Apertem os Cintos – O Piloto Sumiu (Airplane)

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Apertem os Cintos – O Piloto Sumiu

Recentemente vi umas novas comédias besteirol, e achei tão sem graça… Vi Deu A Louca Em Hollywood (Epic Movie), e não consegui rir nenhuma vez; vi Os Espartalhões (Meet the Spartans) e só achei graça em um ou outro lance (o bebê de barba cerrada e barriga de tanquinho foi uma boa sacada, assim como a Carmen Electra com a fatia de pizza); e por fim Super Heróis – A Liga da Injustiça (Disaster Movie) – que, como o nome original sugere, é um desastre.

Aí pensei: “será que heu mudei e fiquei mais sério, ou será que os filmes estão mais sem graça hoje em dia?”

Pra responder esta questão que me atormentava, fiz um “sacrifício” e revi o clássico Apertem os Cintos – O Piloto Sumiu.

Ufa! Os filmes é que mudaram! Apertem os Cintos – O Piloto Sumiu continua muito, muito engraçado!

Alguém aí não conhece este filme? A tripulação de um avião come um peixe estragado e passa mal. Um passageiro, ex-piloto de guerra, com traumas, tem que assumir e pousar o avião.

O que falar sobre esse filme? Só uma coisa: reveja sempre que possível. São tantas cenas antológicas, tantas situações de rolar de rir, que nem vale a pena ficar listando aqui.

E, se por um acaso, você não viu, corra para a sua locadora! Este é um clássico obrigatório!

(Consegui comprar recentemente o dvd importado de Top Secret. Acho que vou ver semana que vem…)

Heavy Metal do Horror (Trick or Treat)

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Heavy Metal do Horror (Trick or Treat)

Anos 80. O adolescente Eddie Weinbauer (Marc Price) é sacaneado na escola por gostar de heavy metal. Quando seu ídolo Sammi Curr (Tony Fields) morre num incêndio, ele ganha de um dj um acetato de um disco não lançado. E quando toca o disco ao contrário, coisas malignas acontecem…

Este filme foi lançado em 86 como filme de terror. Mas hoje em dia não consegue dar medo em ninguém… No máximo, algumas risadas! (Aliás, passava no SBT com o título O Rock do Dia das Bruxas.)

Hoje em dia, olhando friamente, com a distância que estamos dos anos 80, o filme é fraquinho. Situações e personagens clichê se espalham pelo roteiro. Principalmente na parte final, depois que Sammi Curr volta e começa a assombrar Eddie – através de ondas elétricas e de rádio.

Mas até que é interessante ver um filme tão datado assim. Será que a garotada, ao ver o filme, vai entender o que é um acetato? Ou como funciona uma fita cassete? Ou qualé a de tocar um disco ao contrário? Bem, a garotada pelo menos vai achar graça nos penteados e roupas…

Mas aí você deve estar se perguntando: “por que diabos vou perder meu tempo vendo um filme desses só porque é datado?” Bem, o filme tem seus momentos que valem a pena… Inclusive a trilha sonora, do grupo de “hair metal” Fastway.

Mas a melhor coisa do filme é um certo reverendo careta que aparece na tv falando mal de rock. Esse reverendo é interpretado por um tal de Ozzy Osbourne… A ironia é sensacional! E ainda tem o Gene Simmons como o dj!

Outra coisa beeem interessante é uma cena no carro, quando a namorada do valentão da escola vai ouvir a “fita cassete demoníaca”. Temos um “estupro demoníaco”!

Curiosidade: este foi o primeiro filme dirigido pelo ator Charles Martin Smith, mais conhecido como o “contador que vira agente” em “Os Intocáveis”.

Repo! The Genetic Opera

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Repo! The Genetic Opera

Tem filmes que já “nascem” cults. Um musical de terror com a diva da Broadway Sarah Brightman atuando ao lado da celebridade patricinha Paris Hilton não tem como não ser cult…

Estamos num “futuro não tão distante”. Houve uma epidemia de falências de órgãos. Uma grande coropração, a Geneco, oferece financiamento para o transplante de órgãos. Ao mesmo tempo, a Geneco lidera uma moda de transplantes não essenciais. E, quando o transplantado atrasa o pagamento, manda um “Repo Man” para “recuperar” órgãos!

