Encontro Explosivo


Crítica – Encontro Explosivo

June Havens (Cameron Diaz) levava uma vida simples até esbarrar com o misterioso agente secreto Roy Miller (Tom Cruise) num aeroporto, e ser obrigada a acompanhá-lo em perigosíssimas missões para proteger uma bateria especial, que nunca descarrega.

Encontro Explosivo é uma eficiente mistura de comédia com ação exagerada. A ação tem um ritmo frenético, deve ser pra gente não reparar nas várias inconsistências do roteiro – muita coisa lá é absurda! Mas, relevando o lado impossível, dá pra se divertir.

O grande trunfo de Encontro Explosivo é a dupla de atores protagonistas. Tom Cruise está ótimo como o super agente com ar paternalista, e tem uma boa química com Cameron Diaz (eles já tinham trabalhado juntos em Vanilla Sky). Não é preciso dizer que, se você não gosta de Tom Cruise, passe longe deste filme – é um típico “veículo de ator”… Além deles, o elenco conta com Peter Sarsgaard, Jordi Mollà, Viola Davis, Paul Dano e uma ponta de Maggie Grace.

A direção é de James Mangold, autor de filmes de diversos estilos (Garota Interrompida, Cop Land, Johnny & June), em cima do roteiro do estreante Patrick O’Neill. Os efeitos especiais podiam ser melhores, mas não chegam a atrapalhar, afinal, o filme não se leva a sério nunca.

Enfim, Encontro Explosivo é perfeito para aqueles dias que queremos ver um bom filme pipoca. Divertido, e facilmente esquecível logo depois.

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Los Ojos de Julia

Crítica – Los Ojos de Julia

Mais um bom filme de suspense / terror espanhol produzido por Guillermo Del Toro, assim como O Orfanato.

Julia e Sara são gêmeas, e ambas têm um problema genético na vista que pode levar à cegueira. Quando Sara (que já está cega) é encontrada enforcada no porão de sua casa, Julia desconfia que não foi suicídio e resolve procurar o assassino, ao mesmo tempo que começa a perder a própria visão.

O nome de Guillermo Del Toro está aqui só para vender o filme. O filme foi co-escrito e dirigido pelo ainda desconhecido Guillem Morales, que fez um bom trabalho tanto no roteiro quanto na direção. A trama é original e interessante – a cegueira vai crescendo junto com a tensão. O roteiro não é perfeito, a motivação do assassino não me convenceu. Mas ainda é melhor que muito roteiro clichê hollywoodiano.

Gosto muito do clima desses filmes de terror e suspense feitos na Espanha. Os caras sabem como construir a tensão, e Los Ojos de Julia é mais uma prova disso, com seus momentos de ficar quase de pé na poltrona. Mais: Los Ojos de Julia quase não usa efeitos especiais, e tem pouco gore, apesar de ter uma cena TENSA envolvendo um olho e uma agulha!

O grande nome do elenco é Belén Rueda, também protagonista de O Orfanato. Com 45 anos, ainda bonita, ela está mais uma vez excelente no papel de “balzaquiana assombrada”. O resto do elenco está ali para acompanhar Belén…

Los Ojos de Julia não é uma obra prima, mas vale o download – infelizmante, não vi em lugar algum indicação de se vai ser lançado ou não por aqui no Brasil.

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Eu Sou o Número 4

Crítica – Eu Sou o Número 4

Depois de uma guerra no planeta Lorien, nove crianças conseguem fugir e se esconder na Terra. Aqui, separados, cada um vive sua vida, tentando se misturar aos humanos sem chamar a atenção. Eles se escondem dos Mogadorians, inimigos que pretendem eliminar todos, na ordem certa, e que já conseguiram assassinar os números Um, Dois e Três…

Ok, a história não é novidade. A gente já viu isso outras vezes. Podemos então analisar Eu Sou o Número 4 sob dois pontos de vista: ou é um bom filme de ação; ou é mais uma história igual a dezenas de outras.

