Hunger

Hunger

Outro dia, meu amigo Luis Syren postou no Facebook comentários sobre dezenas de filmes. Aproveitei para pegar algumas sugestões. Este Hunger é uma delas.

Cinco pessoas, desconhecidas entre si, acordam em uma espécie de porão, sem saber por que estão lá. Como provisões, apenas água. E, junto da água, um bisturi para cortar pele e carne humana. Eles logo descobrem que são o objeto de um sádico estudo para testar os limites de sobrevivência enquanto a fome aumenta.

A ideia é boa – o quão longe você iria pela sua própria sobrevivência? Inicialmente parece que vai ser uma cópia de Jogos Mortais, onde pessoas também acordam dentro de armadilhas. Mas o desenvolvimento dos dois filmes é completamente diferente – aqui em Hunger o ritmo é mais lento, já que não existe uma saída para o “jogo”.

Dirigido pelo desconhecido Steven Hentges, Hunger não traz nenhum nome famoso no elenco – talvez Lori Heuring, coadjuvante em alguns filmes famosos. Mas todos funcionam ok.

Teve um detalhe técnico que me incomodou um pouco. Estamos falando de pessoas deixadas para morrer de fome, certo? 30 dias sem comer, e sem nenhum cuidado, nada além de água. Caramba, as pessoas deveriam estar muito mais magras e acabadas no fim do filme! Será que não dava pra se fazer algo neste sentido usando maquiagem e cgi? Digo mais: falando de maquiagem: acredito que, depois de um mês sem banho e sem cuidados, as pessoas deveriam estar bem mais sujas, com barbas, cabelos e unhas  bagunçados…

Achei o fim um pouco forçado, não sei se depois de tantos dias sem comer aquilo seria possível. Mesmo assim, foi interessante, vale a pena. Um filme desses não se recomenda pra qualquer um, claro. Mas os apreciadores do gênero vão gostar.

Top 10: Filmes de Vampiro

Top 10: Filmes de Vampiro

Há tempos que penso em montar um Top 10 de filmes de vampiro. Afinal, o primeiro Top 10 daqui do blog foi de zumbis, e, até hoje, é um dos posts mais visitados. E, recentemente, fiz um Top 10 de lobisomens. Faltava o de vampiros…

Mas rolava uma preguiça… Se não temos tantas boas opções de filmes de zumbi e de lobisomem, isso não acontece com vampiros. São muitos! O tema “vampiro” sempre foi muito popular no cinema, e as opções são tantas que montar o top 10 ideal é um trabalho difícil. A vantagem é que, se tem muitas opções, também são muitos os títulos fracos…

Bem, não tenho medo de trabalhos difíceis. Vamos aos filmes então?

Lembrando, sempre, dos outros vários Top 10 já feitos aqui no blog: filmes de zumbi, filmes com nomes esquisitos, filmes sem sentido, personagens nerds, estilos dos anos 80, melhores vômitos, melhores cenas depois dos créditos, melhores finais surpreendentes, melhores cenas de massacre, filmes dos ano 80 e 90 nunca lançados em dvd no Brasil, estilos de filmes ruins, casais que não convencem, musicais para quem não curte musicais, melhores frases de filmes, melhores momentos de Lost, maiores mistérios de Lost, piores sequencias, melhores filmes de rock, melhores filmes de sonhos, melhores filmes com baratas, filmes com elencos legais, melhores ruivas, melhores filmes baseados em HP Lovecraft, filmes que vi em festivais e mais ninguém ouviu falar, Atores Parecidos, Atrizes Parecidas, filmes de lobisomem, melhores trilogias, filmes de natal, melhores filmes de 2010, coisas que detesto nos dvds e melhores filmes da década de 00 Visitem!

Vamos aos caninos pontudos!

10- Deixe Ela Entrar (2008)

Filme sueco de “vampiro teen”, onde um humano e um vampiro se aproximam. Ritmo lento, muito silêncio, poucos efeitos especiais. É quase um drama em vez de um filme de terror. Foi refilmado por Hollywood, mas a versão original é melhor, como quase sempre.

http://blogdoheu.wordpress.com/2009/03/22/deixe-ela-entrar-let-the-right-one-in/

9- Nosferatu – O Vampiro da Noite (1979)

Respeito a versão clássica de 1922, mas gosto mais da versão de 1979, dirigida por Werner Herzog. Klaus Kinski faz um dos mais assustadores vampiros da história do cinema, e, de quebra, sua vítima é uma Isabelle Adjani no auge da beleza, com 24 anos!

