It Might Get Loud

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It Might Get Loud

Que tal colocar três guitar heroes de gerações diferentes, juntos, cada um com uma guitarra na mão? É basicamente isso o que acontece neste documentário It Might Get Loud, que está na programação do Festival do Rio 2009.

Ano passado, o diretor Davis Guggeinheim reuniu Jimmy Page (então com 64 anos), The Edge (com 47 anos) e Jack White (com 33 anos) e filmou o encontro. E ainda vemos entrevistas e peculiaridades sobre cada um dos três, entremeando este encontro.

O resultado é muito interessante. Não só temos acesso a imagens raras, e até engraçadas (num programa de tv, um “James” Page novinho declara ao entrevistador que não quer ser músico e na verdade será um biólogo!), como conhecemos um pouco da intimidade de cada um dos três.

Não é todo dia que vemos Jimmy Page, empolgado, tocando uma air guitar. Nem todo dia que vemos um The Edge ainda adolescente, de mullets, com roupas new wave. Nem todo dia que vemos Jack White construindo uma guitarra com uma garrafa vazia de coca-cola.

O filme tem um problema: Jimmy Page tem muito mais estrada que os outros dois, e The Edge, por sua vez, tem muito mais estrada do que Jack White. Como o diretor optou por dividir igualmente o tempo e a atenção entre os três, White é “engolido” – pelo menos Edge tem ao seu lado quase trinta anos de efeitos de guitarra, o que acaba se tornando algo interessante de se conhecer de perto – uma das cenas resume isso. Todos tocam juntos, é claro; todos tocam músicas uns dos outros. Mas quando Jimmy Page puxa o riff de Whole Lotta Love, The Edge ficou num silêncio respeitoso, enquanto White para de tocar e ainda afasta sua guitarra do corpo.

Mesmo assim, White não faz feio. Aliás, tenho que reconhecer que foram três boas escolhas. Assim como tenho que reconhecer que é um bom documentário, apesar de ser sobre guitarristas – heu toco teclado!

Festival do Rio – 2009

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Festival do Rio – 2009

Finalmente chegou a época do ano mais aguardada pelos cinefilos cariocas! Hoje começa a edição 2009 do Festival do Rio!

São uns 400 filmes ao longo de duas semanas. Tem de tudo: filme bom, filme ruim, filme famoso, filme underground, filme ansiosamente aguardado, filme que se revela uma grata surpresa…

E como a gente faz pra acompanhar? Bem, é impossível assistir tudo, né? Então uma análise da programação se faz necessária. Aí você precisa escolher o que achar mais importante para ser visto agora, e, infelizmente, você terá que abrir mão dos outros…

Como heu faço para escolher? Bem, procuro sempre aqueles filmes com cara de que nunca serão lançados. Aquele filme obscuro, que ninguém nunca ouviu falar, que vai ter uma única sessão, e ainda por cima sem legendas. Esse é o filme a ser visto!

Uma boa dica que costumo dar é procurar os filmes com legendas eletrônicas em português. Quando a cópia do filme já está legendada, são boas as chances do filme entrar no circuito. Mas, se são legendas eletrônicas, a cópia fica intacta e pode voltar ao país de origem.

Nos últimos anos, acompanhei o Festival aqui, através do meu blog, e também pelo meu fotolog. Este ano farei o mesmo. Prometo que escreverei no meu blog sobre todos os filmes que vou ver!

E olhem só como funciona o mundo globalizado: dois dos filmes que estão na programação já foram vistos resenhados por mim! O ótimo “Distrito 9” e o divertido “Matadores de Vampiras Lésbicas“.

E agora deixarei algumas sugestões:

– “Distrito 9” – Deve entrar em circuito em breve. Independente do Festival, merece ser visto, é um filme bem interessante sobre racismo. Racismo contra alienígenas, claro!

– “Bastardos Inglórios” – Por ser “o filme novo do Tarantino”, deve entrar em cartaz. Mas o último, “À Prova de Morte“, não entrou…

– “Black Dynamite” – Um filme com cara de blaxploitation dos anos 70. Mas realizado ano passado!

– “A Batalha dos 3 Reinos” –  A história da dinastia chinesa Han, dirigida pelo craque em filmes de ação John Woo. Promete.

– “Sede de Sangue” – Park Chan-wook, diretor de “Oldboy”, traz agora um filme onde um padre vira um vampiro ao servir de cobaia para testes de uma nova vacina.

Up – Altas Aventuras

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Up – Altas Aventuras

Finalmente, com umas duas semanas de atraso, vi o novo Pixar, Up – Altas Aventuras.

