Jogos Mortais 6

Jogos Mortais 6

Ninguém pediu, mas olha lá na programação dos cinemas: mais um Jogos Mortais…

Gosto muito do primeiro Jogos Mortais. Um filme cru, violento e com um dos finais mais surpreendentes da história do cinema. Mas nunca dei bola pras continuações, acho todas elas iguais, bem mais fracas que o original, e me confundo sobre o que acontece em cada uma delas.

Mesmo assim, continuo assistindo. Por que?, alguém vai me perguntar. Ora, os filmes não são obras primas, mas são filmes honestos! Os tais jogos mortais citados no título brasileiro são criativos, rola muito sangue, muito gore, e sempre temos mortes bem feitas, graficamente falando. Mais: os filmes são curtos, e a edição é eficiente, principalmente no clímax final, onde, não raro, rola uma surpreendente virada no roteiro.

Esta sexta parte da franquia segue essa cartilha. Nada demais, apenas uma boa e honesta diversão, para aqueles que procuram algo do gênero.

Pandorum

Pandorum

Nova ficção científica com toques de terror!

No futuro, o nosso planeta não tem condições de abrigar a crescente população. O filme se passa dentro de uma enorme nave espacial que está indo em direção a Tanis, um novo planeta semelhante à Terra – a possível salvação para a raça humana.

O maior nome do elenco é Denis Quaid, mas o ator principal na verdade é Ben Foster, coadjuvante em X-Men 3 e na série A Sete Palmos. Além deles, Cam Gigandet, Cung Le e a bela Antje Traue.

O clima claustrofobico e escuro do filme é muito legal. Já o roteiro é um pouco confuso, quase tudo é explicado de uma só vez, e não fica exatamente claro o que aconteceu.

Pandorum perdeu a chance de se tornar um clássico da ficção científica. Se o roteiro fosse um pouco melhor amarrado e a direção fosse um pouco mais firme… Faltou pouco para o filme ser muito bom!

Mesmo assim, vale o download, já que esse filme tem cara de que não será lançado por aqui.

Tormented

Tormented

Um gordinho nerd, sacaneado pelos valentões da escola, se suicida. Mas promete voltar para se vingar!

Tormented não traz nada de novo ao gênero slasher. Aliás, acredito que o slasher nunca mais terá novidades, já mostrou o que era para mostrar, muitas mortes, pouco cérebro, tá bom assim. Mesmo assim pode ser um bom programa para quem apenas quer se divertir. E algumas das mortes mostradas aqui são bem criativas!

No elenco, nenhum rosto conhecido. Li na internet que pelo menos duas das atrizes estão na série Skins, mas como nunca vi esta série, não posso falar muita coisa…

O filme tem um probleminha, pelo menos na minha visão “de menino”. Temos algumas cenas de nudez, mas sempre nudez masculina. Olha, nada contra ver bunda de homem (nada a favor também, é bom registrar!), mas, poxa, nada de nudez feminina?

Livro de Sangue

Livro de Sangue

Apareceu nas lojas, sem nenhum alarde, um novo filme de terror, este Livro de Sangue. Até aí, nada demais. Até a gente ler que se trata de uma história de Clive Barker!

A trama mostra uma escritora e professora ligada a assuntos paranormais que investiga uma casa supostamente assombrada, com a ajuda de um aluno também com poderes paranormais.

O nome Clive Barker surgiu na literatura como “o novo Stephen King”. King sempre foi um bom nome nos livros, mas no cinema, suas adaptações quase sempre fracassam (com algumas honrosas excessões). Aí surgiu o excelente Hellraiser, escrito e dirigido por Barker. Uau! O novo escritor de terror também faz cinema! E o filme é bom! Mas, sei lá por qual motivo, Barker fez pouquíssima coisa pro cinema (como diretor, ele só fez mais dois filmes, Raça das Trevas – Nightbreed e Mestre das Ilusões).

Livro de Sangue, dirigido por John Harrison segue um padrão que existe em quase todas as histórias de Barker: sangue, sexo e dor, ligados a um universo paralelo (como foi em Hellraiser, Nightbreed e The Midnight Meat Train). A diferença aqui é que o tal universo paralelo não é um mundo fantástico e sim o limbo onde ficam as almas.

Livro de Sangue é um pouco lento, mas os fãs do estilo de Barker não vão se decepcionar. Sua estética sadomasoquista está presente, e muito sangue rola na tela. No elenco, ninguém muito famoso: Sophie Ward, Jonas Armstrong e Clive Russell.

