Gattaca – A Experiência Genética

gattaca

Gattaca – A Experiência Genética

Quando se pensa em ficção científica, as primeiras coisas que vêm à mente são naves espaciais, armas laser, seres alienígenas e viagens intergaláticas, né? Mas às vezes aparecem histórias mostrando um futuro bem factível. Esse é o caso de Gattaca.

A história: a sociedade está dividida. Existem aqueles concebidos de maneira natural, sujeitos a problemas genéticos; e existem os que vieram de embriões manipulados em laboratório, mais fortes, mais bonitos, mais inteligentes e com menos risco de doença do que os “naturais”. Isso cria uma espécie de apartheid muito mais perigoso, afinal, é respaldado pela ciência. E, diferente de segregações raciais, sociais, sexuais ou por motivo religioso, desta vez existe uma razão: esses são realmente melhores do que aqueles!

Vincent Freeman (Ethan Hawke) foi concebido naturalmente. Ele sonha em viajar pelo espaço, mas este tipo de emprego é reservado àqueles selecionados geneticamente. Ele consegue então trocar de lugar com Jerome Morrow (Jude Law), que, apesar de concebido artificialmente, sofreu um acidente e ficou paraplégico. Ambos executam um complicado plano para conseguir o objetivo.

Cada vez que leio nos jornais notícias sobre genes e dna, me lembro desse filme, e acho que estamos chegando lá. Afinal, que pai ou mãe negaria ao seu futuro filho uma vida sem problemas hereditários? É só pegar os melhores genes de cada lado, e excluir os genes ruins… E o dia que a medicina chegar lá, a chance de acontecer esse apartheid é enorme!

(Aliás, não é coincidência o filme se chamar “Gattaca”, uma combinação com as letras “g”, “a”, “t” e “c”, as iniciais das bases hidrogenadas que formam o genoma. Assim como não é coincidência a escada caracol da casa de Jerome se parecer com uma espiral de dna…)

O filme foi escrito e dirigido por Andrew Niccol em 1997, e um ano depois Niccol ficou ainda mais conhecido por ter escrito o roteiro de O Show de Truman, aquele onde Jim Carrey vive num programa de tv mas não sabe disso.

Além de Hawke e Law, o elenco conta com Uma Thurman, Loren Dean, Elias Koteas, Alan Arkin, Tony Shalhoub e Ernest Borgnine.

Recomendado para aqueles que sabem que ficção científica não se reduz a E.T.s!.

Uma Noite no Museu 2

noite-no-museu-2-poster01

Uma Noite no Museu 2

Continuação do “sucesso de bilheteria com cara de sessão da tarde”, essa parte 2 segura a onda muito bem dentro do que se propõe. Afinal, como diz aquele velho bordão, “cinema é a maior diversão”.

Pra quem não viu o primeiro: Larry Daley (Ben Stiller) consegue um emprego como vigia noturno de um Museu de História Natural. E lá descobre que, durante toda a noite,  uma placa egípcia dá vida a todas as estátuas presentes.

O segundo filme começa com Larry trabalhando em outro ofício. Ao visitar o museu, descobre que as estátuas estão sendo enviadas para o museu Smithsonian, um enorme complexo com 19 museus em Washington. E é claro que a placa dará vida a tudo o que está em todos os museus. E é claro que Larry vai até o Smithsonian…

Sim, é uma grande bobagem. Mas uma bobagem divertidíssima! Afinal, algumas das sacadas são geniais! Vejam só: o vilão, um faraó egípcio, pede ajuda a Napoleão, Ivan o Terrível e Al Capone – e este e sua gangue estão em preto e branco!

Algumas cenas são hilariantes. Por exemplo, quando anjinhos barrocos começam a cantar Bee Gees; ou quando um monte de bonequinhos de Einstein cantam e dançam para responder a uma pergunta. Isso sem contar com uma participação especial do Darth Vader!!!

Resumindo: boa diversão para não ser levada a sério!

Raça das Trevas – Nightbreed

nightbreed-raça-das-trevas

Raça das Trevas – Nightbreed

Aaron Boone tem pesadelos terríveis com monstros que habitam um lugar chamado Midian. Acontece que Midian é real, e ele acaba descobrindo o lugar e seus monstros!

