Evil Dead 2 – Uma Noite Alucinante

Crítica – Evil Dead 2 – Uma Noite Alucinante

E vamos à continuação de Evil Dead – A Morte do Demônio!

Um casal chega a uma cabana abandonada e invoca sem querer forças do mal ocultas na floresta, ao ler em voz alta trecho do Necronomicon, o Livro dos Mortos. E recomeça o banho de sangue…

Antes de falar do filme, vamos voltar uns 25 anos no tempo…

Segunda metade dos anos 80. Tv a cabo não existia no Brasil, locadoras de vhs ainda eram novidade pra muita gente. Só era possível ver Evil Dead – A Morte do Demônio em vídeo, mas esta segunda parte passou nos cinemas, e acho que teve um relativo sucesso – lembro de ter visto em um cinema São Luiz bem cheio.

Na época, heu achava que era uma refilmagem do primeiro filme, com mais dinheiro para os efeitos especiais e mais humor negro. E me perguntava por que diabos Ash (Bruce Campbell) voltaria para aquela cabana depois do que aconteceu no filme anterior.

Bem, isso realmente é confuso. Parece uma refilmagem, e também parece uma continuação. O imdb explica: como Sam Raimi não tinha direitos sobre as imagens do primeiro filme, ele refilmou algumas passagens, mas depois disso continuou o filme. Então é uma refilmagem/continuação… 😉

Enfim, a história pouco importa aqui. O negócio é continuar com o ritmo frenético e os travellings alucinantes. A diferença é que Raimi resolveu assumir o lado trash e caprichou no humor – Raimi declarou que se inspirou na antiga série de tv Os Três Patetas. E fez de Evil Dead 2 – Uma Noite Alucinante uma das melhores comédias de humor negro da história!

O humor negro é farto. A sequência da mão possuída é sensacional. Um dos personagens chega a engolir um olho de demônio. E uma genial sequência em stop motion mostra um balé com um cadáver decapitado. A ironia é tão boa que aparece a capa de um livro de Ernest Hewingway, chamado “A Farewell to Arms”!

O clima de terror continua, mas agora com a galhofa assumida. Muito, muito gore, e muitas gargalhadas em cima dessa nojeira toda. Pra quem curte terror, o primeiro filme é obrigatório; pra quem quer rir, o segundo é a melhor opção.

O fim do filme é em aberto, porque, àquela altura, a parte 3 já era prevista.

Em breve, Evil Dead 3 – Uma Noite Alucinante 3!

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Top 10: Gadgets Mais Legais do Cinema

Top 10: Gadgets Mais Legais do Cinema

E vamos a mais um Top 10 legal!

Depois das listas de carros, naves, robôs, armas, alienígenas e monstros, hoje vamos falar dos gadgets mais legais que a gente ja viu nos cinemas.

Pra quem não sabe: gadgets são dispositivos eletrônicos portáteis – ou seja, aquelas geringonças eletrônicas que cada dia mais incorporamos ao nosso dia-a-dia. Acho que não tem tradução pra português…

Na verdade, a este Top 10 era pra ser o primeiro dos “Top 10 legais”. Meu amigo Gustavo Guimarães me mandou a sugestão na lista do-balacobaco, e o papo evoluiu, criando as outras “categorias”. Mas resolvi deixar este, de gadgets, pra depois.

Como em outras vezes, lembrei de seriados, mas são gadgets que não podem entrar na nossa lista. Então, deixaremos de fora itens como o sapatofone do Agente 86, o cinto de utilidades do Batman e bateria do celular do Jack Bauer em 24 Horas – aquela que dura a temporada inteira sem precisar recarregar!

Como sempre, são mais gadgets do que a lista comporta. Menção honrosa pro chapeu-helicóptero de Inspetor Buginganga, pro relógio laser de 007 Contra Goldeneye, pra armadilha de fantasmas dos Caça-Fantasmas, pro dispositivo de voz pra cachorros de Up, pro canivete suíço do Agente 86, pra máquina de diminuir pessoas do Querida, Encolhi as Crianças, pro download de técnicas de luta em Matrix e pro lance de gravar memórias e sentimentos de Estranhos Prazeres.

