The Texas Chainsaw Massacre: The Beginning

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The Texas Chainsaw Massacre: The Beginning

Recentemente descobri esse filme de 2006. Comi mosca na época do lançamento, não sei se passou nos cinemas por aqui, tampouco sei se saiu em video / dvd.

Bem, como de uns tempos pra cá o torrent é o melhor amigo do cinéfilo underground…

A idéia é interessante: mostrar como surgiu Leatherface e sua família de loucos assassinos.

Um bebê deformado é jogado no lixo, e acolhido pela família de uma mendiga. Através de flashs, sabemos que a criança tem problemas na infância, mas cresce e trabalha no matadouro local.

Corta para dois irmãos, jovens, que foram convocados para lutar no Vietnã (o filme se passa em 1969), e estão indo se apresentar, acompanhados das respectivas namoradas.

O resto, qualquer um que conhece filmes de terror pode adivinhar…

O que esse filme tem de interessante pra valer a pena ser visto? Uma coisa achei bem interessante: Leatherface é mostrado mais como um doente mental do que um assassino malvado. Aliás, quem é realmente mau é seu tio adotivo, o xerife Hoyt. Ou seja, é uma tentativa de explicar a complexa personalidade de um dos mais famosos assassinos seriais do cinema.

E além disso temos a quase carioca Jordana Brewster no papel principal…

This is Spinal Tap

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This is Spinal Tap

Logo no início, o diretor Marty DiBergi diz que resolveu fazer este documentário, ou melhor, “rockumentário”, sobre a banda Spinal Tap, com 17 anos de carreira e 15 discos lançados, prestes a começar uma nova turnê pelos EUA.

Ué? Você nunca ouviu falar dessa banda? Nem desse diretor? Deve ser porque é tudo fake…

Em 1984, o diretor Rob Reiner (Conta Comigo, Harry & Sally, Uma Questão de Honra, Louca Obsessão), junto com três amigos atores / músicos, resolveu criar uma banda com todos os clichês do Hard Rock. A ele coube a parte do diretor do documentário – o nome foi homenagem aos diretores Scorsese (Marty), Brian De Palma (Di) e Spielberg (Bergi). Os outros três, Harry Shearer, Christopher Guest e Michael McKean, interpretaram os guitarristas e o baixista. Também há um tecladista, que aparece menos; e uma lenda que diz que o baterista sempre morre…

São várias as situações geniais e hilárias, como a banda se perdendo no caminho do camarim ao palco, ou o amplificador com volume que vai até o 11, ou ainda as “imagens de arquivo” de apresentações antigas da banda.

Pra quem está familiarizado com os exageros e clichês do rock’n’roll, esse filme é pura diversão!

The Mutant Chronicles

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The Mutant Chronicles

Recentemente este filme apareceu nos torrents da vida. Mais um filme baseado em um videogame que desconheço. Mas, com Ron Perlman, John Malkovich e Thomas Jane no elenco, fiquei curioso pra ver…

Num futuro toscamente indefinido – no cartaz diz que é o sec 23; no filme diz que se passa no sec 28… – o planeta é devastado por guerras entre 4 grandes corporações. Numa destas batalhas, um selo é quebrado e vários mutantes assassinos são libertados para acabar com a humanidade.

O enredo parece de filme B, não é? E realmente parece um Bzão. Por isso fiquei triste quando soube que um dos diretores cotados para dirigir era John Carpenter, um dos melhores diretores de filmes B de Hollywood…

Em vez de John Carpenter, temos o desconhecido Simon Hunter na direção. Mas até que a direção não ficou ruim: tudo é estilizado, misturando um visual retrô ao futuro. Por exemplo, as naves são movidas a carvão!

Outra coisa interessante: os cenários no filme são todos digitais. Fica meio Sky Captain e o Mundo de Amanhã, todas as cores parecem alteradas, tudo é meio preto & branco, menos o sangue, muito vermelho…

Sangue, sim, tem muito sangue. O filme é violento. Os mutantes não são bonzinhos como nos X-Men da vida. São todos feios, sujos e malvados!