Durante anos heu procurei este filme de 1990. Afinal, ele é escrito e dirigido por Clive Barker –  o mesmo de Hellraiser, desta vez baseado no seu livro “Cabal”. E, acreditem, não passou nos cinemas brasileiros e nunca foi lançado nem em vhs nem em dvd…

Acabei me esquecendo e deixando pra lá, até que vi um post no fotolog de um amigo que me lembrou dele: http://www.fotolog.com.br/pigarts/54190447

Voltemos um pouco no tempo. Stephen King sempre foi considerado “o mestre do terror na literatura”. Mas os filmes baseados nos seus livros quase sempre fracassaram – claro que com algumas honrosas excessões (Carrie, A Estranha e O Iluminado podem ser dois bons exemplos). Até que, no meio dos anos 80, o próprio King resolveu dirigir um filme. Lembro do trailer, mostrava o escritor-agora-virando-diretor falando para as câmeras algo como “até hoje, as pessoas não conseguiram passar as minhas histórias para o cinema. Isso agora vai mudar, porque eu vou dirigir a minha próxima história!” Mas o resultado disso foi o sofrível Comboio do Terror (Maximum Overdrive), mais um filme ruim baseado em Stephen King…

Aí, no fim dos anos 80, surgiu o nome Clive Barker. A mídia adora vender escritores como “o novo qualquer coisa”, né? Poizé, era a vez do “novo Stephen King”. E Barker resolveu dirigir um filme baseado em livro seu. O resultado foi o excelente Hellraiser, filme que mostrava vários seres fantásticos que viviam numa dimensão paralela ligada à dor e ao sadomasoquismo.

Nunca li seus livros, mas posso dizer que o cara acertou na primeira tentativa no cinema!

Aí veio o anúncio desse Nightbreed, que, por sua vez não chegou a ser lançado no Brasil. Por isso fiquei tanto tempo para conseguir ver. Continua sem distribuição por aqui, mas hoje é fácil de se conseguir “nas melhores lojinhas de torrent”…

Bem, agora que finalmente consegui ver “Nightbreed”, posso dizer que seria melhor tê-lo visto na época. Hoje em dia alguns lances parecem meio caricatos… E outros parecem meio sessão da tarde… Sei lá, talvez visando um alcance maior de público, algumas cenas que deveriam ser violentas ficam suaves demais. Pela primeira vez, achei que um filme merecia uma refilmagem. De preferência nas mãos de alguém que nem o Guillermo del Toro em O Labirinto do Fauno – filme que mostra perfeitamente o clima de seres bizarros, mundos alternativos e violência e sangue na dose certa…

Num elenco cheio de rostos desconhecidos, um nome chama a atenção. O psiquiatra dr. Philip K. Decker (uma homenagem ao escritor Philip K. Dick e a um de seus personagens famosos, Rick Deckard) é interpretado por David Cronenberg, ele mesmo, o diretor de A Mosca, Gêmeos, Mórbida Semelhança e  Senhores do Crime. E Cronenberg faz um ótimo trabalho. Pena que ele fica pouco tempo na frente das câmeras…

Outra curiosidade: o líder dos habitantes de Midian, Lylesburgs, é interpretado por Doug Bradley, o famoso Pinhead, o líder dos cenobitas em Hellraiser!

O fim do filme é em aberto, esperando uma continuação que nunca existiu. Pesquisando pela internet, descobri que aqui no Brasil foi lançada uma série de 10 capítulos em quadrinhos contando a história “Raça das Trevas”, mas mesmo assim, ainda estava incompleta: a série lá fora teve 25 capítulos!

Enfim, apesar de datado, o filme ainda vale ser visto! Principalmente porque Barker é um diretor bissexto – até hoje, só dirigiu três filmes (além dos dois citados, O Mestre das Ilusões também é dele).

Carga Explosiva – 1, 2 e 3

carga-explosiva-poster03

Carga Explosiva 1, 2 e 3

Outro dia me toquei que heu nunca tinha visto nenhum dos filmes da série Carga Explosiva. Aproveite então para ver os três seguidos, e assim criar um só tópico falando sobre a série.

(Afinal, se heu criar mais três tópicos sobre filmes estrelados pelo Jason Statham, vão dizer que isso aqui virou um blog pra ele… Recentemente vi e escrevi sobre outros três filmes estrelados por ele: Corrida Mortal, Adrenalina 2 e Revolver!)

Frank Martin (Jason Statham) é um ex-militar americano que agora trabalha como motorista, transportando pessoas ou cargas perigosas. Excelente motorista, Frank é um cara metódico, e segue algumas regras básicas, como não saber nomes nem nada sobre o que está transportando.

