The Walking Dead – Segunda Temporada

The Walking Dead – Segunda Temporada

E chegou ao fim a segunda temporada de The Walking Dead!

Continuamos acompanhando o pequeno grupo que sobreviveu aos zumbis na primeira temporada. Eles encontram uma fazenda habitada por uma família e montam acampamento por lá.

A primeira temporada teve seus altos e baixos. O início foi muito bom, o meio foi fraco, mas terminou bem. A segunda temporada teve uma baixa significativa: Frank Darabont (Um Sonho de Liberdade, O Nevoeiro), que além de ser produtor executivo, trabalhou como roteirista e chegou a dirigir o episódio piloto, se afastou do projeto. Seu nome continua como produtor executivo, mas pelo que se lê por aí, ele não palpita mais.

Curta, com apenas 13 episódios, a temporada foi dividida em duas partes: seis episódios em outubro e novembro de 2011, sete episódios em fevereiro e março de 2012. E a estrutura das duas metades foi bem parecida: ritmo demasiado lento até o penúltimo episódio, e um último capítulo muito bom.

Os dois capítulos “finais” (o último e o antes da pausa) foram tão bons que mascararam o clima monótono que rolou ao longo da série – determinados momentos parecia que estávamos vendo a novela das oito!

Um outro problema foi a falta de carisma de certos personagens. Lori, a esposa do protagonista, era tão chata que gerou uma onda de protestos pela internet que me lembrou a revolta gerada pela filha do Jack Bauer entre os fãs de 24 Horas. Fica difícil torcer por uma série com personagens mala…

Mas como foram apenas 13 episódios de 40 minutos, a série passou “rápido”. E, como disse, terminou bem, tivemos inclusive a introdução de um novo e misterioso personagem muito elogiado por aqueles que acompanham os quadrinhos da série. Agora é torcer pra acertarem a mão na terceira temporada.

Fúria de Titãs 2

Crítica – Fúria de Titãs 2

Ninguém pediu, mas, olha lá, tem continuação de Fúria de Titãs em cartaz nos cinemas…

Dez anos depois de derrotar o Kraken, Perseu virou um pescador e leva uma vida pacata ao lado do filho pequeno. Até que ele é chamado para salvar seu pai, Zeus, aprisionado por Hades e Ares, que pretendem libertar Kronos, o terrível pai dos deuses.

Parece que o único objetivo desta continuação, desta vez com Jonathan Liebesman na cadeira de diretor, era mostrar efeitos especiais. Rolam quimeras, cíclopes e um minotauro, além do grande vilão, um gigantesco monstro de fogo do tamanho de uma montanha. Só não gostei do minotauro (que só aparece direito depois de terminada a luta), o resto é muito bem feito. Ah, sim, também gostei da concepção do labirinto, ficou bem legal a cena.

Mas, por outro lado, achei os personagens rasos demais. Sam Worthington volta ao papel principal. Na época do primeiro filme, achei que ele seria uma grande promessa, já que estrelara dois grandes blockbusters, Avatar e o novo Exterminador do Futuro, mas hoje revejo os meus conceitos. Ralph Fiennes e Liam Neeson, grandes atores, voltam aos seus papeis de Hades e Zeus, mas estão meio perdidos – Hades mudar de ideia tão rapidamente não me convenceu. Andromeda, interpretada pela bela Rosamund Pike, passa quase o filme inteiro com um sorriso bobo no rosto. E o grande Bill Nighy está completamente desperdiçado num papel minúsculo. E ainda tentaram arranjar um alívio cômico com o Agenor de Toby Kebbell, mas o seu “sub Jack Sparrow” ficou caricato e não funcionou.

Some o roteiro fraco aos personagens rasos, e o resultado é um filme que só empolga nas cenas de ação – parece que foi a única coisa bem cuidada no filme.

Fúria de Titãs 2 nem é ruim. Mas passa longe de ser bom. Prefira o primeirão, lá de 1981!

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A Supremacia Bourne

Crítica – A Supremacia Bourne

Segundo filme da trilogia visto!

Dois anos depois dos acontecimentos do primeiro filme, Jason Bourne (Matt Damon) continua vivendo escondido. Até que um incidente o coloca de novo contra a CIA.

