Top 10: Filmes legais dos 80 e 90 mas nunca lançados em dvd no Brasil

Top 10: Filmes legais dos 80 e 90 mas nunca lançados em dvd no Brasil

O mercado de dvds aqui no Brasil é muito bom. Conseguimos achar bons filmes a bons preços, e isso é relativamente fácil.

Mas, sabe-se lá por que, alguns filmes nunca foram lançados. E estou falando de bons filmes, de grandes diretores, e com atores famosos no elenco. Por que será que isso acontece?

Hoje então vou listar o meu top 10 de filmes legais dos anos 80 e 90 que nunca foram lançados por aqui. Não preciso dizer que gostaria muito de ter todos estes na minha coleção, né? Mas posso adiantar que já comprei vários deles, importados…

Preciso ser justo e lembrar que alguns filmes que não existiam por aqui foram lançados recentemente, como The Doors, do Oliver Stone; Bala na Cabeça, do John Woo; Short Cuts, do Robert Altman; The Commitments – Loucos Pela Fama, do Alan Parker; ou Monty Python ao vivo no Hollywood Bowl. (Desses aí, só falta comprar Short Cuts!)

Ah, sim, claro, preciso também lembrar que este é o décimo Top 10 do Blog! Em breve, poderemos fazer um Top 10 de Top 10! Até agora já tivemos filmes de zumbi, estilos dos anos 80, filmes com nomes esquisitos, filmes sem sentido, personagens nerds, melhores vômitos, melhores cenas depois dos créditos, melhores finais surpreendentes e melhores cenas de massacre . Visitem!

Como sempre, em ordem cronológica…

p.s.: Sempre quando falo de um filme, procuro pela internet uma imagem da versão brasileira de seu poster. Hoje, como forma de protesto, fiz questão de procurar as imagens versões gringas!

p.s.2: Errei! Depois do Top 10 pronto e publicado, descobri que três dos filmes foram lançados aqui! Mal lançados, estão esgotados há anos, mas foram lançados! Peço desculpas e aviso que farei um “remendo” para consertar!

Flash Gordon (1980) JÁ FOI LANÇADO NO BRASIL! ESTÁ FORA DE CATÁLOGO ATUALMENTE!

Versão cinematográfica dos clássicos quadrinhos do herói Flash Gordon, de Alex Raymond, numa superprodução de Dino de Laurentis. De quebra, a trilha sonora era do grupo Queen, na época, no auge da fama.

http://blogdoheu.wordpress.com/2009/10/13/flash-gordon/

Bandidos do Tempo (1981)

Um dos melhores filmes do ex-Monty Python Terry Gilliam. Primeira parte de uma “trilogia informal”, continuada com. Brazil, o Filme e As Aventuras do Barão Munchausen, ambos lançados por aqui.

http://blogdoheu.wordpress.com/2009/12/28/bandidos-do-tempo/

No Limite da Realidade – Twilight Zone (1983)

Longa metragem inspirado do clássico seriado Twilight Zone (Além da Imaginação), dirigido por quatro diferentes diretores ligados ao tema fantástico: John Landis, Joe Dante, George Miller e um tal de Steven Spielberg, no seu projeto logo depois do mega sucesso E.T..

http://blogdoheu.wordpress.com/2009/12/07/no-limite-da-realidade/

Força Sinistra (1985) JÁ FOI LANÇADO NO BRASIL! ESTÁ FORA DE CATÁLOGO ATUALMENTE!

Uma das melhores misturas de terror com ficção científica já feitas até hoje. Escrito por Dan O’Bannon e dirigido por Tobe Hooper, traz efeitos especiais excelentes de John Dykstra, ainda hoje, e ainda conta com uma das alienigenas mais gostosas da história do cinema!

http://blogdoheu.wordpress.com/2009/05/22/forca-sinistra/

A Fera do Rock (1989)

Ok, admito que este filme está aqui porque fui heu quem fez a lista. Mas, poxa, não só é um dos meus filmes preferidos, como ainda me influenciou a estudar piano rock’n’roll! De quebra, ainda tem Dennis Quaid, Winona Ryder e Alec Baldwin no elenco!

Alucinações do Passado (1990)

Por causa do grande sucesso nos anos 80, com filmes como Flashdance, 9 1/2 Semanas e Atração Fatal, o nome do diretor Adrian Lyne virou uma promessa de bom diretor. Mas na verdade ele só fez um filme bom na carreira, este Alucinações do Passado.

