A Órfã

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A Órfã

Nada como um bom filme de terror, não acham? Daqueles que não subestimam a inteligência da platéia, usam bons atores e têm uma trama bem montada. A Órfã é assim.

Um casal que acabou de perder um bebê ainda na barriga resolve adotar Esther, uma adorável e inteligente órfã de 9 anos. O que eles não sabem é que Esther não é uma menina comum.

Isabelle Fuhrman, que interpreta a pequena Esther, é o grande nome do filme. A menina é sensacional! Esther é uma das crianças mais sinistras da história do cinema! E o resto do elenco também está bem, com o casal Vera Farmiga (Os Infiltrados) e Peter Sasgaard (A Chave Mestra) e as crianças Aryana Engineer e Jimmy Bennett.

O diretor Jaume Collet-Serra, que antes fez o fraco Casa de Cera, desta vez acertou a mão. O filme consegue segurar duas horas de tensão, e sem precisar apelar pro gore. E, ainda por cima, tudo na trama é crível.

Filmão. E assustador!

Lunar / Moon

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Lunar / Moon

Sabe quando um filme já nasce cult? É o caso deste Lunar / Moon.

No futuro, a energia usada no planeta é extraída através de escavações no lado escuro da lua. Uma companhia de mineração tem um único funcionário tomando conta de uma base, por um longo e solitário período de 3 anos.

Trata-se de uma ficção científica, mas diferente do habitual, é um filme mais cerebral, na onda de 2001, de Stanley Kubrick. Aliás, Lunar / Moon está sendo comparado direto com 2001, inclusive porque ambos têm um computador de voz humana como um dos personagens principais.

É complicado falar da trama de Lunar / Moon sem entregar spoilers. Apenas posso dizer que o roteiro é redondinho e a história funciona muito bem.

Um dos trunfos de Lunar / Moon é o ator Sam Rockwell na pele do solitário Sam Bell. Rockwell está fantástico, se esse filme não fosse tão alternativo, acredito que ele seria indicado a alguns prêmios como melhor ator. E, claro, não podemos nos esquecer do auxílio luxuoso de Kevin Spacey como a voz de GERTY, o computador que cuida da base. Aliás, um detalhe genial sobre o computador é que a única expressão que ele tem além da voz de Spacey é uma telinha onde ele mostra “smileys” – 😀

Lunar / Moon me lembrou o recente filme japonês O Clone Volta Para Casa, que passou no último Festival do Rio. Ambos são “ficção científica cabeça”, e têm mais coisa em comum na trama. Mas preferi o americano…

Este é o primeiro longa de Duncan Jones, filho de um tal de David Bowie. O garoto promete!

A Volta do Todo Poderoso

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A Volta do Todo Poderoso

Vocês se lembram de Todo Poderoso, aquele filme onde o Jim Carrey ganhava poderes de Deus, vivido por Morgan Freeman? Bem, nem todos se lembram que Steve Carell era coadjuvante naquele filme. E Carell volta ao mesmo papel, ao lado do mesmo Morgan Freeman, neste A Volta do Todo Poderoso.

Evan (Steve Carell) recebe de Deus (Freeman) a tarefa de construir uma arca, como a de Noé. A partir daí, animais, sempre em dupla, passam a seguí-lo e bagunçar a sua vida.

Dirigido pelo mesmo Tom Shadyac do primeiro filme, A Volta do Todo Poderoso não é lá grandes coisas, principalemente por se tratar de uma continuação sem o ator principal do filme original. Mesmo assim não chega a ser um filme ruim, algumas cenas são até engraçadas – heu gostei da dancinha que Evan faz! No elenco, além dos já citados, ainda temos  Lauren Graham e John Goodman.

Ainda fazem filmes com cara de sessão da tarde…

Alma Perdida

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Alma Perdida

Admito, sou um cara teimoso. Todas as críticas relativas a este filme eram negativas. Todo mundo falou mal! Mas sou teimoso e gosto do estilo. Por isso, lá fui heu assistir mais um filme ruim.

Uma jovem começa a ter visões e pesadelos, e descobre que está sendo assombrada por um dibbuk, uma entidade maligna do ocultismo judaico.

