O Protetor

O ProtetorCrítica – O Protetor

Um homem acredita ter deixado o passado para trás ao começar uma pacata nova vida. Mas quando ele conhece uma jovem garota de programa que sofre nas mãos da máfia russa, ele decide ajudá-la.

Nova parceria entre Denzel Washington e o diretor Antoine Fuqua, que juntos fizeram Dia de Treinamento, o filme que deu a Denzel o seu segundo Oscar (ele ganhara 12 anos antes por Tempo de Glória).

Denzel é um grande ator, e Fuqua, um diretor talentoso. Cinematograficamente falando, O Protetor (The Equalizer, no original) é um bom filme – fotografia bem cuidada (vários takes e ângulos são excelentes), boa trilha sonora, etc. Mas o que “pega” é o roteiro.

O Protetor foi baseado na série de tv dos anos 80 The Equalizer (não me lembro, mas acho que não passou por aqui). Nunca vi a série, mas sei que algumas coisas que funcionavam nos anos 80 não funcionariam hoje. Talvez o protagonista da série fosse este quase super humano que vemos no filme. O problema é que, na época, a gente via Comando Para Matar e Rambo e levava aquilo a sério, lembram? Mas depois que o John McLane de Duro de Matar mostrou que os bad asses também sangram, a gente passou a acreditar menos.

Este é o problema de O Protetor. Denzel é bem mais velho que todos os seus oponentes, e quase sempre está desarmado enquanto os outros têm armas – e mesmo assim bate em todos sozinho. O cara é muito mega f$#@cking pica das galáxias, chega a parecer piada.

Pena, porque, como falei, plasticamente o filme é ótimo. Sabe quando um filme sabe usar bem os clichês visuais? Aqui tem chuva (de sprinklers) em câmera lenta, tem explosões onde o mocinho não olha pra trás… Heu queria gostar do filme!

No elenco, o único nome a ser citado é Denzel. Chloë Grace Moretz está bem (como sempre), mas aparece pouco. Melissa Leo aparece menos ainda, e se você piscar o olho perde o Bill Pullman. Marton Csokas aparece bastante, mas ele não está bem, a não ser que fosse propostal interpretar um vilão caricato (o que foi aquela cena da panorâmica pelas tatuagens?). Ainda no elenco, Haley Bennet e David Harbour.

Veja, mas sem pensar muito…

Podcrastinadores.S03E04 – Revisitando LOST

Man sitting in empty cinema

Chegou a hora de relembrar uma das séries de maior audiência da história da TV. Mais que isso, a série que mais gerou comentários, teorias, e especulações entre o público: LOST. Vamos sobrevoar todas as temporadas, lembrar uma a uma o que houve de bom, de ruim, e é claro, debater sobre o final mais polêmico de todos os tempos.

Mate conosco a saudade da época que você ficava acordado até a madrugada de domingo para saber o que tinha dentro da escotilha, qual seria o próximo apelido espirituoso que o Sawyer iria inventar, o que diabos era aquele monstro de fumaça, e quem sabe até se surpreenda repensando no valor do controverso season finale. Podcast imperdível com Gustavo Guimarães, Helvécio Parente, Rodrigo MontaleãoTibério VelasquezFernando Caruso e Ernesto Belote. O arquivo foi dividido em duas partes. Parte um:

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Links relacionados a este episódio:

Na verdade, em todos os episódios dos Podcrastinadores falamos alguma coisa de Lost. ;) Mas se você nunca viu o Sayid dançando, eis a oportunidade:

E para quem (cof cof Rod cof cof) ainda tem dúvida se era mesmo o Christian Shephard quem vivia na cabana, segue o print:

Cap08

 

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As Fábulas Negras

As Fabulas Negras posterCrítica – As Fábulas Negras

E vamos ao filme de terror mais esperado dos últimos tempos?

Rodrigo Aragão hoje é talvez o maior nome do horror nacional. Depois de Mangue Negro, A Noite do Chupacabras e Mar Negro, hoje não há dúvidas sobre o talento deste capixaba – que além de diretor e roteirista, é um mestre na arte da maquiagem. E agora ele mostra outro talento: o agregador.

Aragão se juntou a outros nomes do terror nacional para uma realização conjunta, uma coleção de pequenas histórias (formato usado de vez em quando em filmes de terror), sempre usando o folclore nacional como base. E, uma coisa muito legal: um dos nomes é José Mojica Marins, o Zé do Caixão!

