Monstros S.A.

Monstros S.A.

É bom ter filho pequeno em casa, não? Aproveitei meu filho de dez meses para rever aquele que considero o melhor longa de animação da história!

Vamos voltar no tempo? Nos anos 80, a Disney não andava muito bem, até que, com filmes como A Bela e a Fera (91) e Alladin (92), começou uma nova “era de ouro”. Não tinha pra ninguém, a qualidade Disney era imbatível.

Essa hegemonia foi ameaçada nos anos 90 com o surgimento de dois outros estúdios de animação, a Dreamworks e a Pixar (ligada à Disney). Aliás, essas três são o grande triunvirato que dita a animação em Hollywood nos dia de hoje.

No post de hoje não vou me aprofundar na rivalidade entre a Pixar e a Dreamworks, só quero falar da primeira. A Pixar já existia desde os anos 80, mas só começou a conquistar o mundo em 1995, com o lançamento de Toy Story, o primeiro longa metragem em animação por computador, que virou um março na história do cinema. E, realmente, Toy Story e seu sucessor Vida de Inseto são muito bons: bons personagens, em bons roteiros, formatados numa animação computadorizada de primeira qualidade.

E finalmente chegamos a Monstros S.A.! Por que digo que Monstros S.A. é genial?

1- A animação é deslumbrante. Hoje em dia tem um monte de animações de alto nível por aí, mas, em 2001, quando Monstros S.A. foi lançado, eram bem poucas por ano. E, mesmo hoje, quando estamos acostumados com boas animações, os longos pelos azuis e verdes do monstrão Sulley ainda chamam a atenção, esvoaçando no vento.

2- Parafraseando Conrad, “o humor, o humor!” Este é um dos desenhos animados mais engraçados da história! Na época, os desenhos nem sempre investiam na comédia, foram muitos longas da Disney com cara de musical.

3- A mensagem do filme é sensacional. “Crianças, não tenham medo que um monstro saia do seu armário! Sim, monstros existem, mas eles têm medo de crianças!” 😀

Isso sem contar com uma fantástica trilha sonora composta por Randy Newman!

Curiosamente, nunca ouvi a versão legendada, com as vozes de John Goodman, Billy Crystal e Steve Buscemi. Já vi Monstros S.A. dezenas de vezes, mas sempre em português. Bem, pelo menos ouço o meu amigo dublador Sérgio Stern fazendo um bom trabalho como a voz de Mike Wazowski!

Lentes do Mal / Dread

Lentes do Mal / Dread

Três estudantes universitários fazem um trabalho sobre o tema “medo”. Até que um dos três se torna obcecado pelo assunto e as coisas saem do controle.

Escrito e dirigido pelo estreante Anthony DiBlasi, Lentes do Mal é baseado num conto de Clive Barker. Mas, diferente da maioria das suas histórias, aqui não há um mundo sobrenatural paralelo ao nosso. O negócio é, literalmente, lidar com traumas e medos pessoais.

Isso não significa que Lentes do Mal é um terror psicológico! Temos uma boa quantidade de gore e sangue na tela. Aliás, a câmera no machado foi uma boa sacada! 😉

No elenco, o “menos desconhecido” é Jackson Rathbone, que esteve em Crepúsculo e S Darko. Ainda temos boas atuações de Shaun Evans, Hanne Steen e Laura Donnelly.

Li na internet que o conto original focava mais na parte da tortura, no fim do filme. Bem, não li o conto, não posso comparar. Mas posso dizer que o filme funciona bem assim.

Enfim, boa opção para os fãs de terror. Não sei se será lançado em dvd. Mas já está disponível para download.

O Jovem Frankenstein

O Jovem Frankenstein

Depois de Spaceballs, vi aquele que considero o melhor Mel Brooks: O Jovem Frankenstein, de 1974.

O filme, uma paródia da clássica história de Mary Shelley, conta a história do médico dr. Frankenstein, neto e herdeiro do barão da história original. Ao chegar na Transilvânia para receber a herança, ele descobre os estudos do avô e resolve seguir os seus passos.

O que falar sobre este filme, considerado uma das melhores comédias de todos os tempos? São tantas as piadas antologicas que fica até difícil citar alguma delas!

O elenco é fantástico. Gene Wilder, Marty Feldman, Peter Boyle, Teri Garr, Madeleine Kahn, Cloris Leachman, Gene Hackman, todos estão prefeitos. Feldman é um dos caras mais engraçadas que já vi no cinema! Suas caretas, com seus olhos esbugalhados, fazendo piadas olhando para a câmera, são impagáveis!

O roteiro foi escrito por Brooks e Wilder. Na verdade, a ideia de se fazer este filme surgiu no projeto anterior de Brooks, Banzé no Oeste, estrelado por Wilder.

Todo o visual do filme lembra o filme clássico, dirigido em 1031 por James Whale. Não só a fotografia é em preto e branco, Brooks procurou onde estavam os cenários e props daquele filme antigo e os alugou para a realização deste.

Enfim, filme obrigatório para fãs de comédia. Aliás, filme obrigatório para fãs de cinema!

