Kiri: Profissão Assassino

KiriCrítica – Kiri: Profissão Assassino

Um site que promove leilões para contratos de assassinos de aluguel funciona sob uma determinada ética. Até que um dia, um assassino contratado por apenas um centavo quebra regras básicas, e agora as pessoas que trabalham para o site têm que descobrir quem é o novo assassino.

Às vezes patroa implica comigo porque vivo fuçando o imdb atrás de dados sobre os filmes que vejo. Este Kiri: Profissão Assassino (Kiri: Shokugyô Koroshiya, no original) apareceu no Festival do Rio, com muito pouca informação sobre ele. Fui ver, o diretor Koichi Sakamoto tem vááários filmes dos Power Rangers no currículo. Viu só? Assim dá pra gente saber o que esperar do filme desconhecido…

Kiri: Profissão Assassino é uma divertida bobagem. Curtinho (77 minutos!), traz diversas lutas bem coreografadas, protagonizadas por belas japonesas – isso sim, algo difícil de se ver. A história é besta, mas o filme passa tão rápido que nem incomoda.

Enfim, nada demais, mas pelo menos me diverti durante a projeção. E esse é daqueles que NUNCA mais vou ter chance de ver…

Ah, não tem nada de pessoas que vestem uniformes coloridos para lutarem juntos…

p.s.: O filme é tão underground que não achei um poster no google imagens!

Anomalisa

AnomalisaCrítica – Anomalisa

Uma animação em stop-motion dirigida pelo Charlie Kaufman? Ei, isso deve ser legal!

Um escritor, autor de um best-seller corporativo, está em uma cidade para fazer uma palestra, quando encontra uma mulher que muda a sua vida.

Charlie Kaufman é um cara que merece o nosso respeito, afinal ele roteirizou alguns dos filmes mais criativos deste novo milênio – ele ganhou o Oscar pelo roteiro de Brilho Eterno de uma Mente Sem Lembranças (do Michel Gondry) e foi indicado por Quero Ser John MalkovichAdaptação (ambos do Spike Jonze). E agora ele se aventura em um longa metragem em stop-motion, um projeto realmente independente – ele usou o kickstarter, famoso site de crowdfunding, para levantar fundos. O resultado deveria ser interessante, não?

Não é. Anomalisa é chato e enfadonho. E muito pouco criativo.

Anomalisa tem 90 minutos, mas a história não tem fôlego para tanto – talvez funcionasse como um curta. O filme se arrasta em diálogos bobos e situações sem graça. Apenas uma parte tem a criatividade esperada pelo “pedigree kaufmaniano”, a sequência onde o escritor vai conversar com o gerente do hotel. Se o filme todo fosse nessa pegada, o resultado seria outro.

Um parágrafo à parte para falar da cena de sexo. Duke Johnson, que co-dirigiu o filme, declarou que levou seis meses para animar esta cena, porque queria o máximo de realismo possível. Ou seja: temos uma cena realista com bonecos feios – a cena não é sexy nem engraçada. É uma cena longa, parece interminável! Me questionei qual o sentido desta cena existir. Será que é pra afirmar que esta é uma animação stop-motion não recomendada para crianças?

Pra não dizer que o filme é um completo equívoco, gostei da parte técnica da animação, e gostei da ideia de todas as vozes secundárias serem feitas pelo mesmo ator (David Thewlis e Jennifer Jason Leigh interpretam o casal principal, todas as outras vozes são de Tom Noonan). Ah, claro, também gostei da sequência que citei ali em cima.

Mas é pouco. Charlie Kaufman é capaz de algo melhor.

Green Room

Green Room - posterCrítica – Green Room

Sem grana, uma banda punk aceita fazer um show em um bar de skinheads, mas acabam ficando presos no camarim depois de presenciar um assassinato.

Escrito e dirigido por Jeremy Saulnier, Green Room é um filme cru e violento. A história é simples, e até um pouco clichê: pessoas comuns colocadas em uma situação extrema. O interessante aqui é como isso é mostrado. As reações dos personagens são  críveis; e a violência gráfica é intensa. O clima tenso do filme é ótimo!

O elenco ajuda, todos estão bem. Se for pra destacar alguém, seria Patrick Stewart, que demora a aparecer, mas arrebenta com o seu vilão “mau como um pica pau”. Também no elenco, Anton Yelchin, Imogen Poots, Alia Shawkat, Mark Webber e Callum Turner.

