Resident Evil 5 – Retribuição

Crítica – Resident Evil 5 – Retribuição

Mais um Resident Evil!

Alice (Milla Jovovich) é capturada e levada para dentro de uma instalação da Umbrella. Para fugir de lá, terá que passar por vários estágios (que parecem fases de um videogame).

Quando soube que Resident Evil 5 – Retribuição estava pra estrear, resolvi fazer algo que todos deveriam fazer sempre antes de ver uma continuação: revi os quatro filmes anteriores. Só que neste caso em particular, não sei se foi a melhor coisa a se fazer, pois vi muitos defeitos que passariam em branco. Vou chegar lá daqui a pouco!

Primeiro, vamos ao que funciona. A parte técnica é impecável. Os efeitos especiais são de cair o queixo, todas as lutas são bem coreografadas, e a câmera lenta está inspiradíssima. Gostei até do 3D, apesar de atualmente não ter muita paciência pro efeito.

A série Resident Evil sempre foi boa em colocar mulheres bonitas lutando. Agora são várias (Milla Jovovich, Sienna Guillory, Michelle Rodriguez e Bingbing Li), e com roupas colantes de cheias de decotes. Fetichista ao extremo! Me lembrou Sucker Punch

Outra coisa: dos cinco filmes, este é o que mais tem cara de videogame. Cada cena parece uma nova fase do jogo. Só não sei se é igual ao videogame original porque nunca joguei.

Agora, vamos ao que deu errado…

O roteiro, apesar de ser escrito pelo mesmo escritor de todos os outros filmes, não faz o menor sentido. O quarto filme tinha um gancho empolgante, mas, assim como aconteceu entre o terceiro e o quarto filmes, o gancho logo foi esquecido e a história foi recomeçada do zero – como se nada tivesse acontecido, Alice acorda em um novo lugar e temos uma nova trama.

Também achei estranho o papo de usar clones, me pareceu uma desculpa pra tapar buracos no roteiro. Mas criou falhas na lógica: se uma Rain (Michelle Rodriguez) não tem nada a ver com a outra, como Alice sabe usar a linguagem de sinais para falar com a menina?

Outras coisas mudaram também e parecem erros de continuidade. Jill Valentine tinha cabelos pretos no segundo filme, mas reapareceu loura – fato que nos lembra que os cabelos de Alice eram mais claros nos primeiros filmes. Caramba, se é a mesma atriz fazendo a mesma personagem, por que não usar o mesmo cabelo? Isso porque não tô falando dos zumbis, que no primeiro filme eram lentos como os zumbis clássicos do George Romero, mas parece que contrataram um personal trainer e agora correm com o pique do Usain Bolt.

Falando em zumbis: o primeiro Resident Evil era um filme de zumbis; agora não mais. Aparecem alguns tipos de monstros, mas não sei se algum deles é um zumbi. Tem aqueles bichos que a boca se abre em quatro, tem aquele gigante com o machado, tem os soldados zumbis com metralhadoras, tem o monstrão grandão… E cadê os zumbis? Tão em outro filme…

A direção ainda é de Paul W.S.Anderson, o mesmo do primeiro e quarto filmes, e marido de Milla Jovovich. Na direção, ele faz um bom trabalho. Mas ele também é o roteirista, e nesta função, ficou devendo.

O elenco traz um monte de gente de volta de outros filmes da quadrilogia. Além de Milla, temos a volta de Sienna Guillory, Michelle Rodriguez, Oded Fehr, Boris Kodjoe e Colin Salmon, e novos papeis interpretados por Bingbing Li, Aryana Engineer, Johann Urb e Kevin Durand.

Com mais erros que acertos (na minha humilde opinião), este quinto filme se tornou o mais fraco de todos. E, pra piorar, termina com um empolgante gancho. Mas que sabemos que pode ser ignorado no sexto filme…

Corra Lola Corra

Crítica – Corra Lola Corra

Há tempos que heu tinha vontade de rever este bom filme alemão de 1998. Aproveitei uma promoção na Amazon e comprei baratinho o blu-ray gringo com legendas em português.

