007 – Quantum of Solace

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007 – Quantum of solace

Bond, James Bond, é um velho conhecido de qualquer cinéfilo. Já teve vários rostos diferentes desde o início dos anos 60, e desde que Daniel Craig assumiu o papel, em Cassino Royale (2006), o personagem se reinventou: Bond agora é mais violento, menos mulherengo, usa menos “invenções de professor pardal” e luta contra vilões mais realistas – afinal, o cientista-louco-que-quer-conquistar-o-mundo é um conceito que não cola mais nos dias de hoje…

Bond aqui está vingativo, violento e rebelde como nunca. Ao procurar os responsáveis pela morte de Vesper (Eva Green), sua namorada em  Cassino Royale, ele esbarra numa perigosa organização internacinal secreta. E, como disse lá em cima, vai colecionando e matando inimigos ao longo do filme.

No elenco, além de Judi Dench repetir seu papel como M, ainda temos Mathieu Amalric de vilão e Olga Kurilenko de bond girl.

Curiosidade: Quantum of Solace não foi traduzido ao redor do mundo, por exigências da matriz. Aliás, acho que é a primeira vez que um filme do 007 não tem título em português…

A franquia 007 é sempre competente quando se fala de filme de ação: tiros, explosões, perseguições de carro e à pé, temos tudo isso, e sempre bem feito. Mas este novo filme tem um defeito para aqueles que, que nem heu, não são fãs ferrenhos. Diferente dos filmes antigos, que tinham histórias fechadas dentro deles mesmos, este aqui é uma continuação de Cassino Royale. E temos pistas que a história também continuará… Resumindo: Quantum of Solace é um bom filme “intermediário”…

Matador em Conflito

Matador em Conflito

Matador em Conflito

Divertida comédia de humor negro, Matador em Conflito (Grosse Pointe Blank no original) traz uma trama um tanto surreal: um assassino profissional é convidado para uma reunião de dez anos de formatura no colégio, em sua cidade natal. Já que tem um “trabalho” para fazer na cidade no mesmo fim de semana, resolve ir para lá e participar da reunião…

Dirigido por George Armitage em 1997, um dos méritos deste filme é o elenco. Encabeçado por um como sempre inspirado John Cusack, ainda temos Dan Aykroyd, Minnie Driver, Alan Arkin, Joan Cusack e, de quebra, Hank Azaria e Jeremy Piven em papéis menores. Aykroyd interpreta um  rival de Cusack, que quer convencê-lo a criar um sindicato de assassinos (!); Arkin, por sua vez, faz um psiquiatra apavorado porque descobriu que seu paciente mata outras pessoas como profissão.

Quer mais? A trilha sonora também é muito boa, só de hits dos anos 80 – afinal, temos uma reunião de formandos de 87!

O filme não é daqueles “imperdíveis”. Tá mais pra cult. Mesmo assim, é uma boa e despretensiosa diversão.

Tron – Uma Odisseia Eletrônica

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Tron – Uma Odisseia Eletrônica

Outro dia comentei sobre alguns filmes mal lançados aqui no Brasil. Alguns filmes são dificílimos de se achar, enquanto outros ficam amontoados nas prateleiras de lojas como as Americanas. Tron é um desses. Por isso, quando vi anunciado num site, corri para comprar o meu dvd!

Aproveitei pra rever, ao lado da minha filha, este impressionante clássico da ficção científica dos ano 80. Por que impressionante? Porque, numa época onde computadores eram novidade, boa parte do filme se passa dentro de um computador!

Flynn (Jeff Bridges, o Lebowski!) é um revolucionário programador de jogos de videogame, que tem seu trabalho roubado por Dillinger (David Warner). Numa tentativa de conseguir provas que criou o jogo, acidentalmente Flynn acaba sendo jogado dentro do computador e forçado a jogar o próprio jogo. Mas o detalhe é que lá dentro as lutas são pra valer!

Ok, a história é um pouco inverossímel, mas, vamos lá, a gente releva pela época. O que importa aqui é que este foi o primeiro filme a usar computação gráfica junto com atores em carne e osso. Sim, hoje em dia é algo corriqueiro, mas na época foi um marco.

