500 Dias Com Ela

500 Dias Com Ela

Mais uma comédia romântica nos cinemas…

Como o cartaz explica: Tom (Joseph Gordon-Levitt, de Killshot) conhece Summer (Zooey Deschanel, de Fim dos Tempos), ele se apaixona, ela não. E o filme mostra, num interessante modo não-linear, como foram os 500 dias entre os dois.

A estrutura do filme dirigido pelo estreante Marc Webb é interessante, os dias vão e vêm, e antes de cada cena temos um contador mostrando quantos dias já se passaram. Aliado a isso, temos alguns lances geniais, como o momento musical (com direito a coreografia no parque e um passarinho em desenho animado), ou quando a tela é dividida, mostrando a diferença entre a expectativa e a realidade.

A crítica está falando deste filme como uma comédia romântica diferente. Ora, não achei diferente, aliás, é bem “normal” – chega até a ser chatinho em alguns momentos. Comédias românticas seguem quase sempre a mesma linha, com pouquíssimas variações. A única diferença aqui é que Summer, desde o início, deixa sempre claro que não quer saber de nada! Ou seja, fica difícil torcer por um final água-com-açúcar para o casal romântico.

O nome da personagem principal, Summer, faz um bom trocadilho com o intraduzível título do filme (500 days of  Summer/ 500 dias de verão). E traz um outro bom trocadilho para o fim para o filme.

Dolan’s Cadillac

Dolan’s Cadillac

Filme de terror baseado em Stephen King, estrelado pelo Christian Slater? Ok, vale a pena ver qualé.

A vida do casal Robinson (Wes Bentley, de Beleza Americana) e Elizabeth (Emanuelle Vaugier) vira do avesso quando acidentalmente ela presencia uma das transações do mafioso Jimmy Dolan (Slater), que trabalha com tráfico de mulheres.

Achei o filme uma grande decepção. Por que? Pelo nome “Stephen King” nos créditos.

A primeira coisa que pensamos é num filme de terror, como a maioria das histórias de King. E com um carro no título, nos lembramos do clássico Christine, o Carro Assassino!

Nada, o carro é apenas o meio de transporte. E o filme não é de terror, e sim uma história de vingança.

Aí vem outra decepção pelo mesmo motivo: um dos melhores filmes de vingança da história é Um Sonho de Liberdade, também baseado em Stephen King. A vingança que rola aqui em Dolan’s Cadillac é até interessante, mas, comparado com aquele filme, fica a léguas de distância!

Para piorar, o filme é um pouco longo, porque quase nada acontece. Li na internet que é baseado num conto do livro Nightmares and Dreamscapes. Bem, houve um seriado Nightmares and Dreamscapes, com histórias de quarenta minutos. Talvez fosse o caso aqui, em vez de um longa-metragem.

Só recomendado para os pouco exigentes!

Offspring

Offspring

Outro dia um amigo meu me disse que heu vejo muitos filmes esquisitos. É verdade, confesso que gosto de filmes esquisitos. Este Offspring é um desses.

Uma pacata família é atacada por um grupo de canibais selvagens que vive em cavernas ao longo da costa, na Nova Inglaterra, perto da fronteira entre EUA e Canadá.

Dirigido pelo desconhecido Andrew van den Houten, o filme é baseado no livro homônimo de Jack Ketchum. Confesso que nunca tinha ouvido falar de Ketchum. Pesquisei na internet, e descobri existem outros três filmes recentes adaptados dos trabalhos de Ketchum: The Lost, The Girl Next Door e Red. Pelo que li, estes filmes são ainda mais perturbadores que Offspring!

A produção do filme é meio vagaba, e não tem nenhum ator conhecido. E os figurinos dos canibais estão tão caricatos que parecem piada. Me lembrou minha época de locadora, quando existiam os “filmes de apoio”, produções modestas (e baratas) que eram lançadas em pacotes junto com os “filmes de ponta”.

Muita violência, muito sangue, muito gore. Aqueles que curtem não vão se decepcionar.

Admito que o filme é corajoso ao colocar crianças no meio das cenas de gore. Mas heu, particularmente, não curto muito isso…

Sex Drive – Rumo ao Sexo

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Sex Drive – Rumo ao Sexo

Já que falei outro dia de Eurotrip, vou continuar no mesmo estilo com este Sex Drive – Rumo ao Sexo.

Um jovem, ainda virgem, conhece uma menina pela internet, e por isso rouba o carro do irmão mais velho para viajar até ela.