A história é fraca e confusa. E achei todos os sustos forçados.

Uma das poucas coisas boas de Alma Perdida é sua protagonista, Odette Yustman, que além de ser bonitinha, funciona para o que o papel pede. Só é uma pena que ela não tira a roupa, apenas fica de roupa de baixo…

E sim, Gary Oldman está no elenco, mas num papel menor, e não consegue salvar o filme.

Enfim, desnecessário.

Banquete no Inferno

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Banquete no Inferno

Outro dia, garimpando uma promoção de dvds usados a R$ 4,90, achei este Banquete no Inferno. Não conhecia, mas resolvi comprar pra arriscar. Posso dizer: foram 4,90 bem gastos!

Tudo se passa num daqueles típicos bares de filmes americanos no meio do nada. Algumas pessoas bebem cerveja, outras jogam sinuca, o tédio paira no ar. Até que um desconhecido entra no bar e avisa que logo eles serão atacados por velozes e famintos monstros!

Descobri que este filme é o resultado do terceiro Project Greenlight. Alguns anos atrás acompanhei pela tv a cabo a primeira temporada do Greenlight, um reality show organizado por Matt Damon e Ben Affleck para encontrar novos diretores. Depois de uma grande triagem, um diretor é escolhido e o seu projeto ganha o “sinal verde” (daí o nome do programa). Então o novo diretor aprende passo a passo todas as etapa de produção, desde a pré até a pós.

Nem sabia que este programa tinha gerado algum filme de verdade. Até que esbarrei neste Banquete no Inferno

O novo diretor John Gulager aproveitou a chance e fez um bom trabalho. Banquete no Inferno é muito bom para o que se propõe: muito sangue e muito gore, com movimentos de câmera rápidos e edição ágil.

O filme traz uma inovação interessante na apresentação dos personagens. Cada um deles tem uma espécie de “ficha”, explicando quem é. Não só é interessante, como o desenvolvimento disso também foge do óbvio.

No elenco sem gente muito famosa, alguns nomes chamam a atenção. Um dos papéis principais é de Balthazar Ghetty, de Estrada Perdida (de David Lynch) e de inúmeros seriados de tv. Krista Allen também tem longo currículo de seriados de tv, além de ter protagonizado meia dúzia de softcores Emmanuelle. Judah Friedlander é um dos personagens principais da atual série 30 Rock. O barman é interpretado por Clu Gulager, um dos personagens principais de A Volta dos Mortos-Vivos, e também pai do diretor. E ainda temos Henry Rollins, líder da Rollins Band e ator bissexto.

O imdb fala de duas continuações, ambas dirigidas pelo mesmo John Gulager, mas acho que esses, só por download…

Substitutos

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Substitutos

No futuro, as pessoas não saem de casa. Usam robôs, os “substitutos”, para tudo, enquanto os controlam remotamente, isolados dentro de casa.

Esta é a interessante premissa do novo blockbuster, a ficção científica Substitutos (Surrogates no original), que estreou sexta passada nos cinemas brasileiros.

Uma coisa chama a atenção neste filme. Não sei se foi através de efeitos especiais ou através de maquiagem (ou, provavelmente, uma combinação de ambos), mas quase todos os personagens têm duas versões, o “original”, velho e mal cuidado; e o robô, de aparência mais jovem, mas com menos emoções. O mundo povoado de robôs ficou muito interessante, são várias as cenas protagonizadas apenas pelos substitutos.

Um eficiente Bruce Willis, se dividindo entre robô e humano, encabeça o elenco, que ainda conta com Ving Rhames e James Cromwell, além das mocinhas de rostos não muito conhecidos Rosamund Pike e Radha Mitchell.

A ideia (baseada em quadrinhos) é boa e o filme, curto (pouco menos de uma hora e meia), flui bem. E o roteiro ainda traz algumas reviravoltas interessantes.

Não entrará para a história como um clássico da ficção científica. Mas vale o ingresso.

