Paul

Crítica – Paul

Há dois anos atrás, apareceu por aí Fanboys, um road movie que parecia escrito mirando na parcela nerd do público. Heu diria que este Paul segue o mesmo caminho: um “road movie nerd”.

Dois nerds ingleses vão para os EUA para a Comic-Con e uma viagem por pontos turísticos ligados à ficção científica. No meio do caminho, encontram Paul, um inteligente e irônico alienígena, que está fugindo da Área 51 e tentando voltar para o seu planeta. Para ajudar Paul, a dupla tem que fugir da polícia, de caipiras e de fanáticos religiosos.

A primeira lembrança que vem à mente são os filmes Todo Mundo Quase Morto e Chumbo Grosso, ambos estrelados por Simon Pegg e Nick Frost, dirigidos por Edward Wright e escritos por Pegg e Wright, cada um satirizando um estilo de filme (terror e ação). A diferença é que Wright não está aqui – o roteiro foi escrito por Pegg e Frost, e a direção está nas mãos de Greg Mottola, de Superbad e Férias Frustradas de Verão. (Wright também está em Hollywood, ano passado ele lançou Scott Pilgrim Contra O Mundo.)

Mottola, que antes fazia “filmes com cara de Judd Apatow” – comédias bem escritas, mas nem sempre engraçadas, tem aqui o seu melhor momento na carreira. Paul é divertidíssimo! Algumas piadas são geniais, aliás, arrisco a dizer que esta é uma das comédias mais engraçadas que vi nos últimos anos. O roteiro escrito pela dupla protagonistas é afiado, com um timing perfeito.

Paul é um prato cheio para nerds e fãs de ficção científica. São incontáveis as referências ao universo da FC, rolam citações a Guerra nas Estrelas, Star Trek, E.T., Arquivo X, BSG… Algumas das referências são claras para o público “leigo”; outras, só quem conhece os filmes (como o tema Cantina Band tocado no bar, a briga tosca de Star Trek no deserto, ou a Torre do Diabo de Contatos Imediatos do Terceiro Grau).

Tem mais. Além das citações a outros filmes, vários dos diálogos mencionam clichês da FC – principalmente as falas de Paul. E, last but not least: o próprio Steven Spielberg faz uma participação especial pelo telefone!

Confesso que rolava um certo receio quando li que Seth Rogen seria a voz do alienígena – Rogen está entrando naquele clube do “ator de um só papel”, atores que sempre repetem uma variação do mesmo personagem de sempre (como Jack Nicholson ou Selton Mello, por exemplo). Boa notícia: Rogen não faz feio aqui. Seu sarcástico e irônico Paul é muito bem escrito – talvez o melhor dentre os vários bons personagens. E além disso, a animação em cgi é perfeita – Rogen usou a mesma técnica utilizada por Andy Serkis para fazer o Gollum e o King Kong. O alienígena Paul é impressionante!

O resto do elenco também está ótimo. Simon Pegg e Nick Frost têm excelente química, isso a gente já sabia desde a época dos seus filmes ingleses – o que a gente não sabia é como a dupla iria funcionar hoje, já que a carreira de Pegg deslanchou em Hollywood (ele estava até no elenco do recente Star Trek). O resto do elenco conta com bons nomes como Kristen Wiig, Jason Bateman, Bill Hader e uma participação especial de Sigourney Weaver.

O imdb não fala nada sobre um possível lançamento brasileiro. Se não for lançado aqui, farei o mesmo que fiz com Fanboys: comprarei o dvd importado!

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Chumbo Grosso
Frequently Asked Questions About Time Travel

Howard, o Super Herói

Crítica – Howard, O Super Herói

Lembro que gostei muito deste filme quando vi no cinema, lááá no distante ano de 1986. Mas sempre o vi em listas de piores filmes. Confesso que isso gerava um certo receio de rever. Será que heu ia me decepcionar?

Olha, tenho que admitir: Howard, o Super Herói é bem fraquinho!

Acho que a pior coisa do filme é o roteiro. A trama em si é absurda – olha, heu até “compro a ideia” de um pato como Howard, mas esse papo de “Dark Overlord” invadindo o planeta ficou bizarro demais. Pra piorar, vemos várias cenas patéticas, como toda a sequência do restaurante, por exemplo. Alguns trechos do filme são dignos de uma compilação de piores momentos dos Trapalhões.

Mas nem tudo é de se jogar fora. Os efeitos especiais envelheceram, mas não fazem feio ao lado de outros filmes da mesma época. E a roupa de pato é bem feita, mesmo analisando hoje em dia.

