O Lobisomem

O Lobisomem

Uêba! Filme de terror novo nos cinemas cariocas! Refilmagem do filme homônimo de 1941, este novo O Lobisomem entrou em cartaz na sexta de carnaval.

A trama não traz muitas novidades. Lawrence Talbot (Benicio Del Toro), afastado da família há anos, volta por causa da morte de seu irmão, atacado por uma criatura misteriosa. Não demora muito, ele mesmo também é atacado, e se transforma num lobisomem.

O clima do filme dirigido por Joe Johnston (Jumanji, Parque dos Dinossauros III) é muito legal. A reconstituição de época está ótima, emoldurada pela inspirada trilha sonora de Danny Elfman.

Os efeitos de maquiagem, ah, estes merecem um parágrafo à parte. Rick Baker, seis vezes ganhador do Oscar de melhor maquiagem, estava trabalhando em Norbit quando soube que estavam refilmando O Lobisomem. Procurou então o estúdio Universal e se ofereceu para trabalhar nele. Ele se inspirou para esta profissão com o Lobisomem original, de 41, e o seu primeiro Oscar foi justamente por Um Lobisomem Americano em Londres – que traz, até hoje, a melhor transformação em lobisomem da história do cinema! (Os outros Oscars de Baker foram por Um Hóspede do Barulho, Ed Wood, O Professor Aloprado, MiB e O Grinch, e ele foi indicado outras cinco vezes).

Não sei se as transformações aqui são tão boas quanto Um Lobisomem Americano em Londres. Mas, se não são, chegam perto. São, sem dúvida, uma das melhores coisas do filme.

(Pequeno parênteses para falar mal de filme ruim. Os caras responsáveis pelos lobisomens de Lua Nova devem ter ficado com vergonha ao ver o lobisomem daqui. Tanto no visual – este dá medo, o outro parece um efeitozinho vagabundo de cgi; quanto na transformação – aquele “lobinho” se transformando no meio de um pulo!)

A princípio, achei esquisito a escolha de Benicio Del Toro para ser um inglês filho do Anthony Hopkins, acho ele muito latino para isso. Mas depois de ver o filme, a gente vê que Del Toro é “o cara”. Não só ele é um excelente ator, como ele tem cara de lobisomem…

Além de Del Toro e Hopkins, o elenco conta com Emily Blunt, Hugo Weaving, Geraldine Chaplin e ainda rola uma ponta do próprio maquiador Rick Baker, como o primeiro cigano a ser atacado.

Alguns críticos estão falando que falta originalidade no roteiro. Ora, trata-se da refilmagem de um filme feito há quase sete décadas! Claro que não é original! Mas que funciona muito bem, ah, não há dúvidas quanto a isso.

Boa opção para os fãs de terror!

Antes do Por do Sol

Antes do Por do Sol

Mais cedo falei de Antes do Amanhecer, agora é a vez de sua continuação, o também simpático Antes do Por do Sol.

Nove anos depois dos eventos do primeiro filme, Jesse virou escritor e está em Paris lançando o livro onde conta a noite do primeiro filme. Algumas horas antes de seu vôo sair, ele reencontra Celine.

O que é legal aqui é que é o mesmo diretor Richard Linklater e os mesmos atores Ethan Hawke e Julie Delpy, criando o mesmo clima intimista do primeiro filme!

Antes do Por do Sol é tão simpático quanto o primeiro filme. Inclusive, temos uma coisa muito interessante aqui: o roteiro foi escrito a seis mãos, pelo diretor Linklater junto com o seu casal de protagonistas, Hawke e Delpy.

Pena que não há muita história a ser contada. O filme tem um pouco menos de uma hora e vinte minutos, e algumas das cenas são desnecessárias (como, por exemplo, quando Jesse descreve o seu próximo livro; ou então Celine imitando a Nina Simone no palco). Acho que eles não tinham material para um longa, mas mesmo assim queriam mostrar o que aconteceu com o casal.

Não é tão bom quanto Antes do Amanhecer, mas que gostou de um vai curtir o outro.