Temos perseguições de carro de tirar o fôlego, pancadarias, tiros e explosões em abundância, tudo o que se espera num filme desses. Os três filmes são muito bons no que se propõem, e o pique do primeiro se mantem até o terceiro.

Jason Statham usa algo que considero muito interessante: nas cenas de briga, seu personagem usa objetos que estão em volta para bater em vários oponentes ao mesmo tempo. Não sei quem inventou esse tipo de cena, mas Jackie Chan fazia isso muito bem no início dos anos 90. Em um dos filmes, por exemplo, Statham se lambuza de óleo de motor, para escorregar no meio de dezenas de agressores…

Uma vantagem sobre esta “trilogia” é que os filmes não são contiuações entre si. A três histórias são independentes, ou seja, você não precisa saber de algum detalhe importante que rolou em outro filme…

Claro que algumas pessoas vão achar algumas cenas exageradas e absurdas. Mas estas pessoas precisam aprender que essas cenas exageradas e absurdas é que fazem filmes assim serem legais!

Enfim, bom divertimento pra quem gosta de filmes de ação.

Zombi 2

Zombie

Zombi 2

Filmes de terror italianos nos anos 70 e 80 eram quase sempre cópias de filmes de sucesso americanos. Mas às vezes a cópia pode ser tão boa quanto o original! Este é o caso de Zombi 2, de 79, dirigido por Lucio Fulci, clássico obrigatório quando o assunto é filme de zumbis. (Inclusive, ele está na minha lista de Top 10: Filmes de Zumbi!)

A história é simples: acompanhamos um grupo de pessoas que vai até uma ilha tropical, e lá descobrem que existe uma “infestação” de zumbis. Pouca frescura e muito gore!

A primeira curiosidade sobre esse filme é sobre o nome dele. Qualé a desse nº “2”? Trata-se de uma continuação? Não – a resposta é mercadológica. O filme Zombie – O Despertar dos Mortos, de George A. Romero, de 78, foi lançado na Itália com o nome Zombi. Aí, pra pegar carona no nome conhecido, resolveram chamar esse de Zombi 2. Além disso, ele também é conhecido como Zombie ou como Zombie Flesh Eaters.

E por que esse filme merece estar lado a lado com os clássicos do Romero? (Pra quem não sabe, George A. Romero é “o cara” quando se fala nesse assunto, ele já fez 5 filmes no gênero, e todos eles merecem vagas nas listas de melhores filmes de zumbi!)

Zombi 2 trouxe algumas inovações ao estilo, e que hoje são obrigatórias em qualquer filme do gênero. Por exemplo: se até então, os zumbis eram sempre cadáveres inteiros, aqui vemos vários deles em diferentes estados de putrefação. Outra das invenções de Fulci foi mostrar um cadáver saindo de debaixo da terra.

Isso sem contar com uma ideia genial, mas pouco usada: aqui temos um zumbi sub-aquático! Claro, tem lógica, afinal, se o zumbi está morto, ele pode ficar no fundo do mar sem respirar…

O filme é graficamente muito violento, temos algumas cenas bem fortes. Muito bom pra quem gosta do gênero.

A produção às vezes se mostra um pouco pobre, e os atores não se destacam positivamente. Mesmo assim, filmão pra quem é ligado em zumbis!

Top 10: Estilos dos Anos 80

curtindo a vida adoidado

Top 10: Estilos dos Anos 80

Depois do sucesso absoluto do “Top 10: Filmes de Zumbi” (150 visualizações em menos de um mês!), resolvi agora fazer um top 10 de filmes com a cara dos anos 80. Não é sobre “os melhores filmes”, e sim “os filmes com cara de anos 80”. Por exemplo, Harrison Ford emplacou 3 filmaços logo no início da década: “Caçadores da Arca Perdida”, “Blade Runner” e “O Retorno do Jedi” (“O Império Contra-Ataca” é de 1980, portanto é década de 70…). Mas nenhum dos 3 tem “cara de anos 80”.

Tentei fazer uma lista com apenas dez filmes. Mas é muuuito filme, então resolvi listar dez estilos de filmes, com alguns exemplos para cada estilo.

