Transformers 2 – A Vingança dos Derrotados

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Transformers 2 – A Vingança dos Derrotados

O que podemos esperar de um filme como esta continuação do filme Transformers, de 2007? Bem, é um filme “honesto”, que oferece aquilo que se propõe: efeitos mirabolantes em profusão, e depois disso, mais efeitos mirabolantes. E só.

Mas, afinal, quem vai ver um filme destes está esperando outra coisa?

Bom roteiro? Ah, não precisa. A gente coloca um monte de robôs bonzinhos lutando contra um monte de robôs malvados, e acrescenta umas paisagens bonitas, e ninguém vai reparar se o roteiro for absurdo!

Boas atuações? Bem, Shia LaBeouf é um cara que se souber administrar a carreira, vai longe, ele já é “herdeiro” da franquia Indiana Jones, e funciona bem em filmes pipoca. Megan Fox é linda linda linda, mas teremos que ver outro filme pra descobrir se é boa atriz – aqui ela só faz caras e bocas. Ainda temos John Turturro, o que é sempre legal, mas o seu papel é mais como um alívio cômico. E, por favor, sr. Turturro, fique com as calças da próxima vez!

Bom diretor? O cargo fica novamente nas mãos de Michael Bay, que é famoso por preferir os tais efeitos mirabolantes do que boas histórias…

Sobram os efeitos especiais, estes sim, de primeira linha. Apesar de às vezes as brigas entre robôs ficarem um pouco confusas – problema que já existia no primeiro.

E esta continuação tem um defeito um pouco mais grave: a metragem! São mais de duas horas e meia! Chega a cansar…

Resumo: veja por sua conta e risco!

p.s.: Tem uma outra coisa que sempre me incomodou, mas é com os transformers em si, e não com este filme. Na minha época de criança, Transformer era um carrinho, tipo match box (hoje em dia acho que é hot wheels), que se transformava num robô. Ok, dá pra brincar com isso. Mas aí resolveram criar um desenho animado. E sempre achei estas histórias absurdas! Como assim, um robô de outro planeta, com tecnologia melhor que a nossa, vem para cá, e vira um carro ou um caminhão???
Certos brinquedos deveriam continuar só brinquedos…

Big Man Japan

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Big Man Japan

Sabe aqueles seriados japoneses antigos, tipo Spectreman ou Ultraman, quando um herói ficava gigante para combater um monstro também gigante, que estava prestes a destruir Tóquio?

Bem, agora imaginemos um documentário contando a vida do homem por trás do herói. Um cara comum, com uma vida comum e problemas comuns. E que, quando é chamado, fica gigante e vai brigar contra o “monstro da vez”.

Claro, é um documentário fake. A ideia é até boa, não me lembro de ter visto algo semelhante. Poderia até dar um filme interessante e engraçado.

Poderia. Porque ainda não foi desta vez, com este longo e enfadonho Big Man Japan.

As partes de documentário são looongas… Este é daqueles filmes que não precisamos nos preocupar com a fila da pipoca no hall de entrada. Afinal, nada acontece antes dos 20 minutos de filme! E sempre que volta o documentário, é tudo tão chaaato que dá vontade de dormir…

Bem, pelo menos temos alguns sensacionais duelos entre o nosso heroi gigante e seres bizarros em fantasias bizarras de borracha!

Mesmo assim, o filme é dispensável. Poderia ser um curta só com as lutas…

Eden Log

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Eden Log

Mais um filme francês surpreendente. Bem, depois de A L’Interireur e Martyrs, isso não chega a ser surpresa… A safra francesa de filmes fantásticos continua boa!

Eden Log conta a história de um homem que acorda sozinho no fundo de uma caverna, no meio da lama, sem se lembrar de nada, e sua busca para entender o que aconteceu.

O filme, dirigido pelo estreante Franck Vestiel, impressiona logo de cara. O personagem lá, sozinho, jogado na lama, sabe tanto quanto a plateia sobre o que está acontecendo. Aos poucos, descobre gravações que começam a explicar o que houve. E ele também descobre que não está sozinho…

O visual é impressionante. A fotografia usa poucas cores, é quase tudo em pb. E o cenário mostra laboratórios abandonados dentro cavernas tomadas por raízes de árvores. E, de quebra, ainda temos mais um destaque no ator Clovis Cornillac, que quase não fala, e fica boa parte do tempo sozinho em cena.

