Um Parto de Viagem

Um Parto de Viagem

Nova comédia de Todd Phillips, o diretor de Se Beber Não Case!

Peter Highman (Robert Downey Jr) está em Atlanta, a negócios, e precisa voltar para Los Angeles para o nascimento do seu primeiro filho. Mas uma série de incidentes o impedem de pegar um avião, ele acaba tendo que pegar carona com o esquisitão Ethan Tremblay (Zach Galifianakis). Peter está prestes a entrar na mais terrível e agonizante viagem de sua vida.

Um Parto de Viagem parece uma releitura do argumento de Antes Só do que Mal Acompanhado (Planes, Trains and Automobiles, filme de John Hughes de 1987), onde Steve Martin e John Candy passam por diversos perrengues para conseguir viajar juntos – e brigam diversas vezes durante o percurso. Mas não se trata de uma refilmagem, as histórias são parecidas, mas diferentes.

O filme foi co-escrito e dirigido por Todd Phillips, que um ano antes nos deu o divertido Se Beber Não Case (com o mesmo Galifianakis no elenco). Os dois filmes têm formatos parecidos – uma “road trip” de homens adultos – diferente da maioria das comédias de hoje em dia, que usam temas adolescentes na onda do sucesso de American Pie e semelhantes. Bem, claro que o formato é semelhante, Phillips tinha uma carreira meia bomba, e alcançou o sucesso com o filme anterior… Mas pelo menos ele conseguiu manter o nível com este novo filme!

Um Parto de Viagem não é tão politicamente incorreto quanto Se Beber Não Case, mas – felizmente – Phillips não virou um “menino comportado”. Afinal, o filme tem seus momentos “errados”, não é todo dia que um adulto de saco cheio bate numa criança pentelha…

O grande mérito de Um Parto de Viagem é a construção dos dois personagens principais. Robert Downey Jr. faz um Peter que tenta fazer tudo certinho, mas está no limite dos nervos e acaba se atropelando; Zach Galifianakis faz um Ethan Tremblay genial, ingênuo e ao mesmo tempo irritante ao extremo, tudo isso exalando uma inocência infantil – ele realmente parece acreditar nele mesmo! O que é legal é que não dá pra torcer por nenhum dos dois…

O elenco ainda traz alguns nomes famosos em papeis menores, como Michelle Monaghan, Jamie Foxx, Juliette Lewis e Danny McBride. Mas o filme é de Downey Jr e Galifianakis. Parece que os outros atores estão lá só por amizade – Downey Jr. fez Beijos e Tiros com Monaghan, O Solista com Foxx e Trovão Tropical com McBride; Juliette Lewis fez antes outros dois filmes com o diretor Phillips, Starsky & Hutch e Dias Incríveis, e estará no próximo, Se Beber Não Case 2.

Um Parto de Viagem não é um dos melhores filmes do ano. Mas é uma boa opção de comédia – talvez uma das melhores comédias do ano…

Muita Calma Nessa Hora

Muita Calma Nessa Hora

E, mais uma vez, vamos dar uma chance ao cinema nacional…

No novo filme de Felipe Joffily (Ódiquê?), três amigas (Andréia Horta, Fernanda Souza e Gianne Albertoni) resolvem fazer uma viagem a Búzios quando uma delas descobre que está sendo traída pelo noivo às vésperas do casamento.

Numa época de Tropa de Elite 2 e cinema nacional em alta, Muita Calma Nessa Hora se baseia na nova geração de humoristas para tentar fazer uma comédia nacional com cara nova. Mas, se todos os vícios cometidos por comédias nacionais antigas estão presentes aqui, não muda muita coisa, né?

O roteiro, escrito por João Avelino, Rosana Ferrão e Bruno Mazzeo (este último faz uma ponta como ator), lembra demais o formato de esquetes dos humorísticos televisivos. Assim, algumas cenas começam e terminam sem muita continuidade, a lógica se perde algumas vezes ao longo do filme (exemplo: pra que serviu aquela cena onde Gianne Albertoni perdea parte de cima do biquini, se nem rola uma nudez gratuita?). E o filme também traz algumas cenas desnecessárias – como a apresentação do personagem que faz o “Chez Gay”.

