Os Vampiros Que Se Mordam

Os Vampiros Que Se Mordam

Mais uma paródia criada pela dupla Jason Friedberg e Aaron Seltzer. Desta vez, a “vítima” é a saga Crepúsculo. E a pergunta é: vale a pena?

Friedberg e Seltzer são famosos pela baixa qualidade das piadas de suas paródias. Ambos escreveram e dirigiram Uma Comédia Nada Romântica, Deu a Louca em Hollywood, Os Espartalhões e Super-Heróis – A Liga da Injustiça. Lembro que paguei ingresso para ver Deu a Louca em Hollywood no cinema, e não ri nenhuma vez ao longo do filme!

Mas, admito, sou bobo, e gosto do estilo nonsense. Por isso dei uma chance para Os Vampiros Que Se Mordam (Vampires Suck, no original). Bem, o filme não é lá grandes coisas, mas pelo menos tem algumas piadas engraçadinhas…

Uma coisa que funcionou aqui foi o foco. Diferente dos outros filmes, que parodiavam vários filmes ao mesmo tempo, Os Vampiros Que Se Mordam se baseia basicamente nos dois primeiros filmes da saga Crepúsculo. Isso ajudou o desenvolvimento da trama, que não ficou fragmentada como nos outros títulos.

É difícil falar dos atores quando o estilo propositalmente pede caricaturas. Mas a atriz Jenn Proske, em seu primeiro papel, impressiona ao copiar todos os maneirismos e cacoetes da Bella de Kristen Stewart. E olha que elas nem são parecidas fisicamente!

Ainda assim, Os Vampiros Que Se Mordam não é bom. Ser melhor que os antecessores não é currículo, os outros filmes são muito ruins! Pelo menos é curto, o filme tem menos de uma hora e vinte…

Não sei se Os Vampiros Que Se Mordam será lançado no circuito – talvez seja, devido ao sucesso dos filmes originais. Mas só recomendo aos fãs radicais do estilo. Se você não é um destes, reveja Apertem os Cintos o Piloto Sumiu ou Top Secret, será um investimento melhor de tempo e dinheiro.

p.s.: Não achei nenhuma imagem do filme em português nem em inglês. Desculpem pelo poster em alemão!

9 – A Salvação

9 – A Salvação

Um boneco de pano acorda num ambiente desértico pós apocalíptico, onde não se vê mais ninguém vivo. Acaba encontrando outros bonecos parecidos com ele e tenta convencê-los a juntos lutarem contra uma besta mecânica.

Antes de virar um longa, o diretor Shane Acker fez um curta (que você pode ver aqui), em 2005, que chegou a ser indicado ao Oscar. Tim Burton viu e gostou, e resolveu produzir a transformação deste curta num longa. E de quebra ainda chamou o russo Timur Bekmambetov (de Guardiões da Noite) para ajudar na produção.

Ter virado um longa teve seu lado bom e seu lado ruim. Por um lado, os personagens e cenários estão mais bem explorados; mas em compensação, em alguns momentos, rola encheção de linguiça – não precisávamos de tantas explicações sobre a guerra, por exemplo!

Uma vantagem de ter virado uma grande produção é o elenco que dublou. Se o curta não tinha diálogos, este longa tem Elijah Wood, Jennifer Connelly, Christopher Plummer, Martin Landau, John C. Reilly e Crispin Glover. Conhecemos cada boneco e sua personalidade diferente, isso ficou melhor no longa do que no curta.

O visual de 9 – A Salvação chama a atenção. Os cenários pós guerra são belíssimos, e os bonecos de pano são muito bem feitos – acredito que fariam sucesso numa loja de brinquedos…

O filme flui bem até quase o fim. Mas heu, particularmente, detestei o final. Não vou falar aqui por causa de spoilers, mas achei o fim decepcionante. Talvez exista uma explicação que heu não entendi…

Apesar de não ser exatamente uma animação para o público infantil, 9 – A Salvação pode agradar as crianças – minha filha de nove anos viu e gostou. Ela só não gostou do final…

Predadores

Predadores

Um grupo de soldados de elite, estranhos entre si, vindos de lugares diferentes, se encontra numa floresta desconhecida e precisa lutar contra um misterioso inimigo.

Todos aqui conhecem a franquia Predador, certo? Tivemos Predador em 1987 e sua continuação em 90; recentemente, dois Alien Vs Predador (2004 e 07). Pra quem não sabe do que se trata: o predador é um caçador, vindo de outro planeta. Usa uma avançada tática de camuflagem e poderosas armas. E caça por esporte.

