007 Contra Spectre

007 Spectre - posterCrítica – 007 Contra Spectre

Novo filme do James Bond!

Uma mensagem enigmática do passado de Bond dá uma pista para descobrir uma organização sinistra. Enquanto M batalha contra forças políticas para manter o serviço secreto vivo, Bond desmascara as fraudes para revelar a terrível verdade por trás de Spectre.

Preciso confessar que tenho um sentimento dúbio quando o assunto é 007. Vejo todos os filmes, porque é uma franquia muito competente, e quase todos os filmes do James Bond são bons. Mas não consigo ser fã do agente secreto, acho todos os filmes meio iguais…

Mais uma vez dirigido por Sam Mendes (que dirigiu o último, 007 Operação Skyfall), 007 Contra Spectre (Spectre, no original) é um eficiente filme de ação, que traz aquilo que os fãs do James Bond querem ver: boas cenas de ação, perseguições de carro (e de outros veículos também), belas bond girls, um vilão megalomaníaco, e alguns gadgets tecnológicos (desta vez não foram muitos). Como falei, os realizadores são muito eficientes, o filme não vai decepcionar ninguém.

(Aliás, o marketing em torno deste novo 007 está enorme! Tem até “cerveja Spectre”!)

A trama faz menção a outros filmes do 007 estrelados por Daniel Craig – Cassino Royale, Quantum of Solace e Operação Skyfall. Como falei, gosto de todos, mas os acho descartáveis, então não me lembro de detalhes. Algum ou outro detalhe pode se perder ao longo da narrativa, mas nada grave.

Aceito que tenha gente que não gosta de Daniel Craig como James Bond, mas, na minha humilde opinião, tanto faz – a boa notícia para os haters é que este deve ser o último filme de Craig na franquia, o próximo será outro ator (que ainda não foi escolhido).

Sobre o elenco: Christoph Waltz é o vilão da vez. Olha, adoro vê-lo em cena, é sempre um prazer vê-lo atuando. Mas… fico me questionando quando é que ele vai fazer um papel diferente. Porque o seu Oberhauser é igual ao Hans Landa de Bastardos Inglórios e ao Dr King Schultz de Django Livre. Guardadas as devidas proporções, o mesmo acontece  com Andrew Scott, que faz um C igual ao Moriarty da série Sherlock.

Ainda o elenco: as bond girls são Monica Belucci (que aparece pouco) e Léa Seydoux; Ralph Fiennes está bem no papel de M; e Dave Bautista (o Drax de Guardiões da Galáxia) está excelente como o brutamontes que quase não fala. Fechando o elenco principal, Naomie Harris e Ben Whishaw voltam aos papeis de Moneypenny e Q.

No fim do filme não tem cena pós créditos. Mas tem uma notícia que já era meio óbvia: “James Bond retornará”. Bem, enquanto mantiverem a qualidade, continuarei vendo.

p.s.: Sei que é tradição termos uma música inédita durante os créditos iniciais – algumas músicas bondianas realmente marcaram época. Mas achei essa nova tão chatinha… Os créditos iniciais são intermináveis!

O Último Caçador de Bruxas

ultimo caçador de bruxas - posterCrítica – O Último Caçador de Bruxas
O dia que o Vin Diesel quis ser Nicolas Cage!
Condenado com a imortalidade 800 anos atrás, um homem vive caçando bruxas nos dias de hoje e está prestes a enfrentar o maior desafio de sua vida.
Filme novo do diretor Breck Eisner (que não tinha filmado nada desde o bom A Epidemia / The Crazies, de 2010), O Último Caçador de Bruxas (The Last Witch Hunter, no original) traz bons efeitos especiais pra mostrar uma história com os pés fincados no cinema vagabundo – o roteiro foi escrito por Cory Goodman (Padre) em parceria com a dupla Matt Sazama e Burk Sharpless (Drácula – A História Nunca Contada). Daí dá pra ter uma ideia do filme que vamos ver.
O problema de O Último Caçador de Bruxas é justamente uma história com cara de filme B. É um terreno perigoso, poucos filmes trafegam por essa tênue linha e conseguem ser bons (como foi o caso de João e Maria Caçadores de Bruxas, um filme muito divertido, mas com cara de trash).
Por isso citei o Nicolas Cage lá em cima. Este filme tinha a cara dele! Gosto do Vin Diesel, mas quando vemos O Último Caçador de Bruxas, parece que é Dominic Toretto quem está na tela. Ainda no elenco, Elijah Frodo Woods e Rose You Know Nothing Jon Snow Leslie. Ah, tem o Michael Caine repetindo o papel de Alfred.
Enfim, se você deixar o cérebro do lado de fora da sala do cinema, vai se divertir.

