Megamente

Crítica – Megamente

Finalmente, mesmo que tardiamente, vi Megamente! (chega de trocadilhos horríveis!!!)

O novo desenho da Dreamworks traz o super-vilão Megamente, que, quando finalmente derrota seu arquirrival Metro Man, fica entediado e resolve criar um novo heroi, Titan.

A primeira coisa que a gente lembra quando vê a sinopse de Megamente é Os Incríveis, desenho da concorrente Pixar. Mas aí a gente se lembra da principal diferença entre a Dreamworks e a Pixar: a primeira tem um humor mais irônico, mais cínico, mais adulto que a segunda (comparem Shrek com Monstros S.A.; Formiguinhaz com Vida de Inseto; Espanta Tubarões com Procurando Nemo). Megamente não parece Os Incríveis, parece uma sátira da história do Super-Homem! E é por aí mesmo, a premissa básica é: “e se fosse o Lex Luthor a cair na Terra no lugar do Super-Homem?”. Tanto que aparece um personagem homenageando o Marlon Brando, que fez o pai do Super-Homem no filme de 1978.

O roteiro, que teve palpites de Guillermo Del Toro e Justin Theroux (creditados como “consultores criativos”), às vezes é um pouco previsível, mas traz boas piadas. As citações a Super-Homem e a outros filmes (acho que vi o sr. Myagi!) acontecem abundantemente, como, aliás, é normal nas animações hoje em dia. Adultos podem curtir tanto quanto as crianças. Tem mais: a trilha sonora traz várias músicas de pop rock da época dos pais que vão levar os filhos. Aqui rola AC-DC, Guns’n’Roses, Ozzy Osbourne, Elvis Presley e Michael Jackson, entre outros.

As animações chegaram a uma qualidade técnica absurdamente bem feita nos últimos anos. E Megamente não fica atrás – as sequências da briga final são impressionantes! Pena que vi na tv, em casa, não pude nem ver os efeitos em 3D… Por outro lado, aproveitei pra ver a versão legendada – normalmente vejo os desenhos dublados com minha filha. No legendado, as vozes são de Will Ferrell, Tina Fey, Jonah Hill, Brad Pitt, David Cross e Ben Stiller. Com boa vontade, dá pra ver os atores através dos desenhos!

Megamente não é uma obra prima, mas não vai decepcionar quem curte desenhos animados. Nem quem curte boas comédias!

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O Ritual

Crítica – O Ritual

O seminarista Michael Kovac, em crise com a própria fé, vai para o Vaticano fazer um “curso de exorcismo”, e cria um elo com o padre Lucas, um famoso exorcista.

Filmes de exorcismo têm um problema sério: é inevitável a comparação com o clássico O Exorcista, de 1973 – logo um dos melhores filmes de terror da história.

Mas, dentre os diversos filmes de exorcismo que apareceram nos últimos tempos, O Ritual não faz feio. O filme tem pelo menos duas coisas dignas de destaque. Uma delas é o realismo do roteiro. O próprio personagem padre Lucas fala que não devemos esperar por “cabeças girando e sopa de ervilha” – uma clara referência à escatologia d’O Exorcista. Além disso, o cético padre Michael vive questionando a veracidade dos casos de exorcismo que enfrenta.

A outra coisa boa é o elenco acima da média. Ok, o ator principal, o desconhecido Colin O’Donoghue, não faz nada demais (só heu achei ele igualzinho a Jared Padalecki, o Sam Winchester de Supernatural?). Mas, por outro lado, Anthony Hopkins arrebenta! Só a sua atuação na parte final do filme já vale o ingresso / aluguel / download. Completam o elenco Alice Braga, Rutger Hauer, Ciarán Hinds, Toby Jones e Maria Grazia Cucinotta.

A direção é de Mikael Håfström, que recentemente fez o bom 1408, com John Cusack. O roteiro, baseado em fatos reais, não é perfeito, tem alguns clichês aqui e alguns escorregões acolá, mas acerta no geral.

O Ritual não ameaça o posto de “melhor filme de exorcismo da história”. Mas vai agradar os fãs do gênero.

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Top 10: Mulheres Duronas no Cinema

Top 10: Mulheres Duronas no cinema

Todo menino que conheço gosta de ver meninas brigando. Se estiverem empunhando armas, sejam brancas ou de fogo, também é legal. Resumindo: gostamos de ver garotas “kicking ass”! A lista de hoje é uma homenagem a essas mulheres especiais. Seria uma espécie de “Top 10: Lei Maria da Penha Às Avessas”!