Antes do Amanhecer

Antes do Amanhecer

Um jovem casal se conhece em um trem na Europa e resolve passar uma apaixonada noite caminhando por Viena. O problema é que ele tem um vôo para pegar de manhã, e ambos sabem que provavelmente nunca mais vão se reencontrar.

Este simpático filme de 1994 é uma prova que bons diálogos são o suficiente para se fazer um bom filme. Escrito por Richard Linklater (também diretor) e Kim Krizan, Antes do Amanhecer é verborrágico, praticamente só tem diálogos entre dois personagens – mas em momento nenhum é chato.

Boa parte do mérito do filme está no talento e carisma de seu casal de protagonistas. Ethan Hawke e Julie Delpy estão ótimos como Jesse e Celine, o casal que vive a noite mágica.

A proposta é muito boa. Afinal, como eles só têm uma noite, a relação é perfeita. Não existe desgaste por causa do tempo da relação, e amigos ou parentes não têm como atrapalhar. Em uma noite não dá tempo de surgirem problemas! Aliás, nem dá tempo de se “discutir a relação”!

O diretor Linklater é eficiente em diferentes estilos de filmes. Ele é bom em filmes modestos, como esse, sua continuação, e também Jovens Loucos e Rebeldes, filmes mais focados nos atores e nos personagens. Mas ele também dirigiu o divertido Escola do Rock. Isso sem contar com dois filmes feitos usando animação em rotoscopia, Waking Life e O Homem Duplo.

O filme teve uma continuação nove anos depois, Antes do Por do Sol, com os mesmos atores e o mesmo diretor, mostrando o reencontro de Jesse e Celine. Ainda hoje vem para cá para o blog!

2019 – O Ano Da Extinção – Daybreakers

2019 – O Ano Da Extinção – Daybreakers

Confesso que já fazia um tempo que heu estava pilhado para ver este filme, desde que li que o protagonista Ethan Hawke declarou que “Daybreakers é o antídoto para Crepúsculo“! (Aliás, a primeira cena, quando um vampiro queima no sol, parece ser uma resposta a Crepúsculo!)

A ideia é muito boa. No futuro, vampiros tomaram conta e viraram a raça dominante. Os poucos humanos que sobraram são caçados e usados como gado, para ter o seu sangue extraído e comercializado. Só que a raça humana está entrando em extinção, e levando os vampiros à fome!

O filme foi escrito e dirigido pelos irmãos Michael e Peter Spierig, os mesmos australianos responsáveis pelo esquisito filme de zumbis Canibais (Undead). Desta vez, os Spierig tinham um orçamento melhor. O visual do filme, com a fotografia azulada, é muito legal – como são vampiros, a maior parte das cenas é à noite. E os efeitos são muito bem feitos.

O elenco conta com nomes famosos como Sam Neill, Willem Dafoe e Isabel Lucas, além do já citado Hawke. Além deles, completam o elenco a australiana Claudia Karvan e o neo-zelandês Michael Dorman, meio desconhecidos por aqui.

2019 – O Ano Da Extinção – Daybreakers não vai mudar a vida de ninguém, mas pelo menos é divertido!

Top 10: Estilos de Filmes Ruins

Top 10: Estilos de Filmes Ruins

Outro dia foi divulgada na internet mais uma daquelas listas de piores filmes. Olha, concordei com a inclusão de vários dos filmes, mas me lembrei de tantos outros, de estilos diferentes, que ficaram de fora…

Resolvi então montar um Top 10 no estilo do Top 10: Estilos dos Anos 80, onde escolhi categorias em vez de filmes. Assim, temos filmes ruins para todos os gostos!

Sempre é bom lembrar que, além do Top 10: Estilos dos Anos 80, já rolaram outros Top 10 aqui no blog: filmes de zumbi, filmes com nomes esquisitos, filmes sem sentido, personagens nerds, melhores vômitos, melhores cenas depois dos créditos, melhores finais surpreendentes, melhores cenas de massacre e filmes dos ano 80 e 90 nunca lançados em dvd no Brasil. Visitem!

