Quase Famosos

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Quase Famosos

Outro dia falei aqui do filme Rock Star, que mostra os bastidores de uma banda de rock dos anos 80 através de um personagem mais novo, no caso, um cantor de uma banda cover. Quase Famosos é parecido: conhecemos os bastidores de uma banda de rock, só que desta vez dos anos 70; através de um outro personagem mais novo ainda, um adolescente que se passa por repórter da revista Rolling Stone.

Mas esse filme não é uma cópia, longe disso! Arrisco dizer que esse é ainda melhor que Rock Star!

O filme foi baseado na experiência do próprio diretor Cameron Crowe, que escreveu para a mesma Rolling Stone quando ainda era novo – acredito que não tão novo quanto William Miller, o garoto que mata aulas na escola pra acompanhar a Stillwater, uma banda em ascenção que está prestes a virar matéria de capa da revista.

E o jovem William Miller e sua saga nos deram um dos melhores filmes da história do rock’n’roll!

Esse filme é delicioso. Tudo funciona direitinho. O elenco é perfeito, liderado pelo quase desconhecido Patrick Fugit, e com nomes como Kate Hudson, Billy Crudup, Jason Lee, Anna Paquin, Frances McDormand e Philipp Seymour Hoffman. A trilha sonora tem muitas músicas boas de muitos artistas dos anos 70, como Led Zeppelin, The Who, Elton John, Black Sabbath, Yes, Lynyrd Skynyrd, Beach Boys, etc. E a banda Stillwater passa a impressão de que realmente estava lá!

A banda “fake” Stillwater merece um parágrafo… Eles realmente ensaiaram 4 horas por dia, 5 dias por semana, durante 6 semanas! As músicas interpretadas pela banda foram compostas pelo diretor Cameron Crowe, sua esposa Nancy Wilson (ex vocalista do Heart) e “um tal de” Peter Frampton. Frampton, inclusive, ensinou a Billy Crudup a postura de palco de um verdadeiro guitarrista (quem diria, o peladão azul de Watchmen toca guitarra!). E o nosso vocalista Jason Lee copia o estilo de Paul Rodgers, aquele mesmo que está hoje no Queen.

O resultado? Como poucas vezes na história de Hollywood, a banda parece realmente uma banda na tela… Temos até a briga de egos da dupla vocalista / guitarrista, que quer ser como Robert Plant vs Jimmy Page, ou Ian Gillan vs Ritchie Blackmore!

O filme tem várias cenas memoráveis, como a sensacional cena da pane no avião, ou toda a sequência da “fuga” de Russell Hammond e sua volta, com a galera cantando Tiny Dancer no ônibus…

Foi lançado aqui no Brasil um dvd duplo, com a versão que passou nos cinemas e outra versão, a do diretor, com duas horas e quarenta de filme. Recomendo fortemente essa versão mais longa. Acredite, não parece muito num filme desses…

The Spirit

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The Spirit

Algumas pessoas conseguem uma boa desenvoltura em diferentes artes. Outras não. O músico Rob Zombie se revelou um excelente diretor de cinema (Rejeitados pelo Diabo, Halloween); por outro lado, o badalado Caetano Veloso dirigiu um filme nos anos 80 e hoje em dia quer que todos esqueçam aquela bomba, de tão ruim que é…

Frank Miller, infelizmente, está no grupo dos que não deveriam se aventurar em outra arte…

Frank Miller é um quadrinista conceituadíssimo. Dentre suas obras, estão as famosas graphic novels 300 e Sin City (por coincidência, 2 bons exemplos de boas adaptações cinematográficas de quadrinhos), além do cultuadíssimo O Cavaleiro das Trevas . Aí, em 1990, resolveu responder ao canto da sereia hollywoodiana e escreveu o roteiro ruim de Robocop 2, e depois o roteiro pior ainda de Robocop 3.

Traumatizado com Hollywood, ele declarou que nunca mais ia trabalhar com cinema. Até que Robert Rodriguez o convenceu que era possível transformar Sin City em um filme. Rodriguez e Miller assinam juntos a direção do fantástico Sin City.