Spaceballs – S.O.S. Tem Um Louco Solto no Espaço

Spaceballs –  S.O.S. Tem Um Louco Solto no Espaço

Há um bom tempo queria rever o melhores filmes do Mel Brooks. Comecei meu festival pessoal com Spaceballs –  S.O.S. Tem Um Louco Solto no Espaço, de 1987.

Todos sabem que se trata de uma sátira a Guerra nas Estrelas, né? Mesmo assim, tem uma trama: o planeta Spaceballs está ficando sem ar, então seu presidente manda o cruel Dark Helmet para roubar o ar do planeta Druidia. Para isso, Dark Helmet tenta sequestrar a princesa Vespa, que é salva pelo mercenário Lone Starr.

Quase todas as piadas são em cima de Guerra nas Estrelas, mas também tem espaço na sátira para outros filmes, como Jornada nas Estrelas e Alien. Aliás, a participação especial de John Hurt, repetindo o papel de Alien, é genial!

No elenco, o destaque é para Rick Moranis, com a mesma cara de perfeito loser, mas debaixo do enorme capacete de Dark Helmet. Ainda no elenco, Bill Pullman, John Candy, Daphne Zuniga e o próprio Mel Brooks, fazendo dois papéis: o presidente e Yogurt – qualquer semelhança com Yoda não será mera coincidência!

São muitas as piadas boas, mas algumas são bobas. Brooks já estava começando a ficar sem graça…

Mesmo assim, considero este o último filme bom de Brooks. Se antes ele fez clássicos como O Jovem Frankenstein, A Última Loucura de Mel Brooks e A História do Mundo – parte 1, depois de Spaceballs, ele só fez três filmes, todos fracos, na minha humilde opinião: Que Droga de Vida, Robin Hood e Dracula – Morto mas Feliz.

Brooks, hoje com 83 anos, ainda está na ativa, justamente escrevendo e produzindo uma série animada baseada em Spaceballs. Mas, independente da qualidade de seus projetos recentes, será sempre adorado por fãs de boas comédias!

A Caixa / The Box

A Caixa

Semana passada falei aqui de Twilight Zone, lembram? Bem, uma das melhores histórias contadas no seriado foi Button, Button – justamente a história que deu origem a este A Caixa.

Uma caixa com um botão é deixada na porta da casa de uma família comum. Um sujeito sinistro aparece depois com as instruções: se o botão for apertado, quem apertou ganha um milhão de dólares, além disso, uma pessoa desconhecida morrerá.

A primeira dúvida que vem à cabeça é como uma história curta, de pouco menos de 20 minutos, vira um longa metragem de quase duas horas? Respondo esta questão sem spoilers: o filme se propõe a contar a história por trás da caixa com o botão. Acredito que os fãs radicais da série original não vão gostar disso, mas admiro a coragem do roteirista e diretor Richard Kelly (do esquisito Donnie Darko) de inventar algo em cima do conto clássico.

No elenco, Cameron Diaz, Frank Langella e James Marsden estão bem. Aliás, sou o único a achar que achei que Marsden cortou o cabelo no mesmo lugar que o Dexter, aquele do seriado?

Não sei por que a opção de se passar o filme em 1976. Mas gostei da reconstituição de época. E os efeitos são muito interessantes, o rosto desfigurado de Langella está perfeito, assim como os efeitos com água são bem legais.

Enfim, A Caixa não vai agradar a todos. A trama por trás do botão é complexa. É daquele tipo de filme que, quando acaba, a gente fica um tempo pensando, tentando montar o quebra-cabeça. Mesmo assim, é um bom filme!

p.s.: Se alguém tiver curiosidade de ver a historinha original, tem no youtube, em duas partes, infelizmente sem legendas em português:

http://www.youtube.com/watch?v=y6mUElrvpB0

http://www.youtube.com/watch?v=iVZW684QcOU&feature=related

Abismo do Medo

Abismo do Medo

Seis amigas resolvem explorar uma caverna desconhecida. Mal sabem elas o que está lá embaixo as esperando!

Este é o segundo filme do promissor diretor inglês Neil Marshall. Antes ele fez Dog Soldiers – Cães de Guerra, um bom filme de lobisomens; depois ele fez Juízo Final, que é divertido, mas sofre um pouco por falta de identidade (começa como como um suspense policial com ar sério, de repente vira um trash pós apocalíptico e logo depois um filme medieval, pra terminar com perseguições de carros). Abismo do Medo é seu melhor filme até agora.

Marshall foi muito competente ao criar o clima claustrofóbico das cavernas. A escuridão é muito bem utilizada, e as misteriosas criaturas são bem interessantes. E ainda temos a quantidade certa de violência e gore.

Não tem ninguém conhecido no elenco, mas as meninas britânicas estão todas bem.

O resultado final ficou muito bom, Abismo do Medo é um eficiente filme de terror, um dos melhores desta década.

