[REC] 4: Apocalipsis

REC4Crítica – [REC] 4: Apocalipsis

Ficou pronto o esperado [REC] 4: Apocalipsis! Será tão ruim quanto o 3, ou será que a voltaram à qualidade dos primeiros filmes?

A repórter de tv Ángela é resgatada do prédio e levada a um navio para ser examinada. Contudo, as pessoas no navio não sabem que ela carrega a semente do vírus demoníaco.

Antes de tudo, analisemos a franquia [REC]. O primeiro filme, lançado em 2007, é, na minha humilde opinião, o melhor filme já feito usando o recurso de câmera encontrada, e figura fácil em listas de melhores filmes de terror dos anos 00. O segundo filme, de 2009, não é tão bom quanto o primeiro, mas em compensação traz um twist sensacional à história.

Os dois primeiros filmes foram dirigidos pela dupla Paco Plaza e Jaume Balagueró. Para concluir a saga, a dupla se separou – Plaza foi fazer o [REC] 3, que contaria a origem de tudo, enquanto Balagueró faria o 4, a conclusão. Como o 3 foi decepcionante, a expectativa para o 4 era grande.

Mas… Infelzmente, [REC] 4: Apocalipsis  ([REC] 4: Apocalypse fora da Espanha) também decepciona…

Vejam bem, [REC] 4 não é exatamente um filme ruim. Se fosse um filme genérico de zumbis / monstros, seria um filme ok. Mas, com o nome “Rec” e com Balagueró na direção, a gente não esperava um filme apenas “ok”. Pô, este filme tem pedigree!

Outro problema: o subtítulo “apocalipse”. Com um subtítulo desses, a gente imaginava um novo Extermínio, uma devastação em um nível coerente com o nome do filme. Mas, que nada, [REC] 4 se passa num navio…

Assim como no terceiro filme, a idéia de câmera encontrada foi deixada de lado. Mas não achei ruim, na verdade me cansei do estilo “found footage”.

Resumindo, [REC] 4: Apocalipsis é apenas um filme mediano. Temos a volta de Manuela Velasco ao papel de Ángela Vidal, alguns sustos aqui e acolá e efeitos especiais eficientes, mas nada que chame a atenção. Muito pouco.

No fim rola um gancho para um possível quinto filme. Que heu sinceramente espero que não aconteça.

Modus Anomali

modus-anomaliCrítica – Modus Anomali

Mais um filme da Indonésia!

Depois de ser enterrado vivo, um homem acorda, sem memória, e agora precisa encontrar seus filhos.

Estou virando fã do cinema indonésio. Ok, tenho que confessar que Modus Anomali não é tão bom quanto Macabre, mas mesmo assim, é melhor do que o terror que Hollywood tem feito. Pelo menos uma das mortes mostradas no filme me fez pular da poltrona.

Dirigido por Joko Anwar, Modus Anomali é uma produção simples, um filme curto (87 min), poucos atores, poucos cenários – tudo se passa em uma floresta e em cabanas dentro desta floresta. O grande lance do filme é que a parte final do roteiro também escrito por Anwar tem uma reviravolta sensacional. Não vou falar muito por causa de spoilers, só digo que o fim do filme é genial.

Provavelmente pensando no mercado internacional, os diálogos são em inglês, diferente dos outros quatro filmes indonésios que vi recentemente. Não sei se isso atrapalhou os atores. Mas sei que não gostei muito do elenco coadjuvante, pra mim, o único ator que fez um bom trabalho foi o protagonista Rio Dewanto.

Claro, Modus Anomali não foi lançado no Brasil – se não me engano, só passou no Fantaspoa de 2013 (o filme é de 2012). Tomara que um dia o brasileiro perca o preconceito com o cinema indonésio!

(enquanto isso não acontece, vou catar Killers, o filme novo dos diretores de Macabre…)

Assim Na Terra Como No Inferno

Assim-na-terra-como-no-infernoCrítica – Assim Na Terra Como No Inferno

Um grupo de exploradores entra nas Catacumbas de Paris atrás da Pedra Filosofal, mas eles acabam descobrindo um terrível segredo que se esconde debaixo da cidade.