O Balconista (1994)

O primeiro Kevin Smith é um dos melhores filmes independentes da história. Além de ser uma prova que com um bom roteiro é possível fazer um filme genial sem cenários e atores profissionais.

À Beira da Loucura (1994) FOI LANÇADO NO BRASIL COM O NOME DIFERENTE: NA BEIRA DA LOUCURA!

Filme dirigido pelo mestre do terror John Carpenter, cheio de referências a H.P. Lovecraft. Faz parte da “trilogia do Apocalipse”, começada com O Enigma de Outro Mundo e terminada com O Príncipe das Sombras.

Cova Rasa (1994)

Hoje em dia, o diretor Danny Boyle é um cara badalado, inclusive ganhou o Oscar ano passado com Quem Quer Ser um Milionário. Mas, na época de Cova Rasa, ele era um ilustre desconhecido. Assim como um de seus atores, “um tal de” Ewan McGregor.

Um Drink no Inferno (1996)

A mais genial das parcerias entre Quentin Tarantino e Robert Rodriguez. Tem também uma das mais sensacionais reviravoltas de roteiro da história do cinema.

http://blogdoheu.wordpress.com/2008/10/22/um-drink-no-inferno/

Adendos:

Popeye (1980)

O diretor é ninguém menos que Robert Altman, e o Popeye foi interpretado por um ainda quase desconhecido Robin Williams! Isso sem contar Shelley Duvall no seu papel logo após O Iluminado, do Kubrick.

O Reencontro (1983)

O filme foi dirigido por Lawrence Kasdan (que escreveu o roteiro de O Império Contra Ataca, Caçadores da Arca Perdida e O Retorno do Jedi) e tem no elenco nomes como Tom Berenger, William Hurt, Glenn Close, Jeff Goldblum e Kevin Kline, dentre outros…

Top Secret (1984)

Uma das comédias mais engraçadas da história, no auge da inspiração nonsense do trio Zucker-Abrahams-Zucker. Já vi crítico de cinema dizendo que é a melhor atuação da história do Val Kilmer!

http://blogdoheu.wordpress.com/2009/06/15/top-secret-superconfidencial/

E agora? Qual será o próximo Top 10?

Caprica

Caprica

BSG – Battlestar Galactica foi sem dúvida uma das melhores séries da história da tv. Um de seus méritos é que soube a hora de terminar, durou apenas quatro temporadas e não enrolou seus espectadores. Mas, e agora? O que fazer para os fãs órfãos?

Que tal um spin off?

(Para quem não conhece o termo: spin off é uma série derivada de outra. Assim como antes era só um C.S.I., e depois apareceu C.S.I. Miami, e depois C.S.I. Nova York.)

Assim chegamos a Caprica, spin off de BSG. Como todos que acompanharam BSG sabem, Caprica era uma das doze colônias, justamente o planeta capital, de onde veio o comandante William Adama e a “astronave de combate” Galactica.

Admito que não estou muito por dentro do universo de spin offs das séries. Por exemplo, os dois de C.S.I. são basicamente a mesma coisa do original, mas ambientados em outras cidades (Las Vegas, Miami e Nova York). Outro que acompanhei foi Joey, que mostrava o Joey Tribianni de Friends depois do fim da série.

Caprica segue outro formato. Em vez de termos uma continuação com alguns personagens, a história se passa 58 anos antes do início de BSG. Até porque quem acompanhou a série até o fim sabe que não tinha muito sobre o que falar depois…

Em Caprica, acompanhamos a história da família Graystone. Daniel Graystone (Eric Stoltz) trabalha com robótica e inteligência artificial. Paralelamente, também acompanhamos Joseph Adama (Esai Morales), pai do comandante William Adama de BSG.

Caprica tem uma coisa que achei genial, e que, sozinha, já daria um filme inteiro: existe um mundo virtual, onde tudo é possível: tomar drogas, fazer sexo arriscado ou até matar alguém. Afinal, ninguém está lá de verdade, é como se fosse um “second life” feito de realidade virtual. Espero que os roteiristas explorem mais isso!

