Um Olhar do Paraíso

Um Olhar do Paraíso

Pára tudo! Estreou ontem no Rio The Lovely Bones, o novo filme do Peter Jackson, um dos meus diretores favoritos, diretor de Trash – Náusea Total, Meet The Feebles, Fome Animal, Almas Gêmeas, Os Espíritos, a trilogia Senhor dos Anéis e King Kong!

No filme, a adolescente Suzie Salmon narra a sua própria história: ela foi assassinada, aos 14 anos de idade, e, antes de entrar no paraíso, continuou observando a sua família – e seu assassino. Ela agora precisa deixar o sentimento de vingança para trás e seguir em frente.

Baseado no best seller “Uma Vida Interrompida”, de Alice Sebold, Um Olhar do Paraíso é um drama com toques fantásticos, mais próximo de Almas Gêmeas (1994) do que os filmes mais recentes de Peter Jackson, depois que ele foi para Hollywood (os três Senhor dos Anéis e King Kong).

O filme lembra muito Amor Além da Vida, de Vincent Ward – ambos tratam de famílias que perderam um filho, e em ambos o visual do pós morte é deslumbrante. Coincidência ou não, ambos os diretores são neo zelandeses!

Me faltam palavras para descrever o visual criado por Peter Jackson para as cenas depois que Suzie morre. Imagens lindíssimas, dá vontade de rever o filme só pelo visual.

O tema – morte de uma criança – é muito delicado. Pelo menos para mim, tenho experiências ruins e traumáticas com esse assunto. Por isso, fica difícil de dar uma opinião mais isenta, como faço nos outros posts. Peço desculpas aos meus leitores habituais.

Voltando ao filme… Stanley Tucci foi indicado ao Oscar de melhor ator coadjuvante por causa de sua boa atuação no papel de vizinho pervertido e assassino. Susan Sarandon e Rachel Weisz estão bem como sempre, e Mark Wahlberg não atrapalha. E a jovem Saoirse Ronan, que interpreta Suzie, cativa a todos, de lá de onde ela está. Ainda no elenco, Michael Imperioli, Reece Ritchie, Rose McIver e Carolyn Dando.

Li pela internet várias críticas negativas ao filme, mas tive a impressão de que as pessoas falavam sobre uma má adaptação do livro de Sebold. Bem, não li o livro, apenas vi o filme. E não vi todas essas críticas…

Amor Sem Escalas

Amor Sem Escalas

Ryan Bingham (George Clooney) é um especialista em demitir pessoas. Por isso, ele passa a maior parte do ano viajando de cidade em cidade, de aeroporto em aeroporto. Até que a sua empresa resolve cortar os custos com viagens, e Ryan precisa pensar em se assentar.

Este novo filme de Jason Reitman (Obrigado Por Fumar, Juno) está badaladíssimo, foi até indicado a Oscar de melhor filme. Mas heu achei tão fraquinho…

George Clooney está bem, interpretando o mesmo George Clooney de sempre. E a bonitinha Anna Kendrick, apesar das manchas no currículo (ela é coadjuvante da saga Crepúsculo), foi até indicada ao Oscar de melhor atriz coadjuvante! Ainda no elenco, Vera Farmiga, Jason Bateman, Amy Morton, Melanie Lynskey e Dany McBride, isso sem contar com pontas de J. K. Simmons, Sam Elliott e Zach Galifianakis.

A edição do filme é bem interessante – as sequências de Clooney arrumando e desarrumando as malas são muito boas. Mas, de resto, o filme é apenas “correto”. Não achei motivo para as seis indicações ao Oscar – além de filme e atriz coadjuvante (Anna Kendrick), o filme ainda concorre a diretor, roteiro adaptado, ator (Clooney) e novamente atriz coadjuvante (Vera Farmiga). Sei lá, parece que o pessoal da Academia não viu direito os concorrentes…

O filme não é ruim, não me entendam errado. Só não achei isso tudo o que estão falando por aí…

O Lobisomem

O Lobisomem

Uêba! Filme de terror novo nos cinemas cariocas! Refilmagem do filme homônimo de 1941, este novo O Lobisomem entrou em cartaz na sexta de carnaval.

A trama não traz muitas novidades. Lawrence Talbot (Benicio Del Toro), afastado da família há anos, volta por causa da morte de seu irmão, atacado por uma criatura misteriosa. Não demora muito, ele mesmo também é atacado, e se transforma num lobisomem.