A parte mais difícil de fazer listas é separar apenas 10 – aqui, mais uma vez, vários nomes legais ficaram de fora. E, na elaboração desta lista em particular, teve um outro problema: separar as atrizes das personagens. Por exemplo, a Michelle Rodriguez sempre faz cara de má, em filmes como Velozes e Furiosos, Shaft, Machete – mas ela não tem nenhum personagem marcante para entrar na lista…

Como só cabem 10 na lista, abro espaço para menções honrosas para, além da Michelle Rodriguez, Tura Satana (que ilustra o Top 10 de hoje), Keira Knightley (em Domino), Rhona Mitra (Juízo Final), Kate Beckinsale (Anjos da Noite), Natasha Henstridge (A Experiência), Cynthia Rothrock (uma espécie de Chuck Norris de saias, que fazia filmes de pancadaria nos anos 80), Charlize Theron (Aeon Flux), Brigitte Nielsen (Guerreiros de Fogo), Kristana Loken (Exterminador do Futuro 3), Lori Petty (Tank Girl), e, claro, todo o elenco feminino de DOA (Jaime Pressly, Devon Aoki, Holly Valance, Sarah Carter e Natassia Malthe).

Vamos às 10, em ordem decrescente…

10. Cherry Darling (Rose McGowan) – Planeta Terror

Rose McGowan não tem muito o perfil de “mulher durona”. Mas, aqui, ela perde uma perna e coloca uma metralhadora no lugar!!! Até hoje não sei como ela apertava o gatilho…

9. Nikita (Anne Parillaud) – Nikita

Sou muito fã do primeiro Nikita, o francês, dirigido pelo Luc Besson. Mas a refilmagem americana com a Bridget Fonda também poderia ser citada.

8. Sarah Connor (Linda Hamilton) – Exterminador do Futuro

Nunca questione o instinto materno! Para defender seu filho, Sarah Connor enfrenta um robô do tamanho do Arnold Schwarzenneger!

7. Jen Yu (Zhang Ziyi) e Yu Shu Lien (Michelle Yeoh) – O Tigre e o Dragão

Uma lista dessas não pode ser completa sem orientais, que sempre lutaram melhor que os ocidentais. Feras em artes marciais, Zhang Ziyi e Michelle Yeoh representam bem a China.

6. Trinity (Carrie Ann Moss) – Matrix

Roupas de couro, efeitos “bullet time” e muitos, muitos tiros. Nunca um tiroteio em câmera lenta teve um visual tão cool!

5. Ripley (Sigourney Weaver) – Alien

Única personagem presente nos quatro Alien, a Ripley é uma das únicas pessoas que consegue matar os bicharocos com ácido correndo nas veias.

4. Lara Croft (Angelina Jolie) – Lara Croft

Angelina Jolie briga bem nesta adaptação de videogame que parece uma versão feminina de Indiana Jones. Seu filme O Procurado também poderia estar aqui.

3. Alice (Milla Jovovich) – Resident Evil

Já foram quatro filmes, e em todos a Milla Jovovich enche zumbis de porrada. E os filmes ainda têm Michelle Rodriguez, Ali Larter e Sienna Guillory! E Milla também bate bem em Ultravioleta!

2. Hit Girl (Chloe Moretz) – Kick Ass

Chloe Moretz, com apenas 13 anos, bate melhor que muito adulto, em uma das melhores surpresas de 2010. E ainda manda bem nas cenas dramáticas!

1. A Noiva (Uma Thurman) – Kill Bill

Uma Thurman, sozinha, enfrenta 88 japoneses numa das mais sangrentas lutas de espada da história do cinema. E não é a única luta no filme!

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8 1/2

Crítica – 8 1/2

Esta semana, no curso A Arte da Crítica, o crítico Marcelo Janot disse que ia analisar dois filmes. Disse que ia provar que 8 1/2 era bom, e que 127 Horas era ruim. Aproveitei o fim de semana para rever 127 Horas, e ver pela primeira vez 8 1/2, um dos filmes mais famosos de Federico Fellini.

A trama traz um alter ego do Fellini, o diretor de cinema Guido (Marcello Mastroianni), que sofre de bloqueio criativo enquanto é cercado por pessoas envolvidas na sua próxima produção. No meio dessa onda metalinguística, Fellini encaixa várias citações autobiográficas.

8 1/2 frequenta 9 entre 10 listas de melhores filmes por aí. O filme é realmente muito conceituado – dei uma pesquisada pela internet, é papo de Cidadão Kane, Poderoso Chefão e 8 1/2, um ao lado do outro. Por isso, a espectativa era alta. Mas… Será que posso dizer que não gostei?

O filme é uma grande egotrip do diretor. A impressão que a gente tem é que Fellini estava completamente perdido (assim como o seu Guido), e saiu filmando qualquer coisa!

(E isso se a gente for benevolente. Porque a outra interpretação para o parágrafo acima seria “Fellini é um picareta que, sem ter algo sólido para filmar, enrolou por pouco mais de duas horas.”)

O roteiro, cheio de simbolismos pouco interessantes pra quem não é fã do diretor, é vazio. Uma prova disso é o próprio título do filme: o “oito e meio” não tem nada a ver com o filme em si, é porque Fellini já tinha feito antes sete filmes e “meio” – na verdade, fizera antes um quarto do filme Boccaccio 70. Ou seja, o próprio Fellini não sabia o que ia filmar!