Relembrando: muitos filmes estão de fora desta lista porque os considero atemporais – não têm cara de anos 80. E, claro, “cara de anos 80” é algo muito subjetivo…

(Você quer palpitar? Por favor, coloque suas impressões lá embaixo!)

garota-de-rosa-shocking

– “John Hughes é o cara”

Existe alguém em Hollywood com mais cara de anos 80 que o John Hughes? Vejamos: o cara escreveu e dirigiu “Curtindo a Vida Adoidado”, “Gatinhas e Gatões”, “Clube dos Cinco” e “Mulher Nota Mil”, e ainda escreveu o roteiro de “A Garota de Rosa Schocking”. Tá bom assim?

Os filmes de John Hughes moldaram toda uma geração. E se existem fãs da Molly Ringwald até hoje, isso se deve ao fato dela ter estrelado três dos filmes acima.

outsiders7a3518hd6

– “Tem alguém famoso aí?”

Alguns elencos seriam difíceis de se contratar hoje em dia, devido à quantidade de estrelas. Claro que na época ainda eram jovens promessas… Prestem atenção nos nomes presentes em “Vidas Sem Rumo”:  Tom Cruise, Rob Lowe, Matt Dillon, Patrick Swayze, Ralph Macchio, C. Thomas Howell, Emilio Estevez e Diane Lane! Ou então “Picardias Estudantis”: Sean Penn, Eric Stoltz, Jennifer Jason Leigh, Phoebe Cates, Judge Reinhold e Forest Whitaker!

E não foram os únicos filmes assim. Vejam  “Clube dos Cinco”: Molly Ringwald, Judd Nelson, Antony Michael Hall, Ally Sheedy e Emilio Estevez. E “O Primeiro Ano do Resto de Nossas Vidas”: Demi Moore, Rob Lowe, Emilio Estevez, Judd Nelson, Ally Sheedy, Andrew McCarthy, Andy McDowell e Mare Winningham. E “Jovem Demais Para Morrer”: Emilio Estevez, Kiefer Sutherland, Lou Diamond Phillips, Charlie Sheen e Dermot Mulroney.

footloose1984

– “Ela dança, eu danço”

Alguns filmes intimamente ligados à música agitaram bastante a década, e fizeram todo mundo dançar com eles. Mas não sei se posso chamá-los de musicais, afinal, o elenco não sai cantando junto, como nos musicais clássicos…

Vou destacar três grandes momentos dançantes: em “Footloose”, Kevin Bacon liberta uma cidade inteira que proíbe a dança; “Flashdance” tem uma das cenas mais marcantes de toda a década – no contra-luz, a dançarina se espicha numa cadeira e um balde d’água cai nela (isso sem contar a “corridinha” de Maniac); e Patrick Swayze em “Dirty Dancing” embalou sonhos e festinhas de dez entre dez meninas na segunda metade da década.

braddock

– “Action Heroes from the 80’s”

Quando se pensa em “filme de ação” + “anos 80”, os dois nomes que vêm logo à tona são Sylvester Stallone e Arnold Schwarzenneger. Enquanto um fez três “Rambo” e ainda um “Cobra” de “troco”, o outro veio de “Comando para Matar”, “Jogo Bruto” e “Predador” (sim, teve “O Exterminador do Futuro”, mas esse acho que seria um daqueles “atemporais”…).

Mas tem outro nome, hoje muito na moda: Chuck Norris! Norris seguia a mesma linha de filmes com muitos tiros, muitas explosões e muita massa muscular. Mas seus filmes eram bem mais fracos! “Comando Delta”, “Invasão U.S.A.” e a série “Braddock” são alguns exemplos…

Friday13thb

– “Dia do Serial Killer”

Ok, o primeiro filme de assassino serial em data comemorativa é “Halloween”, de John Carpenter, de 78, década anterior. Mas nos anos 80, virou moda.

Vejamos: a série “Halloween” fala de um assassino no dia das bruxas. “Sexta-Feira 13” traz um assassino nas sextas 13, oras! E teve “Dia dos Namorados Macabro”, “A Noite das Brincadeiras Mortais” (a data era primeiro de abril!), “Reveillon Maldito”… Rolou até um “Dia das Mães Macabro”, feito pela Troma!

ahoradoespanto1

– “A Hora do Terror”

Você que tem menos de 25 anos sabe por que o filme do Freddy Kruger se chama “A Hora do Pesadelo”? Afinal, a tradução para o nome deveria ser “Pesadelo na rua Elm” (“Nightmare on Elm Street”)…

Bem, a explicação está no fenômeno “espantomania”. O filme “A Hora do Espanto” (“Fright Night”) foi um sucesso enorme e, a partir daí, resolveram renomear todo e qualquer filme de terror com “a hora” ou “espanto” no nome. Exemplos? Além do já citado “A Hora do Pesadelo”, tivemos a seguinte coleção: “A Hora do Lobisomem” (“Silver Bullet”),  “A Hora da Zona Morta” (“Dead Zone”), “Re-Animator – A Hora dos Mortos Vivos” (“Re-Animator”), “A Hora das Criaturas” (“Critters”), e por aí foi… Isso sem contar com “A Casa do Espanto” (“House”)!

