Estrada para o Inferno (Zibahkhana)

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Estrada para o Inferno (Zibahkhana)

Um filme paquistanês sobre zumbis mutantes e que ainda inclui no roteiro uma família de assassinos sádicos? Não podia ser ruim!!!

Esse filme é vendido como “o primeiro filme gore paquistanês”!

A história é básica: um grupo de jovens mata aula pra ir para um concerto de uma banda de rock, mas se perdem no caminho. E a partir daí todos os clichês possíveis entram no roteiro! Temos zumbis, uma doença contagiosa, personagens sinistros, até um assassino de burca!

Infelizmente, o filme se perde ao colocar idéias demais. Seria melhor se focasse nos zumbis OU na família de sádicos. Um elemento acaba diminuindo o outro…

Mesmo assim, é diversão garantida!

Morram, Zumbis FDP!

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Morram, Zumbis FDP!

Um filme que o nome original é “Die, you zombie bastards!” já é motivo suficiente para uma ida ao cinema. Além do mais se no poster está escrito “The World’s First EVER Serial Killer Superhero Rock’n’Roll Road Movie Romance”. Promete, não?

Mas, é uma pena, foi um dos filmes trash mais fracos que já vi…

Ok, algumas cenas são sensacionais. A cena do piquenique onde um crânio humano é devorado de maneira romântica ao lado de uma família cheia de criancinhas é maravilhosa, assim como um momento aqui e outro ali. Mas, no geral, é um filme bobo, e longo…

Depois li no imdb que o filme foi resultado de uma aposta entre o diretor e o montador – um não gosta do outro. É, deu pra notar.

Esse aí ficou devendo…

The Rage

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The Rage

Não, não é uma refilmagem de A Fúria, clássico do Brian De Palma de 78. É um filme trash. E dos bons!

Um cientista russo louco faz experiências com cobaias humanas, injetando-nas um vírus de raiva, numa cabana isolada numa floresta. Até que a experiência foge do seu controle… Depois de um acidente no laboratório, surgem abutres mutantes (!), que começam a espalhar o vírus. Que, claro, atacam um grupo de jovens numa van (acho que já vi isso em algum lugar…).

O diretor Robert Kurztman trabalhou nos efeitos especiais e maquiagem em diversos filmes, como Era uma vez no México, Vanilla Sky, Pulp Fiction, O Albergue, Evil Dead (2 e 3), Rejeitados pelo Diabo, etc. Como diretor este é apenas o seu quarto filme, mas ele não é nenhum novato. Por isso, sabe bem mostrar o que interessa!

Andrew Divoff, o “russo caolho” de Lost, está perfeito como o cientista caricato (tem até flashback mostrando a infância dele!). O elenco também conta com uma participação pequena de Reggie Bannister, da série terror-bizarro Fantasma, de Don Coscarelli; além da bela Erin Brown, também conhecida por Misty Mundae estrela de inúmeras produções de terror B e softcores.

Muito gore, muito sangue, muitas vísceras. Filmão pra quem gosta do estilo!

A Concepção

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A Concepção

Às vezes falam que a gente tem implicância com o cinema nacional. Ai a gente se enche de boa vontade e vai ver um filme nacional. E então vê uma bomba como este A Concepção. E me pergunto se é preconceito ou conceito mesmo…

Tenho uma grande boa vontade e ao mesmo tempo uma grande implicância com o cinema nacional, desde que sou moleque e existia a Embrafilme. Parece que, na época da Embrafilme, era assim: alguns membros de uma seleta panelinha pegavam dinheiro público e faziam qualquer porcaria. Pra vender, em vez de qualidade, tinha mulher pelada. E como não existia um compromisso com o retorno financeiro do mercado, era porcaria atrás de porcaria. São poucos os filmes que se salvam no meio de tanto lixo.

A Embrafilme acabou, o cinema voltou a ser algo comercial. Tem que vender, ué, senão não se paga! E algo vendável não precisa necessariamente ser ruim!

Mas ao que parece, ainda tem gente que pensa como naquela época. Este A Concepção é exatamente isso: um fiapo de história ruim regado a muita nudez, sexo e drogas.

Um grupo de jovens ricos mora em Brasilia. Os pais de todos estão sempre longe, apenas pagando as contas. Ninguém trabalha, estuda ou tem qualquer objetivo. Guiados por um guru sem nome, X (Matheus Nachtergaele), criam o “movimento concepcionista”, pregando a “morte do ego”: queimam os documentos e vivem um cotidiano de sexo e drogas o tempo todo.