O melhor de Corra Lola Corra é o roteiro, mais inteligente do que a maioria que vemos por aí. Porque a história é simples: o namorado de Lola (Franka Potente) se meteu em uma encrenca e por isso ela precisa conseguir 100 mil marcos. O mesmo fiapo de história é contado três vezes, com alguns detalhes diferentes entre cada uma das vezes – e é nesses detalhes que o roteiro é genial. Detalhes importantes para a trama (como a trava da arma); detalhes irrelevantes porém divertidos (as suposições sobre o futuro das pessoas em volta).

A estética do filme é bem legal. Diferentes texturas de imagem (rola até uma sequência em desenho animado), edição frenética e música techno hipnotizante. O ritmo do filme é acelerado, coerente com a correria de Lola – que passa quase o filme inteiro literalmente correndo.

O filme foi escrito e dirigido por Tom Tykwer (Perfume – A História de um Assassino), diretor alemão sem muitos títulos famosos no currículo. Liderando o elenco, temos Franka Potente, que depois foi pra Hollywood e ficou mais conhecida quando estrelou os dois primeiros filmes da trilogia Bourne. Ainda no elenco, Moritz Bleibtreu, Herbert Knaup e Nina Petri.

Queria aproveitar pra relatar algo curioso. Comprei o blu-ray americano. Ao colocar no aparelho, algo avisou ao disco que meu player é brasileiro. As mensagens sobre direitos autorais e o menu já vieram direto em português!

Corra Lola Corra não é um grande filme nem fez muito sucesso. Mas não vai decepcionar quem curte roteiros bem escritos.

Resident Evil 3 – A Extinção

Crítica – Resident Evil 3 – Extinção

Depois de Resident Evil – O Hóspede Maldito e Resident Evil 2 – Apocalipse, vamos ao terceiro!

O mundo inteiro foi devastado pelo vírus T, e agora os poucos sobreviventes vagam pelas estradas. Neste cenário, Alice se junta a um grupo que vive em caravana.

Se o primeiro filme se passava dentro da Umbrella e o segundo na cidade Racoon City, o clima agora é meio Mad Max. O planeta virou um deserto e os poucos sobreviventes rodam em carros atrás de água, comida e combustível.

A direção é de Russell Mulcahy, que chamou a atenção nos anos 80 quando deixou de lado uma premiada carreira de diretor de videoclipes e fez o ótimo Highlander, mas depois nunca mais emplacou nada relevante (ele dirigiu a péssima continuação Highlander 2, além de O Sombra, um fraco filme de super herói com o Alec Baldwin). O roteiro continua nas mãos de Paul W.S. Anderson, o mesmo dos outros filmes.

Mais uma vez, Milla Jovovich manda bem. Sua Alice aqui tem quase super poderes, por causa de experiências com o vírus T. E novamente temos uma coadjuvante feminina forte, papel que coube à Ali Larter. Ainda no elenco, Oded Fehr, Iain Glen, Ashanti, Spencer Locke e Mike Epps.

Como acontece nos outros filmes da franquia, Resident Evil 3 – A Extinção tem uma boa edição e traz belas lutas coreografadas. O clima aqui está mais para ação do que para terror, mas os zumbis continuam presentes.

Gostei deste terceiro filme, mas vendo agora todos em sequência, posso dizer que achei este o mais fraco. Nem tudo funciona, algumas coisas são trash demais. Por exemplo, quando eles são atacados por corvos zumbis, pra que diabos eles ficam atirando? Quem teria mira e munição pra se defender de centenas de pássaros ao mesmo tempo? Isso sem contar com o container sem fundo em Las Vegas…

Mesmo assim, gostei do filme. Pode até ser um pouco inferior aos outros dois, mas nada grave, longe de merecer uma vaga no Top 10 de piores sequências.

O texto sobre o quarto filme, Resident Evil 4 Recomeço já está aqui no blog, escrevi na época do lançamento no cinema. Agora pretendo ver o quinto filme. Antes do fim da semana posto a crítica aqui!

