Ruas de Fogo

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Ruas de Fogo

Uma “fábula rock’n’roll”: uma linda mocinha que canta numa banda de rock é raptada por um vilão malvado, líder de uma gangue de motociclistas, e seu ex-namorado, um valentão bonitão, tem que resgatá-la.

Clássico dos anos 80, Ruas de Fogo, dirigido por Walter Hill, é um filme divertido, mas muito datado se visto hoje em dia. Temos o visual dos anos 50 nas roupas, cabelos e acessórios masculinos. Mas os cabelos femininos e a trilha sonora logo denunciam: trata-se de algo tipicamente oitentista!

Aliás, a trilha sonora de Ry Cooder é indubitavelmente o ponto alto do filme. A música “Nowhere Fast”, da one hit wonder Fire Inc., não fez tanto sucesso como Footloose ou Flashdance, mas é presença certa em festas que celebram a década de 80. E a trilha ainda tem “I Can Dream About You”, de Dan Hartman…

Existe algo curioso no elenco. O protagonista Tom Cody é interpretado por Michael Paré, uma espécie de Eric Roberts que não deu certo, um canastrão que não conseguiu emplacar mais nada na vida (só consigo me lembrar de outro filme com ele, Execução Sumária, de 86). Pesquisando pelo imdb, vemos que ele está por aí até hoje. Mas acho que sempre amargando produções menores. E, vendo o filme, vemos que ele é ruim mesmo. O ostracismo foi merecido.

Por outro lado, temos três nomes bem conhecidos no elenco. A mocinha cantora é feita pela bela Diane Lane, que tinha feito no anterior O Selvagem da Motocicleta e Vidas Sem Rumo, e chegou a ser indicada ao Oscar por Infidelidade (e falei dela aqui outro dia, por Killshot). Rick Moranis é o empresário – Moranis anda sumido, mas quem não se lembra do adorável looser que ele sempre interpretou, em filmes como Os Caça-Fantasmas, A Pequena Loja dos Horrores, S.O.S. – Tem um Louco Solto no Espaço ou a série Querida, Encolhi as Crianças? E o malvado vilão é ninguém menos que Willem Dafoe, de Platoon, Coração Selvagem, A Última Tentação de Cristo, e, mais recentemente, Homem Aranha.

Se visto “a sério”, hoje em dia, em 2009, o filme não sobrevive à caricatura. Mas, se visto no clima certo, é diversão na certa.

Heu me diverti revendo!

Marley e Eu

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Marley & Eu

Confesso que nunca tive vontade de ver esse filme. Afinal, é baseado num livro que nunca me atraiu. O livro “Marley & Eu”, de John Grogan, sobre “o pior cão do mundo”, pode até ser um best seller, mas parece ser uma bomba…

Mas… Meu irmão comprou o dvd, minha cunhada recomendou, e… Lá fui heu assistir o filme… E todos os receios se confirmaram. O filme é realmente muito ruim!

Em primeiro lugar, a história é muito besta! Qualquer um que já teve cachorro(s) e/ou filho(s) tem um rol de histórias tão engraçadas e bonitinhas como o autor do livro. Histórias tão boas quanto, ou até melhores.

Em segundo lugar, o elenco é horrível! Owen Wilson interpreta o mesmo Owen Wilson de sempre. E esse papel não se encaixa bem em filmes desse tipo, ele é melhor fazendo um humor mais pastelão. E Jennifer Anniston também repete o seu papel de sempre, a Rachel de Friends, só que um pouco mais feia que o habitual…

Em terceiro, a produção do filme é tão capenga, que erros técnicos pululam aos olhos! Na cena que Wilson vai ao aeroporto buscar Anniston, chove torrencialmente – só em cima do carro! Pessoas ao fundo caminham tranquilamente, sem chuva. Ou, na cena da praia, vemos areia remexida quando a câmera os pega pela frente, mas areia intacta quando a câmera está atrás deles. Ou, na cena da adestradora, ela pede a Wilson que tire os óculos escuros, para o cão vê-lo nos olhos. Mas as pessoas ao lado continuam de óculos escuros. E por aí vai…

O epíteto “o pior cão do mundo” é porque a tal adestradora (uma desperdiçada Kathleen Turner) desistiu de ensiná-lo. Ora, diabos! Este foi o único cachorro que teve problemas com adestramento? Sr. Grogan, acredite, existem cães bem piores!