Assim Na Terra Como No Inferno (As Above, So Below, no original) ia ser lançado nos cinemas brasileiros, então rolou um trailer por aí uns meses atrás. O trailer era empolgante. Mas o lançamento parece que foi cancelado. E, depois de visto, descobrimos que o filme não é tão empolgante assim como foi vendido pelo trailer.

Assim Na Terra Como No Inferno não é exatamente ruim, mas tropeça em uns problemas básicos de falta de coerência. Por exemplo: alguns personagens precisam enfrentar fantasmas dos seus passados, enquanto outros parece que só estão lá para aumentar a “contagem de corpos” (coisa comum em filmes de terror) – dois dos personagens morrem sem passar por nada. Isso sem contar que um dos sobreviventes tem zero de desenvolvimento de personagem.

Outra coisa: era pra ser “câmera encontrada”, né? Como as câmeras foram recuperadas?

Pelo menos a ambientação do filme dirigido por John Erick Dowdle (Quarentena, Demônio) dentro das catacumbas de Paris é legal. O clima do filme é bem claustrofóbico. Os efeitos especiais são discretos e funcionam bem, assim como o elenco de rostos desconhecidos (Perdita Weeks, Ben Feldman , Edwin Hodge , François Civil, Marion Lambert e Ali Marhyar).

Mas é pouco. Coerente com a “safra 2014”, Assim Na Terra Como No Inferno é mais um filme de terror que fica devendo.

The Babadook

babadookCrítica – The Babadook

Anteontem falei de Ouija – O Jogo dos Espíritos e dos filmes de terror lançados no cinema este ano. Pena que The Babadook não chegou aos cinemas brasileiros, melhoraria a média do ano.

Uma mãe viúva, atormentada pela morte violenta do marido, convive com o medo de seu filho de um monstro estar se espreitando pela casa, e logo descobre uma presença sinistra ao seu redor.

Produção australiana, The Babadook se baseia no terror psicológico. O que dá mais medo do que um monstro real? Um monstro que está dentro da sua cabeça!

O melhor de The Babadook é a ambientação angustiante e tensa, auxiliada por uma fotografia bem cuidada. A diretora e roteirista Jennifer Kent conseguiu um bom trabalho ao criar o clima do seu longa de estreia, o filme nunca deixa claro se a criatura é real ou não. E o livro pop-up é bem legal!

A atriz pouco conhecida Essie Davis é outro destaque, pena que um filme underground não lhe dará muita visibilidade. Já o garoto Noah Wiseman é irritante, mas não sei se o ator é ruim ou se foi proposital.

The Babadook ainda sofre um pouco por ser lento demais, e ter um final de qualidade duvidosa. Mesmo assim, é uma boa opção para um ano fraco em filmes de terror.

Ouija – O Jogo dos Espíritos

OuijaCrítica – Ouija – O Jogo dos Espíritos

Um grupo de amigos precisa enfrentar seus mais aterrorizantes medos quando eles acordam algo sombrio depois de uma sessão usando uma antiga tábua ouija.

Com relação aos lançamentos no cinema, 2014 foi um ano mais fraco para os fãs de terror do que o ano anterior. Se em 2013 a gente teve A Invocação do Mal, Sobrenatural 2 e Mama, este ano nenhum filme se destacou. Tivemos Annabelle, Livrai-nos do Mal, O Espelho, A Marca do Medo… Filmes legais, mas nenhum memorável. Este Ouija segue o mesmo nível fraco.

Estreia na direção de Stiles White (roteirista de Presságio e Possessão), Ouija – O Jogo dos Espíritos (Ouija no original) nem é ruim. Mas é tudo tão clichê, tudo tão previsível, que o filme não consegue empolgar em momento algum.

Como ponto positivo, Ouija tem um bom clima, e alguns sustos aqui e acolá, além de um plot twist interessante (mas nada bombástico). Pouco, não?

Olivia Cooke (A Marca do Medo) lidera um elenco de jovens desconhecidos – ninguém se destaca positiva ou negativamente. Gostei de ver a veterana Lin Shaye (que estava nos dois Sobrenatural) num papel pequeno, mas importante.