Quase sempre, continuações são inferiores aos originais. Infelizmente, o mesmo acontece aqui, neste filme de 2004. Acho que a pior coisa que aconteceu com esta continuação foi a troca do diretor. Paul Greengrass entrou no lugar de Dog Liman. Greengrass filma sempre com a câmera na mão, e o resultado disso é uma imagem balançando por todo o filme. Num filme de ação, com sequências frenéticas, o resultado chega a dar dor de cabeça.

Também achei a história mais fraca, mas isso acontece porque a história continua de onde o primeiro filme acabou, não temos muitas novidades.

Algumas coisas boas que acontecem no primeiro filme se repetem aqui. A Supremacia Bourne usa belas locações espalhadas pelo mundo, em países como Índia, Alemanha e Rússia. E, pra manter a “tradição”, temos uma “nervosa” perseguição de carro.

No elenco, Matt Damon continua sendo “o cara” – ele manda muito bem nas cenas de ação. Franka Potente tem uma participação menor; Brian Cox e Julia Stiles voltam a seus papeis. E o elenco ganha alguns reforços de peso, como Joan Allen e Karl Urban – que há pouco tempo esteve em Star Trek e Red.

A Supremacia Bourne é inferior a A Identidade Bourne, mas não chega a ser um filme ruim, ainda rola vontade de ver o terceiro, O Ultimato Bourne – apesar de saber de antemão que foi dirigido pelo mesmo Paul Greengrass (imagem tremida à vista!). Em breve falo dele aqui!

A Identidade Bourne

Crítica – A Identidade Bourne

Comprei o box com a trilogia Bourne. É hora de rever os filmes!

Um homem é encontrado no mar, aparentemente morto, com dois tiros nas costas. Ele está vivo, mas com amnésia. Logo ele descobre que tem habilidades especiais. Agora ele precisa descobrir quem é e por que está sendo caçado. Baseado no livro de Robert Ludlum.

É complicado falar de A Identidade Bourne hoje, dez anos depois do lançamento. Matt Damon se firmou como um dos grandes nomes da Hollywood contemporânea; Doug Liman continuou sendo um diretor do segundo escalão. E a trilogia Bourne funcionou tão bem que ajudou a modernizar os filmes de espionagem.

O padrão para filmes de espionagem era o James Bond, um personagem que parou no tempo e ficou muito datado, com suas bond girls e seus martinis. Alguns filmes de espionagem mais recentes, como a série Missão Impossível e esta Trilogia Bourne, ajudaram a aproximar o “personagem espião” à realidade contemporânea. Heu arriscaria dizer que Jason Bourne ajudou na reforma que fizeram com o James Bond – o atual, de Daniel Craig, é bem diferente dos anteriores.

Como falei acima, o diretor Doug Liman, que antes tinha feito filmes semi-obscuros como Vamos Nessa e Swingers – Curtindo a Noite, não teve um upgrade relevante na carreira – depois disso ele dirigiu só mais três filmes para o cinema: Sr. e Sra. Smith, Jumper e Jogo de Poder. Por sua vez, Matt Damon não era um cara desconhecido, ele até já tinha um Oscar na prateleira (de roteirista por Gênio Indomável) – mas seu “star power” cresceu bastante desde então (ele concorreria ao Oscar mais uma vez, em 2009, por Invictus). Ainda no elenco, Franka Potente, Chris Cooper, Brian Cox, Julia Stiles, Adewale Akinnuoye-Agbaje, Gabriel Mann e Clive Owen – outro que teve o “star power” aumentado (aqui ele faz um coadjuvante que quase não aparece, nos anos seguintes ele virou protagonista de seus filmes).

O filme ainda tem alguns destaques, como belas paisagens europeias e eficientes cenas de ação – a cena da perseguição de carros foi muito elogiada, chegou a ser comparada com o clássico Operação França. Ah, sim, Matt Damon faz um bom trabalho como heroi de filme de ação

A Identidade Bourne é um daqueles filmes que todo mundo já viu, então não dá nem pra recomendar. Mas pelo menos posso dizer que o filme não “envelheceu”, continua um bom filme de espionagem.

Em breve falo dos outros dois!

