Chumbo Grosso

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Chumbo Grosso

Antes de falar de Chumbo Grosso, precisamos falar de Todo Mundo Quase Morto (The Shaun of the Dead), que, apesar do infeliz título em português, é uma ótima comédia inglesa de 2004, que satirizava filmes de zumbi – inclusive no nome (Madrugada dos Mortos – Dawn of the Dead). Se você gosta de boas comédias e não viu esta, corra pra locadora ou pro torrent!

A mesma equipe que fez Todo Mundo Quase Morto – diretor, roteiristas e atores principais – resolveu fazer um policial, esse Chumbo Grosso.

Bem, desta vez o humor é bem menos escrachado. Nicholas Angel (Simon Pegg, também roteirista) é um policial “caxias” de Londres. Tão caxias que trabalha mais do que todos os seus colegas, e por causa disso é transferido para Sanford, uma pequena e pacata cidade do interior. É deste confronto que o filme trata.

O humor é mais contido, pode até passar por um filme policial em vez de comédia. Inclusive, tem uma trama com um assassino misterioso, boas cenas de mortes e também boas cenas de ação.

Foi mal lançado aqui no Brasil, mas se procurar, dá pra achar…

Meu Tio Matou um Cara

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Meu Tio Matou um Cara

Outro dia falei aqui de A Concepção, filme que exemplifica toda a picaretagem do cinema nacional. Hoje falarei do extremo oposto. Simples, leve e despretensioso, Meu Tio Matou um Cara mostra que sim, “filme nacional” não é sinônimo de “filme ruim”. Uma boa história bem contada pode ser o suficiente!

A história é simples: Duca (Darlan Cunha, de Cidade de Deus), ao descobrir que seu tio Eder (Lázaro Ramos) matou um cara, começa a investigar por conta própria com a ajuda de seus amigos Isa (Sophia Reis, filha de Nando Reis) e Kid (Renan Gioelli).

A idéia de se contar a história do ponto de vista do garoto é boa, e e também acompanhamos o triângulo amoroso dos 3: Duca gosta de Isa, que gosta de Kid, que por sua vez não gosta de ninguém em particular.

O diretor Jorge Furtado já mostrava talento desde o fim dos anos 80, época que fazia curtas. É dele um dos mais geniais curtas da história do cinema brasileiro, Ilha das Flores. Não viu? Procure no youtube, são uns 5 minutos, vale a pena!

E aqui esse talento é usado numa história ágil e enxuta – o filme dura menos de 90 min. Furtado também assina o roteiro, junto com Guel Arraes. Completam o elenco Deborah Secco, Dira Paes e Aílton Graça.

Seria bom para a saúde do combalido cinema nacional se tivéssemos mais filmes como esse…

O Bosque Maldito (Il bosco fuori)

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O Bosque Maldito (Il bosco fuori)

Um jovem casal é atacado numa estrada pouco movimentada por uma gangue. Uma família os salva, mas mal eles sabem que essa família é ainda pior que a gangue…

Com a produção do veterano Sergio Stivaletti (que trabalhou com Dario Argento, Lamberto Bava e outros), o jovem diretor Gabriele Albanesi nos traz um filme cheio de gore e humor negro, repleto de elementos que agradarão aos fãs dos filmes trash, como famílias de freaks sádicos e desmembramentos por serras elétricas. Isso, claro, aliado a muito, muito sangue cenográfico.

Despretensioso, pode render uma boa diversão!

Sex and the City

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Sex and the City

Antes de tudo, preciso informar que nunca vi o seriado. Mas pra mim isso não interessa, porque um filme é um filme. Já vi e já curti muito filme baseado em quadrinhos sem ter lido o quadrinho que o originou. Um bom filme não depende de “pré-requisitos”.

Bem, nisso, o filme é ok. Conseguimos entender toda a história: o dia-a-dia de quatro amigas de longa data, já com uma certa idade. Carrie (Sarah Jessica Parker), Charlotte (Kristin Davis), Samantha (Kim Cattrall) e Miranda (Cynthia Nixon) desfilam seus clichês e suas roupas horrorosas por intermináveis quase duas horas e meia.

