O Segredo de Marrowbone

MarrowboneCrítica – O Segredo de Marrowbone

Sinopse (imdb): Um jovem e seus três irmãos mais novos, que mantiveram em segredo a morte de sua amada mãe para permanecerem juntos, são atormentados por uma presença sinistra na enorme mansão em que vivem.

Terror espanhol é sempre bem-vindo aqui no heuvi!

O Segredo de Marrowbone (El secreto de Marrowbone, em espanhol; Marrowbone, em inglês) é a estreia na direção de Sergio G. Sánchez, roteirista de O Orfanato e O Impossível, ambos dirigidos por J.A. Bayona. Se por um lado pode ter gente reclamando da semelhança entre Marrowbone e O Orfanato, por outro lado Sánchez demonstra boa mão para construir cenas de tensão. E quem me conhece sabe que aceito ideias repetidas, desde que bem filmadas. Ou seja: gostei do filme!

O Segredo de Marrowbone mantém um bom clima tenso ao longo do filme. A história é cheia de mistérios revelados aos poucos. E vou falar que o plot twist me pegou desprevenido!

Outra coisa bem legal aqui é o elenco. Temos quatro novos nomes hollywoodianos conduzindo o filme: Anya Taylor-Joy (A Bruxa, Fragmentado), Mia Goth (A Cura, Ninfomaníaca), George MacKay (Capitão Fantástico) e Charlie Heaton (Stranger Things). Além deles, O Segredo de Marrowbone conta com Matthew Stagg, Nicola Harrison e Kyle Soller Kyle Soller. Sim, a produção é espanhola. mas o filme é falado em inglês.

O Segredo de Marrowbone não é um filme essencial, mas está bem acima da média.

Vingadores: Guerra Infinita – COM SPOILERS!

Vingadores Guerra Infinita 2Vingadores: Guerra Infinita – COM SPOILERS!

A crítica convencional está aqui. Este segundo texto é porque quero comentar coisas spoilerentas, e não quero estragar o programa de ninguém.

Então, vamos aos avisos de spoilers!

SPOILERS!

SPOILERS!

SPOILERS!

Em primeiro lugar, precisamos reconhecer que Vingadores: Guerra Infinita é um filme corajoso. Muito se fala da mania ruim de não se matar personagens em filmes de super heróis. Claro, o personagem tem que voltar para a(s) continuação(ões). Isso gera uma previsibilidade chata.

Felizmente Vingadores: Guerra Infinita tomou outro caminho. Logo na primeira cena, temos a morte de dois personagens importantes, Heimdal e Loki. Sou fã do Loki, e mesmo assim bato palmas pela decisão de sacrificar um personagem para a história seguir em frente.

Essas não são as únicas mortes de personagens importantes, ainda tem a Gamora e o Visão. Esses são eventos dentro da narrativa do filme.

E aí temos aquele fim que deixou os fãs com o coração na boca, com a morte de vários heróis. Sobre isso, tenho dois comentários, um passional, outro racional. O passional é que fiquei muito triste pelo Groot, meu personagem favorito.

Agora, analisando friamente, por todo o plano da Marvel nos últimos dez anos, a gente podia acreditar que isso podia ser pra renovar o elenco. Mas isso se tivessem morrido outros personagens! Já tivemos o Homem de Ferro em oito filmes, e o Capitão América e o Thor em seis cada um. Mas eles ficaram vivos, enquanto personagens mais recentes no MCU se foram – como Pantera Negra e Homem Aranha (três filmes) e Doutor Estranho (dois filmes).

Como mataram os personagens “errados”, isso é quase uma certeza que os personagens vão voltar – e aí questiono aquele “corajoso” que falei no início início do texto. Não vou falar mal antes de ver o filme novo, mas posso dizer que isso desanimou um pouco. Vingadores: Guerra Infinita continua excelente, um dos melhores filmes de super heróis de todos os tempos – mas tô com o pé atrás para a continuação. Espero ser surpreendido positivamente…

Ah, só mais um comentário: o Thor é “o cara”!