Podcrastinadores.S03E24 – Especial Halloween: Slashers do cinema

Podcrastinadores - SlashersPodcrastinadores.S03E24 – Especial Halloween: Slashers do cinema

No podcast especial de Halloween, conversamos sobre os filmes de Slasher, que é um sub-gênero de filmes de terror onde temos um serial killer, normalmente com uma máscara, que vai colecionando mortes bem explícitas ao longo do filme. :)

Revisitamos Michael MyersJason, Freddy Krueger, Pinhead, Chucky e outros assassinos que já tiraram muitas noites de sono nossas no passado.

Participaram deste episódio: Gustavo Guimarães, Helvecio Parente, Rodrigo MontaleãoTibério VelasquezAndré Moraes e Mariana Zani.

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Apocalipse Yakuza

Apocalipse-Yakuza-1Crítica – Apocalipse Yakuza

(Como vai ser quase impossível de se ver este filme fora de festivais, incluí um spoiler leve.)

Filme novo do Takashi Miike que mistura a Yakuza com vampiros. Olha lá outro daqueles filmes que só passam em festivais!

“Filme novo do Takashi Miike” é um conceito meio abstrato. O cara faz MUITOS filmes – o imdb do cara diz que ele dirigiu 99 filmes em 25 anos de carreira! Vi poucos, não sei inserir este Apocalipse Yakuza (Gokudou Daisensou, no original) na sua filmografia.

Porque, comparando com o cinema mundial, Apocalipse Yakuza é um filme beeem fora do padrão. O fato de misturar máfia com vampirismo é o de menos. Temos uma espécie de “Van Helsing” que só fala em inglês (todo o resto do elenco fala japonês), temos um Kappa (figura mística da cultura japonesa), e temos um elemento ainda mais bizarro do que tudo isso junto: um lutador que anda de bicicleta, vestido com uma fantasia de sapo muito, muito tosca! E que quando tira a fantasia, tem cabeça de sapo!!!

Apocalipse-Yakuza-2Sobre as lutas, reconheci o nome do Yayan Ruhian no elenco, o cara estava nos 3 filmes do Gareth Evans (The Raid). Ruhian é um exímio lutador de artes marciais. O “homem sapo” também luta bem. Aliás, na parte da violência, Takashi Miike sempre manda bem.

Agora, o roteiro é preguiçoso. Várias coisas são deixadas de lado, como, por exemplo, determinada hora vemos uma horda de vampiros que mais parecem zumbis, mas todos eles somem quando é conveniente para o roteiro.

Enfim, filme maluco. Mesmo, muito maluco. E tem gancho para uma continuação. Tenham medo! Tenham muito medo!

p.s.: Quem quiser conhecer um bom filme do Takashi Miike, recomendo Ichi The Killer. Bom, violento, e nada maluco.

Ponte dos Espiões

  Ponte dos Espiões - posterCrítica – Ponte dos Espiões

Uêba! Filme novo do Spielberg com o Tom Hanks!

Durante a Guerra Fria, um advogado especializado em seguros é contratado para defender um espião russo. Quando vê que será impossível defendê-lo, propõe que ele seja usado como uma apólice de seguro para uma eventual futura troca de prisioneiros com a União Soviética.

Logo de cara, já sabemos que veremos um filmão, afinal, temos um dos melhores atores contemporâneos repetindo a parceria com um dos melhores diretores contemporâneos – eles já trabalharam juntos outras três vezes, em O Resgate do Soldado Ryan, O Terminal e Prenda-me se for Capaz. Mas, se por um lado isso é garantia de qualidade, por outro lado a gente sobe as expectativas. Ainda mais quando lê que o roteiro é dos irmãos Coen.

Vamulá. Ponte dos Espiões (Bridge of Spies, no original) não é um grande filme, para ficar na história, como Soldado Ryan foi. Mas é um eficiente filme sobre a Guerra Fria. E Spielberg é muito competente ao formatar isso: não só a fotografia e a trilha sonora são muito bem cuidadas, como a sua câmera flui como poucos diretores da atualidade sabem fazer.