Aí vem a pergunta: precisa de mais um, já que os dois AVP foram fraquinhos? O que mais me chamou a atenção nesta nova produção com cara de caça níqueis vagabundo foi o nome Robert Rodriguez na produção. Sou fã do cara, se ele assina, merece um crédito… Porque admito que nunca tinha ouvido falar do diretor Nimrod Antal.

O roteiro traz uma surpresa logo de cara, que diz respeito a onde eles estão. E, lá pro meio, traz outra surpresa legal. Mais não digo por causa dos spoilers. Mas posso dizer que tudo está coerente com o conceito da franquia.

Quando li quem liderava o elenco, me questionei o que diabos Adrien Brody estava fazendo aqui. Caramba! O cara ganhou o Oscar de melhor ator há sete anos, e agora faz uma continuação de um filme de ação descerebrado? Mas, reconheço que ele até que funciona… Brody está fortão, com cara de mau e voz gutural de Batman. Coerente com o papel.

O elenco é acima da média, em se considerando que o segundo filme, de 1990, tinha Danny Glover como nome mais famoso. Além de Brody, temos Topher Grace (o eterno Forman de That 70’s Show), Danny Trejo (esse cara deve ser amigo do Robert Rodriguez…), Laurence Fishburne, Walton Goggins, Oleg Taktarov e Alice Braga.

(Aliás, Alice Braga está mandando bem em sua carreira internacional de filmes de ação / ficção científica. Depois de Eu Sou a Lenda e Repo Men, aqui ela é, mais uma vez, o principal papel feminino!)

O ponto fraco do elenco foi Laurence Fishburne. Gosto dele, é um bom ator, mas achei seu personagem completamente inconsistente – além de estar acima do peso exigido pelo papel!

O roteiro ainda tem alguns furos (como é que o médico saiu no meio da explosão, se ele estava bem distante dos outros?). Mas, para o que o filme se propõe, funciona. E os efeitos especiais e cenários são muito legais.

Boa diversão descerebrada!

Repo Man (1984)

Repo Man (1984)

Depois do Repo Men, de 2010, resolvi ver o quase homônimo Repo Man, cult de 1984, que tenho curiosidade desde os anos 80, mas nunca antes tive oportunidade.

Diferente de Repo – The Genetic Opera e Repo Men, a trama aqui não tem nada a ver com órgãos humanos. Os “repo men” aqui são “recuperadores de veículos”, são pessoas que tomam carros com dívidas, ou seja, um ladrão de carros do lado da lei. Parece que esta profissão existe nos EUA, mas nunca ouvi falar de algo parecido por aqui.

A trama também fala de um carro com algo misterioso na mala e de supostos alienígenas – mas isso tudo é deixado em segundo plano.

O filme foi escrito e dirigido pelo cult Alex Cox, e tem um monte de referências ao punk – não por coincidência, o filme seguinte de Cox foi Sid and Nancy, cinebiografia de Sid Vicious, baixista dos Sex Pistols.

O elenco é encabeçado por dois nomes famosos na época, Emilio Estevez e Harry Dean Stanton. O resto do elenco é formado por ilustres desconhecidos…

O roteiro tem alguns lances bem legais, como uma espécie de “anti marketing” – nas garrafas de bebida, a gente lê “drink”; nas latas de comida a gente lê “food”. Mas, por outro lado, muitos dos diálogos são péssimos, e os personagens, caricatos demais! E, pra piorar, no terço final, a história pira completamente. Nada faz sentido no fim do filme!

Como todo bom cult movie, Repo Man tem seus fãs. Mas, como todo bom cult movie, tem gente que vai odiar.

The Losers

The Losers

Um grupo de soldados de elite é mandado para a Bolívia para uma missão que dá errado e eles são dados como mortos, e se vêem sem dinheiro e sem documentos. Uma misteriosa mulher aparece para ajudá-los a voltar.

Dirigido pelo desconhecido Sylvain White, The Losers é mais uma adaptação de quadrinhos, desta vez um quadrinho menos famoso da DC.