Sobre o elenco, tenho comentários opostos. Por um lado Jeffrey Jones (Curtindo a Vida Adoidado) é uma das melhores coisas do filme, seu personagem, quando “possuído”, parece um cartoon vivo. Por outro lado, Tim Robbins está completamente desperdiçado como um bobalhão sem graça. Lea Thompson, em alta pelo sucesso de De Volta Para o Futuro, não faz feio no papel principal – ela até canta de verdade!

Nem todos sabem, mas Howard, o Super Herói é uma adaptação de quadrinhos da Marvel, em alta hoje em dia por causa de várias boas adaptações – só este ano já tivemos Thor e X-Men Primeira Classe. Mas, ok, o filme é da época que era raro ter um bom filme vindo de quadrinhos…

Pra quem acha que Howard, o Super Herói não serviu pra nada na história do cinema, li uma história curiosa no imdb. O produtor George Lucas estava cheio de dívidas, e apostou alto no filme. Com o fracasso comercial e o prejuízo na conta bancária, Lucas estava na pior. Seu amigo Steve Jobs fez então uma boa proposta pelo seu estúdio de animação por computador – que, anos mais tarde, virou a Pixar. Ou seja, o fracasso de Howard foi indiretamente responsável por filmes como Monstros S.A. e Wall-E.

Continuo fã de Howard, o Super Herói. Mas concordo que ele merece estar nas listas de piores.

Se Beber Não Case Parte II

Crítica – Se Beber Não Case Parte II

Vocês conhecem a expressão: “não se mexe em time que está ganhando”? Pois é o que acontece aqui. O diretor Todd Phillips fez quase uma refilmagem do seu Se Beber Não Case.

Vou repetir a sinopse que escrevi em setembro de 2009: “Quatro amigos vão para Las Vegas Tailândia para a despedida de solteiro o casamento de um deles. Só que, na manhã seguinte, quando acordam no meio de uma ressaca enorme, com um caos no quarto do hotel, descobrem que não se lembram de nada que aconteceu na noite anterior.”

O primeiro Se Beber Não Case foi um grande sucesso de crítica e de bilheteria. Personagens legais, atores com boa química, humor com um pé no politicamente incorreto e situações exageradas e divertidas foram a fórmula exata para uma das melhores comédias dos últimos anos. O problema é que a continuação segue exatamente a mesma fórmula! Tudo ficou meio previsível…

É tudo muito igual. No primeiro filme, são três amigos procurando o noivo. Agora, na continuação, o noivo é outro, mas são os mesmos três que passam o filme procurando. Alguns elementos foram trocados – sai o tigre, entra o macaco; sai o bebê, entra o velhinho. Mas é basicamente a mesma coisa.

A boa notícia é que quem curtiu o primeiro, provavelmente vai gostar desse. Se uma piada é boa, heu gosto de ouvir uma nova versão dela dois anos depois.

Heu admito que gosto de humor politicamente incorreto. Mas Se Beber Não Case Parte II pisa em um terreno perigoso: muitas piadas aqui são de mau gosto. O filme anda nessa linha tênue – como, por exemplo, Quem Vai Ficar Com Mary, dos irmãos Farrely. E, na minha humilde opinião, algumas das piadas passaram da linha da grosseria. Longe de mim defender o politicamente correto, mas algumas piadas foram over.

Sobre o elenco, só podemos elogiar. Bradley Cooper e Ed Helms estão bem, e Zach Galifianakis mostra mais uma vez que é o “esquisitão” perfeito do cinema atual. Ken Jeong ganha um destaque maior nesse filme, e ainda tem espaço pro sempre eficiente Paul Giamatti. Ah, sim, Mike Tyson faz uma participação especial lamentável.

(O macaquinho também merece ser citado, mas não sei se entra como “elenco”. Só sei que ele é responsável por alguns dos melhores momentos do filme.)

Se Beber Não Case Parte II mostra belas paisagens na Tailândia, e outras não tão belas assim no submundo de Bangkok. Foi uma boa opção, para sair das piadas óbvias de Las Vegas e seu lema “what happens in Vegas, stay in Vegas”.

Ainda não existe nada anunciado, mas não vou duvidar que em 2013 apareça uma teveirá parte. Onde será que eles vão, provavelmente na despedida de solteiro de Phil, personagem de Bradley Cooper?

p.s.: Bangkok não é bem retratada no filme. Será que o povo de lá se revoltou como alguns cariocas se revoltaram com Velozes e Furiosos 5?