O pior é que ele já desconfiava que isso podia dar errado. Tanto que criou um crítico como um dos personagens principais, que passa quase o tempo todo falando mal do filme enquanto ele é feito. E em alguns momentos, concordei com ele, quando ele falou coisas como: “Bem, à primeira vista, vê-se que a falta de uma ideia problemática, ou, se quiser, de uma premissa filosófica, transforma o filme numa suíte de episódios totalmente gratuitos e até divertidos, na medida do seu realismo ambíguo. Perguntamo-nos o que os autores realmente querem.” É, o cara estava perdido…

Mesmo assim, o filme não é de todo ruim. Fellini não tinha uma história nas mãos, mas ele era talentoso e sabia como colocar as imagens na tela. Algumas partes são muito boas, como por exemplo a sequência inicial, do pesadelo; ou a sequência onde Guido está cercado de mulheres no lugar onde ele tomava banho quando criança.

A bela fotografia em preto e branco é outro destaque, assim como a inspirada trilha sonora de Nino Rota, apesar desta trazer um problema: rola um tema no final que é igualzinho ao tema de O Poderoso Chefão, do mesmo Rota. Ok, 8 1/2 veio antes. Mas O Poderoso Chefão é mais famoso…

O resultado final não me agradou. Fiquei com a impressão de que é um filme feito apenas para os apreciadores de Federico Fellini e seu estilo cheio de simbolismos, surrealismo, elementos circenses e mulheres gordas e feias. E, para o espectador “normal”, o filme não funciona…

Quem sabe daqui a alguns anos heu vejo o filme de novo e revejo a minha crítica… Mas, por enquanto, o Fellini ficou devendo…

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p.s.: Depois de rever 127 Horas, notei algumas falhas, como a queda de ritmo no terço final e algumas incoerências do roteiro. Mas mesmo assim, não acho um filme tão ruim assim como o Janot pichou…

Top 10: Melhores Filmes de Humor Negro




Top 10: Melhores Filmes de Humor Negro

Outro dia o leitor DanielFGS me mandou várias sugestões de Top 10, algumas muito boas. E aqui está a primeira: um Top 10 de filmes de humor negro.

Não sei se o humor negro ainda vai sobreviver por muito tempo neste nosso mundo cada vez mais politicamente correto. Afinal, é “feio” rir da desgraça alheia. Mas heu admito que gosto muito deste tipo de humor. Sim, sei que sou uma pessoa ruim por isso, acho que não vou pro céu…

Mas, vamos aos filmes. Essa é um daquelas listas com muitas opções. Dava pra fazer um Top 20 fácil, fácil. Tem MUITO filme bom usando o tema. Pra escolher 10, tive que deixar de fora títulos como Crimewave – Dois Heróis Bem Trapalhões, Mamãe é de Morte, Papai Noel Às Avessas, MASH, Delicatessen, Ensina-me a Viver, Fido – O Mascote, Zumbilândia, Os Fantasmas se Divertem, Noiva Cadáver, Comendo os Ricos… É, a lista “de fora” também é boa…

Bem, vamos aos 10. Em ordem decrescente…

10. Família Addams

Os dois filmes feitos nos anos 90 sobre a famosa família mórbida abrem a nossa lista. Personagens como Gomez, Mortícia, Vandinha, Feioso, Tio Chico, Tropeço e Mãozinha são ao mesmo tempo macabros e adoráveis. Teve um terceiro filme em 1998, mas com outra história e outro elenco…

9. Crime Ferpeito

Os filmes de Àlex de la Iglesia têm sempre um pouco de humor negro, mesmo os que não são comédia (como Ação Mutante e O Dia da Besta). Crime Ferpeito é o seu melhor filme neste estilo de humor, com a história de um vendedor galã que traça planos para matar a colega feiosa.

8. Matadores de Velhinha

Metade da filmografia dos Irmãos Coen tem um pé no humor negro. Filmes como Arizona Nunca Mais e Queime Depois de Ler poderiam estar nesta lista. Mas, imho, o seu filme mais representativo no estilo é Matadores de Velhinha, com seu grupo de assaltantes que precisa matar uma senhorinha.

7. Planeta Terror

O projeto Grindhouse, de Tarantino e Robert Rodriguez, era uma homenagem aos filmes vagabundos dos anos 70. A parte de Rodriguez é um divertidíssimo trash que conta a história de um gás venenoso que transforma as pessoas em zumbis canibais. Escatologia e gargalhadas à vontade!

6. Monty Python – O Sentido da Vida

Tinha muito humor negro no estilo do genial grupo inglês Monty Python. E o filme O Sentido da Vida traz algumas piadas muito boas no gênero, como as esquetes da máquina que faz “bing”, da doação de órgãos e a família católica vs a família protestante.

5. Uma Noite Alucinante

Sam Raimi surgiu no início dos anos 80 com o excelente Evil Dead- A Morte do Demônio, de 1981. Seis anos depois, ele lançou Evil Dead 2 – Uma Noite Alucinante, uma continuação que na verdade parecia uma refilmagem, mas transformando o terror em comédia.