Acho que vou escrever um livro contando a história da Zara, uma vira-latas que peguei na rua e foi a minha primeira “filha”…

Transformers 2 – A Vingança dos Derrotados

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Transformers 2 – A Vingança dos Derrotados

O que podemos esperar de um filme como esta continuação do filme Transformers, de 2007? Bem, é um filme “honesto”, que oferece aquilo que se propõe: efeitos mirabolantes em profusão, e depois disso, mais efeitos mirabolantes. E só.

Mas, afinal, quem vai ver um filme destes está esperando outra coisa?

Bom roteiro? Ah, não precisa. A gente coloca um monte de robôs bonzinhos lutando contra um monte de robôs malvados, e acrescenta umas paisagens bonitas, e ninguém vai reparar se o roteiro for absurdo!

Boas atuações? Bem, Shia LaBeouf é um cara que se souber administrar a carreira, vai longe, ele já é “herdeiro” da franquia Indiana Jones, e funciona bem em filmes pipoca. Megan Fox é linda linda linda, mas teremos que ver outro filme pra descobrir se é boa atriz – aqui ela só faz caras e bocas. Ainda temos John Turturro, o que é sempre legal, mas o seu papel é mais como um alívio cômico. E, por favor, sr. Turturro, fique com as calças da próxima vez!

Bom diretor? O cargo fica novamente nas mãos de Michael Bay, que é famoso por preferir os tais efeitos mirabolantes do que boas histórias…

Sobram os efeitos especiais, estes sim, de primeira linha. Apesar de às vezes as brigas entre robôs ficarem um pouco confusas – problema que já existia no primeiro.

E esta continuação tem um defeito um pouco mais grave: a metragem! São mais de duas horas e meia! Chega a cansar…

Resumo: veja por sua conta e risco!

p.s.: Tem uma outra coisa que sempre me incomodou, mas é com os transformers em si, e não com este filme. Na minha época de criança, Transformer era um carrinho, tipo match box (hoje em dia acho que é hot wheels), que se transformava num robô. Ok, dá pra brincar com isso. Mas aí resolveram criar um desenho animado. E sempre achei estas histórias absurdas! Como assim, um robô de outro planeta, com tecnologia melhor que a nossa, vem para cá, e vira um carro ou um caminhão???
Certos brinquedos deveriam continuar só brinquedos…

007 – Quantum of Solace

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007 – Quantum of solace

Bond, James Bond, é um velho conhecido de qualquer cinéfilo. Já teve vários rostos diferentes desde o início dos anos 60, e desde que Daniel Craig assumiu o papel, em Cassino Royale (2006), o personagem se reinventou: Bond agora é mais violento, menos mulherengo, usa menos “invenções de professor pardal” e luta contra vilões mais realistas – afinal, o cientista-louco-que-quer-conquistar-o-mundo é um conceito que não cola mais nos dias de hoje…

Bond aqui está vingativo, violento e rebelde como nunca. Ao procurar os responsáveis pela morte de Vesper (Eva Green), sua namorada em  Cassino Royale, ele esbarra numa perigosa organização internacinal secreta. E, como disse lá em cima, vai colecionando e matando inimigos ao longo do filme.

No elenco, além de Judi Dench repetir seu papel como M, ainda temos Mathieu Amalric de vilão e Olga Kurilenko de bond girl.

Curiosidade: Quantum of Solace não foi traduzido ao redor do mundo, por exigências da matriz. Aliás, acho que é a primeira vez que um filme do 007 não tem título em português…

A franquia 007 é sempre competente quando se fala de filme de ação: tiros, explosões, perseguições de carro e à pé, temos tudo isso, e sempre bem feito. Mas este novo filme tem um defeito para aqueles que, que nem heu, não são fãs ferrenhos. Diferente dos filmes antigos, que tinham histórias fechadas dentro deles mesmos, este aqui é uma continuação de Cassino Royale. E temos pistas que a história também continuará… Resumindo: Quantum of Solace é um bom filme “intermediário”…