A trama é realmente batida. Um alienígena está escondido na Terra, porque o seu planeta foi atacado por uma raça muito muito malvada. Aqui, enquanto ele vive todos os clichês de high school americana, os malvadões vêm atrás dele, que terá que desenvolver seus poderes para se defender.

É batido, mas é bem feito. Dirigido pelo competente D.J. Caruso (Controle Absoluto), o filme demora um pouco a engrenar, mas, quando engrena, vira um empolgante filme de ação, como não se vê todos os dias. Os efeitos especiais são excelentes, e o terço final do filme é de tirar o fôlego. Batalhas envolvendo monstros, super poderes e super explosões. Ah, se todos os filmes de super-herois tivessem essa adrenalina…

O elenco não traz muita gente conhecida. Timothy Oliphant (The Crazies – A Epidemia, A Trilha) e Kevin Durand (Lost, Legião) são coadjuvantes no filme estrelado por Alex Petyfer (Alex Rider Contra o Tempo) e Dianna Agron (Glee), que ainda conta com Teresa Palmer, Callan McAuliffe e Jake Abel. Ninguém se destaca, tampouco ninguém faz feio.

Eu Sou o Número 4 tem cara de ser “o início da série”. Não sei se vêm outros filmes, ou se vai virar série de tv, mas é clara a intenção de que a ideia é continuar a história. O fim do filme é aberto, outros personagens ainda vão entrar na trama.

Quem não curte o estilo vai ver primeiro os defeitos. Mas é uma boa opção para os fãs de filmes de ação e, por que não, para os fãs de super-herois…

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Top 10: Filmes com Visual Deslumbrante

Top 10: Filmes com Visual Deslumbrante

Tem alguns filmes que chamam a atenção pelo visual impressionante. Daqueles que dá vontade de ver numa tela grande, pra gente ficar embasbacado com a beleza das imagens. Este Top 10 é para escolher filmes assim.

Resolvi criar uma regrinha: não repetir diretor. Alguns diretores se destacam neste aspecto, uma lista dessas poderia facilmente ter uns três filmes de gente como Terry Gilliam ou Zack Snyder. Assim, espero ter uma lista mais variada.

Outra coisa: estamos falando de cinema. Não usarei exemplos de paisagens naturais, por mais belas que sejam. As imagens deslumbrantes deste Top 10 são artificiais, criadas para cada filme.

(Mais: me sugeriram incluir na lista imagens deslumbrantes por causa de belas atrizes. Mas aí é outro tipo de Top 10, né?)

Acho que nem precisa falar, mas… Esses filmes devem ser vistos na tela do cinema, ou pelo menos, em alta definição!

Vamos à lista?

10- O Cozinheiro, o Ladrão, a Mulher e seu Amante

Não gosto do Peter Grenaway como diretor. Acho que seus filmes têm sérios problemas de ritmo, além de ser tudo muito cabeça – no mau sentido. Mas reconheço que o cara seria um bom diretor de fotografia, o visual de seus filmes é muito legal. Cito como exemplo o jogo de cores usado neste filme. Cinco cenários, cada um com uma cor predominante.

9- Delicatessen

Jean-Pierre Jeunet e Marc Caro chamaram a atenção em 1991 na França com este Delicatessen, um filme bizarro, com visual diferente de quase tudo o que rolava na época. Pouco depois a dupla fez o ainda mais bizarro Ladrão de Sonhos, depois disso a dupla se desfez e Jeunet foi pra Hollywood fazer filmes mais comportados, como O Fabuloso Destino de Amelie Poulan.

8- Um Olhar do Paraíso

Coincidência ou não, 11 anos depois de um filme dirigido por um neo-zelandês mostrando um visual impressionante em cenas pós morte (Além da Vida), outro neo-zelandês nos apresentou outro filme com o mesmo tema e imagens também impressionantes. Peter Jackson caprichou no visual deste Um Olhar do Paraíso.

