Zombi 2

Zombie

Zombi 2

Filmes de terror italianos nos anos 70 e 80 eram quase sempre cópias de filmes de sucesso americanos. Mas às vezes a cópia pode ser tão boa quanto o original! Este é o caso de Zombi 2, de 79, dirigido por Lucio Fulci, clássico obrigatório quando o assunto é filme de zumbis. (Inclusive, ele está na minha lista de Top 10: Filmes de Zumbi!)

A história é simples: acompanhamos um grupo de pessoas que vai até uma ilha tropical, e lá descobrem que existe uma “infestação” de zumbis. Pouca frescura e muito gore!

A primeira curiosidade sobre esse filme é sobre o nome dele. Qualé a desse nº “2”? Trata-se de uma continuação? Não – a resposta é mercadológica. O filme Zombie – O Despertar dos Mortos, de George A. Romero, de 78, foi lançado na Itália com o nome Zombi. Aí, pra pegar carona no nome conhecido, resolveram chamar esse de Zombi 2. Além disso, ele também é conhecido como Zombie ou como Zombie Flesh Eaters.

E por que esse filme merece estar lado a lado com os clássicos do Romero? (Pra quem não sabe, George A. Romero é “o cara” quando se fala nesse assunto, ele já fez 5 filmes no gênero, e todos eles merecem vagas nas listas de melhores filmes de zumbi!)

Zombi 2 trouxe algumas inovações ao estilo, e que hoje são obrigatórias em qualquer filme do gênero. Por exemplo: se até então, os zumbis eram sempre cadáveres inteiros, aqui vemos vários deles em diferentes estados de putrefação. Outra das invenções de Fulci foi mostrar um cadáver saindo de debaixo da terra.

Isso sem contar com uma ideia genial, mas pouco usada: aqui temos um zumbi sub-aquático! Claro, tem lógica, afinal, se o zumbi está morto, ele pode ficar no fundo do mar sem respirar…

O filme é graficamente muito violento, temos algumas cenas bem fortes. Muito bom pra quem gosta do gênero.

A produção às vezes se mostra um pouco pobre, e os atores não se destacam positivamente. Mesmo assim, filmão pra quem é ligado em zumbis!

Noite dos Arrepios

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Noite dos Arrepios

Continuemos na onda de clássicos de terror dos anos 80! Hoje vamos de Noite dos Arrepios (Night of The Creeps), filme assumidamente B, de 1986!

A história é sensacional: uma cápsula alienígena cai na Terra, contendo uma espécie de lesma, que entra nas pessoas pela boca e as tranforma em zumbis! Deveriam criar uma categoria de Oscar pra filmes com o argumento assim!

O roteiro deste divertidíssimo filme tem um monte de coisas legais. Algumas das frases são geniais – uma delas, considero uma das melhores de toda a década: “Girls, I have some good news and bad news. The good news is your dates are here. The bad news is they’re dead” (“Garotas, eu tenho uma notícia boa e uma má. A boa é que seus namorados estão chegando. A má é que eles estão mortos.”). Além disso, ainda ouvimos “pérolas” como “What is this? A homicide or a bad B movie?” (“O que é isso? Um homicídio ou um filme B ruim?”); ou ainda “I personaly would rather have my brain invaded by creatures from space than pledge a fraternity.” (Eu pessoalmente preferiria ter meu cérebro invadido por criaturas do espaço do que entrar para uma fraternidade.”)

Outra coisa legal é que todos os nomes próprios que estão no filme são homenagens a diretores ligados a filmes de terror: Corman Universtity (Roger Corman), Cynthia Cronemberg (David Cronemberg), Chris Romero (George A Romero), James Carpenter Hooper (John Carpenter e Dennis Hooper), detetive Ray Cameron (James Cameron), inspetor Landis (John Landis), sargento Raimi (Sam Raimi), Brad Craven (Wes Craven), mr. Miner (Steve Miner), Cunningham (Sean S Cunnigham)…

E as homenagens não param por aí: a diretora da universidade está vendo Plano 9 do Espaço Sideral, clááásico trash, considerado um dos piores filmes já feitos!