Enfim, que 2015 seja melhor para o cinema de horror!

V/H/S: Viral

vhs-viralCrítica – V/H/S: Viral

Nem me empolguei quando soube de um terceiro V/H/S. Mas como passou no Festival do Rio e agora vai ser lançado no circuito resolvi dar uma chance.

Assim como aconteceu com os outros dois filmes da franquia, V/H/S: Viral é um filme irregular, já que são historinhas independentes. E, assim como nos outros dois, a historinha que serve para ligar as outras é a mais fraca.

Vamos a cada uma delas?

– “Vicious Circles” – Uma bicicleta tenta alcançar um carro numa confusa perseguição que parece disputar o prêmio de câmera mais tremida da história. Para seguir a “tradição”, o pior segmento.

– “Dante The Great” – Um ilusionista encontra uma capa que o permite fazer mágica de verdade. Bom ritmo, boa história, bons efeitos especiais. Mas ignora completamente o conceito de “câmera encontrada”. É um “mocumentário”, um documentário fake que usa entrevistas, programas de tv, câmeras de segurança e, também, câmera encontrada.

– “Parallel Monsters” – Uma agradável surpresa. Nacho Vigalondo, o mesmo diretor de Los Cronocrimenes, criou uma história curtinha sobre universos paralelos, com um dos finais mais WTF que já vi. Se não quiser ver o filme todo, avance direto pra essa, que vale a pena!

– “Bonestorm” – Garotos skatistas marrentos vão para o México filmar manobras de skate e acidentalmente despertam criaturas do além. História confusa, e prejudicada por personagens com carisma zero – quando os vemos sendo atacados, duvido que algum espectador estivesse torcendo por eles. Achei estranho que do nada eles viraram assassinos experientes… Pelo menos os efeitos das caveiras são legais.

Uma vantagem aqui: por ter apenas 3 histórias, este filme é mais curto – no primeiro V/H/S são 5, no segundo são 4. Se fosse um best of de todas os 12 curtas (mais os 3 segmentos de ligação), até seria legal ter um filme longo. Mas em um filme irregular, “o menos é mais”.

Dentre os diretores pouco conhecido deste terceiro filme, destaque para Nacho Vigalondo, vou procurar mais coisa dele. Os outros curtas são dirigidos por Marcel Sarmiento (Deadgirl), Gregg Bishop, Justin Benson e Aaron Moorhead (Primavera / Spring).

Por fim, acho que eles deviam abandonar o nome da franquia. Se nos outros filmes nem todos usavam fitas vhs, aqui nenhum usa. E, como disse ali em cima, “Dante The Great” nem é exatamente “found footage”. O conceito do filme não era pra usar “material encontrado em fitas de vhs”?

Resumindo: mais um filminho de episódios, como tantos por aí. Quem estiver no clima vai se divertir. E quem perder este, não duvido que tenha um V/H/S 4 em breve.

p.s.: O imdb fala de mais um curta, “Gorgeous Vortex”, que foi limado da edição final, por falta de qualidade. Deve ser bem ruim mesmo…

Macabre

Macabre-PosterCrítica – Macabre

Depois de ter visto The Raid 2 – Berandal, fiquei curioso pra ver outro filme com a Julie Estelle, a “Hammer Girl”. Achei este filme de terror, co-produção entre Singapura e Indonésia. Gosto de terror oriental, vamos ver qualé?

Cinco amigos dão carona a uma misteriosa mulher. Ao deixá-la em casa, aceitam o convite para ficarem para o jantar. Grande erro.

Ok, a trama não é nada demais, a gente já viu essa história outras vezes – mais alguém se lembrou de O Massacre da Serra Elétrica e Quadrilha de Sádicos? O que Macabre tem de diferente é a quantidade de sangue e gore. Acho que desde Martyrs não vejo tanto sangue!

