Alta Fidelidade

Crítica – Alta Fidelidade

Desde que comecei a fazer meus Top 10, tenho vontade de rever este Alta Fidelidade, de 2000, onde o protagonista também gosta de criar listas.

Adaptação do livro homônimo de Nick Hornby, Alta Fidelidade é um dos melhores filmes do diretor Stephen Frears. Rob Gordon (John Cusack), dono de uma loja de discos de vinil e com mania de fazer listas de Top 5, vive uma crise dos trinta ao se separar de mais uma namorada.

Os Top 5 de Alta Fidelidade são quase todos ligados à música. Mas um deles, o Top 5 de piores separações, é a linha que guia o filme. Acho que é isso o que torna tão interessante. Por um lado, é um filme delicioso para apreciadores de música de um modo geral e amantes de discos de vinil em particular; por outro lado, é a velha história do cara que gosta da garota.

No elenco, um inspirado John Cusack é o nome do filme. Fica difícil imaginar Rob Gordon sem o rosto de Cusack, que inclusive usa diversas vezes o artifício de “quebrar a quarta parede” para maior empatia com a sua audiência. Além dele, o elenco conta com um Jack Black um pouco menos exagerado que o atual, Tim Robbins, Catherine Zeta-Jones, Lisa Bonet, Joan Cusack, Lili Taylor e os desconhecidos Iben Hjejle e Todd Louiso.

Em nenhum momento Alta Fidelidade tem a pretensão de ser um filme grandioso. Assim, com clima intimista, o filme conquistou muitos fãs pelo mundo – incluindo este que vos escreve.

Pra fechar, vou montar a minha lista pessoal de Top 5 – de discos, afinal, sobre filmes, vocês podem ler diversos posts pelo blog…

Top 5 melhores discos do Heu
1- Brain Salad Surgery – ELP
2- A Night At The Opera – Queen
3- Machine Head – Deep Purple
4- Jardim Elétrico – Os Mutantes
5- Nós Vamos Invadir a Sua Praia – Ultraje a Rigor

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500 Dias Com Ela
Quase Famosos
Escola do Rock
Across The Universe

Diário de um Banana

Crítica – Diário de um Banana

No sábado, chamei minha filha pra ver um filme da minha época, Os Goonies. No domingo, ela me chamou pra ver um da sua época, este Diário de um Banana.

Na adaptação do livro homônimo (Diary of a Wimpy Kid no original), Greg Heffley (Zachary Gordon) tem 13 anos de idade e sofre problemas por falta de popularidade. E está numa fase perigosa na escola, onde outros colegas já cresceram, enquanto ele continua com a aparência de criança.

Uma explicação pros adultos sem filhos: Diário de um Banana é uma série de livros pra garotada. Já são quatro volumes, mais um especial “faça o seu próprio diário”. Não li nenhum deles, mas minha filha, que leu todos, disse que a adaptação foi boa.

Como cinema, Diário de um Banana tem um grande mérito: é um “filme família” que não insulta a inteligência do espectador – o filme não usa os clichês óbvios. O diretor Thor Freudenthal é o mesmo de Um Hotel Bom Pra Cachorro, filme cheio dos tais clichês óbvios. Aqui a estrutura é outra, vamos seguindo o diário de Greg ao longo de seus problemas de adaptação ao mundo. E, para dar mais leveza à narrativa, rolam alguns desenhos adaptados do livro como elos de ligação entre algumas cenas.

Leve, engraçado, despretensioso – Diário de um Banana consegue ser uma boa diversão tanto pra criançada quanto pros pais!

O elenco já foi escalado pensando nas continuações. Zachary Gordon, com 11 anos, interpreta o protagonista Greg, de 13 – boa sacada, dá tempo pra fazer outros filmes antes dele ficar com cara de mais velho. A boa surpresa do elenco (pra mim) foi Chloe Moretz, de Kick-Ass e Deixe-me Entrar, como a menina esquisita mais velha. Ela tem um papel importante, mas pequeno, espero que sua participação cresça nos próximos filmes. Ainda no elenco, Steve Zahn, Rachael Harris e os meninos Robert Capron e o engraçado Grayson Russell, o ruivinho sem noção.