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Vamos aos gadgets?

10. ArmaduraHomem de Ferro (2008)

Heu lembrei do terno do Jackie Chan, mas a armadura do Homem de Ferro é mais legal, né?

9. Esper Photo AnalyserBlade Runner (1982)

Um aparelho do tamanho de um dvd player, que amplia fotos de uma maneira incrível.

8. Tênis que se amarra sozinhoDe Volta Para o Futuro 2 (1989)

Fiquei na dúvida entre este e o skate que flutua no ar. Não ando de skate, mas amarro cadarços todos os dias…

7. CamuflagemPredador (1987)

Invisibilidade. Nuff said.

6. JetpackKick-Ass (2010)

Pensei no jetpack de Rocketeer. Mas o de Kick-Ass tem metralhadoras acopladas!

5. TricorderJornada nas Estrelas (1979)

É um aparelho usado para digitalizar alguma área ou pessoa, interpretando e exibindo os dados após uma varredura.

4. Controle RemotoClick (2006)

Um controle remoto capaz de voltar bons momentos e avançar discussões e dias chatos.

3. NeuralizerMIB (1997)

Um aparelho que apaga memórias escolhidas.

2. O guia do mochileiro das galaxiasO Guia do Mochileiro das Galáxias (2005)

O livro tem respostas para basicamente todas as perguntas que existem.

1. Sabre de LuzGuerra nas Estrelas (1977)

Ok, o sabre de luz também foi o primeiro lugar na lista de armas mais legais do cinema. Mas, caramba, arma ou gadget, quem não ia querer um desses?

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Super 8

Crítica – Super 8

1979. Um grupo de crianças, fazendo um filme de zumbis com uma câmera Super 8, testemunha um grande acidente de trem. Mas, quando estranhos eventos começam a acontecer na cidade, eles desconfiam que pode não ter sido exatamente um acidente.

Trata-se do novo e incensado projeto que reune Steven Spielberg (na produção) e JJ Abrams (no roteiro e direção). Vou te falar que heu estava com o pé atrás, primeiro porque há anos que o Spielberg não faz filmes com a qualidade de décadas atrás; segundo, porque sempre achei JJ Abrams superestimado.

Mas não é que desta vez eles acertaram? Super 8 é muito bom!

O grande barato de Super 8 é ser um “filme homenagem” – não só o filme tem cara de “feito nos anos 80”, como fãs de cinema vão se deliciar com inúmeras referências. O grupo de crianças parece uma mistura de Goonies com Conta Comigo, e podemos ver claras citações a E.T., Parque dos Dinossauros, Contatos Imediatos do Terceiro Grau e Guerra dos Mundos, todos do produtor / padrinho Spielberg – a cena das lanternas vindo na direção dos meninos é muito E.T.! (Isso porque não estou citando a semelhança na filosofia de “não mostrar quase nada”, como em Alien – O Oitavo Passageiro…) Isso tudo, aliado a uma boa reconstituição de época, deixa Super 8 com um delicioso ar oitentista!

Já falei aqui, no meu post sobre Cloverfield, do meu pé atrás com JJ Abrams. Felizmente, ele está se redimindo e me provando que tem talento atrás do hype. Antes heu desconfiava, por causa do fraco seriado Alias, do irregular Lost, e do Missão Impossível 3, que apesar de não ser ruim, é mais fraco que os dois primeiros. Mas aí JJ fez um bom trabalho com o Star Trek de 2009, e agora, acertou de novo.

O elenco de garotos desconhecidos funciona muito bem. Tirando Elle Fanning, conhecida por filmes como O Curioso Caso de Benjamin Button e Um Lugar Qualquer (e também por ser irmã de Dakota Fanning), o resto do elenco infanto-juvenil é desconhecido – é o filme de estreia da dupla principal, Joe Lamb (o protagonista) e Riley Griffiths (o cineasta). Guardemos os nomes do jovem elenco, quem sabe daqui a alguns anos eles não se firmarão como estrelas, como aconteceu com Jerry O’Connel, que estreou com Conta Comigo, ou Sean Astin, que teve como primeiro papel nos cinemas o de protagonista de Goonies?