E como sobreviveu o filme hoje, quase três décadas depois? Continua legal, o visual usado para criar o mundo virtual ainda é bem interessante. Claro que hoje em dia fariam diferente, afinal, era 1982, ninguém falava de realidade virtual, internet, essas coisas do novo milênio. Mesmo assim, podemos dizer que esse filme “envelheceu” bem melhor que a maioria dos seus contemporâneos.

Fiquei com vontade de rever Jogos de Guerra

Sexta Feira 13 – 2009

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Sexta Feira 13 – 2009

Nessa enorme onda de releituras e refilmagens, é claro que Sexta Feira 13 não podia ficar de fora. Afinal, é uma das franquias que mais rendeu continuações nos últimos tempos. Parece que este é o 13º filme com Jason Vorhees!

A história todos conhecem, né? “Jovens bonitos geração saúde vão para o Crystal Lake e lá são assassinados cruelmente pelo cruel psicopata imortal Jason Vorhees”. Esta sinopse serve para quase todos os filmes, e também para este (no primeiro, quem mata é a mãe de Jason, e alguns não são no “Lago Cristal”). Mas, sei lá, acho que a fórmula que funcionava nos anos 80 “perdeu a validade”. O que na época era engraçado e divertido, hoje virou clichê e entediante…

Essa onda de filmes de psicopatas na verdade começou em 78, com o Michael Myers de Halloween, de John Carpenter. Sexta Feira 13 veio em 1980. Mas, pelo menos aqui no Brasil, Jason foi um serial killer mais popular que Meyers…

(Existe uma coisa que sempre me incomodou nesses filmes, que é a mitologia deles. O que acontece que torna um simples morto num assassino desses? Por que eles não morrem? Por que eles sempre voltam, fortes e ágeis? Prefiro o Freddy Krueger, esse pelo menos tem uma explicação…)

Claro que Jason não dá mais medo, há muito tempo. A graça era ver mortes criativas e bem filmadas, e alguma nudez gratuita feminina.

E assim voltamos ao Cristal Lake. E é tudo muito previsível. Algumas mortes são até legais, e ainda temos a tal nudez gratuita. Mas é só, o resto é tão óbvio que chega a dar raiva. Isso sem falar nos momentos onde a lógica é jogada fora: às vezes parece que Jason é ninja, de tão rápido que se move!

Refilmagem por refilmagem, prefira o novo Halloween. É menos óbvio…

Hannah Montana – O Filme

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Hannah Montana – O Filme

Quando os nossos filhos são pequenos, a gente escolhe os filmes que eles vão ver no cinema. Mas chega uma certa idade que eles começam a ter vontade própria… Minha filha de oito anos é fã da Hannah Montana… E assim que soube que estava passando nos cinemas, me pediu para levá-la… É, ser pai nem sempre é uma tarefa agradável… 🙂

Bem, para quem não conhece, Hannah Montana é uma sitcom adolescente do Disney Channel, com uma menina que leva uma vida dupla – ela é Miley Stewart, uma menina “normal” na escola; e ao mesmo tempo Hannah Montana, uma cantora pop de sucesso. A cantora / atriz é interpretada por Miley Cyrus, filha do astro do country Billy Ray Cyrus (que também faz o pai na ficção).

O filme conta o momento que Miley é trazida para sua cidade natal caipira, e resolve acabar com a vida dupla, assumindo para todos que Miley e Hannah são a mesma pessoa.

Claro que o filme é cheio de clichês. Por exemplo: todos sabemos que Miley encontrará um possível par romântico, algo atrapalhará o casal, mas tudo se resolverá no final (o mesmo acontece com o pai dela!). Mas alguns clichês ficaram forçados demais… Quer um exemplo? No meio de um show, ela tem uma crise de consciência e diz que está enganando a todos, porque, afinal, ela não é a Hannah e sim a Miley. Vamos traçar um paralelo com a vida real? Imagine a cena: num show do Queen, Freddy Mercury tem uma crise de consciência e fala que está enganado a todos, porque afinal o seu nome é Farokh Bommi Bulsara… Ora, qual o problema???