O que Caprica tem de legal para os órfãos de BSG? Bem, um dos personagens principais é o pai do Adama – que, inclusive, aparece ainda criança! Outra coisa legal é que vemos o início da criação dos cylons – as temíveis “torradeiras” que entrarão em guerra contra os humanos!

A bola fora está no ritmo. Um dos pontos fortes de BSG era o ritmo alucinante, que nos deixava sem fôlego o tempo todo. Caprica é mais lento, bem mais lento. Pelo menos o piloto. Tomara que acertem a mão!

Paradox – BBC

Paradox – minissérie da BBC

Um cientista que cuida de um satélite recebe fotos mostrando pistas sobre um acidente. Só que tem um detalhe importante: o acidente ainda não aconteceu! Uma equipe da polícia é chamada para tentar descobrir o que está acontecendo.

Paradox é uma minissérie inglesa, do canal BBC. Não sei se vai passar por aqui, mas já está disponível nos torrents.

A ideia lembra um pouco as séries americanas Fringe e FlashForward. Assim como Fringe, temos policiais e cientistas trabalhando juntos para resolver um caso misterioso; assim como FlashForward, temos uma visão de fragmentos do futuro, e precisamos resolver o quebra-cabeças. Além do mais, um dos atores principais de Paradox é muito parecido com Joseph Fiennes, o protagonista de FlashForward…

No elenco, ninguém conhecido: Tamzin Outhwaite, Emun Elliott, Mark Bonnar e Chiké Okonkwo.

Paradox não vai mudar a vida de ninguém, mas é bem feita, e não decepcionará os fãs de séries policiais com toques de ficção científica.

As minisséries da BBC têm uma vantagem: normalmente são curtas. Paradox teve apenas cinco capítulos de uma hora cada. Resumindo: boa opção para aqueles preocupados com o tempo que mais uma série pode exigir!

Os Homens Que Encaravam Cabras / The Men Who Stare At Goats

Os Homens Que Encaravam Cabras / The Men Who Stare At Goats

Nunca tinha ouvido falar deste filme. Mas, quando vi que o elenco contava com Ewan McGregor, George Clooney, Jeff Bridges e Kevin Spacey, corri para assistir!

A história é meio confusa. Trata de uma divisão secreta do exército americano, que treinava “super soldados”, soldados com poderes paranormais. Um jornalista, frustrado porque foi abandonado pela mulher, vai para o Oriente Médio atrás de alguma noticia de guerra, e acaba conhecendo um dos praticantes desta divisão secreta.

O que é legal neste filme dirigido por Grant Heslov é o elenco, que ainda tem Stephen Lang (Avatar) num papel menor. Clooney e McGregor, os dois nomes principais, estão inspiradíssimos e em ótima sintonia. Spacey tem um papel menor, mas também ótimo. E Bridges está sensacional. Aliás, como sempre.

Jeff Bridges merece um parágrafo à parte. Seu personagem, o general Bill Django, é uma das melhores coisas do filme! Django parece uma versão militar do “Dude” Lebowski, se isso fosse possível. Imagine um militar com cabelos compridos presos numa longa trança, que faz experiências com drogas alucinógenas, e manda os seus soldados dançarem!

Infelizmente, a história não é lá grandes coisas. Os personagens são ótimos, mas o roteiro é fraco, além de confuso. Algumas cenas inclusive são meio sem sentido – toda a sequência com o Robert Patrick, por exemplo. Pena…

Bem, o roteiro traz pelo menos uma “piada interna” genial. Lyn Cassady (Clooney) é um “jedi”, assim mesmo, igualzinho à mitologia de Guerra nas Estrelas. Ele começa a passar os ensinamentos para Bob Wilton (McGregor), que nunca tinha ouvido falar em jedis! Ora, McGregor interpretou o jedi Obi Wan Kenobi em três dos filmes da saga Guerra nas Estrelas!

Procurei pela internet, mas não achei um título em português para The Men Who Stare At Goats. Curioso, porque a data de lançamento por aqui, segundo o imdb, será em 12 de fevereiro!

Encontro de Casais

Encontro de Casais

Um casal em crise descobre um resort numa paradisíaca ilha especializado em tratar casais com problemas. E convencem outros três casais amigos para uma semana lá.

Encontro de Casais (Couples Retreat no original) é um dos filmes mais bestas que heu vi recentemente. Não chega exatamente a ser um filme ruim, mas o problema é que parece que, em vez de vermos uma comédia romântica, estamos diante de um grande comercial sobre um resort em Bora Bora.

