Canibais – Undead

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Canibais – Undead

Tenho o hábito de ver filmes sem saber do que se trata. Se leio em algum lugar algo interessante sobre o filme, ou se alguém me recomenda, assisto o filme para ver “qualé”. Pois bem, outro dia heu estava arrumando uma pilha de cdrs que gravei anos atrás. E achei um cd com esse Undead, baixado e gravado por mim em 2005 – numa época que heu não tinha o hábito de baixar filmes! Não me lembro por que baixei, tampouco lembro por que não vi. Mas aproveitei para ver logo.

Uma pequena cidade pesqueira na Austrália é bombardeada por meteoritos que transformam as pessoas em zumbis. E, como diria aquela propaganda de tv, “e não é só isso!”: além dos zumbis, alienígenas estão na cidade!

Sim, claro, uma trama que mistura zumbis com alienígenas não pode gerar um filme sério. Estamos diante de um legítimo trash, um trash bem divertido! Com direito a zumbis, abduções, muito sangue cenográfico, e.t.s, pedaços de corpos e um monte de atores canastrões e personagens bizarros. Um deles, inclusive, parece ter um estoque inesgotável de armas escondidas pelo corpo!

Achei o final um pouco confuso, e além disso, não gostei de duas coisas: nem do poster original nem do título em português. Ambos nada têm a ver com o filme!

O filme é de 2003, e acho que nunca foi lançado por aqui. Ou seja, se você curte filmes de zumbi, a solução é o download!

Anjos da Noite 3 – A Rebelião

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Anjos da Noite 3 – A Rebelião

Vou confessar uma coisa: este terceiro filme da franquia Anjos da Noite não me empolgou. Não sei explicar o motivo, sei lá, comigo, simplesmente não rolou aquele frisson que realmente acompanha filmes assim. Mesmo assim, claro que fui ver. Não só gosto do tema, como sou fã do ator principal, Bill Nighy.

Anjos da Noite 3 – A Rebelião é na verdade um prequel,  conta a história antes do primeiro filme da saga. Vemos o surgimento dos Lycans (os lobisomens), feitos escravos pelos Mercadores da Morte (os vampiros).

Viktor (Bill Nighy), líder dos vampiros, cria o lobisomem Lucian (Michael Sheen) como seu escravo particular, enquanto monta um exército de lobisomens escravos. Além disso, rola um romance proibido entre Lucian e Sonja (Rhona Mitra), filha de Viktor.

O elenco funciona bem. Como falei lá em cima, gosto do Bill Nighy, gosto dos papéis que ele escolhe, independente se o filme é mais alternativo como O Guia do Mochileiro das Galáxias e Todo Mundo Quase Morto, ou mais “pop” como um Piratas do Caribe. Nighy e Michael Sheen voltam aos seus papéis (ambos estão nos outros dois filmes), agora com mais destaque, já que Kate Beckinsale, a atriz principal da franquia, não está presente. O papel feminino principal fica então com Rhona Mitra (Juízo Final), que pode não ser tão boa atriz, mas é boa onde precisa ser 😉 . Suas curvas estão muito bem neste contexto, para o que o filme pede, não precisa de muito mais do que isso…

Com mais de 15 anos de experiência em efeitos especiais, Patrick Tatopoulos não decepciona em sua segunda experiência como diretor. O visual do filme respeita o que já foi feito na franquia, e temos uma boa quantidade de sangue jorrando pela tela nas boas lutas coreografadas.

Muita coisa no roteiro é previsível. Mas, temos que nos lembrar: trata-se de um prequel, ou seja, é claro que tem coisa que vai ser previsível, afinal, já sabemos o fim!

Evocando Espíritos

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Evocando Espíritos

Uma família se muda para um velho casarão, mais perto do hospital onde o filho adolescente se trata de um câncer em estado avançado. Só depois descobrem que a casa era uma funerária. E que hoje é assombrada.

Interessante filme sobre casa mal assombrada. E, para ficar ainda mais assustador, a divulgação diz que é baseado em fatos reais.

Virginia Madsen e Martin Donovan encabeçam um elenco sem muitos rostos conhecidos – ainda temos um papel menor, mas importante, feito por Elias Koteas.

Alguns dos sustos e situações passadas dentro da casa são clichês – parece que não há nada de novo a se acrescentar ao tema “casa mal-assombrada”. Mesmo assim, o diretor Peter Cornwell consegue criar um bom clima de tensão ao longo do filme.

Não entrará na história como um dos melhores filmes do gênero, mas pode render uma boa diversão para os menos exigentes.

