Terror na Antártida

Terror na Antártida

Às vésperas de começar o rigoroso inverno na Antártida (quando quase todos saem de lá), a policial Carrie Stetko (Kate Backinsale) procura desvendar uma série de assassinatos.

Acredito que o pior problema de Terror na Antártida é o modo como foi vendido. O trailer dava a entender que a trama trazia algo misterioso, talvez alienígena ou sobrenatural, como O Enigma de Outro Mundo (que também se passa no gelo). Até o título nacional evoca um filme neste estilo!

Nada disso. Terror na Antártida é um filme policial, um eficiente thriller, apenas isso. Se fosse vendido como tal, acredito que acertaria o público alvo certo.

Dito isso, agora vamos às coisas boas do filme dirigido por Dominic Sena (Swordfish, 60 Segundos). Terror na Antártida (Whiteout no original) sabe usar muito bem o ambiente gelado da Antártida. Por um lado, temos belíssimas paisagens geladas. Por outro lado, as nevascas ajudam a criar climas tensos interessantes.

Além de Kate Beckinsale (cada dia mais bonita), o elenco conta com Gabriel Macht (The Spirit), Tom Skerrit (Alien) e Columbus Short (Quarentena).

Enfim, como disse lá em cima, Terror na Antártida é um eficiente thriller, mas nada além disso. Pode agradar se você estiver no clima certo. Mas, por favor, esqueça o trailer!

Premonição 4

Premonição 4

Os releases de Premonição 4 em dvd rip e bd rip já estão circulando pela internet há meses. Desisti e assisti – e logo depois o filme estreou! Mesmo assim, acho que foi uma boa escolha, pois o filme é fraquinho…

Premonição 4 segue a mesma fórmula dos outros três: um espetacular acidente abre o filme, então descobrimos que tudo isso ainda não aconteceu, foi uma premonição de um dos envolvidos no acidente. Por causa desta premonição, algumas pessoas escapam da morte. E a morte vem buscá-las, uma por uma.

No primeiro filme, rola um acidente de avião. O segundo traz uma estrada com a pista molhada e um acidente envolvendo vários carros. O acidente do terceiro é numa montanha russa. E, finalmente, o quarto filme traz um acidente numa corrida de carros.

O quarto filme também mantém uma coisa que acontece em todos os outros: a sequência inicial, a da premonição do acidente, é a melhor coisa do filme…

Premonição 4 é previsível. Mas acredito que não vai decepcionar ninguém, o filme é aquilo que se espera, a história é apenas uma desculpa para mostrar mortes absurdas, mas graficamente bem feitas.

Mesmo assim, achei algumas das mortes exageradas demais. Um ralo de piscina tem força para arrancar as entranhas de homem adulto? Ou uma banheira transbordando pode alagar um quarto de hospital, a ponto de afundar o chão?

Ah, tem outra coisa que preciso falar. Sabe o cara que sobreviveu ao acidente, mas não fugiu? Por que a morte veio atrás dele? Ele não “escapou” da morte! Não me lembro disso nos outros filmes. Aquela seqüência foi desnecessária…

Também precisamos falar dos efeitos. O filme é em 3D, então temos várias coisas atiradas na direção da tela. Isso é sempre legal. Mas, por outro lado, há tempos que não vejo um cgi tão tosco. Alguns efeitos são muito mal feitos!

Mais uma crítica! Heu assisti o release bd rip. O som dos diálogos está muito mais baixo que os efeitos sonoros e as músicas! Não sei se isso é um defeito da versão que vi. So sei que ficou até difícil de ver o filme…

Anyway, Premonição 4 é só para aqueles que querem ver as mortes. Algumas são boas, outras são engraçadas. Mas não espere mais do que isso!

I Sell The Dead

I Sell The Dead

Prestes a ser levado à guilhotina, um ladrão de túmulos confessa a um padre como entrou no negócio de comércio de cadáveres.