7- O Labirinto do Fauno

O mexicano Guillermo Del Toro administra sua carreira de maneira interessante, fazendo filmes em Hollywood e na Espanha, mas sempre mantendo um apuro visual, mesmo em filmes mais pop como Blade II ou os dois Hellboy. Aqui em O Labirinto do Fauno Del Toro caprichou ao mostrar uma fábula de terror na Espanha na década de 40.

6- Tron

Aqui fico na dúvida sobre qual dos dois Tron entra, o primeiro, de 1982, ou a continuação, de 201o. O primeiro filme foi inovador ao mostrar um filme dentro do computador numa época pré internet; a continuação não só mostrou um mundo virtual muito mais elaborado, como ainda trouxe um ator digital.

5- Avatar

James Cameron demorou anos elaborando a técnica usada em Avatar. E  valeu a pena, o visual mostrado no planeta Pandora, com toda uma fauna e flora criada por computador, é de cair o queixo de tão bem feito. Nunca antes cenários em cgi foram tão reais, tão convincentes e tão impressionantes.

4- Alice no País das Maravilhas

Tim Burton é um dos poucos diretores atuais que sempre insistiu em manter um estilo próprio. Ele já mostrava isso desde o fim dos anos 80, com filmes como Os Fantasmas se divertem e Edward Mãos de Tesoura. E, com Alice no País das Maravilhas, ele aproveitou a história lisérgica de Lewis Carroll para extrapolar no visual viajante.

3- Watchmen

Zack Snyder já tinha mostrado em 300 que era capaz de criar um visual legal, ao transpor uma graphic novel para as telas de uma maneira pouco vista na história do cinema. O visual, que já era impressionante, foi ainda mais elaborado em Watchmen, também baseado em quadrinhos. Seu filme mais recente, Sucker Punch, também não faria feio nesta lista.

2- O Mundo Imaginário do Dr. Parnassus

Terry Gilliam é um artesão de imagens, um dos poucos em atividade no cinema atual. Ele já mostrava habilidade com imagens impressionantes em filmes como As Aventuras do Barão Munchausen e Brazil – O Filme. Em O Mundo Imaginário do Dr. Parnassus, Gilliam usa tudo o que a tecnologia oferece para criar um visual poucas vezes visto.

1- Amor Além da Vida

Este filme de Vincent Ward, de 1998, que fala sobre o que acontece depois da morte, traz o visual mais incrível que já vi no cinema. Robin Williams, depois de morrer, vai parar dentro de um quadro que ele gostava. Os cenários são tinta! E não é a única imagem deslumbrante do filme – cada cenário mostrado no pós morte é mais impressionante que o outro.

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Atividade Paranormal Tóquio

Crítica – Atividade Paranormal Tóquio

Como prometi em Atividade Paranormal 2, fui ver Atividade Paranormal Tóquio.

A trama é mais do mesmo. Em Tóquio, um casal de irmãos começa a ser assombrado por algo misterioso e filma tudo. Igualzinho aos outros filmes da franquia.

Já que falei em franquia, preciso citar que este Atividade Paranormal Tóquio traz uma grande incoerência. Em determinado momento, o roteiro faz uma conexão com o que aconteceu no primeiro Atividade Paranormal americano – o que faz a gente pensar que este seria o segundo da série. Mas, ora, como é que na mesma época surgiu Atividade Paranormal 2, outra continuação do mesmo primeiro filme?

Falei que Atividade Paranormal Tóquio é mais do mesmo. O que esse aqui traz de vantagem é que demora menos pra mostrar alguma coisa, e achei os momentos de tensão “um pouquinho” melhores que os filmes americanos. Isso não é exatamente uma surpresa, já que nos últimos anos tivemos muitos exemplos de bons filmes de terror orientais.