O diretor José Eduardo Belmonte nos lembra como é a picaretagem: tire as drogas, a nudez e o sexo (hetero e homo), não vai sobrar quase nada, apenas uma história fraca e mal contada, com personagens mal construídos. Mas, é claro, sexo vende. E polêmica também…

E assim segue o cinema nacional. Sorte a nossa que de vez em quando aparece alguém com talento e faz bons filmes. Pena que eles serão colocados nas prateleiras ao lado dessas bombas…

p.s.: a atriz Gabrielle Lopez poderia interpretar uma irmã da Kate Hudson. A semelhança é impressionante!

O Ano em que Meus Pais Saíram de Férias

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O Ano em que Meus Pais Saíram de Férias

Lembra do zunzunzum em torno do Tropa de Elite? Foi considerado pela opinião popular o melhor filme brasileiro em muito tempo, né? Mas, na hora de mandar um filme pra Hollywood pra tentar uma indicação pro Oscar, O Ano em que Meus Pais Saíram de Férias foi o escolhido para representar o Brasil. “Alguma coisa de bom esse filme deve ter…”, foi o que pensei.

E, realmente, O Ano em que Meus Pais Saíram de Férias é muito bom! Completamente diferente de Tropa de Elite, então não dá pra comparar. Mas claro que é bom! Pena que, sem o zunzunzum, o filme passou batido…

Estamos em 1970. A euforia pela Copa do Mundo de 70 contrasta com o auge da ditadura militar. Mauro, um garoto mineiro de 12 anos, não sabe que seus pais fazem parte da resistência política, e é levado para a casa do avô, num bairro judeu em São Paulo. Para ele, os pais “saíram de férias”, e voltam antes da Copa.

Mauro é deixado na porta do prédio do avô, e seus pais rapidamente vão embora – sem saber que o avô tinha acabado de morrer!

E assim, Mauro se vê sozinho. Shlomo, o vizinho de seu falecido avô, meio que o adota, mas o relacionamento entre os dois não é tranquilo.

Aos poucos, Mauro vai se acostumando com a situação. No início, se recusa a sair do apartamento, com medo de perder um possível telefonema dos pais, mas aos poucos vai conhecendo melhor os novos vizinhos e o novo bairro.

O diretor Cao Hamburguer monta todo o filme em cima de uma metáfora com a posição do goleiro num time de futebol. É um personagem solitário, mas importante. E Mauro se identifica com o goleiro, jogando botão ou futebol “de verdade”.

Vale ressaltar que a reconstituição do momento é perfeita, o que nem sempre acontece em filmes nacionais. E existe pelo menos uma citação cinematográfica interessante: quando a vizinha Hanna leva os garotos pra espiarem as mulheres trocando de roupa, nos lembramos de Era Uma Vez na América, de Sergio Leone.

Belo filme. Merece ser visto!

Kung Fu Panda

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Kung Fu Panda

Começo aqui com um pouco de história. No início dos anos 90, a Disney estava mal das pernas. A qualidade técnica dos longas de animação era fraca, e a bilheteria idem. Até que o desenho A Bela e a Fera mudou tudo: foi a volta da qualidade – o chamado “padrão Disney”, aliada com prêmios e sucesso de público. Com longa seguinte, Aladin, veio mais uma novidade, usada até hoje: a atuação de quem dubla interfere no desenho do personagem – no caso, Robin Williams aproveitou que interpretava um gênio para improvisar, e os desenhistas criaram novas cenas só para as suas idéias novas.

Pouco depois disso, ainda nos anos 90, a Pixar, então um estúdio de animação por computador, se juntou à Disney. Em 95 lançaram Toy Story, e a qualidade dos longas de animação deu um novo salto, com Vida de InsetoMonstros S.A., Procurando Nemo, Os Incríveis, etc.

Ainda nos 90, surgiu um novo estúdio em Hollywood: a Dreamworks SKG. As letras “SKG” são as iniciais dos 3 fundadores. O “S” todos sabem que significa Spielberg, mas nem todos sabem que o “K” é de Jeffrey Katzemberg, que era, antes disso, um dos chefões dentro da Disney. Ou seja, um dos objetivos da Dreamworks sempre foi criar animações de qualidade para tentar superar a Disney. (“G” é de David Geffen.)

