pick of Destiny

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Tenacious D in the Pick of Destiny

Tenacious D é uma banda de “hard rock comédia”, liderada pelo ator Jack Black, ele mesmo, de Escola de Rock e Kung Fu Panda. Um dos motes da banda é que eles se consideram “a melhor banda de rock do mundo”. Este filme é uma “modesta” biografia da banda.

O jovem e ingênuo JB (Jack Black) vai até a California pra tentar ser um rock star. Lá ele conhece o malandro KG (Kyle Glass), e juntos resolvem fazer a banda Tenacious D, seguindo tatuagens que ambos têm nas nádegas. Atrás de uma palheta mágica e misteriosa, eles resolvem ir até um museu de rock’n’roll.

Ok, confesso que às vezes o filme é meio bobo. Mesmo assim, é muito divertido. As músicas são muito boas, e em alguns momentos, o filme é genial – como na sequência da viagem de cogumelo.

Pesquisando pelo imdb, descobri que existiu uma série da HBO em 2000, de apenas seis episódios, sobre a banda Tenacious D. Acho que vou procurar isso…

Outra das coisas legais do filme é a quantidade de gente famosa fazendo pontas. Tim Robbins é o mendigo interessado na palheta, enquanto um Ben Stiller (que depois faria Trovão Tropical com Black), cabeludo e tatuado, faz o atendendente da loja de instrumentos musicais. Se Dave Grohl (Nirvana, Foo Fighters) faz o diabo, Ronnie James Dio, bem, Dio é Dio, né? Dio faz Deus. E, na cena inicial, onde temos Meat Loaf como o pai, temos Troy Gentile, um moleque IGUAL ao Jack Black interpretando o pequeno JB.

O filme é de 2006, e heu nunca tinha ouvido falar dele. Ou seja, acho difícil que seja lançado por aqui. Esse vale o download!

Max Payne

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Max Payne

Quem me acompanha por aqui sabe que dou valor a filmes com um visual legal, mesmo que a história não seja lá grandes coisas. Mas até que ponto vale a pena a gente ver um longa metragem só porque ele tem meia dúzia de belas cenas?

Sinopse: em mais um filme baseado em videogame, conhecemos o amargurado policial Max Payne, que procura vingança porque sua família foi assassinada.

Mas a história é sem graça… Não sei se é uma falha de roteiro, ou de direção, ou de ambos, mas conseguimos nos envolver com as dores internas de Max.

O elenco também não ajuda. Max Payne é estrelado por Mark Wahlberg. Ele é um cara que já fez alguns filmes muito legais, como Boogie Nights e Rock Star; mas ao mesmo tempo fez filmes não tão legais assim como Planeta dos Macacos e Fim dos Tempos. Ou seja, não é referência… Além de Wahlberg, temos no elenco Beau Bridges (o irmão de Jeff Bridges, o Lebowski!), Chris O’Donnel, Ludacris, e as belas russas Mila Kunis (That 70’s Show e Boot Camp) e Olga Kurilenko (Hitman e Quantum of Solace).

Como disse lá em cima, o filme tem uma ou outra cena belíssima. Efeitos especiais legais, câmera lenta, cores alteradas… Mas é pouco. Muito pouco…

Divã

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Divã

Baseado na peça homônima interpretada pela mesma Lilia Cabral, peça esta que por sua vez foi inspirada no livro homônimo de Martha Medeiros, agora é a vez do filme Divã.

Mercedes é uma mulher simples, casada há muito tempo, com dois filhos adolescentes e uma vida aparentemente feliz. Ao fazer terapia, ela descobre que não é tão feliz assim. E resolve procurar caminhos alternativos em sua vida.

Divã é muito bom. Por que? Porque é um filme leve, divertido, engraçado e, principalmente, despretensioso. Isso é uma característica que o torna melhor do que muitos outros filmes nacionais.