Desta vez não é em ordem cronológica.

1- Filmes Cabeça Pseudo Pseudo

Heu até gosto de filme cabeça. Desde que seja bom.
Mas têm uns por aí que estão longe disso. Se me perguntarem qual é o tipo de filme que mais odeio no mundo, são esses filmes cabeça experimentais que não têm sentido nenhum, mas que o povo cabeça adora.
Uma vez, vi uma sessão do filme ultra alternativo Trash, do Paul Morrissey, aquele que, ao lado do Andy Warhol, filmava um prédio com a câmera parada durante oito horas seguidas. O diretor estava presente, o cinema estava lotado! Primeira cena: câmera parada num cara dormindo, durante longos minutos. Segunda cena: câmera parada, close no cara dormindo, durante outros longos minutos. Ao fim do filme, apenas uma meia dúzia de gatos pingados ainda estava presente.
Morte aos picaretas!

2- Trashs Clássicos

Uma legítima lista de piores filmes tem que ter aqueles trashs clássicos, cultuados hoje em dia.
Plano 9 do Espaço Sideral é considerado pela maioria como o pior filme de todos os tempos. Manos, The Hands of Fate briga com ele pelo posto de número 1. Vi ambos – a briga é dura!
Na mesma onda, podemos citar dezenas. Alguns dos meus favoritos são O Ataque dos Tomates Assassinos, Hard Rock Zumbi, Demons, A Camisinha Assassina, e, last but not least, Trash Náusea Total e Fome Animal, os trashs do Peter Jackson, além dos filmes da Troma, como O Vingador Tóxico (citado lá embaixo).

3- Hollywoodzinhos

Não sei vocês, mas acabou a minha paciência para um certo tipo de filminho que infesta Hollywood atualmente.
Tenho tido tolerância zero com filminhos bonitinhos, fofinhos e outros “inhos”. Filmes que ofendem a nossa inteligência ao acharem que é só ter um elemento fofinho na tela pra gente ignorar coisas básicas como roteiro.
Filmes como Marley e Eu e Delírios de Consumo de Becky Bloom são assim. O filme é ruim? Tem personagens mal construídos? Furos no roteiro? Atores fracos? “Ah, mas o filme é tão bonitinho”, vão dizer os fãs…
Outros que podem entrar na lista são os dois filmes da saga Crepúsculo. Vampiro que brilha como um diamante no sol???

4- Desblockbusters

Muitas vezes um filme é feito com a intenção de ser um blockbuster, mas tudo dá errado, e vira uma grande decepção. O filme pode até não ser tão ruim, mas como a expectativa é grande, o fracasso é certo.
Sempre me lembro do Kevin Costner quando penso em filmes assim. Ele gastou rios de dinheiro para fazer uma bomba, Waterworld – O Segredo das Águas. Logo depois, engatou em outro projeto megalomaníaco furado, O Mensageiro, outra bomba. Esse cara deveria ser defenestrado de Hollywood!
Outro bom exemplo é O Portal do Paraíso, que Michael Cimino fez em 1980, pouco depois de ganhar Oscar por O Franco Atirador. Diz a lenda que custou 44 milhões de dólares, e rendeu um milhão e meio na bilheteria…
Todo ano temos novos filmes assim. Recentemente, por exemplo, tivemos The Spirit, Speed Racer, Missão Babilônia e Perigo em Bangcock.

5- Filmes Infantis Nacionais

Enquanto os filmes infantis gringos melhoram a cada ano, a situação aqui estacionou, há anos. Se mudou algo, foi para pior!
Vou contar uma história que aconteceu comigo. Rolavam as férias, e heu procurava algum filme para levar minha filha no fim de semana. A gente morava em Petrópolis, eram poucas as opções.
Li no jornal a crítica de um novo filme da Xuxa, que tinha acabado de estrear. A crítica falava que este era melhor que os anteriores. Ao fim do filme, pensei “céus, tenho medo dos outros!” O filme era muito ruim!
Xuxa, Eliana, Renato Aragão, qualquer apresentador brasileiro de programa infantil, quando resolve fazer cinema, lá vem bomba.
E isso porque não estou falando de Cinderela Baiana, o clássico trash infantil da Carla Perez!