Matador em Conflito

Matador em Conflito

Matador em Conflito

Divertida comédia de humor negro, Matador em Conflito (Grosse Pointe Blank no original) traz uma trama um tanto surreal: um assassino profissional é convidado para uma reunião de dez anos de formatura no colégio, em sua cidade natal. Já que tem um “trabalho” para fazer na cidade no mesmo fim de semana, resolve ir para lá e participar da reunião…

Dirigido por George Armitage em 1997, um dos méritos deste filme é o elenco. Encabeçado por um como sempre inspirado John Cusack, ainda temos Dan Aykroyd, Minnie Driver, Alan Arkin, Joan Cusack e, de quebra, Hank Azaria e Jeremy Piven em papéis menores. Aykroyd interpreta um  rival de Cusack, que quer convencê-lo a criar um sindicato de assassinos (!); Arkin, por sua vez, faz um psiquiatra apavorado porque descobriu que seu paciente mata outras pessoas como profissão.

Quer mais? A trilha sonora também é muito boa, só de hits dos anos 80 – afinal, temos uma reunião de formandos de 87!

O filme não é daqueles “imperdíveis”. Tá mais pra cult. Mesmo assim, é uma boa e despretensiosa diversão.

A Mulher Invisível

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A Mulher Invisível

Oba! Mais um filme no estilo “comédia romântica brasileira”!

Pedro (Selton Mello), um apaixonado e devotado marido, é abandonado pela esposa, que está grávida de um amante alemão. Depois de um tempo em profunda depressão, ele conhece a mulher ideal, Amanda (Luana Piovani): linda, apaixonada por ele, com os mesmos gostos… Só que Amanda tem um defeito: ela só existe na imaginação de Pedro!

O filme, dirigido por Claudio Torres, é leve, ágil e despretensioso. O que o torna um bom programa. Quem me acompanha por aqui sabe que gosto quando o cinema nacional segue por esse caminho!

O filme é cheio de situações hilariantes. Claro que o talento de Selton Mello ajuda aqui: muitas vezes ele tem que contracenar fingindo que existe alguém do seu lado. E isso ele faz sem parecer caricato!

Um parágrafo para tecer um comentário sobre o ator Selton Mello. Ele tem um defeito: quase todos os seus personagens são semelhantes. Parece que vemos sempre o mesmo personagem! Mas aqui não há queixas, porque o “personagem Selton Mello” é a cara do filme, e funciona perfeitamente!

O bom roteiro, co-escrito por Claudio Torres e Adriana Falcão, ainda traz algumas reviravoltas interessantes, como a outra mulher invisível. E no elenco, contamos ainda com os importantes coadjuvantes Vladimir Brichta, Maria Manoella e Fernanda Torres (irmã do diretor).

E assim, despretensiosamente, espero que A Mulher Invisível consiga trilhar o mesmo rumo que Se Eu Fosse Você 2, um dos maiores sucessos nacionais recentes. E que os cineastas brasileiros se lembrem que “cinema é a maior diversão”!

O Exterminador do Futuro: A Salvação

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O Exterminador do Futuro: A Salvação

O primeiro Exterminador do Futuro, dirigido por James Cameron em 1984, é um dos melhores filmes de ação / ficção científica da década de 80, e ainda criou um papel perfeito para o ex fisiculturista (e hoje político) Arnold Schwarzennegger. Sua continuação, em 1991, também dirigida por Cameron, não só manteve o bom nível do primeiro, como ainda foi um marco no uso dos efeitos especiais por computador, ao criar um exterminador de metal líquido. Em 2003 houve uma terceira parte, bem mais fraca que os dois primeiros. E agora chega aos cinemas o quarto filme. E aí? Funcionou?

Sim, funcionou. Não sei se ficará para a história como os dois primeiros, mas é bem melhor que o terceiro, e bem melhor do que muitos dos recentes “filmes novos com ideias antigas”.

(Explicando a expressão usada aí em cima: Hollywood não tem tido muita imaginação para criar novas ideias, é só vermos a enorme quantidade de refilmagens, releituras e reciclagens em geral que ocupam as listas de filmes mais vistos dos últimos tempos!)