Top Secret

– “Besteirol no cinema”

O humor nonsense não é cria dos anos 80. Afinal, os Irmãos Marx já usavam esse estilo na década de 30.

Mas os anos 80 foram especiais para o nonsense, com o surgimento do trio ZAZ – Jerry Zucker, Jim Abrahams e David Zucker. Em 1980, eles lançaram “Apertem os Cintos, o Piloto Sumiu!“, clássico obrigatório quando se fala de comédia e hilariante até hoje. Os três foram responsáveis – nem sempre juntos – por vários momentos memoráveis e de dar dor na barriga, como “Top Secret – Superconfidencial”, “Corra que a Polícia vem aí” e “Top Gang” (esse, já nos anos 90).

Mais: Mel Brooks já estava na ativa desde o fim dos anos 60, mas, nos anos 80, ele nos deu dois clássicos: “A História do Mundo – Parte 1”, em 81; e “S.O.S. – Tem um Louco Solto no Espaço” (“Spaceballs”), em 87.

porkys

– “Hormônios à flor da pele”

A década de 80 também teve seu “momento American Pie”. Vejamos: uma comédia com forte apelo sexual, onde jovens estão tentando perder a virgindade. E teve continuações! Sim, estou falando da série “Porky’s”!

Não sei se alguém do elenco de “American Pie” vai virar ator respeitado um dia. Mas posso citar exemplos de nomes hoje poderosos, que fizeram comédias no estilo!

Voce conhece um filme obscuro, chamado “Losin’ It”? Aqui no Brasil ganhou o nome “Porky 3”, apesar de não fazer parte da série (típica picaretagem para vender o filme). E é estrelado por um ainda desconhecido Tom Cruise… E seu xará Tom Hanks também fez o seu: “A Última Festa de Solteiro”!

tron1

– “Filhotes de Guerra nas Estrelas”

Em 1977, dois filmes revolucionaram o visual dos filmes de ficção científica: “Guerra nas Estrelas” e “Contatos Imediatos do Terceiro Grau”. Antes deles, o visual era sempre tosco – arrisco a dizer que só um filme me convence antes disso, que é “2001, Uma Odisséia no Espaço”. Mas a partir daí, os efeitos ficaram melhores, e tivemos uma boa safra de FC nos cinemas.

Sou suspeito para falar, porque sou fã de FC, então fica difícil fazer uma lista de filmes legais dessa época. Vou citar alguns que gosto: “Tron” – um filme ousado, em 82 o filme se passa boa parte dentro do computador; “O Último Guerreiro das Estrelas” – um garoto fã de videogames é levado para pilotar um caça de verdade numa batalha espacial; “Jogos de Guerra” – um garoto nerd quase começa a terceira guerra mundial ao brincar de videogame…

um tira da pesada

– “Risos e tiros”

A década de 80 também foi a década de Eddie Murphy, com seu Axel Foley em “Um Tira da Pesada”, bom filme de ação e ao mesmo tempo com altas doses de humor. E não nos esqueçamos de Martin Riggs, personagem de Mel Gibson em “Máquina Mortífera”.

E, seguindo outra linha, não podemos deixar de lado a escrachada série “Loucademia de Polícia”!

E finalmente chego ao fim de mais um top 10. Mas sinto que ainda voltarei a esse tema. Afinal, falei de anos 80 e deixei de lado um monte de filmes legais como “Os Goonies “, “De Volta Para o Futuro”, “Os Caça-Fantasmas”, “Garotos Perdidos”…

Noite dos Arrepios

nightofthecreeps2

Noite dos Arrepios

Continuemos na onda de clássicos de terror dos anos 80! Hoje vamos de Noite dos Arrepios (Night of The Creeps), filme assumidamente B, de 1986!