O clima do filme dirigido por Joe Johnston (Jumanji, Parque dos Dinossauros III) é muito legal. A reconstituição de época está ótima, emoldurada pela inspirada trilha sonora de Danny Elfman.

Os efeitos de maquiagem, ah, estes merecem um parágrafo à parte. Rick Baker, seis vezes ganhador do Oscar de melhor maquiagem, estava trabalhando em Norbit quando soube que estavam refilmando O Lobisomem. Procurou então o estúdio Universal e se ofereceu para trabalhar nele. Ele se inspirou para esta profissão com o Lobisomem original, de 41, e o seu primeiro Oscar foi justamente por Um Lobisomem Americano em Londres – que traz, até hoje, a melhor transformação em lobisomem da história do cinema! (Os outros Oscars de Baker foram por Um Hóspede do Barulho, Ed Wood, O Professor Aloprado, MiB e O Grinch, e ele foi indicado outras cinco vezes).

Não sei se as transformações aqui são tão boas quanto Um Lobisomem Americano em Londres. Mas, se não são, chegam perto. São, sem dúvida, uma das melhores coisas do filme.

(Pequeno parênteses para falar mal de filme ruim. Os caras responsáveis pelos lobisomens de Lua Nova devem ter ficado com vergonha ao ver o lobisomem daqui. Tanto no visual – este dá medo, o outro parece um efeitozinho vagabundo de cgi; quanto na transformação – aquele “lobinho” se transformando no meio de um pulo!)

A princípio, achei esquisito a escolha de Benicio Del Toro para ser um inglês filho do Anthony Hopkins, acho ele muito latino para isso. Mas depois de ver o filme, a gente vê que Del Toro é “o cara”. Não só ele é um excelente ator, como ele tem cara de lobisomem…

Além de Del Toro e Hopkins, o elenco conta com Emily Blunt, Hugo Weaving, Geraldine Chaplin e ainda rola uma ponta do próprio maquiador Rick Baker, como o primeiro cigano a ser atacado.

Alguns críticos estão falando que falta originalidade no roteiro. Ora, trata-se da refilmagem de um filme feito há quase sete décadas! Claro que não é original! Mas que funciona muito bem, ah, não há dúvidas quanto a isso.

Boa opção para os fãs de terror!

Antes do Por do Sol

Antes do Por do Sol

Mais cedo falei de Antes do Amanhecer, agora é a vez de sua continuação, o também simpático Antes do Por do Sol.

Nove anos depois dos eventos do primeiro filme, Jesse virou escritor e está em Paris lançando o livro onde conta a noite do primeiro filme. Algumas horas antes de seu vôo sair, ele reencontra Celine.

O que é legal aqui é que é o mesmo diretor Richard Linklater e os mesmos atores Ethan Hawke e Julie Delpy, criando o mesmo clima intimista do primeiro filme!

Antes do Por do Sol é tão simpático quanto o primeiro filme. Inclusive, temos uma coisa muito interessante aqui: o roteiro foi escrito a seis mãos, pelo diretor Linklater junto com o seu casal de protagonistas, Hawke e Delpy.

Pena que não há muita história a ser contada. O filme tem um pouco menos de uma hora e vinte minutos, e algumas das cenas são desnecessárias (como, por exemplo, quando Jesse descreve o seu próximo livro; ou então Celine imitando a Nina Simone no palco). Acho que eles não tinham material para um longa, mas mesmo assim queriam mostrar o que aconteceu com o casal.

Não é tão bom quanto Antes do Amanhecer, mas que gostou de um vai curtir o outro.

Antes do Amanhecer

Antes do Amanhecer

Um jovem casal se conhece em um trem na Europa e resolve passar uma apaixonada noite caminhando por Viena. O problema é que ele tem um vôo para pegar de manhã, e ambos sabem que provavelmente nunca mais vão se reencontrar.

Este simpático filme de 1994 é uma prova que bons diálogos são o suficiente para se fazer um bom filme. Escrito por Richard Linklater (também diretor) e Kim Krizan, Antes do Amanhecer é verborrágico, praticamente só tem diálogos entre dois personagens – mas em momento nenhum é chato.

Boa parte do mérito do filme está no talento e carisma de seu casal de protagonistas. Ethan Hawke e Julie Delpy estão ótimos como Jesse e Celine, o casal que vive a noite mágica.