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Um Parto de Viagem
Os Outros Caras

Um Jantar Para Idiotas

Um Jantar Para Idiotas

Crítica – Um Jantar Para Idiotas

Tim ambiciona um cargo mais alto em sua empresa. Para agradar o chefe, ele concorda em participar de um estranho jantar onde cada um tem que trazer um convidado esquisito. Logo depois, ele conhece Barry, que tem como hobby montar dioramas com ratos empalhados, e resolve convidá-lo.

Dirigido por Jay Roach, responsável pela trilogia do Austin Powers e pela série Entrando Numa FriaUm Jantar Para Idiotas é o novo filme de Steve Carell. Por um lado, Carell é talentoso e faz muito bem o que se espera dele; por outro lado, sabemos que ele é careteiro…

A trama é lugar comum, daquelas com a desnecessária lição de moral no fim. Isso cansa um pouco. Mas arrisco dizer que Um Jantar Para Idiotas vale a pena, nem que seja só pelo adorável e ao mesmo tempo odiavel trapalhão Barry de Steve Carell. Carell estava inspirado, e conseguiu construir um personagem cativante mas também insuportável. E os seus dioramas com os ratinhos empalhados também são muito legais.

No resto do elenco, Paul Rudd segura bem o posto de coadjuvante. Mas é Zach Galifianakis quem rouba a cena, nas poucas cenas que aparece – coincidência ou não, sempre junto de Carell. A cena do duelo mental é muito boa! Ainda no elenco, gostei de Jemaine Clement, que faz o bizarro artista plástico Kieran. E Chris O’Dowd, de FAQ About Time Travel, tem um papel pequeno como o espadachim cego.

O que mata é que a produção é “certinha” demais. Como falei antes, o roteiro é previsível e cheio de clichês. Mas quem não se importar em ver um filme assim, pode se divertir com o “mala”.

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Uma Noite Fora de Série
17 Outra Vez

Super

Crítica – Super

Kick-Ass foi uma agradável surpresa, um dos melhores filmes de 2011. E o que Hollywood faz com boas ideias? Repete!

Frank é um cara comum. Mas, quando sua esposa o deixa para ficar com um traficante de drogas, ele resolve virar o “Crimson Bolt”, um super-heroi, mesmo sem ter nenhum super poder.

Super nem é ruim. O problema é a ideia é MUITO parecida com Kick-Ass. Um garoto meio nerd, fã de quadrinhos e com poucos amigos, que resolve virar um super-heroi, mesmo sem ter super poderes… A diferença está no “sidekick”: em vez de Hit Girl, aqui rola a Boltie, boa personagem de Ellen Page. E Super tem outro problema: um cara com o perfil de Frank não ia ser bom em briga de rua, o cara ia apanhar mais do que bater.

Apesar disso tudo, Super é um bom filme – é só a gente esquecer de Kick-Ass. Um dos acertos é o elenco. Rainn Wilson, com sua cara de ultra nerd, é a escolha perfeita para o esquisitão que resolve combater o crime. Ellen Page também está ótima, bonitinha e maluquinha na dose exata. E ainda tem Kevin Bacon, Liv Tyler, Michael Rooker e Nathan Fillion.

O diretor é James Gunn, cria da Troma, e que anos atrás fez o divertido Seres Rastejantes. Aqui ele deixou o ar trash de lado e fez um filme com cara de quadrinhos – em alguns momentos, o visual lembra Scott Pilgrim Contra O Mundo, aparecem até onomatopéias na tela. E a abertura do filme é uma simpática animação no estilo dos quadrinhos que aparecem na trama.

O roteiro, também escrito por Gunn, é eficiente ao alternar estilos – às vezes parece comédia, às vezes ação, às vezes, até drama. E os personagens são interessantes, principalmente os dois principais.

Como falei antes, Super não é ruim. Mas a comparação com Kick-Ass é inevitável. E, na comparação, Super perde.

Ah, e para quem gosta do estilo, li no imdb que tem mais um, Defendor, que faz uma “trilogia” ao lado de Super e Kick-Ass. Vou baixar pra ver qualé.

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Terror Firmer

Frequently Asked Questions About Time Travel

Crítica – Frequently Asked Questions About Time Travel

Pesquisando sobre filmes com viagem no tempo pra o Top 10, li sobre este filme, de 2009, do qual nunca tinha ouvido falar. Fiquei curioso e corri pra baixar.