Aí Miller resolveu andar sozinho de novo em Hollywood. E fez esse The Spirit, baseado nos clássicos quadrinhos de Will Eisner. The Spirit conta a história do ex-policial e galã Denny Colt, que voltou à vida depois de morto, e agora age como um quase super-herói.

Bem, infelizmente não funciona. E sabe por que? Porque o filme não se decide entre a farsa e o filme sério. Hoje em dia estamos acostumados a ver super-heróis mais humanizados, dentro de contextos mais reais. E enquanto The Spirit tem um pouco disso,  acontecem cenas onde é tudo tão escrachado e tão exagerado que parece um desenho animado. A primeira luta entre o Spirit e o vilão Octopus (Samuel L Jackson) é tão ridícula que se caísse uma bigorna na cabeça de um deles talvez a gente achasse normal…

300 foi escrito por Frank Miller, mas filmado por Zack Snyder; Sin City foi dirigido por Miller, mas com Robert Rodriguez ao seu lado. Sozinho, Miller não conseguiu encontrar o tom certo para o seu filme. Tudo é caricato demais, às vezes parece um filme dos Trapalhões…

Apesar disso, nem tudo se perde no filme. O visual é bem legal, com vários efeitos de computador bem colocados. As cores são saturadas, exageradas como numa história em quadrinhos, muito branco e preto com detalhes vermelhos – inclusive, nos cinemas as legendas são amarelas, se fossem brancas muito ia se perder!

Outra coisa digna de nota é o elenco feminino. Eva Mendes, Scarlett Johansson, Sarah Paulson, Paz Vega, Jaime King e Stana Katic, cada uma mais bonita que a outra. Nisso Miller acertou!

O fim do filme indica que teremos continuações. Tomara que da próxima vez consigam um diretor com talento pra cinema!

A Ilha – Uma Prisão Sem Grades / Boot Camp

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A Ilha – Uma Prisão Sem Grades / Boot Camp

Jovens rebeldes são enviados para um acampamento em um remoto campo nas Ilhas Fiji. Para os pais desses jovens, o acampamento é uma instituição de luxo em um lugar calmo e perto da natureza. Mas na verdade trata-se de uma prisão com disciplina militar e castigos físicos e morais, com o objetivo de se fazer uma lavangem cerebral e então devolver o “ex-rebelde” à sociedade.

Esta é a história de Boot Camp, filme estrelado por Mila Kunis, a patricinha chata de That 70’s Show.

Apesar da presibilidade da história – não existem muitas possibilidades para um roteiro com esse tema em Hollywood, né? – o filme não é chato. As situações no “campo escola” vão acontecendo, a tensão funciona sempre. Peter Stormare interpreta um eficiente “visionário idealizador” do projeto, realmente acreditamos que ele crê no que diz.

Uma outra coisa digna de nota são as belíssimas paisagens na praia. Pode ser uma “prisão sem grades”, mas é uma prisão muito bonita!

Ficamos nos perguntando se lugares como esse realmente ainda existem – o filme se diz “baseado em fatos reais”. Não vai mudar a vida de ninguém, mas pode valer o aluguel / download.

Esse obscuro objeto do desejo

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Esse obscuro objeto do desejo

Na segunda metade dos anos 80, heu frequentei o Cineclube Estação Botafogo direto. Sim, o nome na época era “cineclube”, não era um circuito de salas como é hoje. A programação era bem parecida com a de um cineclube – vi na tela grande reprises de muitos filmes que já tinham passado em outras épocas.

Esse Obscuro Objeto do Desejo, último filme do surrealista Luis Buñuel, era o meu “filme cabeça” favorito na época. Vi umas quatro ou cinco vezes, tudo no escurinho do cinema!

Fernando Rey interpreta Mathieu, um senhor, rico, já com uma certa idade, e completamente obcecado por uma jovem de 18 anos, Conchita. Interpretada por Carole Bouquet. E tambem por Angela Molina.

