Peter Pan

Peter Pan - posterCrítica – Peter Pan

Que tal um reboot da história do Peter Pan?

Peter, um órfão de 12 anos de idade, é levado por piratas voadores até a Terra do Nunca, onde ele descobre seu destino: virar o herói que será para sempre conhecido como Peter Pan.

Vamulá. Nunca li o livro original de J. M. Barrie, e sei que a Disney tradicionalmente muda vários detalhes nas suas adaptações. Estou escrevendo como alguém que conhece apenas a versão Disney do Peter Pan. E digo: a história está bem diferente daquela que todos se lembram.

Acredito que a ideia do diretor Joe Wright era exatamente essa: um reboot do Peter Pan. Mais ou menos assim: “esqueçam a versão da Disney, vamos recomeçar do zero”.

Agora, não sei se foi intencional, mas Peter Pan (Pan, no original) é quase um filme trash. Não na produção, os efeitos especiais são excelentes, a cenografia é toda bem cuidada, assim como os figurinos. Mas, na essência, estamos diante de um filme trash. Tive esta certeza quando chegamos à Terra do Nunca através dos navios voadores, e todos estão cantando Smells Like Teen Spirit, do Nirvana (mais tarde, eles cantam Blitzkrieg Bop, dos Ramones). Depois disso, a gente não se espanta quando vê um Capitão Gancho que quer ser Indiana Jones, ou índios que viram nuvens de fumaça coloridas.

Acredito que esta “essência trash” vai afastar boa parte do público. Talvez os realizadores quisessem fazer um novo Barão de Munchausen, mas não tinham um Terry Gilliam à disposição. Acaba o filme, e o espectador fica se perguntando “o que diabos foi isso que acabei de assistir???”

No elenco, Hugh Jackman rouba a cena, com um pirata que nem de longe lembra “o Wolverine de sempre”. Fecham o elenco principal Levi Miller, Rooney Mara (Ela), Garrett Hedlund (Tron: O Legado), além de uma ponta de Amanda Seyfried.

Vários pontos conhecidos da história não aparecem aqui. Provavelmente os realizadores pretendem começar uma nova franquia, e mostrar o que faltou em um ou mais próximos filmes. Aguardemos pra saber se o grande público vai comprar esta ideia.

Micróbio e Gasolina

Microbio e Gasolina - posterCrítica – Micróbio e Gasolina

Filme novo do Michel Gondry!

Dois adolescentes, excluídos socialmente na escola, se tornam grandes amigos. Um é apelidado de Micróbio por causa de seu tamanho, o outro, de Gasolina, por gostar de coisas mecânicas. Decidem construir juntos uma casa sobre rodas, usando sucata do ferro velho, e saem de férias pela França.

Michel Gondry tem um currículo curioso. Seus fãs vão me xingar pelo que vou dizer agora, mas… sua carreira lembra a de M Night Shyamalan: um filme muito acima da média, e vários filmes à sombra deste. Gondry dirigiu um dos melhores filmes do início deste século, Brilho Eterno de uma Mente sem Lembranças, mas nunca mais fez nada à altura. Rebobine Por Favor é legal, mas inferior ao Brilho Eterno. Sua participação em Tokyo foi decepcionante, e o seu Besouro Verde é muito ruim. Gondry mudou de estilo em Nós e Eu, um filme “menor”, legalzinho, mas só.

Analisando essa filmografia, Micróbio e Gasolina (Microbe et Gasoil, no original) é uma evolução. Está longe de Brilho Eterno, mas é seu melhor filme em muito tempo.

Micróbio e Gasolina é um filme leve, despretensioso – e por isso mesmo, muito bom. O clima me lembrou os filmes do Pequeno Nicolau, também franceses, comédias leves e com personagens carismáticos, que te convidam a viver as suas fantasias. A aventura dos adolescentes Daniel “Micróbio” e Théo “Gasolina” é irresistível. O espectador fica com vontade de ter 15 anos e embarcar na casa móvel construída pela dupla.

(Me lembrei de Plunct Plact Zuuum, musical da tv brasileira onde crianças construíam um foguete com sucata. É, sou velho… A diferença é que no programa brasileiro o foguete não voava, era só imaginação.)

Enfim. É só a gente não pensar que se trata do “novo filme do diretor de Brilho eterno Sem Lembranças” que temos um ótimo filme!