Sim, esse é o grande pecado do filme. 2h 28min num filme que parece um episódio de sitcom estendido é demais. Podíamos enxugar uma hora inteira, e então o filme seria mais leve e bem mais divertido. Aliás, é inacreditável como uma sitcom com episódios de menos de meia hora cada tenha gerado um filme tão longo. Parece que tentaram espremer toda uma temporada dentro do filme!

Outro problema é que não consigo crer que pessoas sensatas achem graça naqueles figurinos horrendos. A cada cena Carrie aparece com uma roupa mais feia que a outra, e as amigas não ficam atrás! Assim, fica difícil de se identificar com pessoas ricas e fúteis que gastam dinheiro excessivo em roupas que parecem feitas para uma “festa cafona”.

As situações são clichê, e as atuações são “feijão com arroz”, mas isso era esperado, justamente pelo fato de ter vindo de uma sitcom. Ou seja, são clichês “do bem”, e até podem divertir os menos exigentes.

Agora, quem for mais exigente vai se incomodar com as grandes “tempestades em copo d’água” que norteiam o filme. Duas das quatro protagonistas têm problemas em seus relacionamentos. E, em vez de se conversar pra resolver, parece que a solução mais fácil é brigar e sofrer. Isso é coisa de adolescentes, não de mulheres com mais de 40… Mas, se as personagens fossem adultas e um pouco mais verossímeis, acho que não dava pra fazer um longa metragem inteiro…

Bem, esse Patricinhas balzaquianas de Beverly Hills não é pra qualquer um. Boa sorte!

My Name is Bruce

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My Name is Bruce

Um filme para fãs do Bruce Campbell! Legal! Mas, claro, se você se perguntar “Bruce quem?”, esqueça este filme…

Bruce Campbell é um ator canastrão, famoso por ter feito Ash, personagem principal da trilogia Evil Dead, de Sam Raimi. Além de Evil Dead, fez alguns cult movies (como Bubba Ho Tep) e participações especiais em grandes produções (ele está nos três filmes do Homem Aranha, também dirigidos por Sam Raimi). Claro, também fez um monte de filmes ruins. Faz parte… E agora resolveu dirigir uma homenagem a si mesmo, cheio de auto-referências!

A história: um monstro chinês aparece em um cemitério em uma cidade pequena. Quem vamos chamar pra resolver isso? Que tal o próprio Ash? Bem, se não pode ser o Ash, que tal o próprio Bruce Campbell?

É isso que acontece. E Bruce vai, achando que é tudo uma grande brincadeira…

Às vezes o humor do filme é meio bobo, temos alguns momentos “didimocoanos” – por isso não é recomendado pra “não fãs”. Mas no geral, o filme é uma grande e deliciosa bobagem, pra ser visto com galera comendo pipoca e rindo das tosqueiras!

Detalhe interessante: Ted Raimi, irmão de Sam e amigo de infância de Bruce, faz três papéis diferentes!

O Grande Lebowski

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O Grande Lebowski

Um filme pode ter mais forma do que conteúdo e ser bom? Na minha opinião, sim!

Costumo lembrar de dois filmes legais onde a forma é mais importante que o conteúdo: Delicatessen e O Grande Lebowski, dos irmãos Joel e Ethan Coen (dirigido por um, produzido pelo outro, escrito pelos dois), que antes nos deram pérolas como Fargo, Arizona Nunca Mais e Na Roda Fortuna, dentre outros, e ano passado ganharam o Oscar de melhor diretor por Onde os Fracos Não Têm Vez.

Jeffrey Lebowski é um cara largadão. Desempregado, sua vida é jogar boliche, ouvir Creedence, beber white russian e fumar maconha. Inclusive, detesta ser chamado de Jeffrey, prefere simplesmente “The Dude”. Até que um dia é confundido com um milionário homônimo, o seu tapete é danificado e sua vidinha simples é virada ao avesso…

O Dude é maravilhosamente interpretado por Jeff Bridges. Tanto que existe uma convenção nos EUA, a Lebowski Fest, só de fãs do seu estilo de vida (do personagem, não do ator!).

