A Noite Devorou o Mundo

a noite devorou o mundoCrítica – A Noite Devorou o Mundo

Sinopse (imdb): Na manhã seguinte a uma festa, um jovem acorda e encontra Paris invadida por zumbis.

Um filme francês de zumbi, em cartaz no circuito? Taí uma coisa que não vemos todos os dias…

Dirigido pelo novato Dominique Rocher, A Noite Devorou o Mundo (La nuit a dévoré le monde, no original) é um filme de zumbi diferente do padrão. Em vez de vermos o tradicional grupo de sobreviventes lutando contra zumbis, o foco do filme é na solidão que o personagem enfrenta por ser o único ser vivo dentro de um prédio cercado por mortos vivos.

Ok, mérito do filme, é diferente. Por outro lado, o tédio do personagem às vezes passa para o lado de cá da tela. A Noite Devorou o Mundo tem uma hora e trinta e três minutos, mas às vezes parece longo. Talvez fosse melhor ser um curta…

No elenco, quase o filme todo é de Anders Danielsen Lie, que segura bem a responsabilidade. A ambientação é boa, vemos tomadas aéreas do quarteirão depois do apocalipse zumbi. A maquiagem também está ok.

Vale por ser diferente. Mas não espere muita coisa.

Homem-Formiga e a Vespa

Homem Formiga e VespaCrítica – Homem-Formiga e a Vespa

Sinopse (imdb) Enquanto Scott Lang se equilibra tanto como super-herói quanto como pai, Hope van Dyne e Hank Pym apresentam uma nova missão urgente que encontra o Homem-Formiga lutando ao lado da Vespa para descobrir segredos de seu passado.

Voltemos ao MCU!

Uma continuação de Homem-Formiga já era esperada. Mas a expectativa cresceu por este ser o primeiro filme depois de Guerra Infinita. Como será que os filmes se encaixariam?

Bem, “in Marvel we trust”. Sem entrar em spoilers, Homem-Formiga e a Vespa (Ant-Man and the Wasp no original) se insere perfeitamente no MCU. A única “má notícia” aqui é que o filme depende dos outros, quem quiser ver apenas esse pode ficar um pouco perdido.

Dirigido pelo mesmo Peyton Reed do filme anterior, Homem-Formiga e a Vespa tem a mesma pegada de ação misturada com comédia. As sequências de ação são excelentes, e o filme tem piadas muito boas (não à toa, Paul Rudd está no time de roteiristas).

Aliás, Paul Rudd é “o cara” aqui. Carismático e bom ator, consegue acertar o ponto exato entre o herói de ação e o cara engraçadinho. Do filme anterior, voltam aos sues papeis  Evangeline Lilly, Michael Douglas, Michael Peña, Bobby Cannavale e Judy Greer. Michelle Pfeiffer tem um papel importante, com pouco tempo de tela, mas seu papel deve crescer nos próximos filmes. Laurence Fishburne podia ter um papel melhor, vamos ver se ele volta. Também no elenco, Walton Goggins e Hannah John-Kamen.

Os efeitos especiais são excelentes, para surpresa de ninguém. Personagens aumentados ou diminuídos funcionam perfeitamente. Agora, o que me deixou boquiaberto foi o novo “rejuvenescimento por cgi”. Aparece a Michelle Pfeiffer nova!

Como já era de se esperar, são duas cenas pós créditos. Uma tem uma piadinha boba (vai ter gente saindo do cinema com raiva…), mas a outra tem um bom gancho para o próximo filme, que vai gerar teorias na cabeça dos fãs.

E que venha o filme da Capitã Marvel!

Os Incríveis 2

Os Incríveis 2Crítica – Os Incríveis 2

Sinopse (imdb): Roberto Pera (Sr. Incrível) é deixado para cuidar das crianças enquanto Helena (Mulher Elástica) está fora salvando o mundo.