Costumo dizer que a diferença entre o cinema nacional e o feito em Hollywood é que lá existe uma indústria, enquanto aqui é tudo artesanal. É claro que um artesanato pode ter uma qualidade muito boa, mas reconheço que é muito mais difícil fazer cinema aqui do que lá. Talvez por isso alguns cineastas brazucas sejam tão pretensiosos…

Felizmente não é o caso aqui. Divã segue a linha de filmes como Pequeno Dicionário Amoroso ou Os Normais, comédias românticas com cara brasileira. Leves, divertidos, engraçados e despretensiosos…

Temos também que falar de Lilia Cabral. Ela mesma foi a Mercedes nos teatros durante alguns anos. Ou seja, ela “é” a Mercedes! No elenco, ainda temos Alexandra Richter como uma ótima “melhor amiga”, além dos homens das diferentes fases de Mercedes, José Mayer, Reinaldo Gianecchini e Cauã Reymond.

Enfim, bom programa. E o cinema nacional precisa de mais exemplares como esse!

A Hora do Espanto

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A Hora do Espanto

Inspirado por um post no fotolog de um amigo, resolvi rever o clássico dos anos 80 A Hora do Espanto.

Às vezes um filme não resiste a uma revisão. Muitas vezes guardamos com carinho na memória alguns filmes que não são tão bons assim, e quando revemos, rola uma grande decepção. Felizmente isso não aconteceu com este A Hora do Espanto, que vi no cinema Art Copacabana (onde hoje existe uma sapataria), na época do lançamento.

Este filme ainda é um bom programa, apesar da trilha sonora e das roupas e penteados datados. Por que? Simples: é um filme de vampiros “honesto”. Não tenta inventar nada, como filmes mais recentes (em Crepúsculo, por exemplo, vampiros não podem pegar sol porque sua pele brilha!). Todos os clichês que conhecemos sobre vampiros estão lá, e todos eles estão bem inseridos no roteiro. Assim, A Hora do Espanto virou um clássico!

Charley Brewster é um jovem que descobre que um vampiro se mudou para a casa ao lado da sua. Como ninguém acredita nele, ele resolve procurar Peter Vincent, um ator que apresenta o programa “Fright Night”, sobre filmes de terror clássicos.

O nome Peter Vincent é uma homenagem aos atores Peter Cushing e Vincent Price, ambos famosos por terem feito muitos filmes de terror. E é interpretado pelo grande Roddy McDowall, que ficou famoso como o Cornelius de Planeta dos Macacos, além de ter feito, ele mesmo, uma penca de filmes de terror.

Além dele, no elenco, temos um nome curioso: Chris Sarandon foi casado com ninguém menos que a grande atriz Susan Sarandon. Aliás, ela não deve a ele só o sobrenome: ela era uma “ilustre desconhecida” quando se casou com Chris, em 1967, quando este já era um ator conhecido. (Na época, heu ouvi um papo de que o casamento dos dois era de fachada, porque ele seria gay. Bem, hoje, pelo imdb, já vi que ele casou 3 vezes e tem 4 filhos. Acho que o boato era infundado…)

Alguns dos efeitos especiais ficaram “velhos”. Mas não perderam o charme! E é sempre interessante ver como as pessoas criavam soluções para os efeitos especiais numa época pré-cgi…

Ah, sim, e agora vou fazer um control c control v do fotolog que citei lá em cima:

“Teve uma epoca na decada de 80 que as produtoras brasileiras resolveram investir no filão de filmes que começavam com ” A Hora da…” por causa do sucesso de A Hora do Pesadelo. Tivemos A Hora do Lobisomen (ou Bala de Prata, como depois foi rebatizado no SBT, adaptaçao de Stephen King), Karate Kid – A hora da Verdade (irc… é subtitulo mas ta valendo), A Hora da Zona Morta, e tivemos A Hora do Espanto”. Assim como recentemente resolveram chamar vários filmes de “Todo Mundo Alguma Coisa”…

Bom filme, e bons sustos!

Dead Snow

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Dead Snow

Uau! Um filme norueguês de zumbis nazistas!!!

