Top 10: Melhores Filmes de Vingança

Top 10: Melhores Filmes de Vingança

Depois de três filmes de vingança quase seguidos (Rápida Vingança, A Vingança de Jennifer e Doce Vingança), pensei “por que não um Top 10 de filmes de vingança?”

Vingança não é um sentimento bonito, mas é bastante cinematográfico. Afinal, lá no fundo, apesar de saber que é errado, a gente sempre torce pra vingança dar certo, né? Deve ser por isso que tem muito filme de vingança por aí…

A oferta de filmes de vingança é grande. Espero me lembrar dos melhores aqui!

Lembrando, sempre, dos outros Top 10 já publicados aqui: filmes de zumbi, filmes com nomes esquisitos, filmes sem sentido, personagens nerds, estilos dos anos 80, melhores vômitos, melhores cenas depois dos créditos, melhores finais surpreendentes, melhores cenas de massacre, filmes dos ano 80 e 90 nunca lançados em dvd no Brasil, estilos de filmes ruins, casais que não convencem, musicais para quem não curte musicais, melhores frases de filmes, melhores momentos de Lost, maiores mistérios de Lost, piores sequencias, melhores filmes de rock, melhores filmes de sonhos, melhores filmes com baratas, filmes com elencos legais, melhores ruivas, melhores filmes baseados em HP Lovecraft, filmes que vi em festivais e mais ninguém ouviu falar, Atores Parecidos, Atrizes Parecidas, filmes de lobisomem, melhores trilogias, filmes de natal, melhores filmes de 2010, coisas que detesto nos dvds, melhores filmes da década de 00, filmes de vampiro, melhores diabos, cenas de sexo esquisitas e ficção cientifica ou não ficção científica.Visitem!

Em ordem decrescente…

10- Doce Vingança

Abrirei com a refilmagem do clássico trash I Spit On Your Grave, com uma vingança mais elaborada e mais gráfica que a original. Jennifer é espancada, estuprada e deixada para morrer. Ela volta e pega cada um de seus algozes.

9- V de Vingança

V (Hugo Weaving) convoca seus compatriotas a se rebelar contra a tirania e a opressão do governo inglês, e provoca uma verdadeira revolução para trazer liberdade e justiça ao país, onde está em vigor um regime totalitário.

8- Desejo de Matar

Depois de ter a filha estuprada e a esposa assassinada, e de constatar que a polícia é incompetente, homem comum (Charles Bronson) se arma e sai pelas ruas, matando assassinos e ladrões, fazendo justiça com as próprias mãos.

7- O Troco

Mel Gibson faz um assaltante, traído pelo parceiro e pela esposa, que é baleado e dado como morto. Depois de um tempo reaparece, decidido a receber a sua parte, mesmo que para isto tenha de enfrentar todo mundo em volta.

6- Mr Vingança

Primeiro filme da Trilogia da Vingança de Park Chan-Wook, não é tão famoso quanto Oldboy, mas é eficiente ao mostrar a dupla vingança entre o surdo-mudo que perde a irmã e o empresário que perde a filha.

5- O Conde de Monte Cristo

Homem é traído e preso numa ilha, e, pra piorar, ainda roubam a sua noiva. Quando consegue escapar, prepara a melhor maneira de se vingar de todos que o prejudicaram.

4- O Corvo

O rockstar Eric Draven (Brandon Lee) e sua noiva são assassinados por uma gangue. Um ano depois, volta para se vingar, com a ajuda de um misterioso corvo.

3- Cabo do Medo

Um Robert de Niro bombado e tatuado é preso por causa de um erro de seu advogado. Na cadeia, estuda Direito, e, quando se vê livre, seu único objetivo é se vingar do advogado e da família dele a reboque.

2- Kill Bill

A saga da Noiva (Uma Thurman), que depois de ser deixada em coma pelos seus ex-companheiros, volta e se vinga de cada um da sua antiga gangue, é um grande momento do genial Quentin Tarantino.