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Jogos Vorazes

Crítica – Jogos Vorazes

Mais uma franquia baseada em sucesso literário…

No futuro, meninos e meninas entre 12 e 18 anos são sorteados para participarem de um reality show mortal onde o objetivo é ser o único sobrevivente. Quando sua irmã pequena é sorteada, Katniss Everdeen se voluntaria para ir no lugar dela.

Jogos Vorazes (The Hunger Games, no original) está sendo vendido para o mesmo público da série Crepúsculo. Mas a única coisa que eles têm em comum é o fato de serem franquias baseadas em séries de livros direcionados ao público jovem. Porque os filmes nada têm a ver um com o outro!

Se Jogos Vorazes nada tem a ver com Crepúsculo, o mesmo não pode se dizer sobre Battle Royale. Suzanne Collins, autora do livro (e que também trabalhou no roteiro) declarou que não conhecia o filme japonês – que também é uma adaptação. Mas a premissa de ambos filmes é bem parecida: uma sociedade totalitária no futuro onde jovens são colocados em um jogo de onde só pode sair um vivo. Tem até um antagonista que entrou de propósito no jogo! O sistema de contagem também é bem parecido.

A premissa é parecida, mas o roteiro não chega a ser um plágio. Além disso, o formato é diferente: Battle Royale era quase um trash; Jogos Vorazes é uma superprodução com bons atores e parte técnica bem cuidada – um blockbuster como manda a cartilha hollywoodiana.

O diretor Gary Ross não é um nome muito conhecido, este é apenas seu terceiro filme (ele também fez A Vida em Preto E Branco e Seabiscuit – Alma de Herói). E ele faz um bom trabalho, ajudado pelo bom elenco. O grande nome é a protagonista Jennifer Lawrence, que já tinha mostrado talento mandando bem no X-Men Primeira Classe, além da indicação ao Oscar de melhor atriz por Inverno na Alma. Josh Hutcherson (Minhas Mães e Meu Pai, Viagem 2) é um bom coadjuvante e não atrapalha. Alguns dos atores mais velhos estão com a mesma cara de sempre, como Woody Harrelson e Donald Sutherland; outros estão mais difíceis de reconhecer, como Elizabeth Banks e sua maquiagem que parece saída de Alice no País das Maravilhas, ou Wes Bentley e sua barba “divertida”, ou ainda Stanley Tucci e seu cabelo azul. E não podemos nos esquecer de reparar em Lenny Kravitz, num papel que nada tem a ver com música. Ah, e pra quem gostou de A Órfã, reparem que a menina Isabelle Fuhrman cresceu, ela é a vilã Clove.

Jogos Vorazes é bom, mas nem tudo funciona. O jogo em si é mal explorado, algumas mortes acontecem rápido demais. O mesmo digo sobre o vilão Cato, que ficou sub-aproveitado. E definitivamente não gostei do modo como os bichos foram inseridos na parte final do jogo, ficou parecendo algo “mágico”, incoerente num mundo essencialmente tecnológico – funcionaria num universo mais “harrypotteriano”… Mas mesmo assim o saldo final é positivo. Jogos Vorazes é um filme empolgante, com mais pontos positivos do que negativos. Um bom começo de franquia!

Li algumas críticas sobre a violência presente no filme. Na verdade, as mortes mostram pouca coisa – o problema é que vemos crianças morrendo, e isso nunca é legal. Bem, como isso faz parte da trama do livro, era algo necessário na adaptação. Na minha humilde opinião, o maior problema não está na violência, e sim no público alvo. Jogos Vorazes é vendido como um filme infanto-juvenil. Juvenil tudo bem, mas esse “infanto” ficou estranho…

O fim traz uma agradável surpresa (sem spoilers!): a história é fechada! Todo mundo sabe que são três livros, então devemos ter mais duas continuações. Mas, em vez de ganchos e situações deixadas em aberto, a história termina de forma satisfatória. Existe espaço para seguir com a saga, claro, mas se terminasse assim, não seria ruim – mais ou menos como o primeiro Guerra nas Estrelas.

Happy Hunger Games, and  may the odds be ever in your favor!