E todos os outros personagens são ótimos, caricatos ao extremo, interpretados de maneira deliciosa por atores-assinatura dos irmãos Coen. John Goodman faz Walter, um veterano do Vietnã estressado e brigão; Steve Buscemi é Donny, o aéreo parceiro de boliche; John Turturro é o sensacional e caricato Jesus, rival no boliche. E tem mais: Julianne Moore, Tara Reid, Philipp Seymour Hoffman, David Huddlestone, Sam Elliot, Ben Gazarra, David Thewlis… O desfile de bons atores em papéis geniais parece interminável!

Detlhe para duas pontas interessantes: o niilista baixinho é Flea, baixista do Red Hot Chilli Peppers; enquanto a coadjuvante no filme Longjammin é Asia Carrera!

Assim, entre personagens estranhos e situações esquisitas, nosso amigo Dude vai se envolvendo com situações cada vez mais bizarras e engraçadas. E, cada vez mais, ele quer se livrar disso tudo e voltar a sua vidinha simples…

Fido – O Mascote

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Fido – O Mascote

Quem se lembra do fim de Shawn of the Dead? Agora coloque aquele zumbi que joga videogame no meio de uma mistura entre Mamãe é de Morte e Mulheres Perfeitas. E coloque tudo isso nos anos 50.

Difícil de misturar, não? Pois Fido – O Mascote é algo por aí.

Uma poeira cósmica cai na Terra e transforma os mortos em vivos. E aparece uma grande corporação que cria uma coleira que controla os zumbis, que viram escravos a serviço da população, ao mesmo tempo que deixa as cidades seguras.

Sim, é um filme de zumbis. Tem muito sangue, pedaços de corpos sendo arrancados, um monte de gente morrendo e sendo comida por mortos-vivos… Mas NÃO é um filme de terror! É uma comédia – de humor negro, muito negro!

Logo de cara, o filme mostra a que veio. Passa um daqueles filminhos de propagandas educativas, em preto e branco, muito anos 50. E o filme inteiro é uma grande caricatura com esse visual!

O elenco está perfeito: Carrie Ann Moss, Dylan Baker e o garoto K’Sun Ray são a família protagonista, que ganha como novo vizinho um Henry Czerny veterano da “guerra dos zumbis”. Outro personagem genial é o vizinho esquisitão que tem uma namorada zumbi, vivido por Tim Blake Nelson. E, claro, Billy Connolly consegue criar um convincente morto-vivo com Fido, o nosso zumbi de estimação.

Andrew Currie, um diretor desconhecido por aqui, conseguiu dosar perfeitamente o humor, o terror e o trash, trazendo uma pérola, que aqui foi mal lançado e deve até ser difícil de se encontrar nas locadoras.

Os teóricos chatos de plantão ainda terão como se divertir, vendo vários textos subliminares; como o racismo contra os zumbis; ou a militarização da sociedade feita pelo “grande irmão” Zomcom, a corporação que controla os zumbis.

Mas recomendo deixar as teorias de lado e se divertir vendo como um zumbi pode “voltar a viver”… A cena que Carrie Ann Moss leva bebidas para Fido e seu filho é genial!

Planeta Terror

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Planeta Terror

Pra quem não sabe de nada, uma explicacao antes: Quentin Tarantino e Robert Rodriguez resolveram fazer uma homenagem às sessões duplas que rolavam em cinemas poeiras nos anos 70, sempre com filmes vagabundos com roteiros que privilegiavam sexo e violencia gratuitos, não se importando com eventuais erros de continuidade ou falhas no roteiro. O projeto se chamava Grindhouse, e incluía um longa de cada um, e alguns traileres fakes (de filmes que nunca existiram, nem nunca vão existir).