São cinco filminhos, mais um que une todos eles, onde quatro crianças brincam no meio do mato e contam histórias pra tentar assustar uns aos outros – aliás, diga-se de passagem, os meninos estão ótimos.

Aragão dirigiu o primeiro curta, “O Monstro do Esgoto”, onde mostra que é um dos melhores maquiadores do Brasil, numa historinha simples, divertida e com muito, muito gore. O segundo, “Pampa Feroz”, é de Petter Baiestorf, um dos maiores nomes do underground brasileiro (o currículo do cara é impressionante), e mostra uma boa história de lobisomem.

O Zé do Caixão aparece no terceiro filme, “O Saci”. Mojica consegue criar um bom clima, mas a criatura é tão tosca que o público gargalhava toda vez que aparecia o saci – e não sei se era este o objetivo. Já o quarto filme, “A Loira do Banheiro”, dirigido por Joel Caetano, é irretocável, o melhor de todos, na minha humilde opinião. Aragão volta para o último, “A Casa de Iara”, curtinho, sem diálogos, com um tom mais sério que o seu filme anterior – e, mais uma vez, com um excelente trabalho de maquiagem.

O resultado final deixa claro o baixo orçamento – boa parte do filme resvala no trash. Isso não me incomodou (nem a ninguém na plateia do Grotesc-O-Vision), mas sei que pode ser um empecilho para o grande público. Pena, eles estarão perdendo um bom filme…

Ainda não sei se As Fábulas Negras terá lançamento no circuitão. Espero que sim, afinal as estatísticas aqui no Brasil dizem que filmes de terror têm boa audiência.

Rodrigo Aragão falou que existe um projeto para As Fábulas Negras 2. Tomara que saia do papel!

Judas Ghost

Judas_Ghost_posterCrítica – Judas Ghost

E vamos ao filme de abertura do Grotesc-O-Vision?

Um time profissional de caçadores de fantasmas fica preso numa velha sala. A assombração que eles foram caçar se mostra muito pior do que o esperado. Quem vai sobreviver, e o que vai sobrar de suas almas?

O diretor estreante em longas Simon Pearce se baseou numa série de livros escritos por Simon R. Green para mostrar um bom filme de terror. O elenco é reduzido e o cenário é basicamente uma única sala – boa saída para quem trabalha com baixo orçamento. Os efeitos especiais são simples e eficientes. Aliás, os efeitos nem parecem “baixo orçamento”.

O maior mérito de Judas Ghost é que Pearce sabe como trabalhar o clima. O personagem principal, interpretado por Martin Delaney, podia facilmente cair na caricatura, mas, nos momentos que o filme se propõe a ser sério, não rola espaço para piadinhas e o clima continua tenso. O roteiro (também escrito por Green) trabalha quase em tempo real e sabe dosar bem a tensão ao longo dos 75 minutos de projeção.

Pena que a solução final não é tão boa quanto o resto do filme – na minha humilde opinião, os cinco minutos finais são bem inferiores ao resto do filme e quase colocam tudo a perder.

Judas Ghost não tem cara de filme a ser lançado nos cinemas. Pena, é melhor do que quase tudo de terror que passou por aqui oficialmente ano passado…

Foxcatcher: Uma História que Chocou o Mundo

foxcatcherCrítica – Foxcatcher: Uma História que Chocou o Mundo

Continuemos com “cinebiografias visando o Oscar”…

Dois irmãos, ambos medalhistas de ouro por luta greco-romana, entram para o time Foxcatcher, liderado pelo multimilionário patrocinador John E. du Pont, para treinarem na equipe que vai aos jogos de Seul em 88 – uma união que leva a circunstâncias imprevistas.

Dirigido por Bennett Miller (Capote), Foxcatcher: Uma História que Chocou o Mundo (Foxcatcher, no original) traz um trio de atores inspiradíssimos – três atuações dignas de prêmios. Pena que o roteiro é fraco. Além de ser extremamente arrastado, o roteiro ainda é previsível – ora, o cara era atleta medalhista olímpico, se envolveu com álcool e drogas, claro que vai perder a próxima luta, né? Isso tudo torna as pouco mais de duas horas em um longo e arrastado programa – o único plot twist que foge do óbvio acontece logo antes do filme acabar.