Pra começar, é uma comédia, mas quase não rolam piadas engraçadas. É tudo muito sem graça. E, pra piorar, o roteiro é muito mal escrito, os casais não convencem, e todos os conflitos apresentados são resolvidos na hora. Isso sem falar em várias cenas completamente desnecessárias. O “momento guitar hero” foi constrangedor!

Pena, porque o elenco prometia. Os casais principais são de atores conhecidos: Vince Vaughn e Malin Akerman, John Favreau e Kristin Davis, e Jason Bateman e Kristen Bell (o quarto casal é tão forçado que mal aparece no poster, eles inclusive foram cortados do poster britânico do filme, o que gerou críticas racistas). Além deles, ainda temos um desperdiçado Jean Reno, ao lado de Temuera Morrison. Os desconhecidos Carlos Ponce e Peter Serafinowicz têm os melhores papéis, como o recepcionista e o instrutor de yoga.

Aí a gente vê quem escreveu o roteiro e começa a entender o que aconteceu. Vince Vaughn e John Favreau são os roteiristas! Olha, ao que tudo indica, eles resolveram conseguir umas férias legais e ainda ganhar cachê para isso. Escreveram um roteiro meia boca, chamaram amigos para os papéis principais (passeando pelo imdb, vemos que todos já trabalharam juntos antes) e foram todos para um maravilhoso resort em Bora Bora, em praias lindíssimas com o mar azul claro. Posso até estar errado, mas realmente isso é o que passa. Tanto que Favreau desta vez não dirigiu (ele dirigiu os dois Homem de Ferro), afinal, dirigir deve dar trabalho. O diretor foi Peter Billingsley – olha que coincidência, que já atuou em dois filmes dirigidos por Favreau!

O filme é tão desleixado que o nome de Temuera Morrison está escrito errado nos créditos, está como “Temeura”. Mais: o filme é tão desleixado que o cabelo de Malin Akerman no filme é ruivo, mas no cartaz está louro.

Enfim, como propaganda de resort em Bora Bora, funciona muito bem, heu mesmo fiquei com vontade de ir pra lá. Mas, como filme, Encontro de Casais fica devendo…

Pacto Secreto

Pacto Secreto

Mais um remake de slasher dos anos 80…

Um trote universitário dá errado e uma menina morre. Todos os envolvidos resolvem então guardar segredo sobre o que aconteceu. E, meses depois, algo volta para ameaçá-los…

Ok, sempre digo aqui no blog que a gente tem que saber do que se trata o filme. Então seria incoerência minha reclamar que este é um filme óbvio e cheio de clichês. É CLARO que é um filme óbvio e cheio de clichês! Essa é a graça do filme!

Então, seguindo esta lógica, Pacto Secreto (Sorority Row no original) traz aquilo que promete: algumas mortes criativas (gostei da garrafa na garganta!) e alguma (leve) nudez feminina. Não, ninguém prometeu um roteiro criativo!

O elenco traz alguns rostos bonitinhos. Nenhuma atriz se destaca, tampouco nenhuma compromete. Briana Evigan, Leah Pipes, Margo Harshman, Jamie Chung, Audrina Patridge e Caroline D’Amore para mim são apenas meninas bonitinhas, o dia que alguma delas fizer um filme onde atue de verdade heu posso julgar se são ou não boas atrizes. Ah, também tem a Rumer Willis, filha do papai Bruce, que, diferente das outras, não tem o rostinho bonitinho pra compensar a falta de talento dramático. E, last but not least, Carrie Fischer, a eterna Leia Organa de Guerra nas Estrelas, num papel menor.

O roteiro tem um problema: as meninas são patricinhas arrogantes de uma irmandade universitária, e fica difícil se identificar e torcer para alguma delas. Quando elas começam a morrer, a gente começa a torcer pro assassino…

Bem, se você gosta do estilo, pode se divertir com Pacto Secreto. Ou reveja Pânico ou Eu Sei o Que Vocês Fizeram Verão Passado, dá no mesmo.

24 Horas – Oitava Temporada

24 Horas – Oitava Temporada

Admito que sou fã da série 24 Horas. Acompanho desde a primeira temporada! E esta semana estreou lá fora a oitava temporada. Foram dois episódios no domingo e mais dois na segunda.