Existe outro probleminha, mas isso não posso reclamar aqui. É o “problema Clark Kent”: caramba, só porque o Super-Homem colocou um óculos, ninguém vai reconhecê-lo? Os dois têm a mesma altura, a mesma voz, o mesmo rosto!!! O mesmo acontece com Miley: ela coloca uma peruca, e vira a Hannah… E ninguém ao menos desconfia…

Mesmo assim, o filme não é ruim. Existem alguns momentos muito bons, na verdade. A cena do “hip hop hoedown”, por exemplo, é contagiante, e dá vontade até de aprender a coreografia!

E, claro, a garotada adorou – e isso é o que importa, afinal.

The Commitments – Loucos Pela Fama

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The Commitments – Loucos Pela Fama

Quando a gente passa numa Americanas da vida e vê aquela infinidade de dvds, quase tudo baratinho, pensa que o mercado de dvds aqui no Brasil é muito bom. Mas na verdade, faltam alguns títulos importantes no mercado! Alguns filmes inexplicavelmente nunca foram lançados, como por exemplo A Fera do Rock (Great Balls of Fire) ou Top Secret – Superconfidencial (falei dele ontem!). Outros filmes foram mal lançados, e é praticamente impossível encontrá-los, como Marte Ataca ou Assassinato Por Morte.

Heu achava que The Commitments – Loucos Pela Fama fosse um desses casos. Até que vi anunciado num site. Encomendei logo o meu, e já revi!

Em Dublin, Irlanda, um grupo de amigos resolve montar uma banda de soul. Afinal, segundo o que eles dizem, os irlandeses são os negros da Europa! Acompanhamos todo o processo: anúncio no jornal, recrutamento dos músicos, ensaios, primeiros shows… Até o fim da banda (pelo menos no filme)…

The Commitments é um dos filmes musicais mais “sinceros” que conheço. Digo isso porque os atores são realmente músicos! Fui ver no imdb, quase todos no elenco têm este como o primeiro filme da carreira, alguns até nem seguiram a carreira de ator! E, por outro lado, a banda “The Commitments” continuou a carreira depois do filme…

A banda na tela realmente passa credibilidade. Os músicos têm boa química para tocar, e ao mesmo tempo têm que conviver com as brigas internas – divergências musicais, brigas de ego… Quem nunca soube de problemas entre músicos da mesma banda?

Apesar de não ter uma carreira exclusivamente musical, o diretor Alan Parker (Coração Satânico, A Vida de David Gale) tem intimidade com música nos filmes. Afinal, ele dirigiu Pink Floyd – The Wall, Evita, Fama e Quando as Metralhadoras Cospem! Acredito que isso tenha ajudado na formação da banda dentro do filme…

O filme foi inspirado num livro de Roddy Doyle, parte da “trilogia Barrytown” – inclusive o ator Colm Meaney interpreta o mesmo personagem nos outros dois filmes, A Grande Família e A Van.

(Aliás, uma curiosidade: a banda de folk rock celta The Corrs foi fundada durante os testes para o filme. Andrea Corr é a irmã do protagonista, enquanto os outros três irmãos aparecem durante as audições para a banda…)

Enfim, um filme legal para quem curte o clima de se músico e tocar numa banda…

Top Secret – Superconfidencial

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Top Secret – Superconfidencial

Como prometido no tópico sobre Apertem os Cintos – O Piloto Sumiu, revi Top Secret – Superconfidencial. E confirmo: continua hilariante!

A história todo mundo conhece: Nick Rivers (Val Kilmer), um famoso cantor americano, é convidado para fazer um show na Alemanha Oriental, e acaba se envolvendo com a Resistência Francesa. Mas, na verdade, tudo é pano de fundo para as maravilhosas gags nonsense do trio Zucker-Abrahams-Zucker!

Algumas cenas são antológicas. O que podemos dizer do momento em que os protagonistas falam que isso parece o roteiro de um filme ruim, e depois olham para a tela? Ou do saloon submarino? Ou do “momento Pac Man”?