Diário de um Banana não foi lançado nos cinemas daqui, só em dvd. Enquanto isso, a parte 2 (Diary of a Wimpy Kid: Rodrick Rules) desbancou Sucker Punch nas bilheterias no fim de semana do lançamento americano…

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Toy Story 3
A Pedra Mágica
As Crônicas de Spiderwick

Os Goonies

Crítica – Os Goonies

Empolgado com o elenco infanto-juvenil de Super 8, chamei minha filha de dez anos pra rever Os Goonies!

Todos conhecem a sinopse, não? Um grupo de garotos embarca em uma aventura atrás do tesouro do pirata Willie Caolho, pra tentar levantar dinheiro para salvar suas casas da hipoteca.

Lançado em 1985, Os Goonies é simplesmente uma das melhores aventuras do cinema na década de 80. Mesmo revendo hoje, o filme continua delicioso!

Dirigido pelo grande Richard Donner (Superman, Máquina Mortífera), Os Goonies tem um ótimo roteiro escrito por Chris Columbus (que depois dirigiria filmes como Percy Jackson e o Ladrão de Raios e os dois primeiros Harry Potter), baseado em uma genial história de Steven Spielberg. Qual a criança ou adolescente que não se empolgaria com uma caça ao tesouro de um pirata, andando por cavernas cheias de armadilhas, tendo perigosos bandidos seguindo seus passos?

O elenco é ótimo. Era o primeiro filme para cinema do protagonista Sean Astin (Mikey), hoje mais conhecido como o Sam de O Senhor dos Aneis. Josh Brolin (Brand), também estreante, passou vários anos fazendo filmes de menor importância, mas, de 2007 pra cá, a carreira do cara deslanchou, e ele fez, entre outros, filmes como Planeta Terror, Onde os Fracos Não Têm Vez, W., Wall Street, Você Vai Conhecer o Homem dos seus Sonhos e Bravura Indômita – chegou a ser indicado ao Oscar de melhor ator cadjuvante por Milk. Corey Feldman (Bocão) já tinha feito outros filmes, incusive Gremlins, um ano antes – e depois se firmaria como uma das grandes estrelas jovens de Hollywood nos anos 80, com títulos como Conta Comigo e Garotos Perdidos. Ke Huy Quan (Dado) nunca foi um grande nome, mas tinha feito um dos principais coadjuvantes de Indiana Jones e o Templo da Perdição um ano antes. Só Jeff Cohen (Bolão) que nunca fez nada mais relevante. (As meninas Kerri Green e Martha Plimpton tiveram algum sucesso na época, mas nada tão importante quanto Goonies).

O roteiro é muito bom, mas não o acho perfeito. Não gostei da perseguição dos Fratelli, no fim do filme. Acho que hoje em dia estamos acostumados com um maior realismo, por isso o tom cartunesco me pareceu caricato demais. Mas nada que atrapalhe o resultado final: um dos filmes mais divertidos da década!

Se você já viu, reveja. E se não viu, faça um favor a si mesmo e alugue / compre / baixe!

p.s.: A bola fora é a edição nacional do dvd e do blu-ray. Nenhum dos dois tem dublagem em português! Custava deixar a dublagem como opção?

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Super 8
Os Caça-Fantasmas
As Múmias do Faraó
Gremlins

Lado a Lado com um Assassino

Crítica – Lado a Lado com um Assassino

Galia é uma assassina que trabalha para a máfia local contra sua vontade. Eleanor é uma caixa de supermercado que apanha do marido e sonha com o dia que vai conseguir fugir dele. Vizinhas, elas se juntam contra os seus opressores.

Interessante produção franco-israelense, falado em inglês, russo e hebraico, Lado a Lado com um Assassino (Kirot, no original) não é um grande filme. Mas ganha pontos justamente por não ser pretensioso.