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Pink Floyd – The Wall

Crítica – Pink Floyd – The Wall

Quinta agora tem show do Roger Waters aqui no Rio, com o show The Wall. Bom momento pra rever o filme do Alan Parker, não?

O filme mostra o popstar Pink e seus problemas com drogas, com a perda do pai na guerra, com os professores na época da escola e com as mulheres.

O disco The Wall, lançado em 1979, é um clássico, um dos melhores discos da história do rock, tanto que Roger Waters (baixista do Pink Floyd e autor da maior parte das músicas do disco) está com uma grande turnê mundial lotando estádios com um show onde toca só este disco – e isso hoje, em 2012, 33 anos depois do lançamento. Mas, e o filme? Será que o grande diretor Alan Parker (Coração Satânico, The Commitments) conseguiria fazer um bom trabalho com tão rico material em mãos?

Infelizmente não. Se o disco merece frequentar listas de melhores, o filme lançado em 1982 passa longe disso.

Pink Floyd – The Wall é compostos de sequências com imagens viajantes sem sentido em cima de um fiapo de história. O roteiro é do próprio Roger Waters, ele deveria ter sido mais humilde e ter chamado um escritor mais experiente. Tanto que o próprio Alan Parker, que pensou em desistir do projeto algumas vezes por causa de brigas de ego com Waters, declarou que este era “the most expensive student film ever made” (“o mais caro filme de estudante já feito”).

Pink Floyd – The Wall parece um longo videoclipe de uma hora e meia. Ou talvez uma coleção de videoclipes. Claro que tem bons momentos, como a parte da música mais famosa (Another Brick in The Wall), com os alunos indo pro moedor de carne. Algumas animações, a cargo de Gerald Scarfe, também são bem legais.

Mas o problema é que alguns momentos não salvam um filme – principalmente quando a história é mal contada. Tudo bem que a boa música ajuda a passar o tempo, mas, como filme, Pink Floyd – The Wall fica devendo.

Sobre o elenco: o único papel importante é o personagem Pink (todo o resto é bem secundário), interpretado por Bob Geldof. Geldof nunca mais atuou em um longa para o cinema. Mas ele é muito famoso por ter organizado o projeto Band Aid (a versão inglesa do USA For Africa) e depois o mega-show Live Aid. Ah, e o próprio Roger Waters aparece numa ponta, como o padrinho de Pink no seu casamento.

Só recomendado aos fãs de Pink Floyd, ou àqueles que gostam de ver filmes enquanto estão com a mente alterada…

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Anônimo

Crítica – Anônimo

Um filme de época, falando sobre uma teoria da conspiração envolvendo William Shakespeare. Dirigido por Roland Emmerich? Como assim???

Anônimo traz uma teoria interessante: William Shakespeare, o maior escritor da língua inglesa, não seria o autor de seus textos, e sim o Conde Edward de Vere, que precisou arranjar um “laranja” para divulgar o que escreveu – teoria defendida por gente importante como Mark Twain, Charles Dickens e Sigmund Freud.

A grande interrogação do primeiro parágrafo é porque Anônimo (Anonymous, no original) é diferente de tudo o que o diretor já fez até hoje. Emmerich se tornou “o especialista” em cinema catástrofe na Hollywood contemporânea. É só darmos uma olhada na sua carreira: Independence Day, 2012, O Dia Depois de Amanhã, Godzilla… Mesmo quando o cara não fazia filmes catástrofe, seu currículo continuava coerente, com títulos como Soldado Universal, Stargate e 10.000 AC.

Bem, não é a primeira vez que um diretor se aventura em uma área diferente da sua “zona de conforto” – me lembro logo de dois exemplos: Por Amor, um drama tendo baseball como pano de fundo, dirigido por Sam Raimi (Evil Dead, Homem Aranha); e Música do Coração, um drama sobre uma professora de violino interpretada por Meryl Streep, dirigido por Wes Craven (A Hora do Pesadelo, Pânico). O problema é constatar que o cara é melhor na área que ele está acostumado a trabalhar.

Muita gente por aí odeia o Roland Emmerich. Não é o meu caso. Me divirto com seus filmes absurdos. E isso foi um problema aqui – não achei Anônimo nada divertido. O filme não é ruim, mas também não é bom. A trama é muito confusa, principalmente no início, com atores diferentes para cada papel. Isso aliado a um desenvolvimento lento faz o filme se tornar monótono e desinteressante.