Tem outra coisa: o filme quer ser “jovem”, e, no início, ao mostrar pela primeira vez as três meninas, apresenta-as como “vinte e poucos anos”. Ora, as três atrizes já têm “vinte e muitos anos” – uma é de 84, outra de 83, a mais velha de 81. Se a ideia era fazer um “filme jovem”, tinha que ter feito como As Melhores Coisas do Mundo, que pegou uma galera realmente mais nova!

Outros dois problemas recorrentes no cinema nacional também estão presentes aqui. Um é o som: “pra variar”, na maioria das cenas as músicas estão muito mais altas que os diálogos, dificultando a compreensão dos mesmos. E o outro é o excesso de merchandising – uma companhia telefônica é citada diversas vezes. Ok, a gente sabe que alguém tem que pagar a conta, mas será que não podia ser mais discreto?

O elenco, cheio de nomes conhecidos na tv, tem seus altos e baixos. Das três principais, Andréia Horta e Fernanda Souza estão bem; Gianne Albertoni, que é modelo, e não atriz, funciona ok ao lado das outras. Débora Lamm, a “quarta mosqueteira”, carregando uma samambaia pra tudo quanto é lado, ficou caricata demais…

O elenco ainda traz um monte de nomes famosos em papeis minúsculos. Um dos pontos altos do filme são alguns dos personagens secundários muito bons, como o micareteiro de Lucio Mauro Filho e o paulista fã de tecnologia de Marcelo Adnet. Normalmente caricato, Sergio Mallandro não atrapalha aqui como o tatuador; Hermes e Renato e sua trupe fazem um divertido grupo de boçais; Leandro Hassum está desperdiçado numa ponta como policial.

O filme não traz nudez, acredito heu que por causa da censura. Mas traz um monte de referências à maconha, ou seja, não adiantou nada. Era melhor ter mostrado nudez gratuita, como o cinema nacional fazia muito bem décadas atrás…

O desfecho da história é previsível. Mas, como tudo se parece com um humorístico televisivo, acho que não vai incomodar a plateia…

Muita Calma Nessa Hora até diverte. Mas o cinema nacional pode fazer melhorque isso.

Pânico na Neve

Pânico na Neve

Confesso que não dei bola quando este Pânico na Neve (Frozen, no original) passou nos cinemas. Não me pareceu que seria grandes coisas. Agora que vi, retiro o que disse: é um “pequeno” bom filme.

Por vários azares combinados, três amigos ficam presos à noite em um teleférico, a uma altura perigosa para pular. Quando eles constatam que foram esquecidos pelo resort, eles precisam decidir se tentam sair do teleférico ou enfrentar o frio – e talvez congelarem até a morte.

Pânico na Neve corria um risco grande, afinal, boa parte do filme se baseia nos diálogos dos três únicos personagens, presos em um único cenário onde não podem se mover. Mas o filme soube escapar das armadilhas. Não vou adiantar muitas coisas aqui por causa de spoilers, mas o roteiro consegue usar vários elementos diferentes para manter a tensão do início ao fim.

A produção, independente, é espartana. Basicamente só vemos os três atores na tela, e as filmagens foram feitas usando um teleférico de verdade, com altura real e neve real. Os atores, claro, não são nomes muito conhecidos. Shawn Ashmore foi Iceman, um mutante coadjuvante nos dois primeiros X-Men; Emma Bell ganhou, pouco depois, um papel na boa série The Walking Dead; Kevin Zegers esteve no também independente Transamerica.

Pânico na Neve fez sucesso no festival independente Sundance, mas foi mal no circuito convencional. Pena, Pânico na Neve não é um filmaço, daqueles que se tornam “obrigatórios”, mas merecia melhor sorte no circuito…

The Kentucky Fried Movie

The Kentucky Fried Movie

Com anos de atraso, finalmente vi o famoso The Kentucky Fried Movie!

The Kentucky Fried Movie não tem exatamente uma sinopse. É uma série de esquetes soltas, simulando uma programação de tv, passando vários programas diferentes. Programas jornalísticos, comerciais, filmes eróticos, um filme de kung fu inteiro, trailers de outros filmes… Mais ou menos como fazia o TV Pirata, um dos melhores humorísticos da história da tv brasileira.