O primeiro Os Incríveis, de 2004, é um dos meus favoritos da Pixar. Será que a continuação é tão boa quanto?

Escrito e dirigido pelo mesmo Brad Bird do primeiro, Os Incríveis 2 (Incredibles 2, no original) mantém o nível, num ótimo equilíbrio entre ação e comédia, numa história que começa logo depois do fim do primeiro filme (apesar de termos 14 anos separando os dois).

As sequências de ação são excelentes, não devem nada a filmes live action (não à toa, em 2011 Brad Bird dirigiu Missão Impossível Protocolo Fantasma). E, na parte da comédia, o filme é muito, muito engraçado. Todas as sequências com o Zezé descobrindo seus poderes são hilárias.

Não só Os Incríveis 2 mantém o nível do primeiro, como se atualiza para se encaixar melhor no cinema de hoje, onde o empoderamento feminino está em toda parte. Helena vai para as ruas combater o crime, enquanto Roberto fica em casa com as crianças – não se esqueçam que a trama se passa na década de 60! E o melhor de tudo é que isso soa normal na tela, não parece panfletário.

Na parte da animação, não tem o que se falar. É Pixar. Ponto. Animação simplesmente perfeita, tudo na tela tem textura real. Soma-se a isso uma ótima trilha sonora de Michael Giacchino que emula filmes policiais dos anos 60 / 70, um clima meio Henry Mancini / Lalo Schifrin.

O elenco original é bom (Craig T. Nelson, Holly Hunter, Catherine Keener, Samuel L. Jackson, Isabella Rossellini, Bob Odenkirk, Sophia Bush), mas vi a versão dublada. Pelo menos a dublagem é muito boa, e uma das melhores piadas está na dublagem!

Se existe algo de negativo em Os Incríveis 2 é que o plot twist é um pouco previsível. Mas, visto que o público alvo a princípio são crianças, não acho tão grave assim.

Perfectos Desconocidos

Perfectos DesconocidosCrítica – Perfectos Desconocidos

Sinopse (imdb): Sete amigos se reúnem para jantar e decidem jogar um jogo em que todas as mensagens e chamadas recebidas estarão em exibição para todo o grupo, levando a uma série de revelações que gradualmente desfazem suas vidas “normais”.

O Bar entrou no Netflix, e reparei que tinha outro Álex de la Iglesia ao lado, este Perfectos Desconocidos (acho que não tem nome em português). Trata-se de uma refilmagem do italiano Perfetti sconosciuti – não vi, não posso comparar. Mas digo que gostei do que vi.

Perfectos Desconocidos tem uma coisa recorrente nos filmes de Álex de la Iglesia: bons personagens, postos em situações limite. É meio óbvio que “vai dar ruim” quando os segredos guardados em cada celular forem expostos. O legal é como o diretor coloca isso em tela.

No elenco, só reconheci duas pessoas: Belén Rueda (O Orfanato) e Eduardo Noriega (Abre los Ojos). Todos estão bem, o mosaico de personagens é bem construído. Também no elenco, Eduard Fernández, Ernesto Alterio, Juana Acosta, Dafne Fernández e Pepón Nieto.

Li no imdb algumas críticas ao fim do filme, que “arruma a bagunça”. Não me incomodou.

O diretor Álex de la Iglesia sempre fez filmes com um pé na bizarrice. Uma boa notícia é que Perfectos Desconocidos pode ser uma boa porta de entrada para a sua filmografia, é um filme sem bizarrices.

Sicário: Dia do Soldado

Sicario 2Crítica – Sicário Dia do Soldado

Sinopse (imdb): A guerra às drogas na fronteira entre os EUA e o México aumentou à medida que os cartéis começaram a traficar terroristas pela fronteira dos EUA. Para combater a guerra, o agente federal Matt Graver se reencontra com o imprevisível Alejandro.