A Possessão do Mal

A Possessão do MalCrítica – A Possessão do Mal

Mais um filme de terror em câmera encontrada…

Depois que sua esposa morre num acidente, um documentarista resolve procurar forças ocultas para saber se são verdade ou não.

Filme de estreia do diretor e roteirista David Jung, A Possessão do Mal (The Possession of Michael King, no original) tem um diferencial entre tantos outros found footage iguais por aí. O personagem principal é um documentarista, que está filmando experiências nele próprio. Isso justifica algumas filmagens que parecem forçadas em filmes do estilo – quando personagens reais largariam suas câmeras. Mas por outro lado, cria um grande furo de roteiro. Desde o início dos experimentos, vemos imagens alteradas em decorrência das possessões. Que documentarista é esse que não revê o material que ele filmou?

Na parte de sustos, acho que todos os sustos aqui são decorrentes de ruídos muito altos, jogados abruptamente. Ok, isso assusta o espectador. Mas, convenhamos, é “roubar no jogo”. O bom susto é aquele que faz parte da narrativa!

Se A Possessão do Mal tem algo bom, é a parte de maquiagem e a atuação do ator principal Shane Johnson. Pouco, não?

Enfim, A Possessão do Mal é mais um filme de terror meia boca a ser lançado no circuito. Uma prova de que terror vende ingresso. Mas, se vende, por que não lançar coisa melhor?

Podcrastinadores.S03E22 – Top Naves do Cinema e da TV

Podcrastinadores - NavesPodcrastinadores.S03E22 – Top Naves do Cinema e da TV

Nesse episódio especial dos Podcrastinadores vamos listar, comentar e debater as naves mais legais da história do cinema e da televisão. Star Wars, Star Trek, Battlestar Galactica, Alien, Mochileiro das Galáxias, entre muitos outros. Tem naves quadradas, redondas, com asa-x, tem até um navio voador…

Confira esse bate-papo divertidíssimo com Gustavo Guimarães, Helvecio Parente, Rodrigo MontaleãoTibério Velasquez, Fernando Caruso e Ulisses Mattos.

Ouça e comente!

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Podcrastinadores.S03E21 – Seja nosso padrinho!

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Festival do Rio 2015

Festival do Rio1Festival do Rio 2015

E chegou a hora esperada pelos cinéfilos cariocas! Começa o Festival do Rio, a grande maratona cinematográfica anual carioca!

Este ano são “apenas” 280 filmes, espalhados em 26 salas do Rio durante duas semanas. Tem pra todos os gostos, tem filmes nacionais inéditos, filmes gringos inéditos, uma mostra especial em homenagem ao mestre Orson Welles, uma retrospectiva das animações japonesas do Studio Ghibli, uma mostra Hal Hartley com a presença do próprio… Temos filmes novos, filmes velhos, filmes conhecidos, filmes underground, filmes esperados – e filmes inesperados.

Quem me conhece, sabe que foco mais nesses últimos, nos “filmes inesperados”. Ora, claro que quero ver vários filmes esperados, mas esses entrarão no circuito depois. Aproveito o festival para ver filmes desconhecidos que dificilmente serão lançados aqui.

Vou aproveitar este espaço para dar algumas sugestões. Só que serão sugestões diferentes de outros sites por aí. Enquanto outros sites focam em filmes badalados, a minha lista será de filmes underground!

Só lembrando que são filmes novos e inéditos. Muitos deles nunca passaram em lugar algum. Ou seja, temos chances de encontrar obras primas, mas também temos chances de encontrar filmes de qualidade duvidosa…

Vamos à lista?

A TRAVESSIA (The Walk)
Filme novo do Robert Zemeckis (De Volta Para o Futuro), estrelado por Joseph Gordon-Levitt (Batman: O Cavaleiro das Trevas Ressurge), contando a história (real) de Philippe Petit, que caminhou sobre um cabo de ferro entre as torres gêmeas do então recém-inaugurado World Trade Center. Ok, esse não é underground e vai entrar em cartaz…

AS FÁBULAS NEGRAS (As Fábulas Negras)
Terror nacional, baseado no folclore brasileiro! Rodrigo Aragão, Joel Caetano, Petter Baiestorf e José Mojica Marins (o Zé do Caixão) dirigem 5 histórias curtas, sobre o Monstro do Esgoto, o Saci, o Lobisomem, a Iara e a Loura do Banheiro.