Lado a Lado com um Assassino é um eficiente filme de ação. O que o diferencia de muitas outras produções por aí é a bem trabalhada relação entre as duas personagens femininas, juntas e individualmente, cada uma com o seu problema.

No elenco, o único nome conhecido é o da ucraniana Olga Kurylenko, de Hitman, Centurião, Max Payne e 007 – Quantum Of Solace. Ninette Tayeb (que só tem este filme no currículo!) faz o outro papel.

Não vai mudar a vida de ninguém, mas pode ser um bom passatempo.

A Árvore da Vida

Crítica – A Árvore da Vida

Mais uma polêmica em cartaz nos cinemas cariocas!

O novo filme do cultuado Terrence Malick conta a história de uma família com três irmãos nos anos 50. O filme foca no irmão mais velho, desde a infância até a perda da inocência.

Trata-se de uma polêmica bem diferente da última. Enquanto Srpski Film (A Serbian Film – Terror Sem Limites) foi censurado em vários países, A Árvore da Vida traz uma recomendação oposta: ganhou a Palma de Ouro no último Festival de Cannes. Se um chega cercado de coisas negativas, o outro vem super badalado.

Mas então por que a polêmica? Fácil. A Árvore da Vida é um filme cabeça, cheio de momentos “herméticos”. Mas o público “normal”, que vai ao cinema pra ver “um filme que tem o Brad Pitt e um bebê fofinho no cartaz”, não sabe que vai ver um filme de arte. E, muitas vezes, reclama em voz alta – na sessão que fui, no Unibanco Arteplex, teve discussão entre espectadores revoltados com o filme. E pelo que tenho lido por aí, discussões e brigas têm sido constantes nas salas de cinema!

O diretor Terrence Malick é um sujeiro esquisitão. Não gosta de aparecer em fotos (tinha isso no contrato dele em Além da Linha Vermelha), e faz filmes em um ritmo diferente da maioria. Este é apenas o seu quinto filme – e seu primeiro foi em 1973, 38 anos atrás! Bem, pelo menos admito que o cara tem talento ao capturar belas imagens.

Mas, na minha humilde opinião, Malick se perdeu. As cenas de planetas e dinossauros são completamente desnecessárias. São uns vinte minutos de imagens aleatórias, sem diálogos, só com música erudita ao fundo. Admito, imagens belíssimas. Mas dispensáveis.

(Posso estar enganado, mas a impressão que tive é que Malick queria evocar 2001, Uma Odisseia no Espaço. Imagens espaciais e música clássica. O problema é que Malick não é Kubrick…)

Outra coisa dispensável é a participação de Sean Penn. Sean Penn no escritório, Sean Penn no elevador, Sean Penn andando em uma grande cidade. Tire essas cenas, o filme não perde nada – na verdade, o filme ficaria menos cansativo. O mesmo digo sobre frases soltas, em off, espalhadas pelas cenas contemplativas.

Apesar disso tudo, A Árvore da Vida não é ruim. Acho que a única parte que achei realmente ruim foi o momento “Nosso Lar”, com todo o elenco junto na praia…

Vamos falar do que funciona. A parte do Brad Pitt e sua família é boa. Os personagens são bem construídos, os atores estão ótimos, e a reconstituição de época é perfeita.

Sobre o elenco, Brad Pitt está excelente – não sei se é cedo, mas não me espantarei se ele for um dos favoritos ao Oscar 2012. A mãe interpretada pela desconhecida Jessica Chastain traz o equilíbrio perfeito para o papel de Pitt. O garoto Hunter McCracken, estreante, também manda bem.

Além disso, o filme tem um visual realmente bonito. A gente vê o cuidado de Malik em cada cena, são vários os momentos belos e contemplativos ao longo das quase duas horas e vinte minutos de duração.

Mas, como disse antes, A Árvore da Vida não é para todos. Arrisco a dizer que a maioria não vai gostar. Heu não gostei, me cansei um pouco de filmes cabeça… Assista por sua conta e risco! Só não vale discutir no cinema, ok?