Lançado em 1977, The Kentucky Fried Movie tem pedigree. O filme foi escrito pelo trio David Zucker, Jim Abrahams e Jerry Zucker, que ficaria famoso anos depois por alguns dos mais hilariantes filmes dos anos 80, como Apertem Os Cintos, O Piloto Sumiu e Top Secret – Superconfidencial. E foi dirigido por John Landis, outro que brilhou nos anos 80, com filmes como Os Irmãos Cara de Pau, Um Lobisomem Americano em Londres e Trocando as Bolas.

Na época, Zucker, Abrahams e Zucker tinham um grupo de teatro, o “Kentucky Fried Theater”, e estavam tentando vender seu projeto, mas os estúdios recusavam, com a desculpa que “audiências não gostavam de filmes compostos de esquetes”. Eles não só conseguiram vender o projeto, como fizeram história. Seu estilo de humor nonsense é referência até hoje, ao lado de gente como Monty Python e Mel Brooks!

O elenco não tem muitos nomes conhecidos. Como são esquetes curtas (tirando o filme de artes marciais “A Fistful of Yen”, quase um média metragem), quase todos no elenco têm pequenas participações. Podemos citar os nomes de Donald Sutherland, Leslie Nielsen, George Lazenby e Bill Bixby (o Bruce Banner do seriado Hulk).

Curiosamente, The Kentucky Fried Movie nunca foi lançado aqui no Brasil. Lembro da época do vhs, este filme de vez em quando era citado em listas de melhores comédias da história. Mas nunca apareceu no mercado, nem em vhs, nem em dvd. Mais um daqueles casos de filmes mal lançados… Sorte que hoje em dia sei onde comprar o dvd gringo!

E finalmente vi o filme. Mas… Sei lá, achei meio bobo. Algumas piadas são boas, quem conhece o estilo nonsense do trio ZAZ já consegue ver várias tiradas com a cara deles. Mas, no geral, as boas piadas se perdem no meio de vários momentos bobos.

O filme não é ruim. Mas, na minha humilde opinião, a edição perdeu tempo demais em algumas coisas. Por exemplo, o filme de kung fu é longo demais, chega a ser chato – falha imperdoável para um filme neste estilo. E algumas das esquetes não têm graça…

Mesmo assim, ainda vale a pena. Nem que seja pelo valor histórico. Mas confesso que fiquei com medo de rever As Amazonas da Lua, outro filme no mesmo estilo “programação de tv zapeando entre os canais” (que contou com o mesmo John Landis, entre outros, na direção). Amazonas foi lançado aqui (em vhs, não em dvd), e gostei na época. Será que, visto hoje em 2011, acharei tão bobo como The Kentucky Fried Movie?

Hunger

Hunger

Outro dia, meu amigo Luis Syren postou no Facebook comentários sobre dezenas de filmes. Aproveitei para pegar algumas sugestões. Este Hunger é uma delas.

Cinco pessoas, desconhecidas entre si, acordam em uma espécie de porão, sem saber por que estão lá. Como provisões, apenas água. E, junto da água, um bisturi para cortar pele e carne humana. Eles logo descobrem que são o objeto de um sádico estudo para testar os limites de sobrevivência enquanto a fome aumenta.

A ideia é boa – o quão longe você iria pela sua própria sobrevivência? Inicialmente parece que vai ser uma cópia de Jogos Mortais, onde pessoas também acordam dentro de armadilhas. Mas o desenvolvimento dos dois filmes é completamente diferente – aqui em Hunger o ritmo é mais lento, já que não existe uma saída para o “jogo”.

Dirigido pelo desconhecido Steven Hentges, Hunger não traz nenhum nome famoso no elenco – talvez Lori Heuring, coadjuvante em alguns filmes famosos. Mas todos funcionam ok.

Teve um detalhe técnico que me incomodou um pouco. Estamos falando de pessoas deixadas para morrer de fome, certo? 30 dias sem comer, e sem nenhum cuidado, nada além de água. Caramba, as pessoas deveriam estar muito mais magras e acabadas no fim do filme! Será que não dava pra se fazer algo neste sentido usando maquiagem e cgi? Digo mais: falando de maquiagem: acredito que, depois de um mês sem banho e sem cuidados, as pessoas deveriam estar bem mais sujas, com barbas, cabelos e unhas  bagunçados…

Achei o fim um pouco forçado, não sei se depois de tantos dias sem comer aquilo seria possível. Mesmo assim, foi interessante, vale a pena. Um filme desses não se recomenda pra qualquer um, claro. Mas os apreciadores do gênero vão gostar.