SR. HOLMES (Mr. Holmes)
Inglaterra, 1947. Sherlock Holmes, hoje com 93 anos, relembra antigos casos depois de ver um filme sobre sua vida e reconhecer pouco de si. Além de ser o Magneto e o Gandalf, Ian McKellen agora também é Sherlock Holmes!

LOVE & MERCY (Love & Mercy)
John Cusack e Paul Dano interpretam Brian Wilson, líder dos Beach Boys. O filme vai desde a gravação de Pet Sounds – um dos mais influentes álbuns de todos os tempos – até os anos 1980, quando Wilson se torna confuso, sob cuidado constante de um psiquiatra.

A COLINA ESCARLATE (Crimson Peak)
Guillermo Del Toro (O Labirinto do Fauno) de volta ao terror! Uma jovem escritora que vive fugindo de um trauma de infância vai viver em uma mansão que respira, sangra e tem memória. Estrelado por Mia Wasikowska (Alice no País das Maravilhas), Jessica Chastain (Perdido em Marte) e Tom Hiddleston (o Loki).

A SEITA (A seita)
Normalmente espero para ver os filmes nacionais quando são lançados. Mas achei sensacional a sinopse desse filme: “2040 foi um ano importante pra mim por duas razões. A primeira é que foi o ano em que eu decidi deixar as Colônias Espaciais e voltar a morar no Recife. A segunda é que foi em 2040 que eu descobri a existência da Seita.” É, esse filme não deve entrar em cartaz..

ANOMALISA (Anomalisa)
Animação em stop motion dirigida por Charlie Kaufman (Quero ser John Malkovich)

APOCALIPSE YAKUZA (Gokudo daisenso)
Novo trabalho alucinado e cheio de violência do mestre japonês Takashi Miike, que mistura yakuza com vampiros.

DER NACHTMAHR: SEU PIOR PESADELO (Der nachtmahr)
Filme alemão onde uma jovem de 17 anos depois de uma noite de loucuras passa a ser assombrada por uma criatura bizarra e repugnante, que mais ninguém consegue ver.

GREEN ROOM (Green Room)
No final de uma turnê em que as coisas deram errado, uma banda aceita um último show em um bar de skinheads em uma cidadezinha, onde presenciam um assassinato. Agora, o dono do lugar não pretendem deixar que as testemunhas saiam de lá vivas. Estrelado por Anton Yelchin (Star Trek “novo”) e Patrick Stewart (Star Trek “velho”).

MICRÓBIO & GASOLINA (Microbe et Gasoil)
A nova comédia de Michel Gondry (Brilho Eterno de Uma Mente Sem Lembranças) mostra dois jovens que ficam amigos e decidem construir um lar sobre rodas e seguir juntos para um acampamento que tem papel fundamental na memória afetiva de um deles.

PAZ & AMOR (Love & Peace)
Ano passado, uma das mais agradáveis surpresas foi Gangues de Tóquio, um musical feito com rap em japonês. O mesmo diretor Sion Sono agora traz uma história onde um cara solitário reencontra uma tartaruga que ele tinha, que foi jogada pela privada. Detalhe: a tartaruga cresceu e aprendeu a falar!

THE DIARY OF A TEENAGE GIRL (The Diary of a Teenage Girl)
São Francisco, anos 1970. Uma adolescente usa um pequeno gravador como diário e ali confessa seus pensamentos mais íntimos, em uma época em que a cidade está repleta de hippies cabeludos. Com Alexander Skarsgård (True Blood), baseado na graphic novel de Phoebe Gloeckner.

THE LOBSTER (The Lobster)
Em um futuro distópico diferente, pessoas solteiras são transformadas em um animal de sua preferência e soltas no meio da Floresta. Estrelado por Colin Farrell (O Vingador do Futuro) e Rachel Weisz (Oz: Mágico e Poderoso).

Pânico (1996)

Panico1Crítica – Pânico

Pra preparação de um podcast de filmes slasher, fui catar o primeiro Pânico pra rever.

Um serial killer fanático por filmes de terror aterroriza uma pequena cidade do interior da Califormia, sempre usando uma faca e uma máscara de fantasma.

A boa notícia: revisto hoje, quase vinte anos depois, Pânico (Scream, no original) ainda é um grande filme!

