Crepúsculo

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Crepúsculo

Existem climas diferentes pra se assistir filmes diferentes. Não adianta você ver um filme trash achando que vai encontrar um novo clássico do cinema, por exemplo. Ou seja, deve-se ver Crepúsculo como o que ele é: um filme teen de vampiros.

Dito isso, o filme até que não é tão ruim como foi vendido por aqui. Sim, foi mal vendido sim. Afinal, um filme de vampiros que ganha uma edição especial da revista “Capricho” não é pra ser levado a sério, né?

O filme é baseado numa bem sucedida série de livros – acho que querem o trono do Harry Potter, já que a autora deste disse que não ia mais escrever sobre o bruxinho. Ou seja: este é um filme para nos apresentar a personagens que com certeza veremos em breve e mais filmes…

Assim a história clichê se desenvolve: uma menina se muda para uma cidade pequena, e na escola conhece um cara meio diferente, que anda no meio de pessoas meio diferentes. Há uma atração mútua, e ela descobre que ele é um “vampiro do bem”.

O início do filme é bem chatinho. Acho que é porque todos os personagens e situações têm que ser explicados, aconteceu o mesmo com o primeiro filme do Harry Potter. Depois da metade, o filme melhora, apesar de continuar água com açúcar. Afinal, não podemos esquecer de que se trata de um filme teen…

(O curioso é que quando heu ouço “filme de vampiro teen”, me lembro de Os Garotos Perdidos – The Lost Boys, filme da época que heu era novo! E, na boa, Crepúsculo perde feio numa comparação com o vampirão do Kiefer Sutherland pré Jack Bauer do Lost Boys…)

Pra piorar, o filme não respeita alguns conceitos clássicos. Como assim “vampiros fogem do sol porque suas peles brilham e assim eles seriam descobertos”??? Nada disso! O sol queima a pele dos vampiros, isso é algo tão certo quanto vampiros bebem sangue!

E pra piorar ainda mais, o roteiro esquece de alguns detalhes importantes. Vampiros não envelhecem, certo? Bem, o nosso personagem principal tem 17 anos, e por isso está no segundo grau de uma escola, de uma cidadezinha onde eles têm uma base fixa. Mas, e o que acontecerá nos próximos anos? Com essas pessoas que não envelhecem e precisarão voltar pra escola???

Bem, apesar de tudo, os menos exigentes podem curtir. Mas, sobre vampiros novos, prefiro o seriado True Blood, com a Anna Paquin…

Resident Evil: Degeneration

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Resident Evil: Degeneration

Meio na encolha, apareceu nas locadoras um novo Resident Evil. Mas não é uma continuação da série legal de “filmes de zumbi”, desta vez é uma animação, e sem a Mila Jovovich, estrela dos três filmes.

A história fala de um incidente envolvendo um grande laboratório que pesquisa o vírus T, que transformou as pessoas em zumbis nos outros filmes. Um pouco confusa, mas dá pra acompanhar.

Pesquisando pelo imdb, descobri que esse é um filme para fãs do game. Pelo que li, acredito que esse filme tenha sido bastante fiel ao game. Talvez por isso heu tenha achado tão inferior aos outros três filmes, que são bons filmes de zumbi, bem na linha criada pelo George Romero. Como cinema, a série com atores de verdade é muito melhor! E ficou chato um filme desses agora, já que o terceiro filme tem um final aberto prum quarto…

Mesmo assim, o filme não decepciona. Algumas das cenas de ação são de tirar o fôlego de tão bem feitas. E a animação em computador às vezes parece filme!

Boa diversão para os despretensiosos. E, pelo que li no imdb, melhor ainda pra quem gosta do videogame.

Heavy Metal do Horror (Trick or Treat)

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Heavy Metal do Horror (Trick or Treat)

Anos 80. O adolescente Eddie Weinbauer (Marc Price) é sacaneado na escola por gostar de heavy metal. Quando seu ídolo Sammi Curr (Tony Fields) morre num incêndio, ele ganha de um dj um acetato de um disco não lançado. E quando toca o disco ao contrário, coisas malignas acontecem…

Este filme foi lançado em 86 como filme de terror. Mas hoje em dia não consegue dar medo em ninguém… No máximo, algumas risadas! (Aliás, passava no SBT com o título O Rock do Dia das Bruxas.)