8- Vampiros de John Carpenter (1998)

Ninguém melhor que John Carpenter pra dirigir este meio terror, meio faroeste, num argumento com cara de trash: James Woods lidera um grupo de caçadores de vampiros contratados pelo Vaticano para encontrar um crucifixo que permitiria os vampiros andarem na luz do dia.

7- Blade II – O Caçador de Vampiros (2002)

O primeiro Blade, sobre um híbrido, meio humano meio vampiro, é um filme legal, mas nada de extraordinário. Aí o genial Guillermo Del Toro assumiu a direção da continuação, e nos presenteou com um filme de vampiros acima da média!

6- Os Garotos Perdidos (1987)

Houve uma época em que Joel Schumacher fazia filmes bons! Este Os Garotos Perdidos tem tudo no lugar certinho: um elenco afiado liderado por Kiefer Sutherland e Jason Patric, um roteiro redondinho, o alívio cômico perfeito nos irmãos Frog e um irresistível visual oitentista.

5- A Hora do Espanto (1985)

Uma perfeita fusão entre terror e comédia, um dos mais divertidos filmes da década de 80. Um garoto descobre que seu vizinho é um vampiro, e tenta ajuda de um apresentador de tv para desmascará-lo. Existe uma refilmagem prevista para estrear este ano, com Colin Farrell e Anton Yelchin.

http://blogdoheu.wordpress.com/2009/04/13/a-hora-do-espanto/

4- Quando Chega a Escuridão (1987)

Antes de virar diretora “séria” e ganhar o Oscar (por Guerra Ao Terror), Kathryn Bigelow fazia filmes “divertidos”. Nunca lançado em dvd aqui no Brasil, Quando Chega a Escuridão inova ao não mencionar a palavra “vampiro” nenhuma vez ao longo do filme.

3- Um Drink no Inferno (1996)

Roteiro de Quentin Tarantino e direção de Robert Rodriguez em um dos melhores filmes dos anos 90, e uma das mais sensacionais viradas de roteiro da história do cinema. Diálogos inteligentes, situações imprevisíveis e muito humor negro.

2- Entrevista com o Vampiro (1994)

Muitos duvidavam que Tom Cruise fosse capaz de interpretar o vampiro Lestat da escritora Anne Rice. Cruise convenceu, fazendo aqui a melhor interpretação de sua carreira, ao lado de um elenco que trazia Brad Pitt, Antonio Banderas, Christian Slater e uma jovem Kirsten Dunst com apenas 12 anos.

1- Drácula de Bram Stoker (1992)

Francis Ford Coppola é sempre lembrado por clássicos como Apocalypse Now e a trilogia O Poderoso Chefão. Mas ele teve pelo menos um grande filme nos anos 90, esta adaptação da obra de Bram Stoker. Gary Oldman está perfeito como o conde Vlad Dracula.

P.s.: O filme Crepúsculo é fraco, não tem vaga numa lista de melhores filmes de vampiro. Mas o “fenômeno Crepúsculo” é algo que merece ser citado. Afinal, várias menininhas adolescentes passaram a curtir filmes de vampiro por causa dos livros e filmes Crepúsculo. Pelo menos algo de positivo esse filme trouxe!

Em breve: Top 10 de melhores diabos!

The Graves

The Graves

Outro dia, navegando pela web, vi um site falando de um festival de filmes de terror, o Horrorfest. Da lista dos 8 filmes indicados, já tinha visto dois, o interessante Lentes do Mal e o caricato Zombies of Mass Destruction. Baixei mais um pra ver qualé, este The Graves.

A trama é simples: duas irmãs bonitinhas e inseparáveis estão viajando de carro quando param numa cidadezinha onde coisas estranhas acontecem.

Podemos dividir The Graves em três partes. O primeiro terço traz uma premissa interessante, o filme até parecia promissor. Já o segundo terço é bem mais fraco. E o terço final é inacreditavelmente ruim!

Vamos por partes. A ideia inicial é batida, mas é boa. Duas irmãs vão parar numa cidade de malucos no meio do nada. Isso, nas mãos certas, pode render uma boa diversão – além do mais porque um elemento sobrenatural é acrescentado logo de cara à história.

Mas aí vem o desenrolar disso. A atriz Clare Grant não convence ninguém naquele jogo de gato e rato. O filme cai, e muito, nessa parte.

Mas o pior ainda estava por vir. O trecho do pastor Tony Todd é ridículo! E aquele “cheiro que deixa as pessoas loucas” é tão constrangedor quanto o “vento que faz as pessoas cometerem suicídio” de Fim dos Tempos!