Top 10: Filmes doentios

Top 10: Filmes doentios

A recente (e absurda) censura a Srpski Film (A Serbian Film – Terror Sem Limites) me convenceu a montar este Top 10 de filmes doentios. Na verdade, heu tive essa ideia há um tempo atrás. Mas esse não é o tipo de filme que gosto de recomendar, então deixei a ideia de lado. Agora, como a polêmica sobre a censura está no ar, resolvi terminar o Top 10…

Pensei muito sobre a inclusão ou não de Laranja Mecânica, afinal, trata-se de um filme muito violento. Mas o deixei de fora porque, diferente dos outros da lista, Laranja Mecânica é um filme muito bom, que sempre recomendo!

Priorizei filmes que heu já assisti. Só vi os sete primeiros da lista. Mas, pelo que li dos três outros filmes, eles também merecem estar aí.

Vamos aos filmes? Mas antes, lembrem-se: heu não recomendo nenhum deles!

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10. Begotten (1990)

Achei essa sinopse na internet: “São 78 longos minutos de imagens sombrias e perturbadoras com direito a tripas escorrendo, sexo oral explícito, auto-flagelação, estupro e muuuita blasfemia.” Não vi, acho que nem quero ver…

9. Nekromantik (1987)

Homem que trabalha com resgate de corpos aproveita para roubar cadáveres para fazer sexo. Chega a rolar um sexo a três envolvendo sua esposa. Ainda tem espaço para crueldade com animais e auto-mutilação. Tenho esse filme baixado há tempos, nem sei quando vou ver.

8. Guinea Pig (1985)

Série japonesa de filmes de terror, feita para parecer filme amador. Olha a sinopse do imdb: “A group of guys capture a young girl with the intent of hurting her. They torture her in many ways, from beating her to putting a sharp piece of needle-like metal through her eye which pierces across her retina”.

7. Funny Games (1997)

Antes de ganhar a Palma de Ouro em Cannes e ser indicado ao Oscar por A Fita Branca, Michael Haneke fez este pequeno filme onde dois homens barbarizam uma família em um lindo cenário de quebra-cabeça. O próprio Haneke dirigiu a refilmagem hollywoodiana em 2007, mas ainda não vi.

6. A Invasora / A l’Interieur (2007)

Muito gore em um filme que não tem nada de terror sobrenatural. A violência – física e psicológica – é “real”: uma mulher louca e violentíssima simplesmente invade uma casa e começa a cometer barbaridades. Poucas vezes vi tanto sangue pelas telas!

http://blogdoheu.wordpress.com/2009/02/12/a-linterieur-inside/

5. Cannibal Holocaust (1980)

O diretor italiano Ruggero Deodato chegou a ser preso, porque acharam que as cenas chocantes eram reais, neste documentário fake. As cenas de morte, estupro e tortura são encenadas. Mas as mortes gráficas de animais realmente aconteceram.

4. Serbian Film (2010)

Um ator pornô aposentado é drogado e acorda três dias depois, e refaz seus passos pra descobrir o que aconteceu. Violência, tortura, assassinato, necrofilia, pedofilia… O filme pega pesado nas cenas chocantes, com sexo quase explícito. A parte final do filme é um soco na cara do espectador.

3. Pink Flamingos (1972)

Talvez o filme mais bizarro e nojento da história. Sexo explícito incestuoso, sexo com uma galinha viva no meio, canibalismo, um tal “Singing Asshole”… É aqui que rola a famosa cena onde o travesti Divine come as fezes de um cachorrinho, sem cortes.

http://blogdoheu.wordpress.com/2009/03/03/pink-flamingos/

2. Irreversível (2002)

O filme traz duas das mais violentas cenas já vistas. A longa cena de estupro é um dos momentos mais desconfortáveis da história do cinema; a cena do extintor não fica muito atrás.

1. Saló ou os 120 Dias de Sodoma (1975)

Clássico de Pier Paolo Pasolini, Saló mostra quatro fascistas que levam um grupo de dezesseis jovens para um castelo, onde realizam experiências baseadas nas obras do Marquês de Sade: os Círculos das Taras, da Merda e do Sangue. Não conheço ninguém que viu esse filme e saiu ileso.

