Efeito Borboleta 2

Efeito Borboleta 2

Bem que me avisaram que esta continuação era bem mais fraca que o primeiro filme. Mas gosto do Efeito Borboleta original, e me emprestaram o dvd desta continuação, aí resolvi arriscar.

Depois de sofrer um grave acidente onde morreram sua namorada (Erica Durance) e um casal de amigos, Nick (Eric Lively) descobre que consegue voltar no tempo para consertar algumas coisas que deram errado.  Mas o problema é que, quando algumas coisas são alteradas, nem sempre tudo acontece como era para acontecer.

Segundo a teoria do caos, “o bater das asas de uma borboleta num extremo do globo terrestre pode provocar uma tormenta no outro extremo no intervalo de tempo de semanas” (tirado da wikipedia). Ou seja, ao alterar um aspecto de apenas uma coisa no passado, isso pode acarretar outra coisa completamente diferente do objetivo pretentido. O primeiro filme se baseia nisso, e seu roteiro tem alguns “buracos” propositais, que são explicados depois, de maneiras cada vez mais surpreendentes.

Isso é que o torna um filme interessante. Aqui, nesta continuação, nada disso acontece. O filme não é ruim, mas é muito mais fraco que o primeiro…

Fiquei com vontade de rever o primeiro filme. Sorte que tenho o dvd em casa!

Bitch Slap

Bitch Slap

Quando surgiu a divulgação deste Bitch Slap, já virei fã logo de cara. Três mulheres gostosas, com cara de bad girls, de peitos grandes escondidos por enormes decotes, saindo de um carro, em câmera lenta. Digo mais: elas brigam entre si, rolam tiros e explosões, e até um lesbianismo leve. Precisa de mais?

A história mostra as três bad girls no deserto, e, através de divertidos flashbacks, conhecemos a história de cada uma delas e entendemos o que elas estão fazendo lá.

Sim, é tudo muito caricato. Mas será que alguém achava que esse seria um filme sério? Claro que não! Ou seja, aqui é tudo muito engraçado!

As três meninas estão caricatas, como o filme pede, cada uma no estilo que de sua personagem. Julia Voth como a frágil stripper Trixie; Erin Cummings como a líder Hel; e America Olivo (Sexta Feira 13 – 2009) como a exagerada Camero. Bem, talvez America Olivo pudesse estar um pouco menos exagerada, mas mesmo assim, é coerente com o resto do filme. Como crítica está o fato de que nenhuma das três tira a roupa durante o filme!

O elenco ainda traz algumas surpresas, como participações especiais de Kevin Sorbo e Lucy Lawless – o Hércules e a Xena dos seriados de tv; e ainda uma ponta de Zoe Bell, uma das atrizes principais de À Prova de Morte, do Tarantino.

Aliás, falando em caricato e exagerado, algumas das cenas são descaradamente em estúdio com um fundo em chroma-key por trás. E os efeitos especiais são tosquérrimos! Claro, aqui, tudo funciona!

E, falando em tosqueiras, os créditos iniciais e finais são com imagens vintage de mulheres rebolando. Genial!

Achei o fim um pouco forçado – aquilo nunca aconteceria num filme sério. Mas não estamos falando de um filme sério, não?

Californication – Terceira Temporada

Californication – Terceira Temporada

Californication conta a história do escritor Hank Moody (David Duchovny), inteligente, mulherengo e com um grande talento para se meter em polêmicas. Aliás, às vezes fico impressionado com a capacidade de Hank de falar as coisas erradas nos momentos errados!

(Atenção: spoilers sobre as duas primeiras temporadas!)

Na primeira temporada, o grande objetivo de Hank era reconquistar sua ex, Karen (Natasha McElhone), mãe de sua filha adolescente Becca (Madeleine Martin). Ok, conseguiu isso, mas, e agora, o que fazer na segunda? Bem, um ótimo novo personagem apareceu na segunda temporada: Lew Ashby (Callum Keith Rennie, o Leoben de BSG), um produtor musical que vivia intensamente o trinômio sexo, drogas e rock’n’roll e procurava um biógrafo.

Algo tinha que ser pensado para a nova temporada. Hank Moody virou professor universitário! A princípio, achei que a ideia não teria fôlego, mas, ao fim do oitavo episódio – aquele onde Hank tem que enfrentar ao mesmo tempo todas as mulheres e todos os problemas – me rendi à terceira temporada!