A proposta é muito boa. Afinal, como eles só têm uma noite, a relação é perfeita. Não existe desgaste por causa do tempo da relação, e amigos ou parentes não têm como atrapalhar. Em uma noite não dá tempo de surgirem problemas! Aliás, nem dá tempo de se “discutir a relação”!

O diretor Linklater é eficiente em diferentes estilos de filmes. Ele é bom em filmes modestos, como esse, sua continuação, e também Jovens Loucos e Rebeldes, filmes mais focados nos atores e nos personagens. Mas ele também dirigiu o divertido Escola do Rock. Isso sem contar com dois filmes feitos usando animação em rotoscopia, Waking LifeO Homem Duplo.

O filme teve uma continuação nove anos depois, Antes do Por do Sol, com os mesmos atores e o mesmo diretor, mostrando o reencontro de Jesse e Celine. Ainda hoje vem para cá para o blog!

Contatos Imediatos do Terceiro Grau

Contatos Imediatos do Terceiro Grau

Está acontecendo um festival de filmes dos anos 70 no Instituto Moreira Salles. Fui lá no domingo, e, antes de O Império Contra-Ataca, revi Contatos Imediatos do Terceiro Grau, um dos melhores filmes do diretor Steven Spielberg. E olha que estamos falando cara que dirigiu Caçadores da Arca Perdida, E.T., Tubarão, Parque dos Dinossauros, O Resgate do Soldado Ryan e A Lista de Schindler, dentre outros!

A trama: depois de um breve contato com discos voadores, algumas pessoas começa a ter alucinações com uma montanha e um tema de cinco notas musicais. Ao mesmo tempo, um cientista francês investiga misteriosos acontecimentos pelo mundo, desconfiando que tudo tem a ver com os discos voadores.

Considero Contatos Imediatos do Terceiro Grau um grande marco na história do cinema. Até então, os filmes de ficção científica tinham efeitos especiais tão capengas que os filmes não conseguiam ser levados a sério. (A honrosa excessão é 2001, feito em 1969 por Stanley Kubrick. Os efeitos especiais de 2001 impressionam até hoje, mais de 40 anos depois!)

Até que, em 1977, surgiram dois filmes que mudaram a história do cinema de ficção científica: este Contatos Imediatos do Terceiro Grau e um tal de Guerra nas Estrelas, de George Lucas. (Coincidência ou não, Spielberg e Lucas já eram amigos…) A partir daí, os efeitos especiais começaram a ficar mais convincentes, e durante a década seguinte, já eram usados facilmente por muito mais filmes.

O elenco, encabeçado por Richard Dreyfuss, traz um nome curioso: François Truffaut, diretor de filmes como Farenheit 451 e A História de Adelle H, que interpreta o cientista francês. Ainda no elenco, Melinda Dillon, Teri Garr e Lance Henriksen.

Ainda no elenco, preciso mencionar que achei sensacional o papel do filho do meio de Richard Dreyfuss. O moleque é uma peste, em todas as poucas cenas onde ele aparece, ele está aprontando alguma arte. Me diverti muito vendo o moleque endiabrado! Sensacional!

Enfim, um clássico da ficção científica. Recomendado a todos, mesmo que nos dias de hoje.

O Império Contra-Ataca

O Império Contra-Ataca

Tive a oportunidade de rever, no último fim de semana, o fantástico O Império Contra-Ataca. Melhor ainda: num cinema!

Todo mundo conhece a história, né? O vilão Darth Vader encontra os rebeldes que se refugiaram no gelado planeta Hoth. Enquanto Han Solo, Chewbacca, a princesa Leia e C-3P0 fogem do Império na Millenium Falcon; Luke Skywalker vai com R2-D2 até o planeta Dagobah para continuar o treinamento jedi com o mestre Yoda.

O Império Contra-Ataca é considerado por muitos como o melhor filme de toda a saga Star Wars. E não é difícil entender o por que. Enquanto Guerra nas Estrelas (Uma Nova Esperança), por ser o primeiro, teve um orçamento mais limitado e por isso às vezes parece que não é tão bem feito, com efeitos especiais inferiores e algumas falhas; O Retorno do Jedi tem um lado meio infantil com os seus ewoks. (Heu, particularmente, gosto muito dos três. E O Retorno do Jedi teve uma importância maior na minha vida cinematográfica, pela época que passou, quando heu tinha 12 anos. Mas isso ficará para outro post…)

O Império Contra-Ataca continua muito bom, mesmo 30 anos depois do lançamento (sim, o filme é de 1980!). Inclusive, os efeitos especiais, de uma era pré computador, continuam eficientes. Definitivamente, um marco na história do cinema!