Voltemos um pouco no tempo. Durante os anos 70, o diretor Wes Craven teve alguns bons filmes (como Quadrilha de Sádicos), mas nenhum grande hit. O sucesso veio em 1984, com A Hora do Pesadelo, uma reviravolta na história dos filmes slasher, que colocava o assassino dentro do sonho. Mas Craven perdeu os direitos sobre o filme, que virou franquia e perdeu a qualidade. E Craven voltou ao underground.

Depois de um tempo em baixa (quando ele até fez filmes legais, mas não obteve tanto sucesso, como A Maldição dos Mortos-Vivos e As Criaturas Atrás das Paredes), Craven voltou ao sucesso de público e crítica em 96, com o primeiro Pânico – que logo virou uma trilogia com filmes lançados em 97 e 2000, e que ainda ganhou um quarto filme “temporão” em 2011, (todos dirigidos por Craven).

Primeiro roteiro da carreira de Kevin Williamson (que depois ficaria famoso por ser o criador da série Dawnson’s Creek), Pânico é um presente para fãs de filmes de terror. São inúmeras referências, várias delas bem explícitas – os personagens citam vários filmes clássicos, como Halloween, Sexta Feira 13 e o próprio A Hora do Pesadelo.

Mas Pânico não funciona só como referência. O ritmo é bom, e a trama consegue algo difícil: um assassino slasher convincente – nos anos 90, personagens como Michael Myers, Freddy Krueger e Jason Vorhees já não assustavam ninguém. E tudo isso num filme leve e divertido. Não é à toa que frequenta várias listas de melhores filmes de terror. Além disso, foi um sucesso de bilheteria, foi o sexto filme de terror da história a alcançar a marca de 170 milhões na bilheteria (antes dele, apenas O Exorcista, Tubarão, Tubarão 2, Drácula de Bram Stoker e Entrevista com o Vampiro conseguiram tal sucesso).

Pena que nem tudo sobreviveu à passagem do tempo. Hoje esta trama falharia logo de cara – todos têm celulares com bina! Outra coisa: em 1996 não existia teste de DNA em crimes? Os policiais conseguiram uma fantasia usada pelo assassino! Não tinha nenhum fio de cabelo na máscara?

É curioso analisar o elenco hoje, 19 anos depois. Tirando a Drew Barrymore, que aparece apenas na cena inicial, o resto do elenco era de nomes que ficaram conhecidos na época, mas hoje estão meio sumidos, como Neve Campbell, Courtney Cox (que já era um nome conhecido na tv por causa da série Friends), Skeet Ulrich, David Arquette, Rose McGowan, Jamie Kennedy e Mathew Lillard (sempre caricato, mas aqui perfeito para o papel). Ah, o assassino da mãe de Sidney, que quase não aparece, é Liev Schreiber.

E olhem a coincidência: Pânico está na programação do Festival do Rio de 2015. Quem quiser rever na tela grande é uma oportunidade imperdível!

Agora fiquei com vontade de rever os outros três…

Evereste

everesteCrítica – Evereste

Sabe quando um filme promete e não cumpre?

Uma expedição até o Monte Evereste é atacada por uma tempestade de neve. Baseado em uma história real.

Dirigido por Baltasar Kormákur (Dose Dupla), Evereste (Everest, no original) é uma propaganda enganosa, pelo menos sob dois aspectos:

1- O cartaz do filme fala sobre uma história inacreditável. Mas o mesmo cartaz avisa: “o lugar mais perigoso da Terra”, e logo no início do filme lemos um texto que fala que no início, a cada quatro alpinistas que subiam, um morria. Ora, alguém morrer no Everest não é algo inacreditável!

2- O filme se vende como uma história emocionante. E não é. O cara tá preso lá em cima, no meio da tempestade, mas em vez do filme focar nisso, ficamos vendo sua esposa grávida, em casa, chorando por ele. Pô, se vou ver um filme que mostra perrengues na escalada do Evereste, quero ver esses perrengues! O filme mediano Limite Vertical, de 2000, em sua cena inicial, de apenas três minutos, mostra mais tensão do que todos as duas horas de Evereste.

Pena, porque o elenco é excelente (Jason Clarke, Josh Brolin, Jake Gyllenhaal, Keira Knightley, Emily Watson, Sam Worthington, Robin Wright, Elizabeth Debicki, John Hawkes), assim como o visual do filme é belíssimo. Temos takes aéreos sensacionais – e tudo é digital, é impressionante como é alta a qualidade do cgi hoje em dia.