O clima de terror presente no filme é muito bem construído. E o melhor é que o terror é “real” – Macabre tem um elemento sobrenatural, mas o foco da trama é a dor e o sofrimento das pessoas que estão ali. E vou te falar que pulei da poltrona na cena que Astrid tem a mão machucada.

No elenco, temos dois dos atores de The Raid 2: Julie Estelle e Arifin Putra. Ok, foi legal rever os atores de um dos melhores filmes de 2014, mas Macabre é aquele tipo de filme onde o talento do ator não é tão importante. Quem chama a atenção é Shareefa Daanish, com sua Dara com cara de maluca. No resto do elenco de rostos conhecidos, achei alguns exagerados, mas isso é algo comum no cinema oriental.

Agora tenho que catar mais filmes dos diretores Kimo Stamboel e Timo Tjahjanto, os “Mo Brothers”. É, tô ficando fã do cinema indonésio, já vi que tem outro filme dos irmãos lançado este ano…

Zombeavers

0-Zombeavers-posterCrítica – Zombeavers

Pára tudo! Castores zumbis!!!

Três amigas vão passar um fim de semana em uma cabana isolada ao lado de um lago – onde moram castores zumbis.

Em primeiro lugar, trata-se de um filme trash sobre castores zumbis. Então, neste texto, não cabe nenhum comentário do tipo “ah, mas isso é ridículo!”. CLARO que é ridículo! São CASTORES ZUMBIS!!!

Partindo do princípio de que estamos falando de um filme de castores zumbis, a gente aceita o roteiro absurdo. Porque, acreditem, um “castor zumbi” não é a coisa mais absurda que acontece ao longo do filme! Escrito e dirigido pelo estreante Jordan Rubin, Zombeavers me lembrou Black Sheep, filme neo zelandês com ovelhas assassinas…

Uma boa notícia: Zombeavers não abusa do cgi. Os efeitos especiais dos castores são à moda antiga: bonecos e animatronics. Mas… a má notícia agregada é que os castores parecem Muppets… Não dá pra ter medo de um Muppet, né?

Ah, claro, o roteiro tem seus furos, mas isso já era previsto, né? Tipo, eles acordam e vão nadar no lago, mas logo encontram os castores zumbis e voltam correndo para a cabana – e logo já está de noite… Mas os furos estão dentro de um limite, não são tantos furos bizarros como um Sharknado, por exemplo.

No elenco, claro que não tem ninguém conhecido. Mas isso pouco importa neste tipo de filme. As três meninas principais, Courtney Palm, Rachel Melvin e Lexi Atkins, são bonitinhas, pena que só a primeira tira a roupa (ofilme tem nudez e sexo,mas bem pouco). Os meninos são piores, Peter Gilroy não tem nenhum talento para artes dramáticas, e os outros dois não são muito melhores. Bem, pelo menos gostei das cenas com os entregadores no caminhão – não tem nada nos créditos, mas aquele de óculos e bigode não parece o Bill Hader?

Por fim, aguarde o final dos créditos. Rolam alguns out takes antes dos créditos, mas ainda tem mais. Espere até o fim, por uma curta cena, talvez a melhor piada do filme!

Drácula – A História Nunca Contada

Dracula-A-Historia-Nunca-Contada-posterCrítica – Drácula – A História Nunca Contada

Sabe quando um filme nem é muito ruim, mas o roteiro tem tantos furos que a gente nem consegue acompanhar?

Enfrentando ameaças ao seu reino e à sua família, Vlad Tepes negocia com perigosas forças sobrenaturais, enquanto tenta evitar sucumbir à escuridão.

Dirigido pelo estreante Gary Shore, Drácula – A História Nunca Contada (Dracula Untold, no original) segue mais ou menos o conceito dos recentes Frankenstein – Entre Anjos e Demônios e Hércules: um personagem icônico em uma história inventada – que não tem nada a ver com a história clássica. No caso deste Drácula, o filme tenta criar uma origem para o mito de Vlad, o Impalador. Às vezes parece que estamos vendo um filme de super herói, uma espécie de “Drácula Begins“.