Pra piorar, o filme me pareceu cortado, fiquei com a sensação de que estava faltando algo que esclarecesse o conflito entre Mark e John. O filme dá a entender que Mark e John tinham uma relação homossexual, mas não fala o que levou Mark a se afastar – e foi algo tão grave que precisou da intervenção do irmão David. Desconfio que deve ter rolado alguma pressão de algum dos retratados, ou do lutador Mark Schulz, ou da família do já falecido Du Pont.

Pena, porque o elenco está fantástico. Quase irreconhecível, Steve Carell faz um papel sério, completamente fora da sua zona de conforto – não foi surpresa sua indicação ao Oscar de melhor ator. Channing Tatum também está impressionante, num papel onde usa muito mais expressões corporais do que diálogos. Mark Rufallo tem menos espaço na trama, mas também está excelente, tanto que também está indicado ao Oscar, de ator coadjuvante (o filme ainda concorre a direção, roteiro original e maquiagem). O trio está muito bem, gosto de ver atores fazendo papeis que se distanciam do que fazem sempre, tanto pela maquiagem quanto pela atuação. O sumido Anthony Michael Hall também está aqui, mas não sei se ele está diferente por causa do filme ou apenas envelheceu e ainda estou acostumado com o seu “visual Clube dos Cinco. Ainda no elenco, Vanessa Redgrave e Sienna Miller.

Por fim, o subtítulo. Como assim, “a história que chocou o mundo”??? Vivi os anos 80, lembro das olimpíadas de 84 em Los Angeles e 88 em Seul, mas não me lembrava dessa história. De repente o subtítulo podia ser “a história que chocou os EUA”, porque teve zero repercussão por aqui…

Elenco bom, filme fraco. Fica a dica: se você curte um dos três atores, ou se apenas gosta de ver grandes atuações, veja Foxcatcher: Uma História que Chocou o Mundo. Mas prepare-se pra ver bons atores num filme fraco.

Frank

frank-2014Crítica – Frank

Meio que por acidente, Jon, um tecladista com pouca experiência profissional, entra para o Soronprfbs, uma banda experimental onde o vocalista e líder da banda fica o tempo todo usando uma grande máscara de papel machê.

O Frank deste filme foi inspirado em Frank Sidebottom, personagem criado pelo músico e comediante inglês Chris Sievey, líder da banda The Freshies que usava uma cabeça bem parecida com a do filme nos anos 80. Não conheço o som do Frank Sidebottom, e pelo que li por aí, não tem nada a ver com o som deste Frank. O Frank do filme dirigido por Lenny Abrahamson é uma espécie de Daminhão Experiença misturado com Rogerio Skylab, mais um que de Hermeto Pascoal. Música experimental, com um pé na genialidade e outro na picaretagem.

Não sou um apreciador da música experimental, heu não compraria um disco dos Soronprfbs. Mas admito que é uma ideia muito boa para um filme. Os percalços que Jon tem que enfrentar quando tenta empurrar a banda para um caminho mais mainstream são muito bem construídos, assim como todos os dilemas internos dos membros da banda quando vislumbram o sucesso e o reconhecimento – os caras não querem ser conhecidos, eles querem fazer música pra eles mesmos!

Claro que ter um grande ator ajuda o filme. Michael Fassbender quase não mostra o rosto, e mesmo “escondido” dentro da máscara consegue construir seu personagem com riqueza de detalhes. O curioso é que, teoricamente, o personagem principal era pra ser o tecladista Jon de Domhnall Gleeson (que era coadjuvante de Harry Potter e estará no Star Wars 7 – esse garoto vai longe!), mas Fassbender rouba todas as cenas. Ainda no elenco, Maggie Gyllenhall, Scoot McNairy, François Civil e Carla Azar. Ah, detalhe importante: todas as músicas que rolam no filme foram tocadas pelos atores!

Frank não vai agradar a todos. Aliás, arrisco a dizer: Frank não vai agradar quase ninguém. Mas quem entrar na onda dos Soronprfbs vai curtir.

Grotesc-O-Vision 2015

Grotescovision 2015Grotesc-O-Vision 2015

Partiu carnaval em Curitiba?

Sexta agora, dia 13, começa o Grotesc-O-Vision 2015, em Curitiba, uma inciativa genial da produtora Vigor Mortis: uma mostra de cinema de horror em pleno carnaval curitibano!