O filme foi escrito por Leigh Brackett e Lawrence Kasdan (que também escreveu Os Caçadores da Arca Perdida e O Retorno do Jedi) e dirigido por Irvin Kershner, e não por George Lucas, como muitos pensam. Lucas criou a história, todo o universo de Star Wars vem da cabeça dele, nisso ele é um gênio – mas ele nunca se deu bem dirigindo atores. Tanto que, antes da nova trilogia (quando, teimoso, ele resolveu dirigir os três filmes), ele só dirigira outros três filmes: o primeiro Guerra nas Estrelas, Loucuras de Verão e o esquisito THX-1138. Richard Marquand foi o “diretor de aluguel” em O Retorno do Jedi. Falo “diretor de aluguel” porque tanto Kasdan quanto Marquand não têm grandes créditos como diretores de outros filmes, e além disso, os três filmes da trilogia clássica têm a “mesma cara”.

Suponho que todos aqui já tenham visto O Império Contra-Ataca. Por isso, aqui está o meu aviso de spoiler! A partir de agora, rolarão spoilers sobre toda a saga!

SPOILERS!

Talvez o maior “plot twist” (reviravolta no roteiro) do cinema em todo o século passado seja o momento onde Vader revela que é o pai de Luke. Hoje em dia isso é até óbvio e virou clichê, mas, acreditem, na época, era grande coisa!

Às vezes me perguntam qual seria a ordem correta para se ver os seis filmes. Sempre digo que é IV, V e VI, e depois I, II e III. O Império Contra-Ataca tem dois bons exemplos que justificam esta ordem. Um é a própria revelação que Vader é o pai de Luke. Ora, se você viu o ep. III, você já sabia! Além disso, ainda rola um beijo entre Luke e Leia, que só vão descobrir que são irmãos no ep. VI.

(Ainda rola o fato do R2-D2 já saber quem era o Yoda. Mas, na verdade R2 sempre foi um sacana, ele pode ter feito isso de propósito. Prestem atenção na fuga de Bespin: ele sabia que tinham desligado o hiper drive e não falou nada!)

E, na minha humilde opinião, a maior falha da saga está num diálogo deste filme. Quando Luke vai embora de Dagobah, Obi Wan fala “ele era a nossa última esperança”, e Yoda responde “não, ainda tem mais uma”. Ora, Obi Wan estava presente no nascimento dos gêmeos, no fim do ep. III! Para este diálogo fazer sentido, Yoda deveria ser o único a saber dos gêmeos, e deveria entregar um para o Obi Wan e a outra para o Bail Organa, e um não deveria saber do outro. Aí sim, Obi Wan poderia ter falado aquilo. Bola fora, sr. Lucas!

Nos anos 90, os três filmes clássicos foram relançados, com efeitos novos, mas com algumas desnecessárias alterações. Grandes polêmicas envolvem essas mudanças, principalmente nos episódios IV e VI (No IV, temos o Greedo atirando antes, e Han Solo ainda pisa no rabo do Jabba logo depois; no VI, a nova música colocada no palácio do Jabba é bem pior que a original). Mas neste ep. V não há nenhuma mudança considerável. Mesmo assim, fiquei feliz de ver que a cópia exibida foi a original, sem alterações.

May the force be with you! Always!

Escola de Rock

Escola de Rock

Um guitarrista frustrado, demitido de sua banda de rock, acidentalmente vira professor de música para uma turma de crianças numa escola conservadora. Surpreendentemente, as coisas dão certo…

Escola de Rock é um filme leve e divertido, que funciona perfeitamente com a canastrice do careteiro Jack Black. Black é caricato, mas é um cara rock’n’roll. E aqui, como um professor não convencional, esta caricatura deu certo. O resto do elenco ainda conta com Joan Cusack, Sarah Silverman, Adam Pascal e Mike White (que também escreveu o roteiro). Isso sem contar com o bom elenco infantil.

A produção do filme foi muito feliz na escolha do elenco infantil. As crianças realmente tocam os instrumentos! Uma das opções do dvd é ouvir os comentários das crianças. É engraçado ouví-las falando que o Jack Black toca mal!