Grindhouse foi lançado assim nos EUA, mas como as sessões ficavam muito longas (mais de 3 horas), resolveram lançar como filmes separados no resto do mundo. O que é uma pena…

Logo no começo da projeção, uma vinheta com cara de anos 70 avisando os traileres. Sim, temos um trailer! Machete, um assassino de aluguel violentíssimo, estrelado por Danny Trejo e Cheech Marin, figurinhas fáceis nos filmes de Rodriguez.

Findo o exagerado e genial trailer (pena que a gente não vai ver o filme), outra vinheta anunciando “our feature presentatio”, Planet Terror!

A historia de Planeta Terror é simples. Um gás venenoso transforma pessoas em zumbis comedores de carne humana. Um grupo forma uma resistência contra os zumbis, e ainda tem que lutar contra militares com motivos para manter o gás.

Mas a história é o menos importante aqui. O que vale é o formato. E um formato cheio de falhas na projeção, com riscos na tela e alterações nas cores. Tudo proposital, claro, pra fazer de conta que a copia do filme é muito velha e surrada. Aliás, no meio da projeção, uma destas “falhas” arrebenta um dos rolos do filme, e perdemos uma parte da história! E perdemos algo importante – de propósito!

Além das falhas, o roteiro é cheio de deliciosas situações caricatas muito engraçadas, como o cientista que coleciona testículos dos seus adversários, ou a médica anestesista com pistolas de seringas, ou ainda o mocinho com mira perfeita andando numa moto miniatura para criancas.

O elenco é otimo. Os televisivos Rose McGowan (Charmed) e Freddy Rodriguez (Six Feet Under) fazem o casal principal, e ainda temos Josh Brolin, Marley Shelton, Naveen Andrews (o Sayid de Lost), Michael Biehn e Stacy Ferguson, além do próprio Tarantino e um não creditado Bruce Willis. Todos eles exercitando ao máximo suas canastrices!

Robert Rodriguez é um gênio sem par em Hollywood. Ele dirige, escreve o roteiro, produz, edita, faz a fotografia e a trilha sonora e ainda trabalha nos efeitos especiais. E não é só isso: o cara tem duas carreiras paralelas. Além dos filmes para adultos (como Sin City e Era uma vez no Mexico), ele ainda faz filmes infantis, como Shark Boy & Lava Girl e a série Pequenos Espiões. Como ele consegue tempo pra isso tudo? Não sei, mas sei que Hollywood ia ser menos divertida se não existissem caras como ele…

O filme é violento e muito escatológico. Não é recomendado para estômagos fracos! Mesmo assim, divertidíssimo. Vários momentos são ao mesmo tempo muito violentos e muito engraçados!

Pena que era pra ser sessão dupla… E À Prova de Morte, a segunda parte de Grindhouse, dirigida pelo Tarantino, inexplicavelmente nunca foi lançada aqui no Brasil…

p.s. – ATUALIZAÇÃO – À Prova de Morte foi lançado no circuito brasileiro em julho de 2010 – três anos de atraso!!!

E estão fazendo um longa Machete! 😀

Pagando Bem, que Mal Tem

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Pagando Bem, Que Mal Tem?

Oba! Filme novo do Kevin Smith!

Se você não sabe quem é Kevin Smith, corra para sua locadora / site de torrents e alugue / baixe O Balconista (Clerks, no original). Depois pode ver também Barrados no Shopping (Mallrats), Procura-se Amy (Chasing Amy), Dogma (mesmo nome), O Império do Besteirol Contra-Ataca (Jay and Silent Bob Strike Back) e O Balconista 2 (Clerks 2).

Smith é um excelente roteirista. Um dos melhores roteiristas de humor que existem hoje em Hollywood. Seus diálogos são muitas vezes perfeitos. O Balconista é um bom exemplo disso: é um filme quase amador, em preto e branco, usando atores não profissionais, todo construído a partir de situações vividas numa loja de conveniência e numa locadora de vídeo. E todas as cenas e diálogos são geniais…

(Menina dos Olhos / Jersey Girl, com Ben Affleck e Liv Tyler, também é de Smith. Mas ele passava por um momento pessoal ruim, então o filme destoa de tudo o que ele fez. Não recomendo esse filme.).