Resumindo: esta guerra de estúdios de animação só fez bem a nós, espectadores fãs de uma boa animação! Desde então, a concorrência entre os estúdios nos trouxe várias obras-primas!

E finalmente chegamos a este Kung Fu Panda, novo longa de animação da Dreamworks. Ótima diversão para toda a família!

Po é um panda gordo e preguiçoso, fã de kung fu, que trabalha num restaurante servindo macarrão. Por acidente, ele começa a ser tratado como um grande guerreiro, a salvação do vilarejo onde mora, em vez dos cinco lutadores de kung fu preparados para isso: uma tigresa, um macaco, uma garça, uma víbora e um louva-deus.

Ok, a história é meio clichê: o cara errado no lugar errado que tem que ser treinado para enfrentar um grande desafio. Mas não importa: temos todos os elementos necessários para uma boa diversão: boas lutas coreografadas, um vilão convincente, situações engraçadas e até uma mensagem positiva no fim.

No início pensei que este seria um novo Shrek, também da Dreamworks. Particularmente, não sou muito fã do Shrek, porque veio na mesma época do genial Monstros S.A., e a idéia me pareceu um pouco cópia (simpáticos monstros grandes e verdes). O problema é que, apesar dos três Shreks serem muito bons, não chegam aos pés do Sulley de Monstros S.A. – pelo menos na minha modesta opinião…

(Aliás, não foi a única vez que os dois estúdios trouxeram projetos semelhantes: o mesmo aconteceu com Vida de Inseto e Formiguinhaz,  Procurando Nemo e O Espanta Tubarões…)

Mas… agradável surpresa: Kung Fu Panda não quer ser nenhum outro desenho. Apenas uma boa diversão para toda a família!

Eu Sei Quem Me Matou

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Eu Sei Quem Me Matou

Filme fraco, mas tão fraquinho… Sabe quando você lê pela internet que um filme é ruinzinho, mas não acredita? Às vezes vale a pena acreditar…

Lindsay Lohan interpreta Aubrey, uma jovem “certinha”: vive numa boa casa, boa família, um namorado apaixonado, estuda piano e ainda escreve contos. Um dia ela é sequestrada, drogada e torturada. E, quando é encontrada, alguns dias depois, sem partes do braço e da perna, diz que seu nome é Dakota, é uma stripper filha de uma junkie, e que nunca ouviu falar de Aubrey nem de ninguém dos seus amigos e familiares.

A idéia nem é tão ruim. Talvez, se o roteiro fosse bem escrito, e o filme não tivesse tantos clichês mal utilizados, não fosse tão ruim. E o fim do filme acho que não convence ninguém…

Vou dar um exemplo de clichê: a idéia das cores saturadas – azul para Aubrey e vermelho para Dakota – ficou óbvia, previsível e sem graça…

Este filme é o recordista de prêmios “Framboesa de Ouro” – uma espécie de Oscar ao contrário, escolhendo os piores filmes do ano – ganhou 8 em 2008, batendo o recorde anterior de 7 prêmios que Showgirls teve!

Alguns ainda vão pensar “Lindsay Lohan como stripper talvez valha a pena…” Nem isso, a atriz bem comportada de Sexta Feira Muito Louca e do novo Herbie está vestida o tempo todo (bem comportada diante das câmeras, ela tem uma certa fama ruim longe das mesmas…).

Resumindo: use uma hora e meia com algo mais útil, como jogar paciência no computador, por exemplo…

O Incrível Hulk

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O Incrível Hulk

Mais um filme de super-heróis! Temos tido muitos, né? Pelo menos agora eles têm uma coerência entre si e gente com talento e dinheiro por trás deles, coisa que raramente acontecia algumas décadas atrás…

Mas heu, que não saco nada de quadrinhos, tenho uma dúvida básica com relação ao Hulk: por que ele é um super-herói? Ele é um cara que sofreu uma mutação, e quando se transforma, simplesmente quebra tudo em volta. Isso é ser herói? Não me parece ter a mesma lógica de um Homem Aranha ou um Super Homem. Vou pesquisar sobre isso…

Bem, devido ao fracasso comercial do outro Hulk de alguns anos atrás, dirigido pelo Ang Lee e estrelado pelo Eric Bana, esse novo Hulk simplesmente ignora a existência daquele. Temos um pequeno flashback pra nos situar sobre quem é Bruce Banner, e vamos direto para a favela da Rocinha, Rio de Janeiro, onde o filme começa – as tomadas aéreas parecem ser realmente na Rocinha, mas as cenas com os atores gringos (Edward Norton, Tim Roth, William Hurt e mais uns de menor importância) foram filmadas na Tavares Bastos, no Catete. Não, Liv Tyler não esteve no Rio pra essas filmagens… 🙁

A partir daí seguimos Bruce Banner, cientista que teve sua estrutura molecular alterada por raios gama, que procura a cura para a sua situação enquanto foge do exército americano, que o querem transformar numa arma militar.