Californication tem algumas vantagens sobre outras séries por aí. As temporadas são curtas, com doze episódios cada – assim, não fica cansativo. O bom humor, sempre presente, também funciona bem.

Esta temporada, diferente das outras duas, terminou com um gancho para a próxima. Aguardemos para ver qual será a próxima “roubada” de Hank Moody!

Giallo – Reféns do Medo

Giallo – Reféns do Medo

Retirado da wikipedia:

Giallo significa amarelo em italiano. Também significa uma série de livros baratos (com capas amarelas) com histórias de assassinatos, mistérios e suspense.

“Giallo” é um estilo de filme que fez sucesso nos anos 70 e fim dos 80, onde foram produzidos centenas de filmes com o tema. Até hoje sobrevive principalmente nas mãos do diretor italiano Dario Argento. Existem livros policiais de mistério na Itália que tinham a capa amarela. Quando começaram a produzir filmes sobre assassinos em séries sendo perseguidos por espertos detetives, a associação com os livros foi inevitável, nascia então um novo estilo na cinematografia italiana, chamado “Giallo”. A maioria dos “giallos” são parecidos, sempre existe um assassino em série (que geralmente é mostrado somente no final, durante a projeção vemos apenas suas mãos vestidas com luvas pretas de couro), um detetive que está na cola desse assassino e mortes chocantes, principalmente de mulheres (sempre com cenas de perseguição antes do ato), e exposição de corpos nús total ou parcialmente. O “giallo” foi muito importante para o gênero do terror. A maioria dos diretores italianos teve sua estréia cinematográfica com “giallos”, produzindo filmes magníficos que sempre exageravam no sangue. Foi tão popular em sua época que chegou a originar o termo “slasher” (serial killer que persegue adolescentes), tão comum nos filmes de terror dos anos 80 e 90, mas sem o mesmo charme e violência. Também originou o termo gore.

http://pt.wikipedia.org/wiki/Giallo

Copiei esse texto aí em cima para explicar porque heu estava ansioso por um filme chamado Giallo, dirigido por um dos mestres do giallo, Dario Argento!

(O curioso é que heu quase perdi este filme! Heu nem sabia que ele existia, quando descobri que já tem até título em português!)

Uma modelo (Elsa Pataky) desaparece. Sua irmã, Linda (Emmanuelle Seigner) procura a ajuda do inspetor Enzo (Adrien Brody), um policial fora do padrão, que desconfia que ela foi sequestrada por um serial killer.

O filme é interessante, tem bastante sangue, bastante gore. Algumas dessas cenas são muito legais, como as marteladas no crânio, ou a briga do garoto contra o assassino. Giallo não vai decepcionar os fãs de giallo – piada óbvia, mas perfeita aqui! 😀

Apesar de ter um ganhador do Oscar como protagonista, o elenco às vezes parece meio caricato. Mas quem conhece o estilo do diretor Dario Argento sabe que as atuações em seus filmes sempre parecem exageradas. E o fato de ser claramente dublado só ajuda isso.

Infelizmente, Argento pisou na bola no fim do filme. O fim de Giallo é ruim, mas tão ruim, que a gente até se esquece que o filme é legal…

O Jovem Frankenstein

O Jovem Frankenstein

Depois de Spaceballs, vi aquele que considero o melhor Mel Brooks: O Jovem Frankenstein, de 1974.

O filme, uma paródia da clássica história de Mary Shelley, conta a história do médico dr. Frankenstein, neto e herdeiro do barão da história original. Ao chegar na Transilvânia para receber a herança, ele descobre os estudos do avô e resolve seguir os seus passos.

O que falar sobre este filme, considerado uma das melhores comédias de todos os tempos? São tantas as piadas antologicas que fica até difícil citar alguma delas!

O elenco é fantástico. Gene Wilder, Marty Feldman, Peter Boyle, Teri Garr, Madeleine Kahn, Cloris Leachman, Gene Hackman, todos estão prefeitos. Feldman é um dos caras mais engraçadas que já vi no cinema! Suas caretas, com seus olhos esbugalhados, fazendo piadas olhando para a câmera, são impagáveis!

O roteiro foi escrito por Brooks e Wilder. Na verdade, a ideia de se fazer este filme surgiu no projeto anterior de Brooks, Banzé no Oeste, estrelado por Wilder.