Isso sem contar a sensacional cena com Peter Cushing, a cena da livraria sueca. Preste atenção, é um único plano sequência, filmado ao contrário! Pena que não dá pra ouvir os diálogos ao contrário – segundo os comentários dos extras, o inglês ao contrário era para parecer sueco…

Por uma inexplicável falha de mercado, esse filme nunca saiu em dvd aqui no Brasil. Dei sorte de conseguir um dvd original gringo baratinho…

A Mulher Invisível

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A Mulher Invisível

Oba! Mais um filme no estilo “comédia romântica brasileira”!

Pedro (Selton Mello), um apaixonado e devotado marido, é abandonado pela esposa, que está grávida de um amante alemão. Depois de um tempo em profunda depressão, ele conhece a mulher ideal, Amanda (Luana Piovani): linda, apaixonada por ele, com os mesmos gostos… Só que Amanda tem um defeito: ela só existe na imaginação de Pedro!

O filme, dirigido por Claudio Torres, é leve, ágil e despretensioso. O que o torna um bom programa. Quem me acompanha por aqui sabe que gosto quando o cinema nacional segue por esse caminho!

O filme é cheio de situações hilariantes. Claro que o talento de Selton Mello ajuda aqui: muitas vezes ele tem que contracenar fingindo que existe alguém do seu lado. E isso ele faz sem parecer caricato!

Um parágrafo para tecer um comentário sobre o ator Selton Mello. Ele tem um defeito: quase todos os seus personagens são semelhantes. Parece que vemos sempre o mesmo personagem! Mas aqui não há queixas, porque o “personagem Selton Mello” é a cara do filme, e funciona perfeitamente!

O bom roteiro, co-escrito por Claudio Torres e Adriana Falcão, ainda traz algumas reviravoltas interessantes, como a outra mulher invisível. E no elenco, contamos ainda com os importantes coadjuvantes Vladimir Brichta, Maria Manoella e Fernanda Torres (irmã do diretor).

E assim, despretensiosamente, espero que A Mulher Invisível consiga trilhar o mesmo rumo que Se Eu Fosse Você 2, um dos maiores sucessos nacionais recentes. E que os cineastas brasileiros se lembrem que “cinema é a maior diversão”!

O Exterminador do Futuro: A Salvação

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O Exterminador do Futuro: A Salvação

O primeiro Exterminador do Futuro, dirigido por James Cameron em 1984, é um dos melhores filmes de ação / ficção científica da década de 80, e ainda criou um papel perfeito para o ex fisiculturista (e hoje político) Arnold Schwarzennegger. Sua continuação, em 1991, também dirigida por Cameron, não só manteve o bom nível do primeiro, como ainda foi um marco no uso dos efeitos especiais por computador, ao criar um exterminador de metal líquido. Em 2003 houve uma terceira parte, bem mais fraca que os dois primeiros. E agora chega aos cinemas o quarto filme. E aí? Funcionou?

Sim, funcionou. Não sei se ficará para a história como os dois primeiros, mas é bem melhor que o terceiro, e bem melhor do que muitos dos recentes “filmes novos com ideias antigas”.

(Explicando a expressão usada aí em cima: Hollywood não tem tido muita imaginação para criar novas ideias, é só vermos a enorme quantidade de refilmagens, releituras e reciclagens em geral que ocupam as listas de filmes mais vistos dos últimos tempos!)

Todos conhecem a história, né? No futuro (o “distante”1997), houve uma hecatombe nuclear, e as máquinas decidiram tomar conta do planeta e exterminar a raça humana. Então, mandam um robô – o “Exterminador” – para o passado, para matar a mãe de John Connor, líder da resistência no futuro.

Enquanto os outros filmes se passavam antes da hecatombe, com exterminadores e humanos voltando pro passado, este quarto filme se passa depois, com John Connor já adulto. Connor luta para salvar Kyle Resse, um jovem que no futuro voltará ao passado e se tornará o seu pai. Enquanto isso, um misterioso Marcus Wright aparece ao lado dos “mocinhos”, e não sabemos exatamente quem é ele. E contar mais sobre este bom personagem estraga o filme para quem não viu.