Segundo filme do diretor Glenn McQuaid, I Sell The Dead é um daqueles filminhos despretensiosos e divertidos que não têm muito espaço no circuito. O filme é de 2008, e heu nunca tinha ouvido falar dele! Não sei se existe previsão de lançamento no Brasil. Se for, acredito que só em dvd…

Os dois principais nomes do elenco chamam a atenção: Ron Perlman (o Hellboy!) e Dominic Monaghan (o Charlie de Lost). Aliás, o papel de Perlman é bem menor que o do desconhecido Larry Fessenden, um dos verdadeiros protagonistas (ao lado de Monaghan). E tem um outro nome interessante escondido: Angus Scrimm, o “homem alto” da franquia de “terror esquisito” Fantasma.

A segunda parte de I Sell The Dead é muito divertida, mas não vou falar aqui por causa dos spoilers. Só digo que achei genial a solução encontrada no roteiro para variar o tema “ladrões de túmulos”.

I Sell The Dead não vai mudar a vida de ninguém, mas vale o download!

A Volta dos Mortos Vivos

A Volta dos Mortos Vivos

Logo antes de começar o filme, aparece a seginte mensagem na tela: “The events portrayed in this film are all true. The names are real names of real people and real organizations” (“Os eventos apresentados neste filme são verdadeiros. Os nomes são nomes de pessoas reais e de organizações reais”). Caramba! Será que o filme realmente se baseia em fatos reais?

Claro que não! A Volta dos Mortos Vivos é uma comédia, e das boas. Uma das melhores comédias de humor negro que conheço!

A história é genial: um barril do exército com um morto-vivo dentro é extraviado e vai parar numa pequena loja de materiais para hospitais e universidades. Anos depois, acidentalmente, vaza um gás do barril – um gás que reaviva os mortos. E eles estão ao lado do cemitério…

Já falei que gosto de humor negro, não? Este filme é um bom exemplo. Os zumbis comedores de cérebros aqui não causam medo, como nos filmes do George Romero – eles são motivo para gargalhadas! E olha que precisamos ressaltar que os efeitos especiais, de uma era pré computador, são excelentes! Os zumbis são muito bem feitos, e a maquiagem também é ótima.

O filme, de 1985, foi dirigido por Dan O’Bannon, que infelizmente faleceu mês passado (dezembro de 2009). O’Bannon trabalhou em poucos filmes, mas importantes. Este foi um dos dois únicos filmes que ele dirigiu, mas por outro lado, ele escreveu o roteiro de ótimos filmes, como Alien, Força Sinistra e O Vingador do Futuro, além de ter trabalhado nos efeitos especiais de Guerra nas Estrelas, e de ter co-escrito e estrelado Dark Star, o primeiro filme de John Carpenter. É, o cara era bom!

Sobre o elenco, não tem ninguém famoso, mas ninguém compromete a história. Temos Clu Gulager, James Karen e Don Calfa, entre outros nomes que não chamam a atenção. Só tem um nome que merece um comentário: a scream queen Linnea Quigley (que estrelou “clássicos” como Hollywood Chainsaw Hookers e Sorority Babes in the Slimeball Bowl-O-Rama), que passa boa parte do filme só de meias. E que foi a primeira morta-viva gostosa da história do cinema!

A Volta dos Mortos Vivos nunca foi lançado em dvd por aqui. Comprei uma edição gringa, mas meu dvd player não reconheceu o disco. Pena, porque, entre os extras, existe a opção “legendas em zumbi”. Fiquei curioso para saber do que se trata. Preciso de um dvd player novo!

Existem algumas continuações por aí. Confesso que ouvi falar bem da terceira parte, mas admito que ainda não vi nenhuma delas. Acho que vou procurá-las…

How I Met Your Mother – Ep. Girls Vs Suits (S05E12)

How I Met Your Mother- Ep. Girls Vs Suits (S05E12)

Não faz muito tempo que descobri a série How I Met Your Mother. Aliás, nem sei se passa por aqui. Conheci através de indicações de amigos, e baixei as temporadas anteriores. No momento, está rolando a quinta temporada lá fora.

How I Met Your Mother é uma sitcom, boa opção para os órfãos da cultuada Friends. Em vez de seis amigos, aqui são cinco, na mesma Nova York, interpretados por Josh Radnor, Neil Patrick Harris, Cobie Smulders, Alyson Hannigan e Jason Segel. E o estilo de humor é parecido, acredito que o público alvo seja o mesmo.