O filme é cheio de erros de continuidade, não sei se propositalmente – no flashback do detetive Cameron, antes ele segura um braço (!), depois aparece com a espingarda no lugar do braço; Cynthia nunca coloca o lança-chamas nas costas, ele “aparece” lá; o zumbi tenta pegar o carro com os dois policiais com a mão, e logo depois está com o machado na mão… Acho que não foi de propósito, acredito que não tenham dado muita importância a “detalhes” assim…

É difícil recomendar um filme tão tosco. Mas fica aqui a minha recomendação para quem gosta do estilo!

Antes que o Diabo Saiba que Você está Morto

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Antes que o Diabo Saiba que Você está Morto

Filme novo do veterano diretor Sidney Lumet, famoso por filmes policiais nos anos 70, como Serpico, Um Dia de Cão e Rede de Intrigas.

Andy (Phillip Seymour Hoffman), um executivo decadente viciado em drogas, convence o irmão Hank (Ethan Hawke), cheio de problemas financeiros e com a ex-mulher, a participar de um assalto à joalheria dos pais. Mas, no dia do assalto, sua mãe acaba sendo assassinada acidentalmente.

Ou seja, um filme de anti-heróis, que cada vez mais se afundam em problemas maiores ao tentar resolver os problemas menores.

A ideia é boa, mas o ritmo do filme é às vezes um pouco lento demais. Por outro lado o roteiro é cheio de brilhantes idas e vindas na linha do tempo, com bem sacados flashbacks. Daqueles que a gente tem que ficar ligado nos detalhes, porque eles voltarão através de outro ponto de vista.

O filme não agradou muito à crítica de um modo geral. Acredito heu que seja por causa das altas expectativas geradas pelos nomes envolvidos. Além do diretor Lumet e dos atores Phillip Seymour Hoffman e Ethan Hawke, ainda contamos com Albert Finney e Marisa Tomei. Com tanta gente boa, espera-se algo de alto nível. Mas este está no meio termo…

Uma coisa me intrigou nesse filme: a nudez de Marisa Tomei. Lembro dela, em 98, então com 34 anos, usando dublê de corpo em Slums of Beverly Hil (não me lembro do título em português). E neste filme, agora com 43 anos, está bem desinibida numa “caliente” cena de sexo, e ainda mostra os seios em outras duas cenas! E, pelo que li por aí, ela repete a nudez em “O Lutador. Bem, nada contra a nudez feminina, que fique bem claro! A dúvida é: pra que esperar ter quarenta anos para isso? Pelo menos podemos ver que, apesar de quarentona, Marisa está com tudo em cima, e com um corpo melhor do que muita menininha de 20… (diferente da Meg Ryan, que aos 42, quando resolveu tirar a roupa no Em Carne Viva, já estava meio caída…)

Resumindo, pode interessar, desde que não se espere muito do filme.

Força Sinistra

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Força Sinistra

Recentemente revi o ótimo Alien – O Oitavo Passageiro. Pra quem não viu (se você não viu, corra para ver!), é um exemplo perfeito de um filme que mistura dois estilos: terror e ficção científica.

Aí deu vontade de rever outro filme do mesmo roteirista, Dan O’Bannon, que também passeia entre os dois estilos: o clássico dos anos 80 Força Sinistra (Lifeforce no original), dirigido em 85 por Tobe Hooper (o mesmo de Poltergeist – O Fenômeno).

A sinopse encaixaria num filme trash: uma missão espacial britânica ao cometa Halley volta à Terra trazendo seres misteriosos. Mais tarde descobre-se que esses seres são como vampiros espaciais, que sugam energia das pessoas em vez de sangue!

(Um pequeno parênteses sobre o cometa Halley: desde o início da década de 80 se falava do “grande” cometa, que iria passar perto da Terra no início de 86, se não me engano. Toda a mídia do mundo inteiro deu atenção ao famoso cometa. E quando ele apareceu, era tão pequeno que ninguém viu nada… Grande decepção mundial… E agora só em 2061…)

Mas o filme não tem nada de trash. Apesar de ter mais de 20 anos, o filme não envelheceu muito. Os efeitos especiais, a cargo de John Dykstra (Guerra nas Estrelas), continuam eficientes, tanto nas cenas “espaciais” quanto nas cenas “de terror”. O filme funciona melhor que muito filme novo!