Três amigos, dois deles nerds assumidos (apesar de não gostarem do termo “nerd”), encontram uma “falha temporal” no banheiro do pub onde estão. A trama acompanha o trio em diversas idas ao futuro e voltas ao passado, onde eles vivenciam várias situações presentes em filmes de viagens no tempo – daí o nome do filme: “Perguntas Frequentes Sobre Viagem no Tempo“, numa tradução literal.

Trata-se de uma comédia misturada com ficção científica. É uma produção simples, na verdade é um filme pra tv, co-produção da BBC e da HBO. Mas não pense que é uma super-produção, que nem Game of Thrones. FAQ About Time Travel é uma ficção científica com efeitos especiais discretíssimos.

O forte aqui é o roteiro, muito bem escrito nas idas e vindas no tempo. O filme se passa quase inteiramente dentro do pub e nos seus poucos cenários. E a maior parte das cenas conta apenas com os três atores principais – Anna Faris, apesar de estar no cartaz e ser o nome mais famoso, tem um papel secundário.

O roteiro, do estreante Jamie Mathieson, é muito bem escrito, e cria várias cenas interessantes e divertidas usando os exemplos conhecidos de teorias sobre viagens no tempo (como, popr exemplo, não alterar nada no passado, ou não deixar o seu “eu” do passado ver você). Além disso, ainda traz um monte de referências a vários filmes, como Guerra nas Estrelas, Flash Gordon, Crônicas de Nárnia e Firefly, entre outros.

É importante falar que o filme é inglês, assim como o seu estilo de humor. Heu gosto de humor inglês, mas sei que tem muita gente por aí que prefere um humor mais, digamos, “convencional”. Pra quem curte o estilo, é um prato cheio.

O filme foi dirigido por Gareth Carrivick, que tinha uma boa experiência na tv. Infelizmente, Carrivick faleceu um ano depois do filme… No elenco, além de Faris, como uma garota do futuro que aparece em algumas cenas-chave, temos Chris O’Dowd, Marc Wootton e Dean Lennox Kelly como os três amigos. Acho que só O’Dowd é (pouco) conhecido aqui, ele esteve em As Viagens de Gulliver e é um dos principais atores do seriado cult The IT Crowd.

O filme é curtinho, menos de uma hora e vinte, pena… Esse é daqueles que fica com “gostinho de quero mais”!

FAQ About Time Travel é daqueles que tem cara de que nunca será lançado por aqui. Pretendo comprar o dvd importado. Enquanto isso, sorte a nossa que existe o download…

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Bandidos do Tempo

Top 10: Melhores Filmes de Humor Negro




Top 10: Melhores Filmes de Humor Negro

Outro dia o leitor DanielFGS me mandou várias sugestões de Top 10, algumas muito boas. E aqui está a primeira: um Top 10 de filmes de humor negro.

Não sei se o humor negro ainda vai sobreviver por muito tempo neste nosso mundo cada vez mais politicamente correto. Afinal, é “feio” rir da desgraça alheia. Mas heu admito que gosto muito deste tipo de humor. Sim, sei que sou uma pessoa ruim por isso, acho que não vou pro céu…

Mas, vamos aos filmes. Essa é um daquelas listas com muitas opções. Dava pra fazer um Top 20 fácil, fácil. Tem MUITO filme bom usando o tema. Pra escolher 10, tive que deixar de fora títulos como Crimewave – Dois Heróis Bem Trapalhões, Mamãe é de Morte, Papai Noel Às Avessas, MASH, Delicatessen, Ensina-me a Viver, Fido – O Mascote, Zumbilândia, Os Fantasmas se Divertem, Noiva Cadáver, Comendo os Ricos… É, a lista “de fora” também é boa…

Bem, vamos aos 10. Em ordem decrescente…

10. Família Addams

Os dois filmes feitos nos anos 90 sobre a famosa família mórbida abrem a nossa lista. Personagens como Gomez, Mortícia, Vandinha, Feioso, Tio Chico, Tropeço e Mãozinha são ao mesmo tempo macabros e adoráveis. Teve um terceiro filme em 1998, mas com outra história e outro elenco…

9. Crime Ferpeito

Os filmes de Àlex de la Iglesia têm sempre um pouco de humor negro, mesmo os que não são comédia (como Ação Mutante e O Dia da Besta). Crime Ferpeito é o seu melhor filme neste estilo de humor, com a história de um vendedor galã que traça planos para matar a colega feiosa.