O desenho animado conta a história de Carl Fredricksen, um velhinho mal-humorado, vendedor de balões aposentado, que resolve levar a sua casa inteira numa viagem. E acaba carregando, por acidente, Russell, um animado escoteiro, que tentava ajudá-lo para ganhar uma medalha.

A Pixar é impressionante. Num mercado repleto de reciclagens, sejam elas sequências ou refilmagens, a Pixar sempre traz histórias novas. Seu único desenho que teve continuação foi Toy Story (e parece que ano que vem estreará a terceira parte!). Todos os outros, Vida de Inseto, Monstros S.A., Procurando Nemo, Os Incríveis, Carros, Ratatouille e Wall-E são histórias originais e, na contra-mão dos outros estúdios, a Pixar declarou que não pretende fazer a continuação de nenhum deles! (Por quanto tempo será que eles resistirão ao mercado?)

E isso porque a gente ainda não falou na “qualidade Pixar”. Cada desenho consegue superar o anterior em qualidade de imagem. É impressionante! Algumas imagens deste Up – todas geradas por computador – são tão reais que quase dá pra gente sentir a textura!

Mesmo assim, não achei este o melhor Pixar até hoje, como andam alardeando alguns críticos. O filme tem um problema: na minha humilde opinião, a segunda parte é inferior à primeira. E, na boa, os cães falantes atrapalharam um pouco o desenrolar da história… Heu gostei de Up, mas ainda prefiro Wall-E.

Mesmo assim, isso não quer dizer que Up é ruim. Longe disso, o filme é maravilhoso! Emocionante e engraçado na doses certas, é mais uma das várias obras primas que a Pixar pode se orgulhar de ter no currículo.

Ah, mais uma coisa: está em 3D em algumas salas! Vale a pena!

A Maldição dos Mortos Vivos

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A Maldição dos Mortos-Vivos

Quando montei o meu Top 10 de Filmes de Zumbi, citei este A Maldição dos Mortos-Vivos, de 1988, como um filme “sério” sobre zumbis. Afinal, ele fala de “zumbis de verdade”, fala sobre vodu haitiano. Em vez de mortos que simplesmente voltam à vida, aqui os zumbis são pessoas enterradas vivas – e que voltam como zumbis.

Contratado por um laboratório farmacêutico, o pesquisador americano Dennis Allan (Bill Pullman) vai ao Haiti pesquisar sobre vodu. Na mesma época, complicações políticas eclodem nas cidades.

Este é um dos melhores filmes de Wes Craven, mais famoso por ter criado um tal de Freddy Kruger, e mais rico por ter feito a trilogia Pânico. O filme é assustador. Diferente do “maníaco-serial-killer” padrão, aqui lidamos com magia. E Craven sabe como lidar com esse tipo de situação com maestria, explorando o medo que temos do desconhecido.

Diferente da maioria dosa filmes de zumbi que temos por aí, que se baseiam nos filmes de George Romero (A Noite dos Mortos Vivos e suas várias sequências), este filme é baseado num livro de Wade Davis, que conta uma suposta experiência de um cientista americano que foi enterrado vivo e descobriu um pó químico capaz de simular a morte.

Acho que a bola fora é do cartaz. O cartaz gringo era igual a esse. E não tem nada a ver com o filme!

Haute Tension

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Haute Tension

Já tinha falado aqui da minha vontade de ver este Haute Tension, lembram? Heu tinha curiosidade de saber como Alexandre Aja se portava dirigindo um material original, já que até agora só tinha visto refilmagens feitas pelo próprio: Espelhos do Medo e Viagem Maldita. Por isso escolhi Haute Tension, filme de 2003, que não só é dirigido como também escrito por Aja. E foi uma ótima escolha!

Alex (Maïwenn Le Besco) e Marie (Cécile De France), colegas de faculdade, estão indo passar um fim de semana na casa de campo da família da primeira, para estudar. Só que um psicopata assassino resolve aparecer por lá.

A trama é simples, não? Na verdade, não tem nada demais, é uma mesma fórmula repetida há anos: um assassino misterioso que mata quase todo o elenco e passa o resto do filme atrás dos sobreviventes, que precisam se virar para fica vivos. Mesmo assim, o filme é bom – mérito do diretor Aja, que sabe muito bem criar as situações densas que o filme pede. O maluco psicopata dá mais medo do que os Jasons e Freddys da vida, pelo simples motivo que ele é bem mais crível. Um cara desses pode estar por aí. Pode estar ao seu lado. Ou pode estar seguindo você quando voltar para casa mais tarde… É melhor acelerar o passo!