Vingadores: Guerra Infinita (sem spoilers)

Vingadores Guerra InfinitaVingadores: Guerra Infinita (sem spoilers)

Sinopse (imdb): Os Vingadores e seus aliados devem estar dispostos a sacrificar tudo em uma tentativa de derrotar o poderoso Thanos, antes que sua explosão de devastação e ruína ponha fim ao universo.

E a Marvel conseguiu!!!

Vamos a um pequeno resumo para aqueles que estiveram desligados do mundo nos últimos anos. Dez anos atrás, em 2008, a Marvel lançou o primeiro Homem de Ferro, que tinha uma cena pós créditos onde aparecia o Samuel L. Jackson falando da “Iniciativa Vingadores”. A partir daí, tivemos 18 filmes, independentes entre si, mas todos inseridos no mesmo universo cinematográfico. E agora, dez anos depois, temos o início do desfecho da primeira parte deste universo – juntando (quase) todos os personagens até agora.

O plano da Marvel é algo tão impressionante que certamente virará “case” de sucesso a ser estudado no futuro. Vale lembrar que, dez anos atrás, as “marcas” Homem de Ferro e Capitão América eram muito inferiores a Batman e Superman, seus correspondentes na rival DC. Nunca acompanhei esta rivalidade nos quadrinhos, mas posso afirmar que, no audiovisual, a DC estava bem à frente, com as reprises do Batman barrigudo dos anos 60, o desenho animado da Liga da Justiça e os filmes do Superman com o Christopher Reeve. Hoje já não dá pra saber, mas aparentemente os personagens da Marvel valem mais que os da DC.

Isso falando do universo “cultura pop”. Porque, no cinema, A Marvel está léguas à frente. E Vingadores: Guerra Infinita comprova isso.

Vamos ao filme? Dirigido pelos mesmos irmãos Russo de Soldado Invernal e Guerra CivilVingadores: Guerra Infinita (Avengers: Infinity War, no original) consegue algo difícil: supera as expectativas – que já eram altas. Sim, caros leitores, este é possivelmente o melhor de todos os filmes da Marvel até hoje. Quiçá o melhor filme de super heróis já feito!

Vingadores: Guerra Infinita tem um roteiro muito bem escrito. O filme é tenso, e, ao mesmo tempo, muito engraçado. Temos vários personagens “principais”, e o filme consegue dosar bem a importância e o tempo de tela de cada um – e ainda tem espaço para conhecermos um personagem novo. Cada personagem visto antes individualmente consegue manter sua identidade, e a reunião de vários heróis não soou forçada. A trama se divide em várias frentes, e nenhuma é menos interessante que as outras. E todas as lutas são criativas.

A parte técnica é um absurdo, como era de se esperar. O cgi do vilão Thanos é de cair o queixo (com trocadilho, por favor). O filme é colorido, vários mundos exóticos são bem retratados. A trilha sonora de Alan Silvestri consegue pegar a essência de cada herói.

O elenco traz quase todo mundo de volta – só o Gavião Arqueiro e o Homem Formiga não aparecem. Vingadores: Guerra Infinita conta com Robert Downey Jr., Chris Hemsworth, Mark Ruffalo, Chris Evans, Scarlett Johansson, Don Cheadle, Benedict Cumberbatch, Tom Holland, Chadwick Boseman, Zoe Saldana, Karen Gillan, Tom Hiddleston, Paul Bettany, Elizabeth Olsen, Anthony Mackie, Sebastian Stan, Idris Elba, Danai Gurira, Benedict Wong, Pom Klementieff, Dave Bautista, Gwyneth Paltrow, Benicio Del Toro, Josh Brolin, Chris Pratt, William Hurt, Vin Diesel, Bradley Cooper e Peter Dinklage, além, claro, da ponta de Stan Lee.