Espelhos do Medo

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Espelhos do Medo

Mais uma refilmagem americana de um terror oriental… Desta vez, é
uma versão do coreano Geoul Sokeuro, de 2003. E o diretor é o mesmo Alexandre Aja que antes deste fez outra refilmagem: Viagem Maldita, e ainda promete mais uma refilmagem em breve, Piranha.

(Baixei o filme francês Haute Tension, que o mesmo Aja fez antes dessas refilmagens todas. Vou ver se o cara é bom com material original na mão.)

O policial Ben (Kiefer Sutherland), afastado temporariamente após um evento traumático, pega um emprego de vigia noturno de uma grande loja de departamentos que pegou fogo tempos antes. Ao mesmo tempo, mora com sua irmã, enquanto passa por problemas no casamento. O que ele não sabe é que forças malignas estão escondidas atrás dos espelhos da loja!

Gosto do Kiefer Sutherland desde os anos 80, desde a epoca de Conta Comigo e Os Garotos Perdidos. Mas acho que ele tem feito muito a série 24 Horas – às vezes parece que é o Jack Bauer na tela! Amy Smart (Adrenalina) e Paula Patton completam o elenco principal como a irmã e a esposa, respectivamente.

O filme é irregular. Algumas cenas são bem legais, os cenários dentro da loja são assustadores, rolam alguns climas de tensão interessantes e até uns sustos. Mas por outro lado, algumas coisas são tão clichês… E não podemos parar pra pensar na lógica, se não a graça do filme vai embora. Por exemplo: como é que aquela loja ainda tem tantos manequins que não pegaram fogo?

Pelo menos o fim do filme é interessante e foge um pouco do óbvio!

Arraste-me Para o Inferno

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Arraste-me Para o Inferno

Nos cinemas esta semana a seguinte frase está sendo ouvida: “Oba! Sam Raimi está de volta!” Mas… De volta de onde? Afinal, o cara fez os três filmes do Homem Aranha entre 2002 e 2007!

A resposta é: “Sam Raimi está de volta ao cinema de horror”!

A trama é simples: uma funcionária de um banco nega um empréstimo a uma velha cigana, que, então joga uma maldição em cima dela. Simples e eficiente, se estiver nas mãos certas.

E, felizmente, Arraste-me Para o Inferno está nas mãos certas. Sam Raimi hoje pode ser rico e famoso por causa da franquia Homem Aranha, mas todo fã de terror se lembra que ele é o criador de outra trilogia: Evil Dead.

Em 1981, Raimi sacudiu o mundo do cinema fantástico com o primeiro Evil Dead, um filme com pouco orçamento e muita criatividade que virou um clássico instantâneo. Este filme não foi lançado por aqui, mas, em 87, a continuação Evil Dead II chegou aos cinemas brasileiros com o nome Uma Noite Alucinante. Devido ao sucesso, o primeiro filme foi então lançado em vhs, com outro nome: A Morte do Demônio. Os dois filmes eram até bem parecidos, só que enquanto o primeiro era um filme de terror bem humorado, o segundo parecia uma comédia de humor negro. E, para fechar a trilogia, em 92 Raimi fez Evil Dead – Army of Darkness. Este foi mal lançado nos cinemas daqui, e até hoje não existe a edição nacional do dvd. Ah, sim, aqui ganhou o nome Uma Noite Alucinante 3, apesar de não existir Uma Noite Alucinante 2.

Por isso “Sam Raimi está de volta”. E em seu novo filme, ele mostra que não perdeu a mão. Com movimentos de câmera inteligentes, Raimi dá muitos sustos no espectador!

Temos tudo o que um filme de terror pede: personagens desagradáveis, objetos que se mexem misteriosamente, sombras assustadoras, insetos, muitos insetos, e algumas cenas gore de embrulhar o estômago. E, pra provar que “uma vez Sam Raimi, sempre Sam Raimi”, o clima do filme não é sisudo, como, por exemplo, O Orfanato – conseguimos até rir em alguns momentos!

Mesmo com o clima bem-humorado, o filme não cai na caricatura – felizmente. Mérito do diretor, que não fez uma paródia de si mesmo.

Alison Lohman, em seu primeiro filme de terror, sofre nas mãos de Raimi: engole moscas, mergulha na lama, jorra sangue pelo nariz, vermes são vomitados em sua boca, e por aí vai. E outro destaque no elenco é Lorna Raver, que faz a sinistra cigana.

A trilha sonora de Christopher Young, orquestrada, old school, também é muito boa. Aliás, é usado no filme um tema que Lalo Schifrin compôs para O Exorcista, de 1973, mas nunca tinha sido usada.

