Jumper

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Jumper

David Rice é um garoto de 15 anos que de repente descobre que é um “jumper”: ele consegue se teletransportar pra onde quiser em uma fração de segundos. Assim, ele resolve viver viajando incognitamente pelo mundo, e  quando precisa de dinheiro, rouba bancos. Até que descobre que ele não é o único com esse poder, e que existem pessoas chamadas “paladinos”, cuja profissão é matar “jumpers”.

A idéia é interessante, dava pra se construir uma boa história, algo como Highlander ou X-Men, onde pessoas com habilidades diferentes têm que viver no meio da nossa sociedade.

Mas… Acho que não deu muito certo…

Os efeitos especiais são bem legais. Os cenários são fantásticos, incluem pontos turísticos como o Coliseu e as pirâmides. Mas, por outro lado, o roteiro… Cadê o roteiro? O roteiro deixa a desejar…

É uma boa idéia. Descobrimos que “jumpers” estão entre nós desde a idade média. Legal, poderíamos conhecer um pouco mais da história deles, não? Não, se existia essa idéia, vai ficar pra continuação.

Temos outro “jumper” na história. Mas ele parece indeciso: no início ele quer se aproximar de David; mas quando consegue, quer que David pare de seguí-lo…

Ah, sim, precisamos falar do elenco. David é interpretado por Hayden Christensen, ele mesmo, o Anakin Skywalker dos episódios II e III de “Star Wars”. Que, como ator, já sabemos que não é lá grandes coisas. E o elenco tem o grande Samuel L Jackson! Bem, esse aí é um cara que consegue fazer um monte de filmes legais e um monte de bombas ao mesmo tempo… Não estou falando só do recente The Spirit – lembrem que ele estava no Serpentes a Bordo e nos dois Triplo X (o primeiro ainda é legal, mas o segundo é ruinzinho…).

O elenco ainda conta com Rachel Bilson, Jamie Bell, Michael Rooker e uma sub-aproveitada Diane Lane, o que nos faz acreditar numa continuação…

Se o filme é ruim? Não, não é. Mas tampouco é bom… Fica aquela sensação de que, nas mãos certas, poderia ter rendido bem mais…

O Justiceiro – Zona de Guerra

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O Justiceiro – Zona de Guerra

Mais um filme baseado em quadrinhos…

Sabe aquela lista “Chuck Norris Facts“, que rolou pela internet? Tipo, “antes do bicho papão dormir, ele checa o armário pra ver se o Chuck Norris tá lá”? Pois é, O Justiceiro é mais ou menos isso…

O Justiceiro é Frank Castle, um ex-policial que teve a família assassinada por bandidos. E depois disso resolveu sair por aí matando TODOS os marginais que encontra pela frente. Tipo assim, seguindo a linha “Dirty Harry encontra Jack Bauer”.

Esta já é a terceira adaptação cinematográfica para os quadrinhos do Justiceiro. A primeira, ainda nos anos 80, conta com Dolph Lundgren no papel principal. Sim, aquele nórdico que ficou famoso ao fazer Ivan Drago, o vilão soviético de Rocky IV, e em seguida fez um He-Man que os fãs querem esquecer. Não vi esta versão, mas sei que tem fama de ser uma das piores adaptações de quadrinhos para o cinema da história. Acho que não ganha, afinal, tem que concorrer com o Quarteto Fantástico do Roger Corman e com a Mulher Gato da Halle Berry. Mas tá lá, na briga…

Esse filme foi ignorado, e em 2004 fizeram uma nova versão, com um Thomas Jane “bombado”. Esta versão ficou legal, mas os fãs mais radicais reclamaram, porque o Justiceiro é mais violento do que o que foi mostrado.

Aí veio este terceiro filme com um terceiro ator. A princípio não gostei da troca, porque acho que o Thomas Jane mandou bem no anterior. Mas tenho que reconhecer que Ray Stevenson, o Titus Pullo da série Roma, está ótimo pro que o papel pede: um cara sério, grande e com cara de mau. E o filme pode ser considerado uma continuação, e não uma refilmagem.

Outra coisa legal no filme é o vilão Jigsaw (nas legendas foi traduzido como Retalho), interpretado por Dominic West, o guitarrista da banda Steel Dragon de Rock Star.

Ok, às vezes algumas situações do filme ficam um pouco forçadas, como por exemplo a saída de Jigsaw da cadeia. Mas  não adianta alguém vir falar que o filme é exagerado, porque é claro que é exagerado! O Justiceiro parece aqueles mocinhos de faroeste antigo, que acerta vários tiros ao mesmo tempo sem levar nenhum!

