Podcrastinadores.S03E27 – Pixar Parte 2

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Chegou finalmente a tão pedida continuação do episódio especial sobre as grandes animações da Pixar!

Dessa vez a gente vai debater mais alguns filmes dessa gigante da animação mundial que ficaram de fora da primeira parte. Se você se emocionou com os monstros dentro do armário, com as formigas que precisavam defender a sua vila dos gafanhotos, com a princesa ruiva que não queria casamento arranjado, ou com o ratinho parisiense que queria ser um chef de cozinha, não deixe de baixar agora mesmo esse bate-papo divertidíssimo com Gustavo Guimarães, Helvecio Parente, Rodrigo Montaleão, Tibério Velasquez, Fernando Caruso e Eduardo Sales.

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Victor Frankenstein

victor-frankensteinCrítica – Victor Frankenstein

Mais uma modernização de um clássico do terror…

Contada a partir da perspectiva de Igor, conhecemos as origens obscuras do jovem e conturbado assistente, sua amizade redentora com o jovem estudante de medicina Victor Von Frankenstein, e como ele se tornar testemunha ocular do surgimento de como Frankenstein se tornou o homem – e a lenda – que conhecemos hoje.

O grande chamariz pra este filme é a dupla principal de atores, Daniel “Harry Potter” Radcliffe e James “Prof. Xavier” McAvoy. E isso já traz um problema logo de cara: Radcliffe é galã, mas como interpreta o feioso Igor, logo arranjam uma desculpa pra ele deixar de ser corcunda. Desnecessário, na minha humilde opinião, Radcliffe está bem como corcunda no início do filme.

Dirigido por Paul McGuigan (Heróis, Xeque Mate), Victor Frankenstein (idem, no original) não é um grande filme. Mas pelo menos é melhor que Frankenstein – Entre Anjos e Demônios, aquela bomba estrelada por Aaron Eckhart.

O roteiro é de Max Landis, um nome ainda pouco conhecido, mas com pedigree: trata-se do filho de John Landis, diretor que sabia como poucos transitar entre a comédia, o terror e o musical (o cara dirigiu, entre outros, Blues Brothers, Um Lobisomem Americano em Londres e Trocando as Bolas, entre vários outros bons filmes). Bem, a comparação é inevitável, mas o Landis filho ainda não mostrou o talento do pai…

Entre trancos e barrancos, o filme até flui bem pelos primeiros dois terços. Pena que escorrega feio na parte final, justo quando temos a criatura.

Gostei muito da atuação de James McAvoy, que consegue transmitir bem a loucura do dr. Frankenstein. Radcliffe não está mal, mas é mais do mesmo. Ainda no elenco, Jessica Brown Findlay e Andrew Scott.

No fim, depois de mais uma modernização de um clássico do terror, mais uma vez a gente se pergunta: precisava?

Comic Con Experience 2015

Heu na CCXPHeu VI! na Comic Con Experience 2015

Uma convenção do tamanho da CCXP – Comic Con Experience é um evento onde é impossível de se ver tudo. Tem muita coisa acontecendo simultaneamente. Um estudo da programação é importante! Procurei o que era ligado a cinema, claro. E consegui acompanhar quatro painéis.

Cauã Reymond, o “Mad Max brasileiro”

Cauã Reymond e o diretor Homero Olivetto vieram apresentar Reza a Lenda, o “Mad Max brasileiro”. Vimos o trailer, um trecho de sete minutos, e alguns detalhes de efeitos especiais. Se o trailer lembra muito os filmes do Mad Max, o diretor Homero explicou que, apesar do visual parecido, a história é bem diferente. Reza a Lenda será lançado no início do ano, poderemos verificar se é diferente ou não. Mas independente disso, acho uma boa notícia termos mais um filme brasileiro de ação tecnicamente bem feito – como tivemos há pouco com Operações Especiais.

O “power ranger” Steve Cardenas

Em outro auditório, Steve Cardenas, o Rocky DeSantos dos Power Rangers, levou ao delírio uma plateia que mostrou que Power Rangers ainda teria espaço nas telas de TV e do cinema. Cardenas comentou que sua carreira de ator veio meio por acidente – ele só atuou em filmes e séries dos Power Rangers, nada além disso – hoje ele trabalha como professor de artes marciais (ele usava uma camisa escrita “Rio de Jiu Jitsu“). Cardenas comentou que começou a praticar artes marciais por causa do Karate Kid e que se emocionou no dia que encontrou Ralph Macchio e por isso ele respeita cada momento que cada fã tem quando o encontra.