Um dos pontos altos do filme é a lindíssima atriz Mathilda May no papel da alienígena. Mais de mil mulheres foram testadas para esse papel, que exigia uma atriz com o corpo perfeito – boa parte do filme a personagem está nua. Mathilda ganhou o papel, e acredito que ninguém pode reclamar da escolha…

Esse filme ainda tem um outro mérito: a trilha sonora, eficientíssima, é de ninguém menos que Henry Mancini, célebre por ter composto o tema da Pantera Cor-de Rosa, entre outros temas jazzísticos. O clima de tensão ao longo do filme é pontuado pela bela trilha orquestrada.

De quebra, é um dos primeiros filmes de um tal Patrick Stewart – o Pickard de Star Trek – Nova Geração, e o Professor Xavier de X-Men. Completam o elenco Steve Railsback, Peter Firth e Frank Finlay.

Infelizmente, este é um daqueles filmes que foi mal lançado por aqui em dvd e por isso não tem em lugar algum pra venda. Enquanto não corrigem esta falha, precisamos esperar uma reprise na tv ou então usemos o velho torrent…

Matadores de Velhinha

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Matadores de Velhinha

O professor G. H. Dorr aluga um quarto numa casa e monta uma estranha gangue para executar um perfeito roubo a um cassino. Ele pensa em todos os detalhes, menos na proprietária da casa…

O que faz essa simples e despretensiosa comédia de humor negro ser tão divertida? Acredito que a resposta está nos personagens, bizarros e caricatos na medida certa. O que, aliás, é uma característica dos filmes dos irmãos Coen, vide o genial O Grande Lebowski

Quase todos os personagens aqui estão ótimos. Um Tom Hanks dentuço faz um professor Dorr perfeito, com suas frases pomposas e seu riso nervoso. Irma P. Hall também está ótima como a dona da casa, super religiosa, desconfiada e mal-humorada. J. K. Simmons (que também está em Queime Depois de Ler), Tzi Ma e Ryan Hurst estão no tom exato com seus personagens bizarros que copõem a gangue. O “quase” que escrevi lá em cima é porque talvez Marlon Wayans esteja um pouco “over”, com uma atuação mais com cara de Todo Mundo em Pânico do que algo feito pelos irmãos Coen…

Além do desfile de personagens legais, outros elementos do filme também têm a cara dos irmãos Coen, como o cenário no sul dos EUA, a ênfase na trilha sonora (desta vez usando a música gospel da igreja) e o roteiro com uma progressão de eventos tipicamente “coeniana”.

Esta é uma refilmagem de um filme homônimo, de 1955, estrelado por Alec Guiness. Não vi o original, então não posso compará-los, infelizmente…

Matadores de Velhinha não vai mudar a vida de ninguém. Mas pode ser uma boa diversão, principalmente para aqueles que gostam de humor negro!

Martyrs

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Martyrs

Vingança. Violência. Tortura. Sangue, muito sangue. E não se trata de mais um filme na onda de Jogos Mortais ou O Albergue!

Uma jovem procura vingança contra pessoas que a sequestraram e torturaram quando ela era criança. E, ao longo do filme, descobre-se que “o buraco é mais embaixo”…

Filme francês violentíssimo, lembra o recente A l’Interieur. Muito gore, mas num contexto diferente do que Hollywood sempre fez. Aqui o gore dá muito mais nervoso, porque as situações parecem muito mais reais!

Ou seja: recomendado pra quem gosta de “sangue e tripas”, e está atrás de algo diferente da mesmice hollywoodiana…

O filme é muito bom. Mas, na minha opinião, Martyrs tem um problema básico: a primeira parte é muito mais interessante que a segunda. A primeira parte é violenta e misteriosa, depois, na segunda parte, o ritmo cai e no fim tudo é explicado. Bem, pelo menos temos uma explicação do que está acontecendo…

Operação Valquíria

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Operação Valquíiria

O que devemos esperar de um filme como Operação Valquíria? Um filme do ator Tom Cruise, ou um filme do diretor Brian Synger (X-Men 1 e 2, Superman Returns)? Claro que é o filme é do Tom Cruise. Por maior que seja o prestígio do diretor, é difícil bater o “star power” de Cruise…

Mas apesar de Operação Valquíria ser mais um veículo para mostrar o “mocinho Cruise”, o filme não é ruim. Talvez um pouco “certinho” demais, mas, mesmo assim, funciona, pelo menos dentro do que se propõe.