6- M Night Shyamalan

Até hoje, não sei se M Night Shyamalan é um bom diretor passando por uma longa fase ruim; ou um picareta que conseguiu fazer um excelente filme de estreia.
Vamos analisar os seus seis filmes até hoje? Seu primeiro filme, O Sexto Sentido, é muito bom, um dos melhores de 1999. Depois veio Corpo Fechado, bom filme, mas parecido demais com o primeiro. Depois veio Sinais, que começa bem, mas termina mal, muito mal. Aí veio A Vila, ideia interessante, mas que não sustenta um longa, seria um bom episódio de uma série tipo Twilight Zone. Dama na Água veio em seguida, e é ruim, ruim, ruim. Se fosse despretensioso, seria um bom trash. Por fim, veio Fim dos Tempos, que é tão ruim, mas tão ruim, que talvez seja pior que Dama na Água.
Agora em 2010 estreia o novo filme dele. Tem uma chance de sair desta lista. Por enquanto, ele merece estar aqui!

7- Uwe Boll

Se com Shyamalan há dúvidas sobre seu talento, não há nenhuma dúvida quando se fala em Uwe Boll. O cara é picareta mesmo, todos concordam. O pior é que Boll tem grana, produz os próprios filmes, então o cara continua trabalhando.
House of The Dead, Alone in the Dark, Bloodrayne, Salve-se Quem Puder (Postal), pode ir com fé, é garantido, são todos ruins!
Tem mais: ele sabe que tem muita gente que o odeia. Uma vez, desafiou estes odiadores para lutar boxe!
E agora, a má notícia: Boll ganhou as seis lutas de boxe contra os seus detratores, entre junho e setembro de 2006…

8- Not Funny Movie

Em 2000, surgiu o filme Todo Mundo em Pânico (Scary Movie no original), uma comédia até divertida, parodiando filmes de terror.
Na verdade, Todo Mundo em Pânico nem merecia estar numa lista destas. Mas o problema é que ele abriu a porta para paródias cada vez mais sem graça.
Foram três continuações. E depois vieram Uma Comédia Nada Romântica (Date Movie, 2006), Deu a Louca em Hollywood (Epic Movie, 2007), Super-Heróis – A Liga da Injustiça (Disaster Movie, 2008), e ainda teve Os Espartalhões (Meet The Spartans, 2008).
Junte todas as piadas destes filmes, e mesmo assim, ainda será menos engraçado que um bom Mel Brooks ou Zucker-Abrahams-Zucker!

9- Framboesas de Ouro

A Framboesa de Ouro (Razzie Awards) é um prêmio, espécie de paródia do Oscar. A diferença é que é para o pior filme!
Nem sempre concordo com os critérios usados pelas pessoas que escolhem os ganhadores da Framboesa, porque são sempre filmes pop demais. Caramba, tem muito filme ruim obscuro também!
Mas, se a gente olhar os maiores ganhadores, temos três filmes ruins, muito ruins, que não estão em outras categorias daqui: Showgirls, A Reconquista e Eu Sei Quem Me Matou. E, garanto: os três são muito ruins mesmo!
(Se bem que A Reconquista poderia estar lá em cima, no meio dos “desblockbusters”…)
Outra curiosidade das Framboesas: Sylvester Stallone é o recordista, foi indicado 18 vezes para pior ator / pior ator coadjuvante, e ganhou dez! Entre as mulheres, Madonna foi indicada menos vezes, “apenas” 11, mas, em compensação, tem um “aproveitamento” melhor: ganhou oito vezes!

10- Troma

A Troma é  uma empresa de produção e distribuição de filmes independentes de baixo orçamento. Muitos dos filmes da Troma tornaram-se cults, e são adorados por todo e qualquer fã de um bom trash.
São muitos os “clássicos”, como O Vingador Tóxico, Tromeu e Julieta, O Monstro do Armário, Terror Firmer, Poultrygeist, e muito mais.
Todos os filmes têm uma coisa em comum: a baixa qualidade. Se é Troma, nisso você pode apostar!