Para completar, sabe quando um filme de terror vai muito bem, mas no fim parece que alguém erra a mão e termina horrivelmente? Bem, pelo menos heu achei o fim deste aqui muito bem bolado.

Recomendo!

A Ilha do Terror

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A Ilha do Terror

Antes de falar do filme, posso contar uma historinha que remete à minha infância?

Não me lembro exatamente o ano, mas sei que era a primeira metade dos anos 80 – lembro que foi quando morava em Petrópolis, onde morei entre 1980 e o fim de 1985. Como vocês devem se lembrar, não existia videocassete, e eram poucos os canais na tv. Para ver um filme, a gente tinha que se programar para ficar em frente à tv, porque nem sempre era fácil uma reprise!

Pois bem, heu estava vendo um filme de terror com a meus pais e meus irmãos. Era uma história de monstros que sugavam os ossos das pessoas! E, de repente, numa daquelas atitudes inexplicáveis que nossos pais de vez em quando tomam, eles disseram que estava tarde e que precisávamos ir dormir!

Não vi o fim do filme…

Na época, conversei com um monte de gente na escola, mas ninguém conhecia este filme sobre os “monstros comedores de ossos”. Os anos se passaram e me esqueci deste filme misterioso.

Até que, recentemente, num bate papo sobre “filmes que assustaram a nossa infância” numa lista de discussão, lembrei deste filme. Nada como falar a coisa certa para as pessoas certas: mais de uma pessoa me disse qual era o filme que heu procurava: A Ilha do Terror, de 1966!

É esse filme mesmo: dois cientistas são chamados a uma pequena ilha irlandesa que está sendo atacada por misteriosas criaturas que sugam os ossos das pessoas. Isolados do continente, eles têm que descobrir como derrotar as tais criaturas.

Se na época achei o filme assustador, hoje, 25 anos depois, em pleno séc. XXI, com quase 40 anos na cara, claro que dei risadas ao ver os temíveis monstros – que na verdade se parecem com grandes aspiradores de pó! Trata-se de um divertido filme B! E ainda fica melhor: sempre que aparecem os monstros, ouvimos efeitos sonoros eletrônicos tosquérrimos!

O elenco me trouxe uma surpresa: um dos atores principais é  Peter Cushing, que fez o Grand Moff Tarkin no primeiro Guerra nas Estrelas, de 77. Descobri que ele fez mais de dez filmes de terror com esse mesmo diretor, Terrence Fisher. Ainda no elenco, Edward Judd, Toni Merril e Eddie Burns.

Enfim, uma boa diversão despretensiosa!

Deadgirl

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Deadgirl

Como prometido no tópico sobre Pervert!, eis o meu texto sobre Deadgirl. E aproveito para dizer que o melhor ficou para o fim – dos filmes listados na programação do SP Terror, este foi o que mais gostei!

Dois amigos adolescentes são típicos estudantes “excluídos”, desprezados pelos populares na escola. Em uma tarde matando aula, descobrem no porão de um hospital abandonado, amarrada a uma mesa, uma jovem nua. Detalhe: não sabemos se ela está viva ou morta! A relação com a “menina morta” mudará para sempre a vida deles.

Sim, trata-se de um filme de terror. E o interessante é que não se parece com nada que tem rolado por aqui em matéria de terror, às vezes parece até que estamos diante de um drama. Não rola nada dos clichês básicos dos filmes de terror, até o gore é pouco!

Aliás, arrisco a dizer que, de tão diferente, achei que se tratava de uma refilmagem. Depois de um monte de filmes de terror orientais refilmados em Hollywood (O Chamado, O Grito, Pulse, O Olho do Mal, etc.), parece que a onda agora é refilmar europeus. O espanhol REC virou Quarentena; o sueco Deixe ela entrar chega ano que vem aos cinemas americanos como Let Me In. Deadgirl é uma produção simples e inteligente, sem nomes conhecidos no elenco nem na parte técnica, mais focada na história do que nos (poucos) efeitos especiais. É, nem parece Hollywood!

A ação é centrada nos relacionamentos entre os jovens. Amigos de infância, os dois amigos são interpretados por Shiloh Fernandez e Noah Segan, que, apesar de desconhecidos, mandam bem. Atritos na amizade começam a surgir com a chegada da menina morta (Jenny Spain, outro nome a ser citado), que chega a ser usada como escrava sexual!

O ritmo do filme dirigido pela dupla Marcel Sarmiento e Gadi Harel é bem lento, acredito que propositalmente, para mostrar o dia-a-dia entediante dos jovens. Mesmo assim, o filme é interessantíssimo. E o fim guarda uma reviravolta sensacional!