Li na internet que o diretor e roteirista Brian Pulido é também escritor de quadrinhos. Deve ser por isso que a trama tenta forçar uma barra pra falar de quadrinhos, quando o assunto não tem nada a ver com a história. Anyway, não li os quadrinhos do cara, mas recomendo a ele que fique com eles e deixe o cinema para quem tem mais talento para isso.

Alguns comentários sobre o elenco. As meninas Clare Grant e Jillian Murray são bonitinhas, mas não são lá grandes coisas como atrizes. Principalmente Clare Grant, mais bonita que a outra, e pior atriz também. O elenco também traz dois nomes de peso relativos a filmes de terror: Bill Moseley e Tony Todd. Moseley, que esteve em filmes como O Massacre da Serra Elétrica 2 e Rejeitados Pelo Diabo, não faz feio em sua pequena participação. O mesmo não podemos dizer de Todd, o Candyman em pessoa – o seu pastor é patético, senti vergonha de ver aquilo.

Ainda preciso falar dos efeitos especiais. Na boa, hoje em dia não é difícil fazer um filme de baixo orçamento com efeitos decentes. Os efeitos aqui são toscos, toscos, mas tão toscos que nem sei se quero falar sobre eles… Só digo uma coisa: preste bem atenção quando aparecer o primeiro cadáver. Porque será o único mostrado, todos os outros estão fora do ângulo da câmera.

Enfim, agora estou na dúvida se procuro outros filmes do Horrorfest. E o pior é que achei no wikipedia uma lista com todos os filmes de várias edições! Vou tomar coragem…

Inferno

A Mansão do Inferno

Há um bom tempo queria rever A Mansão do Inferno, do Dario Argento, filme que vi muitos anos atrás, gravado da tv, e do qual não me lembrava de quase nada. Este filme tem a trilha sonora composta pelo meu tecladista favorito, Keith Emerson!

Rose Elliot compra um velho livro intitulado “Le Tre Madri” (As Três Mães), que fala sobre as três mães dos Infernos: Mater Suspiriorum (a Mãe dos Suspiros), Mater Lacrimarum (a Mãe das Lágrimas) e Mater Tenebrarum (a Mãe das Trevas). O autor do livro construiu uma casa para cada uma delas, e Rose passa a acreditar que mora em uma delas. Ela escreve uma carta ao seu irmão Mark, estudante de música em Roma, e pede que venha ficar com ela, mas a carta é antes lida por uma amiga de Mark, que acaba sendo assassinada antes falar com ele. Mark descobre a carta rasgada aos pés do cadáver da amiga e decide ir para Nova Iorque.

Olha, gosto do Dario Argento, já vi vários filmes dele, mas… Sinceramente? Achei A Mansão do Inferno bem fraco…

Argento é muito bom ao criar uma ambientação de terror. Nisso o filme funciona. Mas o roteiro é confuso e algumas partes não fazem o menor sentido!

O roteiro é muito mal escrito. Personagens entram e saem da trama de maneira confusa, algumas situações são mal explicadas, outras soam forçadas demais… E várias cenas sem sentido acontecem. Como por exemplo, a morte no lago, quando o cara está sendo atacado pelos ratos, e, do nada, o cara do trailer tem aquela reação???

O lance aqui é curtir a viagem sem se preocupar com detalhes como roteiro e construção de personagens. Porque o clima do filme é muito interessante, as cenas de assassinato são bem feitas, o gore é até bastante para um filme feito em 1980, e a trilha sonora é muito boa.

Novo parágrafo para falar da trilha sonora. Só consegui comprar o dvd original deste filme em 2010, mas o cd com a trilha já tenho desde os anos 90. Sou fã desta trilha, e acho que ela combina perfeitamente com o clima de terror do filme. Pena que o Keith Emerson, até onde sei, não fez nenhuma outra trilha sonora para filmes de terror…

Enfim, Dario Argento fez coisa melhor. Prefira O Pássaro das Plumas de Cristal. Mas procure a trilha sonora de A Mansão do Inferno!

Deixe-me Entrar

Deixe-me Entrar

Ninguém pediu, mas em breve entra em cartaz a refilmagem americana do ótimo filme de terror adolescente sueco Deixe Ela Entrar.

A história é a mesma: Owen é um menino de 12 anos, com problemas com os valentões da escola, e que começa a se envolver com a menina que se mudou para o apartamento ao lado, sem saber que ela é uma vampira.