Em breve: Top 10 de melhores musicais para quem não curte musicais!

Contatos Imediatos do Terceiro Grau

Contatos Imediatos do Terceiro Grau

Está acontecendo um festival de filmes dos anos 70 no Instituto Moreira Salles. Fui lá no domingo, e, antes de O Império Contra-Ataca, revi Contatos Imediatos do Terceiro Grau, um dos melhores filmes do diretor Steven Spielberg. E olha que estamos falando cara que dirigiu Caçadores da Arca Perdida, E.T., Tubarão, Parque dos Dinossauros, O Resgate do Soldado Ryan e A Lista de Schindler, dentre outros!

A trama: depois de um breve contato com discos voadores, algumas pessoas começa a ter alucinações com uma montanha e um tema de cinco notas musicais. Ao mesmo tempo, um cientista francês investiga misteriosos acontecimentos pelo mundo, desconfiando que tudo tem a ver com os discos voadores.

Considero Contatos Imediatos do Terceiro Grau um grande marco na história do cinema. Até então, os filmes de ficção científica tinham efeitos especiais tão capengas que os filmes não conseguiam ser levados a sério. (A honrosa excessão é 2001, feito em 1969 por Stanley Kubrick. Os efeitos especiais de 2001 impressionam até hoje, mais de 40 anos depois!)

Até que, em 1977, surgiram dois filmes que mudaram a história do cinema de ficção científica: este Contatos Imediatos do Terceiro Grau e um tal de Guerra nas Estrelas, de George Lucas. (Coincidência ou não, Spielberg e Lucas já eram amigos…) A partir daí, os efeitos especiais começaram a ficar mais convincentes, e durante a década seguinte, já eram usados facilmente por muito mais filmes.

O elenco, encabeçado por Richard Dreyfuss, traz um nome curioso: François Truffaut, diretor de filmes como Farenheit 451 e A História de Adelle H, que interpreta o cientista francês. Ainda no elenco, Melinda Dillon, Teri Garr e Lance Henriksen.

Ainda no elenco, preciso mencionar que achei sensacional o papel do filho do meio de Richard Dreyfuss. O moleque é uma peste, em todas as poucas cenas onde ele aparece, ele está aprontando alguma arte. Me diverti muito vendo o moleque endiabrado! Sensacional!

Enfim, um clássico da ficção científica. Recomendado a todos, mesmo que nos dias de hoje.

Três Amigos

Três Amigos

Outro dia, um leitor deste blog disse que era uma perda de tempo, porque heu só falava de “filmes de sessão da tarde”. Pois bem, vamos então falar de um filme desses? 🙂

Início do sec. XX. Sem saber do perigo, três atores desempregados são chamados para ir para o pequeno vilarejo Santa Poco, no México, que é aterrorizado pelo bando do cruel bandido El Guapo.

O filme é uma grande bobagem. E é divertidíssimo!

Acho que o melhor do filme é o elenco. Steve Martin, Chevy Chase e Martin Short têm uma boa química juntos, e ainda temos Alfonso Arau como o vilão El Guapo. Isso sem contar com uma pequena participação de Joe Mantegna e Jon Lovitz!

O roteiro foi escrito pelo Steve Martin e Lorne Michaels, que escreveu mais de quinhentos episódios de Saturday Night Live. E a direção está nas mãos de John Landis, um dos melhores diretores de comédia e terror dos anos 80 (entre outros, nessa época Landis fez Irmãos Cara de Pau, Um Lobisomem Americano em Londres, Trocando as Bolas, No Limite da Realidade, Mulheres Amazonas Na Lua – isso sem contar no videoclipe Thriller, de Michael Jackson). E ainda tem músicas de Randy Newman!