O filme é MUITO violento e tem MUITO sangue. Bem, para mim isso não foi uma surpresa tão grande, afinal, vi recentemente A l’Interieur e Martyrs, dois filmes franceses muito violentos e com muito sangue. Mas, se a gente parar para pensar, Haute Tension é mais antigo. Ou seja, quem está fora da ordem sou heu!

Logo de cara, com menos de meia hora de filme, o filme já mostra ao que veio.  Mortes violentamente gráficas são exibidas – vemos tudo com detalhes! E o clima de tensão dura até o fim do filme. Aliás, o nome “alta tensão” foi uma boa escolha.

Outra coisa interessante e digna de nota é que o roteiro deixa de lado as piadinhas e os adolescentes sem graça que infestam os filmes de terror americanos. O filme é sério e desconfortável, como um bom filme de terror deve ser. E, de quebra, em vez de efeitos digitais, a equipe conta com o lendário maquiador italiano Gianetto de Rossi, que trabalhou com Lucio Fulci em filmes como Zombi. Resultado: muito sangue cenográfico para mostrar cenas que parecem reais.

Por fim, não posso deixar de citar que existe uma grande – e genial – reviravolta no fim. Mas aí não conto, porque senão perde a graça…

Powder Blue

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Powder Blue

Ok, confesso que a minha grande motivação para ver este filme eram as anunciadas cenas de nudez da atriz Jessica Biel, de O Ilusionista e O Vidente, e que em breve estará nas telas dirigida por Ridley Scott na versão cinematográfica do seriado oitentista Esquadrão Classe A.

Somos apresentados a alguns personagens, cada um com sua tragédia pessoal. Temos a stripper com o filho em coma, o ex-presidiário doente terminal, o suicida religioso que por isso não consegue se matar e o agente funerário com problemas financeiros. A trama acompanha o drama de cada um, e como suas vidas se entrelaçam.

O ritmo do filme escrito e dirigido pelo vietnamita Timothy Linh Bui é leeento, o que dificulta um pouco acompanhar os problemas de cada personagem. Mas a trama é até envolvente, apesar da velocidade dos acontecimentos do filme tornarem a sessão um programa um pouco monótono.

O elenco do filme chama a atenção, afinal, não é sempre que temos Jessica Biel, Forest Whitaker e Ray Liotta nos papéis principais, e ainda coadjuvantes como Kris Kristoferson, Lisa Kudrow e um quase irreconhecível Patrick Swayze (rip). (Ainda temos o desconhecido Eddie Redmayne no elenco principal).

E a Jessica Biel? Bem, podemos dizer que ela não decepciona! As cenas são até discretas, bonitas, apesar da personagem ser uma stripper drogada. E, olha, ela manda bem no pole dance!

À Prova de Morte

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À Prova de Morte

Já tinha visto À Prova de Morte, do Quentin Tarantino, há mais de um ano. Mas heu estava esperando a ocasião certa para falar dele: o lançamento brasileiro! Bem, isso não aconteceu até hoje, numa das maiores provas recentes da incompetência das distribuidoras nacionais. E agora vemos na mídia um monte de propagandas sobre o lançamento do novo Tarantino, Bastardos Inglórios. Sim, ao que parece, À Prova de Morte não será exibido no Brasil.

Resumindo a história para quem está chegando agora: Quentin Tarantino e Robert Rodriguez, que antes já tinham feito outros projetos juntos, como o genial Um Drink no Inferno, ou o irregular Grande Hotel, resolveram fazer Grindhouse, uma homenagem aos cinemas vagabundos que passavam sessões duplas de filmes também vagabundos, repletos de violência e sexo. Cada um dos dois dirigiu um filme propositalmente tosco (Planeta Terror e À Prova de Morte), e a ideia era passar os filmes em sessões duplas – eles até convidaram outros diretores para filmarem uns trailers falsos para passar entre os longas.

Lá nos EUA foi assim, mas não funcionou muito bem comercialmente falando, então, para o lançamento mundial, resolveram separar os filmes e exibí-los independentes um do outro. E, aqui no Brasil, inexplicavelmente, só o primeiro filme foi lançado.

Ruim, não? Bem, ainda fica pior. No Festival do Rio de 2007, ambos os filmes estavam programados. Heu reservei minha agenda para vê-los. Mas as poucas sessões de À Prova de Morte foram antecipadas, e perdi a chance de ver no cinema (vi todos os outros Tarantinos na tela grande!). Contei essa história no meu fotolog, aqui.