Auditório principal

Voltando ao auditório grande, a Sony apresentava cinco grandes lançamentos para 2016: Inferno (continuação de Código Da Vinci), a refilmagem de Ghostbusters, a versão zumbi para o clássico de Jane Austen, Orgulho, Preconceito e Zumbis , a ficção científica apocalíptica A Quinta Onda (com direito a mensagens gravadas exclusivamente pela atriz Chloe Grace Moretz para o público brasileiro), e Angry Birds, num momento que teve participação de Dani Calabresa, que será uma das dubladoras. Se por um lado foi legal ver trechos inéditos de filmes novos, por outro, a Sony poderia ter escolhido trechos mais empolgantes. O trailer de A Quinta Onda foi muito mais empolgante que as cenas inéditas…

Evangeline Lilly

Evangeline Lilly

A última atração do auditório principal era Evangeline Lilly, de Lost, O Hobbit e Homem Formiga, que veio ao Brasil lançar um livro infantil, Os Molambolengos. Exibindo muita simpatia, Evangeline foi ovacionada de pé pelo auditório lotado, mesmo quando explicou que virou atriz “sem querer” e que sempre quis ser escritora.

Findo o primeiro dia de convenção, não existia melhor lugar para visitar que um restaurante temático de Star Wars!

Galera Jedi no Star Wars Burger! Tudo nerd! Star Wars na veia!

Galera Jedi no restaurante “Jedi’s”! Tudo nerd! Star Wars na veia!

 

O Presente

O PresenteCrítica – O Presente

A vida de um jovem casal entra em parafuso quando um conhecido do passado do marido traz presentes misteriosos e um segredo horrível volta à luz depois de mais de vinte anos.

Outro dia falei aqui de Aliança do Crime, filme novo do Johnny Depp, mas onde o menos conhecido Joel Edgerton tem um papel tão importante quanto – talvez até mais. Pois bem, guardei o nome de Edgerton, e olha só que surpresa agradável: o cara escreveu, dirigiu, produziu e protagonizou este bom suspense O Presente (The Gift, no original).

O Presente começa como um thriller nos moldes de Atração Fatal – não existe nada de sobrenatural, estamos lidando com gente desequilibrada. Mas a trama aqui não é tão maniqueísta, descobrimos que todos os lados da história têm os seus podres, o que gera um debate interessante: quem estaria “menos errado”? (O fórum do imdb tem um monte de gente defendendo cada lado).

No elenco, Joel Edgerton e Jason Bateman (mais acostumado a comédias) estão ótimos. Rebecca Hall é que decepciona, numa personagem que parece menos desenvolvida que os de seus companheiros de tela.

Se o meio do filme tem problemas no ritmo, o fim traz um plot twist interessante. O Presente pode não ser um dos melhores filmes do ano, mas comprova que Joel Edgerton é um nome a ser visto com carinho.

Podcrastinadores.S03E26 – Filmes que Deveriam Existir

Podcrastinadores - Filmes que deveriam existirPodcrastinadores.S03E26 – Filmes que Deveriam Existir

O que você faria se fosse contratado por um estúdio de cinema para produzir um filme com recursos ilimitados? No podcast de hoje os Podcrastinadores respondem essa pergunta com sugestões de vários filmes que nunca foram lançados, mas que adoraríamos que existissem.

Nesse episódio você vai ouvir as idéias mais malucas para possíveis filmes, podendo ser um personagem de tirinha de jornal, jogos de videogame, spinoffs com grande potencial, até mesmo misturando filmes diferentes. Cada um de nós não apenas sugeriu o filme, mas também escalou elenco, diretor, e ainda deu pitaco no roteiro.

O resultado foi um exercício de imaginação que ficou tão legal, que já decidimos fazer uma parte 2 sobre esse tema, e convidamos você a sugerir aqui no post qual filme gostaria de ver no cinema. As melhores entram na pauta. :)

Participaram deste episódio: Gustavo Guimarães, Helvecio Parente, Rodrigo Montaleão, Tibério Velasquez, Fernando Caruso e Rafael Arinelli.

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A Visita

A VisitaCrítica  – A Visita

Filme novo escrito e dirigido por M. Night Shyamalan. Será uma notícia boa ou ruim?

Uma mãe separada manda seu casal de filhos adolescentes passar uns dias na casa dos avós, que nunca conheceram, porque a mãe saiu de casa brigada antes de casar. Os jovens resolvem fazer um documentário para tentar reaproximar a mãe dos avós, mas acabam descobrindo segredos sobre os avós.