Hoje em dia, olhando friamente, com a distância que estamos dos anos 80, o filme é fraquinho. Situações e personagens clichê se espalham pelo roteiro. Principalmente na parte final, depois que Sammi Curr volta e começa a assombrar Eddie – através de ondas elétricas e de rádio.

Mas até que é interessante ver um filme tão datado assim. Será que a garotada, ao ver o filme, vai entender o que é um acetato? Ou como funciona uma fita cassete? Ou qualé a de tocar um disco ao contrário? Bem, a garotada pelo menos vai achar graça nos penteados e roupas…

Mas aí você deve estar se perguntando: “por que diabos vou perder meu tempo vendo um filme desses só porque é datado?” Bem, o filme tem seus momentos que valem a pena… Inclusive a trilha sonora, do grupo de “hair metal” Fastway.

Mas a melhor coisa do filme é um certo reverendo careta que aparece na tv falando mal de rock. Esse reverendo é interpretado por um tal de Ozzy Osbourne… A ironia é sensacional! E ainda tem o Gene Simmons como o dj!

Outra coisa beeem interessante é uma cena no carro, quando a namorada do valentão da escola vai ouvir a “fita cassete demoníaca”. Temos um “estupro demoníaco”!

Curiosidade: este foi o primeiro filme dirigido pelo ator Charles Martin Smith, mais conhecido como o “contador que vira agente” em “Os Intocáveis”.

Repo! The Genetic Opera

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Repo! The Genetic Opera

Tem filmes que já “nascem” cults. Um musical de terror com a diva da Broadway Sarah Brightman atuando ao lado da celebridade patricinha Paris Hilton não tem como não ser cult…

Estamos num “futuro não tão distante”. Houve uma epidemia de falências de órgãos. Uma grande coropração, a Geneco, oferece financiamento para o transplante de órgãos. Ao mesmo tempo, a Geneco lidera uma moda de transplantes não essenciais. E, quando o transplantado atrasa o pagamento, manda um “Repo Man” para “recuperar” órgãos!

A idéia é interessante. O diretor Darren Lynn Bousman é o mesmo de Jogos Mortais 2, 3 e 4, ou seja, é “do ramo”. Ele viu a peça “musical de terror”, fez um trailer de 10 minutos e conseguiu vender a idéia para os produtores.

Mas o filme tem um problema básico: se a parte “terror” está bem representada, a parte “musical” não é muito boa. Um musical precisa ter músicas boas. Sempre que pensamos em musicais ligados ao rock, como Jesus Cristo Superstar ou Tommy, lembramos de várias músicas memoráveis, várias cenas musicais marcantes. Aqui, algumas músicas até são legais, mas nada que empolgue a ponto de, ao fim do filme, procurarmos o cd com a trilha sonora…

Existe outro problema: esta é uma versão de 98 minutos. Segundo o imdb, o diretor pretende lançar em dvd uma outra versão, com 150 minutos. E essa redução não ficou muito boa: alguns temas são lançados e mal explorados, como a nova droga Zydrate.

Mesmo assim, o filme vale ser visto. Afinal, quando temos a oportunidade de ver por aí um musical de terror? Ok, temos Sweeney Todd. Mas a diferença é que Sweeney Todd é essencialmente um musical que conta uma história de terror; Repo! é essencialmente um filme de terror, e que também é um musical. Outros filmes que também se aproximam da idéia são Rocky Horror Picture Show e A Pequena Loja dos Horrores, que puxam pra comédia, ou O Fantasma da Ópera, que na verdade é um drama…

Tem uma coisa que me deixou intrigado no filme: qual é a da Sarah Brightman? Ela é uma diva da Broadway, é atualmente um dos maiores nomes  ligados ao teatro musical. E não fez praticamente nada em Hollywood. Por que ela escolheu logo este filme para a sua “estréia” hollywoodiana? Sei lá, não me parece combinar muito com o estilo dos fãs dela… Normalmente, a galera que curte musicais não é chegada num gore… Que está presente aqui, em cenas com ela própria…