A parte técnica também é muito boa. O filme tem cara de anos 80, mas os efeitos especiais são de primeira linha.

Na minha humilde opinião, o ponto fraco é o fim do filme. Não vou falar pra não entregar spoilers, mas posso dizer que o final quase põe tudo a perder.

Enfim, apesar do fim ter escorregado, Super 8 vale a pena. Nem que seja pra matar as saudades de como era o cinema nos anos 80.

Ah, não vá embora antes dos créditos! Passa o filme de zumbis que eles fizeram, com referências, claro, a George A. Romero…

p.s.: A “onda oitentista” foi tão forte que chegou a ser veiculado pela internet um poster com cara de década de 80. Olha ele aqui, que legal:

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Evil Dead – A Morte do Demônio

Crítica – Evil Dead – A Morte do Demônio

Estou aproveitando a época com poucos seriados pra rever filmes legais que não vejo há tempos. Comecei com a trilogia Evil Dead!

Um grupo de amigos vai para uma cabana no meio do mato e lá encontram o Necronomicon, o Livro dos Mortos. Ao tocar um velho gravador com a tradução do livro, eles evocam espíritos malignos que estavam na floresta.

É difícil falar de Evil Dead – A Morte do Demônio, primeiro longa dirigido por Sam Raimi, hoje, 30 anos depois do lançamento (o filme é de 1981). Todo mundo já viu, e todo mundo sabe que é um filme super importante na história do cinema de horror. Muita coisa atual usa referências tiradas daqui.

Posso dizer que a câmera de Sam Raimi continua impressionante. Claro, todo mundo se lembra dos alucinantes travellings pela floresta, mas não é só isso – Raimi também é muito criativo nas escolhas dos ângulos pouco convencionais para suas cenas. E o ritmo do filme é frenético, muita coisa acontece durante os rápidos 85 minutos de duração. Rola até um” estupro ecológico”!

Os efeitos especiais são muito bons, se a gente lembrar das limitações técnicas da produção. Incapacitado de mostrar um demônio convincente, Raimi usa e abusa da câmera subjetiva com seus travellings rápidos. Só nas gostei do uso de stop motion na sequência final – aquilo ficou tosco demais.

Sobre o elenco, o único conhecido é Bruce Campbell, aliás, famoso justamente por causa da série Evil Dead – Campbell nunca mais fez nada relevante, apenas filmes “B” como Bubba Ho-Tep e My Name is Bruce, ou pequenos papeis em outros filmes (ele esteve nos três Homem Aranha dirigidos por Raimi).

Muita gente considera Evil Dead – A Morte do Demônio um filme trash. Heu não, pra mim, é um bem humorado filme de terror. Trash mesmo só as continuações…

Evil Dead – A Morte do Demônio nunca foi lançado no circuito comercial aqui. A segunda parte, Evil Dead 2 – Uma Noite Alucinante, passou nos cinemas, mas pra ver o primeiro filme, só no videocassete. E hoje em dia é fácil encontrar o dvd largado nas prateleiras de 9,99 das Lojas Americanas…

Ainda preciso falar mal do nome. Ok, na época era meio que tradição colocarem títulos esdrúxulos nos filmes aqui lançados. Este foi mais um caso – “A Morte do Demônio”???

p.s.: Em breve, Evil Dead 2 – Uma Noite Alucinante!

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A Historia de Ricky / Lik Wong

Crítica – A Historia de Ricky / Lik Wong

Olha que legal: por causa dos meus textos sobre o Rio Fan, fui convidado para participar da Maratona Trash, organizada pelo grupo Blatella, no simpático Cinema Nosso. Pena que heu já tinha um compromisso marcado, e por isso só consegui ver o primeiro filme, este divertido A Historia de Ricky, de 1991, do qual heu nunca tinha ouvido falar.