O filme é aquilo que a gente espera. Tiros, explosões, correria… A história é meio óbvia e o filme é cheio de clichês, mas, como disse, isso tudo era esperado. O que me chamou a atenção aqui foi o elenco, com Jeffrey Dean Morgan (o Comediante de Watchmen), Zoe Saldana (a Uhura do novo Star Trek), Chris Evans (o Tocha Humana do Quarteto Fantástico) e Jason Patrick (do primeiro Lost Boys). É um bom time para um filme desconhecido… (O elenco também conta com Idris Elba, Óscar Jaenada e Columbus Short).

Jeffrey Dean Morgan está ok no papel principal. Gosto dele, fico feliz de vê-lo como protagonista. Zoe Saldana também está bem, a fotografia do filme mostra bem sua beleza. Chris Evans soma mais um filme baseado em quadrinhos no currículo – além do Tocha Humana, o cara será o Capitão América em breve – será que existe um limite de personagens de quadrinhos que um mesmo ator pode representar? O ponto fraco do elenco é Jason Patrick, bom ator, mas que está excessivamente caricato com o seu vilão mau, muito mau…

The Losers não é bom, mas também não é ruim. Pode agradar os fãs do gênero.

Repo Men

Repo Men

No futuro, qualquer órgão do seu corpo poderá ser trocado por um artificial. Mas, no caso de falta de pagamento, este órgão poderá ser retirado de você por um funcionário da companhia fornecedora…

Antes de falar do filme, preciso falar de outra coisa. O argumento é interessante, mas é muito parecido com o recente Repo – The Genetic Opera, um musical de terror, onde órgãos transplantados e não pagos são retirados da mesma forma. E, pra piorar, alguns detalhes ainda ajudam na semelhança, como a existência de uma nova droga sintética (droga em pó vermelho vs zydrate); ou a cantora com olhos modificados em ambos os filmes… Isso sem falar no próprio nome dos coletores de órgãos, chamados de repo men em ambos os filmes!

Mas, apesar da semelhança, Darren Lynn Bousman, o diretor de Repo – The Genetic Opera, declarou que todos devem assistir o novo filme. Provavelmente ele sabe que não tem como competir com um grande lançamento – Repo – The Genetic Opera foi lançado em 2008 em 11 salas; Repo Men, de 2010, foi para 2.600 salas…

Mas vamos ao filme!

A sinopse é aquilo que falei, né? Órgãos artificiais são vendidos através de financiamentos. Atrasou o pagamento, vem um Repo Man e toma o órgão de volta. A diferença é que aqui não é musical nem terror, é uma ficção científica misturada com policial, lembra um pouco Blade Runner.

É o filme de estreia do quase desconhecido Miguel Sapochnik, e traz no elenco alguns nomes famosos: os sempre competentes Jude Law e Forest Whitaker, além de Liev Schreiber, Carice van Houten e a “nossa” Alice Braga. Ninguém se destaca, mas também ninguém atrapalha.

O clima do filme é bem legal. Tão legal que a gente quase deixa de lado um monte de incoerências do roteiro. Pena que tem coisas que não dá pra deixar passar, como, por exemplo, como é que um cara, com emprego fixo, perde todos os três primeiros pagamentos? (Não é interessante para a companhia perder um devedor!). Ou: onde estão as armas de fogo?

O filme ainda tem espaço para uma citação genial. Determinada cena, Law e Whitaker estão vendo tv. E na tv está passando O Sentido a Vida, do Monty Python – justamente a cena do doador der órgãos!

Apesar de não ser novidade, o final é legal, e salvou o terço final do filme, onde parecia que o roteirista tinha perdido a mão.

Se você gosta do estilo e não se importa com ideias “requentadas”, este é uma boa opção!

P.s.1: se o argumento é muito parecido com Repo – The Genetic Opera, o roteiro lembra muito Brazil, o filme, de Terry Gilliam. Em Brazil, um funcionário modelo de uma grande corporação acaba sendo perseguido pelo seu colega e se envolvendo com uma mulher quase desconhecida no meio do caminho. Isso sem falar do fim de ambos, mas aqui não falo mais por causa de spoilers!

P.s.2: existe um filme quase homônimo, o Repo Man, dirigido pelo cult Alex Cox em 1984. Não vi este, mas pelo que li por aí, não tem nada a ver, é só coincidência.

Mórbido Silêncio / Strangeland

Mórbido Silêncio / Strangeland

Numa cidade pequena chamada Helverton, um maluco sadomasoquista, entusiasta de piercings, tatuagens e body modification, sequestra vítimas que encontra pela internet, através de chat rooms adolescentes.