Mas o que falta aqui é história. Toda essa trama de mundo destruído pela guerra entre as corporações e os mutantes meio mortos-vivos é muito confusa! E os personagens não ajudam. Thomas Jane quando faz filmes sérios (como The Mist) até funciona, mas aqui ele está canastrão até não poder mais! E não falei das situações clichê, como “o amigo que é encontrado quase morto”…

Pode ser uma boa diversão. Mas sem muitas expectativas…

Um Drink No Inferno

Um Drink No Inferno

Revi neste fim de semana o genial Um Drink No Inferno, roteiro do Quentin Tarantino e com Robert Rodriguez na direção. Disse e repito: genial!

Sei que poucas pessoas desconhecem este filme, mas mesmo assim preciso avisar:

SPOILERS ABAIXO!

SPOILERS ABAIXO!

SPOILERS ABAIXO!

SPOILERS ABAIXO!

Heu achava que TODO MUNDO sabia da grande reviravolta que tem no meio do filme, até que descobri que a Garotinha Ruiva não sabia…

Bem, o fato é que são dois filmes em um, o que apenas reafirma a genialidade do projeto.

Dois irmãos, Seth (George Clooney) e Ritchie Gecko (Tarantino), assaltantes de banco, estão em fuga, indo pro México, e matando qualquer um, civil ou policial, que entrar no caminho. Perto da fronteira encontram a família de um ex pastor (Harvey Keitel), e usam como reféns para cruzar a fronteira.

E – de repente – o filme vira um filme de terror trash de vampiros. Mais: um ótimo trash!

Numa entrevista, Rodriguez e Tarantino explicaram: estamos familiarizados com aquele grupo de pessoas, os dois irmãos e a família sequestrada. Eles apenas estão indo pro México, fugindo da polícia. Eles não têm idéia de que aquele lugar é um antro de vampiros! Então, quando os vampiros gritam “dinner time”, aquilo é uma surpresa – para os personagens e também para o público!

Não conheço outra reviravolta mais bem feita na história…

Só pra falar mais uma curiosidade sobre o filme: o motoqueiro Sex Machine é interpretado por Tom Savini, mestre dos efeitos especiais da trupe do George Romero!

The Ruins

The Ruins

Vi esse nome, The Ruins, quando saiu a lista dos candidatos a melhor filme de horror de 2008 pelo Scream Awards. Achei estranho, é produção grnade, hollywoodiana, mas nunca tinha ouvido falar. Não tenho idéia se vai passar aqui. Então corri pro torrent!

Um grupo de amigos – americanos, claro – de férias no México, resolve visitar ruínas de uma pirâmide Maia. Mas o detalhe é que não é exatamente um programa turístico: são ruínas recém-descobertas. E misteriosas… Quando chegam na pirâmide, aparecem alguns habitantes locais que não os deixam ir embora, assim eles são obrigados a ficar por lá.

Até que o filme consegue criar um clima tenso interessante. Mas tem um probleminha que só vou contar abaixo, porque é impossível mencionar isso sem spoilers… Quem não viu o filme, não leia abaixo!

SPOILERS!

SPOILERS!

SPOILERS!

Avisei, né?

O filme deixa claro que existe algo nas plantas. O poster do filme inclusive mostra isso. Até aí tudo bem, plantas carnívoras malignas podem criar uma boa história. Mas… As plantas imitam sons que ouvem! Aí, quando as plantas começam a gritar, imitando as vozes, dá vontade de rir. Fica com cara de filme trash. E todo o clima de tensão vai pro espaço…

FIM DOS SPOILERS

Como disse antes, não sei se vai passar nos cinemas. Mas pode ser uma boa diversão para os não muito exigentes…

p.s.: A cena da perna do alemão é candidata a “mutilação mais memorável” de 2008!