Baseado em um mangá. O jovem Ricky, dotado de força sobre-humana, vai preso em uma cadeia onde reina a corrupção e o tráfico. Usando o kung fu, ele quer “limpar” o sistema.

Diferente da maioria dos trashs por aí, A Historia de Ricky não tem nada de terror nem de ficção científica. É um filme de ação, mas com direito a tudo que um bom trash tem: situações exageradas, atuações caricatas e muito, muito gore.

A trama é ridícula. Um cara com os poderes de Ricky não ficaria preso, ele logo quebraria a parede e sairia (e o filme não aconteceria), afinal, o soco do cara é capaz de perfurar qualquer coisa – concreto, barras de aço, partes dos corpos dos inimigos… E por aí vai, se a gente for procurar furos no roteiro, o post vai ser looongo…

Mas, convenhamos, a graça de se assistir um filme como A Historia de Ricky não é a profundidade do roteiro, né? O filme é engraçadíssimo! O barato aqui é se divertir com cenas absurdas, como o momento onde, durante uma briga, um dos lutadores comete hara-kiri e usa o próprio intestino pra tentar enforcar seu oponente!!!

Não reconheci nenhum nome ligado ao filme, uma co-produção Japão / China (Hong Kong). O imdb fala de uma parte 2, que, curiosamente, foi lançada um ano antes. Estranho, não? Enfim, tosqueiras assim nem sempre geram boas continuações. Não sei se vale o risco…

Enfim, fica aqui o meu parabéns ao Cinema Nosso e à galera do grupo Blatella, que organizaram esta maratona. Que venham outras! E que na próxima heu consiga ficar mais tempo!

p.s.: Ainda na Maratona Trash, rolaram sessões de Evil Aliens – Um novo Contato (Evil Aliens, 2005) e A Semente da Maldição (The Suckling, 1990). Vou procurar ambos pra baixar…

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Harry Potter e as Reliquias da Morte Parte 2


Crítica – Harry Potter e as Relíquias da Morte Parte 2

E chega ao fim a bem sucedida saga do bruxinho Harry Potter!

Na segunda parte do final, finalmente a ação começa. A batalha entre o bem e o mal no mundo da magia se torna uma guerra entre centenas de bruxos. O confronto final entre Harry Potter e Lorde Valdemort se aproxima.

Diferente da enrolação que aconteceu nos dois últimos filmes (O Enigma do Príncipe e As Reliquias da Morte Parte 1), aqui tudo funciona direitinho, a trama é bem amarrada e o filme, mais uma vez dirigido por David Yates, é muito bom.

Uma coisa que sempre gostei na saga foi o “amadurecimento”. Assim como o público cresceu e amadureceu, o mesmo aconteceu com os personagens e com o clima dos filmes. Este oitavo filme é sério, sombrio, nem de longe lembra o clima leve e infantil dos primeiros filmes.

A onda agora é resolver todas as pontas soltas. Gostei da solução que deram para Snape (Alan Rickman), um personagem que sempre foi dúbio – achei coerente o seu motivo para ser como era. Por outro lado, achei que Neville (Mathew Lewis) ganhou espaço demais, e com isso Ron (Rupert Grint) e Hermione (Emma Watson) foram meio que deixados de lado – nem rola direito o tradicional alívio cômico de Grint. Até entendi o maior foco em Neville, mas heu preferiria se mantivesse nos dois de sempre.

O elenco é um dos pontos fortes de toda a saga. Enquanto todo o elenco juvenil foi mantido ao longo dos dez anos, vários grandes atores ingleses passaram por Hogwarts. Aqui não tem nenhuma novidade, Maggie Smith, Alan Rickman, Helena Bonham Carter, Ralph Fiennes, Michael Gambon, John Hurt e David Thewlis, entre outros, voltam aos seus papeis. (Só um ator foi trocado ao longo da saga, mas por motivos de força maior – Richard Harris, o primeiro Dumbledore, morreu depois do segundo filme…)

Sobreo elenco juvenil, agora que acabou a saga, espero rever em outros filmes atores que despontaram aqui, como Tom Felton (Draco Malfoy), que teve participação discreta aqui, e, claro, Emma Watson, a Hermione, que cresceu e virou uma bela mulher.