Ah, sim, o trio de atores funciona muito bem, não? Pois, numa entrevista, Steve Martin falou que a ideia incial era fazer o filme ao lado de John Belushi e Dan Aykroyd – os Blues Brothers! E, no início dos anos 80, Steven Spielberg quase dirigiu este filmes, que teria Martin ao lado de Bill Murray e Robin Williams. Quer mais? O diretor John Landis disse que, se Martin Short recusasse o papel, este seria oferecido a Rick Moranis…

O resultado do filme é simples e genial. Boas piadas, diversão garantida.

Sim, sou bobo, admito. E a cena do arbusto cantor continua genial!

Spartacus: Blood and Sand

Spartacus: Blood and Sand

Nova série de tv que parece uma mistura de Gladiador com 300. É do canal Starz – confesso que nunca tinha ouvido falar deste canal!

O visual da série é bem interessante. Rola muita câmera lenta e imagens congeladas nas batalhas, igualzinho a 300. Os cgi são muito artificiais, mas acredito que isso seja proposital. Fica meio estiloso, em vez de parecer real. Mas não chega a incomodar.

Aliás, é bom citar: em Spartacus: Blood and Sand, rola muita violência e muita nudez – incluindo nu frontal feminino e masculino. Sangue e sexo em doses bem maiores do que a tv normalmente mostra!

O elenco não tem muitos nomes conhecidos. Mas, pelo menos no quesito “nudez”, a série já mostrou mais do que muito filme! Lucy Lawless (Xena, BSG) e Erin Cummings (Bitch Slap) já tiraram a roupa. Isso sem falar na Viva Bianca – essa heu ainda não conhecia, mas já guardei o nome! 😉

Aqui no Brasil, nem sei qual canal teria o perfil para uma série destas. Por enquanto, só via download…

Até agora, só vi os dois primeiros episódios, então fica difícil de adivinhar o futuro da série (já está disponível para download o terceiro). Mas Spartacus: Blood and Sand promete!

O Império Contra-Ataca

O Império Contra-Ataca

Tive a oportunidade de rever, no último fim de semana, o fantástico O Império Contra-Ataca. Melhor ainda: num cinema!

Todo mundo conhece a história, né? O vilão Darth Vader encontra os rebeldes que se refugiaram no gelado planeta Hoth. Enquanto Han Solo, Chewbacca, a princesa Leia e C-3P0 fogem do Império na Millenium Falcon; Luke Skywalker vai com R2-D2 até o planeta Dagobah para continuar o treinamento jedi com o mestre Yoda.

O Império Contra-Ataca é considerado por muitos como o melhor filme de toda a saga Star Wars. E não é difícil entender o por que. Enquanto Guerra nas Estrelas (Uma Nova Esperança), por ser o primeiro, teve um orçamento mais limitado e por isso às vezes parece que não é tão bem feito, com efeitos especiais inferiores e algumas falhas; O Retorno do Jedi tem um lado meio infantil com os seus ewoks. (Heu, particularmente, gosto muito dos três. E O Retorno do Jedi teve uma importância maior na minha vida cinematográfica, pela época que passou, quando heu tinha 12 anos. Mas isso ficará para outro post…)

E O Império Contra-Ataca continua muito bom, mesmo 30 anos depois do lançamento (sim, o filme é de 1980!). Inclusive, os efeitos especiais, de uma era pré computador, continuam eficientes. Definitivamente, um marco na história do cinema!

O filme foi escrito por Leigh Brackett e Lawrence Kasdan (que também escreveu Os Caçadores da Arca Perdida e O Retorno do Jedi) e dirigido por Irvin Kershner, e não por George Lucas, como muitos pensam. Lucas criou a história, todo o universo de Star Wars vem da cabeça dele, nisso ele é um gênio – mas ele nunca se deu bem dirigindo atores. Tanto que, antes da nova trilogia (quando, teimoso, ele resolveu dirigir os três filmes), ele só dirigira outros três filmes: o primeiro Guerra nas Estrelas, Loucuras de Verão e o esquisito THX-1138. Richard Marquand foi o “diretor de aluguel” em O Retorno do Jedi. Falo “diretor de aluguel” porque tanto Kasdan quanto Marquand não têm grandes créditos como diretores de outros filmes, e além disso, os três filmes da trilogia clássica têm a “mesma cara”.