Ou seja, se você gosta de explosões, sangue e mortes, muitas mortes, e não dá muita bola pra coisas inverossímeis, divirta-se!

The Spirit

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The Spirit

Algumas pessoas conseguem uma boa desenvoltura em diferentes artes. Outras não. O músico Rob Zombie se revelou um excelente diretor de cinema (Rejeitados pelo Diabo, Halloween); por outro lado, o badalado Caetano Veloso dirigiu um filme nos anos 80 e hoje em dia quer que todos esqueçam aquela bomba, de tão ruim que é…

Frank Miller, infelizmente, está no grupo dos que não deveriam se aventurar em outra arte…

Frank Miller é um quadrinista conceituadíssimo. Dentre suas obras, estão as famosas graphic novels 300 e Sin City (por coincidência, 2 bons exemplos de boas adaptações cinematográficas de quadrinhos), além do cultuadíssimo O Cavaleiro das Trevas . Aí, em 1990, resolveu responder ao canto da sereia hollywoodiana e escreveu o roteiro ruim de Robocop 2, e depois o roteiro pior ainda de Robocop 3.

Traumatizado com Hollywood, ele declarou que nunca mais ia trabalhar com cinema. Até que Robert Rodriguez o convenceu que era possível transformar Sin City em um filme. Rodriguez e Miller assinam juntos a direção do fantástico Sin City.

Aí Miller resolveu andar sozinho de novo em Hollywood. E fez esse The Spirit, baseado nos clássicos quadrinhos de Will Eisner. The Spirit conta a história do ex-policial e galã Denny Colt, que voltou à vida depois de morto, e agora age como um quase super-herói.

Bem, infelizmente não funciona. E sabe por que? Porque o filme não se decide entre a farsa e o filme sério. Hoje em dia estamos acostumados a ver super-heróis mais humanizados, dentro de contextos mais reais. E enquanto The Spirit tem um pouco disso,  acontecem cenas onde é tudo tão escrachado e tão exagerado que parece um desenho animado. A primeira luta entre o Spirit e o vilão Octopus (Samuel L Jackson) é tão ridícula que se caísse uma bigorna na cabeça de um deles talvez a gente achasse normal…

300 foi escrito por Frank Miller, mas filmado por Zack Snyder; Sin City foi dirigido por Miller, mas com Robert Rodriguez ao seu lado. Sozinho, Miller não conseguiu encontrar o tom certo para o seu filme. Tudo é caricato demais, às vezes parece um filme dos Trapalhões…

Apesar disso, nem tudo se perde no filme. O visual é bem legal, com vários efeitos de computador bem colocados. As cores são saturadas, exageradas como numa história em quadrinhos, muito branco e preto com detalhes vermelhos – inclusive, nos cinemas as legendas são amarelas, se fossem brancas muito ia se perder!

Outra coisa digna de nota é o elenco feminino. Eva Mendes, Scarlett Johansson, Sarah Paulson, Paz Vega, Jaime King e Stana Katic, cada uma mais bonita que a outra. Nisso Miller acertou!

O fim do filme indica que teremos continuações. Tomara que da próxima vez consigam um diretor com talento pra cinema!

Watchmen

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Watchmen

Tenho muitos amigos nerds. E a maioria está alvoraçada com a estréia de Watchmen, o novo filme de Zack Snyder, diretor da refilmagem de Madrugada dos Mortos e de 300.

Ah, sim, pros nerds, de um modo geral, antes de ser um filme do Snyder, é a adaptação da “melhor graphic novel da história”. Mas isso heu coloco entre aspas, porque não li os quadrinhos, então não posso opinar. Fui ao cinema apenas pra ver um filme. E não é que vi um bom filme?

A história se passa em 1985. Numa realidade alternativa, Nixon é o presidente pela terceira vez, e uma guerra nuclear com a União Soviética é iminente. Foi criada uma lei que proíbe super-heróis mascarados, jogando os “mocinhos” para a marginalidade. E, aos poucos, através de flashbacks, vamos conhecendo melhor a história desses mascarados.

A grande preocupação dos fãs é que essa era uma história considerada “infilmável”. Desde 1987 tem gente em Hollywood tentando trabalhar em uma adaptação!