Todos conhecem a história, né? No futuro (o “distante”1997), houve uma hecatombe nuclear, e as máquinas decidiram tomar conta do planeta e exterminar a raça humana. Então, mandam um robô – o “Exterminador” – para o passado, para matar a mãe de John Connor, líder da resistência no futuro.

Enquanto os outros filmes se passavam antes da hecatombe, com exterminadores e humanos voltando pro passado, este quarto filme se passa depois, com John Connor já adulto. Connor luta para salvar Kyle Resse, um jovem que no futuro voltará ao passado e se tornará o seu pai. Enquanto isso, um misterioso Marcus Wright aparece ao lado dos “mocinhos”, e não sabemos exatamente quem é ele. E contar mais sobre este bom personagem estraga o filme para quem não viu.

O elenco é cheio de nomes legais. Sam Worthington “rouba” o filme como Marcus; Anton Yelchin, o Checov do novo Star Trek, também está bem como Kyle Reese. Também estão no elenco Moon Bloodgood, Bryce Dallas Howard, Helena Bonham Carter e Michael Ironside. Curiosamente, Christian Bale, o Batman, logo o protagonista, apesar de bom ator, é o elo fraco do elenco. Usar exatamente a mesma voz gutural do cavaleiro das trevas não foi uma boa ideia…

Coube a direção a McG, que apesar do nome esquisito, já mostrou eficiência em filmes de ação ao dirigir os dois As Panteras. E os ótimos efeitos especiais ficaram a cargo da consagrada Industrial Light & Magic, fazendo um bom trabalho ao misturar efeitos mecânicos e computadorizados. E existe uma surpresa muito legal no fim do filme, quando aparece o primeiro T800!

Enfim, como dito lá em cima, o tempo vai dizer se esse virará um clássico como os dois primeiros. Mas por enquanto podemos ficar com um bom filme de ação!

O Guia do Mochileiro das Galáxias

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O Guia do Mochileiro das Galáxias

Outro dia descobri que no dia 25 de maio é comemorado o “dia da toalha”. Se você não sabe o que é isso, é porque você não leu o livro nem viu o filme O Guia do Mochileiro das Galáxias!

Vou aproveitar a ocasião e falar do filme – não ter falado ainda desse filme aqui neste blog é uma falha grave, afinal, gostei tanto quando vi no cinema que logo comprei o livro, e em seguida, compri o dvd para rever…

Arthur Dent (Martin Freeman) é um cara normal, mas que está tendo um péssimo dia. Sua casa está prestes a ser demolida, e ele descobre que Ford Prefect (Mos Def), seu melhor amigo, é um extra-terrestre. Pra completar, fica sabendo que a Terra está prestes a ser destruída para que se possa construir uma nova auto-estrada hiperespacial por burocráticos e desagradáveis Vogons. Arthur só tem uma saída: pegar carona junto com Ford em uma nave espacial que está de passagem. E eles levam com eles, além das toalhas, um importante livro com tudo o que precisam saber sobre sua nova vida: o Guia do Mochileiro das Galáxias.

E a história segue por esse caminho “festa estranha com gente esquisita”. Personagens bizarros em situações ainda mais bizarros! São várias as cenas hilárias e geniais!

A “troupe” de Arthur Dent ainda tem Trillian (Zooey Deschanel), uma humana que também escapou da destruição da Terra e Zaphod Beeblebrox (Sam Rockwell), o presidente da Galáxia – e que tem duas cabeças! Isso sem contar com o genial e depressivo robô Marvin (Warwick Davis e voz de Alan Rickman) – um robô que passa o tempo todo reclamando da vida! Ainda no elenco, temos Bill Nighy como um construtor de planetas (!) e John Malkovich, num papel criado especialmente por Adams para a versão cinematográfica.

Douglas Adams, autor do livro e do roteiro do filme, tem no currículo uma breve participação no seriado Monty Python Flying Circus, como ator e roteirista. Isso levou, claro,  a comparações entre O Guia… e os filmes do Monty Python. Bem, são estilos diferentes, O Guia… não quer ser pythoniano. Mas uma ou outra cena bem que poderia estar num filme do sexteto britânico… Como a sensacional sequência da baleia caindo…

(Não podemos deixar de citar que os Vogons parecem extraídos de um filme do Terry Gilliam!)