A parte técnica é muito boa, como era de se esperar. Rola uma cena onde um grande dragão tenta levantar vôo e sai quebrando telhados, com um detalhamento impressionante. A batalha dentro de Hogwarts também enche os olhos.

Uma coisa importante foi que a história realmente acabou. Numa época de histórias prolongadas demais por ganância (principalmente com seriados de tv que não sabem a hora de parar), deve ter sido uma decisão difícil para todos os envolvidos na produção, já que Harry Potter é uma das sagas mais lucrativas da história do cinema.

Outra coisa boa foi a manutenção do nível ao longo dos oito filmes. Ok, nem tudo foi perfeito, mas, entre altos e baixos, o saldo foi positivo. Harry Potter pode figurar entre as maiores sagas do cinema.

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Mamute

Crítica – Mamute

Serge Pilardosse (Gérard Depardieu), apelidado de Mamute, ao se aposentar, descobre que precisa reunir comprovantes de trabalho passados. Ele sai com sua velha moto para procurar seus antigos empregadores, para conseguir os papeis que ainda faltam. Nesta viagem, Mamute acaba descobrindo coisas sobre ele mesmo.

Escrito e dirigido pela dupla Gustave de Kervern e Benoît Delépine, Mamute está sendo vendido como comédia, mas, sei lá, considero um drama com alguns momentos engraçados. Algumas cenas são realmente engraçadas, como aquela do restaurante onde o sujeito fala ao telefone. Mas outras trazem um humor de gosto duvidoso – a cena do reencontro com o primo é deprimente.

O que vale a pena aqui é Gérard Depardieu, grande, gordo, de cabelos compridos, realmente um grande ator, que carrega o filme nas costas e faz a gente sentir simpatia por um sujeito bobalhão.

Sobre o resto do elenco, preciso falar de dois nomes. Um é Isabelle Adjani, que faz uma fantasmagórica participação especial. Ela aparece pouco, continua lindíssima, com seus 55 anos. O outro nome é da esquisitinha Miss Ming – nunca tinha ouvido falar dela, o que me chamou a atenção foi uma cena onde ela fala algo como “meu nome é Solange Pilardosse, mas pode me chamar de Miss Ming” – imaginei o 007 se apresentando: “My name is Bond, James Bond – mas pode me chamar de Sean Connery também…”

Mas, talvez heu esteja acostumado com cinema hollywoodiano, porque fiquei esperando alguma reação mais enfática do Mamute contra todos que tanto fizeram mal a ele. Nada, o filme passa, e muito pouco acontece…

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Capitão América – O Primeiro Vingador

Crítica – Capitão América – O Primeiro Vingador

E vamos ao último filme de super heroi da Marvel antes do aguardado Os Vingadores

1942. Steve Rogers é um jovem baixinho e magrelo que quer lutar na Segunda Guerra Mundial, mas seu tipo físico franzino o impede. Ele então aceita participar de uma experiência do exército e vira um super soldado.

A Marvel aprendeu a fórmula para fazer bons filmes de super-herois. Dirigido por Joe Johnston, Capitão América – O Primeiro Vingador pode não ser tão bom quanto Homem de Ferro, mas não vai decepcionar ninguém – e faz um belo par com o outro lançamento da Marvel de 2011, o também bom X-Men Primeira Classe.

Aliás, às vezes Capitão América – O Primeiro Vingador nem parece um filme de super-heroi, e sim um bom filme de ação – tem muito mocinho de filme de ação que parece ter mais poderes que Steve Rogers aqui. A cenografia ajuda isso, foi recriada uma boa ambientaçäo de época, e não são comuns filmes de super-herois nos anos 40.