Um grupo de amigos vai passsar um feriado numa cabana no meio da neve. Um sinistro visitante noturno aparece lá para contar uma história igualmente sinistra, e o resto da história todo mundo já sabe qual é…

Quem me acompanha por aqui sabe que heu gosto de fugir do óbvio. E ver um filme de terror europeu é sempre bom pra quem tá acostumado com a mesmice de Hollywood. Principalmente porque é de um estilo diferente dos filmes europeus que normalmente chegam por aqui! Ou seja, “encontrar” este filme foi um prazer tão grande quanto Deixe Ela Entrar, o filme sueco de vampiros!

Mas tenho que confessar que não gostei muito destes zumbis noruegueses… Já vimos em outros filmes zumbis que correm. Mas zumbis que não só correm como também sangram? Sei lá, prefiro o “estilo clássico”…

Mesmo assim, isso não tira o brilho do filme. Bons efeitos especiais e um excelente clima de tensão fazem de Dead Snow uma boa pedida. E aquela neve toda faz um belíssimo cenário!

Queremos mais filmes nórdicos de terror!

O Último Trem / The Midnight Meat Train

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O Último Trem /The Midnight Meat Train

Um fotógrafo, atrás de fotos mais realistas, sai pela noite de Nova York, e acaba encontrando um serial killer que busca suas vítimas no metrô de madrugada.

Baseado no conto homônimo de Clive Barker (Hellraiser), O Último Trem / The Midnight Meat Train é um bom filme de terror despretensioso. Digo isso porque foi mal lançado, enquanto porcarias como Os Estranhos passam nos cinemas…

O filme tem muito gore. Muitas cenas graficamente explícitas, muito sangue. Bom para os fãs do gênero!

Um dos melhores achados do filme foi colocar Vinnie Jones no papel de Mahogany, o sinistro e quieto assassino. Todo mundo conhece o tipo de papel que ele costuma fazer, aquele “cara grandalhão e mal-encarado que quando encara você é melhor atravessar a rua e ir para a outra calçada” (como em Snatch ou em 60 Segundos). Pois bem, aqui ele empresta a sua cara mal-humorada para um perfeito serial killer.

Outra curiosidade: uma das mortes mais “legais” (graficamente falando, vendo pelo lado do gore), quando um cara leva uma marretada na nuca e seus olhos saltam para fora das órbitas, é protagonizada por um tal de Ted Raimi, irmão do Sam Raimi, diretor das trilogias Evil Dead e Homem Aranha, entre outros bons filmes.

A parte final do filme é meio estranha, o filme toma um rumo diferente que talvez desagrade algumas pessoas. Mas nada grave, na minha opinião.

Meet The Feebles

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Meet The Feebles

“Senhoras e senhores! Sua atenção, por favor! Bem-vindos ao mais novo, ao maior, ao mais espetacular show na história do entretenimento! Batam palmas para os fabuloso espetáculo de variedades dos Feebles!”

Depois desta narração, aparecem marionetes de vários bichinhos cantando e dançando. Parece uma cópia do Muppet Show, não? Bem, só se for de longe, porque de perto o que vemos é bem diferente dos bonecos de Jim Henson. E bem coerente com o início da carreira do laureado diretor Peter Jackson.

Peter Jackson é um nome conhecido e respeitado hoje por qualquer um em Hollywood. O terceiro filme da série O Senhor dos Anéis, dirigido por ele, ganhou 11 Oscars (um dos recordistas, ao lado de Ben Hur e Titanic). E o cara hoje tá nas cabeças do projeto de levar os quadrinhos do Tintin para as telas, ao lado de “um tal de” Steven Spielberg…

Mas quem conhece seu passado sabe que nem sempre foi assim…

Vamos lá: Peter Jackson começou a chamar a atenção de Hollywood em 1994, quando fez, ainda na sua Nova Zelândia natal, o ótimo Almas Gêmeas (que trazia uma ainda desconhecida Kate Winslet, Oscar de melhor atriz esse ano). Dois anos depois, já em Hollywood, fez Os Espíritos, meio terror meio comédia com Michael J Fox, filme que abriu portas a ele para realizar o grandioso projeto de levar às telas os livros O Senhor dos Anéis. Projeto este que lhe rendeu excelentes bilheterias, respeito da crítica e muitos prêmios.

E antes de Almas Gêmeas? Quem era Peter Jackson?