É complicado falar mais de Vingadores: Guerra Infinita sem entrar em spoilers, por isso vou escrever outro texto com spoilers liberados. Mas fica aqui o meu parabéns aos estúdios Marvel, que mostraram como fazer um universo cinematográfico de qualidade. E, claro, a recomendação: vá ao cinema!

Wolf Warrior 2 / Zhan lang II

Wolf WarriorCrítica – Wolf Warrior 2 / Zhan lang II

Sinopse (imdb): O agente de forças especiais mais letal da China passa a viver uma vida tranquila no mar. Quando mercenários sádicos começam a atacar civis próximos, ele deve deixar sua nova paz para trás e retornar às suas obrigações como soldado e protetor.

Outro dia li uma lista das maiores bilheterias de 2017, e vi este Wolf Warrior 2 em sétimo lugar. Ei, péra aí, como assim heu nunca tinha ouvido falar de uma das maiores bilheterias do ano?

Bem, Wolf Warrior 2 é um filme da China – a maior bilheteria da história do cinema chinês. Só de bilheteria local, foram mais de 600 milhões de dólares. Claro que isso ajudou os números finais. Mesmo assim, é um fato impressionante para um filme fora do eixo hollywoodiano.

Como o nome diz, Wolf Warrior 2 é a continuação do primeiro Wolf Warrior. Não vi o filme anterior, sorte que dá pra entender tudo só vendo esta segunda parte.

Wolf Warrior 2 foi co-escrito, dirigido e estrelado por Jing Wu. Taí um cara que conseguiu algo impressionante. Não pelo lado artístico, Wolf Warrior 2 é legal, mas não é tudo isso. Agora, temos que reconhecer que, mercadologicamente falando, ele conseguiu um feito impressionante.

Vamos ao filme? Wolf Warrior começa de maneira alucinante. Sabe cenas de luta em plano sequência, como em Atômica? Poizé. Vemos um pequeno bote com piratas, que abordam um navio maior. A câmera vai pra baixo d’água, de um barco pro outro – até aí, nada de mais. Até que o protagonista pula na água e começa uma luta sub-aquática com os piratas! Sim, uma luta submarina em plano sequência!!!

O filme não mantém esse ritmo da sequência inicial. Ainda temos algumas boas sequências de ação, mas nada tão impressionante. Pelo menos posso dizer que me diverti em algumas cenas, como o momento onde o protagonista segura um foguete com um colchão de molas!

O elenco tem um nome médio hollywoodiano, Frank Grillo, fazendo um vilão caricato (que funciona pro que o filme pede). O resto do elenco é desconhecido por estas bandas: Celina Jade, Gang Wu e Hans Zhang.

O resultado final é irregular. Mas claro que vale ver um filme oriental que desbancou grandes nomes de Hollywood.

Rampage: Destruição Total

RampageCrítica – Rampage: Destruição Total

Sinopse (imdb): Quando três animais diferentes são infectados com um patógeno perigoso, um primatologista e uma geneticista se unem para impedir que eles destruam Chicago.

Não escondo de ninguém que sou fã do Dwyane Johnson, o “The Rock”. Seu carisma é tão grande que ele é capaz de salvar um filme meia boca.

Infelizmente não foi o caso aqui.

Nunca joguei o videogame. Pelo que me disseram, o objetivo do jogo é apenas destruir a cidade. Difícil fazer um filme só com isso.

Dirigido por Brad Peyton, Rampage: Destruição Total (Rampage, no original) simplesmente não empolga – diferente do filme anterior do mesmo diretor, Terremoto: A Falha de San Andreas, que é igualmente cheio de clichês, mas pelo menos é divertido. O filme até começa bem, com uma breve introdução no espaço (que parece o fim do filme Vida), mas depois que a história chega na Terra, o filme fica sem graça. Pra piorar, os efeitos especiais nem sempre funcionam. Várias vezes o cgi falha.