O elenco é cheio de nomes legais. Sam Worthington “rouba” o filme como Marcus; Anton Yelchin, o Checov do novo Star Trek, também está bem como Kyle Reese. Também estão no elenco Moon Bloodgood, Bryce Dallas Howard, Helena Bonham Carter e Michael Ironside. Curiosamente, Christian Bale, o Batman, logo o protagonista, apesar de bom ator, é o elo fraco do elenco. Usar exatamente a mesma voz gutural do cavaleiro das trevas não foi uma boa ideia…

Coube a direção a McG, que apesar do nome esquisito, já mostrou eficiência em filmes de ação ao dirigir os dois As Panteras. E os ótimos efeitos especiais ficaram a cargo da consagrada Industrial Light & Magic, fazendo um bom trabalho ao misturar efeitos mecânicos e computadorizados. E existe uma surpresa muito legal no fim do filme, quando aparece o primeiro T800!

Enfim, como dito lá em cima, o tempo vai dizer se esse virará um clássico como os dois primeiros. Mas por enquanto podemos ficar com um bom filme de ação!

O Guia do Mochileiro das Galáxias

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O Guia do Mochileiro das Galáxias

Outro dia descobri que no dia 25 de maio é comemorado o “dia da toalha”. Se você não sabe o que é isso, é porque você não leu o livro nem viu o filme O Guia do Mochileiro das Galáxias!

Vou aproveitar a ocasião e falar do filme – não ter falado ainda desse filme aqui neste blog é uma falha grave, afinal, gostei tanto quando vi no cinema que logo comprei o livro, e em seguida, compri o dvd para rever…

Arthur Dent (Martin Freeman) é um cara normal, mas que está tendo um péssimo dia. Sua casa está prestes a ser demolida, e ele descobre que Ford Prefect (Mos Def), seu melhor amigo, é um extra-terrestre. Pra completar, fica sabendo que a Terra está prestes a ser destruída para que se possa construir uma nova auto-estrada hiperespacial por burocráticos e desagradáveis Vogons. Arthur só tem uma saída: pegar carona junto com Ford em uma nave espacial que está de passagem. E eles levam com eles, além das toalhas, um importante livro com tudo o que precisam saber sobre sua nova vida: o Guia do Mochileiro das Galáxias.

E a história segue por esse caminho “festa estranha com gente esquisita”. Personagens bizarros em situações ainda mais bizarros! São várias as cenas hilárias e geniais!

A “troupe” de Arthur Dent ainda tem Trillian (Zooey Deschanel), uma humana que também escapou da destruição da Terra e Zaphod Beeblebrox (Sam Rockwell), o presidente da Galáxia – e que tem duas cabeças! Isso sem contar com o genial e depressivo robô Marvin (Warwick Davis e voz de Alan Rickman) – um robô que passa o tempo todo reclamando da vida! Ainda no elenco, temos Bill Nighy como um construtor de planetas (!) e John Malkovich, num papel criado especialmente por Adams para a versão cinematográfica.

Douglas Adams, autor do livro e do roteiro do filme, tem no currículo uma breve participação no seriado Monty Python Flying Circus, como ator e roteirista. Isso levou, claro,  a comparações entre O Guia… e os filmes do Monty Python. Bem, são estilos diferentes, O Guia… não quer ser pythoniano. Mas uma ou outra cena bem que poderia estar num filme do sexteto britânico… Como a sensacional sequência da baleia caindo…

(Não podemos deixar de citar que os Vogons parecem extraídos de um filme do Terry Gilliam!)

Existe uma narração no início do filme, feita por Stephen Fry, que, curiosamente, foi dublada em português nas versões legendadas. Normalmente sou contra dublagens, mas sabe que funcionou?

O “dia da toalha” também é chamado de “dia do orgulho nerd”. Bem, feliz “dia da toalha” atrasado para você, caro leitor nerd!

p.s.: o filme tem a resposta para a pergunta fundamental sobre a vida, o universo e tudo mais! Mas não vou dizer aqui, por causa dos spoilers… 😀