Assassino A Preço Fixo

Assassino A Preço Fixo

Refilmagem do filme homônimo estrelado por Charles Bronson em 1972.

Arthur Bishop (Jason Statham) é um assassino profissional de elite, especialista em “trabalhos limpos” – suas vítimas parecem mortas por acidentes. Quando seu mentor e amigo Harry (Donald Sutherland) é assassinado, ele se sente na obrigação de treinar Steve (Ben Foster), o impulsivo filho de Harry, que quer vingar a morte do pai.

Assassino A Preço Fixo tem como principal marketing ser “o mais novo filme de ação de Jason Statham”. Mas Statham tem feito coisa melhor, Assassino A Preço Fixo deixa a desejar.

O filme não é ruim, mas também não é bom. A dupla Statham – Ben Foster parece forçada demais, alguém do estilo de Bishop não aceitaria tão facilmente uma parceria com uma pessoa de estilo tão diferente. E o roteiro é sempre previsível demais.

Pelo menos as cenas de ação são bem feitas. Muitos tiros e explosões, sangue no ponto certo. Não vai decepcionar os fãs.

Sobre o elenco: é sempre legal ver um ator como Donald Sutherland em ação. Mas o seu papel é pequeno, umas duas ou três cenas no máximo. Statham e Foster fazem o esperado. E, de “bônus”, uma rápida nudez gratuita da supermodel sueca Mini Anden. 😉

Enfim, não é ruim. Mas prefiro a série Carga Explosiva.

p.s.: Segundo o imdb, o título é “Assassino À Preço Fixo“, assim, com o “A” craseado. Mas, caramba, não se usa crase antes de palavra masculina! Espero que consertem antes do lançamento nacional, previsto para este mês!

Top 10: Cenas de Sexo Esquisitas no Cinema

Top 10: Cenas de Sexo Esquisitas no Cinema

Quando vi Splice e sua perturbadora cena de sexo incestuoso entre um humano e um ser geneticamente alterado, pensei em mais um Top 10 – as cenas de sexo mais esquisitas que já vi no cinema.

Só um aviso antes: este blog normalmente é um blog família. Mas este é um post para maiores de 18 anos! Se você for “de menor”, por favor visite algum dos outros 34 Top 10 já feitos aqui no blog: filmes de zumbi, filmes com nomes esquisitos, filmes sem sentido, personagens nerds, estilos dos anos 80, melhores vômitos, melhores cenas depois dos créditos, melhores finais surpreendentes, melhores cenas de massacre, filmes dos ano 80 e 90 nunca lançados em dvd no Brasil, estilos de filmes ruins, casais que não convencem, musicais para quem não curte musicais, melhores frases de filmes, melhores momentos de Lost, maiores mistérios de Lost, piores sequencias, melhores filmes de rock, melhores filmes de sonhos, melhores filmes com baratas, filmes com elencos legais, melhores ruivas, melhores filmes baseados em HP Lovecraft, filmes que vi em festivais e mais ninguém ouviu falar, Atores Parecidos, Atrizes Parecidas, filmes de lobisomem, melhores trilogias, filmes de natal, melhores filmes de 2010, coisas que detesto nos dvds, melhores filmes da década de 00, filmes de vampiro e melhores diabos. Visitem!

Outra coisa: hoje em dia, com a internet, é muito fácil encontrar pornografia com sexo explícito bizarro. Bem, não vou pegar este caminho, os filmes citados aqui no Top 10 não são pornôs, são filmes feitos para o cinema!

Vamos ao sexo estranho?

10- Howard – O Super Heroi

Assim como humanos evoluiram do macaco, Howard evoluiu do pato. Não sei se é exatamente zoofilia, mas com certeza é estranho.

9- Os Caça-Fantasmas

Uma cena completamente gratuita mostra um fantasma “se aproveitando sexualmente” do personagem de Dan Aykroyd. Acho que este tipo de perversão sexual nem tem nome.

http://blogdoheu.wordpress.com/2010/06/29/os-caca-fantasmas/

8- Possessão

Isabelle Adjani, linda linda linda, cria um monstro no banheiro. Determinada cena, lá está ela na cama com o monstro mandando ver! Detalhe: o monstro foi desenhado pelo H.R. Giger, o mesmo de Alien!