1- Oldboy

O filme coreano de Park Chan-Wook, não só foi um dos melhores da década passada, como ainda traz a mais cruel vingança da história, na minha humilde opinião.

p.s.: Lady Vingança, o terceiro filme da Trilogia da Vingança de Park Chan-Wook, não entrou na lista, porque, diferente da originalidade apresentada nos dois primeiros filmes, parece uma cópia de Kill Bill

Um ano após ter sido assassinado juntamente com sua noiva por uma gangue, Eric Draven (Brandon Lee), um músico de rock, retorna da sepultura com a ajuda de um misterioso corvo, com a intenção de se vingar de seus assassinos.

Caça Às Bruxas

Caça Às Bruxas

Sabe quando a gente acaba de ver um filme e fica se perguntando qual o sentido de alguém fazer aquilo? É o caso aqui.

O guerreiro Behmen (Nicolas Cage) lutou nas Cruzadas por vários anos, até que, ao lado de seu velho amigo Felton (Ron Perlman), começou a questionar a Igreja e virou um desertor. Presos, eles recebem uma missão que pode deixá-los livres: levar uma suposta bruxa para um distante mosteiro.

O novo filme do diretor Dominic Sena (60 Segundos, Terror na Antártida) fica entre a ação e o terror. Mas tem problemas sérios: a ação é entediante e o terror não assusta. Aí fica difícil, né?

A boa sequência inicial até engana. Mas depois o filme vira chato e previsível. E aquela parte final, se era pra ser assustadora, falhou fragorosamente.

Pode piorar? Claro que sim! Os efeitos especiais são tão toscos que evidenciam a vocação trash do filme!

A carreira de Nicolas Cage é uma incógnita. O cara tem um Oscar (por Despedida em Las Vegas) e vários grandes filmes no currículo, como Coração Selvagem, Con Air, A Outra Face e Presságio, entre outros. E, mesmo tendo participado de um dos melhores filmes do ano passado (Kick-Ass), ele tem protagonizado filmes de qualidade duvidosa nos últimos anos, como Motoqueiro Fantsma e Perigo em Bagkok. Este Caça Às Bruxas é mais um para a coleção…

Se alguma coisa se salva é Ron Perlman, o Hellboy, fazendo um coadjuvante mais interessante que o personagem principal. Mas é pouco…

E aí, acaba o filme e a gente se pergunta duas coisas. Uma é: por que alguém faz um filme assim? A outra é: por que alguém assite um filme assim?

Dispensável…

Voltar a Morrer

Voltar a Morrer

Seguindo a recomendação do meu amigo Cleiton, da lista synth-br, baixei e revi Voltar a Morrer, de 1991, um dos melhores filmes de Kenneth Branagh.

Em 1949, o compositor Roman Strauss (Kenneth Branagh) é condenado à morte pelo assassinato de sua esposa Margaret (Emma Thompson). Quarenta anos depois, o detetive particular Mike Church (Branagh) é contratado para descobrir quem é Grace (Thompson), uma misteriosa mulher com amnésia que tem recorrentes pesadelos envolvendo tesouras e a morte de Margaret. Para ajudá-la, Church procura a ajuda através da hipnose – que pode trazer surpresas.

Vamos falar um pouco do diretor e ator principal Kenneth Branagh? Branagh dirigiu seu primeiro filme em 1989, uma adaptação de Shakespeare, Henrique V – ele ainda dirigiria e protagonizaria outros dois filmes baseados em Shakespeare, Muito Barulho Por Nada em 93 e Sonhos de uma Noite de Inverno, baseado em Hamlet, em 95. Mas era pouco conhecido fora da Inglaterra. Este filme foi um bom “cartão de visitas”. Hoje, Branagh está meio sumido, seu último filme como diretor foi em 2007. Mas ele está na direção do aguardado Thor, que estreia ainda este ano. Ou seja, em breve falaremos dele – mal ou bem…

(Pequeno parênteses: não acho que Branagh tenha o perfil para um “filme de super-heroi”. Mas não vou “cornetar” antes de ver o filme…)

O elenco de Voltar a Morrer é muito bom. Branagh e sua então esposa Emma Thompson fazem um bom trabalho, cada um com dois papeis. E o elenco ainda tem Andy Garcia, Derek Jacobi, Hanna Schygulla, Wayne Knight e uma ponta de Robin Williams, em um dos primeiros papeis sérios de sua carreira.