Terry Gilliam, o ex-Monty Python que virou um diretor legal (Brazil, o Filme, 12 Macacos, tentou, ainda em 87, fazer uma adaptação. Aliás, já tinha elenco:  Robin Williams como Rorschach, Jamie Lee Curtis como Espectral, Gary Busey como Comediante e, pro papel de Coruja, estavam no páreo Richard Gere e Kevin Costner. Mas acabou desistindo, porque achou que não funcionaria como um único filme de longa metragem, e sim como minissérie de 5 horas…

E aí fica a grande dúvida: Zack Snyder conseguiu?

Bem, como não li os quadrinhos, não posso comparar como adaptação. Mas como filme posso dizer que ficou bem legal! Um filme baseado em super-heróis mais adulto, bem diferente do que se tem visto por aí, como os dois “hits baseados em quadrinhos” do ano passado, Batman e Homem de Ferro.

Quase tudo no filme funciona muito bem. O visual é impressionante, aliás, como era de se esperar. A trilha sonora, com trechos de hits oitentistas, é muito boa. O elenco é todo de semi-desconhecidos, como Jeffrey Dean Morgan, que faz um comediante sarcástico na dose certa, ou Jackie Earle Haley, que transpira ódio com seu Roschach. E a Espectral de Malin Akerman ainda vai fazer muito adolescente perder o sono, mais ou menos como um certo biquini dourado nos anos 80… Completam o time de mascarados Patrick Wilson como Coruja (não sei se de propósito, mas heu achei meio parecido com o Batman, tanto na roupa quanto no estilo “menino rico cheio de brinquedos caros”), Billy Crudup como dr Manhattan e Mathew Goode como Ozymandias.

E por que o “quase” do parágrafo acima? É que a história fica um pouco confusa às vezes, e o ritmo é um pouco lento. E, em 2 horas e 40 minutos, só explicaram o porque do superpoder do dr. Manhattan. Em tempos de X-Men e Heroes, heu esperava pelo menos saber um pouco mais sobre o motivo dos outros serem heróis…

Mesmo assim, vale o ingresso do cinema. Sim, cinema, este filme é pra ser visto em tela grande. Sabe aquelas brigas em câmera lenta de 300? Pois é, agora imagine dois mascarados enfrentando dezenas de presidiários numa rebelião…

Revolver

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Revolver

Quando Quentin Tarantino lançou Cães de Aluguel e Pulp Fiction, um novo estilo foi criado em Hollywood. Personagens marginais e esquisitos, trilha sonora cool, edição ágil, violência estilizada… Então apareceram vários seguidores deste estilo. Um dos melhores que estão por aí é o Guy Ritchie.

Guy Ritchie surgiu no fim dos anos 90, com o ótimo Jogos Trapaças e Dois Canos Fumegantes, e logo depois fez Snatch, que seguia a mesma linha de tramas rocambolescas e personagens bizarros. Aí houve um grande erro em sua carreira profissional: se casou com a Madonna e fez Swept Away, que foi execrado por crítica, público e fãs. Aí ano passado apareceu RocknRolla, e pensei “legal, Guy Ritchie está de volta!”

Mas teve esse filme, Revolver, no meio do caminho… Revolver é de 2005, mas foi mal lançado por aqui (se é que foi lançado), e acho que só chamou atenção agora… Tanto que os camelôs de Copacabana estão vendendo o piratão junto com os lançamentos!

Jason Statham interpreta Jake, um ex-presidiário que quer se vingar de Macha, um grande gangster, interpretado por Ray Liotta.

Mas sabe qual é o problema aqui? A história é confusa demais! Quando o filme acaba, não sabemos exatamente quem é quem, e qual é o papel de cada personagem!

Como achei tudo muito estranho, foi procurar no imdb informações sobre o filme, e descobri que metade do público achou o filme ruim porque é confuso demais; a outra metade adorou justamente porque o filme não conclui nada…

Bem, heu fico com a metade que não gostou. Se vou ver um filme de gangsters no submundo do jogo e do crime, não quero encontrar um filme cabeça…

Mesmo assim, não é um programa ruim. É só se deixar levar pelo filme, sem se preocupar com explicações… Afinal, algumas cenas são bem legais, como a parte em desenho animado no meio do filme (mais alguém pensou em Kill Bill?), ou o tiroteio no restaurante…

300

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300

Todo mundo que me lê aqui sabe que heu não entendo nada de quadrinhos. Meu negócio é cinema. Se vou ver um filme baseado em quadrinhos, pouco me importa se a é uma boa adaptação – quero saber se o filme em si é bom! Bem, parece que de um tempo pra cá, Hollywood descobriu como se faz adaptações de quadrinhos: foram vários bons filmes oriundos de hqs.