Todo o visual do filme lembra o filme clássico, dirigido em 1031 por James Whale. Não só a fotografia é em preto e branco, Brooks procurou onde estavam os cenários e props daquele filme antigo e os alugou para a realização deste.

Enfim, filme obrigatório para fãs de comédia. Aliás, filme obrigatório para fãs de cinema!

Spaceballs – S.O.S. Tem Um Louco Solto no Espaço

Spaceballs –  S.O.S. Tem Um Louco Solto no Espaço

Há um bom tempo queria rever o melhores filmes do Mel Brooks. Comecei meu festival pessoal com Spaceballs –  S.O.S. Tem Um Louco Solto no Espaço, de 1987.

Todos sabem que se trata de uma sátira a Guerra nas Estrelas, né? Mesmo assim, tem uma trama: o planeta Spaceballs está ficando sem ar, então seu presidente manda o cruel Dark Helmet para roubar o ar do planeta Druidia. Para isso, Dark Helmet tenta sequestrar a princesa Vespa, que é salva pelo mercenário Lone Starr.

Quase todas as piadas são em cima de Guerra nas Estrelas, mas também tem espaço na sátira para outros filmes, como Jornada nas EstrelasAlien. Aliás, a participação especial de John Hurt, repetindo o papel de Alien, é genial!

No elenco, o destaque é para Rick Moranis, com a mesma cara de perfeito loser, mas debaixo do enorme capacete de Dark Helmet. Ainda no elenco, Bill Pullman, John Candy, Daphne Zuniga e o próprio Mel Brooks, fazendo dois papéis: o presidente e Yogurt – qualquer semelhança com Yoda não será mera coincidência!

São muitas as piadas boas, mas algumas são bobas. Brooks já estava começando a ficar sem graça…

Mesmo assim, considero este o último filme bom de Brooks. Se antes ele fez clássicos como O Jovem FrankensteinA Última Loucura de Mel BrooksA História do Mundo – parte 1, depois de Spaceballs, ele só fez três filmes, todos fracos, na minha humilde opinião: Que Droga de VidaRobin HoodDracula – Morto mas Feliz.

Brooks, hoje com 83 anos, ainda está na ativa, justamente escrevendo e produzindo uma série animada baseada em Spaceballs. Mas, independente da qualidade de seus projetos recentes, será sempre adorado por fãs de boas comédias!

A Caixa / The Box

A Caixa

Semana passada falei aqui de Twilight Zone, lembram? Bem, uma das melhores histórias contadas no seriado foi Button, Button – justamente a história que deu origem a este A Caixa.

Uma caixa com um botão é deixada na porta da casa de uma família comum. Um sujeito sinistro aparece depois com as instruções: se o botão for apertado, quem apertou ganha um milhão de dólares, além disso, uma pessoa desconhecida morrerá.

A primeira dúvida que vem à cabeça é como uma história curta, de pouco menos de 20 minutos, vira um longa metragem de quase duas horas? Respondo esta questão sem spoilers: o filme se propõe a contar a história por trás da caixa com o botão. Acredito que os fãs radicais da série original não vão gostar disso, mas admiro a coragem do roteirista e diretor Richard Kelly (do esquisito Donnie Darko) de inventar algo em cima do conto clássico.

No elenco, Cameron Diaz, Frank Langella e James Marsden estão bem. Aliás, sou o único a achar que achei que Marsden cortou o cabelo no mesmo lugar que o Dexter, aquele do seriado?

Não sei por que a opção de se passar o filme em 1976. Mas gostei da reconstituição de época. E os efeitos são muito interessantes, o rosto desfigurado de Langella está perfeito, assim como os efeitos com água são bem legais.

Enfim, A Caixa não vai agradar a todos. A trama por trás do botão é complexa. É daquele tipo de filme que, quando acaba, a gente fica um tempo pensando, tentando montar o quebra-cabeça. Mesmo assim, é um bom filme!

p.s.: Se alguém tiver curiosidade de ver a historinha original, tem no youtube, em duas partes, infelizmente sem legendas em português:

http://www.youtube.com/watch?v=y6mUElrvpB0

http://www.youtube.com/watch?v=iVZW684QcOU&feature=related

Xeque Mate

Xeque Mate

Normalmente, um filme com um elenco desses é para ser visto no cinema e na época do lançamento. Mas comi mosca, nem sabia que esse filme existia!

Slevin (Josh Hartnet) é o cara errado no lugar errado. Ele é confundido com um amigo que deve dinheiro a dois mafiosos rivais e por causa disso, se mete em vários problemas.