Sicario: Terra de Ninguém, de 2015, é um filme de ação cultuado entre os críticos, por ter Dennis Villeneuve na direção e Roger Deakins na fotografia – o que realmente dava um visual mais bem elaborado do que a maioria dos filmes de ação. Esta continuação não tem nem Villeneuve nem Deakins, mas mesmo assim o resultado ficou muito bom.

Sicario: Dia do Soldado (Sicario: Day of the Soldado, no original) não tem o visual elaborado do filme anterior, mas o pouco conhecido diretor Stefano Sollima (ele já fez bastante coisa na Itália, mas acho que é seu primeiro trabalho em Hollywood) mandou bem. O filme é tenso e tem cenas de ação muito bem filmadas.

Parte do mérito é do roteirista Taylor Sheridan, o mesmo do primeiro filme. Sheridan consegue entregar uma trama muito bem amarrada (tirando alguns escorregões na parte final). Sicario: Dia do Soldado tem um bom ritmo, bons personagens e uma trama que prende o espectador.

Sobre a dúvida que paira sobre toda continuação: não, não é preciso (re)ver o primeiro filme. Inclusive, a protagonista do filme anterior (Emily Blunt) nem foi citada aqui. Dá pra acompanhar tudo sem problemas.

Entrando no elenco, não tem como reconhecer que Josh Brolin vive um momento excelente na carreira – no intervalo de poucos meses, ele foi a figura central de Guerra Infinita, o antagonista de Deadpool 2, e agora estrela outro filme de ação. Papéis centrais em três grandes filmes seguidos! Brolin, mais uma vez, está muito bem, assim como Benicio Del Toro (que, por coincidência, também estava em Guerra Infinita). Também no elenco, Isabela Moner, Catherine Keener, Matthew Modine, Jeffrey Donovan e Manuel Garcia-Rulfo.

O fim do filme tem uns furos de roteiro meio feios, tipo o cara baleado encontrar os carros que deveriam estar a quilômetros de distância. E achei que o personagem de Josh Brolin não tomaria aquela atitude. Entendo isso como uma decisão de deixar pontas soltas para um Sicario 3…

Stage Fright

stagefrightCrítica – Stage Fright

Sinopse (imdb): Um acampamento esnobe de teatro musical é aterrorizado por um assassino sedento de sangue que odeia teatro musical.

Não me lembro de onde veio a indicação, mas lembro de alguém falando de um musical de terror. Demorei, mas achei o filme!

Escrito e dirigido por Jerome Sable (também autor das músicas), Stage Fright (acho que não tem título em português) já diz ao que veio logo de cara, quando aparece o texto “O filme foi baseado em eventos reais. Enquanto os nomes foram trocados em respeito às vítimas e suas famílias, os números musicais serão executados exatamente como aconteceram“.

Claro que não é pra levar a sério. O filme é previsível e cheio de clichês. E, mesmo assim, muito divertido!

Na parte do terror, o clima é de um slasher dos anos 80 – um vilão mascarado caricato matando um de cada vez, com algum gore (sem exageros). Além disso, o fã de filmes de terror vai encontrar várias referências a clássicos, como Sexta Feira 13 (o acampamento), Halloween (a faca), Hellraiser (a cabeça com pregos) e Carrie (o balde). O diferencial está nas músicas. Stage Fright é um musical clássico, daqueles onde o personagem para de falar e começa a cantar. E algumas músicas são muito boas!

O problema de Stage Fright é que existe um preconceito com filmes de terror, e um preconceito ainda maior com musicais. O espectador aqui precisa curtir ambos os estilos.

Agora, quem entrar no espírito vai se divertir!

Hereditário

HereditarioCrítica – Hereditário

Sinopse (imdb): Depois que a matriarca da família morre, uma família em luto é assombrada por acontecimentos trágicos e perturbadores, e começa a desvendar segredos obscuros.

Alguém aí gosta de terror sério?