Depois de quase morrer no deserto da Tunísia, perdendo um olho, uma mão e alguns dedos da outra, o coronel Claus Von Stauffenberg (Cruise) conhece outros insatisfeitos com o rumo da Alemanha na guerra, e acaba virando o líder de uma conspiração para tentar matar Hitler.

A história é muito boa, e o melhor, é verídica. Acompanhamos passo a passo cada personagem da conspiração, e como funciona a tal operação Valquíria do título.

O elenco é cheio de rostos conhecidos, como Kenneth Branagh, Bill Nighy, Terence Stamp e Tom Wilkinson, e todos estão muito bem, cada um mostrando a sua motivação para derrubar Hitler – seja porque acham que é o correto a se fazer; seja porque querem ficar ao lado do poder, independente de quem o tenha.

O diretor Bryan Singer, apesar de ter feito 3 filmes seguidos de super-heróis, não é totalmente estranho ao tema. Em 1998 ele dirigiu O aprendiz, onde um jovem descobre que o seu vizinho tem um passado nazista. E esse vizinho é maravilhosamente interpretado por Ian McKellen, o Magneto dos X-Men

Outra coisa legal em Operação Valquíria é a reconstituição de época. Longe de mim querer elogiar um nazista, mas temos que reconhecer que os caras sabiam cuidar da própria aparência. E no filme, tudo está impecável! Roupas, armas, uniformes, cenários, está tudo perfeito!

Outro detalhe  interessante: Stauffenberg perdeu uma mão e alguns dedos da outra, certo? Os efeitos especiais são perfeitos aqui: em momento nenhum parece que Tom Cruise está escondendo os dedos. Efeitos especiais que estão lá para “não aparecerem”!

Operação Valquíria não será lembrado como um filme essencial sobre a Segunda Guerra Mundial. Mas pode ser uma boa diversão!

Adrenalina 2

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Adrenalina 2

O primeiro Adrenalina é um divertido e taquicárdico filme de ação de 2006. Uma trama improvável: Chev Chelios (Jason Statham) é envenenado, e pra se manter vivo, tem que manter a adrenalina alta – se o coração reduzir os batimentos, ele morre. Ou seja, o filme é uma correria só, exagerado e absurdo do início ao fim. Daqueles que se a gente deixar o cérebro de lado, se diverte à beça.

O fim do primeiro filme não deixa muito espaço pra continuações. Mas quem quer uma história lógica e coerente aqui? Simplesmente o segundo filme começa de onde o outro terminou, e continua no  mesmo ritmo frenético de antes! Sem explicar nada! Afinal, pra que explicações? 😀

Insana. É uma boa palavra pra descrever a ação aqui. Tudo está tão exagerado quanto no primeiro, ou mais ainda. A diferença está no título original: Crank: High Voltage. Aqui ele precisa tomar choques pra continuar com a correria!

E rola correria, brigas, tiros, tudo o que um filme desses pede. Ninguém ficará desapontado.

O elenco traz de volta Amy Smart no mesmo papel, e ainda tem participações de Corey Haim, Geri Halliwell e David Carradine. E Bai Ling, histérica, está ótima!

Quem gostou do primeiro, pode ir ao cinema sem medo nesta continuação. Quer dizer, não sei se alguém vai esperar pra ver no cinema… Afinal, o filme foi lançado lá fora em abril, e a previsão aqui é 18 de setembro. Antes disso, só via torrent.

E depois reclamam da pirataria…

Meninas Malvadas

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Meninas Malvadas

Sou fã do seriado 30 Rock, sitcom escrita e estrelada pela Tina Fey, que conta os bastidores de um programa no estilo do Saturday Night Live (do qual a própria Tina participou). Quando soube que o roteiro deste Meninas Malvadas (Mean Girls no original) era escrito por ela, fiquei curioso pra ver – apesar de não ser muito chegado a comédias adolescentes…

Cady (Lindsay Lohan) é uma adolescente que passou a vida inteira morando na África, por causa do emprego dos pais, e nunca foi a uma escola convencional por isso. De volta aos EUA, já adolescente, tem que aprender a “sobreviver” na escola, onde os grupos sociais são separados. Lá, Cady fica entre dois nerds esquisitões e um grupo de patricinhas muito patricinhas.