Como assim? São duas atrizes diferentes? Ah, devem então interpretar diferentes fases da vida de Conchita, certo? Nada! As duas se alternam nas cenas. Uma cena é a Carole Bouquet, a cena seguinte ja mudou pra Angela Molina, depois volta pra Carole, pra depois Angela de novo…

Inicialmente pensei que cada atriz interpretaria uma diferente faceta da mesma personagem – característica essencial para o jogo de gato e rato que acontece entre os dois protagonistas. Mas aí percebi que lá pro meio do filme isso não tem mais nenhuma lógica…

Sim, amigos, este é Luis Buñuel. Ele mesmo, que em 1929 dirigiu o revolucionário curta Um Cão Andaluz, junto de um tal de Salvador Dali…

Tive a sorte de conseguir ver no cinema alguns filmes do Buñuel. Inclusive o próprio Um Cão Andaluz – existe uma cena famosa de um olho sendo cortado que é impressionante até hoje! E pelo pouco que conheço de Buñuel, este filme é fiel ao seu estilo narrativo.

O filme começa com Mathieu entrando num trem e jogando um balde d’água na cabeça de Conchita quando esta tenta entrar no mesmo trem. Mathieu então começa a contar sua história para os colegas de cabine. Através de flashbacks, conhecemos toda a história da manipuladora Conchita enlouquecendo Mathieu.

Uma coisa curiosa quando se vê o filme hoje, 30 anos depois (o filme é de 77), é notar como a sociedade era machista. A mãe de Conchita, viúva, passa o dia inteiro na igreja, e não quer voltar a trabalhar. E, pior, não quer que sua filha trabalhe! Sociedade esquisita, né? Aí vem o Mathieu, rico, dá dinheiro pra sustentar mãe e filha… Olha, hoje em dia isso ia soar esquisito…

Outra coisa digna de nota é Carole Bouquet, em sua estréia no cinema (ela já tinha trabalhado pra tv). Alguns anos depois ficou mais conhecida pelo grande público ao fazer uma bond girl, em 007 Somente para os seus Olhos. Mas aqui, lindíssima, com apenas 20 anos, é um dos pontos altos do filme.

Filmaço. Não é pra qualquer um, não é pra qualquer hora. Mesmo assim, repito: filmaço!

Crepúsculo

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Crepúsculo

Existem climas diferentes pra se assistir filmes diferentes. Não adianta você ver um filme trash achando que vai encontrar um novo clássico do cinema, por exemplo. Ou seja, deve-se ver Crepúsculo como o que ele é: um filme teen de vampiros.

Dito isso, o filme até que não é tão ruim como foi vendido por aqui. Sim, foi mal vendido sim. Afinal, um filme de vampiros que ganha uma edição especial da revista “Capricho” não é pra ser levado a sério, né?

O filme é baseado numa bem sucedida série de livros – acho que querem o trono do Harry Potter, já que a autora deste disse que não ia mais escrever sobre o bruxinho. Ou seja: este é um filme para nos apresentar a personagens que com certeza veremos em breve e mais filmes…

Assim a história clichê se desenvolve: uma menina se muda para uma cidade pequena, e na escola conhece um cara meio diferente, que anda no meio de pessoas meio diferentes. Há uma atração mútua, e ela descobre que ele é um “vampiro do bem”.

O início do filme é bem chatinho. Acho que é porque todos os personagens e situações têm que ser explicados, aconteceu o mesmo com o primeiro filme do Harry Potter. Depois da metade, o filme melhora, apesar de continuar água com açúcar. Afinal, não podemos esquecer de que se trata de um filme teen…

(O curioso é que quando heu ouço “filme de vampiro teen”, me lembro de Os Garotos Perdidos – The Lost Boys, filme da época que heu era novo! E, na boa, Crepúsculo perde feio numa comparação com o vampirão do Kiefer Sutherland pré Jack Bauer do Lost Boys…)

Pra piorar, o filme não respeita alguns conceitos clássicos. Como assim “vampiros fogem do sol porque suas peles brilham e assim eles seriam descobertos”??? Nada disso! O sol queima a pele dos vampiros, isso é algo tão certo quanto vampiros bebem sangue!