Os efeitos especiais são excelentes. Sabe O Curioso Caso de Benjamin Button, que mostrava o Brad Pitt com várias idades diferentes? Uma técnica parecida foi usada aqui, e Chris Evans começa o filme franzino, e de repente aparece bombadão. Antes do cgi, ia precisar de dois atores diferentes…

Sobre o elenco, preciso falar da escalação de Chris Evans. Por um lado, admito que ele está bem, não me lembro de vê-lo tão bem em outros filmes. Mas, caramba, ele não deveria ser escalado para um filme de super-herois, principalmente da Marvel. Chris Evans foi o Tocha Humana nos dois filmes do Quarteto Fantástico, e isso porque não estou falando do menos conhecido Os Perdedores, adaptação de quadrinhos da DC, do qual Evans também faz parte do elenco. Tá, os dois Quarteto Fantástico foram fracos, mas o ator ficou marcado pelo papel. Aí ficou sendo o “Tocha Humana” interpretando o “Capitão América”. Nada a ver, né?

(Aliás, falanddo em “Tocha Humana”, tem um easter egg no filme relativo a outro Tocha Humana da Marvel. Isso é só pra confundir ainda mais?)

O resto do elenco está ok: Hayley Atwell, Tommy Lee Jones, Stanley Tucci, Sebastian Stan, Dominic Cooper e Toby Jones. Só não gostei muito de Hugo Weaving, achei um vilão caricato demais, na minha humilde opinião, ele estava um pouco acima do tom.

Preciso admitir que nunca simpatizei com o personagem Capitão América. Achava-o o símbolo do imperialismo americano, nas roupas, no escudo, no próprio nome – ei, alguém avisa o povo de lá que nós, aqui no Brasil, também estamos na América? Mas gostei de como isso foi encarado no filme – afinal, os EUA passam por uma crise de popularidade, eles sabiam que a aceitação não ia ser muito fácil. Achei interessante o modo como surgiu o uniforme. E a ambientação durante a Segunda Guerra foi essencial para isso. Pena que precisou forçar uma barra para juntar o Capitão América aos outros filmes do “projeto Vingadores“…

Como o filme precisava se encaixar na “franquia Vingadores“, o final ficou meio forçado, principalmente se este filme for visto sozinho. Mas, dentro do conjunto, funcionou. Mas não se esqueça da tradicional cena depois dos créditos.

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p.s.: Pra quem está por fora, Os Vingadores será o filme que vai reunir vários herois da Marvel: Homem de Ferro, Thor, Hulk e Capitão América, além de outros menos conhecidos. Este filme é  muito aguardado, porque os filmes “solo” dos quatro super-herois citados acima foram feitos já pensando nele – todos estão conectados. Tem tudo para ser um grande filme, fica pronto só ano que vem.

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No Cair da Noite

Crítica – No Cair da Noite

Quando fiz o top 10 de monstros legais, lembrei da fada dos dentes de No Cair da Noite (Darkness Falls, no original). Resolvi então rever o filme.

A pequena cidade de Darkness Falls tem uma maldição: se a criança olha a Fada dos Dentes quando esta vem buscar o último dente, a criança é levada – 0 mesmo acontece com qualquer pessoa que olhar a Fada.

Vamos direto ao assunto? A Fada dos Dentes é assustadora, é realmente um bom personagem. Mas o filme de Jonathan Liebesman (Invasão do Mundo – Batlha de Los Angeles, The Texas Chainsaw Massacre – The Beginning) é fraquinho…

Acho que o pior problema aqui é que não dá pra levar a sério um monstro que tem medo da luz. Porque a gente para pra pensar e descobre que o roteiro não tem lógica – por que diabos eles vão se esconder num velho farol deserto? Por que não ir pra casa e acender a luz? Digo mais: o cara poderia passar temporadas anuais no norte do Alasca, onde um dia dura meses…

Sobre o elenco, nenhum nome conhecido. Isso, de um filme de oito anos atrás! Chaney Kley, Lee Cormie e Emma Caulfield não fizeram nada digno de nota. Emily Browning, a protagonista de Sucker Punch, então com 15 anos, faz uma ponta como a “mocinha” adolescente.

Resumindo: um bom monstro. Mas em um filme que não vale a pena.