De positivo, podemos destacar a cuidadosa reconstituição de época – o filme chegou a ser indicado ao Oscar de melhor figurino!

O elenco conta com alguns nomes mais ou menos conhecidos, como Vanessa Redgrave, Joely Richardson, David Thewlis, Rhys Ifans, Rafe Spall, Jamie Campbell Bower e Derek Jacobi. Ninguém se destaca, mas pelo menos ninguém atrapalha.

No fim, fica a vontade de mandar um recado: “Sr. Emmerich, volte a destruir o mundo! É mais divertido do que ver a destruição da reputação de uma pessoa!”

Protegendo o Inimigo

Crítica – Protegendo o Inimigo

Africa do Sul. Um novato do FBI é designado para tomar conta de um perigoso traidor. Quando seu esconderijo é atacado, ele precisa se virar para proteger o prisioneiro, e ao mesmo tempo impedir a sua fuga.

Cheguei a pensar que Protegendo o Inimigo (Safe House, no original) era “o novo filme do Tony Scott” – parecia seguir a linha de O Sequestro do Metrô 123 e Incontrolável. Nada disso, trata-se da estreia hollywoodiana de Daniel Espinosa, diretor sueco de ascendência chilena.

E, vendo o filme, a gente vê que o estilo de Espinosa é diferente. Muita câmera na mão, muitos closes, cenas escuras, imagem granulada. Acredito que a câmera na mão era pra dar um ar meio documental ao filme. Mas trouxe um problema: as cenas de ação ficaram confusas com a imagem trêmula. Heu, particularmente, prefiro ver melhor o que está acontecendo na tela.

Mas isso é um detalhe estilístico, não chega a ser um defeito. O grande defeito de Protegendo o Inimigo é o roteiro, previsível e cheio de clichês. Fico me perguntando se em pleno 2012 alguém ainda “compra” uma trama onde o grande segredo que o vilão esconde é tão óbvio.

O elenco funciona bem. Denzel Washington, bem como sempre, às vezes parece estar no piloto automático, seu personagem lembra o papel que ele fez em Dia de Treinamento; Ryan Reynolds está sério, deixou o ar engraçadinho de lado (o que não combinaria aqui). Ambos têm boa química. Ainda no elenco, Vera Farmiga, Brendan Gleeson, Robert Patrick e Sam Shepard.

O resultado final nem é muito ruim. Mas Protegendo o Inimigo também está longe de ser um bom filme.

Top 10: Atrizes Mirins que Cresceram

Top 10: Atrizes Mirins que Cresceram

Sabe quando aquela menininha bonitinha cresce e vira um mulherão? Este Top 10 é para falar delas!

Para entrar neste Top 10, criei três regrinhas:

1- A ex-atriz mirim tem que ter uma carreira relevante depois de adulta. Não entram casos como Anna Chlumsky (Meu Primeiro Amor), Soleil Moon Frye (Punky, A Levada da Breca) e Danica McKellar (Anos Incríveis), que eram celebridades enquanto crianças, mas viraram adultas desconhecidas.

2- Conta pontos no “ranking” se o passado da atriz também é relevante. Por exemplo, Scarlet Johanson começou com 10 anos, mas só começou a chamar a atenção aos 17, em Ghost World – Aprendendo a Viver.

3- Este blog fala mais de cinema do que tv. Se a atriz só faz tv, conta menos pontos. É o caso de muitas atrizes brasileiras, como Fernanda Rodrigues, que em 1991 fez a novela Vamp quando tinha 12 anos, e continua fazendo novelas até hoje – mas não fez quase nada no cinema. O mesmo aconteceu com está Alyssa Milano, que, com 13 anos, foi a filha de Arnold Schwarzenegger em Comando Para Matar, mas hoje é mais conhecida por ter feito a série Charmed.

Ah, mais uma coisa. Estou checando o imdb e calculando as idades das atrizes segundo o ano de nascimento e os anos de lançamento de seus filmes. Pode haver algum erro nesses cálculos, dependendo dos meses, ok?

Vamos a elas?