E tem outra coisa que pesquisei mas não obtive resposta: será que este Repo Man” tem algo a ver com o Repo Man, filme de 84, dirigido pelo Alex Cox e estrelado pelo Emilio Estevez? Afinal, qual o verdadeiro significado da expressão “Repo Man”?

http://www.imdb.com/title/tt0087995/

De qualquer maneira, como disse lá em cima, vale ser visto! E como não vi previsão de lançamento por aqui, então, corra para o torrent mais próximo!

The Zombie Diaries

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The Zombie Diaries

A Bélgica nos deu Aconteceu Perto de sua Casa, Hollywood copiou a idéia com A Bruxa de Blair, e o “reality cinema” foi inventado. Câmera na mão, ação acontecendo enquanto está sendo filmado, o espectador é colocado como parte da trama.

Alguns ano se passaram, e parece que reencontraram a idéia do reality cinema. Cloverfield foi lançado no circuitão, o espanhol REC apareceu pela internet, foi lançado tardiamente (e Hollywood já refilmou, com o título Quarantine), e depois apareceu o novo filme do mestre George Romero, The Diary of the Dead (seu quinto filme de zumbis). Tudo com a mesma idéia de câmera na mão. Mas nem todos bons, infelizmente…

Esse aqui parte de uma idéia interessante: videos caseiros feitos depois de uma epidemia de zumbis. Mas, sabe qual é o problema? É uma idéia semelhante ao The Diarie of the Dead, do Romero. E, com todo respeito aos criadores de The Zombie Diaries, não dá pra comparar…

The Zombie Diaries nos mostra três vídeos, feitos por pessoas diferentes, depois de um anúncio de um vírus – que depois se descobre que traz os mortos à vida. O primeiro é uma equipe de tv que vai fazer um documentário, ainda no início da epidemia; o segundo mostra três pessoas tentando conseguir comida; o terceiro mostra uma fazenda com sobreviventes.

Temos dois problemas. Um deles é que os zumbis são leeentos, e quase não aparecem, e quando aparecem, são poucos. Ou seja, não assustam ninguém! E o segundo problema é que o ritmo do filme é tão leeento quanto o dos zumbis! Ficamos presos em intermináveis e desinteressantes diálogos…

Existe uma reviravolta na trama, no fim do filme. Ou seja, não durma antes do fim! Mas, mesmo assim, essa reviravolta é confusa… Bem que poderiam ter concluído melhor…

Bem, fica a dica aqui: na dúvida, fique com o do Romero…

O Bosque Maldito (Il bosco fuori)

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O Bosque Maldito (Il bosco fuori)

Um jovem casal é atacado numa estrada pouco movimentada por uma gangue. Uma família os salva, mas mal eles sabem que essa família é ainda pior que a gangue…

Com a produção do veterano Sergio Stivaletti (que trabalhou com Dario Argento, Lamberto Bava e outros), o jovem diretor Gabriele Albanesi nos traz um filme cheio de gore e humor negro, repleto de elementos que agradarão aos fãs dos filmes trash, como famílias de freaks sádicos e desmembramentos por serras elétricas. Isso, claro, aliado a muito, muito sangue cenográfico.

Despretensioso, pode render uma boa diversão!

Estrada para o Inferno (Zibahkhana)

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Estrada para o Inferno (Zibahkhana)

Um filme paquistanês sobre zumbis mutantes e que ainda inclui no roteiro uma família de assassinos sádicos? Não podia ser ruim!!!

Esse filme é vendido como “o primeiro filme gore paquistanês”!

A história é básica: um grupo de jovens mata aula pra ir para um concerto de uma banda de rock, mas se perdem no caminho. E a partir daí todos os clichês possíveis entram no roteiro! Temos zumbis, uma doença contagiosa, personagens sinistros, até um assassino de burca!

Infelizmente, o filme se perde ao colocar idéias demais. Seria melhor se focasse nos zumbis OU na família de sádicos. Um elemento acaba diminuindo o outro…

Mesmo assim, é diversão garantida!