4. Dr. Fantástico

Clássico de Stanley Kubrick, de 1964, Dr. Fantástico – Ou Como Aprendi a Parar de Me Preocupar e Amar a Bomba (sim, este é o nome completo aqui no Brasil) é uma comédia satirizando a corrida nuclear. Peter Sellers, ótimo, interpreta três papeis.

3. Todo Mundo Quase Morto

Simon Pegg estrela esta comédia meio trash dirigida por Edgar Wright (em cima de um roteiro escrito pelos dois), que faz piada em cima de todos os clichês de filmes de zumbi. Várias cenas antológicas e hilárias, como os personagens andando imitando zumbis, para se disfarçarem.
http://blogdoheu.wordpress.com/2011/06/21/todo-mundo-quase-morto/

2. A Pequena Loja dos Horrores

Uma planta carnívora alienígena precisa de sangue humano pra se alimentar. O filme tem cara de trash, mas é muito bem feito. É o melhor filme de Frank Oz, especialista em filmes com bonecos – a planta se mexe, fala e canta. E a trilha sonora é sensacional.
http://blogdoheu.wordpress.com/2009/02/01/a-pequena-loja-dos-horrores/

1. Fome Animal

Peter Jackson é mais conhecido pela trilogia O Senhor dos Aneis. Mas, antes da fama, ele fez três filmes trash na sua Nova Zelândia natal. Este Fome Animal é o melhor dos três, uma comédia / terror onde um macaco-rato da Sumatra transforma as pessoas em zumbis. Clássico!

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Thor

Crítica – Thor

E a Marvel continua ampliando o seu universo hollywoodiano!

Desobedecendo as ordens de seu pai, Odin, Thor quase começa uma guerra contra os gigantes de gelo de Jotunheim. Enfurecido, Odin retira seus poderes e o expulsa de Asgard para a Terra, onde ele conhece a cientista Jane Foster. Enquanto isso, seu irmão Loki planeja assumir o poder.

De um tempo pra cá, os fãs de quadrinhos de super herois não têm tido motivo pra reclamar. Tivemos recentemente filmes muito bons baseados em hqs, tanto DC (Batman) quanto Marvel (Homem de Ferro). A dúvida agora é outra: será que vão conseguir manter o alto nível?

No caso de Thor, rolava outra dúvida além dessa. O diretor é Kenneth Branagh, que tem um currículo com muito Shakespeare, mas nada de cinema pipoca. Se o fã de quadrinhos se perguntava se a adaptação ia ser boa, o cinéfilo se perguntava se Branagh funcionaria em ambiente tão diferente do habitual. Bem, os dois podem ficar tranquilos. Thor não é nenhuma obra prima, mas é um bom filme.

Quem me lê sempre aqui já sabe, mas é sempre bom repetir: não saco nada de quadrinhos, meu negócio é cinema, então a minha crítica será apenas pelo lado cinematográfico. Se é uma adaptação fiel ou não, isso infelizmente não posso responder.

(Aliás, tem uma cena no filme que separa o cinéfilo do fã de quadrinhos. Na cena que um dos guardas pega um arco e flecha, se você viu o Gavião Arqueiro, você se liga nas hqs; se você viu uma ponta do Jeremy Renner, de Guerra Ao Terror e Atração Perigosa, você curte mais cinema. Meu caso foi o segundo…)

Bem, vamos ao filme. Thor era mais complicado que os antecessores Hulk e Homem de Ferro (e aqui também incluo o já citado Batman). Hoje em dia, os filmes seguem uma onda mais realista, afinal, é mais fácil de acreditar num super-heroi que ganha superpoderes por causa de um acidente da ciência ou porque tem dinheiro para comprar (ou construir) “brinquedos” caros e sofisticados. Thor não é assim, o cara é um deus imortal, vindo de outro planeta. Ele tem superpoderes porque nasceu assim, e ponto. Nisso, Thor perde para os outros filmes, a “suspensão de descrença” precisa ser maior.

Por outro lado, o visual de Asgard é lindíssimo – seria um forte candidato ao Top 10 de visuais deslumbrantes… Asgard tem prédios imponentes e figurinos caprichados, afinal, estamos falando da morada dos deuses nórdicos. Aliás, o cuidado com o visual do filme inteiro é impressionante, rola uma cena belíssima com chuva em câmera lenta.

E a direção de Branagh, como ficou? Bem, este é um “filme de produtor”, acredito que Branagh teve pouco espaço para arroubos criativos. Mas a gente vê o dedo de Branagh na direção dos atores entre as traições e os dramas familiares asgardianos. Branagh declarou que via paralelos entre Thor e Shakespeare, deve ser por aí…