Pra mim, o pior defeito de How I Met Your Mother é justamente o seu título. No início de cada episódio, ouvimos uma voz de um pai contando para duas crianças como ele conheceu a sua mãe. Mas, caramba, já estamos no meio da quinta temporada, e nada de aparecer a mãe deles! E o pior é que, quando aparecer a mãe, acaba a série… Mesmo assim, a série é muito boa, é só ignorarmos essa busca pela mãe – o que, na verdade, nem é o foco da maioria dos episódios.

Uma coisa muito interessante na estrutura desta sitcom são os flashbacks. Como todos os episódios começam no futuro, com alguém contando um caso que se passa nos dias de hoje, a linha temporal dos episódios nunca é “careta”, temos sempre indas e vindas no tempo. Os roteiros construídos em cima disso ficam muito legais!

O episódio desta semana foi o centésimo! Além de participações especiais de Rachel Bilson e Stacy Keibler, o episódio terminou em grande estilo, com um genial musical à la Broadway, com direito a coreografia e tudo!

Só espero que How I Met Your Mother saiba a hora certa de parar!

O Primeiro Mentiroso

O Primeiro Mentiroso

Imagine uma sociedade onde não existe a mentira. Todos dizem a verdade – sempre! Interessante, não? Pois este é o mundo onde se passa O Primeiro Mentiroso (The Invention of Lying).

Mark Bellison (Ricky Gervais) é um roteirista de cinema que um dia tem uma ideia genial: mentir! E como ele está num mundo onde TODOS sempre dizem a verdade, ninguém duvida dele…

(Aliás, é bom explicar: como funciona o cinema num lugar onde não existe a ficção? Fácil! São atores lendo livros de história!)

A ideia do filme é muito boa, e gera piadas sensacionais, como as propagandas de coca e pepsi. Mas acho que o diretor / roteirista / protagonista Gervais se perdeu no meio do caminho – de repente, o filme perde a graça.

Acho que poucas vezes foi tão claro ver o momento exato onde o filme se perde. Isso acontece na cena das caixas de pizza. A partir daí, o filme, antes interessante, fica bobo e enfadonho.

Pena, porque o elenco é bem legal. Temos Jennifer Garner, Rob Lowe, Tina Fey, Jonah Hill, Louis C.K., e ainda rolam pontas de Edward Norton (o policial) e Philip Seymour Hoffman (o barmen).

Assim, uma ideia boa foi desperdiçada. O Primeiro Mentiroso termina com piadas sem graça e um final óbvio de comédia romântica. Pena…

Sherlock Holmes

Sherlock Holmes

O que esperar de uma nova versão de Sherlock Holmes, só que dirigida pelo Guy Ritchie, estrelada pelo Robert Downey Jr, e direcionada para as frenéticas platéias de filmes de ação de hoje em dia?

No filme, o famoso detetive inglês Sherlock Holmes (Robert Downey Jr), sempre acompanhado de seu fiel assistente e amigo Dr Watson (Jude Law), precisa descobrir o mistério por trás do Lorde Blackwood, que inexplicavelmente voltou dos mortos com planos para dominar o mundo.

O filme é muito bom, um blockbuster eficiente, bons atores, um diretor inspirado, bons efeitos especiais, edição ágil, excelente trilha sonora de Hans Zimmer, reconstituição de época primorosa… só não tem muito a cara de Sherlock Holmes, pelo menos o Sherlock criado na literatura por Arthur Conan Doyle.  Faz um bom tempo que não leio nenhum livro dele mas, pelo que me lembro, ele não usava tanto a força física. Holmes aqui chega a lutar boxe! Isso acontecia nos livros?

A carreira de Robert Downey Jr está num momento excelente. Ele é muito bom ator e funciona bem para este tipo de papel. Mas acho que o personagem pedia alguém menos atlético. E com certeza um ator mais inglês.