O filme é baseado no primeiro conto de uma coleção de livros de terror escritos por Barker. Não acharei estranho se rolarem continuações.

Dolan’s Cadillac

Dolan’s Cadillac

Filme de terror baseado em Stephen King, estrelado pelo Christian Slater? Ok, vale a pena ver qualé.

A vida do casal Robinson (Wes Bentley, de Beleza Americana) e Elizabeth (Emanuelle Vaugier) vira do avesso quando acidentalmente ela presencia uma das transações do mafioso Jimmy Dolan (Slater), que trabalha com tráfico de mulheres.

Achei o filme uma grande decepção. Por que? Pelo nome “Stephen King” nos créditos.

A primeira coisa que pensamos é num filme de terror, como a maioria das histórias de King. E com um carro no título, nos lembramos do clássico Christine, o Carro Assassino!

Nada, o carro é apenas o meio de transporte. E o filme não é de terror, e sim uma história de vingança.

Aí vem outra decepção pelo mesmo motivo: um dos melhores filmes de vingança da história é Um Sonho de Liberdade, também baseado em Stephen King. A vingança que rola aqui em Dolan’s Cadillac é até interessante, mas, comparado com aquele filme, fica a léguas de distância!

Para piorar, o filme é um pouco longo, porque quase nada acontece. Li na internet que é baseado num conto do livro Nightmares and Dreamscapes. Bem, houve um seriado Nightmares and Dreamscapes, com histórias de quarenta minutos. Talvez fosse o caso aqui, em vez de um longa-metragem.

Só recomendado para os pouco exigentes!

Offspring

Offspring

Outro dia um amigo meu me disse que heu vejo muitos filmes esquisitos. É verdade, confesso que gosto de filmes esquisitos. Este Offspring é um desses.

Uma pacata família é atacada por um grupo de canibais selvagens que vive em cavernas ao longo da costa, na Nova Inglaterra, perto da fronteira entre EUA e Canadá.

Dirigido pelo desconhecido Andrew van den Houten, o filme é baseado no livro homônimo de Jack Ketchum. Confesso que nunca tinha ouvido falar de Ketchum. Pesquisei na internet, e descobri existem outros três filmes recentes adaptados dos trabalhos de Ketchum: The Lost, The Girl Next Door e Red. Pelo que li, estes filmes são ainda mais perturbadores que Offspring!

A produção do filme é meio vagaba, e não tem nenhum ator conhecido. E os figurinos dos canibais estão tão caricatos que parecem piada. Me lembrou minha época de locadora, quando existiam os “filmes de apoio”, produções modestas (e baratas) que eram lançadas em pacotes junto com os “filmes de ponta”.

Muita violência, muito sangue, muito gore. Aqueles que curtem não vão se decepcionar.

Admito que o filme é corajoso ao colocar crianças no meio das cenas de gore. Mas heu, particularmente, não curto muito isso…

Um Lobisomem na Amazônia

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Um Lobisomem na Amazônia

Finalmente consegui ver Um Lobisomem na Amazônia, depois da tentativa frustrada de terça!

A trama: um grupo de jovens da cidade grande está na Floresta Amazônica atrás de experiências com o Santo Daime. Ao mesmo tempo, um misterioso cientista faz experiências genéticas. E ainda tem um grupo de amazonas, todas com os seios de fora. E isso sem contar com o lobisomem do título!

Trata-se de um legítimo Ivan Cardoso. O diretor de pérolas como As Sete Vampiras e O Segredo da Múmia mantém o seu estilo de “terrir” como sempre. Personagens caricatos, roteiros com situações absurdas e muita mulher pelada, tá tudo lá!

Ivan Cardoso é um caso único no cinema nacional. Seus filmes são sempre com o mesmo estilo trash. Quem curte, não vai se decepcionar. Pena que não é para qualquer um…

O elenco está bem, pelo menos dentro da proposta caricata “ivancardosiana”. Evandro Mesquita lidera um elenco que conta com o espanhol Paul Naschy como o dr Moreau e o trio Danielle Winnits, Djin Sganzerla e Karina Bacchi com pouca roupa. Nuno Leal Maia (num papel que às vezes lembra o Paulo Silvino) e Tony Tornado fazem uma boa dupla de alívio cômico. E ainda rola o Sidney Magal numa sensacional participação especial fazendo um sacerdote inca cantor, numa das melhores cenas do filme.