Este 300 é um bom exemplo: é uma adaptação da graphic novel homônima de Frank Miller, e além disso é um filmaço! E dei uma folheada na graphic novel de onde saiu, e realmente parece que as páginas estão nas telas!

O filme conta a história de um exército de 300 espartanos que encarou um exército de cem mil persas. Não existem registros históricos pra sabermos o número exato, mas sabemos que foi por aí – poucos espartanos peitando muitos persas.

E o que diferencia esse filmes de tantos outros por aí? O diretor Zack Snider (que antes fez a refilmagem de Madrugada dos Mortos e este ano lançará Watchmen) criou um visual poucas vezes visto nas telas, com seus cenários digitais e cores alteradas, muito parecido com a graphic novel. E, o mais importante: as lutas coreografadas são em câmera lenta, com pausas em alguns golpes. Vemos tudo, com uma clareza nunca antes vista em filmes de ação. Partes de corpos decepadas, sangue, muito sangue, tá tudo lá, na cara do espectador!

No elenco, ao lado de Gerard Butler, Lena Headey e Dominic West, uma atração à parte para a plateia brasileira: quem interpreta Xerxes, o rei da Pérsia, é o “nosso” Rodrigo Santoro!

Na época que este filme foi lançado, teve gente dizendo que se tratava de um filme gay, pela quantidade de “homens seminus de barriga de tanquinho”. Que nada! Considero este um “filme testosterona”, na linha de Clube da Luta. Filme pra macho.

Batman – O Cavaleiro das Trevas

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Batman – O Cavaleiro das Trevas

Acho que este foi o filme mais falado do ano passado… É um filme que consegue agradar a todos: aos fãs de quadrinhos, aos fãs de filmes de ação, e aos fãs do bom cinema independente do estilo. Então, o que falar agora, já que todos falaram por aí?

Sim, a atuação do Heath Ledger é impressionante, assim como Aaron Eckhardt e Gary Oldman (como sempre) mandam bem. Sim, as sequências de ação são de tirar o fôlego – nem parece que são duas horas e meia de filme.

Gotham City está um caos: enquanto o crime organizado tenta destruir Batman, anônimos vestem fantasias e tentam combater o crime por conta própria. Ao mesmo tempo, surge um “Cavaleiro Branco”, o promotor Harvey Dent, um homem íntegro e que, diferente do Batman, mostra a cara. E aí surge o melhor vilão dos últimos tempos: o Coringa.

O Coringa de Ledger é genial. Deve até ganhar o Oscar póstumo domingo que vem. Mas independente disso, é genial. O jeito de andar, de falar, a ironia, a loucura, mostram que o único objetivo deste coringa é criar o caos. Desculpe, Jack Nicholson, um “garoto” te passou pra trás…

Outra coisa boa de se ressaltar é a quantidade de efeitos especiais que “estão lá” – usa-se pouco CGI, as explosões são verdadeiras, as perseguições de carro também. Numa época onde tudo é feito no computador, bola dentro para Christopher Nolan e seu “filme-sem-cara-de-computador”.

Não gostei da Maggie Gyllenhaal no lugar da Katie Holmes. Ela é boa atriz, mas acho que a franquia merecia uma atriz mais bonita (afinal, já tivemos até Nicole Kidman e Michelle Pfeiffer!). Mesmo assim, ela funciona, assim como todo o elenco.

Enfim, um forte candidato a ser lembrado sempre como “um dos melhores filmes de super-heróis”, como é o caso do Superman de 1978…

Chumbo Grosso

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Chumbo Grosso

Antes de falar de Chumbo Grosso, precisamos falar de Todo Mundo Quase Morto (The Shaun of the Dead), que, apesar do infeliz título em português, é uma ótima comédia inglesa de 2004, que satirizava filmes de zumbi – inclusive no nome (Madrugada dos Mortos – Dawn of the Dead). Se você gosta de boas comédias e não viu esta, corra pra locadora ou pro torrent!

A mesma equipe que fez Todo Mundo Quase Morto – diretor, roteiristas e atores principais – resolveu fazer um policial, esse Chumbo Grosso.

Bem, desta vez o humor é bem menos escrachado. Nicholas Angel (Simon Pegg, também roteirista) é um policial “caxias” de Londres. Tão caxias que trabalha mais do que todos os seus colegas, e por causa disso é transferido para Sanford, uma pequena e pacata cidade do interior. É deste confronto que o filme trata.