O final é um pouco confuso, mas não tira o brilho de mais um interessante filme francês.

Matadores de Vampiras Lésbicas

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Matadores de Vampiras Lésbicas

Logo que a gente bate o olho na programação do I SP Terror, um título salta aos olhos: Matadores de Vampiras Lésbicas. É bom? É ruim? Pouco importa, um filme com um nome destes tem que ser visto!

O filme fala de uma antiga maldição que torna as mulheres de uma pequena cidade inglesa em vampiras lésbicas. Dois jovens escolhem aleatoriamente um lugar para passar as férias e acabam indo para lá. E, claro, no caminho encontram quatro turistas suecas, todas elas gostosas e com pouca roupa…

E então começam os divertidos clichês sugeridos por um título que fala de “vampiros” e “lésbicas”. Os efeitos especiais são discretos mas eficientes, não temos excesso de cgi como em alguns filmes do gênero. Rola algum gore, mas nada extremo. E também rola um lesbian chic light…

O elenco está ok. Muitas vezes caricato, claro, mas um filme destes pede personagens caricatos. Não temos rostos conhecidos – algumas das meninas de pouca roupa são bem bonitinhas… Os dois protagonistas, James Cordon e Mathew Horne, são conhecidos na Inglaterra pela série Gavin & Stacey. Mas acho que não passa aqui, nunca ouvi falar…

Sim, o filme é uma grande bobagem. Mas uma bobagem divertida, afinal, ninguém pode esperar um clássico com esse nome, né?

007 – Quantum of Solace

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007 – Quantum of solace

Bond, James Bond, é um velho conhecido de qualquer cinéfilo. Já teve vários rostos diferentes desde o início dos anos 60, e desde que Daniel Craig assumiu o papel, em Cassino Royale (2006), o personagem se reinventou: Bond agora é mais violento, menos mulherengo, usa menos “invenções de professor pardal” e luta contra vilões mais realistas – afinal, o cientista-louco-que-quer-conquistar-o-mundo é um conceito que não cola mais nos dias de hoje…

Bond aqui está vingativo, violento e rebelde como nunca. Ao procurar os responsáveis pela morte de Vesper (Eva Green), sua namorada em  Cassino Royale, ele esbarra numa perigosa organização internacinal secreta. E, como disse lá em cima, vai colecionando e matando inimigos ao longo do filme.

No elenco, além de Judi Dench repetir seu papel como M, ainda temos Mathieu Amalric de vilão e Olga Kurilenko de bond girl.

Curiosidade: Quantum of Solace não foi traduzido ao redor do mundo, por exigências da matriz. Aliás, acho que é a primeira vez que um filme do 007 não tem título em português…

A franquia 007 é sempre competente quando se fala de filme de ação: tiros, explosões, perseguições de carro e à pé, temos tudo isso, e sempre bem feito. Mas este novo filme tem um defeito para aqueles que, que nem heu, não são fãs ferrenhos. Diferente dos filmes antigos, que tinham histórias fechadas dentro deles mesmos, este aqui é uma continuação de Cassino Royale. E temos pistas que a história também continuará… Resumindo: Quantum of Solace é um bom filme “intermediário”…

Matador em Conflito

Matador em Conflito

Matador em Conflito

Divertida comédia de humor negro, Matador em Conflito (Grosse Pointe Blank no original) traz uma trama um tanto surreal: um assassino profissional é convidado para uma reunião de dez anos de formatura no colégio, em sua cidade natal. Já que tem um “trabalho” para fazer na cidade no mesmo fim de semana, resolve ir para lá e participar da reunião…

Dirigido por George Armitage em 1997, um dos méritos deste filme é o elenco. Encabeçado por um como sempre inspirado John Cusack, ainda temos Dan Aykroyd, Minnie Driver, Alan Arkin, Joan Cusack e, de quebra, Hank Azaria e Jeremy Piven em papéis menores. Aykroyd interpreta um  rival de Cusack, que quer convencê-lo a criar um sindicato de assassinos (!); Arkin, por sua vez, faz um psiquiatra apavorado porque descobriu que seu paciente mata outras pessoas como profissão.

Quer mais? A trilha sonora também é muito boa, só de hits dos anos 80 – afinal, temos uma reunião de formandos de 87!