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Em breve, um Top 10 mais agradável… 😉

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Se você gostou do Top 10: Filmes doentios, o Blog do Heu recomenda os outros Top 10 já publicados aqui:
filmes de zumbi
filmes com nomes esquisitos

filmes sem sentido
personagens nerds
estilos dos anos 80
melhores vômitos
melhores cenas depois dos créditos
melhores finais surpreendentes
melhores cenas de massacre
filmes dos ano 80 e 90 nunca lançados em dvd no Brasil
estilos de filmes ruins
casais que não convencem
musicais para quem não curte musicais
melhores frases de filmes
melhores momentos de Lost
maiores mistérios de Lost
piores sequencias
melhores filmes de rock
melhores filmes de sonhos
melhores filmes com baratas
filmes com elencos legais
melhores ruivas
melhores filmes baseados em HP Lovecraft
filmes que vi em festivais e mais ninguém ouviu falar
Atores Parecidos
Atrizes Parecidas
filmes de lobisomem
melhores trilogias
filmes de natal
melhores filmes de 2010
coisas que detesto nos dvds
melhores filmes da década de 00
filmes de vampiro

melhores diabos
cenas de sexo esquisitas

ficção cientifica ou não ficção científica

filmes de vingança

marcos nos efeitos especiais
filmes estrangeiros que fazem referência ao Brasil

personagens que morreram e voltaram

filmes de macho
filmes de máfia
visual deslumbrante
favoritos do heu
filmes de humor negro
mulheres duronas
filmes com viagem no tempo
melhores lutas longas
melhores adaptações de quadrinhos de herois
piores adaptações de quadrinhos de herois
melhores filmes trash
filmes com teclados
stop motion
carros legais
naves legais
robôs legais
armas legais
alienígenas legais
monstros legais
gadgets legais

Star Wars Ep II – O Ataque dos Clones

Crítica – Star Wars Ep II – O Ataque dos Clones

Continuemos com a saga Star Wars!

Neste segundo episódio, Anakin Skywalker vira guarda-costas de Padmé Amidala, e começa a rolar um clima entre eles. Enquanto isso, uma investigação de Obi-Wan Kenobi o leva a descobrir um exército de clones.

Dirigido novamente por George Lucas, O Ataque dos Clones não é uma obra prima, mas é bem melhor que o episódio anterior, A Ameaça Fantasma. Ok, admito que, em certos momentos, o ritmo é arrastado. Mas em compensação, temos sequências eletrizantes, como a briga entre Obi Wan e Jango Fett, ou toda a parte final na arena. Era isso o que os fãs sempre sonharam: ver jedis em ação!

(Temos que admitir que algumas das sequências parecem ser criadas para vender videogames, como a perseguição no início ou o Anakin na “fábrica de robôs”. Mas mesmo assim as cenas são muito boas.)

Uma das falhas do primeiro filme foi corrigida. Jar Jar Binks aparece bem menos aqui. E não é que ele tem uma participação discreta e importante?

O visual do filme é muito legal. No início do filme, Coruscant até lembra Blade Runner. A fábrica de clones em Kamino é belíssima; e o planeta Geonosis traz paisagens e alienígenas interessantes.

No elenco, perdemos Liam Neeson (Qui Gon Jin), mas ganhamos Christopher Lee como o vilão Conde Dooku (Conde Dookan na versão brasileira). Ewan McGregor e Natalie Portman agora dividem a tela com o até então desconhecido Hayden Christensen – tá, Christensen não é grandes coisas como ator, mas não atrapalha, pelo menos na minha opinião. Ainda no elenco, Samuel L Jackson, Frank Oz, Ian McDiarmid e Temuera Morrison.

(Sobre os nomes: deve ter algum brasileiro de sacanagem na Lucasfilm. O Ep I tinha um Capitão Panaka. Aqui, rola o Conde Dooku e o Lord Syfodias – que foi traduzido como Zaifo-vias. E no Ep III tem a Pau City! Impossível ser coincidência…)

O filme, propositalmente, não tem fim. Mas o terceiro episódio, A Vingança do Sith, é o próximo da fila!