(Curiosamente, a parte que mais me decepcionou foi ver que o roteiro, apesar de bem escrito, não tem “cara” de irmãos Coen…)

Ponte dos Espiões foi inspirado em fatos reais. A ponte, inclusive, existe, e foi usada para troca de prisioneiros. Será uma boa aula de história para as gerações mais novas que não viveram a Guerra Fria. Só não gostei do maniqueísmo (que já era previsível): o preso russo fica calmamente pintando quadros na cadeia dos EUA, enquanto o americano é torturado na cadeia soviética.

É interessante vermos um filme como Ponte dos Espiões nos dias de hoje, quando temos verdadeiras batalhas nas redes sociais defendendo e atacando criminosos e justiceiros. Abel, o espião russo, foi julgado e condenado pela opinião pública mesmo antes de entrar no tribunal. Se existisse na época da Guerra Fria, o facebook estaria bombando!

No elenco, o único grande nome é Tom Hanks, que consegue dar credibilidade ao seu “segundo homem mais odiado do país”  (o primeiro era o espião que ele defendeu). Também no elenco, Mark Rylance, Alan Alda, Amy Ryan e Austin Stowell.

Pelo clima do filme e pela época do ano que foi lançado, não me espantarei se Ponte dos Espiões estiver na lista do Oscar ano que vem…

Kiri: Profissão Assassino

KiriCrítica – Kiri: Profissão Assassino

Um site que promove leilões para contratos de assassinos de aluguel funciona sob uma determinada ética. Até que um dia, um assassino contratado por apenas um centavo quebra regras básicas, e agora as pessoas que trabalham para o site têm que descobrir quem é o novo assassino.

Às vezes patroa implica comigo porque vivo fuçando o imdb atrás de dados sobre os filmes que vejo. Este Kiri: Profissão Assassino (Kiri: Shokugyô Koroshiya, no original) apareceu no Festival do Rio, com muito pouca informação sobre ele. Fui ver, o diretor Koichi Sakamoto tem vááários filmes dos Power Rangers no currículo. Viu só? Assim dá pra gente saber o que esperar do filme desconhecido…

Kiri: Profissão Assassino é uma divertida bobagem. Curtinho (77 minutos!), traz diversas lutas bem coreografadas, protagonizadas por belas japonesas – isso sim, algo difícil de se ver. A história é besta, mas o filme passa tão rápido que nem incomoda.

Enfim, nada demais, mas pelo menos me diverti durante a projeção. E esse é daqueles que NUNCA mais vou ter chance de ver…

Ah, não tem nada de pessoas que vestem uniformes coloridos para lutarem juntos…

p.s.: O filme é tão underground que não achei um poster no google imagens!

Anomalisa

AnomalisaCrítica – Anomalisa

Uma animação em stop-motion dirigida pelo Charlie Kaufman? Ei, isso deve ser legal!

Um escritor, autor de um best-seller corporativo, está em uma cidade para fazer uma palestra, quando encontra uma mulher que muda a sua vida.

Charlie Kaufman é um cara que merece o nosso respeito, afinal ele roteirizou alguns dos filmes mais criativos deste novo milênio – ele ganhou o Oscar pelo roteiro de Brilho Eterno de uma Mente Sem Lembranças (do Michel Gondry) e foi indicado por Quero Ser John MalkovichAdaptação (ambos do Spike Jonze). E agora ele se aventura em um longa metragem em stop-motion, um projeto realmente independente – ele usou o kickstarter, famoso site de crowdfunding, para levantar fundos. O resultado deveria ser interessante, não?

Não é. Anomalisa é chato e enfadonho. E muito pouco criativo.

Anomalisa tem 90 minutos, mas a história não tem fôlego para tanto – talvez funcionasse como um curta. O filme se arrasta em diálogos bobos e situações sem graça. Apenas uma parte tem a criatividade esperada pelo “pedigree kaufmaniano”, a sequência onde o escritor vai conversar com o gerente do hotel. Se o filme todo fosse nessa pegada, o resultado seria outro.

Um parágrafo à parte para falar da cena de sexo. Duke Johnson, que co-dirigiu o filme, declarou que levou seis meses para animar esta cena, porque queria o máximo de realismo possível. Ou seja: temos uma cena realista com bonecos feios – a cena não é sexy nem engraçada. É uma cena longa, parece interminável! Me questionei qual o sentido desta cena existir. Será que é pra afirmar que esta é uma animação stop-motion não recomendada para crianças?