Li por aí muitos elogios ao filme anterior do diretor Saulnier, Blue Ruin. É, mais um filme pouco conhecido que entrou na minha lista de filmes para procurar…

 

Podcrastinadores.S03E23 – Filmes sobre Marte

Podcrastinadores - MartePodcrastinadores.S03E23 – Filmes sobre Marte

Com o novo sucesso de Ridley Scott nos cinemas, os Podcrastinadores se reúnem mais uma vez para um bate-papo repleto de curiosidades científicas sobre Marte! Exploramos o novo Perdido em Marte, mas também Missão Marte, Planeta Vermelho, Marte Ataca e vários outros filmes sobre o nosso querido planeta vizinho. Participação especialíssima do astrônomo do Planetário do Rio Alexandre Cherman, que tirou todas as nossas dúvidas sobre o planeta vermelho e da viagem espacial até lá.

Participantes: Gustavo Guimarães, Helvecio Parente, Rodrigo MontaleãoTibério Velasquez, Carlos Voltor e Alexandre Cherman.

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Paz & Amor

Love_&_PeaceCrítica – Paz e Amor

Um músico frustrado que sofre bullying por seus colegas de trabalho compra uma tartaruga, mas acaba se desfazendo dela, e se arrepende por isso. Mas sua tartaruga cresce e aprende a cantar.

No Festival do Rio do ano passado, uma das melhores surpresas foi Gangues de Tokyo, um musical hip hop em japonês. Claro que guardei o nome do diretor, Sion Sono. E claro que, quando li seu nome na programação deste ano, nem pensei duas vezes e garanti o meu ingresso.

Paz & Amor (Love and Peace em inglês) é divertidíssimo, apesar de ser um dos mais estranhos da programação deste ano. E por este motivo, não é um filme recomendado pra qualquer um, tem que ter a cabeça aberta para ver algo completamente fora da curva. Temos atuações à beira da caricatura (algo comum no cinema japonês), criaturas animadas toscamente e uma tartaruga gigante que parece o Baby da Silva Sauro.

Explicando melhor: existe uma trama paralela (que traz um belo plot twist, diga-se de passagem) onde temos brinquedos quebrados e animais abandonados que falam. E, em vez de serem animatronics ou cgi, são marionetes toscas! E a tartaruga, quando cresce, com grandes olhos e voz fina, lembra muito o personagem caçula da família Dinossauro.

Agora, mesmo com toda a tosqueira, a produção é muito bem feita. Temos grandes shows de música, e cenas bem feitas de destruição no fim. Falta de dinheiro não era um problema, a tosqueira deve ter sido uma opção da produção.

Agora aguardemos o festival de 2016, onde vou direto na programação procurar se tem algo novo do Sion Sono. E enquanto isso, passei o dia cantarolando a música tema do filme – impossível não sair do cinema com a música na cabeça!

p.s.: No trailer que tem no youtube tem a música, mas não aparece a tartaruga…

A Colina Escarlate

A Colina Escarlate posterCrítica – A Colina Escarlate

Alvíssaras! Guillermo Del Toro voltou ao terror!

Depois de uma tragédia na sua família, uma jovem escritora americana se casa e se muda para uma mansão misteriosa na Inglaterra.

O cinema de terror contemporâneo tem um grande nome, Jason Blum, que produz dezenas de filmes por ano – alguns até bem legais, como Sobrenatural, do James Wan. Legal, temos muitas opções, mas acaba que se criou uma cara “blumhouseiana”, com vários filmes parecidos. No meio dessa pasteurização, ver um filme do Guillermo Del Toro é um colírio para os olhos!

O último trabalho do Del Toro foi Círculo de Fogo, um blockbuster hollywoodiano que não agradou a todos. Mas foi um ponto fora da curva em sua filmografia. Del Toro tem uma carreira firme no cinema fantástico, com ótimos filmes como A Espinha do Diabo e O Labirinto do Fauno. A Colina Escarlate (Crimson Peak, no original) é a sua volta ao cinema fantástico.

Com roteiro do próprio Del Toro em parceria com Matthew Robbins, A Colina Escarlate é uma história de fantasmas à moda antiga. Del Toro consegue criar um clima excelente, ajudado por uma impressionante fotografia – se a Academia não for preconceituosa com filmes de terror, temos um forte candidato ao Oscar de melhor fotografia. São várias imagens belíssimas ao longo da projeção. A boa trilha sonora é outro destaque. E, numa época de filmes com “violência sem sangue”, a violência gráfica mostrada no filme também chama a atenção. Algumas cenas são bem fortes!

Infelizmente, nem tudo funciona. A primeira metade é muito lenta, toda a parte nos EUA demora a passar, o filme melhora muito quando eles chegam na tal “colina Escarlate” do título. Além disso, a trama tem alguns elementos bastante previsíveis (não entro em detalhes por causa de spoilers, mas quando vocês verem, vão concordar comigo).