Sim, trata-se de mais um filme de road trip adolescente, com direito a todos os clichês possíveis. E, como falei antes, deve ser visto como tal. Se o espectador for procurando um filme sério, vai se decpecionar! Agora, se a ideia for deixar o cérebro de lado, o filme é até divertido…

Aliás, falando em deixar o cérebro de lado, a versão que heu vi foi a “unrated extended edition”, talvez um pouco longa demais (pouco mais de duas horas), mas em compensação com várias cenas extras incluídas – boa parte completamente dispensável (mas como, antes do filme começar, o diretor aparece dizendo que esta versão tem estas cenas desnecessárias, e recomenda que se veja a outra versão, então não podemos reclamar). Você conhece a expressão “nudez gratuita”? Pois bem, nesta edição unrated, a nudez gratuita é literal: foram incluídas algumas cenas com mulheres nuas, numa montagem tosca de chroma-key. Tipo assim, tá rolando a cena, e você vê uma mulher pelada passando na frente da tela! (Para as meninas: sim, também rolam alguns homens pelados…)

O elenco é encabeçado pelos desconhecidos Josh Zuckerman, Amanda Crew e Clark Duke. Mas tem dois nomes interessantes entre os coadjuvantes: James Marsden (trilogia X-Men, Hairspray, Encantada) está ótimo como o irmão mais velho valentão; e Seth Green (o filho do Dr Evil nos filmes Austin Powers) como um amish. Isso, claro, sem contar com a bonitinha Katrina Bowden, a Cerie de 30 Rock.

Enfim, mais uma opção para aqueles dias que não queremos pensar.

V

V

Nos anos 80, passou aqui no Brasil uma minissérie de ficção científica chamada V – A Batalha Final, que contava uma invasão de alienígenas que a princípio se mostravam bonzinhos, para depois se revelarem vilões. Bem, este V é a refilmagem daquela minissérie.

Não tenho condições de comparar as duas versões, porque sinceramente não me lembro dos detalhes da original. Mas posso dizer que esta nova versão funciona bem. A trama é envolvente e os efeitos especiais são muito bons. No elenco, Elisabeth Mitchell (de Lost), Joel Gretsch, Morris Chestnut, Scott Wolf e a carioca Morena Baccarin como Anna, a líder dos alienígenas.

Tem uma coisa no áudio original me incomoda um pouco: os extra-terrestres são chamados de “v” (de “visitors”). Mas, ora, atualmente, no mundo das séries de tv, “v” é a poderosa droga feita de sangue de vampiros em True Blood

A série começou bem, já tivemos dois bons episódios. Espero que mantenham o pique!

p.s.: Aqui tenho uma crítica semelhante à feita no post de 2012. A rede ABC fez uma campanha publicitária mostrando naves alienígenas em várias cidades do mundo, inclusive o Rio. Acho muito legal incluirem o Rio nas campanhas gringas. Mas, vem cá, custava ter escrito com a gramática formal, “Vá com Deus”, em vez do coloquial “Vai com Deus”?

Eurotrip – Passaporte Para a Confusão

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Eurotrip – Passaporte Para a Confusão

Outro dia li uma discussão no orkut sobre filmes, e um pessoal defendia ardorosamente este Eurotrip. Fiquei curioso e fui ver.

Eurotrip conta a história de um jovem que, depois de levar um fora da namorada, resolve ir para a Europa junto com amigos de escola, atrás de sexo, drogas e farra. Ou seja, nada de novo.

Sim, é tudo clichê. Mas, como costumo sempre dizer, quem vai assistir um filme desses não procura um novo Cidadão Kane, né? O filme, dentro do que se espera, é até divertido e tem seus bons momentos.

Num elenco encabeçado por rostos desconhecidos, temos alguns nomes legais em papéis menores, como Matt Damon, Lucy Lawless, Vinnie Jones e Kristin Kreuk (de Smallville).

Pelo menos teve uma coisa que gostei aqui: o filme mostra clichês negativos e exagerados de personagens que nem sempre são retratados negativamente. Os ingleses fãs de futebol estão hilários!

Enfim, para se ver com o cérebro de lado.

Um Lobisomem na Amazônia

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Um Lobisomem na Amazônia

Finalmente consegui ver Um Lobisomem na Amazônia, depois da tentativa frustrada de terça!