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Patrulha Estelar
Fanboys
Guerra nas Estrelas
O Império Contra-Ataca
Star Wars – The Clone Wars

Professora Sem Classe

Crítica – Professora Sem Classe

Elisabeth Halsey (Cameron Diaz) é uma professora fora dos padrões: desbocada, gosta de beber e de fumar maconha, não dá bola para os seus alunos e só quer saber de juntar dinheiro para uma cirurgia para aumentar os seios. Abandonada por seu noivo, ela agora tenta conquistar um professor substituto rico e bonito.

Professora Sem Classe (Bad Teacher) parte de uma premissa interessante: uma “comédia escolar” que usa humor politicamente incorreto (na linha de Se Beber Não Case), em vez dos clichês de sempre (aluno rebelde que se socializa, nerd esquisito que consegue uma namorada…). Isso, aliado a um bom elenco, poderia resultar em um filme bem divertido.

Poderia. Mas Professora Sem Classe sofre de um grave problema: é uma comédia sem graça.

O diretor desconhecido Jake Kasdan (filho de Lawrence Kasdan, roteirista de filmes como O Império Contra-Ataca e Caçadores da Arca Perdida) teve um bom elenco à disposição. Cameron Diaz está muito bem como a professora fútil e aproveitadora, assim como Justin Timberlake e Jason Segel. E Lucy Punch, coadjuvante em Você Vai Conhecer o Homem dos Seus Sonhos, impressiona num papel maior e mais importante, como uma pessoa à beira de um colapso.

Mas o roteiro é bobo… Uma cena boa aqui e outra acolá não salvam o filme.

Resumindo: Professora Sem Classe nem é ruim. É curto (92 minutos), traz bons personagens e algumas situações engraçadas. Mas, para uma boa comédia, ainda falta muito.

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Um Parto de Viagem
Eu Te Amo, Cara
Se Beber Não Case

Evil Dead 3 – Army Of Darkness – Uma Noite Alucinante 3

Crítica- Evil Dead 3 – Army Of Darkness – Uma Noite Alucinante 3

E vamos ao último filme da trilogia Evil Dead!

Ash (Bruce Campbell) vai parar em um castelo medieval ameaçado por forças do mal. Acham que ele é um salvador citado em uma profecia, que seria capaz de pegar o livro Necronomicon e afastar o mal. Mas, ao pegar o livro, ele recita as palavras erradas e acaba libertando um exército de cadáveres.

O ano era 1992. Sam Raimi já não era um nome desconhecido, mas ainda estava no underground – além da trilogia, ele tinha feito apenas Crimewave e Darkman (mal sabia ele que exatos dez anos depois, ele estaria dirigindo um blockbuster, o primeiro Homem Aranha). Raimi mais uma vez foi responsável pelo roteiro e direção. E sua câmera continua genial, como nos filmes anteriores.

Evil Dead – A Morte do Demônio não passou nos cinemas brasileiros; Evil Dead 2 – Uma Noite Alucinante teve uma carreira razoável nas telas. Evil Dead 3 – Uma Noite Alucinante 3 até passou, mas, se me lembro bem, ficou só uma semana em cartaz. Lembro que vi correndo, antes de tirarem do circuito!

Se os dois primeiros filmes têm um visual bem semelhante, isso não acontece aqui. A trama se passa quase toda na Idade Média, no ano 1300. Revendo hoje, o visual do filme lembra algumas séries produzidas por Sam Raimi nas décadas seguintes, como Hercules, Xena e Legend of the Seeker – aventuras medievais com um pé na magia.

Mas, apesar de ter cara de aventura medieval, Evil Dead 3 – Uma Noite Alucinante 3 nunca nega as suas origens. Não só o banho de sangue continua, como ainda rolam demônios alados e um exército de esqueletos em stop motion – o tal “Army of Darkness” do titulo.