Tem outra coisa, um detalhe, mas que achei muito tosco. São três criaturas. As duas que eram selvagens viram monstros; o gorila, único que conhecemos a história, só cresce, sem mudar as características físicas. Adivinha qual criatura que vira boazinha no fim? 😉

Sobre o elenco, repito: gosto do Dwyane Johnson – mas ele sozinho não foi o suficiente. Malin Akerman está muito canastrona. Também no elenco, Marley Shelton, Naomie Harris, Jeffrey Dean Morgan, Jake Lacy e Joe Manganiello – que era um lobisomem em True Blood, mas aqui virou um caçador de lobos.

Enfim, só mais um filme genérico de monstros gigantes.

Um Lugar Silencioso

um-lugar-silenciosoCrítica – Um Lugar Silencioso

Sinopse (imdb) – Uma família é forçada a viver em silêncio enquanto se esconde de criaturas que caçam pelo som.

Quando acabou a sessão de imprensa de Um Lugar Silencioso (A Quiet Place, no original), fiquei dividido. Por um lado, é um filme tenso e muito eficiente nessa proposta. Por outro lado, o roteiro tem falhas que dão raiva.

Vamos às qualidades. Um Lugar Silencioso sabe muito bem trabalhar a tensão. Poucas vezes lembro de um filme tão tenso nos últimos anos. O diretor John Krasinski (também ator principal) soube usar todo o silêncio proposto pela trama básica do filme para aumentar os momentos de nervosismo.

Com poucos diálogos, Um Lugar Silencioso explora mais os elementos visuais. Toda a ambientação deste mundo pós apocalíptico ficou muito boa. A boa trilha sonora de Marco Beltrami também ajuda. O pequeno elenco, liderado por uma inspirada Emily Blunt, também está bem. E as criaturas aparecem pouco, seguindo uma linha Alien de “menos é mais”.

O que enfraquece é o roteiro, que abusa de soluções preguiçosas. Sem entrar em spoilers, passei o filme inteiro me perguntando por que não fazer um quarto com isolamento acústico, em vez de ficar em silêncio dentro de casa. E, na boa, nenhum prego fica daquele jeito!

Mas, apesar do roteiro, gostei do resultado final. As qualidades superam os defeitos. Quem gosta de se arrepiar na cadeira do cinema vai curtir.

Jogador N° 1

Jogador Numero 1Crítica – Jogador N° 1

Sinopse (imdb): Quando o criador de um mundo de realidade virtual chamado OASIS morre, ele lança um vídeo no qual ele desafia todos os usuários do OASIS a encontrar seu Easter Egg, que dará ao descobridor sua fortuna.

Não sei como os mais novos veem o cinema de algumas décadas atrás. Mas Steven Spielberg era um dos maiores nomes do cinema pop dos anos 80. Não só o cara dirigiu vários filmes essenciais (como ET, No Limite da Realidade, os três Indiana Jones), como produziu muito mais (De Volta para o Futuro, Goonies, Gremlins, O Enigma da Pirâmide, Viagem Insólita). Spielberg era sinônimo de bom entretenimento.

(A partir de 1985, com A Cor Púrpura, Spielberg começou a alternar a carreira entre filmes sérios e filmes pop, caminho que o levou aos Oscars de melhor diretor com A lista de Schindler (1994) e O Resgate do Soldado Ryan (1998)).

Toda essa introdução é pra explicar que Spielberg fez um filme para aqueles que acompanharam sua carreira nos anos 80. Todo quarentão saudosista vai adorar Jogador N° 1 (Ready Player One, no original)!

O que chama mais atenção em Jogador N° 1 são as inúmeras referências. O filme é repleto de citações a outros filmes, séries e videogames. Um exemplo que está no trailer: no grid de largada de uma corrida estão o Mach V de Speed Racer, o Batmóvel dos anos 60, o Interceptor de Mad Max e a van do Esquadrão Classe A – e o protagonista dirige o DeLorean de De Volta para o Futuro!