Pra não dizer que o filme é um completo equívoco, gostei da parte técnica da animação, e gostei da ideia de todas as vozes secundárias serem feitas pelo mesmo ator (David Thewlis e Jennifer Jason Leigh interpretam o casal principal, todas as outras vozes são de Tom Noonan). Ah, claro, também gostei da sequência que citei ali em cima.

Mas é pouco. Charlie Kaufman é capaz de algo melhor.

Green Room

Green Room - posterCrítica – Green Room

Sem grana, uma banda punk aceita fazer um show em um bar de skinheads, mas acabam ficando presos no camarim depois de presenciar um assassinato.

Escrito e dirigido por Jeremy Saulnier, Green Room é um filme cru e violento. A história é simples, e até um pouco clichê: pessoas comuns colocadas em uma situação extrema. O interessante aqui é como isso é mostrado. As reações dos personagens são  críveis; e a violência gráfica é intensa. O clima tenso do filme é ótimo!

O elenco ajuda, todos estão bem. Se for pra destacar alguém, seria Patrick Stewart, que demora a aparecer, mas arrebenta com o seu vilão “mau como um pica pau”. Também no elenco, Anton Yelchin, Imogen Poots, Alia Shawkat, Mark Webber e Callum Turner.

Li por aí muitos elogios ao filme anterior do diretor Saulnier, Blue Ruin. É, mais um filme pouco conhecido que entrou na minha lista de filmes para procurar…

 

Podcrastinadores.S03E23 – Filmes sobre Marte

Podcrastinadores - MartePodcrastinadores.S03E23 – Filmes sobre Marte

Com o novo sucesso de Ridley Scott nos cinemas, os Podcrastinadores se reúnem mais uma vez para um bate-papo repleto de curiosidades científicas sobre Marte! Exploramos o novo Perdido em Marte, mas também Missão Marte, Planeta Vermelho, Marte Ataca e vários outros filmes sobre o nosso querido planeta vizinho. Participação especialíssima do astrônomo do Planetário do Rio Alexandre Cherman, que tirou todas as nossas dúvidas sobre o planeta vermelho e da viagem espacial até lá.

Participantes: Gustavo Guimarães, Helvecio Parente, Rodrigo MontaleãoTibério Velasquez, Carlos Voltor e Alexandre Cherman.

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Paz & Amor

Love_&_PeaceCrítica – Paz e Amor

Um músico frustrado que sofre bullying por seus colegas de trabalho compra uma tartaruga, mas acaba se desfazendo dela, e se arrepende por isso. Mas sua tartaruga cresce e aprende a cantar.

No Festival do Rio do ano passado, uma das melhores surpresas foi Gangues de Tokyo, um musical hip hop em japonês. Claro que guardei o nome do diretor, Sion Sono. E claro que, quando li seu nome na programação deste ano, nem pensei duas vezes e garanti o meu ingresso.

Paz & Amor (Love and Peace em inglês) é divertidíssimo, apesar de ser um dos mais estranhos da programação deste ano. E por este motivo, não é um filme recomendado pra qualquer um, tem que ter a cabeça aberta para ver algo completamente fora da curva. Temos atuações à beira da caricatura (algo comum no cinema japonês), criaturas animadas toscamente e uma tartaruga gigante que parece o Baby da Silva Sauro.

Explicando melhor: existe uma trama paralela (que traz um belo plot twist, diga-se de passagem) onde temos brinquedos quebrados e animais abandonados que falam. E, em vez de serem animatronics ou cgi, são marionetes toscas! E a tartaruga, quando cresce, com grandes olhos e voz fina, lembra muito o personagem caçula da família Dinossauro.

Agora, mesmo com toda a tosqueira, a produção é muito bem feita. Temos grandes shows de música, e cenas bem feitas de destruição no fim. Falta de dinheiro não era um problema, a tosqueira deve ter sido uma opção da produção.

Agora aguardemos o festival de 2016, onde vou direto na programação procurar se tem algo novo do Sion Sono. E enquanto isso, passei o dia cantarolando a música tema do filme – impossível não sair do cinema com a música na cabeça!

p.s.: No trailer que tem no youtube tem a música, mas não aparece a tartaruga…