Mas nem tudo funciona. Sei lá, parece que falta alguma coisa. Sabemos que este filme teve problemas no lançamento – ele é de 2005, e só foi lançado agora em novembro de 2009. Me parece que sofreu cortes pelos produtores. São vários os elementos no roteiro que não foram bem explorados – até o próprio lobisomem está sub-aproveitado! Me lembro de uma entrevista com o Ivan Cardoso onde ele falava que tinha um filme pronto e ainda não lançado onde a Karina Bacchi aparecia nua. Bem, Karina é a única das três que não mostra nada… Será que não vai rolar um “director’s cut” um dia?

Enfim, se você curtiu outros filmes do diretor, vai se divertir. Mas se não viu, recomendo começar por um dos dois citados no terceiro parágrafo…

Atividade Paranormal / Paranormal Activity

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Atividade Paranormal / Paranormal Activity

Outro dia li na internet sobre um tal “filme mais assustador da história”. Não gosto muito deste tipo de hype, mas mesmo assim resolvi conferir. Trata-se de mais um filme no estilo que costumo chamar de “reality cinema”: cara de amador, câmera na mão, filmado pelos próprios atores, como se aquilo tivesse acontecido de verdade.

Conhecemos o casal Micah e Katie. Katie convive com uma entidade que a assombra desde a infância. Micah então compra uma câmera de vídeo para tentar filmar o que está acontecendo. Paranormal Activity é o resultado desta filmagem.

Mas, sabe qual é o pior problema aqui? Esse papo de “encontraram uma gravação caseira contando uma história que aconteceu de verdade” não convence mais ninguém. Sem procurar pela internet, me lembro de pelo menos outros seis filmes com a mesma premissa: Aconteceu Perto de Sua Casa (92), A Bruxa de Blair (99), Zombie Diaries (06), [REC] (07), Diário dos Mortos (07) e Cloverfield (08), isso porque não estou falando de Quarentena, refilmagem de [REC]. Alguém ainda consegue “comprar” a ideia?

Confesso que o hype também atrapalha um pouco. O filme tem seus momentos assustadores, mas o próprio estilo de “cinema verdade” impede o uso de muitos artifícios como efeitos visuais ou sonoros. Ou seja, quem for ao cinema procurando o tal “filme mais assustador da história pode se decepcionar.

Mesmo assim, o filme ainda tem os seus bons momentos, como a cena do tabuleiro Ouija, por exemplo.

Resumindo: um filme interessante, mas nada muito essencial.

A Órfã

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A Órfã

Nada como um bom filme de terror, não acham? Daqueles que não subestimam a inteligência da platéia, usam bons atores e têm uma trama bem montada. A Órfã é assim.

Um casal que acabou de perder um bebê ainda na barriga resolve adotar Esther, uma adorável e inteligente órfã de 9 anos. O que eles não sabem é que Esther não é uma menina comum.

Isabelle Fuhrman, que interpreta a pequena Esther, é o grande nome do filme. A menina é sensacional! Esther é uma das crianças mais sinistras da história do cinema! E o resto do elenco também está bem, com o casal Vera Farmiga (Os Infiltrados) e Peter Sasgaard (A Chave Mestra) e as crianças Aryana Engineer e Jimmy Bennett.

O diretor Jaume Collet-Serra, que antes fez o fraco Casa de Cera, desta vez acertou a mão. O filme consegue segurar duas horas de tensão, e sem precisar apelar pro gore. E, ainda por cima, tudo na trama é crível.

Filmão. E assustador!

Alma Perdida

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Alma Perdida

Admito, sou um cara teimoso. Todas as críticas relativas a este filme eram negativas. Todo mundo falou mal! Mas sou teimoso e gosto do estilo. Por isso, lá fui heu assistir mais um filme ruim.

Uma jovem começa a ter visões e pesadelos, e descobre que está sendo assombrada por um dibbuk, uma entidade maligna do ocultismo judaico.

A história é fraca e confusa. E achei todos os sustos forçados.

Uma das poucas coisas boas de Alma Perdida é sua protagonista, Odette Yustman, que além de ser bonitinha, funciona para o que o papel pede. Só é uma pena que ela não tira a roupa, apenas fica de roupa de baixo…

E sim, Gary Oldman está no elenco, mas num papel menor, e não consegue salvar o filme.

Enfim, desnecessário.