A trama: um grupo de jovens da cidade grande está na Floresta Amazônica atrás de experiências com o Santo Daime. Ao mesmo tempo, um misterioso cientista faz experiências genéticas. E ainda tem um grupo de amazonas, todas com os seios de fora. E isso sem contar com o lobisomem do título!

Trata-se de um legítimo Ivan Cardoso. O diretor de pérolas como As Sete Vampiras e O Segredo da Múmia mantém o seu estilo de “terrir” como sempre. Personagens caricatos, roteiros com situações absurdas e muita mulher pelada, tá tudo lá!

Ivan Cardoso é um caso único no cinema nacional. Seus filmes são sempre com o mesmo estilo trash. Quem curte, não vai se decepcionar. Pena que não é para qualquer um…

O elenco está bem, pelo menos dentro da proposta caricata “ivancardosiana”. Evandro Mesquita lidera um elenco que conta com o espanhol Paul Naschy como o dr Moreau e o trio Danielle Winnits, Djin Sganzerla e Karina Bacchi com pouca roupa. Nuno Leal Maia (num papel que às vezes lembra o Paulo Silvino) e Tony Tornado fazem uma boa dupla de alívio cômico. E ainda rola o Sidney Magal numa sensacional participação especial fazendo um sacerdote inca cantor, numa das melhores cenas do filme.

Mas nem tudo funciona. Sei lá, parece que falta alguma coisa. Sabemos que este filme teve problemas no lançamento – ele é de 2005, e só foi lançado agora em novembro de 2009. Me parece que sofreu cortes pelos produtores. São vários os elementos no roteiro que não foram bem explorados – até o próprio lobisomem está sub-aproveitado! Me lembro de uma entrevista com o Ivan Cardoso onde ele falava que tinha um filme pronto e ainda não lançado onde a Karina Bacchi aparecia nua. Bem, Karina é a única das três que não mostra nada… Será que não vai rolar um “director’s cut” um dia?

Enfim, se você curtiu outros filmes do diretor, vai se divertir. Mas se não viu, recomendo começar por um dos dois citados no terceiro parágrafo…

Ray

Ray

Ray

Vocês acreditam que heu ainda não tinha visto Ray? Me lembro que uma vez comecei a ver, na tv a cabo. Mas heu precisava sair de casa, então coloquei o gravador de dvd pra gravar o resto do filme. A gravação deu pau, e acabou que esqueci de tentar ver depois…

Até que outro dia heu conversava com meu amigo Wagner Vallim e ele falou deste filme. E por uma agradável coincidência, dois dias depois vi um dvd duplo gringo com a versão estendida para vender por dez reais. Comprei sem pensar duas vezes!

O filme mostra a carreira de Ray Charles, dos 19 aos 49 anos (o diretor achou que depois disso a carreira de Ray só teve sucessos e nenhum conflito). Conhecemos de perto a personalidade de Ray, seu gênio musical, seus problemas com drogas, suas mulheres, seu trauma de infância pela morte do irmão.

O diretor Taylor Hackford fez um excelente trabalho ao levar a genialidade de Ray Charles para as telas. Conseguimos entender claramente como a percepção musical de Ray era mais aguda devido à sua cegueira. E acompanhamos o início de sua carreira e todos os problemas que surgiram com o seu crescente envolvimento com as drogas, enquanto vemos flashbacks de alguns momentos marcantes de sua infância.

Mas o grande nome do filme é o do ator Jamie Foxx, que usava uma prótese nos olhos que o deixava cego de verdade por até 14 horas por dia, e ainda usava o resto do dia para praticar piano – o que aparece na tela foi tocado pelo próprio ator. Foxx incorporou o músico de maneira tão impressionante que isso inclusive lhe rendeu um Oscar de melhor ator.

O filme é um pouco longo, principalmente a versão estendida que heu vi, com quase três horas (a versão dos cinemas tem pouco mais de duas horas e meia). Mesmo assim, não é chato em momento nenhum. O filme é envolvente, e a boa música ajuda a fluir fácil.

Infelizmente, Ray Charles faleceu alguns meses antes da estreia. Pelo menos deu tempo para ele “ver” uma cópia antes de ficar pronto. (Sim, sei que soa estranho um cego ver um filme. Mas tenho um amigo cego que me garante que vê vários filmes!)

Enfim, um filmão, principalmente para aqueles que curtem piano, assim como este que vos escreve!