Este é daqueles filmes com cara de que nunca serão lançados por aqui. Ou seja, bom download!

Viagem Maldita

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Viagem Maldita

No distante ano de 1977, o diretor Wes Craven (o criador do Freddy Kruger!) nos apresentou Quadrilha de Sádicos, um sombrio filme sobre uma família que é atacada por pessoas deformadas ao fazer uma viagem e atravessar o deserto. Este Viagem Maldita é a refilmagem de Quadrilha de Sádicos, dirigida em 2006 pelo francês Alexandre Aja.

A história é a mesma: uma família norte-americana de classe média está de férias, atravessando o deserto. Ao pegar um caminho errado, o trailer onde eles viajam sofre um acidente e quebra. Sem ter como chamar ajuda, aos poucos, descobrem que não estão sozinhos neste deserto: junto com eles estão mutantes, descendentes dos sobreviventes de testes nucleares feitos pelo exército durante a Guerra Fria.

A caracterização da família é interessante: enquanto o patriarca da família, Big Bob (Ted Levine) é o típico republicano defensor de armas, seu genro Doug (Aaron Stanford) é democrata e pacifista. E por que isso seria interessante? Porque é Doug quem tem que “sujar as mãos” para defender a família!

O elenco está ok, tanto a família quanto os mutantes. Não temos nomes muito conhecidos, acredito que o único nome mais famoso é Emilie de Ravin, a Claire do seriado Lost.

As locações são interessantes: foi usado um deserto no Marrocos, onde a equipe inteira sofreu com as altas temperaturas. Num deserto, sem referências, ninguém sabe de onde aparecerão os mutantes, nem para onde eles vão! Além do deserto propriamente dito, ainda temos uma cidade fantasma, na verdade uma daquelas cidades cenográficas criadas pelo exército na época dos testes nucleares. E, para ficar ainda mais fantasmagórico, ainda temos vários bonecos deformados…

O filme é muito violento, temos inclusive uma desconfortável cena de estupro. Rola algum gore, e os mutantes são assustadores! Não recomendado para crianças nem pessoas que se assustam facilmente!

Eden Log

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Eden Log

Mais um filme francês surpreendente. Bem, depois de A L’Interireur e Martyrs, isso não chega a ser surpresa… A safra francesa de filmes fantásticos continua boa!

Eden Log conta a história de um homem que acorda sozinho no fundo de uma caverna, no meio da lama, sem se lembrar de nada, e sua busca para entender o que aconteceu.

O filme, dirigido pelo estreante Franck Vestiel, impressiona logo de cara. O personagem lá, sozinho, jogado na lama, sabe tanto quanto a plateia sobre o que está acontecendo. Aos poucos, descobre gravações que começam a explicar o que houve. E ele também descobre que não está sozinho…

O visual é impressionante. A fotografia usa poucas cores, é quase tudo em pb. E o cenário mostra laboratórios abandonados dentro cavernas tomadas por raízes de árvores. E, de quebra, ainda temos mais um destaque no ator Clovis Cornillac, que quase não fala, e fica boa parte do tempo sozinho em cena.

O final é um pouco confuso, mas não tira o brilho de mais um interessante filme francês.

Matadores de Vampiras Lésbicas

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Matadores de Vampiras Lésbicas

Logo que a gente bate o olho na programação do I SP Terror, um título salta aos olhos: Matadores de Vampiras Lésbicas. É bom? É ruim? Pouco importa, um filme com um nome destes tem que ser visto!

O filme fala de uma antiga maldição que torna as mulheres de uma pequena cidade inglesa em vampiras lésbicas. Dois jovens escolhem aleatoriamente um lugar para passar as férias e acabam indo para lá. E, claro, no caminho encontram quatro turistas suecas, todas elas gostosas e com pouca roupa…

E então começam os divertidos clichês sugeridos por um título que fala de “vampiros” e “lésbicas”. Os efeitos especiais são discretos mas eficientes, não temos excesso de cgi como em alguns filmes do gênero. Rola algum gore, mas nada extremo. E também rola um lesbian chic light…

O elenco está ok. Muitas vezes caricato, claro, mas um filme destes pede personagens caricatos. Não temos rostos conhecidos – algumas das meninas de pouca roupa são bem bonitinhas… Os dois protagonistas, James Cordon e Mathew Horne, são conhecidos na Inglaterra pela série Gavin & Stacey. Mas acho que não passa aqui, nunca ouvi falar…

Sim, o filme é uma grande bobagem. Mas uma bobagem divertida, afinal, ninguém pode esperar um clássico com esse nome, né?