Sukiaki Western Django

Sukiaki Western Django

O Festival acabou. Mas na semana seguinte sempre rola uma repescagem, alguns dos filmes que rolaram antes têm novas reprises.

Então resolvi ver Sukiaki Western Django, faroeste japonês com o Quentin Tarantino no elenco. Quando passei os olhos pelos 350 filmes da programação, não reparei nesse…

Claro que a primeira coisa que chama a atenção é a participação do Tarantino no elenco. Mas sabe que isso é o menos importante no filme? Ele faz apenas três cenas, caricatas ao extremo, e por um certo ponto de vista até dispensáveis. Bem, pelo menos estas cenas não atrapalham…

Num Japão com cara de faroeste, uma cidade quase fantasma é dividida por um briga entre duas gangues: os brancos e os vermelhos. Um pistoleiro solitário e extremamente habilidoso aparece e é disputado pelas gangues.

Todos os clichês de filmes de bangue bangue estão presentes. Brigas pelo poder, com muitos tiroteios e muito sangue, mas tudo num clima meio exagerado, meio estilizado. O que torna o filme um belo espetáculo visual.

Só acho que o filme não apresentou nenhuma novidade – no mesmo festival vi um western coreano! Ok, os filmes são diferentes, o japonês é muito menos comercial que o coreano. Mesmo assim, heu esperava algo mais. Além do mais porque o diretor Takashi Miike resolveu usar a “grife Tarantino”…

Mesmo assim, pode ser um belo espetáculo visual!

2001 Maníacos

2001 Maníacos

Alguém aí conhece o “clássico trash” 2000 Maníacos, dirigido por Herschell Gordon Lewis em 1964?

Bem, como isso é um blog, acho que posso contar uma história pessoal… Alguns anos atrás, acho que 1994, numa Mostra Banco Nacional de Cinema (atualmente chamada de Festival do Rio), havia uma mostra trash. Num sábado à tarde, heu estava num Estação Botafogo 3 lotado numa sessão histórica de Papai Noel Conquista os Marcianos – filme ruim, ruim, mas a platéia estava tão inspirada que parecia que estávamos vendo uma sessão de The Rocky Horror Picture Show, com todos os apetrechos e coreografias combinadas.

O cara que trouxe esse filme ficou tão empolgado com a reação da platéia que resolveu oferecer uma sessão dupla extra, depois da última sessão, com dois filmes que não estavam na programação: o lançamento mundial do hilário A Gangue das Garotas (filme que tinha sido feito nos anos 60, para alertar as pessoas sobre o perigo das drogas, mas que tinha sido engavetado e esquecido), e 2000 Maníacos (sobre uma cidade onde todos os habitantes eram assassinos).

A sessão dupla foi histórica. O projetor apresentou um defeito que ficava travando a imagen e o som. Ninguém conseguia entender nada, porque o som ficava indo e voltando, “uóm uóm uóm”… Em qualquer platéia do mundo isso seria motivo para o cancelamento da sessão. Mas naquele particular momento, foi muito divertido!

Bem, assim vi, no cinema, 2000 Maníacos. Anos depois consegui uma versão em dvd e revi, agora com o som direito…

Bem, tudo isso foi pra introduzir a divertida refilmagem 2001 Maníacos, de 2005, dirigida por Tim Sullivan e estrelada por Robert Englund, o nosso querido Freddie Kruger.

A história é a mesma: alguns turistas vêem um falso desvio e vão parar numa cidade onde está acontecendo um festival, e aos poucos descobrem que o grande objetivo do festival é justamente matá-los.

O filme todo é exagerado, puxando para a comédia em vez do terror, o que torna um programa realmente divertido. Todas as atuações são caricatas, mas neste caso específico, é uma boa notícia! Recentemente vi Robert Englund no fraco Zombie Strippers. Lá a caricatura não combinava…

Senti falta de algumas mortes que estão no original – não usaram o barril com pregos! – , mas por outro lado, nesta refilmagem existem outras mortes bem criativas… Na dúvida, veja os dois então!