Morram, Zumbis FDP!

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Morram, Zumbis FDP!

Um filme que o nome original é “Die, you zombie bastards!” já é motivo suficiente para uma ida ao cinema. Além do mais se no poster está escrito “The World’s First EVER Serial Killer Superhero Rock’n’Roll Road Movie Romance”. Promete, não?

Mas, é uma pena, foi um dos filmes trash mais fracos que já vi…

Ok, algumas cenas são sensacionais. A cena do piquenique onde um crânio humano é devorado de maneira romântica ao lado de uma família cheia de criancinhas é maravilhosa, assim como um momento aqui e outro ali. Mas, no geral, é um filme bobo, e longo…

Depois li no imdb que o filme foi resultado de uma aposta entre o diretor e o montador – um não gosta do outro. É, deu pra notar.

Esse aí ficou devendo…

A l’Interieur / Inside

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A l’Interieur / Inside

Sarah (Alysson Paradis) está grávida quando sofre um acidente de carro onde seu marido morre. Pulamos então para a véspera do parto. Sarah passará a noite sozinha em casa – é véspera de natal. E uma misteriosa estranha quer entrar em casa…

Atenção: esse é dos filmes mais gore da história do cinema! Poucas vezes rolou tanto sangue pelas telas!!!

É curioso, porque normalmente o gore está associado a filmes de terror sobrenatural. E aqui o terror não tem nada de sobrenatural: a violência – física e psicológica – é “real”: uma mulher louca e violentíssima simplesmente invade uma casa e começa a cometer barbaridades contra a moradora e todo e qualquer visitante.

Me lembrei de outro filme francês recente: Irreversível, com suas cenas ultra-violentas (duas, uma delas com o estupro mais real e incômodo da história). É, os franceses estão mandando ver na violência gráfica off-Hollywood… Aqui, o menu de cenas violentas é vasto! E muito bem filmadas, por sinal… Tanto que os diretores estreantes Alexandre Bustillo e Julien Maury estão cotados para refilmar o clássico Hellraiser

Outra coisa curiosa: essa “mulher louca” é interpretada pela Beatrice Dale, que esteve no imaginário popular masculino na segunda metade dos anos 80, quando protagonizou Betty Blue, e suas cenas de sexo quase explícito…

Bom filme, mas não recomendado para qualquer um, por motivos óbvios. Mas, para aqueles que apreciam um sangue cenográfico, vale o download – não foi lançado aqui… 🙁

O Diário dos Mortos

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O Diário dos Mortos

Mais um “reality movie”? Sim. Mas ao mesmo tempo estamos falando de mais um filme de zumbis do mestre George Romero. E aí o buraco é mais embaixo…

Pra quem não ligou o nome à pessoa, George Romero foi o primeiro cara a fazer filmes de zumbis como os conhecemos. No distante ano de 1968 ele nos deu o clássico dos clássicos A Noite dos Mortos Vivos, filme que estabelece certos padrões respeitados até hoje: zumbis são mortos-vivos, normalmente lentos e sem raciocínio, e que só “morrem” se algo acontece com seu cérebro.

Ele não parou aí: em 78 veio A Madrugada dos Mortos (recentemente refilmado) e em 85 a trilogia foi fechada com O Dia dos Mortos. E voltou ao tema em 2005 com A Ilha dos Mortos.

E agora, em 2007, lançou o seu quinto filme de zumbis… Usando o estilo “amadores com câmeras na mão”…

A premissa do filme: uma turma de faculdade de cinema tenta sobreviver a um novo “vírus” que traz os mortos à vida. Resolvem filmar tudo o que acontece, e aos poucos descobrem o que está acontecendo.

O ritmo do filme é lento, como aliás todos os filmes do Romero. Mas lento não significa chato – Romero sabe como poucos criar tensão na tela.

Destaque para os efeitos especiais: as cenas violentas são abundantes, mas nunca cai pro escatológico – afinal, são os próprios personagens filmando! Mesmo assim, pros fãs de terror, temos várias “mortes legais”!

Romero continua em forma!