Mais uma vez, a produtora A24 (A Bruxa, Ao Cair da Noite) nos traz um filme de “pós terror”: Hereditário (Hereditary, no original).

(Não gosto muito de rótulos, mas estou pensando em adotar este “pós terror”, que acho que surgiu com It Follows e Babadook. Serve para diferenciar o estilo do terror, são filmes lentos, sérios e sem jump scares – bem diferente do “terror montanha russa” do James Wan – que, diga-se de passagem, também sou fã).

Escrito e dirigido pelo estreante em longas Ari Aster, Hereditário vai por este caminho. Um filme lento e desconfortável, que deixa o espectador angustiado quando acaba a sessão.

Algumas cenas são simplesmente geniais. A cena do acidente é primorosa, capaz de embrulhar o estômago do espectador sem mostrar quase nada. E Aster sabe muito bem explorar as maquetes e miniaturas que a personagem de Toni Collette faz.

Parágrafo à parte para falar da Toni Collette. Que interpretação! Arrisco a dizer que ela ganhará uma indicação ao Oscar por este papel, tem até um “clipe de Oscar” pronto na cena do jantar – lembrando que Kathy Bates levou o Oscar por um filme de terror, Louca Obsessão. Alex Wolff (que estava no novo Jumanji) também está muito bem – a cena do acidente tem um longo close em seu rosto. Também no elenco, Gabriel Byrne e Milly Shapiro.

Assim como aconteceu com A Bruxa dois anos atrás, vai ter gente insatisfeita, reclamando ao fim da sessão. Mas, para quem souber apreciar, temos aqui um dos melhores filmes do ano.

Jurassic World: Reino Ameaçado

Jurassic World Reino AmeaçadoCrítica – Jurassic World: Reino Ameaçado

Sinopse (imdb): Quando o vulcão adormecido da ilha começa a ressoar, Owen e Claire montam uma campanha para resgatar os dinossauros remanescentes deste evento de nível de extinção.

O primeiro Jurassic Park, de 1993, é até hoje um grande filme. Por outro lado, suas continuações de 1997 e 2001 são esquecíveis. Já o reboot de 2015 trouxe um novo sopro de energia à franquia. Será que existe pique pra mais um filme?

Mais ou menos. Jurassic World: Reino Ameaçado (Jurassic World: Fallen Kingdom, no original) tem seus momentos, mas o resultado final deixa a desejar.

Admito que gostei da escolha do diretor, J.A. Bayona, que fez O Orfanato, O Impossível e Sete Minutos Depois da Meia Noite. Mas uma produção deste porte normalmente não tem muito espaço pra criatividade na direção…

A parte técnica é impressionante. Se o primeiro Jurassic Park já tinha dinossauros convincentes, hoje, quando o cgi é ainda mais evoluído, a produção não economizou. Mais uma vez, temos vários dinossauros, todos muito bem feitos.

Por outro lado, o roteiro exagera nas forçações de barra. Tipo o Chris Pratt esquecer que ele não está num filme de super heróis e lutar sozinho contra vários homens armados. Ou um dinossauro modificado, que falam que tem olfato apurado, mas você consegue se esconder dele atrás de uma pilastra. Não digo mais pra não entrar em spoilers, mas o filme está cheio de situações assim. Pra piorar, tudo é muito previsível. Isso porque não tô falando de ideias repetidas dos outros filmes – de novo um dinossauro aprimorado geneticamente, de novo a ideia de se usar dinossauros para guerra, de novo uma criança desnecessária no meio da trama.

Sobre o elenco, Chris Pratt e Bryce Dallas Howard voltam aos seus papeis de Owen e Claire. Jeff Goldblum também volta ao papel de Ian Malcom, dos dois primeiros filmes, em uma rápida participação. Pelo lado negativo, temos três bons exemplos de personagens caricatos: a latina empoderada (Daniella Pineda), o nerd medroso (Justice Smith), e o vilão capitalista (Rafe Spall). Muito espaço pras caricaturas, pouco espaço pra bons atores como James Cromwell e Geraldine Chaplin (Toby Jones também é um bom ator, mas é mais um num papel caricato).