Já existe uma continuação, mas sem o diretor Marshall. Espero que não estraguem o filme original!

p.s.: Por fim, preciso falar do poster. Esse poster que coloquei aí em cima é sensacional. Me lembro da primeira vez que vi, numa sala de cinema, e achei o máximo. Bem, o poster é legal, ok, mas preciso dizer que não tem nada a ver com o filme! E ainda tem um problema: são duas mulheres agachadas no meio, e vemos seis pés!!! De quem são os pés que estão no meio???

Xeque Mate

Xeque Mate

Normalmente, um filme com um elenco desses é para ser visto no cinema e na época do lançamento. Mas comi mosca, nem sabia que esse filme existia!

Slevin (Josh Hartnet) é o cara errado no lugar errado. Ele é confundido com um amigo que deve dinheiro a dois mafiosos rivais e por causa disso, se mete em vários problemas.

Xeque Mate (Lucky Number Slevin no original) é daquele tipo de filme que você tem que prestar atenção nos detalhes. Várias coisas só são revelados no fim do filme. Isso é muito legal, você pega pistas, e no fim, tudo é amarrado. O problema é que você tem que curtir o filme sem pensar muito, aí você não repara numa ponta solta aqui ou num furo no roteiro acolá…

Gostei muito da edição ágil do filme. Algumas das seqüências são muito boas, como a parte inicial, que mostra todo o quebra cabeça em volta da aposta nos cavalos. Me lembrou uma leva de filmes nos anos 90 que queriam seguir a onda aberta com Tarantino e seu Pulp Fiction. Quero mais filmes assim!

O elenco é muito bom. Além de Hartnet, temos Bruce Willis, Morgan Freeman, Ben Kingsley e Lucy Liu, e coadjuvantes de luxo como Stanley Tucci, Danny Aiello e Robert Forster. E o diretor Paul McGuigan foi o mesmo que fez Herois este ano.

Resumindo: não é um filme essencial, mas é um bom programa.

Pandemic

Pandemic

Sabe quando um filme é ruim? A gente chega cheio de boa vontade, mas não dá certo, porque o filme é realmente ruim? É o caso.

Numa pequena cidade, uma veterinária, ao tratar de um cavalo, desconfia que ele tem um vírus desconhecido. Quando descobre que uma pessoa morreu com sintomas parecidos, ela procura a médica local, e juntas chamam o CDC, controle de doenças, e o exército toma conta da cidade.

É tudo tão óbvio que dá raiva! O personagem paranoico já conta tudo no meio do filme, e nada acontece depois disso. Isso sem contar com longuíssimas cenas desnecessárias – pra que gastar tanto tempo com a veterinária andando de carro pela cidade e dando tchauzinho para as crianças???

Mais: se o vírus é tão perigoso assim, por que os militares responsáveis pela quarentena não usam máscaras? Algumas questões óbvias como esta nunca são levantadas pelos personagens.

No elenco, o único rosto pouco conhecido é Ray Wise, que fez o Diabo na série Reaper. Mas aqui ele está mal, coerente com o resto do elenco e com o filme inteiro, de um modo geral: é tudo muito ruim!

Não perca tempo com este filme.

O Mistério das Duas Irmãs

O Mistério das Duas Irmãs

Levado por uma lista de filmes com finais surpreendentes que vi no imdb, procurei este filme. Só depois descobri se tratar de mais uma refilmagem de terror oriental.

A jovem Anna recebe alta do hospital psiquiátrico onde estava desde a morte da sua mãe. Ao voltar para casa, desconfia do passado e das intenções da nova madrasta.

Não sei se é porque li antes sobre a reviravolta, mas achei tudo tão previsível, tão óbvio… E o título nacional também atrapalha, o original, The Uninvited (algo como “a não convidada”) é muito melhor!

No elenco, ninguém se destaca, mas tampouco ninguém atrapalha: Emily Browning, Elizabeth Banks, Arielle Klebell e David Strathairn.

Resumindo: nem é ruim, mas tem coisa melhor por aí.

Buried Alive

Buried Alive

Ano passado rolou um festival maneiríssimo aqui no Rio, o Rio Fan, com um monte de filmes de terror e trash sem espaço no circuito. Entre mutantes paquistaneses, zumbis britânicos e sangue artificial italiano, vi um trash muito divertido, chamado The Rage, dirigido por um tal de Robert Kurtzman. Aí outro dia apareceu o link pra baixar este Buried Alive. Fui ver no imdb, é o filme que Kurtzman fez logo antes de The Rage! Corri para o download!

Buried Alive mostra um grupo de jovens que vai até uma casa no deserto para um trote universitário, e que acabam acordando um espírito maligno.

Diferente de The Rage, engraçado e original na dose certa, Buried Alive é tão óbvio… E, além do filme ser previsível, a tal assombração é tão sem graça…

No elenco, meia dúzia de atores fracos faz companhia a Tobin Bell, o Jigsaw de Jogos Mortais. Fiquei imaginando quando ele ia dizer “Let the game begins!”

O filme não é de todo ruim, algumas das mortes são legais, e rola alguma nudez gratuita – se bem que, nesse aspecto, uma das duas peladonas é até discreta. Enfim, pode ser divertido para ver com galera.