O roteiro é acima da média, consegue prender o espectador na cadeira, e traz interessantes viradas na trama, alternando o presente a cores e o passado em p&b. E não podemos deixar de citar a excelente trilha sonora, que pontua o filme de maneira brilhante.

Uma curiosidade: o disco conceitual “Scenes From A Memory”, de 1999, da banda de “metal progressivo” Dream Theater, foi inspirado neste filme. O álbum narra a história de Nicholas, que descobre vidas passadas ao fazer uma regressão, mas se contar mais aqui, vira spoiler…

Acho que Voltar a Morrer nunca foi lançado em dvd por aqui, se foi, foi mal lançado, nunca vi por aí. Por isso, mais uma vez, viva o download!

Top 10: Ficção Científica ou não Ficção Científica

Top 10: Ficção Científica ou não Ficção Científica

Semana passada rolou uma discussão interessante em uma lista que faço parte, a lista do balacobaco: afinal, o que define um filme ser ficção científica (FC)? Quase todos na lista são fãs de Guerra nas Estrelas e também de FC. E Guerra nas Estrelas é FC? Tem gente que defende que sim, mas rola uma corrente dizendo que não é…

A wikipedia fala: “Há, evidentemente, muitos casos de obras que se situam na fronteira do gênero, usando a situação no espaço exterior ou tecnologia de aspecto futurista, apenas como decoração para narrativas de aventuras ou de romance, e outros temas dramáticos típicos”, e cita, como exemplo, justamente Guerra nas Estrelas

Alguém na lista propôs um Top 10. Pedi então ajuda aos meus amigos de lá pra fazermos esta lista, de 10 filmes que podem ser classificados como FC. Ou não…

Pensei em chamar a lista de “Top 10: Filmes normalmente classificados como Ficção Científica, mas que podem ser de outro estilo”, mas achei grande demais. Aí lembrei das listas de livros, divididos em “ficção” e “não ficção”. Ora, então podemos usar “ficção científica” e “não ficção científica”. 😉

Como sempre, lembrando dos outros Top 10 já publicados aqui: filmes de zumbi, filmes com nomes esquisitos, filmes sem sentido, personagens nerds, estilos dos anos 80, melhores vômitos, melhores cenas depois dos créditos, melhores finais surpreendentes, melhores cenas de massacre, filmes dos ano 80 e 90 nunca lançados em dvd no Brasil, estilos de filmes ruins, casais que não convencem, musicais para quem não curte musicais, melhores frases de filmes, melhores momentos de Lost, maiores mistérios de Lost, piores sequencias, melhores filmes de rock, melhores filmes de sonhos, melhores filmes com baratas, filmes com elencos legais, melhores ruivas, melhores filmes baseados em HP Lovecraft, filmes que vi em festivais e mais ninguém ouviu falar, Atores Parecidos, Atrizes Parecidas, filmes de lobisomem, melhores trilogias, filmes de natal, melhores filmes de 2010, coisas que detesto nos dvds, melhores filmes da década de 00, filmes de vampiro, melhores diabos e cenas de sexo esquisitas. Visitem!

Em ordem cronológica…

Guerra nas Estrelas (1977)

Nossa lista começa justamente com o filme que deu origem à discussão. FC ou fantasia que usa elementos espaciais?

Alien (1979)

Alien é um excelente filme de suspense e terror. O fato de se passar em uma nave espacial é um detalhe…

E.T. – O Extraterrestre (1982)

O clássico de Spielberg tem um extra terrestre como figura central, mas, lá no fundo, trata-se de uma aventura infanto-juvenil.