O Homem Que Não Estava Lá

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O Homem Que Não Estava Lá

Acho que este era o único filme dos irmãos Coen que heu nunca tinha visto… Agora “completei a página do álbum de figurinhas!”

O barbeiro Ed Crane sabe que sua esposa o trai com o seu chefe, então resolve chantageá-lo para investir o dinheiro, mas o plano dá errado e as coisas saem do controle.

A fotografia do filme, em preto e branco, é muito bonita; e a reconstituição de época é muito bem feita. Os personagens também são muito bem construídos, assim como o desenvolvimento da trama – como aliás acontece sempre nos filmes dos irmãos Joel e Ethan Coen.

Aliás, por falar nisso, vale ressaltar o grande talento dos Coen em extrair ótimas performances de seus atores. Billy Bob Thornton encabeça um elenco cheio de atores legais, como Frances McDormand, James Gandolfini, Richard Jenkins, Tony Shalhoub, Michael Badalucco e uma Scarlett Johansson ainda adolescente.

Confesso que não gostei muito do fim do filme. Achei que a trama poderia ter se resolvido de maneira diferente.

Não é uma obra prima, mas definitivamente merece estar na prateleira ao lado dos outros filmes dos irmãos Coen.

Garota Infernal

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Garota Infernal

Depois de um evento misterioso, uma cheerleader típica das escolas americanas começa a assassinar cruelmente os colegas.

À primeira vista, Garota Infernal parece ser apenas mais filme de terror adolescente, igual a muitos por aí. Mas alguns nomes na produção chamam a atenção, justamente porque não combinam muito com o estilo.

Acho que o nome mais estranho aqui é o da roteirista (e também produtora executiva), Diablo Cody, que ganhou o Oscar de melhor roteiro por Juno, e depois disso criou a série The United States of Tara. Sei lá, me parece que alguém badalado por projetos mais alternativos não faria um terror com cara de filme trash…

Os dois principais nomes do elenco também não combinam muito com o tema: Megan Fox, a gostosona da vez, recém saída de dois blockbusters (os dois Transformers); e Amanda Seyfried, a filha da Meryl Streep no musical Mamma Mia. Ah, sim, ambas estão com 23 anos, acho que precisariam de atrizes mais novas para representar adolescentes. Mas este é um defeito recorrente em Hollywood.

(Aliás, boa parte da divulgação do filme capitaliza em cima da sensualidade de Megan Fox. No trailer, ela aparece provocante, com pouca roupa, e ainda beija outra garota. Mais: antes do filme, vazaram na internet fotos dela seminua em uma das cenas do filme. E, pelo tipo de entrevista que ela dá, sempre procurando polêmicas, não me espantaria se o vazamento das fotos fosse armado… Principamente porque a nudez não está no filme, só deve rolar nos extras do dvd.)

Mas, afinal, e o filme? É bom?

Olha, não é ruim, mas tampouco é bom. É apenas “mais um filme de terror adolescente”, apesar dos tais nomes incluídos no projeto.

Não só é escrito e estrelado por meninas, também é dirigido por uma, Karyn Kusama, que antes fez o esquisito Aeon Flux, com a Charlize Theron. Mas nem o fato de ser um “filme de meninas” mudou alguma coisa, os clichês são sempre os mesmos.

Os efeitos especiais são eficientes, mas nada de encher os olhos. O roteiro é cheio de furos – vários assassinatos ocorrem numa cidade pequena, e a polícia nunca aparece, por exemplo. Mas se a gente abstrair, pode até se distrair.

Enfim, uma boa diversão, mas apenas para os menos exigentes.

Os Irmãos Cara de Pau

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Os Irmãos Cara de Pau

Antes de falar do filme, vou contar uma história minha relacionada a ele. Era janeiro de 1989. Heu viajava numa excursão pela Austrália. O ônibus tinha um videocassete, onde o motorista colocava filmes de vez em quando. Heu estava vendo um filme, bem divertido aliás, sem saber qual era. Quando o filme acabou, vendo os créditos, reparei uma quantidade enorme de nomes conhecidos no elenco – atores, diretores, músicos… Logo quis saber que filme era aquele! E assim, anotei o nome The Blues Brothers – de volta ao Brasil, descobri que aqui era chamado de Os Irmãos Cara de Pau (na época era comum traduções esdrúxulas de nomes de filme).