(Aliás, segundo o imdb e a capa do meu dvd gringo, o nome do filme é apenas “Army of Darkness“. Cadê o “Evil Dead 3“?)

O elenco continua basicamente desconhecido, com excessão do mesmo Bruce Campbell de sempre. A novidade é uma ponta de Bridget Fonda logo no início do filme.

Por coincidência, baixei na mesma época uma versão em avi e logo depois consegui comprar o dvd. São finais diferentes! O dvd traz o final no supermercado; o avi tem um final dentro de uma caverna – preferi o do dvd…

Evil Dead 3 – Uma Noite Alucinante 3 não é levado muito a sério, é deixado de lado por muitos apreciadores de cinema de horror. Mas fecha bem a trilogia!

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Se você gostou de Evil Dead 3 – Army Of Darkness –
Uma Noite Alucinante 3
, o Blog do Heu recomenda:
My Name is Bruce
Crimewave – Dois Heróis Bem Trapalhões
Gremlins

Os Smurfs

Crítica – Os Smurfs

Adaptação do desenho animado que passava na tv nos anos 80, que por sua vez era uma adaptação dos quadrinhos do desenhista belga Peyo.

Fugindo do temível Gargamel, seis smurfs vão parar em Nova York. Mas Gargamel e seu gato, Cruel, vão atrás.

O filme dos Smurfs sofre de um problema. O desenho era bem famoso, mas era bem ingênuo, bem bobinho. Vai despertar saudades em muitos marmanjos, que provavelmente nem se lembram de como a temática era infantil. Ou seja, quem estiver movido apenas por nostalgia tem uma grande chance de se decepcionar, porque o filme mantém o foco no mesmo público alvo: a criançada.

Dirigido por Raja Gosnell (também responsável pela adaptação de Scooby Doo), o filme é bobinho como era o desenho. Mas agrada em cheio a molecada – na sessão que heu estava, bateram até palmas!

Se a trama é ingênua e previsível, pelo menos o roteiro mexe com alguns clichés “smurfianos”. Por exemplo, implica com a mania que eles têm de colocar a palavra “smurf” em quase todos os diálogos, e também com os nomes, ligados às personalidades de cada um. E a musiquinha repetitiva (e às vezes irritante) também é citada.

A parte técnica é excelente. Os smurfs são cgi, mas são muito bem feitos – tão “reais” que parecem estar realmente lá com os atores. A vila dos smurfs também é muito bem feita, com detalhes impressionantes. Mas o que achei ainda mais legal foi o gato Cruel. Entre optar por um gato de verdade, ou um gato digital (como o Garfield), fizeram um meio termo: o gato tem a aparência de um gato real, mas tem expressões criadas digitalmente. O Cruel é um espetáculo à parte!

O filme está disponível em versão 3D. Não sei se vale a pena pelo filme todo, mas pelo menos duas sequências ficaram legais em 3D: o travelling inicial e a viagem pelo portal.

No elenco, o destaque óbvio é Hank Azaria, irreconhecível como Gargamel. Não só a caracterização está perfeita como ele ainda faz um vilão à moda antiga, daqueles que a plateia torce contra. O resto do elenco conta com nomes vindos da tv: Neil Patrick Harris (How I Met Your Mother), Jayma Mays (Glee) e Sofia Vergara (Modern Family).

Vi a versão dublada, então não posso falar sobre os atores que dublam os smurfs no original. Mas consegui pegar uma “piada interna”: Katy Perry, cantora da música “I Kissed a Girl”, faz a voz da Smurfete, que determinado momento solta um “I Kissed a Smurf”… Funciona bem, assim como outras piadas discretas aqui e acolá – reparem que, em cima dos táxis, rolam propagandas de Blurray e do Blue Man Group.

Durante os créditos, rolam desenhos originais de Peyo. E mais uma boa piada: “Nenhum gato digital foi machucado durante as filmagens”.

Enfim, boa opção pra criançada. Mas acho que adultos podem achar infantil demais.

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Toy Story 3
A Pedra Mágica
Rio