Os Caça-Fantasmas (1984)

Esqueça toda a tecnologia usada nos raios de prótons e nos medidores de ectoplasma. Os Caça-Fantasmas é comédia, com um pé no terror!

Força Sinistra (1985)

Pode até rolar uma introdução no espaço, ao lado do cometa Halley. Mas, lá no fundo, Força Sinistra é um filme de vampiros!

Spaceballs (1987)

Spaceballs, de Mel Brooks, é uma comédia, paródia de filmes de FC, usada como pano de fundo.

Apollo 13 (1995)

Muitas locadoras colocam Apolo 13 na prateleira de FC só porque o filme fala de viagem espacial. Mas, ora, é um drama baseado em fatos reais!

A Experiência (1995)

Trata-se de um filme de terror, que usa uma (bela) alienígena. Troque a extra-terrestre por algo sobrenatural, o filme continua o mesmo.

Independence Day (1996)

Sim, o filme fala de invasão alienígena. Mas, na verdade, é um filme de aventura misturado com filme catástrofe…

MIB – Homens de Preto (1997)

Filme de ação misturado com comédia, a FC aqui é apenas uma particularidade na trama.

Em breve, Top 10 de filmes gringos que fazem referência ao Brasil!

1972

1972

Sabe quando a gente nutre uma enorme simpatia por um projeto, mas mesmo assim, o resultado decepciona? É o caso aqui, neste filme lançado em 2006.

Rio de Janeiro, 1972. Snoopy (Rafael Rocha) e Júlia (Dandara Guerra) se conhecem e vivem uma turbulenta paixão, pontuada pelo amor que amboes têm por rock’n’roll e tendo a ditadura militar como pano de fundo.

Pra começar, sou fã dos anos 70. Olho com bons olhos qualquer filme ambientado nesta época. E tem mais: o filme foi co-escrito pela jornalista Ana Maria Bahiana, provavelmente a melhor jornalista brasileira sobre cinema – lembro que, anos atrás, ela tinha uma coluna semanal sobre Hollywood no Segundo Caderno d’O Globo, e heu colecionava a coluna!

Alguém que entende pra caramba de cinema, fazendo um filme sobre um assunto que me interessa, esse é daqueles que viro fã antes de ver o resultado… Pena que o tal resultado ficou muito aquém do que poderia…

É o filme de estreia do também jornalista José Emílio Rondeau, marido de Ana Maria e também autor do roteiro. Sem experiência na direção, ele chamou atores também novatos para os papeis principais. E aí ficou assim: diretor inexperiente trabalhando com atores inexperientes em cima de um roteiro também inexperiente…

Os atores são fracos, só alguns coadjuvantes se salvam no elenco (como Tony Tornado e Lúcio Mauro Filho), e alguns diálogos são tão constrangedores que dá vontade de desistir e assistir um filme melhor. Acho que a inexperiência falou mais alto…

Sobre o casal principal, o único comentário que faço é que Dandara Guerra é a cara da mãe, Cláudia Ohana. Mas, pelo menos por este filme, parece que ela não herdou o talento da mãe… Ainda no elenco, os novatos Bem Gil, Fábio Azevedo e Débora Lamm, apoiados pelos experientes Tony Tornado, Lúcio Mauro Filho, Louise Cardoso e Elizângela.

O roteiro ainda falha na recriação rasa da ambientação política da ditadura. Para isso, o filme O Ano em que meus Pais Saíram de Férias, lançado no mesmo ano, funcionou muito melhor.

Em defesa do filme, podemos dizer que é uma simpática história de amor ambientada no Rio de Janeiro dos anos 70, com direito ao famoso pier de Ipanema. E a trilha sonora traz um monte de boas músicas nacionais da época. Mas é pouco, muito pouco. Infelizmente…

Doce Vingança / I Spit On Your Grave (2010)

Doce Vingança / I Spit On Your Grave (2010)

Como prometido, vamos ao texto da refilmagem de A Vingança de Jennifer (I Spit On Your Grave)!