O filme funciona bem: os quatros atores principais fazem esses papéis com os pés nas costas; o diretor francês Louis Leterrier – da série Carga Explosiva – não compromete; os efeitos são competentes; o roteiro não nos chama de burros… Bom programa pra quem gosta de filmes baseados em quadrinhos!

Alguns detalhes interessantes: pra quem gosta de aparições cameo, além do óbvio Stan Lee (que gosta de aparecer em todos os filmes baseados em quadrinhos seus) como o velhinho que toma um refrigerante contaminado, temos Lou Ferrigno – o Hulk dos seriados – como o segurança do prédio que é “subornado” com a pizza. E, no fim do filme, Robert Downey Jr volta como Tony Stark, o Homem de Ferro…

Teeth

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Teeth

O argumento do filme era promissor: uma jovem descobre que tem dentes dentro da vagina! Podia ser um bom filme de terror, ou pelo menos um trash legal. Mas não, infelizmente. O filme é fraquinho…

Acompanhamos Dawn, uma jovem que faz parte de um grupo que prega a castidade até o casamento. E que, aos poucos, descobre que tem alguma coisa errada “lá embaixo”.

Mas o filme é leeento… A primeira vez que os “dentes” entram em ação só acontece lá pros 40 min de filme! E são poucas as ocasiões onde isso acontece…

Interpretações fracas (óbvio, né?) e roteiro preguiçoso tornam o filme num drama sonolento. Salvam-se uma ou duas cenas, apenas…

Fim dos Tempos

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Fim dos Tempos

Inexplicavelmente, pessoas nas grandes cidades perdem a vontade de viver e começam a cometer suicídio em massa. A princípio se pensa em atentados terroristas, mas logo se descobre que a natureza está se vingando dos maus-tratos.

Algum tempo, um trailer como o do Fim dos Tempos, seguido da informação “do mesmo diretor de O Sexto Sentido” poderia ser uma boa promessa. O trailer é muito legal, e ainda por cima o cartaz nos remete a Contatos Imediatos do Terceiro Grau.

Mas… Depois do Sexto Sentido, veio Corpo Fechado, que é muito legal, mas apenas copia a idéia do filme anterior. E depois veio Sinais, que é um bom filme, mas com um fim péssimo. E depois tivemos A Vila, que poderia ser um episódio de Twilight Zone, mas não se sustentava como filme longa metragem. E depois veio Dama na Água, que é ruim, muito ruim, mas tão ruim que não vale nem como filme trash.

E aí ficamos com pé atrás: será que o cara conseguiu se recuperar?

Bem, infelizmente, não. O filme é bem fraquinho… Só não é tão ruim quanto o Dama na Água, afinal, se leva menos a sério. (O principal problema do Dama na Água é que o filme é pretensioso e se propõe a ser um filme sério! Se se assumisse trash, talvez fosse divertido…)

M Night Shyamalan, depois do fracasso de seu último filme, prometia aqui uma volta por cima. Mas agora fica uma dúvida no ar: será que ele é um bom diretor vivendo maus momentos, ou apenas um diretor tosco que teve apenas uma grande idéia para um grande filme – O Sexto Sentido?

As cenas são paupérrimas. Os diálogos são fracos, as atuações são fracas… Pouca coisa se salva no filme, talvez a trilha sonora de James Newton Howard.

O elenco todo está ruim. Mark Wahlberg interpreta Elliot Moore, um professor que traça teorias enquanto foge do inexplicado. Talvez se ele se assumisse um pouco mais vagabundo, fosse melhor. Afinal, existe até um monólogo dele com uma planta de plástico! Completam o elenco John Leguizamo e Zoey Deschanel, além da garotinha Ashlyn Sanchez.

Fica a dica: veja pensando que é um filme trash. Talvez você se divirta…