Quase dois anos depois das únicas sessões cariocas do filme, À Prova de Morte ainda não foi lançado por aqui. Consegui comprar um dvd original importado, com uma amiga que foi aos EUA. E aproveitei pra rever o filme antes do Festival do Rio 2009 começar, semana que vem.

(Já Planeta Terror heu vi no festival, revi quando passou no circuito, e depois comprei o dvd nacional…).

Vamos ao filme? A trama é simples, muito simples: Stuntman Mike (Kurt Russell) é um misterioso ex-dublê que tem um carro “à prova de morte”, e persegue grupos de garotas em diferentes cidades.

O filme tem um grande problema: são muitos os diálogos longos e desinteressantes. Isso torna o filme chato às vezes. Muito papo e pouca ação. Acredito que isso tenha acontecido porque esta é uma versão estendida do filme. Quando rolou a ideia inicial, o filme era mais curto, para ser dentro da sessão dupla Grindhouse. Quando os filmes foram separados, este ganhou uma nova metragem, de quase duas horas. Provavelmente a versão mais curta era mais interessante…

Por outro lado, existe um detalhe genial, não só neste filme, mas em todo o projeto Grindhouse: os filmes têm defeitos incluídos de propósito, justamente para parecerem os tais filmes velhos e vagabundos. Falhas e riscos na projeção, cortes repentinos como se a fita estivesse danificada, cores alteradas… este filme tem inclusive um boa parte em preto e branco, devido a uma destas “falhas”!

No fim, ficamos com a impressão que Rodriguez soube aproveitar melhor a sua chance, Planeta Terror é melhor que À Prova de Morte. Mas este não vai decepcionar os fãs de Tarantino, todos os elementos “tarantineanos” estão lá: muitos diálogos “espertos”, personagens cool, muitas referências pop, e, claro, muitos pés femininos. Pena que a ação é pouca e às vezes o filme fica lento demais…

O Sequestro do Metrô 123

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O Sequestro do Metrô 123

Admito, sou fã do John Travolta. E fiquei com vontade de ver este O Sequestro do Metrô (The Taking of Peelham 123) desde que o vi no trailer, como um vilão “mau como um pica-pau”.

A trama é simples: Ryder (Travolta) lidera um grupo que sequestra um vagão do metrô de Nova York e exige um resgate de milhões de dólares. Walter Garber (Denzel Washington) é o funcionário do metrô que faz a negociação pelo telefone.

O diretor é Tony Scott, que nos anos 80 tinha a alcunha de “o irmão mais pop de Ridley Scott”. Afinal, enquanto Ridley fez Alien e Blade Runner, Tony dirigiu Top Gun e Dias de Trovão. Mas, desde Amor À Queima Roupa (com roteiro de Quentin Tarantino), a carreira de Tony deu um upgrade – depois disso ele fez Maré Vermelha, Inimigo do Estado, Domino e Deja Vu, entre outros.

Este filme é na verdade mais uma segunda refilmagem. Mas não vi nenhuma das outras duas versões, então nem tenho como comparar. Mas posso dizer que Scott fez um bom trabalho com sua câmera nervosa e edição ágil. Outra coisa que ajuda muito são as atuações dos dois grandes atores protagonistas. O trabalho de Travolta e Washington, como sempre, aliás, vale o ingresso.

O filme é bem feito, ok, tá tudo no lugar certo, mas… Ao fim da projeção a gente se pergunta: “e aí?” É um filme correto, vai agradar o grande público, mas é bem comportado demais, e por isso mesmo, efêmero e facilmente deixado de lado.

Resumindo: boa opção, mas apenas para quem procura algo descartável.

Ressaca de Amor

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Ressaca de Amor

Ontem mesmo falei aqui da “patota Apatow”, quando escrevi sobre Superbad – É Hoje. (Seria infame demais chamar de “apatowta”? 😀 ) Bem, este é mais um filme da “apatowta”!

Jason Segel, o Marshall da sitcom How I Met Your Mother, e que tinha feito logo antes Ligeiramente Grávidos, usou boa parte desta galera para este Ressaca de Amor (Forgetting Sarah Marshall, no original), sua estreia como roteirista.