A idéia é interessante. O diretor Darren Lynn Bousman é o mesmo de Jogos Mortais 2, 3 e 4, ou seja, é “do ramo”. Ele viu a peça “musical de terror”, fez um trailer de 10 minutos e conseguiu vender a idéia para os produtores.

Mas o filme tem um problema básico: se a parte “terror” está bem representada, a parte “musical” não é muito boa. Um musical precisa ter músicas boas. Sempre que pensamos em musicais ligados ao rock, como Jesus Cristo Superstar ou Tommy, lembramos de várias músicas memoráveis, várias cenas musicais marcantes. Aqui, algumas músicas até são legais, mas nada que empolgue a ponto de, ao fim do filme, procurarmos o cd com a trilha sonora…

Existe outro problema: esta é uma versão de 98 minutos. Segundo o imdb, o diretor pretende lançar em dvd uma outra versão, com 150 minutos. E essa redução não ficou muito boa: alguns temas são lançados e mal explorados, como a nova droga Zydrate.

Mesmo assim, o filme vale ser visto. Afinal, quando temos a oportunidade de ver por aí um musical de terror? Ok, temos Sweeney Todd. Mas a diferença é que Sweeney Todd é essencialmente um musical que conta uma história de terror; Repo! é essencialmente um filme de terror, e que também é um musical. Outros filmes que também se aproximam da idéia são Rocky Horror Picture Show e A Pequena Loja dos Horrores, que puxam pra comédia, ou O Fantasma da Ópera, que na verdade é um drama…

Tem uma coisa que me deixou intrigado no filme: qual é a da Sarah Brightman? Ela é uma diva da Broadway, é atualmente um dos maiores nomes  ligados ao teatro musical. E não fez praticamente nada em Hollywood. Por que ela escolheu logo este filme para a sua “estréia” hollywoodiana? Sei lá, não me parece combinar muito com o estilo dos fãs dela… Normalmente, a galera que curte musicais não é chegada num gore… Que está presente aqui, em cenas com ela própria…

E tem outra coisa que pesquisei mas não obtive resposta: será que este Repo Man” tem algo a ver com o Repo Man, filme de 84, dirigido pelo Alex Cox e estrelado pelo Emilio Estevez? Afinal, qual o verdadeiro significado da expressão “Repo Man”?

http://www.imdb.com/title/tt0087995/

De qualquer maneira, como disse lá em cima, vale ser visto! E como não vi previsão de lançamento por aqui, então, corra para o torrent mais próximo!

Os Reis do Iê Iê Iê (A Hard Day’s Night)

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Os Reis do Iê Iê Iê (A Hard Day’s Night)

Não, não vou falar do disco. Vou falar do filme dos Beatles!

Pros mais novos: sim, eles fizeram alguns filmes. Existe inclusive uma discussão por aí, porque beatlemaníacos dizem que os primeiros videoclips da história seriam esses filmes – a outra “corrente” (com a qual heu concordo) defende Bohemian Rhapsody, do Queen, como o primeiro videoclip, afinal foi um “filminho” feito apenas pra uma música.

Mas voltemos aos filmes dos Beatles! Este A Hard Day’s Night, que aqui no Brasil ganhou o “simpático” nome de Os Reis Do Iê Iê Iê, foi o primeiro de uma série de 5 filmes – depois vieram Help!, Magical Mistery Tour, Yellow Submarine e Let it Be (nomes originais).

E de que trata o filme? Nada demais, o roteiro é apenas para juntar as músicas. Os Fab Four pegam um trem e vão até os bastidores de um programa de tv, onde vão se apresentar no fim do filme. Enquanto isso, rolam motivos pra eles tocarem várias músicas, como “A Hard Day’s Night”, “I Should Have Known Better”, “Can’t Buy Me Love”, “All My Loving” e “She Loves You”, entre outras.

O filme é em preto e branco, e os quatro interpretam eles mesmos. Junto com eles está sempre um velhinho rabugento, o avô do Paul McCartney.

Despretensioso e divertido!