7- Pink Flamingos

Pink Flamingos é uma das maiores coleções de bizarrias da história do cinema. E, pra entrar nesta lista, podemos citar a cena onde um casal transa com uma galinha viva, pressionada entre eles.

6- Crash

O filme fala sobre um grupo de pessoas que se excita sexualmente com acidentes de carro. Assim: bateu, antes de chamar o Samu, vamos dar uma rapidinha!

5- Splice

Alguns podem argumentar que Dren é bonitinha. Mas ela não é humana, caramba! E isso porque não tô falando do lado incestuoso da transa…

4- Kissed

A gente ouve falar de necrofilia, e imagina uns caras feios violando cadáveres de mulheres. Kissed vai na contra-mão: uma mulher bonita, numa funerária, se aproveitando de homens que morreram.

3- Team America – Detonando o Mundo

Uma tórrida e longa cena de sexo, várias posições, vários ângulos. Protagonizada por bonecos parecidos com barbies!

2- La Bete

Aqui o sexo, com a atriz finlandesa Sirpa Lane é quase explícito, mas quase mesmo, com direito a ejaculação e tudo. Mas é protagonizada por um monstro, um cara usando uma fantasia tosca…

1- Re-Animator

Barbara Crampton, nua em cima de uma mesa, recebe sexo oral de uma cabeça sem o corpo – o cara morreu, mas a cabeça voltou à vida. Acho difícil ver algo mais bizarro que isso.

O Besouro Verde

O Besouro Verde

Estreou o aguardado O Besouro Verde, que traz a grande dúvida: como é um filme de super-heroi “lado B”, dirigido pelo cult Michel Gondry, e escrito eestrelado por Seth Rogen?

O playboy Britt Reid (Seth Rogen) só quer saber de farra, quando de repente seu pai morre e ele vira o dono do jornal “The Daily Sentinel”. Aí ele resolve virar um super-heroi mascarado, com a ajuda de Kato, motorista de seu pai.

Vou explicar a dúvida citada no primeiro parágrafo:

– O Besouro Verde na verdade surgiu no rádio, nos anos 30. Mas o filme foi baseado na série de tv feita em 66, famosa por trazer Bruce Lee como o coadjuvante Kato. Acredito que o seriado seja mais falado do que visto – sou admirador de seriados antigos, mas admito que não lembro desta série, só me lembro do tema musical. O Besouro Verde não é um heroi tão popular quanto um Super Homem ou um Homem Aranha…

– O diretor Michel Gondry é cultuadíssimo pelo seu excelente Brilho Eterno de Uma Mente Sem Lembranças. E como seria Gondry à frente de uma super-produção hollywoodiana?

– Por fim, Seth Rogen já está familiarizado com a “máquina” de Hollywood. Mas ele tem cara de comédia. Será que ele funciona como protagonista de filme de super-heroi?

Respondendo tudo de um modo geral, não funcionou. O filme tem alguns acertos, alguns bons momentos. Mas tem muito mais defeitos do que virtudes. Roteiro cheio de falhas, direção fraca, atores inapropriados, o resultado final ficou devendo.

O roteiro de O Besouro Verde tem alguns sérios problemas. Todo super-heroi tem alguma motivação para os seus atos – menos Britt Reid, que era um playboy irresponsável e, do nada, resolve combater crimes, e ainda por cima fingindo que é bandido. Não faz o menor sentido! Tem mais: Kato era um motorista e mecânico que gostava de inventar coisas. Mas daí pra criar carros que são tanques de guerra equipados com muitas armas falta um pouco, não? Isso porque não estou lembrando que Reid precisava chegar ao jornal para fazer um upload para a internet – com todo aquele dinheiro, não dava pra ter um celular com acesso à internet, ou algum acessório no carro?

Um dos acertos do filme foi a escolha de dois dos atores, o antagonista Christoph Waltz e o coadjuvante Jay Chou. Waltz (Bastardos Inglórios) brilha com seu vilão Chudnofsky, caricato no ponto exato; e Chou, excelente lutador, faz um Kato muito mais interessante que o próprio Besouro. Mas, por outro lado, o elo mais fraco do elenco é logo o protagonista. Seth Rogen é um cara legal, cheio de bons filmes no currículo, mas aqui ele está muito mal. Não sei se a culpa é do ator ou do roteiro, mas como Rogen foi responsável pelas duas coisas, a culpa é dele… Ainda no elenco, Cameron Diaz e Edward James Olmos estão desperdiçados, ambos poderiam oferecer muito mais se o filme fosse melhor. Tom Wilkinson pouco aparece; e James Franco tem uma divertida ponta na cena inicial.