Para quem não conhece a série: acompanhamos, em tempo real, um dia na vida de Jack Bauer, agente da CTU – a unidade anti-terrorismo de lá. Cada episódio dura uma hora, e se passa ao longo de uma das horas do dia. Como são 24 episódios, temos um dia inteiro no fim da temporada.

Na sétima temporada, pela primeira vez vimos Bauer fora da CTU. E agora, na oitava, Bauer não é mais agente, mas acaba voltando para a CTU para trabalhar na suspeita de um atentado contra a vida do presidente de um país do oriente médio, envolvido numa histórica negociação de paz.

Além de Kiefer Sutherland voltar ao papel de Jack Bauer, temos a volta de alguns personagens, como a adorável rabugenta Chloe (Mary Lynn Rajskub), quase um braço direito de Jack; e a presidente Allison Taylor (Cherry Jones), que, pelo menos na minha humilde opinião, foi um dos pontos fracos da última temporada. E, no quarto episódio, temos a volta de Renee Walker (Annie Wersching), com um ar bem mais sombrio – e interessante. Acredito que Renee pode ser uma das coisas boas desta temporada!

Temos vários novos personagens que prometem, mas, como ainda faltam vinte episódios, ainda não podemos afirmar nada com certeza. Gostei do personagem de Freddie Prinze Jr., completamente diferente do que fez em filmes como Scooby Doo ou Eu Sei O Que Vocês Fizeram no Verão Passado. Aqui ele faz Cole Ortiz, agente da CTU que parece ser um bom parceiro para Bauer. Temos também Katee Sackhoff (a Starbuck de BSG), como Dana Walsh, a parceira de Ortiz com algo misterioso no passado. E Mykelti Williamson tem um papel complicado em mãos: o diretor arrogante e incompetente da CTU. Complicado porque se a sua atuação for boa, odiaremos o seu personagem!

Ainda não sabemos exatamente quem são os vilões da temporada. Mas a entrada de Jurgen Prochnow promete. E tem um outro detalhe que promete mais ainda: quem prestou atenção nas fotos que aparecem no fim, viu que nos próximos capítulos teremos Callum Keith Rennie, que não só esteve com Katee em BSG, como ainda foi uma das melhores coisas da segunda temporada de Californication. E, para os fãs de BSG: será que vai rolar uma cena com Katee torturando Callum? Seria uma homenagem legal, e é possível dentro da trama!

Enfim, a temporada apenas começou. Começou bem, diga-se de passagem. Que mantenha o pique pelas próximas vinte horas!

Existe uma possibilidade desta ser a última temporada de 24 Horas. Tomara que acaba honrando a boa história da série!

Planeta 51

Planeta 51

E se, em vez de alienígenas vistando o nosso planeta, um astronauta humano chegasse num planeta cheio de homenzinhos verdes?

Esta é a premissa de Planeta 51, inverter os papéis. O planeta dos simpáticos homenzinhos verdes parece os EUA dos anos 50 retratado pelos filmes, aquela sociedade meio Mulheres Perfeitas, sabe? Claro que isso abre espaço para varios clichês, com a chegada do astronauta.

Planeta 51 não é nada demais, apenas mais um bom desenho, que vai distrair as crianças e divertir um pouco os pais com algumas boas sacadas – vemos várias referências a filmes de ficção científica; algumas óbvias como 2001 e E.T.; algumas interessantes e criativas, como o cachorrinho igual ao Alien, ou o diálogo sobre irmãos como Star Wars.

A animação, se não enche os olhos como alguns desenhos recentes (como Wall-E, por exemplo), não chega a atrapalhar.

Enfim, apenas mais uma opção entre a nova safra de bons desenhos.

Tropas Estelares

Tropas Estelares

Tropas Estelares (Starship Troopers) já esteve presente em dois dos meus Top 10 (“melhores vômitos” e “melhores cenas de massacre“), mas ainda não estava no blog! Revi o filme para então escrever a crítica.

A trama é sensacional: num futuro militarista, humanos são atacados por insetos gigantes alienígenas. Agora é a hora de atacá-los de volta!

Sim, é um filme B. Super produção com efeitos digitais de primeira linha, e mesmo assim, filme B.