Madrugada Muito Louca

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Madrugada Muito Louca

Sim, o nome em português é horrível. Digno de Sessão da Tarde. Mas o filme não é tão ruim como parece…

Harold e Kumar são dois amigos, meio nerds, que resolvem ir comer na lanchonete White Castle. A história é basicamente essa, o que acontece durante a noite, enquanto eles tentam chegar na lanchonete.

Tá, concordo, o filme é meio bobo. Mas, se você entrar no clima, é bem divertido. Assim como o outro filme do diretor citado na capa, Cara, Cadê Meu Carro? – que aliás recebe uma citação neste filme.

Uma curiosidade: o terceiro nome do elenco é Neil Patrick Harris, o Barney de How I Met Your Mother. Por esta série ele foi indicado ao Globo de Ouro este ano e ao Emmy nos dois últimos. Mas aqui ele é lembrado por Doogie Houser, MD, uma série que ele fez entre 89 e 93…

Boa opção para aqueles dias que não queremos pensar muito!

Batman – O Cavaleiro das Trevas

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Batman – O Cavaleiro das Trevas

Acho que este foi o filme mais falado do ano passado… É um filme que consegue agradar a todos: aos fãs de quadrinhos, aos fãs de filmes de ação, e aos fãs do bom cinema independente do estilo. Então, o que falar agora, já que todos falaram por aí?

Sim, a atuação do Heath Ledger é impressionante, assim como Aaron Eckhardt e Gary Oldman (como sempre) mandam bem. Sim, as sequências de ação são de tirar o fôlego – nem parece que são duas horas e meia de filme.

Gotham City está um caos: enquanto o crime organizado tenta destruir Batman, anônimos vestem fantasias e tentam combater o crime por conta própria. Ao mesmo tempo, surge um “Cavaleiro Branco”, o promotor Harvey Dent, um homem íntegro e que, diferente do Batman, mostra a cara. E aí surge o melhor vilão dos últimos tempos: o Coringa.

O Coringa de Ledger é genial. Deve até ganhar o Oscar póstumo domingo que vem. Mas independente disso, é genial. O jeito de andar, de falar, a ironia, a loucura, mostram que o único objetivo deste coringa é criar o caos. Desculpe, Jack Nicholson, um “garoto” te passou pra trás…

Outra coisa boa de se ressaltar é a quantidade de efeitos especiais que “estão lá” – usa-se pouco CGI, as explosões são verdadeiras, as perseguições de carro também. Numa época onde tudo é feito no computador, bola dentro para Christopher Nolan e seu “filme-sem-cara-de-computador”.

Não gostei da Maggie Gyllenhaal no lugar da Katie Holmes. Ela é boa atriz, mas acho que a franquia merecia uma atriz mais bonita (afinal, já tivemos até Nicole Kidman e Michelle Pfeiffer!). Mesmo assim, ela funciona, assim como todo o elenco.

Enfim, um forte candidato a ser lembrado sempre como “um dos melhores filmes de super-heróis”, como é o caso do Superman de 1978…

Chumbo Grosso

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Chumbo Grosso

Antes de falar de Chumbo Grosso, precisamos falar de Todo Mundo Quase Morto (The Shaun of the Dead), que, apesar do infeliz título em português, é uma ótima comédia inglesa de 2004, que satirizava filmes de zumbi – inclusive no nome (Madrugada dos Mortos – Dawn of the Dead). Se você gosta de boas comédias e não viu esta, corra pra locadora ou pro torrent!

A mesma equipe que fez Todo Mundo Quase Morto – diretor, roteiristas e atores principais – resolveu fazer um policial, esse Chumbo Grosso.

Bem, desta vez o humor é bem menos escrachado. Nicholas Angel (Simon Pegg, também roteirista) é um policial “caxias” de Londres. Tão caxias que trabalha mais do que todos os seus colegas, e por causa disso é transferido para Sanford, uma pequena e pacata cidade do interior. É deste confronto que o filme trata.

O humor é mais contido, pode até passar por um filme policial em vez de comédia. Inclusive, tem uma trama com um assassino misterioso, boas cenas de mortes e também boas cenas de ação.