Acho que a única vez que o cinema viu um crossover parecido foi em Uma Cilada para Roger Rabbit (que, não por acaso, tinha Spielberg na produção), onde vimos ao mesmo tempo Mickey e Pernalonga, Pato Donald e Patolino, dentre inúmeros outros. Só que aqui a quantidade de referências é muito maior!

“Mas, será que o filme é só isso?” Bem, fica difícil julgar uma obra dessas sem se influenciar pelas referências. Tenho uma dúvida sincera se Jogador N° 1 sobrevive para a geração dos mais novos, que não viveram tudo isso. Acredito que sim, porque nenhuma das referências é essencial para a trama, todas estão ao fundo. Mas, ok, admito que a geração millennial não deve curtir tanto quanto os quarentões.

Independente das referências, Jogador N° 1 é uma divertida aventura – como Spielberg fazia muito anos atrás. A cena da corrida de carros é alucinante, e o momento “homenagem a um clássico do terror” é sensacional. São duas horas e vinte que passam rapidinho.

Precisamos falar dos efeitos especiais. Boa parte do filme se passa dentro do videogame, efeitos médios iam enfraquecer a história. Mas os efeitos aqui são excelentes, enchem os olhos de detalhes, todos perfeitos.

A trilha sonora também é muito boa. John Williams estava ocupado com The Post (o filme anterior de Spielberg), então Alan Silvestri foi chamado (é somente a terceira vez que Williams não faz a trilha de um filme do Spielberg!). Silvestri, o mesmo de De Volta para o Futuro, faz um bom trabalho na parte orquestrada. E a parte que usa músicas pop também traz uma excelente seleção, com Van Halen, Tears For Fears, Daryl Hall & John Oates, Joan Jett, Twisted Sister, New Order…

O elenco é encabeçado por Tye Sheridan (Como Sobreviver a um Ataque Zumbi). Gostei de ver Simon Pegg e Mark Rylance com maquiagens que os deixaram bem diferentes. Ben Mendelsohn faz o vilão (como em Rogue One). Também no elenco, Olivia Cooke, Lena Waithe, Philip Zhao, Win Morisaki, Hannah John-Kamen, Ralph Ineson e Susan Lynch. E, se for preciso escolher um ponto negativo, escolho T.J. Miller, as piadinhas do seu I-R0k nunca estavam bem colocadas.

Agora preciso rever o filme. Para me divertir novamente, e também para procurar mais referências. Obrigado, sr. Spielberg. Obrigado por mais um momento de sonho. Obrigado por mais um filme inesquecível!

Jogo Perigoso

Jogo PerigosoCrítica – Jogo Perigoso

Sinopse (imdb): Um casal tenta apimentar seu casamento em sua remota casa do lago, mas agora Jessie deve lutar para sobreviver quando o marido morre inesperadamente, deixando-a algemada na cabeceira da cama.

Ano passado foi um bom ano para os fãs de Stephen King. Tivemos nos cinemas dois filmes (It e A Torre Negra (ninguém gostou, mas heu gostei)), além de uma série, The Mist. E, olha lá, teve mais um filme pela Netflix, este Jogo Perigoso (Gerald’s Game, no original).

Dirigido por Mike Flanagan (O Espelho), Jogo Perigoso tem uma estrutura interessante: quase todo o filme se passa dentro de um quarto, com apenas dois atores. E mesmo assim, não parece teatro filmado! Mais não conto, pra não entrar em spoilers.

A maior parte do filme se passa dentro do quarto, mas vemos alguns flashbacks que enriquecem a história da protagonista e trazem várias interpretações para as algemas.
Jogo Perigoso é baseado em Stephen King, mas não é exatamente um filme de terror, está mais para suspense psicológico. Mas tem uma cena em particular, curtinha, perto do fim, que tem um gore em boa dose.