Resident Evil 2 – Apocalipse

Crítica – Resident Evil 2 – Apocalipse

Continuemos com a série Resident Evil!

Logo depois dos eventos do primeiro filme, Alice sai das instalações da Umbrella Corporation e precisa agora lidar com um apocalipse zumbi em Racoon City.

Desta vez, a direção ficou com Alexander Witt (que curiosamente só tem este único filme no currículo de diretor) – Paul W.S. Anderson, diretor do primeiro, ficou só no roteiro. Mas o estilo é bem semelhante: bom equilíbrio na mistura entre ação e terror, belas lutas coreografadas, muita câmera lenta e a dose certa de gore. A diferença é que enquanto o primeiro filme se passa dentro das instalações da Umbrella, aqui a ação acontece pela cidade devastada.

Milla Jovovich mais uma vez manda bem como a protagonista Alice. Afinal, apesar de bonita e de aparência frágil, ela luta bem, e, desta vez anabolizada com o vírus T, bate ainda mais do que no primeiro filme – a luta contra o “projeto Nêmesis” é muito boa.

A “personagem feminina coadjuvante forte da vez” ficou com Sienna Guillory (The Big Bang), que faz quase um cosplay de Lara Croft. Ainda no elenco, Oded Fehr, Sandrine Holt, Mike Epps, Thomas Kretschmann, Jared Harris e Iain Glenn.

Como acontece no primeiro filme, os destaques estão nos efeitos especiais, na trilha sonora e na edição. Resident Evil 2 – Apocalipse não supera o primeiro filme, mas é uma boa continuação.

O fim tem um problema, mas antes de falar disso, vamos aos avisos de spoiler:

SPOILERS!!!

SPOILERS!!!

SPOILERS!!!

A última cena mostra Alice matando, à distância, um cara que a observa através de uma câmera, apenas usando o olhar. Ela olha pra câmera e o cara começa a botar sangue pelos olhos e nariz. Caramba, legal, como isso será desenvolvido no próximo filme? Bem, não será desenvolvido. Porque o terceiro filme ignora este fim do segundo…

FIM DOS SPOILERS!!!

Apesar deste gancho desnecessário no fim do filme, Resident Evil 2 – Apocalipse, gostei bastante do filme. Manteve a vontade de continuar seguindo a série.

Em breve, falo aqui do terceiro filme…

Resident Evil – O Hóspede Maldito

Crítica – Resident Evil – O Hóspede Maldito

Estreia hoje um novo Resident Evil. Aproveitei que comprei um box com os quatro filmes já lançados em blu-ray e comecei a rever tudo. Espero que dê tempo de acabar o quarto antes de ver o quinto!

Baseado no videogame homônimo. Uma unidade especial militar combate um poderoso supercomputador fora de controle e centenas de cientistas que se transformaram em zumbis comedores de carne depois de um acidente de laboratório.

Apesar de nunca ter jogado o videogame, sou muito fã da franquia de filmes Resident Evil. Boa mistura de ação e terror, visual estilizado, muita câmera lenta nas ótimas cenas de luta, e gore na dose exata. E, claro, Milla Jovovich com pouca roupa metendo a p$#@rrada! Não tem como dar errado, né?

Este primeiro filme da série, lançado em 2002, apareceu numa época quando adaptações de videogame não eram tão coriqueiras como hoje. Como falei, não tenho como comparar com o game. Mas como filme de zumbi, Resident Evil – O Hóspede Maldito mandou bem!

A direção coube a Paul W.S. Anderson, diretor de uma das primeiras adaptações de videogame que tivemos em Hollywood: Mortal Kombat (1995).  Anderson nunca foi um diretor de “primeiro time”, mas tem alguns filmes pop legais no currículo, como Corrida MortalOs Três Mosqueteiros, além de ser o diretor do quarto e do quinto Resident Evil.

No elenco, além de Milla Jovovich, belíssima e mandando ver nas cenas de ação, cada filme traz outra atriz em um papel forte. Aqui é Michelle Rodriguez, que faz um bom trabalho com seu ar de “mulé macho”. Ainda no elenco, Colin Salmon, Eric Mabius, James Purefoy e Martin Crewes.