8. Matadores de Velhinha

Metade da filmografia dos Irmãos Coen tem um pé no humor negro. Filmes como Arizona Nunca Mais e Queime Depois de Ler poderiam estar nesta lista. Mas, imho, o seu filme mais representativo no estilo é Matadores de Velhinha, com seu grupo de assaltantes que precisa matar uma senhorinha.

7. Planeta Terror

O projeto Grindhouse, de Tarantino e Robert Rodriguez, era uma homenagem aos filmes vagabundos dos anos 70. A parte de Rodriguez é um divertidíssimo trash que conta a história de um gás venenoso que transforma as pessoas em zumbis canibais. Escatologia e gargalhadas à vontade!

6. Monty Python – O Sentido da Vida

Tinha muito humor negro no estilo do genial grupo inglês Monty Python. E o filme O Sentido da Vida traz algumas piadas muito boas no gênero, como as esquetes da máquina que faz “bing”, da doação de órgãos e a família católica vs a família protestante.

5. Uma Noite Alucinante

Sam Raimi surgiu no início dos anos 80 com o excelente Evil Dead- A Morte do Demônio, de 1981. Seis anos depois, ele lançou Evil Dead 2 – Uma Noite Alucinante, uma continuação que na verdade parecia uma refilmagem, mas transformando o terror em comédia.

4. Dr. Fantástico

Clássico de Stanley Kubrick, de 1964, Dr. Fantástico – Ou Como Aprendi a Parar de Me Preocupar e Amar a Bomba (sim, este é o nome completo aqui no Brasil) é uma comédia satirizando a corrida nuclear. Peter Sellers, ótimo, interpreta três papeis.

3. Todo Mundo Quase Morto

Simon Pegg estrela esta comédia meio trash dirigida por Edgar Wright (em cima de um roteiro escrito pelos dois), que faz piada em cima de todos os clichês de filmes de zumbi. Várias cenas antológicas e hilárias, como os personagens andando imitando zumbis, para se disfarçarem.
http://blogdoheu.wordpress.com/2011/06/21/todo-mundo-quase-morto/

2. A Pequena Loja dos Horrores

Uma planta carnívora alienígena precisa de sangue humano pra se alimentar. O filme tem cara de trash, mas é muito bem feito. É o melhor filme de Frank Oz, especialista em filmes com bonecos – a planta se mexe, fala e canta. E a trilha sonora é sensacional.
http://blogdoheu.wordpress.com/2009/02/01/a-pequena-loja-dos-horrores/

1. Fome Animal

Peter Jackson é mais conhecido pela trilogia O Senhor dos Aneis. Mas, antes da fama, ele fez três filmes trash na sua Nova Zelândia natal. Este Fome Animal é o melhor dos três, uma comédia / terror onde um macaco-rato da Sumatra transforma as pessoas em zumbis. Clássico!

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Se você gostou do Top 10: Melhores Filmes de Humor Negro, o Blog do Heu recomenda os outros Top 10 já publicados aqui:
filmes de zumbi
filmes com nomes esquisitos

filmes sem sentido
personagens nerds
estilos dos anos 80
melhores vômitos
melhores cenas depois dos créditos
melhores finais surpreendentes
melhores cenas de massacre
filmes dos ano 80 e 90 nunca lançados em dvd no Brasil
estilos de filmes ruins
casais que não convencem
musicais para quem não curte musicais
melhores frases de filmes
melhores momentos de Lost
maiores mistérios de Lost
piores sequencias
melhores filmes de rock
melhores filmes de sonhos
melhores filmes com baratas
filmes com elencos legais
melhores ruivas
melhores filmes baseados em HP Lovecraft
filmes que vi em festivais e mais ninguém ouviu falar
Atores Parecidos
Atrizes Parecidas
filmes de lobisomem
melhores trilogias
filmes de natal
melhores filmes de 2010
coisas que detesto nos dvds
melhores filmes da década de 00
filmes de vampiro

melhores diabos
cenas de sexo esquisitas

ficção cientifica ou não ficção científica

filmes de vingança

marcos nos efeitos especiais
filmes estrangeiros que fazem referência ao Brasil

personagens que morreram e voltaram

filmes de macho
filmes de máfia
visual deslumbrante
favoritos do heu

De Pernas Pro Ar

Crítica – De Pernas Pro Ar

Alice (Ingrid Guimarães) é uma executiva workaholic, daquelas que se dedica inteiramente ao trabalho. Por um azar do destino, ela perde o emprego no mesmo dia que o marido a abandona. Ela acaba se aproximando da vizinha Marcela (Maria Paula), dona de uma sex shop decadente, e ajuda a transformar a sex shop em um negócio milionário.