O elenco é baseado em três bons atores. Mia Wasikowska (a Alice) e Tom Hiddleston (o Loki) estão bem; Jessica Chastain (Perdido em Marte) não está mal, mas perdeu a oportunidade de fazer uma vilã memorável. Também no elenco, Charlie Hunnam, Leslie Hope e Jim Beaver (o Bobby de Supernatural). Ah, os dois dos atores por trás dos fantasmas são Doug Jones, o Abe Sapiens de Hellboy, e Javier Botet, que fez a Menina Medeiros de REC e a Mama de Mama.

A Colina Escarlate pode até não ser um novo Labirinto do Fauno, mas pelo menos Guillermo Del Toro largou os blockbusters de monstros e robôs gigantes e voltou ao estilo onde ele funciona melhor.

The Lobster

The Lobster - posterCrítica – The Lobster

Quando a gente lê “futuro distópico” em uma sinopse, a gente logo lembra de filmes como Jogos Vorazes, Maze Runner ou Divergente. Bem, esqueça isso!

Vamos a uma das sinopses mais estranhas dos últimos tempos: nesta sociedade distópica, as pessoas não podem ficar sozinhas. Quem está solteiro (ou separado, ou viúvo) é levado para um hotel, onde tem 45 dias para arranjar um par (e tem que ser “pra valer”, não existe a opção de namorar por namorar). Se não conseguir um(a) companheiro(a), será transformado(a) em um animal de sua escolha. Sim, um animal, de verdade.

Depois de chamar a atenção com títulos como Dente Canino e Alpes, o diretor grego Yorgos Lanthimos partiu para uma produção mais internacional – The Lobster é uma co-produção entre Grécia, Inglaterra, Irlanda, França e Holanda, e é falado em inglês e francês.

The Lobster é um conto bizarro, parece até os filmes surrealistas do Buñuel. A sociedade apresentada no filme é absurda, mas as interpretações são sérias – os personagens levam aquilo a sério, o absurdo é só para o espectador. Isso gera cenas geniais – e engraçadíssimas!

O elenco também é bem internacional: o irlandês Colin Farrell, os ingleses Rachel Weisz e Ben Whishaw, a francesa Léa Seydoux e o americano John C. Reilly. De um modo geral, o elenco parece um pouco apático, mas é exatamente o clima que o filme pede.

The Lobster tem um problema: o ritmo cai na parte final. Enquanto a narrativa está no hotel, a trama flui bem; quando vamos para a floresta, o foco muda, mas continua fluindo. Quando a história se fecha no casal, o filme perde o fôlego. Pena.

Mesmo com o fim mais fraco, The Lobster foi um dos melhores filmes do Festival do Rio 2015. Tomara que entre em cartaz!

Love & Mercy

love&mercyCrítica – Love & Mercy

Biografia do Brian Wilson!

Na década de 60, o líder dos Beach Boys, Brian Wilson, luta com uma psicose emergente enquanto ele tenta criar sua obra-prima pop. Na década de 1980 , ele é um homem confuso sob a vigilância de 24 horas de um terapeuta de métodos duvidosos.

Quando me perguntam se prefiro Beatles ou Rolling Stones, minha resposta sempre é “Beach Boys”. Claro que quero ver um filme sobre o líder da banda!

Dirigido por Bill Pohlad, Love & Mercy traz duas narrativas paralelas, com dois atores distintos, cada um interpretando o músico em uma diferente fase da vida. Paul Dano interpreta Brian Wilson nos anos 60, na época da gravação do disco Pet Sounds, enquanto John Cusack fica com os anos 80, quando Wilson estava sob os cuidados polêmicos de Eugene Landy.

Isso traz um problema básico:  John Cusack é um grande ator, mas não é nada parecido com o músico. Quando Paul Dano está na tela, vemos Brian Wilson; quando Cusack aparece, vemos Cusack.

Além da semelhança física, Dano ainda deu a sorte de interpretar Wilson durante sua fase criativa. Como fã de Beach Boys, preciso dizer que gostei muito mais da parte do Paul Dano, afinal, ver bastidores de composições, arranjos e gravações de músicas como God Only Knows ou Good Vibrations é muito mais legal do que problemas de relacionamento entre Brian Wilson e seu terapeuta.

O que compensa é que na outra parte temos Paul Giamatti e Elizabeth Banks contracenando com Cusack. Um excelente trio de atores, com uma boa química entre eles.