Último comentário: o badalado Juno, sobre a adolescente grávida, tem um personagem que cita Herschell Gordon Lewis, diretor do original, como o “mestre do horror”!

Todos os meus fracassos sexuais

Todos os meus fracassos sexuais

Outro dia falei aqui a minha opinião sobre documentários. Acho que são basicamente coisas sem graça. Quando o assunto nos interessa, podemos até gostar. Mas quando é outro assunto, a gente deixa pra lá. Confesso que não costumo dar muita bola pra documentários.

Todos os meus fracassos sexuais é um documentário que prova a minha teoria. É muito legal, muito engraçado. Mas por que? Porque Chris Waitt é um personagem pronto: é um “loser” total!

A idéia do documentário é boa: Chris Waitt resolve entrevistar ex-namoradas pra descobrir o que houve de errado com a sua vida. E o diretor Chris Waitt mostra um personagem Chris Waitt patético.  O cara é errado em tudo: largado, desempregado, desinteressado, bagunceiro… Tem até problemas de disfunção erétil! E este personagem dentro das situações cria momentos realmente hilários, como a cena do viagra ou a cena do sado-masoquismo (apesar de ser uma cena, digamos, “dolorosa”, quando assistida por meninos…).

Divertido. Apesar de não saber se tudo foi verdade ou se alguma coisa foi encenada…

Puffball

Puffball

Ver filmes no Festival é meio loteria. Às vezes não esperamos muita coisa mas vemos um filme ótimo. Mas, por outro lado, de vez em quando um filme que prometia não é lá grandes coisas…

Foi o que aconteceu com Puffball. Um filme dirigido pelo veterano Nicholas Roeg, que fala de magia negra, e ainda tem o Donald Sutherland no elenco como “bônus”? Ei, deve ser legal!

Mas… infelizmente, não é lá grandes coisas…

Uma jovem arquiteta (Kelly Reilly) começa a reformar uma velha casa em algum vilarejo na Inglaterra. Sua vizinha (Miranda Richardson), apesar de já ter 3 filhas, é obcecada com a idéia de engravidar de um menino. E sua mãe – Rita Tushingham, uma das melhores coisas do filme – é ligada com magia.

Mas algumas coisas no roteiro estão meio jogadas. Por exemplo: pra que vemos o personagem de Donald Sutherland? Se ele não aparecesse no filme, não ia mudar nada. E pra que todo aquele papo sobre Odin?

Provavelmente estas respostas estão no livro Puffball, de Fay Weldon, de onde o roteiro foi adaptado. Mas foi mal adaptado. O roteiro é confuso.

Outra coisa que incomoda é o filme não se decidir entre o terror ou o drama. Na verdade, tem muito pouco terror… Mesmo assim, vemos o talento do veterano diretor. Mr. Roeg sabe criar um clima!

A propósito: puffball é uma espécie de cogumelo gigante. Aparecem alguns no filme!

O dia-a-dia do pornô

O dia-a-dia do pornô

Não sou muito fã de documentários. Não consigo achar muita graça, cinematograficamente falando. Em filmes “normais”, a gente analisa se as tramas são bem escritas, como estão os atores e os cenários, presta atenção nos efeitos especiais… E nos documentários, não tem nada disso. Por isso, só consigo achar interessante um documentário sobre um assunto que também acho interessante. Fora isso, dispenso este estilo.

Este documentário parecia legal: mostrar o dia-a-dia por trás das câmeras de pessoas envolvidas na indústria pornô. E ainda teve mais: presença do diretor, explicando que estávamos vendo a estréia mundial do filme (antes tinha passado uma vez no Festival de Montreal, mas estava inacabado)!

E é isso: interessante, mas não muito mais que isso… Vemos atrizes, atores, diretores, distribuidores, agentes… Alguns depoimentos são interessantes, outros nem tanto… Acho que a única coisa que realmente achei bem legal foi quando apareceu John Stagliano, “o” Buttman, e abaixo do nome dele estava “The Legend”. Respeito ao mestre!