A história é a mesma: Jennifer (Sarah Butler), uma jovem e bonita ecritora, aluga uma casa em um local isolado, para escrever um livro. Homens locais a cercam, a estupram e a espancam. Jennifer consegue sobreviver, e agora ela arquiteta uma vingança.

Doce Vingança é um dos raros casos onde a refilmagem é melhor que o original. Se A Vingança de Jennifer era um trash tosco, a nova versão é um tenso e violento – e bom – filme de vingança.

Doce Vingança é um filme desconfortável, afinal, rolam violentas cenas de estupro e humilhação. Isso não é pra qualquer estômago. Mas acho que um cara que vai ver um filme com esta sinopse, e ainda com o aviso “unrated” (não passou pela censura), sabe o que vai assistir, não?

O filme é bem violento, e mostra muita coisa, como era de se esperar. O gore aqui é bem mais abundante e explícito que na versão de 78. Aliás, o papo de “unrated” é proposital, os produtores preferiram não submeter à censura, porque fatalmente o filme sofreria severos cortes.

Sobre o elenco, Sarah Butler faz uma convincente Jennifer, mostrando fragilidade na primeira parte e ódio na segunda. Só tenho minhas dúvidas se uma mulher com tal porte seria capaz de executar aquilo tudo, voltarei a falar disso mais pro fim do texto. Os outros atores – ninguém conhecido – são muito melhores que os da primeira versão.

Vamos à comparação entre as duas versões. O filme novo tem atores melhores e personagens mais bem construídos. A primeira parte do roteiro é bem parecida, apesar de mais um personagem ter sido inserido na trama. A segunda parte – a vingança – é muito melhor aqui, Jennifer realmente elabora planos cruéis para seus algozes.

E, claro, tecnicamente, o novo filme é muito mais bem feito que o primeiro. Este não é tosco!

Só tem uma coisa que ficou ruim no novo filme: o intervalo entre o estupro e a vingança. No primeiro filme, não ficam dúvidas, Jennifer voltou para casa, se recompôs e planejou sua estratégia. Agora, ela some e volta, forte, de roupas limpas e cabelos arrumados, depois de ter passado um mês numa cabana comendo ratos? Isso sem contar que ela é pequena e magrinha, como ela consegui forças para carregar aqueles caras grandes para as suas armadilhas? Talvez fosse melhor se ela fosse uma atriz maior…

Enfim, Doce Vingança me surpreendeu, é melhor do que heu esperava. Só não é recomendado a qualquer um, por motivos óbvios…

A Vingança de Jennifer / I Spit On Your Grave (1978)

A Vingança de Jennifer / I Spit On Your Grave (1978)

Há tempos heu tinha curiosidade de ver este famoso e polêmico A Vingança de Jennifer (ou I Spit On Your Grave, como é mais conhecido). Quando descobri que já tinha uma refilmagem pronta, decidi que era hora de ver o original, antes de ver o novo.

Jennifer (Camile Keaton) é uma jovem e bonita escritora, que aluga uma casa em um local isolado, para escrever um livro. Mas ela acaba atraindo a atenção de alguns homens locais, que a estupram e a espancam. Jennifer sobrevive, e agora ela quer vingança.

O famoso crítico Roger Ebert uma vez declarou que I Spit On Your Grave era o pior filme da história. Exagero. O filme é trash, mas tem coisa bem pior por aí!

A produção é paupérrima. Os atores, amadores, só trabalharam neste filme (tirando a protagonista, a única do elenco com carreira de verdade). Tudo é tão simples que o filme não tem trilha sonora!

Mas, apesar de espartano, o filme é até bem cuidado. A edição não apresenta grandes falhas, e o roteiro, apesar de simples e previsível, não tem furos muito gritantes. E tem pelo menos um ponto positivo: a bela Camile Keaton, neta do comediante Buster Keaton, passa boa parte do filme sem roupa! 😉

Mas é claro que a gente não pode se esquecer que o filme é tosco. Tão tosco que o poster original mencionava cinco homens na vingança de Jennifer – e são só quatro no filme…

Uma das polêmicas envolvendo o filme é por causa da violência usada na vingança citada no título em português. Mas com relação a isso, o filme “envelheceu” – hoje em dia, em tempos de Jogos Mortais e Albergues, tem coisa muito pior mostrada nas telas. A famosa cena da castração não mostra nada!