Mas no fim, fica a decepção. Não exatamente por ter visto um filme ruim, mas por saber que tinha potencial para ser muito melhor.

Hotel Transilvânia 2

Hotel Transilvania 2 - posterCrítica – Hotel Transilvânia 2

Agora avô, Drácula pede ajuda aos seus amigos para tentar aflorar o lado monstro em seu neto meio humano meio vampiro.

Continuação do longa de animação de 2012. Mais uma vez, a direção ficou a cargo de Genndy Tartakovsky, que sempre vai morar no nosso coração – afinal, ele é um dos nomes por trás da série Clone Wars.

Como acontece quase sempre em continuações, Hotel Transilvânia 2 (Hotel Transylvania 2, no original) segue os passos do primeiro filme – inclusive, temos a repetição de algumas piadas. Desta vez temos menos foco nas diferenças entre o humano Jonathan e os monstros, porque boa parte da trama acompanha o novo personagem, o bebê.

Um dos roteiristas é Adam Sandler. Lembram do post de Pixels, onde falei sobre roteiros com “cara de Adam Sandler”? Bem, a boa notícia aqui é que, assim como o primeiro, Hotel Transilvânia 2 não tem “cara de Adam Sandler”. O humor flui bem, sem se basear nas piadas sem graça que todos nós conhecemos.

Vi a versão dublada, muito boa, por sinal. Mas a gente fica triste quando lê o elenco da versão original: Adam Sandler, Andy Samberg, Selena Gomez, Steve Buscemi, Kevin James, David Spade, Fran Drescher, Molly Shannon, Megan Mullally, Dana Carvey – e ninguém menos que Mel Brooks como o vampiro bisavô. Deve ser legal ver a versão legendada…

Ainda sobre a dublagem: não sei como é a voz do lobisomem Wayne no original, mas achei muito engraçada a ideia de deixá-lo com sotaque paulista exagerado…

Enfim: Hotel Transilvânia 2 não está aí para ser uma das melhores animações do ano. Mas vai divertir quem entrar no clima.

p.s.: Cuidado com os bonequinhos que vêm no McLanche Feliz, porque um deles traz um spoiler sobre o fim do filme!

Unfriended / Cybernatural

UnfriendedCrítica – Unfriended / Cybernatural

Durante uma reunião via skype, um grupo de amigos se vê assombrado por uma força misteriosa e sobrenatural, usando a conta de uma amiga morta há exatamente um ano.

A primeira vez que li sobre este Unfriended, produção do quase onipresente no terror contemporâneo Jason Blum em parceria com Timur Bekmambetov (Guardiões da Noite, O Procurado, Abraham Lincoln – Caçador de Vampiros), achei que seria uma cópia de Open Windows / Perseguição Virtual, onde também ficamos diante de uma tela de computador durante todo o filme. Mas não, apesar de também se passar inteiramente dentro de uma tela, Unfriended é bem diferente.

Uma coisa legal do filme dirigido pelo desconhecido soviético Levan Gabriadze é ser tudo em tempo real, como se realmente estivéssemos acompanhando uma ligação de skype, enquanto vemos outras interações simultâneas (que também acontecem no dia-a-dia), como chats e visitas ao facebook e ao youtube. Aliás, palmas para Gabriadze: depois de algumas tentativas de filmar em planos-sequência de 10 minutos cada, ele arriscou filmar tudo em um único plano-sequência de 83 minutos – e conseguiu!

Claro que essa ideia de tempo real + computador limita muito a narrativa, e assim Unfriended é um filme de terror sem sustos. A boa notícia é que a tensão funciona bem ao longo da curta projeção – fiquei curioso querendo saber como a trama se resolveria.

No elenco, claro, ninguém conhecido. Heather Sossaman, Matthew Bohrer, Courtney Halverson, Shelley Hennig, Moses Storm, Will Peltz e Renee Olstead funcionam bem para o que o filme pede.

Mesmo sem ser um grande filme, Unfriended serve para mostrar que a narrativa cinematográfica pode (e deve) mudar para se adaptar aos meios de comunicação contemporâneos.

p.s.: O nome do filme é meio confuso. Parece que o título de trabalho seria Offline, mas logo mudaram pra Cybernatural. Foi lançado como Unfriended, e, segundo o imdb, tem título nacional: Desprotegido. Quantos destes será que vale? 😛