O filme não é daqueles “imperdíveis”. Tá mais pra cult. Mesmo assim, é uma boa e despretensiosa diversão.

Tron – Uma Odisseia Eletrônica

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Tron – Uma Odisseia Eletrônica

Outro dia comentei sobre alguns filmes mal lançados aqui no Brasil. Alguns filmes são dificílimos de se achar, enquanto outros ficam amontoados nas prateleiras de lojas como as Americanas. Tron é um desses. Por isso, quando vi anunciado num site, corri para comprar o meu dvd!

Aproveitei pra rever, ao lado da minha filha, este impressionante clássico da ficção científica dos ano 80. Por que impressionante? Porque, numa época onde computadores eram novidade, boa parte do filme se passa dentro de um computador!

Flynn (Jeff Bridges, o Lebowski!) é um revolucionário programador de jogos de videogame, que tem seu trabalho roubado por Dillinger (David Warner). Numa tentativa de conseguir provas que criou o jogo, acidentalmente Flynn acaba sendo jogado dentro do computador e forçado a jogar o próprio jogo. Mas o detalhe é que lá dentro as lutas são pra valer!

Ok, a história é um pouco inverossímel, mas, vamos lá, a gente releva pela época. O que importa aqui é que este foi o primeiro filme a usar computação gráfica junto com atores em carne e osso. Sim, hoje em dia é algo corriqueiro, mas na época foi um marco.

E como sobreviveu o filme hoje, quase três décadas depois? Continua legal, o visual usado para criar o mundo virtual ainda é bem interessante. Claro que hoje em dia fariam diferente, afinal, era 1982, ninguém falava de realidade virtual, internet, essas coisas do novo milênio. Mesmo assim, podemos dizer que esse filme “envelheceu” bem melhor que a maioria dos seus contemporâneos.

Fiquei com vontade de rever Jogos de Guerra

Sexta Feira 13 – 2009

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Sexta Feira 13 – 2009

Nessa enorme onda de releituras e refilmagens, é claro que Sexta Feira 13 não podia ficar de fora. Afinal, é uma das franquias que mais rendeu continuações nos últimos tempos. Parece que este é o 13º filme com Jason Vorhees!

A história todos conhecem, né? “Jovens bonitos geração saúde vão para o Crystal Lake e lá são assassinados cruelmente pelo cruel psicopata imortal Jason Vorhees”. Esta sinopse serve para quase todos os filmes, e também para este (no primeiro, quem mata é a mãe de Jason, e alguns não são no “Lago Cristal”). Mas, sei lá, acho que a fórmula que funcionava nos anos 80 “perdeu a validade”. O que na época era engraçado e divertido, hoje virou clichê e entediante…

Essa onda de filmes de psicopatas na verdade começou em 78, com o Michael Myers de Halloween, de John Carpenter. Sexta Feira 13 veio em 1980. Mas, pelo menos aqui no Brasil, Jason foi um serial killer mais popular que Meyers…

(Existe uma coisa que sempre me incomodou nesses filmes, que é a mitologia deles. O que acontece que torna um simples morto num assassino desses? Por que eles não morrem? Por que eles sempre voltam, fortes e ágeis? Prefiro o Freddy Krueger, esse pelo menos tem uma explicação…)

Claro que Jason não dá mais medo, há muito tempo. A graça era ver mortes criativas e bem filmadas, e alguma nudez gratuita feminina.

E assim voltamos ao Cristal Lake. E é tudo muito previsível. Algumas mortes são até legais, e ainda temos a tal nudez gratuita. Mas é só, o resto é tão óbvio que chega a dar raiva. Isso sem falar nos momentos onde a lógica é jogada fora: às vezes parece que Jason é ninja, de tão rápido que se move!

Refilmagem por refilmagem, prefira o novo Halloween. É menos óbvio…

Hannah Montana – O Filme

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Hannah Montana – O Filme

Quando os nossos filhos são pequenos, a gente escolhe os filmes que eles vão ver no cinema. Mas chega uma certa idade que eles começam a ter vontade própria… Minha filha de oito anos é fã da Hannah Montana… E assim que soube que estava passando nos cinemas, me pediu para levá-la… É, ser pai nem sempre é uma tarefa agradável… 🙂

Bem, para quem não conhece, Hannah Montana é uma sitcom adolescente do Disney Channel, com uma menina que leva uma vida dupla – ela é Miley Stewart, uma menina “normal” na escola; e ao mesmo tempo Hannah Montana, uma cantora pop de sucesso. A cantora / atriz é interpretada por Miley Cyrus, filha do astro do country Billy Ray Cyrus (que também faz o pai na ficção).