Preciso ver mais filmes do Michel Gondry. Seu Brilho Eterno é realmente muito bom, mas os outros filmes que vi dele deixam a desejar (Rebobine Por Favor, Tokyo! e este O Besouro Verde). Espero que não seja um caso parecido com M. Night Shyamalan, autor de uma obra prima e de vários filmes que variam entre o “mais ou menos” e o “pavorosamente ruim”.

O Besouro Verde não chega a ser um dos piores filmes de super-herois da história, como Mulher Gato ou Elektra. Mas está vários degraus abaixo de bons exemplos recentes, como Batman ou Homem de Ferro.

Par Perfeito

Par Perfeito

Jen (Katherine Heigl) e Spencer (Ashton Kutcher) se conheceram, se apaixonaram, se casaram e formam um casal perfeito. Só que ela não sabe que antes de conhecê-la, ele era um assassino profissional. Agora, três anos depois do casamento, o antigo patrão de Spencer reaparece e o casal se torna alvo de uma caçada milionária.

O filme, que parece uma nova versão de Sr e Sra Smith, é uma grande bobagem. Mas é uma bobagem divertida. E talvez aí resida o mérito de Par Perfeito. O filme não se leva a sério em momento algum, então, quando sequências absurdas começam a pulular na tela, é só entrar na onda da galhofa.

O casal protagonista tem boa química e funciona bem. Curiosidade: ambos vieram de séries de tv (Heigl era coadjuvante em Grey’s Anatomy; Kutcher, em That 70’s Show), e ambos têm hoje star power maior que anos atrás. E, já que estamos falando de atores egressos da tv, Tom Selleck, o eterno Magnum, está bem como o principal coadjuvante.

Ainda preciso falar das belíssimas locações da primeira parte do filme, em Nice, na França. Deu vontade de viajar…

Diversão descartável, Par Perfeito pode agradar aqueles que estiverem no clima certo.

Happythankyoumoreplease

Happythankyoumoreplease

Sou fã de How I Met Your Mother, sitcom estrelada por Josh Radnor que conta “causos” sobre casais na faixa dos trinta em Nova York. Quando soube de um filme escrito, dirigido e estrelado por Radnor, falando de casais na faixa dos trinta em Nova York, corri para baixar. Mas Happythankyoumoreplease é bem diferente de How I Met Your Mother, com todos os prós e contras que isso significa…

Sam Wexler (Josh Radnor) é um escritor que, num dia ruim, “salva” um garoto que estava perdido no metrô e o leva para casa, começando uma estranha amizade. Em volta de Sam estão seus amigos: Annie, uma mulher com uma doença que lhe causa problemas na aparência; Charlie e Mary Catherine, um casal que precisa se decidir sobre uma possível mudança para Los Angeles; e Mississippi, uma garçonete / cantora por quem Sam se apaixona.

Pra começar, Happythankyoumoreplease é um drama. Quem esperar uma comédia romântica vai se decepcionar. E quem esperar humor no estilo da sitcom também não vai encontrar. E, pra piorar, pelo menos duas das três histórias são bobinhas… O casal em dúvida se vai se mudar para Los Angeles é uma das sub tramas mais sem graça que vi recentemente no cinema; e o casal principal teve o desfecho mais previsível possível.

O elenco trouxe uma novidade, pelo menos para mim: Malin Akerman largou o habitual papel de bonitona, raspou o cabelo e aparece sem glamour nenhum, diferente de filmes como Watchmen e Antes Só do Que Mal Casado. Além de Radnor e Akerman, o elenco traz Kate Mara, Zoe Kazan, Tony Hale, uma ponta de Richard Jenkins e o garoto Michael Algieri.

Sobre o estranho título – “Felizobrigadomaisporfavor” – é uma expressão usada pela personagem de Malin Akerman. Mas não entendi o “Happy” antes. De qualquer maneira, isso pouco importa para o filme…

No fim, Happythankyoumoreplease nem é ruim. Mas fica a impressão de que Radnor deve continuar com a seu trabalho na tv. Se a sua sitcom é uma das melhores da atualidade, o seu filme é apenas mediano.