Peter Bretter (Segel), compositor de trilha sonora de seriados, leva um pé na bunda de sua namorada há cinco anos, a tal Sarah Marshall do título (Kristen Bell), e resolve ir espairecer no Havaí. O problema é que ele não sabe que a própria Sarah Marshall também foi para o Havaí e está no mesmo hotel. E, para piorar, com o namorado novo, um músico famoso, Aldous Snow (Russel Brand).

Sim, trata-se de mais uma comédia romântica. Se é previsível? Claro que sim! O dia que aparecer uma comédia romântica que não for previsível, não será uma comédia romântica legítima. Mas, apesar da previsibilidade, Ressaca de Amor é um programa agradável.

O produtor do filme é o próprio Apatow, e, no elenco, além de Segel, temos Jonah Hill e Paul Rudd, figurinhas repetidas de outros filmes. Aliás, Rudd, que está neste filme num papel menor, já tinha trabalhado com Segel antes em Ligeiramente Grávidos, e logo depois repetiu a parceria com Eu te amo, cara (aliás, neste post, citei Ressaca de Amor).

Outra curiosidade sobre o elenco: quase todos têm carreira em seriados de tv! Segel faz a citada How I Met Your Mother, Kristen Bell está em Heroes, e temos Mila Kunis, que era de That 70’s Show. E, claro, Rudd fez um papel menor em Friends, como o namorado de Phoebe.

Tem uma coisa que achei esquisita no filme: a nudez gratuita. Nada contra ver o Jason Segel peladão, afinal, assim como heu gosto de ver nudez gratuita feminina, deve ter gente que gosta de ver a masculina. Mas, por que o vemos tão à vontade, e nenhuma das “mocinhas” mostra nada? Não acho isso justo…

Uma curiosidade: ano que vem fica pronto o filme baseado no segundo roteiro de Segel, Get Him to the Greek, que conta novamente com Russell Brand no papel de Aldous Snow… Será que vem por aí outra comédia romântica “apatowniana”?

Superbad – É Hoje

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Superbad – É Hoje

Comi mosca na época do lançamento de Superbad e não tinha visto ainda – o filme é de 2007. É que na verdade não sou muito fã do estilo “apatowniano” de comédia. Mas admito que Judd Apatow é um nome importante nos últimos anos. Então, lá fui heu assistir Superbad.

(Judd Apatow é o nome por trás de títulos como O Virgem de 40 Anos e Ligeiramente Grávidos. São bons filmes, ok, mas é que o meu conceito de comédia é algo bem mais engraçado. Sou mais nomes como Mel Brooks, Monty Python e Zucker Abrahams Zucker – isso sim é comédia!)

Voltemos ao Superbad. Seth e Evan (Jonah Hill e Michael Cera) são dois amigos inseparáveis, nos últimos dias de aula do último ano da escola antes de irem para a faculdade. Ambos têm problemas para se socializar e não têm namorada. Na esperança de “se dar bem”, eles tentam conseguir bebidas alcoólicas para uma festa, com a ajuda de Foggel, ou McLovin (Christopher Mintz-Plasse), um amigo ainda mais nerd do que eles.

Algumas piadas são boas, mas temos dois problemas básicos. O primeiro é que quase todas as piadas giram em torno do mesmo assunto: sexo – o que torna o filme um pouco previsível. O segundo é que trata-se de uma realidade bem diferente da nossa, e por isso fica difícil da gente se identificar. Afinal, aqui no Brasil nem todas as amizades de colégio se perdem na época da faculdade, assim como não é tão difícil para um menor comprar bebidas.

O filme tem outro problema, pelo menos para mim. Mas antes, o aviso de spoiler! Se você não viu o filme, pule para o próximo parágrafo! Bem, se você continuou lendo, vamos ao problema: no mundo real, Evan e Seth NUNCA terminariam com aquelas meninas! Acredito que o final escrito era um sonho distante dos roteiristas, Seth Rogen (que também atua no filme) e Evan Goldberg, que começaram a escrever o roteiro deste filme quando ainda tinham 13 anos e estavam na escola – tanto que os personagens se chamam Seth e Evan.. Ah, sim, eles não só não ficariam com as garotas como também iriam apanhar do valentão quando chegassem na festa!

Bem, pelo menos uma virtude o filme tem: boa parte dos atores é da “patota Apatow”. Isso facilita o entrosamento entre eles. Apatow já tinha trabalhado entes com Jonah Hill, Seth Rogen e Bill Hader, e mais de uma vez. Acho que faltaram chamar Jason Segel, Paul Rudd e Leslie Mann…

Enfim, Superbad – É Hoje pode ser uma boa opção, mas apenas naqueles dias que não estamos exigindo muita coisa…