Curiosidade sobre o título: o diretor Meir Zarchi preferia chamar seu filme de “Day of the Woman” (“Dia da Mulher”). Ele foi lançado com este nome em 1978, mas foi mal recebido pelo público. Um produtor planejou um relançamento em 1981 como I Spit On Your Grave, e então o filme ficou conhecido…

Já vi a refilmagem, se tudo der certo, amanhã comento aqui a comparação.

Burke And Hare

Burke And Hare

Quando heu soube de uma nova comédia de humor negro, dirigida por John Landis e estrelada por Simon Pegg e Andy Serkis, pensei “pára* tudo, preciso baixar este filme!”

Edimburgo, Escócia, início do sec 19. Os amigos William Burke (Simon Pegg) e William Hare (Andy Serkis) descobrem um  novo meio de ganhar dinheiro: vender cadáveres para a universidade de medicina. O problema é que nem sempre o cadáveres estavam mortos antes de encontrar a dupla…

Ok, mas… não devemos ver Burke And Hare com expectativas elevadas. O filme é divertido, mas não é nada demais…

Heu não sabia disso, só descobri depois: a história é real, Burke e Hare realmente existiram e mataram um monte de gente. Por isso esta história era difícil de ser contada: mostrar com humor dois assassinos reais!

O elenco está muito bom. Sou fã do Simon Pegg, desde Todo Mundo Quase Morto vejo tudo o que ele faz. Andy Serkis, mais conhecido como “o cara que estava debaixo do equipamento que fez a marcação digital do Gollum” na trilogia O Senhor dos Aneis, é um comediante de primeira linha, e tem uma ótima química com Pegg. E o elenco ainda traz Tim Curry, Tom Wilkinson, Isla Fisher, uma ponta de Christopher Lee, e a família do diretor Costa-Gavras posando para uma foto. E, como se não bastasse, Jenny Agutter e John Woodvine voltam a trabalhar com Landis quase 30 anos depois de Um Lobisomem Americano Em Londres. Quer ainda mais? Tem uma ponta de Ray Harryhausen, o maior nome da história dos efeitos especiais em stop motion.

John Landis é um grande diretor, com um grande currículo. Ele fez vários filmes clássicos, como Irmãos Cara de Pau e Um Lobisomem Americano Em Londres. Também fez algumas coisas desnecessárias, como Um Tira da Pesada 3… Este Burke And Hare, feito 12 anos depois de seu último filme para cinema (Susan’s Plan) não é um dos seus melhores, mas está longe dos seus piores.

Para os apreciadores de um bom humor negro!

* Sei que o “para” do verbo “parar” perdeu o acento. Mas “para tudo”, além de ser ambíguo, não tem a mesma força que “pára tudo!”
😉

Hair

Hair

Semana passada fui ver a montagem teatral carioca da peça Hair. Deu saudade do filme, aproveitei o fim de semana e revi o dvd que já tinha em casa há tempos.

A trama todo mundo conhece, né? Em 1968, convocado para servir na Guerra do Vietnã, o caipira Claude Hooper Bukowski vai para Nova York se apresentar ao exército. Lá, ele conhece a troupe de hippies liderada pelo carismático Berger e fica fascinado com o estilo de vida flower power.

Dirigido por Milos Forman, Hair é um filme obrigatório para aqueles que gostam dos anos 70 e também para os apreciadores de boa música.