Aliás, a carreira de Downey Jr merece um parágrafo à parte. Na segunda metade dos anos 90, ele teve vários problemas com álcool e drogas. Chegou a freqüentar clínicas de reabilitação e foi preso algumas vezes. E hoje? Não só o cara é o nome principal em um dos blockbusters do verão (este Sherlock Holmes), como ainda este ano estreia o segundo filme do Homem de Ferro!

Além de Downey Jr e Law, o elenco conta com Rachel McAdams, Mark Strong, Eddie Marsan e Kelly Reilly.

Guy Ritchie continua em forma. Algumas seqüências são alucinantes, como o navio naufragando, ou belíssimas, como as explosões em câmera lenta. E a parte final do filme é muito boa. E, felizmente, sua câmera aqui está menos frenética que o usual, como nos ótimos  Jogos, Trapaças e Dois Canos Fumegantes e Snatch. O filme pede menos maneirismos com a câmera, e Ritchie encontrou o tom certo.

Enfim, disse antes e repito, o filme é muito bom. Só acho que poderia ser outro personagem, porque este protagonista não é o velho e conhecido Sherlock Holmes…

Mangue Negro

Mangue Negro

Não é todo dia que a gente tem a oportunidade de ver um filme trash nacional de zumbis canibais, né? Pra isso, fui até o centro da cidade, em pleno domingo à noite. Valeu a pena!

A trama? Ora, zumbis canibais saem do mangue e atacam as pessoas! Precisa de mais? 😀

Em primeiro lugar, preciso dar os parabéns a Rodrigo Aragão, diretor, roteirista e editor de Mangue Negro – e que ainda trabalhou nos efeitos especiais. Fico imaginando o tamanho do perrengue que passou para finalizar o filme, e que deve estar passando agora para distribuí-lo. Com mais caras como ele, o cinema brasileiro seria bem melhor.

Sobre o filme: temos coisas boas e ruins. As boas: o filme é um ótimo trash movie. Muito sangue, muito gore, não é exagero dizer que nos lembramos dos primeiros filmes de Peter Jackson (Fome Animal e Trash – Náusea Total). A maior parte dos zumbis que saem do mangue são bem feitos, e algumas cenas são geniais – como a tomada através da cabeça explodida.

Mas nem tudo entusiasma. As atuações são todas caricatas. Sim, sei que é um trash, mas isso só funciona com alguns personagens. Alguns dos atores estão sob forte maquiagem para interpretar personagens velhos, e isso só piora. A cena da dona Benedita ficou longa demais…

Mas o pior não foi isso. Boa parte do filme se passa à noite. O diretor resolveu usar filmagens em preto e branco para ser a sua “noite”. E com isso, muito do visual ficou escuro demais – pelo menos na tela do CCBB. Aliás, a bola fora foi a exibição em dvd. Caramba, heu estava num cinema! Por que não em película? As cores estavam completamente sem vida, e muitos dos efeitos se perderam…

Desconfio que deve haver alguma lenda ligando baiacu a mortos vivos, afinal, este é o segundo filme nacional em menos de um ano onde vejo esta referência – o outro foi Morgue Story.

A boa notícia para os fãs brasileiros é que Mangue Negro já tem distribuição garantida em dvd por aqui, pela London Films. E a boa notícia para os fãs fora do Brasil é que Mangue Negro tem distribuição garantida em dvd pelo mundo afora, através da distribuidora alemã 8 Films!

Quando sair o dvd, vou comprar o meu!

A Chave Mestra

A Chave Mestra

A jovem enfermeira Caroline Ellis (Kate Hudson) desiste de trabalhar em hospitais e resolve pegar um emprego cuidando de um senhor com problemas de paralisia, numa velha e sinsitra mansão cheia de quartos, em Nova Orleans.

Apesar de dos nomes principais deste filme (a atriz Kate Hudson e o diretor Ian Softley) não terem feito outras produções do gênero, “A Chave Mestra” (“The Skeleton Key”), de 2005, é um dos melhores suspenses dos últimos anos!

“A Chave Mestra” fala do hodu, uma espécie de vodu, praticado em Nova Orleans. O hodu é uma antiga magia afro-americana que só funciona se você acredita nela.