O elenco é recheado de grandes nomes em papeis menores. Anthony Hopkins tem um papel de peso: Odin, o principal entre os deuses, chamado pelos outros de “pai de todos”; e a última ganhadora do Oscar de melhor atriz, Natalie Portman, tem o principal papel feminino, a terráquea Jane Foster. Mas os dois maiores nomes do elenco são atores desconhecidos: Chris Hemsworth faz o protagonista Thor e Tom Hiddleston brilha como o antagonista Loki, seu irmão. Ainda no elenco, Stellan Skarsgård, Kat Dennings, Colm Feore, Ray Stevenson, Rene Russo, Clark Gregg, Idris Elba e Tadanobu Asano. Aliás, achei estranha a escalação deste dois últimos como moradores de Asgard. No lugar que deu origem aos deuses nórdicos tem um negro e um oriental? Os quadrinhos são assim, ou isso é invenção do mundo politicamente correto? Deve ter sido pro filme parecer menos preconceituoso, tipo uma “reserva de vagas”. Mas aí piorou, já que Idris Elba faz Heimdall, uma espécie de porteiro… Os brancos são guerreiros, o preto fica na portaria…

Tem outra coisa estranha: Kenneth Branagh optou por filmar boa parte do filme usando a câmera inclinada, fora do prumo, criando planos tortos (o chamado “plano holandês). Não sei exatamente o que Branagh queria com isso, mas heu fiquei me lembrando dos cenários dos vilões daquele seriado do Batman barrigudo dos anos 60, que abusavam deste estilo…

Mais um problema: assim como em Tron – O Legado, o 3D me pareceu um desperdício desnecessário aqui. Algumas cenas ficaram escuras demais, me arrependi de pagar mais caro pelo ingresso…

Por outro lado, a trilha sonora em tom épico de Patrick Doyle é muito boa. É o mesmo autor da excelente trilha de Voltar a Morrer, também de Kenneth Branagh. Preciso prestar atenção no nome desse cara!

Não gostei da parte final. Mas antes de falar disso, vamos aos avisos de spoiler:

SPOILERS!

SPOILERS!

SPOILERS!

Na minha humilde opinião, o filme se perde a partir da cena do Destruidor. Em primeiro lugar, achei que os quatro desistiram rápido demais da luta. Depois, achei que a solução da luta foi muito besta – se Odin podia fazer tudo aquilo, por que esperar até o último momento? E o plano de Loki me pareceu besta, assim como a luta final entre Thor e Loki, principalmente se comparada com a luta no início do filme, contra os gigantes de gelo.

FIM DOS SPOILERS!

No fim, Thor é um bom filme, mas perde na comparação com o último filme da “patota”, que é o Homem de Ferro 2. Afinal, no fim do filme, tem um aviso dizendo que Thor voltará no filme dos Vingadores, filme que trará, juntos, Hulk, Homem de Ferro, o próprio Thor e o Capitão América (que tem um filme prestes a estrear).

Última recomendação: fique até o fim dos créditos. Rola uma cena importante, assim como tem acontecido sempre nos filmes da Marvel!

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Sobrenatural

Crítica – Sobrenatural

Sem alarde, sem muita mídia, estreou nos cinemas cariocas um dos melhores filmes de terror dos últimos tempos!

Uma família (casal com dois meninos e um bebê) se muda para uma casa, e estranhas e assustadoras coisas começam a acontecer com eles. Assustados, resolvem se mudar de novo – mas as mesmas coisas continuam acontecendo.

Alguns vão dizer que a história é batida, outros dirão que o filme é cheio de clichês. Mas, ora, o objetivo de Sobrenatural era assustar. E isso o filme faz muito bem – como poucos hoje em dia!

A dupla James Wan (direção) e Leigh Whannnell (roteiro) foi responsável pelo primeiro Jogos Mortais, de 2004. De primeira, isso não parece bem no currículo, afinal, as continuações enfraqueceram o filme, ninguém mais tem saco, já foram 6 continuações em 6 anos – parece especial do Roberto Carlos, todo ano tem apesar de ninguém mais aguentar. Mas, se a gente parar pra pensar, vai se lembrar que o primeiro filme foi muito bom, era uma ideia original, bem filmada e com um final sensacional. Se não fosse a banalização pelas continuações, hoje Jogos Mortais seria um clássico.

Wan aqui opta por um caminho bem diferente de seu filme mais famoso. Se Jogos Mortais era um banho de sangue (o chamado “terror pornô”), Sobrenatural não tem NADA de gore! O grande barato aqui são os sustos, quase sempre feitos com truques de câmera e usando efeitos sonoros pra criar tensão. O filme tem ótimos momentos, a sequência da mãe jogando o lixo fora e do garotinho correndo pela casa é muito boa. E o vulto atrás do berço gerou uma gritaria dentro do cinema!

Os sustos são bem feitos, e vêm em grande quantidade. Os apreciadores vão se fartar, este tipo de filme tem sido raro – parece que hoje em dia os realizadores, em vez de causar medo, querem criar desconforto mostrando muito sangue e muito gore… Aqui não tem isso, o objetivo de Sobrenatural é fazer o espectador pular da poltrona!

O elenco está bem. Patrick Wilson (o Coruja de Watchmen) e Rose Byrne (Presságio) convencem como o casal que não sabe onde procurar ajuda, e a veterana Barbara Hershey aparece com um papel pequeno. Lin  Shaye, desconhecida apesar de ter dezenas de filmes de terror no currículo (ela era a Granny Boone de 2001 Maníacos), brilha como a médium; e o roteirista Leigh Whannnell faz um alívio cômico como o auxiliar, uma espécie de “Caça-Fantasma moderno”.