No elenco, basicamente o filme é com a Carla Gugino e Bruce Greenwood. Curiosidade: o pai dela nos flashbacks é interpretado por Henry Thomas, que 35 anos atrás foi o protagonista de um certo E.T.

Jogo Perigoso não é um filme essencial, mas vai distrair quem não for muito exigente.

Círculo de Fogo: A Revolta

Circulo de FogoCrítica – Círculo de Fogo: A Revolta

Sinopse (imdb): Jake Pentecost, filho de Stacker Pentecost, se reúne com Mako Mori para liderar uma nova geração de pilotos da Jaeger, incluindo o rival Lambert e a hacker de 15 anos Amara, contra uma nova ameaça Kaiju.

O primeiro Círculo de Fogo já não foi grande coisa, mesmo tendo Guillermo Del Toro na direção. Claro que a expectativa pela continuação é baixa. E, mesmo assim, Círculo de Fogo: A Revolta (Pacific Rim: Uprising, no original) decepciona.

Antes de tudo, preciso confessar uma coisa: a ideia de precisar de duas pessoas conectadas pra guiar um robô gigante nunca fez sentido pra mim. Claro que o segundo filme martela a mesma ideia…

Mas isso não é a pior coisa do filme. Círculo de Fogo: A Revolta tem um roteiro mal escrito, atores fracos, e as sequências de ação, que deveriam ser os pontos altos, lembram a franquia Transformers – e isso nunca é uma boa referência.

Os personagens são rasos, ninguém vai se importar com eles. Além disso, parece que quiseram preencher cotas de várias etnias, e isso gerou vários personagens descartáveis. Um exemplo: Adria Arjona, uma Eiza González genérica, não tem nenhuma importância para a trama, tire o personagem e nada se perde.

No elenco, John Boyega mostra que não tem carisma para ser protagonista, enquanto Scott Eastwood parece que só ganha papéis pela semelhança física com papai Clint. Também no elenco multi étnico, Cailee Spaeny, Burn Gorman, Charlie Day, Tian Jing, Jin Zhang, Rinko Kikuchi e Ivanna Sakhno.

No fim, temos um filme que mais parece um catálogo para vender brinquedos. Porque esta parte é bem organizada, cada robô e cada monstro tem nomes e características distintas… As lojas de brinquedos agradecem!

Tomb Raider: A Origem

Lara CroftCrítica – Tomb Raider: A Origem

Sinopse (imdb): Lara Croft, a rebelde e independente filha de um aventureiro desaparecido, deve ir além de seus limites quando se encontra na ilha onde seu pai desapareceu.

No início da década passada, tivemos dois filmes da Angelina Jolie como Lara Croft. São filmes divertidos, mas apenas isso. Ou seja, cabia um reboot, se fosse um filme bom.

Se fosse um filme bom…

Dirigido por Roar Uthaug (A Onda), Tomb Raider: A Origem (Tomb Raider, no original) não é ruim. Mas também não é bom. É apenas mais um filme de ação genérico.

Talvez o pior problema aqui seja o roteiro. São várias inconsistências ao longo da projeção. Daqueles momentos que você diz “não, gente, menos” – e cada vez mais “te tiram” do filme. Um exemplo simples: se dá pra ir de helicóptero pra ilha, pra que se arriscar de barco?

Outra coisa que enfraquece são algumas atuações. Se Dominic West está ruim como o pai da protagonista; Walton Goggins está ainda pior com seu vilão caricato. Gente, hoje, em 2018, um vilão assim não tem mais espaço num filme que pretende ser sério!

E Alicia Vikander? É uma grande atriz, não há dúvida quanto a isso. Mas acho que Angelina Jolie tinha mais carisma para o papel. Bem, pelo menos Alicia não atrapalha como os outros dois.

No fim, como disse lá em cima, é apenas mais um filme genérico. Não vai desagradar o espectador comum. Mas que podia ser melhor, ah, podia. Ainda mais que tem o subtítulo “A Origem”. Ou seja, teremos continuações…