Shyamalan tem uma carreira curiosa. Seu primeiro filme, O Sexto Sentido, foi uma obra prima. Desde então, ele vive à sombra deste filme de estreia. De lá pra cá, foram sete longas, alguns bem ruins. Mas, mesmo assim, ele ainda tem prestígio para lançar seus filmes nos cinemas (nenhum foi direto para home vídeo). E a gente fala mal, mas todo mundo que conheço continua vendo seus filmes, por pior que sejam…

A boa notícia é que A Visita (The Visit, no original) é o melhor Shyamalan em muito tempo. Não chega a ser tão bom quanto O Sexto Sentido, mas é bem melhor que seus quatro últimos filmes (Dama na Água, Fim dos Tempos, O Último Mestre do Ar e Depois da Terra). Aliás, é bom avisar que Shyamalan voltou ao seu estilo, depois de dois filmes “fora da curva” – O Último Mestre do Ar foi uma adaptação, e Depois da Terra era uma tentativa de alavancar a carreira de Jaden Smith (e ambos foram bem ruins). A Visita lembra seu início de carreira.

A Visita é terror, mas o filme é bem humorado. Não chega a ser uma comédia, mas dá pra rir durante a projeção – uma das boas sacadas é que o garoto troca palavrões por nomes de cantoras pop. Temos um susto aqui, outro acolá, mas o que A Visita tem de melhor é o clima criado pelo diretor. Toda a ambientação dentro da casa é muito boa, assim como o mistério sobre os avós.

Shyamalan usa o batido recurso da câmera encontrada, mas o resultado é melhor do que a média – são duas câmeras, os adolescentes filmam tudo o tempo todo. Mesmo assim, acho que este recurso já deu o que tinha que dar. Nas cenas finais, a menina teria largado a câmera…

Gostei do elenco, o quarteto principal de nomes desconhecidos (Olivia DeJonge, Ed Oxenbould, Deanna Dunagan, Peter McRobbie) está muito bem, especialmente a avó maluquinha. O único nome mais conhecido do elenco é Kathryn Hahn, que pouco aparece como a mãe.

No fim, sempre fica a comparação com sua obra mais famosa. Mas podemos dizer que Shyamalan voltou aos “velhos tempos”.

Absolutely Anything

Absolutely Anything - posterCrítica – Absolutely Anything

Já tinha um tempo que heu tinha lido sobre este filme. Cheguei a achar que tinham cancelado o projeto. Mas, olha lá, o filme tá pronto!

Um grupo de excêntricos alienígenas concede a um humano o poder de fazer absolutamente qualquer coisa, como um teste para saber se vale a pena exterminar o planeta.

Absolutely Anything é uma comédia estrelada pelo Simon Pegg. Mas o que o torna imperdível é saber que é o primeiro filme desde O Sentido da Vida que temos todos os membros (vivos) do Monty Python reunidos. John Cleese, Eric Idle, Michael Palin, Terry Gilliam e Terry Jones (que também dirigiu o filme) não aparecem na tela, mas ouvimos suas vozes – eles dublam os alienígenas! E, se não bastasse, ainda tem Robin Williams fazendo a voz do cachorro!

(Falei que não vemos os Pythons, mas o diretor Terry Jones faz um cameo, como o motorista da caminhonete que atropela a bicicleta.)

Ver o Monty Python reunido é sempre um prazer – e ter o Terry Jones na direção é uma boa notícia, afinal ele também dirigiu os “pythonianos” O Cálice Sagrado, A Vida de Brian e O Sentido da Vida. Tudo isso ainda parece maior quando a gente lembra que é o último filme do Robin Williams. E não podemos nos esquecer que o filme é estrelado por Simon Pegg, um dos maiores nomes da comédia contemporânea. E isso tudo que citei até agora talvez seja o maior problema de Absolutely Anything: uma grande expectativa. Em um filme mediano…

Absolutely Anything não é ruim. Temos algumas boas piadas – quase todos os diálogos do cachorro são engraçadíssimos! Mas, além de parecer um filme pra sessão da tarde, tem o problema de ter um argumento muito parecido com o Todo Poderoso do Jim Carrey.

No elenco, os rostos mais conhecidos aqui no Brasil são Pegg e Kate Beckinsale (como falei, os outros só dublam). Também no elenco, Rob Riggle, Sanjeev Bhaskar e Joanna Lumley.