Li muitas críticas reclamando da falta de apuro histórico sobre Vlad Tepes ou sobre a Transilvânia, mas isso não me incomodou – ora, a proposta era justamente apresentar uma nova versão pra história que a gente conhece. O meu problema com o filme foi outro, foi cinema mesmo. Foi com o roteiro preguiçoso.

No fórum de leitores do imdb de vez em quando abrem um tópico “100 coisas que aprendi com o filme x”. Fiquei pensando nesta lista durante toda a sessão…

Posso citar alguns exemplos?

SPOILERS LEVES!

SPOILERS LEVES!

SPOILERS LEVES!

– Uma mulher cai de uma altura de centenas de metros, em queda livre, e, quando chega no chão, ainda consegue conversar antes de morrer.

– Vampiros temem a luz do sol. Mas, se estiver o maior sol lá fora e o vampiro estiver na sombra, parece que não tem problema.

– “Impalar” uma pessoa deve ser apenas espetar numa lança. Não importa por onde a lança atravessa a vítima.

– Depois que você vira vampiro, tem um período de três dias como um “test drive”. Se não gostar, pode voltar a ser humano, como se nada tivesse acontecido.

– Você sabe que um vampiro não suporta prata, então cria uma armadilha cheia de prata para enfrentá-lo. Claro, não precisa usar uma armadura de ouro.

– Leve milhares de moedas com você, mesmo que você esteja indo para uma batalha.

A lista poderia seguir, mas chega, né?

FIM DOS SPOILERS!

O elenco não está mal, mas ninguém se destaca. Luke Evans combina com o tipo físico pedido pelo estilo, depois de ter feito O Hobbit, Imortais e Fúria de Titãs. Charles Dance, de Game of Thrones, cheio de maquiagem, faz o vampirão. Ainda no elenco, Sarah Gadon e Dominic Cooper.

Como boa notícia, os efeitos especiais são muito bons. Se a ideia era fazer um filme de super heróis (como foi o Frankenstein), pelo menos na parte técnica Drácula – A História Nunca Contada é bem feito.

Mas, no fim, o ar de filme vagabundo proporcionado pelo roteiro ruim prevalece. Apesar de tecnicamente bem feito, Drácula – A História Nunca Contada é um belo trash…

Der Samurai

kinopoisk.ruCrítica – Der Samurai

Outro filme alemão underground…

Jakob é um jovem policial em uma pequena cidade que é constantemente aterrorizada por lobos. Quando um misterioso pacote é entregue na delegacia, Jakob sai à procura do remetente na floresta. Em uma cabana, encontra um homem com olhar selvagem trajando uma vestimenta branca, que abre o pacote e revela uma katana – a espada dos samurais. Tem início então um jogo de gato e rato entre o samurai e o policial, que tenta conter a todo custo o que está sendo ofertado por seu periogoso opositor: as fantasias transgressoras.

Muitas vezes fico curioso com filmes desconhecidos. Às vezes encontramos ótimos filmes fora do radar, mas, claro, nem sempre isso acontece. O fórum do imdb ajuda a ter uma noção, mas num festival, com filmes ainda não lançados, ainda não tem nada no imdb. Aí a gente tem que arriscar.

Arrisquei, e me decepcionei. Der Samurai é bem fraquinho.

Li por aí que Der Samurai é o TCC (trabalho de conclusão de curso) do estreante Till Kleinert. Tá, visto como trabalho de faculdade, nem é tão ruim – tecnicamente o filme é ok, os atores também estão bem, e temos um pouco de gore bem feito. Mas, como filme “de verdade”, fica devendo.

Parece que Kleinert quis fazer um ensaio sobre a homossexualidade reprimida, e colocou várias metáforas sobre isso na luta do policial Jakob contra o samurai travesti. O filme tem um pé no slasher e outro na história da Chapeuzinho Vermelho, mas o foco sempre volta na arrastada luta interna do reprimido Jakob. Ah, e a dancinha que ele faz quando confronta o travesti causa vergonha alheia de tão ridícula.

Se tem algo aproveitável aqui é o vilão construído pelo ator Pit Bukowski. Taí, queria ver este mesmo personagem em um filme bom. Porque este Der Samurai ficou devendo.