Tropas Estelares foi dirigido em 1997 pelo holandês Paul Verhoeven. Verhoeven fez ótimos filmes desde que chegou a Hollywood, no meio dos anos 80. Entre 85 e 92, ele dirigiu Conquista Sangrenta, RoboCop, O Vingador do Futuro e Instinto Selvagem (gosto dos quatro!). Em 95, deu uma escorregada com Showgirls (um dos piores filmes da história de Hollywood!), e, depois de Tropas Estelares, ainda lançou o médio O Homem Sem Sombra em 2000, antes de dar uma pausa na carreira – só voltou a dirigir em 2006, de volta à Holanda, com A Espiã.

No elenco, não tem nenhum nome de primeira linha, mas vários nomes legais. Aliás, o “star power” do filme é um grande “quase”! Tropas Estelares é estrelado pelo quase galã Casper Van Dien – o cara chegou a interpretar James Dean no mesmo ano num filme para a tv, mas sua carreira nunca deslanchou. Assim como ele, Jake Busey (o filho de Gary Busey) tampouco fez sucesso. Neil Patrick Harris é um hoje nome conhecido, mas por causa das séries de tv Doogie Houser, MD e How I Met Your Mother (domingo passado ele estava mais uma vez indicado ao Globo de Ouro de melhor ator coadjuvante. Entre as meninas, temos Dina Meyer (Johnny Mnemonic, D-Tox, Jogos Mortais) e Denise Richards, com seus lindos olhos azuis, que quase virou uma estrela na época – logo depois ela mandou bem em Garotas Selvagens – mas, como o resto do elenco, parou por aí. Ainda temos Clancy Brown – o Kurgan de Highlander,  Michael Ironside (O Vingador do Futuro) e Patrick Muldoon. Ah, se você prestar atenção, Amy Smart (Espelhos do Medo, Adrenalina) aparece rapidinho, apostando uma corrida com Denise Richards!

O filme pode ser “B”, mas os efeitos especiais são excelentes. Quase todos os insetos gigantes foram feitos no computador! São várias as espécies na guerra contra os humanos, temos insetos grandes, médios e pequenos, terrestres e voadores, e todos funcionam muito bem

O filme foi baseado no livro de Robert A. Heilein, que se passa originalmente na Argentina. Isso, para nós brasileiros, traz uma piada politicamente incorreta extra – afinal, Buenos Aires é destruída no filme! 😀

Na época do lançamento, muita gente se sentiu incomodada com o militarismo exposto no filme. Sim, os uniformes trazem referências aos uniformes nazistas, e muita gente achou que o totalitarismo mostrado era uma referência fascista.

Por outro lado, teve gente que viu uma crítica ao colonialismo americano, onde belos soldados invadem um planeta de insetos feios para dominá-los à força, nem que para isso fosse necessário matar a maior parte da sua população.

Bem, heu não vi essas coisas. Vi um filme onde humanos estão em guerra contra insetos gigantes alienígenas! Precisa de mais? Pra que mensagem subliminar?

A Verdade Nua e Crua

A Verdade Nua e Crua

Já falei aqui o que acho sobre comédias românticas, né? São sempre a mesma coisa, com uma ou outra pequena variação. Mas no fim, tudo acaba igual. Bem, o mesmo acontece com este A Verdade Nua e Crua, dirigido por Robert Luketic (Legalmente Loira).

Produtora de TV (Katherine Heigl), bem sucedida profissionalmente, mas que ainda espera a chegada do príncipe encantado, de repente se vê forçada a trabalhar com um sujeito machão com ideias e posturas chauvinistas (Gerard Butler).

Acredito que a “variação do tema” em A Verdade Nua e Crua (The Ugly Thruth no original) é a inclusão do personagem Mike Chadway, o machão que vive repetindo que “homens são sempre iguais”. Aliás, a escolha do ator foi boa: Gerard Butler, o Leonidas de 300, o filme com o maior nível de testosterona dos últimos anos. O personagem é bom – Chadway tinha um programa de tv independente onde promovia as suas teorias politicamente incorretas sobre relacionamentos, e isto traz algumas das melhores piadas do filme.

Mas infelizmente é pouco. A maior parte das piadas é sem graça. E, pra piorar, não senti muita consistência nos conflitos criados pelos personagens principais.

No fim, temos um filme óbvio. Claro que pode divertir casais, mas só aqueles com expectativa baixa.