A parte final do filme não vai agradar a todos, o filme efetivamente entra no mundo sobrenatural que antes era só sugerido. E algumas das caracterizações ficaram um pouco caricatas. Mas isso não ofusca o mérito do filme, afinal, o filme ainda termina bem depois disso.

Recomendado para quem curte levar sustos! Mais: recomendado para se ver na sala escura do cinema!

p.s.: Curiosidade para os fãs: reparem no Jigsaw desenhado no quadro negro!

p.s.2: Fui só heu que achei o demônio parecido com o Darth Maul, vilão de Star Wars ep 1?

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Vips

Vips

Marcelo (Wagner Moura) é um mitômano – um cara que mente, e realmente acredita naquela mentira. Com suas mentiras, primeiro ele vira um piloto de avião, e depois aplica um golpe no carnaval de Recife, se passando pelo filho do dono de uma companhia aérea.

Assim como falei que o melhor de Bruna Surfistinha é o talento de Deborah Secco, o melhor aqui é a inspirada atuação de Wagner Moura, que brilha no papel que todo bom ator almeja: um personagem camaleônico – são pelo menos quatro personagens distintos em um só!

Wagner Moura está em alta. Depois do capitão / coronel Nascimento, seu star power cresceu tanto que ele foi escalado para viver o principal vilão de Elysium, nova ficção científica de Neil Blomkamp (Distrito 9), com previsão de estreia em 2013, onde ele vai contracenar com Matt Damon, Jodie Foster e William Fichtner. Vips, que foi filmado antes disso, agradece a exposição…

Vips pelo menos é um bom filme, coisa que infelizmente não é muito comum no cinema nacional – seria bem pior se depois de “virar internacional” aparecesse algo como Ó Pai Ó no currículo… A produção do filme dirigido por Toniko Melo é bem cuidada, a parte técnica funciona redondinha. E o ritmo do filme é leve e ágil, Vips não é exatamente uma comédia, mas tem seus momentos engraçados.

Vips não é um filme essencial, mas é uma boa diversão.

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Top 10: Os Favoritos do Heu!

Top 10: os favoritos do Heu!

Já tenho 43 Top 10 aqui no blog, mas nunca fiz aquele que deveria ter sido o primeiro de todos: os meus favoritos!

Aí, semana passada, comecei a fazer o curso “O Cinema e a Arte da Crítica“, ministrado pelo meu amigo Marcelo Janot, crítico, dj e tricolor. Na primeira aula, o Janot pediu pra que cada um fizesse uma lista dos seus 10 filmes favoritos. Claro que pensei em transformar o “dever de casa” num Top 10, mas… caramba, nunca tive um Top 10 tão difícil!

Em primeiro lugar, criei uma regra: não repetir diretor. Se fosse repetir, a lista ia passar de 100 títulos. Porque, passando os olhos pela minha coleção de dvds, já listei quase 50 – sem repetir diretor…

Aí vem a parte difícil. Escolher dentre tantos os que seriam os 10 mais. Quase abri uma excessão e fiz um Top 40. Mas, não! Aceitei o desafio, e criei o Top 10!

Mas, admito que estes outros trinta filmes poderiam ter entrado no Top 10, sem ordem de preferência: O Vingador do Futuro (Paul Verhoeven), Evil Dead (Sam Raimi), Os Irmãos Cara de Pau (John Landis), Boogie Nights (Paul Thomas Anderson), O Balconista (Kevin Smith), Era uma vez na América (Sergio Leone), Short Cuts (Robert Altman), Dublê de Corpo (Brian De Palma), O Enigma de Outro Mundo (John Carpenter), Coração Satânico (Alan Parker), O Quinto Elemento (Luc Besson), Labirinto do Fauno (Guillermo Del Toro), O Senhor dos Aneis (Peter Jackson), Laranja Mecânica (Stanley Kubrick), Curtindo a Vida Adoidado (John Hughes), Gremlins (Joe Dante), O Jovem Frankenstein (Mel Brooks), Top Secret (Zucker – Abrahams – Zucker), Clube da Luta (David Fincher), Hellraiser (Clive Barker), Watchmen (Zack Snyder), Os Caçadores da Arca Perdida (Steven Spielberg), À Espera de um Milagre (Frank Darabont), Delicatessen (Jean Pierre Jeunet), Apocalipse Now (Francis Ford Coppola), Snatch (Guy Ritchie), Trainspotting (Danny Boyle), Touro Indomável (Martin Scorsese), Monstros S.A. (pra representar a Pixar) e um Monty Python qualquer.

(E ainda tô deixando muita gente boa de fora, como James Cameron, Tim Burton, Roman Polanski, Woody Allen, Álex de la Iglesia, Neil Marshall, Christopher Nolan, Richard Linklater, George Romero, Tony Scott, Bryan Singer, Edward Wright, Rob Zombie… E se for procurar, devo ter esquecido um monte!)