E, finalmente, chegamos ao Zack e Miri fazem um pornô!

Zack e Miri são amigos desde a época do colégio. Apesar de morarem juntos, nunca rolou nada entre eles, eles só moram juntos pra se ajudarem na hora de pagar as contas. E, num momento finaceiramente difícil, eles resolvem apelar ao sexo pra levantar dinheiro: resolvem fazer um filme pornô. E, no filme, vão transar pela primeira vez!

Sim, é uma comédia romântica. Temos todos os dramas do envolvimento entre Zack e Miri, que gostam um do outro mas não conseguem admitir isso, muito menos verbalizam. Mas, como se trata de Kevin Smith, é uma comédia romântica “torta”. Temos várias situações bizarras, como o tema “bastidores de filme pornô” sugere.

Aliás, não vá procurando muito sexo e mulheres peladas. Para um filme que aborda o tema, temos pouca nudez, apesar do elenco contar com duas estrelas pornô, uma aposentada (Traci Lords) e uma na ativa (Katie Morgan).

Seth Rogens e Elizabeth Banks são Zack e Miri do título. Apesar de Rogen ser um pouco limitado como ator e interpretar sempre o mesmo papel, até que funciona aqui. Outra presença curiosa no elenco é Jason Mewes – o Jay! – como um dos atores pornôs. E também Tom Savini, o maquiador dos primeiros filmes do George Romero, como o dono do imóvel onde eles vão filmar. Ainda tem Brandon Routh, o “novo Superman”, num pequeno e importante papel. E, pra quem é ligado em tv: Kevin Smith participou da série Reaper. Tyler Labine, um dos atores principais, faz uma ponta aqui, como o bêbado que entra na cafeteria à noite.

Jason Mewes está lá, mas cadê a dupla Jay e Silent Bob? Essa é a bola fora do filme. A dupla de desocupados está em TODOS os outros filmes de Smith, que inclusive interpreta o Silent Bob. Eles bem que poderiam fazer uma ponta… Pelo menos temos referências a Star Wars, outra constante nos filmes de Smith.

Não é uma obra prima, mas vale o ingresso!

Queime depois de ler

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Queime depois de ler

Deve ser legal ser um “irmão Coen”. No início deste ano eles ganharam 3 Oscars cada um – melhor filme, melhor direção e melhor roteiro – pelo excelente e denso filme Onde os Fracos não têm vez, pra fazer companhia ao Oscar de roteiro por Fargo, que eles levaram em 96.

E o que os caras fazem logo depois? Este divertidíssimo Queime depois de ler!

A trama é rocambolesca. Um agente da CIA é demitido, e começa a escrever suas memórias. Ao mesmo tempo, sua mulher pede o divórcio e o expulsa de casa. Um casal de funcionários de uma academia encontram um cd com informações do ex-agente e acham que é coisa séria. A funcionária da academia começa a ter um caso com o amante da ex-mulher do ex-agente. E por aí vai…

Mas, apesar de aparentar complicada, a trama “desce” fácil, num curto filme de pouco mais de hora e meia de projeção. Ponto para o roteiro, enxuto, muito bem escrito.

Todos os que acompanham a carreira dos Coen sabe que na verdade este filme tem muito mais a ver com os filmes deles do que o laureado Onde os Fracos não têm Vez. Trama rocambolesca e cheia de humor é algo que não falta!

(Até alguns ano atrás, os irmãos Joel e Ethan Coen se dividiam nos créditos, um ficava como “diretor” enquanto o outro como “roteirista”. Mas diziam que eram sempre os dois juntos… Bem, aqui os dois estão creditados como diretores e roteiristas!)

Outro dos pontos altos é o elenco. George Clooney, Brad Pitt, John Malkovich, Frances McDormand, Tilda Swinton, Richard Jenkins, todos estão ótimos em seus papéis. É até difícil saber se alguém se destaca. Talvez Pitt mereça uma “menção honrosa” pelo seu inocente e ingênuo funcionário de academia…

Esse vale o ingresso! Nem que seja pra queimar depois…