Foi mal lançado aqui no Brasil, mas se procurar, dá pra achar…

Meu Tio Matou um Cara

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Meu Tio Matou um Cara

Outro dia falei aqui de A Concepção, filme que exemplifica toda a picaretagem do cinema nacional. Hoje falarei do extremo oposto. Simples, leve e despretensioso, Meu Tio Matou um Cara mostra que sim, “filme nacional” não é sinônimo de “filme ruim”. Uma boa história bem contada pode ser o suficiente!

A história é simples: Duca (Darlan Cunha, de Cidade de Deus), ao descobrir que seu tio Eder (Lázaro Ramos) matou um cara, começa a investigar por conta própria com a ajuda de seus amigos Isa (Sophia Reis, filha de Nando Reis) e Kid (Renan Gioelli).

A idéia de se contar a história do ponto de vista do garoto é boa, e e também acompanhamos o triângulo amoroso dos 3: Duca gosta de Isa, que gosta de Kid, que por sua vez não gosta de ninguém em particular.

O diretor Jorge Furtado já mostrava talento desde o fim dos anos 80, época que fazia curtas. É dele um dos mais geniais curtas da história do cinema brasileiro, Ilha das Flores. Não viu? Procure no youtube, são uns 5 minutos, vale a pena!

E aqui esse talento é usado numa história ágil e enxuta – o filme dura menos de 90 min. Furtado também assina o roteiro, junto com Guel Arraes. Completam o elenco Deborah Secco, Dira Paes e Aílton Graça.

Seria bom para a saúde do combalido cinema nacional se tivéssemos mais filmes como esse…

The Zombie Diaries

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The Zombie Diaries

A Bélgica nos deu Aconteceu Perto de sua Casa, Hollywood copiou a idéia com A Bruxa de Blair, e o “reality cinema” foi inventado. Câmera na mão, ação acontecendo enquanto está sendo filmado, o espectador é colocado como parte da trama.

Alguns ano se passaram, e parece que reencontraram a idéia do reality cinema. Cloverfield foi lançado no circuitão, o espanhol REC apareceu pela internet, foi lançado tardiamente (e Hollywood já refilmou, com o título Quarantine), e depois apareceu o novo filme do mestre George Romero, The Diary of the Dead (seu quinto filme de zumbis). Tudo com a mesma idéia de câmera na mão. Mas nem todos bons, infelizmente…

Esse aqui parte de uma idéia interessante: videos caseiros feitos depois de uma epidemia de zumbis. Mas, sabe qual é o problema? É uma idéia semelhante ao The Diarie of the Dead, do Romero. E, com todo respeito aos criadores de The Zombie Diaries, não dá pra comparar…

The Zombie Diaries nos mostra três vídeos, feitos por pessoas diferentes, depois de um anúncio de um vírus – que depois se descobre que traz os mortos à vida. O primeiro é uma equipe de tv que vai fazer um documentário, ainda no início da epidemia; o segundo mostra três pessoas tentando conseguir comida; o terceiro mostra uma fazenda com sobreviventes.

Temos dois problemas. Um deles é que os zumbis são leeentos, e quase não aparecem, e quando aparecem, são poucos. Ou seja, não assustam ninguém! E o segundo problema é que o ritmo do filme é tão leeento quanto o dos zumbis! Ficamos presos em intermináveis e desinteressantes diálogos…

Existe uma reviravolta na trama, no fim do filme. Ou seja, não durma antes do fim! Mas, mesmo assim, essa reviravolta é confusa… Bem que poderiam ter concluído melhor…

Bem, fica a dica aqui: na dúvida, fique com o do Romero…

O Bosque Maldito (Il bosco fuori)

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O Bosque Maldito (Il bosco fuori)

Um jovem casal é atacado numa estrada pouco movimentada por uma gangue. Uma família os salva, mas mal eles sabem que essa família é ainda pior que a gangue…

Com a produção do veterano Sergio Stivaletti (que trabalhou com Dario Argento, Lamberto Bava e outros), o jovem diretor Gabriele Albanesi nos traz um filme cheio de gore e humor negro, repleto de elementos que agradarão aos fãs dos filmes trash, como famílias de freaks sádicos e desmembramentos por serras elétricas. Isso, claro, aliado a muito, muito sangue cenográfico.

Despretensioso, pode render uma boa diversão!