Resumindo: “hoje”, meu Top 10 é o que segue abaixo. Mas amanhã pode mudar, ou pode entrar outro filme de cada diretor citado…

(Acho que quem acompanha este blog vai ver uma certa coerência na minha lista – pelo menos assim espero!)

Um último comentário: quase sempre penso no diretor quando vejo um filme. Por exemplo, Cães de Aluguel está lá na lista, mas, hoje, quando penso em Cães de Aluguel, penso junto em Pulp Fiction, Jackie Brown, Grande Hotel, Kill Bill, À Prova de Morte e Bastardos Inglórios. Mas, curiosamente, com 4 dos 5 primeiros da lista penso só nos filmes, a carreira dos diretores pouco importa…

Ah, sim, a foto acima não tem nada a ver com cinema. Mas gostei dela, e é uma foto recente – foi tirada 10 dias atrás, na minha festa de aniversário de 40 anos!

Em ordem decrescente…

10. A Outra Face (John Woo)

Heu já era fã do John Woo pelos seus filmes chineses, como The Killer e Bala na Cabeça. Nos Estados Unidos, ele virou um dos melhores diretores de filmes de ação da história. A Outra Face é seu melhor filme americano, uma trama absurda cheia de imagens antológicas com tiroteios, explosões e pombas em câmera lenta. Recentemente, Woo voltou a filmar na China, fez o épico A Batalha dos 3 Reinos.

9. O Grande Lebowski (Irmãos Coen)

Acho que Um Homem Sério é o único filme que não gostei dos irmãos Joel e Ethan Coen. Sou fã dos outros 14 filmes que vi deles. E, se é pra escolher um, fico com o genial O Grande Lebowski, com personagens sensacionais sendo interpretados por um elenco inspiradíssimo: Jeff Bridges, John Goodman, Steve Buscemi, Julianne Moore, e ainda tem o John Turturro numa ponta maravilhosa.

8. Brazil – O Filme (Terry Gilliam)

Terry Gilliam já mostrara sua genialidade ao ser um dos integrantes do Monty Python, uma das melhores coisas na história do humor no cinema. E depois se firmou como um excelente diretor, cheio de filmes bons no currículo. Fiquei na dúvida, quase escolhi 12 Macacos, mas preferi este Brazil – O Filme, onde um burocrata vira um inimigo do Estado num mundo retro-futurista.

7. Blade Runner (Ridley Scott)

Se pudesse escolher dois, aqui entrariam Alien e Blade Runner, dois clássicos incontestáveis. Apesar de ser muito fã da franquia Alien, fiquei com Blade Runner, apesar de ter uma história pessoal curiosa com o filme (não gostei da primeira vez que vi no cinema, ainda nos anos 80). Direção de arte impecável e trilha sonora excepcional em uma das melhores ficções científicas da história.

6. Um Drink No Inferno (Robert Rodriguez)

Todo mundo que acompanha o blog sabe que sou fã do Robert Rodriguez, tanto pelos seus filmes infantis (A Pedra Mágica, Shark Boy & Lava Girl) quanto pelos seus filmes “adultos” (Sin City, Planeta Terror, Machete). E o melhor, na minha humilde opinião, é este Um Drink No Inferno, com roteiro de um tal de Quentin Tarantino. Talvez seja a melhor “reviravolta de roteiro” da história – o filme começa num estilo e termina noutro completamente diferente.

5. Quase Famosos (Cameron Crowe)

O filme definitivo para quem gosta de rock’n’roll dos anos 70. Um adolescente se passa por repórter da Rolling Stone e passa a acompanhar uma banda na estrada. Trilha sonora excelente, tanto na escolha de músicas da época quanto nas músicas da banda fictícia Stillwater (os atores ensaiaram por seis semanas, como se a banda fosse real) – como poucas vezes na história de Hollywood, a banda parece realmente uma banda na tela.

http://blogdoheu.wordpress.com/2009/03/25/quase-famosos/

4. A Fera do Rock (Jim McBride)

A cinebiografia do pianista de rock’n’roll Jerry Lee Lewis, interpretado por um Dennis Quaid perfeito, careteiro e exagerado como o pianista, e que estudou piano para aparecer tocando no filme. Mais: é um dos principais motivos por heu tocar piano! Depois de ver A Fera do Rock, na época do lançamento, intensifiquei meu estudo de piano – pena que nunca consegui chegar aos pés do que o Jerry Lee Lewis tocava…

3. A Pequena Loja dos Horrores (Frank Oz)

Falo da refilmagem de 1986, não do original de Roger Corman, da década de 60, sobre uma planta carnívora que veio do espaço. A história é boa, o elenco está sensacional, a direção de arte é fenomenal, e a planta carnívora cresce, se movimenta, pula, fala e canta, numa época sem efeitos computadorizados – com movimentos labiais perfeitos! De quebra, uma das melhores trilhas sonoras da história.