E por que este Grotesc-O-Vision 2015 é tão importante para este que vos escreve? Ora, porque, depois do Viewster, do FICMA, do ITV Fest Bar Montenegro, do Zinema Zombie Fest, do Munich Underground e do FICVI (6 festivais na Europa e na América Latina), o meu curta Noite Sem Nome terá a primeira exibição pública no Brasil!

Anotem nas suas agendas: no sábado 14, as 18h, no cine Glóriah (Praça Tiradentes, 106), haverá uma sessão de curtas. Dentre eles, dois curtas meus: Noite Sem Nome e Manifestação de Zumbis (que fazia parte do canal Percevejo).

E tem pelo menos outra coisa imperdível no festival: uma exibição do novíssimo longa Fábulas Negras, a esperada parceria entre Rodrigo Aragão (Mar Negro, A Noite do Chupacabras) e José Mojica Marins, o Zé do Caixão – e que ainda têm o auxílio luxuoso de Petter Baiestorff e Joel Caetano – cada um dos quatro dirigindo uma história de terror baseada no folclore brasileiro.

Além das sessões de curtas (são duas sessões) e de Fábulas Negras, o Grotesc-O-Vision 2015 ainda terá exibições dos longas Judas Ghost (Reino Unido, 2013) e Chocolate Strawberry Vanilla (Australia, 2014), ambos inéditos em terras brazucas.

Paralelamente aos filmes, rola uma oficina de maquiagem com o próprio Rodrigo Aragão, além de eventos como o PsychoCarnival e a Zombie Walk.

Ou seja, boas opções pra o feriado. Um viva para Curitiba, que, diferente do Rio de Janeiro, não impõe blocos de carnaval aos seus habitantes!

A Casa dos Mortos

0-acasadosmortosCrítica – A Casa dos Mortos

Um grupo de jovens morre enquanto investigava uma casa onde aconteceram assassinatos décadas atrás. Um policial e uma psicóloga entrevistam o único sobrevivente para tentar descobrir o que aconteceu.

James Wan (Jogos Mortais, Sobrenatural, A Invocação do Mal) infelizmente anunciou que não vai mais dirigir filmes de terror – este ano (2015) ele lançará Velozes e Furiosos. Mas ele ainda usa o nome pra vender filmes “menores” de terror. É o caso deste A Casa dos Mortos (Demonic, no original), que traz o nome de Wan como autor do argumento e como um dos produtores.

Dirigido por Will Canon, A Casa dos Mortos tem uma coisa boa, coerente com a carreira recente de Wan: é um “terror à moda antiga” – mais uso de câmera pra criar a tensão e menos gore. E o início do filme é bem legal, usando o estilo “câmera encontrada” apenas pra mostrar os flashbacks. Pena que o roteiro se perca na parte final, particularmente, achei o fim muito ruim.

No elenco, Maria Bello (Marcas da Violência) e Frank Grillo (Uma Noite de Crime 2) estão ok. O resto do elenco é de jovens desconhecidos: Cody Horn, Dustin Milligan, Megan Park, Scott Mechlowicz, Aaron Yoo e Ashton Leigh. Ninguém se destaca, ninguém compromete.

Existe muito pouca informação sobre A Casa dos Mortos pela internet. O filme ainda está sem nota no imdb porque consta como “ainda não lançado” – curiosamente, segundo o imdb, o filme está sendo lançado aqui no Brasil agora em fevereiro, depois será lançado na Turquia em abril, e por enquanto é só – ainda não existem outras datas e países na página do imdb.

Pelo fim do filme, acredito que os produtores estejam pensando em uma continuação (algo muito comum no estilo). Se esta continuação realmente acontecer, fico curioso para saber o que vai acontecer com a “entidade” do fim do filme…

Still Crazy – Ainda Muito Loucos

Still CrazyCrítica – Still Crazy – Ainda Muito Loucos

Imagine um filme que quase ninguém conhece, mas que é tão simpático, que todos os que vêem viram fãs?

Nos anos 70, a banda Strange Fruit foi uma lendária banda de rock: fama, dinheiro, groupies, drogas, brigas internas e um ex front man morto de overdose. Até o fim da banda foi épico, quando um raio atingiu o palco em um show, durante um festival ao ar livre. 20 anos se passaram e os ex-membros da banda passaram a viver no ostracismo, até que a ideia de uma turnê revival pode dar uma segunda chance à banda.