Mas, mesmo assim, é pouco. Se o estilo apresentado no primeiro filme já mostrava sinais de falta de fôlego, o que dirá em um terceiro filme quase igual… Atividade Paranormal Tóquio só funcionaria se fosse o primeiro – e único.

Vale pros fãs. Só.

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Curso “O cinema e a arte da crítica”

Curso “O cinema e a arte da crítica”

Notícia interessante para os meus leitores (o meu blog tem leitores?)!

Hoje começarei o curso “O cinema e a arte da crítica”, ministrado pelo grande amigo Marcelo Janot, crítico de cinema, jornalista e dj (e tricolor nas horas vagas).

Serão 4 terças feiras. Vamos ver se muda algo por aqui!

http://www.polodepensamento.com.br/sec_cursos_view.php?id=329

Top 10: Melhores Filmes de Máfia

Top 10: Melhores Filmes de Máfia

Criminosos sempre fascinaram o cinema. O mesmo acontece com organizações criminosas, claro. Aliás, é curioso notar que os bandidos sempre agradam mais que os mocinhos: compare a quantidade de admiradores de Luke Skywalker com o fã clube do Darth Vader…

A organização criminal mais famosa do mundo – e a melhor retratada pelo cinema – é a máfia italiana. Mas, para fazer este Top 10, resolvi abrir um pouco mais o leque e não focar apenas nos italianos. Peguei alguns exemplos de bons filmes que nada têm a ver com a Itália, mas que trazem organizações criminosas semelhantes à “cosa nostra”.

Reparem só que coisa curiosa: Robert de Niro e Al Pacino devem ser sempre as primeiras opções para os elencos de filme de máfia. Eles estão em 6 dos 8 filmes americanos desta lista!

Ah, a foto acima é do filme Quando as Metralhadoras Cospem, de Alan Parker, um filme de máfia só com crianças no elenco (entre elas, Jodie Foster, então com 14 anos). O filme é muito simpático – as metralhadoras atiram chantily! Mas não é tão bom para entrar numa lista de 10 melhores. Bem, o filme não entra na lista, mas dá pra usar uma imagem de suas crianças mafiosas!

Vamos à lista! Em ordem decrescente…

10. O Pagamento Final

Abro o Top 10 com este excelente filme de Brian De Palma sobre um Al Pacino que quer deixar o crime. O filme não ganhou uma posição melhor porque não é exatamente sobre máfia…

http://blogdoheu.wordpress.com/2011/02/25/o-pagamento-final/

9. Bugsy

Warren Beatty interpreta o gangster nova-iorquino Ben ‘Bugsy’ Siegel, que, fascinado pela vida na California, construiu a cidade de Las Vegas no meio do deserto.

8. Ichi The Killer

O foco aqui é a Yakuza, a máfia japonesa. O chefão Anjo desaparece, juntamente com três milhões de yenes. O fiel capanga Kakihara começa a procurar por ele, mas seus homens sempre acabam esbarrando em Ichi, um misterioso e exímio assassino.

http://blogdoheu.wordpress.com/2011/01/03/ichi-the-killer/

7. Pulp Fiction

Não é exatamente máfia, mas tem um “poderoso chefão” no personagem de Ving Rhames, o Marsellus Wallace, aquele da famosa frase “I’m gonna be medieval on your *”!

6. Scarface

Al Pacino interpreta Tony Montana, um imigrante cubano que construiu um grande império criminoso baseado no tráfico de drogas, em Miami, no início dos anos 80. Muita cocaína, muita violência!

5. Cidade de Deus

Aqui no Brasil não tem máfia. Mas a organização do tráfico às vezes lembra os italianos. E filme bom sobre o tráfico brasileiro é Cidade de Deus, um dos filmes nacionais mais reconhecidos lá fora.

4. Os Bons Companheiros

Ray Liotta, Robert De Niro e Joe Pesci estrelam este filme de Martin Scorsese sobre ascenção de gangsters dentro da hierarquia da máfia.