Existe uma narração no início do filme, feita por Stephen Fry, que, curiosamente, foi dublada em português nas versões legendadas. Normalmente sou contra dublagens, mas sabe que funcionou?

O “dia da toalha” também é chamado de “dia do orgulho nerd”. Bem, feliz “dia da toalha” atrasado para você, caro leitor nerd!

p.s.: o filme tem a resposta para a pergunta fundamental sobre a vida, o universo e tudo mais! Mas não vou dizer aqui, por causa dos spoilers… 😀

Killshot – Tiro Certo

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Killshot – Tiro Certo

O escritor  Elmore Leonard tem crédito comigo. São dele os livros onde se basearam Jackie BrownO Nome do Jogo (Get Shorty) – e ainda tem Be Cool, que ainda não vi. Por isso, quis ver Killshot logo que soube que era baseado num livro dele.

E além disso o elenco é bem interessante: Mickey Rourke, Thomas Jane, Diane Lane, Rosario Dawson e Joseph Gordon-Levitt – pra quem não reconheceu o nome, é o Tommy Solomon do seriado 3rd Rock From The Sun.

A história é simples: um assassino profissional, aliado a um jovem completamente alucinado, acha que precisa matar um casal que pode reconhecê-lo.

O elenco manda bem, o contraste entre o explosivo Gordon-Levitt e o introspectivo Rourke é muito interessante; Thomas Jane e a linda quarentona Diane Lane mandam bem como o casal – Rosario Dawson é que está sub-aproveitada. Mas sabe qual o problema aqui? O ritmo do filme é leeento…

Talvez fosse melhor juntar com outro livro, me pareceu que tinham pouca história pra contar…

Herois (Push)

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Herois (Push)

Algumas pessoas nascem com poderes especiais, e vivem entre nós, como uma especie de super-herois incógnitos. Essas pessoas se juntam, cada um com o seu poder diferente, para lutar contra inimigos em comum.

Será que estamos falando de X-Men? Ou será que estamos falando do seriado Heroes, que usa a mesma ideia?

Nada disso, estamos falando do novo filme em cartaz, Push, que aqui ganhou o sugestivo nome Heróis! (modo ironia on: será que foi coincidência?). A diferença é que aqui, em vez de mutantes, trata-se de paranormais.

O filme, dirigido por Paul McGuigan e estrelado por Chris Evans, Dakota Fanning, Camila Belle e Djimon Hounsou, não é ruim. Mas, por ter um argumento semelhante a outros utilizados recentemente, a gente fica esperando um algo a mais. Afinal, pra que filmar essa história, se a ideia é repetida?

Existe outro problema: o filme é um pouco confuso. Talvez pra tentar ter algo diferente do filme e do seriado supracitados, inventaram diferentes classes de paranormais, e nem todas essas classes são explicadas no filme. Os “movers” movem objetos com o pensamento; os “pushers” controlam os pensamentos de outras pessoas; os “watchers” conseguem ver o futuro; os “sniffs” conseguem rastrear onde estão outras pessoas; os “shadows” conseguem “esconder” outras pessoas (que “sniffs” estão procurando). Outros não foram explicados mas são meio óbvios, como os “shifters”, que mudam a aparência de objetos; os “stitchers”, que curam pessoas; e os “wipers”, que apagam a memória. E ainda tem uns que não foram explicados direito, os “bleeders”, que aparentemente gritam até a pessoa sangrar.

Em pouco menos de duas horas, fica difícil, né?

De qualquer maneira, disse e repito: o filme não é ruim. O cenário é diferente do óbvio hollywoodiano e bem interessante – as filmagens foram feitas em Hong Kong. E os efeitos funcionam muito bem, felizmente.

(Aliás, um comentário para os fãs de Star Wars: os “movers” parecem usar a “força”, como bem disse o jornalista Eduardo Miranda numa palestra algumas semanas atrás…)

Agora é esperar pra ver se vai ter continuação…

p.s.: A bonita atriz Camila Belle estará ainda este ano num filme nacional, À Deriva, de Heitor Dhalia, ao lado do francês Vincent Cassel. A previsão de estreia é para fim de julho!

p.s.2: A última reforma ortográfica tirou o acento agudo de “herois”, certo? Acho que o cartaz tá errado…