Este é um daqueles filmes com cara de vagabundo que infestam as prateleiras de 9,90 de lojas como a Casa & Video ou Americanas. Na capa, a única informação interessante que temos é sobre a participação de Robert Englund, o eterno Freddy Kruger, no elenco. Mas tem algo a mais. Por que este filme deve ser reconhecido pelos fãs de rock’n’roll?

A explicação, claro leitor, está no nome do roteirista do filme: um tal de Dee Snider. Sim, ele mesmo, o “twisted sister” em pessoa. Além de roteirista, Snider ainda tem um dos papéis principais.

E aqui é que não entendi uma coisa. Se um cara escreve um roteiro e vai participar do elenco, ele tem oportunidade de escrever algo específico para ele. Peguemos o exemplo do Tarantino: todos sabem que ele é fã de pés femininos, certo? Bem, em Um Drink no Inferno, quando Salma Hayek enfia o dedo do pé na boca de um dos personagens e derrama vinho pela perna, quem é o personagem que bebe o vinho através de seu pe? Claro que é o próprio Tarantino! Aí vem o Dee Snider, escreve um roteiro, e qual é o papel que ele cria pra ele mesmo? O maluco sadomasoquista… Isso ficou esquisito…

O filme parece ser uma ode à liberdade de se alterar o próprio corpo e sentir os prazeres da dor que isso causa. Não conheço a vida pessoal de Snider, mas ele deve ser ligado nessas coisas…

(Heu, por razões pessoais, gostei foi do nome da cidade, Helverton. Não sei se a cidade existe, mas até achei um nome simpático! Pelo menos para quem se chama Helvecio! 😀 )

Ah, sim, voltemos ao filme. Não vai mudar a vida de ninguém, mas não é tão óbvio quanto uma prateleira de 9,90 pode sugerir. O roteiro guarda algumas surpresas e o Captain Howdy, personagem de Snider, é até interessante. Pode ser uma boa sugestão para aqueles na pilha.

Sem Saída – Eden Lake

Sem Saída – Eden Lake

Steve e Jenny vão acampar num lago, mas esbarram com uma gangue de adolescentes marginais. Após um incidente com a gangue, começa um conflito.

Não é todo dia que aparece um filme como Sem Saída. Tensão crescente, no ritmo certo. E uma coisa muito legal aqui é que tudo é perfeitamente possível de acontecer com qualquer um. O casal não fez nada demais para provocar os garotos. E a gangue é consistente, alguns dos meninos estão nitidamente desconfortáveis com a situação, mas continuam seguindo o “macho alfa” do grupo.

O filme foi dirigido e escrito por James Watkins – é a sua estreia como diretor, mas ele já escrevera outros roteiros. O casal principal é bem interpretado por Kelly Reilly (Sherlock Holmes) e Michael Fassbender (Bastardos Inglórios). Mas quem chama a atenção é o garoto Jack O’Connell, como o líder da gangue.

O clima aqui às vezes lembra Abismo do Medo. Ambos os filmes são britânicos e ambos colocam protagonistas mulheres passando por situações extremas – aquela cena com Jenny dentro da lixeira lembra muito uma certa parte de Abismo do Medo. O fato de ambos os filmes terem trilha sonora de David Julyan também ajuda na semelhança.

(Coincidência ou não, James Watkins foi o roteirista de Abismo do Medo 2…)

Sem Saída é mais um daqueles filmes mal lançados aqui no Brasil. Ouvi falar dele numa comunidade do orkut, baixei e vi. E só depois descobri que já foi lançado em dvd aqui no Brasil…

Toy Story 3

Toy Story 3

Cada novo lançamento da Pixar me convence mais que os caras que trabalham lá são gênios. Toy Story 3 é mais uma prova disso.

Neste terceiro filme, Andy, o dono dos brinquedos, está com 17 anos e prestes a ir para a faculdade. Abandonados, os brinquedos não sabem se vão ser guardados no sótão, jogados fora ou doados para uma creche. E assim começa uma aventura atrás de um novo lar com novos donos.

Uma das características da Pixar é não investir em continuações, na contramão da maioria dos estúdios de Hollywood (existe uma regra informal que diz que uma continuação rende pelo menos a metade que o anterior). Até agora, Toy Story foi o único filme que teve continuações (li na internet rumores sobre continuações de Carros e Monstros S.A. para os próximos anos). Fiquei com um certo receio, porque muitas vezes continuações são meros caça-níqueis – ainda não vi o Shrek 4, mas é nítida a queda da qualidade na franquia da Dreamworks.