Tem outra coisa legal nos extras do dvd. Escola de Rock foi dirigido por Richard Linklater, o mesmo de Dazed and Confused (Jovens, Loucos e Rebeldes aqui no Brasil). Dazed and Confused é o nome de uma música do Led Zeppelin, e o grupo na época não autorizou o uso de suas músicas na trilha sonora do filme. Pois bem, agora, Jack Black montou um vídeo com centenas de fãs pedindo para usar The Immigrant Song. A ideia deu certo, o Led Zeppelin autorizou, e o vídeo está nos extras do dvd!

Os mais sérios vão dizer que o filme é bobo. Ok, é meio bobo sim, mas heu achei muito divertido. É como dizem os Rolling Stones: “it’s only rock’n’roll, but I like it!”

Equilibrium

Equilibrium

Não sei como, mas heu nunca tinha ouvido falar neste Equilibrium. Até que me recomendaram há umas semanas atrás e baixei para ver. O filme é muito bom!

Depois da terceira guerra mundial, todos passam a viver numa sociedade fascista, onde é proibido ter emoções – sem emoções, não há brigas; sem brigas, não há guerras. Assim, toda e qualquer manifestação artística é proibida, e são queimados quadros, livros e discos. E todos tomam uma dose diária de uma droga semelhante ao Prozac (inclusive no nome).

No início, o clima lembra um pouco Matrix, talvez pelas roupas pretas e pela quantidade excessiva de armas e tiros. Mas na verdade o filme está mais próximo de 1984, com sua sociedade fria e sem cores e seu governo totalitário.

Gostei muito do filme. A parte visual é muito bem feita, cenários, figurinos, todo este novo mundo é muito interessante. E tem mais: é apresentada uma nova técnica de luta, o “gun kata”, uma mistura de artes marciais com armas de fogo. Algumas das lutas são sensacionais!

Equilibrium foi escrito e dirigido por Kurt Wimmer. O que mais esse cara fez? Bem, quatro anos depois de Equilibrium, ele fez Ultravioleta, aquele filme estiloso com a Milla Jovovich de cabelo roxo. Ultravioleta tem muito de Equilibrium, mas é bem mais fraco. Pelo menos por enquanto, Equilibrium é o seu melhor filme.

O elenco traz um Christian Bale inspirado, diferente dos recentes Batman e Exterminador do Futuro – A Salvação. O papel aqui exigia mais, e Bale não decepcionou. Ainda no elenco, Emily Watson, Sean Bean, Taye Diggs e William Fichtner. É, se foi mal lançado por aqui, não foi por causa do elenco!

Equilibrium é de 2002. Foi mal lançado aqui, não me lembro dele nos cinemas, tampouco em vhs (nessa época heu ainda frequentava locadoras de vídeo!). E acho que nunca foi lançado em dvd.

Mas é um bom filme. Vale o download!

Bolt – Supercão

Bolt – Supercão

A parte inicial de Bolt Supercão é alucinante. É de tirar o fôlego, tem mais ação que muito blockbuster hollywoodiano. Bolt é um cão com superpoderes, capaz de parar um carro com uma cabeçada e dono de um latido tão forte quanto uma bomba.

Até que descobrimos que estamos dentro de um programa de tv! Bolt é um cachorro comum, mas que acredita que é um super herói.

A graça da trama é essa: ao cair no mundo real, Bolt precisa aprender a ser um cão normal. Para isso, encontra ajuda na gata Mittens. Mas o melhor do filme é o outro coadjuvante, o hamster Rhino, um alucinado fã de tv. Não sei quem fez voz no original, mas na versão brasileira, a dublagem de Leandro Hassum está sensacional! Sim, vi dublado. Só fiquei com pena porque no original, o Bolt é dublado pelo John Travolta, e o vilão éninguém menos que Malcom McDowell. (E, para os teens, Miley Cyrus é quem dubla Penny, a menina que é dona do Bolt)

(Admito que os pombos também são muito bons. Mas infelizmente, a sua participação é muito pequena!)

A animação é de primeira linha. E ainda vi no cinema, em 3D! Bolt Supercão é Disney, que está.se esforçando para manter a alta qualidade para competir com a Pixar.

Merecidamente, Bolt Supercão foi um dos três indicados para o Oscar de melhor desenho animado longa metragem de 2008 – perdeu para o fantástico Wall-E (da Pixar, de quem mais poderia ser?). Sem dúvida, 2008 teve três ótimas animações entre os concorrentes ao Oscar, o terceiro filme era Kung Fu Panda!

Em suma: boa opção, tanto para crianças, quanto para crianças grandes!