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10- Lindsay Lohan

Lindsay tinha 12 anos quando interpretou duas gêmeas em Operação Cupido. Hoje, adulta, ela está mais conhecida por protagonizar escândalos envolvendo drogas e prisões.

9- Brooke Shields

Aqui rola um caso que se fosse no mundo politicamente correto de hoje em dia, alguém seria preso por pedofilia. Brooke tinha só 12 anos quando interpretou uma prostituta criança em Pretty Baby, com direito a cenas de nudez.

8- Drew Barrymore

Drew tem uma extensa carreira até hoje. Mas a gente não esquece que ela tinha sete anos em um dos seus primeiros filmes, um tal de E.T. – O Extra-Terrestre.

7- Gabriela Duarte

Uma representante nacional que não faz apenas novelas. Gabriela fez O Cangaceiro Trapalhão quando tinha 9 anos. (A foto não é do filme – o google não tem fotos dela neste filme!)

6- Jodie Foster

Jodie tinha 14 anos quando fez a jovem prostituta de Taxi Driver, em 1976, mesmo ano que também fez Quando as Metralhadoras Cospem – e segundo o imdb, foram 34 participações em filmes e séries antes disso.

5- Anna Paquin

Com apenas 11 anos, Anna ganhou o Oscar por seu excelente trabalho em O Piano. Depois de papeis secundários em Quase Famosos e na trilogia X-Men, hoje ela gosta de tirar a roupa na série True Blood.

4- Christina Ricci

Ela foi a Vandinha Adams em 1991, com 11 anos de idade. E um ano antes esteve em Minha Mãe É Uma Sereia. De uns anos pra cá, resolveu tirar a roupa em vários filmes.

3- Kirsten Dunst

Kirsten tinha 12 anos quando foi uma das melhores coisas de Entrevista com o Vampiro – e segundo o imdb, ela já tinha participado de 6 filmes e 4 séries antes!

2- Natalie Portman

Ganhadora do Oscar de melhor atriz em 2010 por Cisne Negro e uma das maiores estrelas da nova trilogia de Star Wars, Natalie tinha 13 anos quando fez O Profissional.

1- Jennifer Connelly

Muitos anos antes do Oscar por Uma Mente Brilhante, Jennifer já mostrava seu talento. Ela tinha 14 anos quando atuou no épico Era Uma Vez na América (1984) – dois anos antes de estrelar Labirinto.

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p.s.: Alguns nomes quase entraram. Estamos em março de 2012, daqui a poucos anos duas atrizes devem figurar em listas semelhantes: Dakota Fanning completou 18 anos mês passado, e nos encanta desde que tinha 7 anos em filmes como Uma Lição de Amor e Encurralada; Emma Watson, que faz 22 anos mês que vem, era uma menina feinha e virou uma mulher bonita, mas só poderemos julgá-la melhor quando ela fizer algo diferente da Hermione de Harry Potter.

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A Perseguição

Crítica – A Perseguição

Um pequeno avião cai no Alasca. Sete homens têm que sobreviver ao frio e aos lobos que circulam a área.

Interessante filme que mistura ação com drama, colocando homens diferentes entre si expostos a situações extremas. A mistura entre os estilos é meio brusca – momentos contemplativos são alternados com cenas frenéticas com adrenalina a mil. Achei legal a experiência.

A Perseguição (The Grey, no original) foi escrito e dirigido por Joe Carnahan, aqui num trabalho menos pop que o seus últimos filmes, os divertidos e exagerados Esquadrão Classe A e A Última Catrada. A Perseguição é mais sério, ainda tem ação e violência, mas sob uma ótica diferente.

No elenco, o grande nome é Liam Neeson, num papel que lembra os seus personagens de Desconhecido e Busca Implacável – um cara que passa a impressão de ser apenas “mais um”, mas tira forças sabe-se lá de onde e parece ser quase um super heroi. O resto do elenco é pouco conhecido, só reconheci o Dermot Mulroney.

O trabalho técnico com os lobos é perfeito – nem dá pra saber quais lobos são reais e quais são cgi. E algumas belas paisagens geladas do Alasca ajudam a fotografia do filme.

Rola uma rápida cena depois dos créditos, que explica o fim, mesmo que de maneira subjetiva…

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