E pra piorar ainda mais, o roteiro esquece de alguns detalhes importantes. Vampiros não envelhecem, certo? Bem, o nosso personagem principal tem 17 anos, e por isso está no segundo grau de uma escola, de uma cidadezinha onde eles têm uma base fixa. Mas, e o que acontecerá nos próximos anos? Com essas pessoas que não envelhecem e precisarão voltar pra escola???

Bem, apesar de tudo, os menos exigentes podem curtir. Mas, sobre vampiros novos, prefiro o seriado True Blood, com a Anna Paquin…

Femme Fatale

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Femme Fatale

Tem muita gente burocrática trabalhando no cinema. Mas, pra nossa sorte cinéfila, tem uma meia dúzia que realmente faz arte. Brian de Palma é um desses caras.

Seu currículo é impressionante: Os Intocáveis, Dublê de Corpo, Scarface, Carrie, A Estranha, O Pagamento Final, Um Tiro na Noite, Vestida Para Matar… e ainda tem mais um monte de coisas boas! Não é à toa que tem gente por aí que o compara a Alfred Hitchcock…

Bem, em 2002, depois de um dos poucos filmes fracos de seu currículo – Missão Marte, De Palma nos deu essa pequena obra prima: Femme Fatale.

A trama é rocambolesca, como todo bom filme “depalmiano”. Rebecca Romijn-Stamos interpreta uma ladra de jóias que ganha uma chance de deixar o passado para trás, até ser fotografada pelo papparazzo Antonio Banderas. (Aliás, a modelo que está com a jóia no início do filme é a Rie Rasmussen!)

Mas, calma! Nada é tão simples!

Cada detalhe do roteiro tem uma explicação. Ao fim do filme, com uma espetacular virada de rumo, descobrimos que nem tudo é o que parece… Dá vontade de rever o filme – o que heu fiz! E assim pude constatar várias coisas que a princípio passam desapercebidas…

E não é só o roteiro que é bem feito. De Palma mostra que  fazer cinema pode ser uma tarefa próxima a de um artesão. Muita câmera lenta, ângulos não usuais, telas divididas, flashbacks… Algumas cenas são belíssimas!

Outro ponto forte do filme é a atriz Rebecca Romijn-Stamos. Dona de uma beleza estonteante, ela realmente entrou no clima sexy exigido pelo filme – mulheres fatais, diamantes, sexo e assassinato fazem parte da trama. Inclusive, em um dos extras, ela explica a cena do mergulho, onde, totalmente nua, teve que mergulhar diversas vezes, até conseguirem o resultado da câmera lenta mostrado nas telas.

Filmaço. Pra se ver e rever. E dizer “é verdade, eu não tinha reparado!”

Guru do Amor

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Guru do Amor

Confesso que sou fã do Mike Myers. Acho geniais os dois Quanto mais idiota melhor (Wayne’s World), sou fã da série Austin Powers, até gostei dele quando fez um papel sério em Studio 54. Talvez isso tenha me ajudado a gostar de um filme tão criticado como Guru do Amor.

A história fala do Guru Pitka, que veio da Índia, apesar de nascido nos EUA, e que quer entrar no mercado de auto-ajuda e ser um dia tão importante quanto Deepak Chopra.

Ok, confesso que muitas das piadas são bobas. Inclusive esse filme concorreu a vários prêmios Framboesa de Ouro de 2008, incluindo pior filme do ano. Mas, na minha opinião isso foi injusto. O filme tem os seus bons momentos. Heu achei algumas das piadas muito boas!

Um dos pontos positivos do filme é o elenco. Quem diria que o ex boy band Justin Timberlake, além da carreira musical de sucesso, ainda ia virar um ator de talento? Timberlake interpreta Jacques “Le Cock” Grande, jogador de hockey canadense, rival do personagem que o Guru Pitka tem que ajudar. Todas as cenas onde ele aparece são hilárias! E não é só isso, além dele, ainda temos o grande Ben Kingsley interpretando um velho guru vesgo, numa piada referencial aos tempos de “Gandhi”, que lhe rendeu o Oscar de melhor ator em 83! E, de quebra, Verne Troyer, o anão Mini Me de Austin Powers faz o técnico do time de hockey. E o elenco ainda conta com as belas curvas de Jessica Alba… Isso sem contar com um monte de celebridades interpretando a si mesmos – incluindo Mariska Hargitay, da série Law and Order – SVU, que participa de uma genial “piada interna”, logo no início do filme…

E, pra quem entrar na onda do filme, alguns números musicais são muito engraçados, incluindo uma coreografia bollywoodiana no fim do filme!