Confesso que heu tinha sentimentos opostos sobre este filme antes de vê-lo. Por um lado, heu queria muito rever a atriz mirim Chloe Moretz, que fez a Hit Girl em Kick-Ass. Mas, por outro lado, sempre me pergunto: pra que refilmar? Além do mais sabendo que a direção coube ao quase novato Matt Reeves, que até agora só tinha feito um filme para o cinema, o maomeno Cloverfield.

Como é uma refilmagem, e de um filme recente, a comparação é inevitável. Além do mais porque a ambientação fria foi mantida. Ambientação fria nos cenários – é neve pra tudo quanto é canto – e também nas relações entre as pessoas. E, na comparação, o filme americano perde. Não por ser ruim, mas por ser quase uma xerox.

A nova versão tem seus méritos. Por exemplo, gostei da cena do acidente de carro, com a câmera dentro do carro. Os ataques da menina também são interessantes. Mas o próprio filme mostra que isso era desnecessário, já que o melhor ataque é a recriação da cena da piscina, onde não vemos nada, provando que o que não é mostrado às vezes funciona melhor…

E o resto é igualzinho. Tirando um detalhe aqui, outro ali, é o mesmo filme, só que com atores americanos.

No elenco, Chloe Moretz está bem, mas sua atuação não “vale o ingresso” como acontece em Kick-Ass. O garoto esquisito Kodi Smit-McPhee funciona ok, mas me parece que funciona porque ele tem cara de esquisito mesmo, não necessariamente por ser bom ator ou não. Completam o elenco Richard Jenkins e Elias Koteas.

Resumindo, não é ruim. Mas, na comparação, perde. Por isso, prefira o original!

13Hrs

13Hrs

Sarah Tyler visita a família do seu padrasto, num casarão isolado em algum lugar na Inglaterra. Uma tempestade deixa a casa sem luz. E uma misteriosa criatura aparece na casa e ataca Sarah, seus irmãos e amigos.

Filme de terror de baixo orçamento, daqueles simples e eficientes. Ok, a história não traz nenhuma novidade – grupo de jovens é encurralado por violenta e misteriosa criatura – mas pelo menos é bem feito e consegue manter a tensão. E digo mais: gostei da solução apresentada no fim!

Os efeitos especiais são bons, a criatura aparece muito pouco, temos uma interessante câmera subjetiva distorcida com a sua visão. Me parece que não foram usados nenhum cgi, parece ser tudo com a boa e velha maquiagem aliada aos truques de câmera.

Sobre o elenco, tem um nome que já vimos várias vezes mas nem sempre guardamos o nome: o garoto de gorro é Tom Felton, o Draco Malfoy da série Harry Potter. E quem acompanha o blog, vai reconhecer Gemma Atkinson, de Boogie Woogie. De resto, ninguém conhecido.

Enfim, nada essencial. Mas uma boa opção para passar uma hora e meia.

Só fica uma pergunta: por que 13 horas?

Die

Die

Seis pessoas, desconhecidas entre si, todas com tentativas de suicídio no passado, acordam em uma espécie de cadeia, sem saber por que, onde são submetidas a testes, que podem levar a mortes semelhantes a que teriam se tivessem conseguido o suicídio. Um misterioso homem comanda os testes, sempre usando dados para decidir o destino.

A ideia inicial era promissora. Uma espécie de mistura de Jogos Mortais com O Método. Mas a execução deixou a desejar.

Pra começar, o roteiro é extremamente burocrático e previsível. E, pra piorar, a parte final do filme não só não não faz o menor sentido como o roteiro ainda é cheio de furos – por exemplo: por que os suicidas têm marcas de cigarros nos pulsos? Ou, se Sophia estava suspensa da polícia, como é que ela conseguiu tantos policiais para a batida no esconderijo do vilão?

Ah, o vilão! Que vilão fraco! Se Die quer ser um novo Jogos Mortais, tem que melhorar de vilão, porque o Jigsaw é um bom vilão!

Pra piorar, se a ideia é ser um novo Jogos Mortais, cadê o gore? Todas as (poucas) mortes são “limpinhas”!

No elenco, o único nome conhecido é Elias Koteas. Dá pena dele, ele já fez coisa muito melhor…

Enfim, completamente dispensável.

Ichi The Killer

Ichi The Killer

Tardiamente, vi o famoso Ichi The Killer, um dos melhores filmes japoneses da década que acabou de terminar.

Baseado no mangá de Hideo Yamamoto, Ichi The Killer começa com o desaparecimento do gangster Anjo, um dos chefes da Yakuza, juntamente com três milhões de yenes. O fiel capanga Kakihara começa a procurar por ele, mas seus homens sempre acabam esbarrando em Ichi, um misterioso e exímio assassino que está matando os membros da Yakuza, um a um.