http://blogdoheu.wordpress.com/2009/02/01/a-pequena-loja-dos-horrores/

2. Cães de Aluguel (Quentin Tarantino)

Admito que sou muito fã do Tarantino, gosto de todos os seus filmes (menos À Prova de Morte, que tem seus pontos altos, mas o resultado final é fraco). E, se é pra escolher um, fico com a crueza seu primeiro, Cães de Aluguel. Diálogos geniais, elenco bem escolhido e muito, muito sangue nesta obra prima do cinema violento. Pulp Fiction também poderia estar aqui na lista…

1. Guerra nas Estrelas (George Lucas)

Falo da primeira trilogia, a trilogia clássica – Guerra nas Estrelas (o início de tudo), O Império Contra-Ataca (o melhor, segundo critérios técnicos) e O Retorno do Jedi (o meu favorito, pela época que vi). Uma saga intergalática e atemporal que mudou a história do cinema. A trilogia nova tem seus bons momentos, mas não chega aos pés. May the Force be with you – always!

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p.s.: dos 40 filmes citados nesta lista, 18 não têm críticas ainda aqui no blog… Providenciarei!

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Se você gostou do Top 10: Os Favoritos do Heu!, o Blog do Heu recomenda os outros Top 10 já publicados aqui:
filmes de zumbi
filmes com nomes esquisitos

filmes sem sentido
personagens nerds
estilos dos anos 80
melhores vômitos
melhores cenas depois dos créditos
melhores finais surpreendentes
melhores cenas de massacre
filmes dos ano 80 e 90 nunca lançados em dvd no Brasil
estilos de filmes ruins
casais que não convencem
musicais para quem não curte musicais
melhores frases de filmes
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maiores mistérios de Lost
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melhores filmes baseados em HP Lovecraft
filmes que vi em festivais e mais ninguém ouviu falar
Atores Parecidos
Atrizes Parecidas
filmes de lobisomem
melhores trilogias
filmes de natal
melhores filmes de 2010
coisas que detesto nos dvds
melhores filmes da década de 00
filmes de vampiro

melhores diabos
cenas de sexo esquisitas

ficção cientifica ou não ficção científica

filmes de vingança

marcos nos efeitos especiais
filmes estrangeiros que fazem referência ao Brasil

personagens que morreram e voltaram

filmes de macho
filmes de máfia
visual deslumbrante

Bruna Surfistinha

Crítica – Bruna Surfistinha

Raquel (Deborah Secco) é uma jovem de classe média que tem uma vida normal, apesar dos problemas de relacionamentos em casa e na escola. Até que ela resolve largar tudo e virar garota de programa. Usando o “nome artístico” Bruna Surfistinha, ela fica conhecida na casa onde trabalha, e depois fica ainda mais famosa ao criar um blog onde relata suas experiências.

Bruna Surfistinha tem uma grande virtude e um grande defeito. O melhor aqui é a atuação de Deborah Secco. Mas, por outro lado, sua personagem principal é uma pessoa difícil…

Deborah Secco tem um papel complicado, sua Bruna é complexa e, pra piorar, passa boa parte do filme sem roupa e contracenando com dezenas de homens diferentes. Mas ela manda bem, passa credibilidade em todas as nuances pelas quais a sua personagem passa. E ela não está sozinha, ela encabeça um bom elenco, com poucos nomes conhecidos (de famoso, mesmo, só Cássio Gabus Mendes e Drica Morais). As meninas que fazem as outras garotas de programa estão todas bem.

Mas a personagem em si… Olha, não tenho nada contra a profissão escolhida, o problema é que a Bruna, pelo menos no filme (não li o livro), não mostra nenhum motivo convincente para ter entrado nessa vida. E, pra piorar, ela trata mal todos que a querem bem. Fica difícil simpatizar com alguém assim, né?

(Tem outro problema, mas aí não tem jeito. Bruna começa a fazer sucesso entre as garotas de programa. Bem, Deborah Secco é muito mais bonita que as outras atrizes, então, claro que ela faria mais sucesso. Mas, se a gente olhar fotos da Bruna real, ela é bem mais parecida com as colegas… Aliás, quem tiver curiosidade de ver a Bruna real, ela faz a hostess do restaurante onde Hudson marca o encontro.)

O filme acerta na dose de assuntos polêmicos, afinal, é um filme recheado de sexo e drogas (mostra o envolvimento de Raquel / Bruna com a cocaína), mas não cai no caricato nem vira sensacionalista por causa disso. Palmas para o roteiro e para a direção do estreante Marcus Baldini!

O roteiro foi baseado no livro O Doce Veneno do Escorpião, escrito pela Bruna real a partir do seu blog. O roteiro deixa de lado algumas fases famosas da vida de Bruna, como o próprio livro e o envolvimento com o cinema pornô – sim, a Bruna Surfistinha real fez alguns filmes pornôs, depois de famosa. O filme acaba antes do livro e do cinema pornô…

No fim, Bruna Surfistinha não é ruim, mas faltou um pouquinho pra ser bom. Mas vale, nem que seja pelo talento de Deborah Secco.

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