Bem, não é pra qualquer público. Mas os bem-humorados vão apreciar!

Watchmen

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Watchmen

Tenho muitos amigos nerds. E a maioria está alvoraçada com a estréia de Watchmen, o novo filme de Zack Snyder, diretor da refilmagem de Madrugada dos Mortos e de 300.

Ah, sim, pros nerds, de um modo geral, antes de ser um filme do Snyder, é a adaptação da “melhor graphic novel da história”. Mas isso heu coloco entre aspas, porque não li os quadrinhos, então não posso opinar. Fui ao cinema apenas pra ver um filme. E não é que vi um bom filme?

A história se passa em 1985. Numa realidade alternativa, Nixon é o presidente pela terceira vez, e uma guerra nuclear com a União Soviética é iminente. Foi criada uma lei que proíbe super-heróis mascarados, jogando os “mocinhos” para a marginalidade. E, aos poucos, através de flashbacks, vamos conhecendo melhor a história desses mascarados.

A grande preocupação dos fãs é que essa era uma história considerada “infilmável”. Desde 1987 tem gente em Hollywood tentando trabalhar em uma adaptação!

Terry Gilliam, o ex-Monty Python que virou um diretor legal (Brazil, o Filme, 12 Macacos, tentou, ainda em 87, fazer uma adaptação. Aliás, já tinha elenco:  Robin Williams como Rorschach, Jamie Lee Curtis como Espectral, Gary Busey como Comediante e, pro papel de Coruja, estavam no páreo Richard Gere e Kevin Costner. Mas acabou desistindo, porque achou que não funcionaria como um único filme de longa metragem, e sim como minissérie de 5 horas…

E aí fica a grande dúvida: Zack Snyder conseguiu?

Bem, como não li os quadrinhos, não posso comparar como adaptação. Mas como filme posso dizer que ficou bem legal! Um filme baseado em super-heróis mais adulto, bem diferente do que se tem visto por aí, como os dois “hits baseados em quadrinhos” do ano passado, Batman e Homem de Ferro.

Quase tudo no filme funciona muito bem. O visual é impressionante, aliás, como era de se esperar. A trilha sonora, com trechos de hits oitentistas, é muito boa. O elenco é todo de semi-desconhecidos, como Jeffrey Dean Morgan, que faz um comediante sarcástico na dose certa, ou Jackie Earle Haley, que transpira ódio com seu Roschach. E a Espectral de Malin Akerman ainda vai fazer muito adolescente perder o sono, mais ou menos como um certo biquini dourado nos anos 80… Completam o time de mascarados Patrick Wilson como Coruja (não sei se de propósito, mas heu achei meio parecido com o Batman, tanto na roupa quanto no estilo “menino rico cheio de brinquedos caros”), Billy Crudup como dr Manhattan e Mathew Goode como Ozymandias.

E por que o “quase” do parágrafo acima? É que a história fica um pouco confusa às vezes, e o ritmo é um pouco lento. E, em 2 horas e 40 minutos, só explicaram o porque do superpoder do dr. Manhattan. Em tempos de X-Men e Heroes, heu esperava pelo menos saber um pouco mais sobre o motivo dos outros serem heróis…

Mesmo assim, vale o ingresso do cinema. Sim, cinema, este filme é pra ser visto em tela grande. Sabe aquelas brigas em câmera lenta de 300? Pois é, agora imagine dois mascarados enfrentando dezenas de presidiários numa rebelião…

As Crônicas de Spiderwick

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As Crônicas de Spiderwick

De um tempo pra cá, estão aparecendo vários filmes infanto-juvenis. Com a tecnologia hoje disponível ficou bem mais fácil se criar mundos de fantasia, e além disso os filmes estão se vendendo bem nas bilheterias. Minha filha de quase 8 anos agradece!