Sem dúvida o melhor do filme é a trilha sonora de Galt MacDermot, com texto e letras de James Rado e Gerome Ragni. Lembro que heu ouvia muito o Lp duplo com a trilha, nos “bons tempos do vinil”… As músicas são muito boas, hoje não tenho mais como ouvir vinil, então baixei os mp3 e estou ouvindo direto desde então…

As músicas são todas boas, mas algumas coreografias às vezes parecem forçadas demais, algo excessivamente “Broadway”, não gostei dessas partes. Mas não sei como poderia ser resolvido, não entendo de musicais…

O filme foi dirigido por Milos Forman, autor de outras grandes obras – tanto musicais, como Amadeus e Na Época do Ragtime; como “não musicais”, como Um Estranho No Ninho e O Povo Contra Larry Flynt.

Sobre o elenco, é curioso notar que o os três principais, Treat Williams, John Savage e Beverly D’Angelo, seguiram carreira em Hollywood e se tornaram rostos conhecidos, mas os outros atores sumiram. (Williams fez Era Uma Vez na América; Savage esteve em O Franco Atirador; Beverly, na série Férias Frustradas).

Admito que o filme é um pouco longo, são duas horas, talvez algo pudesse ser enxugado. Mas o fim do filme é sensacional – tanto pela parte cinematográfica (a edição alternando entre os dois personagens trocados ficou muito boa) quanto pela parte musical (é impossível não entrar no coro de “Let the sunshine”!).

Enfim, o filme, lançado em 1979, baseado em uma peça de dez anos antes, ainda emociona hoje, em 2011!

p.s.Off Topic: Posso falar de uma peça de teatro num blog de cinema?
A peça é muito boa, mas tem um problema, na minha humilde opinião. Claude e Sheila funcionam melhor na trama se não forem hippies, e na peça são todos hippies. Assim, o fim não tem o mesmo impacto. (Detalhe que descobri na wikipedia: a peça original era assim, com todos na mesma “tribo hippie”, o filme é que mudou o roteiro).
Mesmo assim, um dos acertos da montagem teatral carioca é respeitar os arranjos originais das músicas. Todas as músicas estão lá, em português, mas com os mesmos bons arranjos. Não se mexe em time que está ganhando há décadas!

Rápida Vingança

Rápida Vingança

Quando escrevi sobre Ladrões (Takers), me sugeriram este Rápida Vingança (Faster, no original). Gostei, a dica foi boa!

Depois de dez anos preso, homem sai com um único objetivo: se vingar da morte do irmão. Mas, além da polícia estar no seu encalço, ele também tem que evitar um assassino de aluguel contratado para matá-lo.

Dirigido por George Tillman Jr., Rápida Vingança é simples e eficiente: um filme de vingança, violento na dose certa. O roteiro não traz nada de novo? Não, claro. Mas, pergunto: um filme precisa ser inovador pra ser legal?

O roteiro é repleto de clichês, mas traz algumas coisas interessantes, como não dizer os nomes dos personagens. Os três principais são apenas “driver” (motorista), “cop” (policial) e “killer” (assassino).

Uma coisa boa aqui é “a volta” de Dwayne Johnson, o “The Rock”, o ex-lutador grandalhão que virou ator. Ele nunca sumiu, mas é que recentemente ele tem feito uns filmes infantis bobinhos, tipo Montanha Enfeitiçada e Fada do Dente. Mas foi bom vê-lo no seu “habitat natural”, ele é um cara grandão, fortão, careca, tatuado, com cara de mau, é legal vê-lo “kicking asses”!

Billy Bob Thornton também está muito bem, como o policial com problemas com drogas. O elenco ainda tem outros nomes legais em papeis pequenos, como Tom Berenger, Mike Epps e Adewale Akinnuoye-Agbaje (o Mr. Eko de Lost). Só não gostei muito de Oliver Jackson-Cohen, que faz o “killer”, ele não me convenceu…

Novo parágrafo para falar das meninas do elenco. Curiosamente, Maggie Grace está lindíssima, mas por outro lado Moon Bloodgood (Exterminador do Futuro – A Salvação) e Jennifer Carpenter (Quarentena) estão tão feinhas! Carla Gugino está normal…

Rápida Vingança não vai mudar a vida de ninguém, existem filmes de vingança melhores por aí (alguém falou em Kill Bill ou Oldboy?). Mas pelo menos é uma diversão honesta.