Não sei o motivo, mas Still Crazy – Ainda Muito Loucos (Still Crazy, no original) permanece desconhecido do grande público. Apoiado por um elenco inspirado, o filme dirigido por Brian Gibson (Tina) traz uma história despretensiosa e cativante.

O roteiro foi escrito pela dupla Dick Clement e Ian La Frenais – coincidentemente (ou não), autores do roteiro de um dos “filmes de banda” mais simpáticos da história, The Commitments (a dupla também escreveu Across The Universe, os caras são bons neste estilo). O roteiro usa muito bem os clichês de bandas de “dinossauros”, às vezes o filme lembra os exageros de This Is Spinal Tap. E li por aí “pelas internetes da vida” que as (boas) músicas presentes no filme teriam sido compostas por Mick Jones, guitarrista da banda Foreigner, mas acho que é lenda, não consegui confirmar isso nem no imdb, nem na wikipedia do próprio Jones.

Mas Still Crazy não seria o que é sem o elenco que tem. Bill Nighy faz uma espécie de David Lee Roth e tem alguns dos melhores momentos do filme com seu personagem, um cantor que não conseguiu sucesso na carreira solo e que tem seu espaço questionado na própria banda. Timothy Spall também protagoniza ótimos momentos com o seu baterista irresponsável e inconsequente. A banda ainda tem Billy Connolly como um roadie / técnico de som e Stephen Rea nos teclados (o cara carrega um Hammond e um sintetizador pra tudo quanto é gig! Aliás, que synth é aquele? Parece um Prophet V, mas acho que vi um logo da Moog…). O filme ainda conta com Jimmy Nail, Juliet Aubrey, Helena Bergstrom, Bruce Robinson e Hans Matheson.

Se você gosta de rock e não conhece este filme, fica a dica!

Entrevista Com o Vampiro

Entrevista com o vampiroCrítica – Entrevista Com o Vampiro

Um vampiro conta a um jornalista sua épica história de vida: amor, traição, solidão e fome.

Lançada em 1994, a adaptação do famoso livro de Anne Rice esteve ligada a polêmicas antes do lançamento (pela escolha do ator), mas foi um grande sucesso quando estreou. Bom diretor, bom elenco, boa história, sem dúvida trata-se de um dos melhores filmes de vampiro da história.

O diretor Neil Jordan já transitou em diversos estilos (Traídos Pelo Desejo, Michael Collins, Fim de Caso), e, quando fez algo ligado a terror, foram filmes com um pé no filme “cabeça” (A Companhia dos Lobos e Byzantium). Acho que podemos dizer que Entrevista Com o Vampiro (Interview With the Vampire, no original) é o seu terror mais convencional.

A narrativa flui bem, com o roteiro escrito pela própria Anne Rice. Lestat é um personagem importante, mas, no filme, o principal é Louis, que vira o narrador ao contar sua história para o jornalista. Tanto Louis quanto Lestat são ótimos anti-heróis.

Sobre o elenco, até hoje lembro deste filme quando alguém critica a escolha de um ator antes do filme estar pronto. Na época, todos reclamaram da escolha de Tom Cruise para interpretar o vampiro Lestat, desde Anne Rice, a autora dos livros, até este que vos escreve. E digo: estávamos errados! Cruise fez um excelente trabalho, é uma das melhores interpretações de sua carreira!

Outro comentário sobre o elenco: Brad Pitt era um nome em ascensão, depois de Mundo Proibido, KaliforniaAmor À Queima Roupa (e logo depois ele faria Lendas da Paixão, Seven12 Macacos). E o filme consegue um perfeito equilíbrio entre as duas grandes estrelas, o ego de um não conseguiu abafar o ego do outro.

Ainda o elenco: com apenas 12 anos, Kirsten Dunst arrebenta! Antonio Banderas e Christian Slater também estão bem. Já Stephen Rea parece que ganhou o papel porque é amigo do diretor…

Em 2002, o vampiro Lestat voltou em outra adptação de Anne Rice, A Rainha dos Condenados, interpretado por outro ator. Mas o filme é bem fraco, nem vale a pena.

Revisto hoje, Entrevista Com o Vampiro não envelheceu. Continua digno de listas de melhores filmes de vampiro.