O filme conta o momento que Miley é trazida para sua cidade natal caipira, e resolve acabar com a vida dupla, assumindo para todos que Miley e Hannah são a mesma pessoa.

Claro que o filme é cheio de clichês. Por exemplo: todos sabemos que Miley encontrará um possível par romântico, algo atrapalhará o casal, mas tudo se resolverá no final (o mesmo acontece com o pai dela!). Mas alguns clichês ficaram forçados demais… Quer um exemplo? No meio de um show, ela tem uma crise de consciência e diz que está enganando a todos, porque, afinal, ela não é a Hannah e sim a Miley. Vamos traçar um paralelo com a vida real? Imagine a cena: num show do Queen, Freddy Mercury tem uma crise de consciência e fala que está enganado a todos, porque afinal o seu nome é Farokh Bommi Bulsara… Ora, qual o problema???

Existe outro probleminha, mas isso não posso reclamar aqui. É o “problema Clark Kent”: caramba, só porque o Super-Homem colocou um óculos, ninguém vai reconhecê-lo? Os dois têm a mesma altura, a mesma voz, o mesmo rosto!!! O mesmo acontece com Miley: ela coloca uma peruca, e vira a Hannah… E ninguém ao menos desconfia…

Mesmo assim, o filme não é ruim. Existem alguns momentos muito bons, na verdade. A cena do “hip hop hoedown”, por exemplo, é contagiante, e dá vontade até de aprender a coreografia!

E, claro, a garotada adorou – e isso é o que importa, afinal.

The Commitments – Loucos Pela Fama

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The Commitments – Loucos Pela Fama

Quando a gente passa numa Americanas da vida e vê aquela infinidade de dvds, quase tudo baratinho, pensa que o mercado de dvds aqui no Brasil é muito bom. Mas na verdade, faltam alguns títulos importantes no mercado! Alguns filmes inexplicavelmente nunca foram lançados, como por exemplo A Fera do Rock (Great Balls of Fire) ou Top Secret – Superconfidencial (falei dele ontem!). Outros filmes foram mal lançados, e é praticamente impossível encontrá-los, como Marte Ataca ou Assassinato Por Morte.

Heu achava que The Commitments – Loucos Pela Fama fosse um desses casos. Até que vi anunciado num site. Encomendei logo o meu, e já revi!

Em Dublin, Irlanda, um grupo de amigos resolve montar uma banda de soul. Afinal, segundo o que eles dizem, os irlandeses são os negros da Europa! Acompanhamos todo o processo: anúncio no jornal, recrutamento dos músicos, ensaios, primeiros shows… Até o fim da banda (pelo menos no filme)…

The Commitments é um dos filmes musicais mais “sinceros” que conheço. Digo isso porque os atores são realmente músicos! Fui ver no imdb, quase todos no elenco têm este como o primeiro filme da carreira, alguns até nem seguiram a carreira de ator! E, por outro lado, a banda “The Commitments” continuou a carreira depois do filme…

A banda na tela realmente passa credibilidade. Os músicos têm boa química para tocar, e ao mesmo tempo têm que conviver com as brigas internas – divergências musicais, brigas de ego… Quem nunca soube de problemas entre músicos da mesma banda?

Apesar de não ter uma carreira exclusivamente musical, o diretor Alan Parker (Coração Satânico, A Vida de David Gale) tem intimidade com música nos filmes. Afinal, ele dirigiu Pink Floyd – The Wall, Evita, Fama e Quando as Metralhadoras Cospem! Acredito que isso tenha ajudado na formação da banda dentro do filme…

O filme foi inspirado num livro de Roddy Doyle, parte da “trilogia Barrytown” – inclusive o ator Colm Meaney interpreta o mesmo personagem nos outros dois filmes, A Grande Família e A Van.

(Aliás, uma curiosidade: a banda de folk rock celta The Corrs foi fundada durante os testes para o filme. Andrea Corr é a irmã do protagonista, enquanto os outros três irmãos aparecem durante as audições para a banda…)

Enfim, um filme legal para quem curte o clima de se músico e tocar numa banda…