A trama é muito simples: os irmãos Jake e Elwood Blues (John Belushi e Dan Aykroyd) precisam reunir a antiga banda para levantar dinheiro para salvar um orfanato.

Simples, não? E mesmo assim, um dos melhores filmes da década de 80!

Na verdade, os Blues Brothers não se resumiam a este filme. Antes do filme, Belushi e Aykroyd tinham um quadro com a banda no famoso Saturday Night Live. E depois a banda continuou na ativa – nos emules da vida tem vários discos ao vivo da banda.

Tem gente que classifica o filme como musical, mas para mim, trata-se de uma comédia com excelentes números musicais inseridos. Para se ter uma ideia, temos participações de James Brown, Aretha Franklin, Ray Charles e Cab Calloway!

Tirando Belushi e Aykroyd, todo o resto da banda é formada por músicos, não atores: duas guitarras, baixo, bateria, teclado e um naipe com três metais. E, no elenco, temos nomes como Carrie Fisher, John Candy,Twiggy, Frank Oz e uma ponta de um tal Steven Spielberg.

O filme não só tem ótimos números musicais, como ainda tem exageradas cenas com muitos carros e muitos extras. São tantas as perseguições de carro que, na época da estreia, era o filme com o maior número de carros quebrados. Ah, sim, aquela cena com o carro dos nazistas caindo, era um carro de verdade!

O diretor John Landis também dirigiu o melhor videoclipe da história, Thriller, do Michael Jackson. Ele funcionava bem dirigindo comédias (Trocando as Bolas, Três Amigos, Clube dos Cafajestes) e tembém filmes de terror (Um Lobisomem Americano em Londres, Inocente Mordida, Twilight Zone). Pena que ele não tem feito muita coisa – já são uns dez anos sem filmes para o cinema, só trabalhos para a tv.

O filme teve uma continuação em 1998, dirigida pelo mesmo John Landis e também com um grande número de participações musicais legais. Infelizmente, uma das coisas mais importantes não estava lá: John Belushi, que morreu em 1982, aos 33 anos, de overdose. Uma carreira brilhante jogada fora. Belushi fez apenas sete filmes, além de vários programas de tv.

Filme obrigatório! Daqueles para se rever uma vez por ano!

Thriller – Michael Jackson

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Thriller – Michael Jackson

Será que posso falar de videoclips neste espaço?

Outro dia revi o clip de Thriller, considerado por muitos – inclusive por este que vos escreve – o melhor videoclip da história. Não se trata apenas de um vídeo musical, existe uma história sendo contada. Sim, pelo menos neste caso, videoclip é cinema. E como este é um blog de cinema…

Michael Jackson estava no auge nesta época. Depois de uma carreira de sucesso como o cantor mirim dos Jackson 5, ele lançara um ótimo disco solo, “Off The Wall”. E depois deste veio um disco ainda melhor, o lp “Thriller”, que, de quebra, ainda hoje é o disco mais vendido da história.

Acho que hoje, pouco depois da morte de Michael Jackson, não deve existir ninguém no planeta que desconheça as muitas músicas famosas deste disco. São várias, como Billie Jean e Beat It. E, claro, a faixa título Thriller.

O projeto do videoclip era ambicioso. Para a direção, foi chamado John Landis, que tinha experiência com musicais (“Os Irmãos Cara de Pau“) e com filmes de terror (“Um Lobisomem Americano em Londres”). E Landis criou um pequeno filme de terror, com direito a lobisomens e zumbis, usando a música de Jackson ao fundo.

Aliás, a música no clip nem segue a mesma estrutura que no disco. A ordem das estrofes e refrães foi alterada, para uma melhor adaptação ao roteiro.

Resultado? A história é boa, a música é excelente, a coreografia marcou toda uma geração, os efeitos especiais são fantásticos, e por aí vai.

Se você ainda não viu (alguém aí nunca viu?), corra para um youtube da vida. Vale os quase 15 minutos!