Xeque Mate (Lucky Number Slevin no original) é daquele tipo de filme que você tem que prestar atenção nos detalhes. Várias coisas só são revelados no fim do filme. Isso é muito legal, você pega pistas, e no fim, tudo é amarrado. O problema é que você tem que curtir o filme sem pensar muito, aí você não repara numa ponta solta aqui ou num furo no roteiro acolá…

Gostei muito da edição ágil do filme. Algumas das seqüências são muito boas, como a parte inicial, que mostra todo o quebra cabeça em volta da aposta nos cavalos. Me lembrou uma leva de filmes nos anos 90 que queriam seguir a onda aberta com Tarantino e seu Pulp Fiction. Quero mais filmes assim!

O elenco é muito bom. Além de Hartnet, temos Bruce Willis, Morgan Freeman, Ben Kingsley e Lucy Liu, e coadjuvantes de luxo como Stanley Tucci, Danny Aiello e Robert Forster. E o diretor Paul McGuigan foi o mesmo que fez Herois este ano.

Resumindo: não é um filme essencial, mas é um bom programa.

O Mistério das Duas Irmãs

O Mistério das Duas Irmãs

Levado por uma lista de filmes com finais surpreendentes que vi no imdb, procurei este filme. Só depois descobri se tratar de mais uma refilmagem de terror oriental.

A jovem Anna recebe alta do hospital psiquiátrico onde estava desde a morte da sua mãe. Ao voltar para casa, desconfia do passado e das intenções da nova madrasta.

Não sei se é porque li antes sobre a reviravolta, mas achei tudo tão previsível, tão óbvio… E o título nacional também atrapalha, o original, The Uninvited (algo como “a não convidada”) é muito melhor!

No elenco, ninguém se destaca, mas tampouco ninguém atrapalha: Emily Browning, Elizabeth Banks, Arielle Klebell e David Strathairn.

Resumindo: nem é ruim, mas tem coisa melhor por aí.

Tá Rindo Do Quê?

Tá Rindo Do Quê?

É o filme novo do comediante Adam Sandler; é dirigido por Judd Apatow, o mesmo das comédias O Virgem de 40 Anos e Ligeiramente Grávidos; e ainda se chama Tá Rindo Do Quê?. E mesmo assim, trata-se de um drama!

George Simmons (Sandler) é um comediante rico e famoso, que faz stand-up comedy e estrelou várias comédias-pastelão, e mora sozinho numa enorme mansão. Até que descobre que tem uma grave doença e pode morrer em breve. Numa desesperada busca por um amigo, ele contrata o comediante iniciante Ira (Seth Rogen) como redator e ajudante pessoal.

Tá Rindo Do Quê? (Funny People no original) é um filme bem feito, bem construído. Mas tem dois defeitos graves. Um é justamente o filme ser vendido como uma comédia, quando, no máximo, rolam alguns momentos engraçados, quase todos nos palcos de stand-up. O outro é a duração – são quase duas horas e meia! Menos, sr. Apatow! Fica cansativo assim!

Adam Sandler, menos careteiro do que o usual, consegue uma das melhores atuações da carreira. Acredito que o tipo de papel ajudou o equilíbrio: ele continua careteiro nos palcos de stand-up e nos personagens de Simmons. Além disso, rola uma boa química com Rogen, que está lembrando o nosso Selton Mello: faz sempre papéis iguais, mas sempre funciona muito bem dentro deles. Temos outros atores da “apatowta” 😀 , além de Rogen, Leslie Mann e Jonah Hill estiveram nos dois filmes anteriores de Apatow. Completam o elenco principal Eric Bana e Jason Schwartzman, que também estão bem. Por fim, as duas meninas, Maude e Iris Apatow, são filhas de Leslie Mann com o diretor – elas também interpretaram as filhas dela em Ligeiramente Grávidos.

Vários comediantes aparecem interpretando eles mesmos, mas só reconheci alguns, como a Sarah Silverman, o Andy Dick e o Ray Romano…

Enfim, o filme não é ruim, mas tampouco é bom, chega a ficar chato às vezes, pelo seu ritmo lento. Se fosse mais curto e mais engraçado, seria bem melhor.

p.s.: Seth Rogen está bem mais magro! Será que tem algo a ver com o papel do Besouro Verde, que ele está filmando com Michel Gondry?