A história é sensacional: uma cápsula alienígena cai na Terra, contendo uma espécie de lesma, que entra nas pessoas pela boca e as tranforma em zumbis! Deveriam criar uma categoria de Oscar pra filmes com o argumento assim!

O roteiro deste divertidíssimo filme tem um monte de coisas legais. Algumas das frases são geniais – uma delas, considero uma das melhores de toda a década: “Girls, I have some good news and bad news. The good news is your dates are here. The bad news is they’re dead” (“Garotas, eu tenho uma notícia boa e uma má. A boa é que seus namorados estão chegando. A má é que eles estão mortos.”). Além disso, ainda ouvimos “pérolas” como “What is this? A homicide or a bad B movie?” (“O que é isso? Um homicídio ou um filme B ruim?”); ou ainda “I personaly would rather have my brain invaded by creatures from space than pledge a fraternity.” (Eu pessoalmente preferiria ter meu cérebro invadido por criaturas do espaço do que entrar para uma fraternidade.”)

Outra coisa legal é que todos os nomes próprios que estão no filme são homenagens a diretores ligados a filmes de terror: Corman Universtity (Roger Corman), Cynthia Cronemberg (David Cronemberg), Chris Romero (George A Romero), James Carpenter Hooper (John Carpenter e Dennis Hooper), detetive Ray Cameron (James Cameron), inspetor Landis (John Landis), sargento Raimi (Sam Raimi), Brad Craven (Wes Craven), mr. Miner (Steve Miner), Cunningham (Sean S Cunnigham)…

E as homenagens não param por aí: a diretora da universidade está vendo Plano 9 do Espaço Sideral, clááásico trash, considerado um dos piores filmes já feitos!

O filme é cheio de erros de continuidade, não sei se propositalmente – no flashback do detetive Cameron, antes ele segura um braço (!), depois aparece com a espingarda no lugar do braço; Cynthia nunca coloca o lança-chamas nas costas, ele “aparece” lá; o zumbi tenta pegar o carro com os dois policiais com a mão, e logo depois está com o machado na mão… Acho que não foi de propósito, acredito que não tenham dado muita importância a “detalhes” assim…

É difícil recomendar um filme tão tosco. Mas fica aqui a minha recomendação para quem gosta do estilo!

Antes que o Diabo Saiba que Você está Morto

antes-que-o-diabo

Antes que o Diabo Saiba que Você está Morto

Filme novo do veterano diretor Sidney Lumet, famoso por filmes policiais nos anos 70, como Serpico, Um Dia de Cão e Rede de Intrigas.

Andy (Phillip Seymour Hoffman), um executivo decadente viciado em drogas, convence o irmão Hank (Ethan Hawke), cheio de problemas financeiros e com a ex-mulher, a participar de um assalto à joalheria dos pais. Mas, no dia do assalto, sua mãe acaba sendo assassinada acidentalmente.

Ou seja, um filme de anti-heróis, que cada vez mais se afundam em problemas maiores ao tentar resolver os problemas menores.

A ideia é boa, mas o ritmo do filme é às vezes um pouco lento demais. Por outro lado o roteiro é cheio de brilhantes idas e vindas na linha do tempo, com bem sacados flashbacks. Daqueles que a gente tem que ficar ligado nos detalhes, porque eles voltarão através de outro ponto de vista.

O filme não agradou muito à crítica de um modo geral. Acredito heu que seja por causa das altas expectativas geradas pelos nomes envolvidos. Além do diretor Lumet e dos atores Phillip Seymour Hoffman e Ethan Hawke, ainda contamos com Albert Finney e Marisa Tomei. Com tanta gente boa, espera-se algo de alto nível. Mas este está no meio termo…

Uma coisa me intrigou nesse filme: a nudez de Marisa Tomei. Lembro dela, em 98, então com 34 anos, usando dublê de corpo em Slums of Beverly Hil (não me lembro do título em português). E neste filme, agora com 43 anos, está bem desinibida numa “caliente” cena de sexo, e ainda mostra os seios em outras duas cenas! E, pelo que li por aí, ela repete a nudez em “O Lutador. Bem, nada contra a nudez feminina, que fique bem claro! A dúvida é: pra que esperar ter quarenta anos para isso? Pelo menos podemos ver que, apesar de quarentona, Marisa está com tudo em cima, e com um corpo melhor do que muita menininha de 20… (diferente da Meg Ryan, que aos 42, quando resolveu tirar a roupa no Em Carne Viva, já estava meio caída…)

Resumindo, pode interessar, desde que não se espere muito do filme.