O filme se apoia no talento de Ingrid Guimarães. Ela é boa, mas ainda faltou um pouco pra De Pernas Pro Ar ser uma boa comédia. Talvez, se o roteiro fosse melhor, Ingrid poderia funcionar melhor. Ela tem um bom timing pra comédia, e consegue fazer rir sem cair na caricatura – o que não acontece com sua coadjuvante Maria Paula.

Mas o roteiro, apesar de tentar inovar ao usar temas ligados a sex shop, cai nos mesmos cacoetes que assolam 9 entre 10 comédias nacionais: semelhança com humor televisivo de baixa qualidade – o “complexo de Zorra Total“.

O filme tem seus bons momentos (gostei da “montanha russa”), mas a maior parte das piadas é sem graça, e o resto do elenco parece que está no piloto automático e não ajuda.

Ironicamente, o roteiro, que se propõe se “moderninho”, se mostra super moralista no fim, quando deixa claro que as mulheres só encontram a felicidade com marido e filho do lado…

De Pernas Pro Ar não é ruim. Mas tem filme nacional melhor por aí!

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Divã

Muita Calma Nessa Hora
Meu Tio Matou um Cara

As Viagens de Gulliver

Crítica – As Viagens de Gulliver

Lemuel Gulliver, funcionário do correio interno de um jornal de Nova York, acidentalmente ganha a oportunidade de escrever uma coluna no caderno de turismo. Gulliver vai até o Triângulo das Bermudas, mas seu barco naufraga e ele acaba em Liliput, ilha habitada por seres minúsculos.

As Viagens de Gulliver é uma comédia bobinha e até divertida, baseada no livro homônimo de Jonathan Swift. Mas tem um problema: o espectador tem que curtir o Jack Black. Porque, em vez de interpretar Gulliver, Jack Black interpreta… Jack Black! Como quase sempre, aliás…

Parte do filme é uma grande egotrip de Black. Rolam várias piadas e referências ao universo pop envolvendo a imagem de Black, como filmes e cartazes de propagandas como Copertone e Ipad. Aliás, quem curte referências pop vai se esbaldar aqui. São referências a vários filmes, como Titanic, Avatar, Wolverine e, principalmente, Guerra nas Estrelas, citado várias vezes.

O resto do elenco está lá para não atrapalhar Black. O filme ainda conta com Jason Segel, Emily Blunt, Amanda Peet e Billy Connoly.

Os efeitos especiais, para um filme hollywoodiano de 2010, decepcionam. Muitas vezes a montagem entre os diferentes tamanhos fica artificial demais. A tecnologia atual pode fazer muito melhor… (E pelo que li por aí, os defeitos ficam ainda mais evidentes na versão 3D!)

O filme é bobinho e divertido. Mas, logo no fim, rola um número musical completamente dispensável. O filme podia ter acabado cinco minutos mais cedo!

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Eu Te Amo Cara

Que Se Mueran Los Feos

Crítica – Que Se Mueran Los Feos

Gosto de filmes espanhois, os caras lá são bons em comédias e filmes de terror. Por isso resolvi dar uma chance para este desconhecido Que Se Mueran Los Feos, lançado ano passado.

Eliseo é um quarentão solteiro muito feio, que ainda espera encontrar a mulher da sua vida. Quando sua mãe morre, ele se reencontra com sua cunhada Nati, também muito feia. Começa a rolar uma atração entre os dois, apesar de Nati ser casada com o irmão de Eliseo.

Que Se Mueran Los Feos não é ruim. Mas também não tem nada demais. É apenas mais uma comédia romântica. A diferença entre este e seus semelhantes hollywoodianos é que aqui todos os personagens são feios… Mas o formato é igualzinho: o casal se encontra, se desentende, se gosta, passa por uma separação traumática e… Bem, não vou falar do fim pra não mandar spoilers, mas é aquilo que todos esperam…

Os atores, desconhecidos por aqui, estão bem, num tom que fica entre o brega e a caricatura. Javier Cámara faz um Eliseo que parece saído de um desenho animado! (Pra dizer que não reconheci nenhum ator, Kira Miro, de Crime Ferpeito, faz Paloma, a loura que dá em cima de Abel na quermesse.)

Resumindo: não é ruim, mas existe filme espanhol melhor por aí.

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