Ichi The Killer é muito interessante por fugir dos padrões hollywoodianos. Ultra-violento, não é para qualquer estômago. Mas quem souber apreciar, é um filmaço!

Uma das coisas mais legais do filme é a construção dos dois personagens principais. O masoquista Kakihara é um vilão sensacional, o cara não tem limites, o prazer dele é causar dor e sentir ainda mais dor, e sua grande razão de viver é encontrar o assassino que vai derrotá-lo. Arrisco a dizer que o Coringa de Heath Ledger em Batman Cavaleiro das Trevas tem algo de Kakihara (inclusive na boca deformada). E o anti-heroi Ichi, violento, perturbado, reprimido sexualmente, é completamente imprevisível. Não posso falar mais dele, senão estraga. (E ainda tem o Jijii, outro que guarda uma grande surpresa.)

Ichi The Killer é muuuito violento. Muito sangue, muito gore, tortura, estupro, corpos despedaçados, tudo isso é frequente na tela. Mas nada é gratuito, tudo funciona dentro da trama. Digo mais: muitas vezes o gore vem junto com cenas engraçadas! E os efeitos especiais funcionam bem – sabe aquela surpresa que falei sobre o Jijii? É cgi! A parte toda da violência gráfica está perfeita.

O diretor Takashi Miike faz MUITOS filmes. O imdb conta 83 títulos entre 1991 e 2011. Só em 2001, ano de Ichi The Killer, Miike fez sete filmes! Preciso acompanhar mais a sua carreira, confesso que estou defasado, acho que, no cinema, só vi Sukiaki Western Django. Já baixei Audition, e vou procurar Chakushin Ari – que foi refilmado em Hollywood com o nome Uma Chamada Perdida.

O Mistério de Grace

O Mistério de Grace

Uma grávida sofre um acidente que mata seu bebê, antes dele nascer. Mas ela insiste em manter a gravidez e ter o bebê. Milagrosamente, o bebê volta à vida. Porém, ele agora precisa de sangue para viver!

O filme é interessante, mas é um pouco lento demais. Pesquisando, descobri que antes do longa, o diretor e roteirista Paul Solet fez um curta com a mesma história em 2006. Aqui está o ponto fraco do filme: ele não soube aumentar a história da melhor maneira. Tem coisas que podiam ser melhor exploradas, como a obsessão da avó, ou como a mãe descobriu que o bebê precisava de sangue. Nada, estas questões são deixadas de lado, e algumas cenas são esticadas desnecessariamente.

E, pra piorar, acho de extremo mau gosto mostrar um bebê morto. Talvez seja só heu, talvez seja porque sou pai. Mas acho que certas cenas são desnecessárias.

Pra não dizer que o roteiro é de todo ruim, gostei da ironia de uma mãe natureba ser obrigada a dar sangue para o seu bebê-zumbi-vampiro. Mas é pouco… Acho que era melhor ter visto o curta.

Grace não passou nos cinemas brasileiros, mas já existe em dvd, pra quem quiser arriscar…

Tokyo Zombie

Tokyo Zombie

Conversando com a grande amiga (e excelente cantora) Vivian Benford (www.vivianbenford.com), ela me recomendou este Tokyo Zombie, filme japonês de zumbi do qual heu nunca tinha ouvido falar.

Antes do filme, rola um texto explicativo, algo mais ou menos assim: “Esta história começa numa fábrica de extintores de incêndio em Tóquio. A fábrica juntou uma enorme pilha de lixo, onde as pessoas vinham e jogavam fora diversas coisas. Recentemente virou também um cemitério para aqueles com problemas. A pilha de lixo ganhou o nome ‘Black Fuji’.”

Neste cenário, conhecemos nossos herois: Fujio (Tadanobu Asano) e Mitsuo (Sho Aikawa), dois trabalhadores obcecados por lutas. Acidentalmente, ele matam o seu chefe, e vão enterrá-lo no Black Fuji. E, como sempre, sem motivo aparente, os mortos enterrados lá voltam à vida como zumbis comedores de gente…

Ok, a gente já viu isso antes. Mas aqui tem uma novidade: Tokyo Zombie tem uma virada bem bolada no roteiro, mostrando uma segunda parte com uma sociedade diferente controlada pela classe social mais rica.

Infelizmente, Tokyo Zombie tem dois problemas. Seus zumbis aparecem pouco, e são muito sem graça. Há tempos que não vejo zumbis tão bobos! Além disso, o fim do filme é extremamente previsível.

Enfim, opção interessante para quem curte trashs japoneses. Só não espere algo do nível de The Machine Girl