No fim, Robin Williams faz valer o ingresso. E é sempre legal ouvir as vozes dos Pythons. Mas que fica aquele gostinho de que poderia ter sido muito melhor, ah, fica.

Ash vs Evil Dead

Ash vs Evil DeadCrítica – Ash vs Evil Dead

Uma série continuando a história dos filmes Evil Dead? Taí, quero ver!

Nos dias de hoje, Ash (Bruce Campbell) ainda guarda o Necronomicon, o Livro dos Mortos. Acidentalmente, ele liberta um demônio, e se junta a dois colegas de trabalho para tentar combater o mal que foi libertado.

Sou muito fã dos três filmes da série Evil Dead – gosto até do terceiro, que é nitidamente inferior aos outros dois. Todos foram dirigidos por Sam Raimi e estrelados pelo Bruce Campbell. A primeira boa notícia é que o primeiro episódio da série também tem Raimi na direção. Vou além: Raimi usa o mesmo estilo que o consagrou no início da carreira, na linha entre o terror e o trash, com muito humor negro, e com geniais travellings de câmera pela floresta e criativos ângulos de câmera. Além de muito gore, claro.

Pesquisando, descobri que Raimi tinha vontade de fazer um quarto filme, continuando a história de Ash. Mas em vez de um longa metragem, resolveram fazer um seriado, com dez episódios de meia hora cada. Outra boa notícia: a série foi produzida pelo canal Starz, o mesmo que fez Spartacus, uma das melhores séries dos últimos anos. Ainda é cedo pra julgar o resultado final, mas podemos dizer que a série começou bem.

Foi uma agradável surpresa saber que a série tem o mesmo clima galhofeiro dos filmes antigos, porque há poucos anos tivemos uma refilmagem que deixava a galhofa de lado para criar um clima sério. Gente, Evil Dead não pode ser sério!

Evil Dead é um dos meus filmes favoritos, e a sua série mantém o mesmo clima. E, pra melhorar, a trilha sonora usa Deep Purple e Emerson Lake & Palmer, duas das minhas bandas favoritas! Melhor-seriado-ever!!! 🙂

Podcrastinadores.S03E25 – Os Trapalhões

Podcrastinadores - TrapalhõesPodcrastinadores.S03E25 – Os Trapalhões

Ô psit! Ô da poltrona! No programa de hoje vamos debater o quarteto mais famoso da televisão brasileira: Os Trapalhões!

Didi MocóDedé SantanaMussum Zacarias alegraram uma geração inteira durante cerca de 30 anos na televisão. No cinema, foram 41 filmes em 33 anos e vários recordes de bilheteria. Confira esse nostálgico e hilário debate, relembrando os momentos dessa turma nesse inesquecível Trapacast!

Com Gustavo GuimarãesHelvecio ParenteTibério VelasquezFernando CarusoJaiê Saavedra eRodrigo Caceres.

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Aliança do Crime

aliancadocrime-posterCrítica – Aliança do Crime

A história real de Whitey Bulger, irmão de um Senador, e o mais violento criminoso da história do sul de Boston, que se uniu ao FBI contra a Máfia italiana.

Sabe quando a gente sente que um filme foi feito como veículo para mostrar o potencial de um ator? Aliança do Crime (Black Mass, no original) é assim. O filme é legal, mas o que chama a atenção é a atuação de Johnny Depp, quase irreconhecível debaixo da maquiagem do mafioso Whitey Bulger. Não acharei estranho se Depp for indicado ao Oscar ano que vem por este papel.

Aliás, o elenco do filme é excelente. Joel Edgerton, menos conhecido que Depp, tem um papel talvez ainda mais importante, como o agente do FBI amigo de infância do mafioso – boa parte do filme é em cima do seu personagem. Também no elenco, Benedict Cumberbatch, Kevin Bacon, Dakota Johnson, Julianne Nicholson, Rory Cochrane, Jesse Plemons, David Harbour e Adam Scott. O elenco é tão rico que atores conhecidos como Juno Temple e Peter Sarsgaard fazem papéis bem pequenos.

Gostei muito da ambientação de época, do figurino e da maquiagem. Pena que o ritmo não é muito bom, o filme às vezes se arrasta um pouco. Acredito que isso seja uma característica do diretor Scott Cooper, que mostrou competência na direção de atores, mas falta de ritmo, em seus dois filmes anteriores, Tudo Por Justiça e Coração Louco.

Vale pelo Johnny Depp…