O humor é mais contido, pode até passar por um filme policial em vez de comédia. Inclusive, tem uma trama com um assassino misterioso, boas cenas de mortes e também boas cenas de ação.

Foi mal lançado aqui no Brasil, mas se procurar, dá pra achar…

O Incrível Hulk

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O Incrível Hulk

Mais um filme de super-heróis! Temos tido muitos, né? Pelo menos agora eles têm uma coerência entre si e gente com talento e dinheiro por trás deles, coisa que raramente acontecia algumas décadas atrás…

Mas heu, que não saco nada de quadrinhos, tenho uma dúvida básica com relação ao Hulk: por que ele é um super-herói? Ele é um cara que sofreu uma mutação, e quando se transforma, simplesmente quebra tudo em volta. Isso é ser herói? Não me parece ter a mesma lógica de um Homem Aranha ou um Super Homem. Vou pesquisar sobre isso…

Bem, devido ao fracasso comercial do outro Hulk de alguns anos atrás, dirigido pelo Ang Lee e estrelado pelo Eric Bana, esse novo Hulk simplesmente ignora a existência daquele. Temos um pequeno flashback pra nos situar sobre quem é Bruce Banner, e vamos direto para a favela da Rocinha, Rio de Janeiro, onde o filme começa – as tomadas aéreas parecem ser realmente na Rocinha, mas as cenas com os atores gringos (Edward Norton, Tim Roth, William Hurt e mais uns de menor importância) foram filmadas na Tavares Bastos, no Catete. Não, Liv Tyler não esteve no Rio pra essas filmagens… 🙁

A partir daí seguimos Bruce Banner, cientista que teve sua estrutura molecular alterada por raios gama, que procura a cura para a sua situação enquanto foge do exército americano, que o querem transformar numa arma militar.

O filme funciona bem: os quatros atores principais fazem esses papéis com os pés nas costas; o diretor francês Louis Leterrier – da série Carga Explosiva – não compromete; os efeitos são competentes; o roteiro não nos chama de burros… Bom programa pra quem gosta de filmes baseados em quadrinhos!

Alguns detalhes interessantes: pra quem gosta de aparições cameo, além do óbvio Stan Lee (que gosta de aparecer em todos os filmes baseados em quadrinhos seus) como o velhinho que toma um refrigerante contaminado, temos Lou Ferrigno – o Hulk dos seriados – como o segurança do prédio que é “subornado” com a pizza. E, no fim do filme, Robert Downey Jr volta como Tony Stark, o Homem de Ferro…

Indiana Jones e o Reino da Caveira de Cristal

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Indiana Jones e o Reino da Caveira de Cristal

Depois de 19 anos, mais um filme com o nosso herói arqueólogo favorito: Indiana Jones!

Confesso que essa notícia era preocupante. Por um lado, claro que queremos ver mais Indiana Jones, os 3 filmes anteriores são fantásticos, estão certamente entre os melhores filmes de aventura da história. Mas eram duas as preocupações…

A primeira preocupação pode ser chamada de “Síndrome da Ameaça Fantasma“. É que, depois de 16 anos esperando um novo Star Wars, tivemos um novo filme, bem fraquinho, muito inferior aos anteriores. A segunda era: como se comportará Indy e seu chicote num mundo de efeitos especiais muito digitalizados, à la Lara Croft e A Múmia?

Bem, podemos deixar as preocupações de lado. O novo filme pode ser colocado ao lado dos 3 anteriores, é mais um divertido e excelente filme de aventura. E os efeitos digitais estão a favor do filme: pouco os vemos!

Uma coisa legal nesse filme novo é que não tentaram transformar Harrison Ford em um garotão de novo. Se os filmes anteriores se passam nas décadas de 30 e 40, na época da 2a Guerra Mundial, agora a ação se passa em 57, durante a guerra fria. Não temos mais vilões alemães, agora eles são russos!

Outra coisa legal é a volta de Marion, a “mocinha” do primeiro filme! Karen Allen cinquentona ainda manda bem! Ainda estão no elenco Shia Labeouf, Cate Blanchett e John Hurt, entre outros.

Ok, algumas coisas ficaram forçadas, como a cena da geladeira, ou o “momento Tarzan”. Mas, ora, estamos falando de Indiana Jones! Quem quiser ver coisas verossímeis na tela, procure outro filme! Aqui é que nem James Bond, a mentira trabalha a favor da diversão!

Fica melhor se acompanhado de pipoca!