Um dos trunfos do filme é o velho casarão onde a trama se passa. Inclusive, a tal “chave mestra” do título tem a ver com a casa – é a chave que serve para abrir (quase todos) os diversos cômodos que vivem trancados. Muito boa a escolha do cenário!

A carreira do diretor inglês Ian Softley é curiosa: de 1994 até hoje, ele só fez seis longas, de diversos estilos. Este é o seu único filme de terror. Ele também fez filmes como “Backbeat – Os Cinco Rapazes de Liverpool”, “Hackers”, “K-Pax” e, recentemente, “Coração de Tinta”.

O elenco está excelente. Kate Hudson, a Penny Lane do maravilhoso “Quase Famosos“, e que atualmente parece que se especializou em fazer comédias românticas, está ótima como a cética Caroline. E John Hurt impressiona ao interpretar o quase paralisado Ben Devereaux. De quebra, ainda temos Peter Sarsgaard, que recentemente também mandou bem no ótimo “A Órfã“. Ainda no elenco, Gena Rowlands e Joy Bryant.

Você lembra do furacão Katrina? Para quem não lembra: o Katrina destruiu quase toda Nova Orleans, porque boa parte da cidade fica abaixo do nível do mar. Isso aparece no filme, no fim, quando chove daquele jeito e a água não escoa. E o curioso é que “A Chave Mestra” passou aqui no Brasil logo depois da tragédia em Nova Orleans.

Por fim, preciso falar que gosto muito do fim deste filme. O fim foge dos padrões hollywoodianos, heu quase citei este filme no Top 10 de finais surpreendentes!

Alice – Minissérie do SyFy Channel

Alice

Enquanto “Alice no País das Maravilhas”, a nova superpodução de Tim Burton, não chega aos cinemas (a data prevista para a estreia é 16 de abril), o canal SyFy resolveu mostrar uma nova versão da clássica história de Lewis Carroll, numa minissérie de apenas dois capítulos, com um total de pouco menos de três horas.

(Heu odiei este novo nome do canal, prefiro o anterior “SciFi Channel”!)

A trama lisérgica: Alice é uma jovem que acidentalmente cai através de um espelho e vai parar num mundo completamente diferente, onde um chapeleiro e um cavaleiro a ajudam num resgate.

A minissérie é baseada em dois livros de Carroll: Alice no País das Maravilhas e Alice Através do Espelho. Vou confessar que, no distante ano de 1989, heu li esses livros, emprestados de uma biblioteca, pois achava fascinante toda a “viagem” – parecia que o autor tinha tomado um ácido antes de escrever. Mas sou sincero, desde então, nunca mais dei bola, e me esqueci de quase tudo que tinha na história original…

Existe um elemento muito interessante e importante na trama da minissérie, que não sei se já estava na história original: as pessoas do nosso mundo são levadas para o País das Maravilhas, e suas emoções são drenadas e transformadas em chá! Achei isso genial!

O visual da série é bem legal. Alguns cenários são deslumbrantes, e os efeitos são excelentes. Aliás, algumas das cenas são tão legais que nem parece que estamos vendo algo feito direto para a tv. Parabéns, canal SyFy!

No elenco, os principais nomes não são muito conhecidos: Caterian Scorsone como Alice, Andrew Lee Potts como o Chapeleiro, Matt Frewer como o Cavaleiro Branco e Philip Winchester como Jack Chase. Mas temos alguns nomes famosos em papéis menores (e importantes): Kathy Bates e Colm Meaney como a Rainha e o Rei de Copas, Harry Dean Stanton como Lagarta e Tim Curry como Dodô. De um modo geral, todos estão bem. Alguns estão um pouco caricatos, mas isso faz parte do contexto. Gostei dos dois atores que acompanham alice, Potts e Frewer, ficarei de olho nesses nomes.

Tudo funciona muito bem até a parte final, quando Alice entra no cassino. Não sei o que aconteceu a partir daí, parece que houve um apagão com os roteiristas e várias coisas ficaram mal resolvidas e não foram explicadas. E, pra piorar, a última cena é um clichê tão óbvio que dá raiva! Pena, porque ia tudo tão bem…

Mesmo assim, recomendo para quem gosta de histórias malucas e viajantes!