Suponho que todos aqui já tenham visto O Império Contra-Ataca. Por isso, aqui está o meu aviso de spoiler! A partir de agora, rolarão spoilers sobre toda a saga!

SPOILERS!

Talvez o maior “plot twist” (reviravolta no roteiro) do cinema em todo o século passado seja o momento onde Vader revela que é o pai de Luke. Hoje em dia isso é até óbvio e virou clichê, mas, acreditem, na época, era grande coisa!

Às vezes me perguntam qual seria a ordem correta para se ver os seis filmes. Sempre digo que é IV, V e VI, e depois I, II e III. O Império Contra-Ataca tem dois bons exemplos que justificam esta ordem. Um é a própria revelação que Vader é o pai de Luke. Ora, se você viu o ep. III, você já sabia! Além disso, ainda rola um beijo entre Luke e Leia, que só vão descobrir que são irmãos no ep. VI.

(Ainda rola o fato do R2-D2 já saber quem era o Yoda. Mas, na verdade R2 sempre foi um sacana, ele pode ter feito isso de propósito. Prestem atenção na fuga de Bespin: ele sabia que tinham desligado o hiper drive e não falou nada!)

E, na minha humilde opinião, a maior falha da saga está num diálogo deste filme. Quando Luke vai embora de Dagobah, Obi Wan fala “ele era a nossa última esperança”, e Yoda responde “não, ainda tem mais uma”. Ora, Obi Wan estava presente no nascimento dos gêmeos, no fim do ep. III! Para este diálogo fazer sentido, Yoda deveria ser o único a saber dos gêmeos, e deveria entregar um para o Obi Wan e a outra para o Bail Organa, e um não deveria saber do outro. Aí sim, Obi Wan poderia ter falado aquilo. Bola fora, sr. Lucas!

Nos anos 90, os três filmes clássicos foram relançados, com efeitos novos, mas com algumas desnecessárias alterações. Grandes polêmicas envolvem essas mudanças, principalmente nos episódios IV e VI (No IV, temos o Greedo atirando antes, e Han Solo ainda pisa no rabo do Jabba logo depois; no VI, a nova música colocada no palácio do Jabba é bem pior que a original). Mas neste ep. V não há nenhuma mudança considerável. Mesmo assim, fiquei feliz de ver que a cópia exibida foi a original, sem alterações.

May the force be with you! Always!

Escola de Rock

Escola de Rock

Um guitarrista frustrado, demitido de sua banda de rock, acidentalmente vira professor de música para uma turma de crianças numa escola conservadora. Surpreendentemente, as coisas dão certo…

Escola de Rock é um filme leve e divertido, que funciona perfeitamente com a canastrice do careteiro Jack Black. Black é caricato, mas é um cara rock’n’roll. E aqui, como um professor não convencional, esta caricatura deu certo. O resto do elenco ainda conta com Joan Cusack, Sarah Silverman, Adam Pascal e Mike White (que também escreveu o roteiro). Isso sem contar com o bom elenco infantil.

A produção do filme foi muito feliz na escolha do elenco infantil. As crianças realmente tocam os instrumentos! Uma das opções do dvd é ouvir os comentários das crianças. É engraçado ouví-las falando que o Jack Black toca mal!

Tem outra coisa legal nos extras do dvd. Escola de Rock foi dirigido por Richard Linklater, o mesmo de Dazed and Confused (Jovens, Loucos e Rebeldes aqui no Brasil). Dazed and Confused é o nome de uma música do Led Zeppelin, e o grupo na época não autorizou o uso de suas músicas na trilha sonora do filme. Pois bem, agora, Jack Black montou um vídeo com centenas de fãs pedindo para usar The Immigrant Song. A ideia deu certo, o Led Zeppelin autorizou, e o vídeo está nos extras do dvd!

Os mais sérios vão dizer que o filme é bobo. Ok, é meio bobo sim, mas heu achei muito divertido. É como dizem os Rolling Stones: “it’s only rock’n’roll, but I like it!”