3. Os Intocáveis

Baseado na história real da prisão grande chefe da máfia Al Capone, por Eliott Ness e seus companheiros. Robert De Niro e Sean Connery roubam a cena como coadjuvantes de luxo.

2. Era Uma Vez na America

Depois de fazer alguns dos melhores faroestes da história, Sergio Leone fez sua obra prima: um épico mostrando a vida de um grupo de gangsters em Nova York, durante 3 épocas da sua vida. Acho que é o único filme de 4 horas de duração que dá vontade de rever logo que acaba.

1. O Poderoso Chefão

A saga da família Corleone está em quase todas as listas de melhores filmes da história. Muitos prêmios no currículo, inclusive dois Oscars de melhor filme. A terceira parte é um pouco mais fraca, mas os dois primeiros são obras primas.

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Plunkett e Macleane – Os Saqueadores

Crítica – Plunkett e Macleane – Os Saqueadores

Inglaterra, sec 18. Will Plunkett (Robert Carlyle), um esperto salteador, se une a James Maclean (Jonny Lee Miller), um aristocrata falido mais ainda influente, para praticarem assaltos a carruagens da rica aristocracia.

Lançado em 1999, Plunkett e Macleane – Os Saqueadores é um filme esquisito. É um filme de época, se passa por volta de 1740, mas tem música pop atual, tem um personagem de piercing na sombrancelha… Definitivamente, não é pra qualquer um. Tem que ver com a cabeça aberta.

Acho que este é o principal problema do filme. Às vezes parece uma comédia, às vezes parece uma aventura de época; às vezes parece um videoclipe. Tem filmes que conseguem dosar bem essas misturas – alguns filmes são bons sendo ainda mais misturados. Mas o diretor Jake Scott não soube misturar bem os seus elementos.

Jake Scott é filho de Ridley Scott (Alien, Blade Runner) e sobrinho de Tony Scott (Top Gun, Incontrolável). Não sei se foi intencional, mas o visual de Plunkett e Macleane – Os Saqueadores lembra muito Os Duelistas, primeiro filme do papai Ridley. Mas, ao que tudo indica, o talento não passou pra geração seguinte. Depois de Plunkett e Macleane – Os Saqueadores, Jake só fez mais um filme, em 2010. Ele trabalha mais em videos de música. É, acho que filme pra cinema não é muito a praia do cara…

O elenco traz Robert Carlyle e Jonny Lee Miller juntos de novo, três anos após do bom Trainspotting, de Danny Boyle. Os dois estão ok juntos, assim como Liv Tyler, a principal personagem feminina. Mas os melhores no elenco são Ken Stott, como o vilão Chance; e Alan Cumming, que rouba todas as cenas que aparece com o seu Lorde Rochester.

Plunkett e Macleane – Os Saqueadores não é ruim. Mas o fato de ser um filme sem identidade o impede de ser bom…

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De Pernas Pro Ar

Crítica – De Pernas Pro Ar

Alice (Ingrid Guimarães) é uma executiva workaholic, daquelas que se dedica inteiramente ao trabalho. Por um azar do destino, ela perde o emprego no mesmo dia que o marido a abandona. Ela acaba se aproximando da vizinha Marcela (Maria Paula), dona de uma sex shop decadente, e ajuda a transformar a sex shop em um negócio milionário.

O filme se apoia no talento de Ingrid Guimarães. Ela é boa, mas ainda faltou um pouco pra De Pernas Pro Ar ser uma boa comédia. Talvez, se o roteiro fosse melhor, Ingrid poderia funcionar melhor. Ela tem um bom timing pra comédia, e consegue fazer rir sem cair na caricatura – o que não acontece com sua coadjuvante Maria Paula.

Mas o roteiro, apesar de tentar inovar ao usar temas ligados a sex shop, cai nos mesmos cacoetes que assolam 9 entre 10 comédias nacionais: semelhança com humor televisivo de baixa qualidade – o “complexo de Zorra Total“.