Mas o meu medo era desnecessário. Toy Story 3 é sensacional!

Não temos nada mais o que falar sobre a parte técnica das animações da Pixar, certo? Os caras já provaram que são os melhores. No máximo, outra animação pode se igualar, mas acho difícil alguém ser superior a eles. Então, já sabemos que o desenho é absurdamente bem feito.

Aí tem o outro lado. Eles sabem que hoje em dia não basta ter uma animação bem feita e algumas boas piadas. Isso até vende, mas não se destaca no meio dos vários lançamentos a cada ano. Então eles investem em personagens muito bem construídos e um roteiro maravilhoso.

Os personagens antigos são muito bons, isso a gente já sabia, tanto os principais quanto os coadjuvantes. E aqui, não só temos novos personagens sensacionais – como o Ken metrossexual – como ainda conhecemos o Buzz Lightyear latino! As cenas do Buzz falando espanhol são de rolar de rir!

E o roteiro, bem… Quantos filmes conhecemos por aí onde temos ação de tirar o fôlego, momentos hilariantes e ainda sobra espaço pra lágrimas nos olhos? Digo mais: tudo isso bem dosado, no timing certo. Toy Story 3 é comédia, drama e aventura ao mesmo tempo. E, melhor ainda: tudo isso num formato que agrada tanto os adultos quanto as crianças!

(Não é à toa que o filme, que estreou há apenas um mês, já foi escolhido como o sétimo lugar no ranking dos 250 melhores do imdB. Isso para um desenho animado que acabou de estrear!)

E o filme ainda tem espaço para os teóricos de plantão, que podem falar sobre crescimento, sobre amadurecimento, sobre amizade… Tudo isso está lá.

Enfim, recomendo. Para adultos, para crianças, para todos. E, se chorar no fim, não se envergonhe!

Uma Lição de Amor

Uma Lição de Amor

Um leitor daqui do blog sugeriu um filme que heu não tinha visto, I Am Sam, de 2001. Aí o cara me mandou uma cópia do dvd! Bem, filme visto. Vamos ao texto?

Sam (Sean Penn) é um deficiente mental que cria sozinho a filha Lucy (Dakota Fanning) – a mãe os abandonou no dia do nascimento. Quando Lucy faz sete anos, começa a intelectualmente ultrapassar seu pai e chama a atenção do serviço social, que tira de Sam a guarda da menina. Agora Sam, com a ajuda da advogada Rita (Michelle Pfeiffer), tem que recuperar a guarda na justiça.

Uma Lição de Amor (I Am Sam no original) poderia ser apenas mais um filme sobre deficientes mentais – temos que reconhecer que Hollywood adora o tema, tanto que rolou uma indicação ao Oscar de melhor ator para Penn por este filme. Mas alguns detalhes fazem dele um filme acima da média.

A primeira coisa a ser destacada é justamente o elenco, temos algumas atuações inspiradíssimas aqui. Sean Penn parece um verdadeiro deficiente mental, se heu não o conhecesse de dezenas de outros filmes, diria que ele era realmente doente. E, tão impressionante quanto Penn, temos uma Dakota Fanning de apenas sete anos trabalhando melhor que a maioria dos atores adultos por aí (por coincidência, poucos dias atrás vi The Runaways, onde Fanning mostra que já é adulta). Michelle Pfeiffer não brilha como os outros dois, mas pelo menos não atrapalha com a advogada Rita Harrison.

Outra coisa legal no filme são as inúmeras referências aos Beatles. Todas as músicas da trilha são regravações de Beatles, várias cenas e diálogos são citações aos Beatles. Até alguns nomes de personagens são tirados das canções, como Lucy Diamond e Rita Harrison.

(Curiosidade: a ideia inicial era usar as músicas originais, mas não conseguiram os direitos. Assim, pediram para vários artistas gravarem covers, mas mantendo o metrônomo no mesmo tempo, para não alterar o que já tinha sido filmado.)

Mas nem tudo é perfeito. Algumas situações são clichê demais. Sam é um ótimo pai, enquanto Rita é uma péssima mãe. E o fim do filme é água com açúcar demais…

Mesmo assim, o filme tem um ritmo envolvente e nem parece que o filme tem mais de duas horas. Vale a pena!