Força Sinistra

FORCA%20SINISTRA

Força Sinistra

Recentemente revi o ótimo Alien – O Oitavo Passageiro. Pra quem não viu (se você não viu, corra para ver!), é um exemplo perfeito de um filme que mistura dois estilos: terror e ficção científica.

Aí deu vontade de rever outro filme do mesmo roteirista, Dan O’Bannon, que também passeia entre os dois estilos: o clássico dos anos 80 Força Sinistra (Lifeforce no original), dirigido em 85 por Tobe Hooper (o mesmo de Poltergeist – O Fenômeno).

A sinopse encaixaria num filme trash: uma missão espacial britânica ao cometa Halley volta à Terra trazendo seres misteriosos. Mais tarde descobre-se que esses seres são como vampiros espaciais, que sugam energia das pessoas em vez de sangue!

(Um pequeno parênteses sobre o cometa Halley: desde o início da década de 80 se falava do “grande” cometa, que iria passar perto da Terra no início de 86, se não me engano. Toda a mídia do mundo inteiro deu atenção ao famoso cometa. E quando ele apareceu, era tão pequeno que ninguém viu nada… Grande decepção mundial… E agora só em 2061…)

Mas o filme não tem nada de trash. Apesar de ter mais de 20 anos, o filme não envelheceu muito. Os efeitos especiais, a cargo de John Dykstra (Guerra nas Estrelas), continuam eficientes, tanto nas cenas “espaciais” quanto nas cenas “de terror”. O filme funciona melhor que muito filme novo!

Um dos pontos altos do filme é a lindíssima atriz Mathilda May no papel da alienígena. Mais de mil mulheres foram testadas para esse papel, que exigia uma atriz com o corpo perfeito – boa parte do filme a personagem está nua. Mathilda ganhou o papel, e acredito que ninguém pode reclamar da escolha…

Esse filme ainda tem um outro mérito: a trilha sonora, eficientíssima, é de ninguém menos que Henry Mancini, célebre por ter composto o tema da Pantera Cor-de Rosa, entre outros temas jazzísticos. O clima de tensão ao longo do filme é pontuado pela bela trilha orquestrada.

De quebra, é um dos primeiros filmes de um tal Patrick Stewart – o Pickard de Star Trek – Nova Geração, e o Professor Xavier de X-Men. Completam o elenco Steve Railsback, Peter Firth e Frank Finlay.

Infelizmente, este é um daqueles filmes que foi mal lançado por aqui em dvd e por isso não tem em lugar algum pra venda. Enquanto não corrigem esta falha, precisamos esperar uma reprise na tv ou então usemos o velho torrent…

Matadores de Velhinha

matadores de velhinha

Matadores de Velhinha

O professor G. H. Dorr aluga um quarto numa casa e monta uma estranha gangue para executar um perfeito roubo a um cassino. Ele pensa em todos os detalhes, menos na proprietária da casa…

O que faz essa simples e despretensiosa comédia de humor negro ser tão divertida? Acredito que a resposta está nos personagens, bizarros e caricatos na medida certa. O que, aliás, é uma característica dos filmes dos irmãos Coen, vide o genial O Grande Lebowski…

Quase todos os personagens aqui estão ótimos. Um Tom Hanks dentuço faz um professor Dorr perfeito, com suas frases pomposas e seu riso nervoso. Irma P. Hall também está ótima como a dona da casa, super religiosa, desconfiada e mal-humorada. J. K. Simmons (que também está em Queime Depois de Ler), Tzi Ma e Ryan Hurst estão no tom exato com seus personagens bizarros que copõem a gangue. O “quase” que escrevi lá em cima é porque talvez Marlon Wayans esteja um pouco “over”, com uma atuação mais com cara de Todo Mundo em Pânico do que algo feito pelos irmãos Coen…

Além do desfile de personagens legais, outros elementos do filme também têm a cara dos irmãos Coen, como o cenário no sul dos EUA, a ênfase na trilha sonora (desta vez usando a música gospel da igreja) e o roteiro com uma progressão de eventos tipicamente “coeniana”.

Esta é uma refilmagem de um filme homônimo, de 1955, estrelado por Alec Guiness. Não vi o original, então não posso compará-los, infelizmente…

Matadores de Velhinha não vai mudar a vida de ninguém. Mas pode ser uma boa diversão, principalmente para aqueles que gostam de humor negro!