Claro que teremos mais uma continuação se este filme tiver retorno. E claro que a gente vai ver. E se não tiverem novas ideias, claro que vão repetir tudo. De novo.

Selfie Para o Inferno

Selfie Para o InfernoCrítica – Selfie Para o Inferno

Sinopse (imdb): Depois que sua prima vem visitar e adoece, uma mulher começa a receber mensagens estranhas de celular.

Mama e Lights Out foram dois curtas de terror que viraram longas depois de viralizarem pela internet. Como os resultados foram bons, por que não repetir a ideia com outro curta?

Nem sempre vai funcionar…

Mama e Lights Out tinham dois caras talentosos por trás, respectivamente, Andy Muschietti e David F. Sandberg – depois de fazerem versões em longa metragem dos seus curtas, Muschietti ano passado dirigiu It e Sandberg, Annabelle 2. Ambos souberam fazer a transição entre o curta de baixíssimo orçamento e o longa comercial.

(Fede Alvarez, que dirigiu o novo Evil Dead e O Homem nas Trevas, também veio da internet, mas não fez uma versão longa metragem do seu curta viralizado Ataque de Pánico.)

Erdal Ceylan é o culpado aqui. Seu curta  Selfie From Hell é até divertido. Mas ele errou feio na adaptação para longa. E, vendo os créditos, nem dá pra livrar a cara dele: ele está creditado como diretor, roteirista, produtor e ainda trabalhou nos efeitos especiais.

Selfie Para o Inferno parece um filme amador, no mau sentido. Parece que um grupo de amigos sem nenhum talento para cinema resolveu comprar uma câmera para brincar de filmar – sem nenhum compromisso.

Os atores (desconhecidos) são todos muito ruins. O filme é curtinho (73 minutos), mas se arrasta. Mas acho que o pior de tudo é o roteiro. Como não dá pra esticar dois minutos em mais de uma hora, o roteiro alterna momentos de tédio com elementos que não têm nenhuma lógica (tipo o vilão apresentado na parte final).

Acho que foram os 73 minutos mais longos do ano até agora… Evitem!

 

Os Estranhos: Caçada Noturna

Os Estranhos 2Crítica – Os Estranhos: Caçada Noturna

Sinopse (imdb): Uma família de quatro pessoas que se hospeda em um parque residencial isolado à noite é perseguida e depois caçada por três psicopatas mascarados.

Antes de tudo, preciso confessar que não gostei do conceito apresentado no primeiro Os Estranhos, de dez anos atrás. Claro que a empolgação para uma continuação era zero.

Dirigido por Johannes Roberts (Medo Profundo), Os Estranhos: Caçada Noturna (The Strangers: Prey at Night, no original) segue a mesma ideia: pessoas normais atacadas por assassinos mascarados. Só isso. Pra mim é pouco.

O que me incomoda é justamente este conceito básico: pessoas que matam a esmo. Não existe um background desses caras. Determinado momento do filme, perguntam a uma das assassinas por que ela faz isso, a resposta é “por que não?” Sei lá, não consigo comprar a ideia de gente que mata assim, sem um objetivo. Esse filme podia ser passar no universo da série Purge…

No elenco, Christina Hendricks, Martin Henderson, Bailee Madison e Lewis Pullman. Nenhum destaque positivo, nenhum destaque negativo.

Se tem uma coisa boa pra se falar, algumas cenas têm o visual bacana, tipo a cena na piscina. Mas isso não apaga o fato do roteiro ser muito forçado – um carro que explode e pega fogo não vai ter sobrevivente, né? Isso dentre várias outras inconsistências.

Por fim, existe um gancho completamente sem sentido na última cena. Ou seja, nem o final salva.