Ele fez dois filmes trash, ambos sensacionais: Trash, Náusea Total (Bad Taste), de 87; e Braindead – Fome Animal, de 92. Ambos estão na minha lista pessoal de melhores filmes trash da história. E ambos têm distribuição no Brasil! E, em 89, fez esse tal de Meet the Feebles, que, até onde sei, nunca chegou por aqui…

Meet The Feebles é um musical, só com bonecos, parece realmente uma versão do Muppet Show. Mas, ao contrário dos muppets, que vivem num “mundo bonitinho”, o mundo dos feebles é o do submundo e da sarjeta: o filme só fala de perversões! Sexo, drogas, escatologia, pornografia, violência, sangue, assassinatos, traições… tem até um coelho com aids!

E assim acompanhamos a companhia “Os Feebles”, de bichos artistas, que se preparam para um show ao vivo. O filme mostra os preparativos para esse show. Vemos tudo o que rola nos bastidores. E assim conhecemos todos os podres da companhia. Que são muitos…

Alguns dos bonecos são marionetes, outros têm atores dentro. Mas todos os personagens do filme são bonecos, não há nenhum humano! Mesmo assim, NÃO é recomendado para crianças!

É um filme muuuito bizarro… Nem sei se pode ser rotulado como trash… Mas pode servir pra matar a curiosidade de que imaginou um “muppet do mal”…

X-Men Origins : Wolverine – Workprint

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X-Men Origins : Wolverine – Workprint

Semana passada vazou uma cópia do novo filme da franquia “X-Men”, o filme que conta a origem do Wolverine. Este filme só será lançado no dia 30 de abril! A cópia ainda não é definitiva, por isso é perigoso falar. O filme está incompleto!

Então só posso falar sobre o que vi. A parte da história aparentemente está pronta. E pude constatar que o filme é muito bom, melhor que o terceiro “X-Men”.

A história do filme está no título: vamos conhecer a origem do Wolverine (Hugh Jackman). Ou seja, é uma prequel da trilogia “X-Men”. A desvantagem disso é que sabemos que alguns daqueles personagens não podem morrer. Afinal, eles aparecem depois…

Hugh Jackman é “o cara” hoje em dia em Hollywood. Frequenta as listas de “celebridades mais sexy”, tem bons papéis em filmes blockbusters e de quebra, mostrou no Oscar 2009 que canta e dança. Conheço gente que o critica como ator, mas posso garantir que ele é o Wolverine perfeito!

A princípio achei estranha a troca do ator que faz o Dente de Sabre. Por que não repetir Tyler Mane (que também foi o novo Michael Myers no “Halloween 2007“), que fez um bom Dente de Sabre no primeiro “X-Men”? Mane pode não ser lá grandes coisas como ator, mas tem o physique-du- rôle necessário para esse papel. Bem, o novo Dente de Sabre é Liev Schreiber. Se Schreiber tem menos “cara de Dente de Sabre”, pelo menos é muito mais ator. E a química entre ele e Jackman funciona muito bem, o que é essencial pra esse filme!

Existe um defeito nesse filme, mas que já era esperado: excesso de personagens e pouco tempo para desenvolvê-los. Tem um monte de outros mutantes, poderíamos nos aprofundar muito mais nas histórias e poderes de cada um! Mas, como disse, esse problema já era esperado afinal, os quadrinhos de X-Men sempre mostraram vários heróis, diferente de um único Homem Aranha ou um único Batman, por exemplo. Mas achei que Ryan Reynolds (“Blade Trinity” e “Smokin’ Aces“) e Dominic Monaghan (“Lost” e a trilogia “Senhor dos Anéis”)  foram sub-aproveitados…

E agora, vamos à pergunta que está na cabeça de muitos fãs por aí: “vale a pena baixar?”

Bem, o filme não está pronto. Faltam vááários efeitos especiais. Vemos cgis no rascunho, vemos cabos segurando atores no meio das cenas, vemos cenários ainda incompletos…

Pra mim, valeu a pena baixar, pra ter certeza de que preciso ver esse filme no cinema, que é onde ele merece ser visto!