Baseado nos livros homônimos de Tony DiTerlizzi e Holly Black, o filme As Crônicas de Spiderwick mostra Arthur Spiderwick, 80 anos atrás, catalogando todo um “universo invisível” de fadas, trolls, goblins e outras criaturas fantásticas num livro mágico. Já nos dias de hoje, um garoto, seu sobrinho neto, encontra o livro e agora tem que lidar com todas essas criaturas.

Freddie Highmore, que antes protagonizou Arthur e os Minimoys e a refilmagem de A Fantástica Fábrica de Chocolates, é o grande nome aqui, interpretando os gêmeos Jared e Simon Grace. Detalhe: os personagens são gêmeos, mas não se parecem tanto assim; alguém desavisado pode pensar que são dois atores diferentes! Completam o elenco Sarah Bolger, Mary Louise Parker, Nick Nolte e David Strathairn, além das vozes de Martin Short e Seth Rogen.

À primeira vista, heu achei os goblins meio caricatos. Engraçadinhos e trapalhões demais, sabe? Mas aí me lembrei: estamos diante de uma fábula infanto-juvenil! É pra ser assim mesmo! E, tenho que reconhecer, no fim do filme os goblins engraçadinhos dão lugar ao grande vilão, o malvado ogro Mulgarath.

E, mesmo engraçadinhos, os efeitos especiais são um show à parte. Desde o simpático ser que vive na casa e protege o livro até todas as criaturas da floresta, incluindo até um grinfo que serve de meio de transporte.

Telvez os mais novinhos se assustem um pouco. Mas é uma boa opção se você tem alguma criança um pouquinho mais velha por perto. Mesmo que seja dentro de você…

Os Sete Suspeitos

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Os Sete Suspeitos

Recentemente foi anunciada em Hollywood a idéia de se fazer um filme baseado no jogo Banco Imobiliário. Estranho, não, se fazer um filme tendo como base um jogo de tabuleiro? Bem, Os Sete Suspeitos é exatamente isso: um filme baseado no jogo Detetive.

Alguém aí não conhece o jogo? Era um jogo de tabuleiro muito popular nos anos 80, não sei se continua sendo… Era o seguinte: o tabuleiro tinha cômodos de uma casa, e você tinha que procurar pistas pra descobrir quem matou, onde e usando qual arma.

O filme vai nessa onda. Seis pessoas que não se conhecem são convidadas para um jantar numa mansão. Aos poucos, vão descobrindo que todos têm motivos para matar uma determinada pessoa – convenientemente chamada de “mr. Body” (sr. Corpo). Acontece o assassinato, e eles têm que descobrir qual deles é o assassino.

Os elementos do jogo estão lá. As armas são as mesmas: um revólver, uma faca, um cano, um candelabro, uma corda e uma chave inglesa. Quem fez a legenda foi inteligente, recuperando os nomes dos personagens do jogo, em vez de traduzir ou deixar em inglês. Enquanto no áudio ouvimos Colonel Mustard, Reverend Green, Professor Plum, Miss Scarlett, Mrs. Peacock e Mrs. White, nas legendas estão os velhos e conhecidos nomes Coronel Mostarda, Senhor Marinho, Professor Black, Srta. Rosa, Dona Violeta, Dona Branca! Até a legenda da vítima é como o jogo, sr. Pessoa em vez de sr. Corpo…

Mas esqueci de avisar um detalhe importantíssimo! O filme é uma comédia! Comédia de humor negro, claro, mas mesma assim uma boa comédia, com várias situações muito engraçadas e um elenco com alguns atores de comédia famosos nos anos 80, como Tim Curry, Christopher Lloyd e Madeleine Khan! A cena do telegrama cantado, por exemplo, é hilária!

Só não gosto de uma coisa no filme: por que o título “sete” suspeitos? São oito os suspeitos… Além dos 6 personagens do jogo, temos um mordomo e uma governanta… Bem que o título poderia ser “Detetive”, né?

Mas isso não atrapalha em nada. Dica: veja até o fim: são 3 finais diferentes, com 3 opções de assassinos!