Supernatural S05E08 – Changing Channels

supernatural

Supernatural S05E08

Comecei a acompanhar Supernatural meio que por acaso. Heu ainda acompanhava as séries pela tv a cabo (hoje faço download de tudo), e anunciaram que iam reprisar toda a segunda temporada. Comecei a ver os episódios e gostei logo de cara da série, que explorava terror mas sempre usando bom humor e histórias inteligentes. Na época, os episódios eram soltos, não eram tipo novela como hoje.

Aos poucos, a série começou a contar uma história mais consistente. Se antes os irmãos trabalhavam em seus assustadores casos isolados entre si, a trama começou a contar cada vez mais com a presença de demônios. E depois apareceram anjos na história. E agora o Apocalipse está começando.

Nesta quinta temporada, da qual já falei aqui, Lúcifer está à procura de um corpo humano. E Miguel, o anjo (que ainda não apareceu), também já deu sinais de que vai aparecer. E tudo indica que Lúcifer e Miguel querem os irmãos Winchester como “recipientes” – na quarta temporada, Sam Winchester se envolveu com demônios, enquanto Dean Winchester, com anjos.

Finalmente chegamos ao oitavo episódio desta temporada. Depois de um sétimo episódio fraco (não foi ruim, mas se fosse tirado da temporada, não ia fazer falta), o novo episódio traz de volta o Trickster, que foi responsável por um dos melhores episódios até então. Na terceira temporada, Sam cai numa espécie de armadilha, onde a cada dia acorda no mesmo dia e vê o seu irmão morrer de uma maneira diferente. Sim, como aquele filme “Feitiço do Tempo”, onde Bill Murray sempre acordava no mesmo dia e repetia as mesmas rotinas, neste episódio Sam segue todos os dias vivendo um dia igual, onde a única coisa diferente é a maneira como Dean morre (aliás, as mortes são sensacionais!).

Claro que a volta do Trickster não seria apenas “mais um episódio”. Se antes as referências eram um filme, agora o Trickster joga os irmãos dentro de seriados de tv. Vemos os irmãos numa sitcom, num drama médico estilo Grey’s Anatomy, num game show japonês bizarro, num policial igual a C.S.I. (com direito aos óculos escuros do David Caruso), e até numa nova versão de A Supermáquina.

Uma das coisas que mais gosto em Supernatural é que o seriado sabe muito bem usar as referências ao universo pop, sempre de uma maneira bem-humorada – apesar de passar longe da comédia. E, neste episódio em particular, as referências são geniais!

E o melhor de tudo: apesar das piadas referenciais com o universo das séries de tv, o episódio não deixou a trama desta temporada de lado. A grande história por trás, sobre o possível (e provável) conflito entre os irmãos está lá, bem encaixado no roteiro do episódio.

Supernatural não tem o hype de um Lost ou um FlashForward. Mas, vou te falar que esta temporada promete, a ponto de achar difícil as séries badaladas serem melhores!

Atividade Paranormal / Paranormal Activity

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Atividade Paranormal / Paranormal Activity

Outro dia li na internet sobre um tal “filme mais assustador da história”. Não gosto muito deste tipo de hype, mas mesmo assim resolvi conferir. Trata-se de mais um filme no estilo que costumo chamar de “reality cinema”: cara de amador, câmera na mão, filmado pelos próprios atores, como se aquilo tivesse acontecido de verdade.

Conhecemos o casal Micah e Katie. Katie convive com uma entidade que a assombra desde a infância. Micah então compra uma câmera de vídeo para tentar filmar o que está acontecendo. Paranormal Activity é o resultado desta filmagem.

Mas, sabe qual é o pior problema aqui? Esse papo de “encontraram uma gravação caseira contando uma história que aconteceu de verdade” não convence mais ninguém. Sem procurar pela internet, me lembro de pelo menos outros seis filmes com a mesma premissa: Aconteceu Perto de Sua Casa (92), A Bruxa de Blair (99), Zombie Diaries (06), [REC] (07), Diário dos Mortos (07) e Cloverfield (08), isso porque não estou falando de Quarentena, refilmagem de [REC]. Alguém ainda consegue “comprar” a ideia?

Confesso que o hype também atrapalha um pouco. O filme tem seus momentos assustadores, mas o próprio estilo de “cinema verdade” impede o uso de muitos artifícios como efeitos visuais ou sonoros. Ou seja, quem for ao cinema procurando o tal “filme mais assustador da história pode se decepcionar.

Mesmo assim, o filme ainda tem os seus bons momentos, como a cena do tabuleiro Ouija, por exemplo.

Resumindo: um filme interessante, mas nada muito essencial.