O filme tem seus bons momentos (gostei da “montanha russa”), mas a maior parte das piadas é sem graça, e o resto do elenco parece que está no piloto automático e não ajuda.

Ironicamente, o roteiro, que se propõe se “moderninho”, se mostra super moralista no fim, quando deixa claro que as mulheres só encontram a felicidade com marido e filho do lado…

De Pernas Pro Ar não é ruim. Mas tem filme nacional melhor por aí!

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Muita Calma Nessa Hora
Meu Tio Matou um Cara

Pânico 4

Crítica – Pânico 4

Ninguém pediu, mas, 11 anos depois do terceiro Pânico, olha o quarto filme da franquia aí! Pelo menos, a boa notícia: o filme é bom!

Dez anos depois dos eventos do último filme, Sidney Prescott, agora escritora, volta para Woodsboro para o lançamento do seu livro. Ao mesmo tempo que ela se reencontra com o casal Dewey e Gale, o assassino mascarado volta a atacar a cidade.

Olha, vou admitir aqui que me lembro muito pouco dos três primeiros filmes. Lembro que o primeiro Pânico, de 1996, foi um excelente filme, que praticamente redefiniu o conceito de slasher, desgastado pelos Jasons e Freddys nos anos anteriores. Logo vieram as continuações (1997 e 2000), que, claro, não mantiveram a qualidade. Uma enxurrada de filmes semelhantes apareceu, como Eu Sei O Que Vocês Fizeram Verão Passado e Lenda Urbana, enfraquecendo o conceito, e a franquia foi deixada de lado.

Uma simples passada de olhos pelos créditos do novo filme dá a impressão de sinais positivos. Afinal, o filme traz de volta o diretor Wes Craven, o roteirista Kevin Williamson e o trio de atores principais, Neve Campbell, Courtney Cox e David Arquette. Mas aí a gente dá uma pesquisada e descobre que as duas continuações de qualidade duvidosa também tiveram esses cinco nomes… O novo filme segue o estilo dos outros, e a boa notícia para os fãs da série (e para os apreciadores de filmes de terror de modo geral) é que desta vez acertaram a mão!

Wes Craven sempre teve uma carreira irregular. Se por um lado, ele fez filmes bons como A Hora do Pesadelo  e A Maldição dos Mortos-Vivos; por outro lado ele “cometeu” coisas como Amaldiçoados. E a irregularidade continua: se este Pânico 4 é legal, há pouco fez o maomeno A Sétima Alma

Pânico 4 começa muito bem – a sequência inicial é excelente! O bom roteiro de Williamson traz personagens bem construídos, e alguns sustos bem colocados pontuando a trama. E o filme traz inúmeras citações a outros filmes, como Jogos Mortais, Premonição e até clássicos como Suspiria – rola até um trecho de Todo Mundo Quase Morto pela tv! Além das muitas referências ao cinema de terror, de quebra, rolam várias piadas sobre continuações. Viva a metalinguagem! (Adorei a piada que cita Bruce Willis, e toda a sátira ao politicamente correto sobre quem sobrevive atualmente nos filmes de terror!)

O elenco soube aproveitar bem a nova geração ao lado do trio “veterano”, com nomes como Emma Roberts, Hayden Panettiere e Marley Shelton. E ainda rolam pontas de gente como Kristen Bell e Anna Paquin.

Curiosamente, os filmes da trilogia original nunca foram lançados em dvd aqui no Brasil. Se alguém quiser rever os primeiros filmes antes desse novo, vai ter que baixar. E depois reclamam da pirataria…

p.s.: Vi o filme na sessão para críticos. Todo mundo teve que assinar um termo de confidencialidade, prometendo não contar o fim do filme para ninguém. Ok, entendo a preocupação dos distribuidores, mas…
– Precisa de algo assim na véspera da estreia? No dia seguinte, o filme já estará nos cinemas!
– O fim do filme é legal. Mas nada tão sensacional assim…

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