Como era de se esperar, são vários os clichês, principalmente na formação dos personagens. Mesmo assim, o filme é divertido e flui bem. Pelo menos até a parte final – acho que o diretor Mark Waters perdeu a mão no momento que o livro com as fofocas é exposto (mas, mesmo assim, a cena do atropelamento é genial!).

De vez em quando Cady observa certos comportamentos sociais e os compara com a savana africana. São momentos muito divertidos!

Enfim, nada que vai mudar a sua vida, apenas uma boa e despretensiosa diversão!

Star Trek

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Star Trek

Pra quem não sabe, existe uma rivalidade entre os fãs de Star Wars e os de Star Trek. Como nasci em 71, e sempre gostei mais de cinema do que de seriados de tv, acho que isso me coloca no grupo fã de Star Wars… Mesmo assim, nada tenho contra Star Trek!

Esse novo Star Trek era um projeto complicado, envolto num perigoso hype. J.J. Abrams, o homem mais incensado (e super-valorizado) de Hollywood nos úlimos anos, resolveu dirigir a história do início de tudo: como Kirk conheceu Spock e o resto de sua tripulação, e como virou capitão da USS Enterprise.

(Vou explicar o meu pé atrás com relação ao marqueteiro J.J. Abrams. Como diretor, tudo o que ele fez até agora pro cinema é o terceiro Missão Impossível, na minha opinião bem inferior aos dois primeiros (dirigidos por Brian De Palma e John Woo). Ele também é famoso por ter criado as séries Alias (que acho bem fraquinha), LostFringe (que são muito boas, mas deixam tantas pontas soltas que dá medo de nunca explicarem tudo). Além disso, ele usou o seu hype pra vender Cloverfield, que também não foi lá grandes coisas…)

Mas podemos ficar tranquilos. Desta vez J.J. acertou! Não é que o filme é bom?

Tudo o que se espera num filme desses está lá. Batalhas espaciais com efeitos especiais de cair o queixo, num roteiro redondinho que usa tudo o que a gente conhece sobre o universo trekker.

O elenco está afiado. Enquanto Kirk é interpretado pelo quase desconhecido Chris Pine, o emblemático Spock é feito por Zachary Quinto, o Sylar, vilão da série “Heroes”. Aliás, os dois estão muito bem juntos, mostrando a emoção de um versus a lógica do outro. E todo o elenco da série clássica está lá: Karl Urban como McCoy, Zoe Saldana como Uhura, Anton Yelchin como Checov, John Cho (Madrugada Muito Louca) como Sulu e um inspirado (como sempre) Simon Pegg (Um Louco Apaixonado) como Scotty. De quebra, ainda temos o próprio Leonard Nimoy como o Spock velho e a Winona Ryder como sua mãe. E ainda tem um Eric Bana como um vilão romulano…

(Nada contra os romulanos. Mas, na minha opinião pessoal, acho que poderia ser um vilão klingon. Os klingons são mais legais! 😀 )

Ok, existe o problema que assola todo e qualquer prequel: já sabemos que alguns daqueles personagens estarão lá depois, então algumas coisas ficam meio óbvias. Ora, se existe uma missão super perigosa onde temos o Kirk, o Sulu e mais um carinha qualquer, não é difícil prever qual dos três vai se dar mal, né?

Particularmente, não gostei muito das viagens no tempo e realidades paralelas, ficou meio forçado. E o filme ainda tem alguns exageros, típicos de filmes de ação. Tipo, não foi uma certa coincidência o Kirk ter caído acidentalmente naquele planeta, justamente pertinho de dois personagens importantes? Mas nada que atrapalhe o andamento do filme… Relaxe e aproveite a adrenalina!

Enfim, bom programa. E “que a força esteja com vocês”! Ops, não, filme errado! Aqui é “vida longa e próspera”!