Top 10: Monstros Mais Legais do Cinema

Top 10: Monstros Mais Legais do Cinema

Demorei um pouco pra montar mais um “Top 10 legal”, porque rolou o Rio Fan, e dediquei meu tempo pros filmes do festival. Mas agora estou de volta!

Depois das listas de carros, naves, robôs, armas e alienígenas, hoje é dia dos monstros mais legais do cinema!

Na verdade, amigos meus de orkut já tinham me sugerido um Top 10 de monstros. Mas aí veio a dúvida: monstros assustadores ou monstros que nos fazem rir? Bem, a definição “monstros legais” engloba ambos! 😉

Como sempre, tem muito mais do que 10 monstros. Menção honrosa para o Shrek, a galera de Monstros vs Alienígenas, o dragão da sorte de A História Sem Fim, A Bolha Assassina, a criatura de Enigma de Outro Mundo, A Mosca, os trolls de The Troll Hunter e o Cloverfield.

(Se tivesse espaço pra algo mais trash, lembraria também das piranhas voadoras de Piranhas 2, da Geladeira Diabólica, do Elevador Assassino, da criatura de Olhos Famintos (Jeepers Creepers) e da fada dos dentes de No Cair da Noite (Darkness Falls). Também gosto de recentes trashs como Tentáculos, Seres Rastejantes e Malditas Aranhas, mas não sei se merecem estar num Top 10. Talvez num Top 100..)

A tempo: não me esqueci dos “monstros clássicos” – Drácula, Frankenstein, Múmia, etc. Mas achei-os fora do contexto, então optei em deixá-los de fora…

Vamos aos monstros?

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10. Godzilla – vários filmes

Talvez o mais clássico de todos os monstros cinematográficos, foi protagonista de dezenas de filmes. Só não ganhou uma posição melhor na lista porque seu último filme, dirigido por Roland Emmerich em 1998, foi meio ruinzinho.

9. King KongKing Kong (2005)

Assim como Godzilla, King Kong, o macaco mais famoso do cinema, também esteve presente em vários filmes. Peter Jackson fez uma nova versão em 2005 – pode não ser a “definitiva”, mas é um bom filme.

8. Stay PuffOs Caça Fantasmas (1984)

Um gigantesco monstro de marshmellow andando pelas ruas de Nova York! Precisa dizer mais?

7. RancorO Retorno do Jedi (1983)

Sarlaac era citado como pior, pelo sistema digestivo que demoraria mil anos para digerir quem caísse lá. Mas sempre achei aquele buraco de areia sem graça. Principalmente porque logo antes rolou a luta entre Luke Skywalker e o Rancor!

6. KrakenFúria de Titãs (1981)

Calibos, Medusa, escorpiões gigantes, um cachorro de duas cabeças… São vários os monstros legais de stop motion presentes na versão original de Fúria de Titãs. Mas o Kraken é o mais legal de todos!

5. O HospedeiroO Hospedeiro (2006)

Este surpreendente filme sul coreano não só tem um assustador monstro tecnicamente perfeito, como ainda usa bom humor para falar de assuntos sérios como ecologia e política social.

4. Tiranossauro RexParque dos Dinossauros (1993)

O Tiranossauro Rex sempre habitou o imaginário dos fãs de monstros no cinema. E o filme de Spielberg trouxe tiranossauros perfeitos pela primeira vez nas telas dos cinemas.

3. AlienAlien – O Oitavo Passageiro (1979)

Ok, ok, o bicharoco também esteve presente no Top 10 de melhores alienigenas. Mas um bicho que mata em mais de uma fase da vida e ainda tem um corrosivo ácido como sangue merece estar aqui também.

2. GremlinsGremlins (1984)

O mogwai é fofinho, parece um bichinho de pelúcia. Mas, cuidado, se você der comida para ele depois de meia noite, ele vira um perigoso (e genial) gremlin!

1. SulleyMonstros S.A. (2001)

E o primeiro lugar fica com este genial desenho da Pixar, que nos mostra que monstros podem ser feios, mas estão apenas fazendo o trabalho deles quando assustam crianças…

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