Love & Mercy passou no Festival do Rio, mas acredito que deve entrar no circuito. Tem potencial para isso!

A Travessia

A Travessia-posterCrítica – A Travessia

Em 1974, o equilibrista Philippe Petit recruta um time de pessoas para ajudá-lo a realizar seu sonho: atravessar os topos das duas Torres Gêmeas do ainda em construção World Trade Center.

Robert Zemeckis sempre vai morar no meu coração por ter dirigido De Volta Para o Futuro. Mas a gente não pode esquecer que ele fez um monte de outras coisas boas, e, entre elas, ganhou o Oscar de melhor diretor em 1995 por Forrest Gump. A Travessia lembra bastante o formato de seu filme oscarizado: temos um personagem contando uma história fascinante. A diferença é que Forrest Gump era um personagem fictício, enquanto Philippe Petit é real.

Ok, a gente não sabe se tudo aquilo mostrado no filme aconteceu de verdade, mas o fato é: em 74, enquanto as Torres Gêmeas ainda não estavam prontas, Petit prendeu um cabo entre os dois prédios e protagonizou talvez o número de equilibrismo mais famoso da história – tanto que virou um documentário em 2008, que chegou a ganhar o Oscar, O Equlibrista (Man on Wire).

O filme é narrado pelo próprio Petit, interpretado por Joseph Gordon-Levitt, que começa contando seu passado de uma forma meio didática. O ritmo melhora quando Petit vai para Nova York, e a narrativa de A Travessia passa a se assemelhar com os “filmes de roubo” e seus planos mirabolantes. Falando em Joseph Gordon-Levitt, ele fala com sotaque francês, e isso me fez pensar por que nas produções nacionais nunca pensam nisso… Também no elenco, Ben Kingsley, Charlotte Le Bon e James Badge Dale.

Ah, o 3D. Quem me conhece sabe que só admiro o 3D em raríssimas ocasiões, como A Invenção de Hugo Cabret. Pois bem, A Travessia é um desses casos. Zemeckis consegue efeitos especiais ao mesmo tempo discretos e impressionantes, onde o 3D finalmente faz diferença!

Ainda sobre os efeitos: fiquei curioso pra saber mais sobre a cena da travessia. Claro que são efeitos, o World Trade Center nem existe mais. Mas queria saber o quanto daquilo é cgi, será que Gordon-Levitt aprendeu a andar na corda bamba?

Bem, o que importa é que o filme tem cenas de tirar o fôlego. Quem tem medo de altura deve pensar duas vezes antes de ir ao cinema.

Bata Antes de Entrar

bataantesdeentrar

Crítica – Bata Antes de Entrar

Um homem está sozinho em casa enquanto sua esposa e filhos passam o fim de semana fora. À noite, com chuva, duas belas jovens batem à sua porta, perdidas. Ele oferece abrigo enquanto chama um táxi, mas elas o seduzem. E no dia seguinte, tocam o terror na casa.

Eli Roth chamou a atenção em 2005 quando fez O Albergue, um dos mais famosos “torture porn” dos últimos tempos (o outro é Jogos Mortais). Mas seu filme novo, Bata Antes de Entrar (Knock Knock, no original) está longe daquele festival de gore. Até temos alguma violência física, mas o foco aqui é mais a violência psicológica.

Bata Antes de Entrar não é um grande filme (acho que nunca quis ser), mas mesmo assim tem um bom desenvolvimento e flui bem. O fato de não ter nada de sobrenatural ajuda o espectador a “comprar a ideia” e se colocar no papel do personagem de Keanu Reeves. Quem não cederia à tentação?

O elenco tem basicamente três nomes, e todos funcionam para o que o filme pede. O veterano Keanu Reeves divide o espaço com duas belas pouco conhecidas, a cubana Ana de Armas e a chilena Lorenza Izzo (a atual sra. Eli Roth). Bata Antes de Entrar  é uma co-produção EUA e Chile, e o roteiro foi escrito por Roth em parceria com os chilenos Nicolás Lopez e Guillermo Amoedo, nomes por trás de Aftershock, um filme chileno com Roth no elenco.

Não gostei do fim, acho que se existisse um motivo, a história seria mais crível. Mas não me aprofundo nisso por causa de spoilers.

Agora, o lançamento deste filme me deixou curioso com uma coisa: que fim levou Canibais / Green Inferno, filme que o Eli Roth fez com a mesma Lorenza Izzo, que passou aqui no Festival do Rio de dois anos atrás? Sabe-se lá por que, nunca tinha sido lançado em nenhum lugar do mundo, mas que parece que finalmente apareceu nos cinemas americanos no mês passado…