Alguns efeitos “perderam a validade” – a cena no trem, vista hoje, parece bem tosca. Mas no geral, os efeitos são muito bons. Aliados a estes, a trilha sonora e os cenários são outros destaques.

Amanhã, se tudo der certo, falo aqui sobre o segundo filme da série, Resident Evil – Apocalipse!

A Era do Gelo 4

Crítica – A Era do Gelo 4

Um pouco atrasado, fui ao cinema ver o quarto longa da série A Era do Gelo.

Um terremoto durante a divisão dos continentes separa o mamute Manny de sua família. Ajudado pelos amigos Sid (uma preguiça) e Diego (um tigre dentes de sabre), ele precisa voltar para casa. Mas antes eles precisam enfrentar piratas!

Gostei muito do primeiro A Era do Gelo (2002), filme que juntou um improvável trio feito por um mamute, uma preguiça e um tigre de dentes de sabre. O trio só funcionaria naquelas circunstâncias onde o filme se passava. Por isso, confesso que peguei uma certa implicância e não gostei do segundo filme – o trio agora não tinha motivos para continuar junto. Mesmo assim, vi o terceiro, e admito que gostei.

Não rolava nenhuma vontade de ver este quarto filme, pra mim a franquia já tinha se esgotado. Mas pai é pai, meu filho pediu várias vezes, lá fui heu, mesmo sabendo que o filme não ia ser grandes coisas. Mas até que a baixa expectativa foi boa. Não é que A Era do Gelo 4 é divertido?

Desta vez sem o brasileiro Carlso Saldanha na direção, A Era do Gelo 4 é cheio de clichês, além de repetir a fórmula usada nos outros três filmes da série. Mas os personagens são bem construídos, e conseguem criar várias sequências engraçadas. E, como sempre, o esquilo Scrat rouba a cena quando aparece.

Alguns novos personagens são apresentados. Dentre as novidades, gostei da vovó, um personagem muito melhor que a tigresa ou o macaco pirata.

Vi a versão dublada, não posso palpitar sobre o excelente time de dubladores originais (Ray Romano, Denis Leary, John Leguizamo, Queen Latifah, Jennifer Lopez, Wanda Sykes, Simon Pegg, Nick Frost, Patrick Stewart, Seann William Scott, entre outros). Felizmente, a dublagem brasileira alcançou um nível excelente, e não sentimos falta do áudio original, como acontecia anos atrás – se bem que admito que queria ouvir a voz de Peter Dinklage (Game Of Thrones) como o Capitão Entranha.

Ah, teve uma vantagem em deixar pra ver o filme bem depois da estreia: só tinha cópia sem o 3D! Chega de 3D desnecessário, né?

Enfim, A Era do Gelo 4 é engraçado, mas nada demais. Boa diversão descartável.

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Se você gostou de A Era do Gelo 4, o Blog do Heu recomenda:
Rio
A Era do Gelo 3
Madagascar 3

Solteiros Com Filhos

Crítica – Solteiros Com Filhos

Ao verem casais de amigos tendo problemas por causa de filhos, um casal de amigos íntimos (mas só amigos, sem nenhum vínculo afetivo) resolve ter um filho, mas mantendo a relação só na amizade, para evitar que o filho atrapalhe futuros relacionamentos.

Escrito e dirigido pela atriz Jennifer Westfeldt (também protagonista), Solteiros Com Filhos (Friends With Kids, no original) tem dois problemas básicos. Um deles é o mesmo de toda comédia romântica: tudo é previsível demais. O outro é a improbabilidade do argumento – se a personagem Julie quisesse ser mãe porque estava chegando na “idade limite”, heu até entendo; mas ter filho solteiro “porque não quer ter o estresse do casamento junto” me pareceu bastante ilógico.

Também achei forçada a cena da transa dos dois. Sei lá, não conheço caras solteiros “pegadores” que teriam tanta dificuldade em tarefa tão simples. Será que existem homens assim?

Mesmo assim, os diálogos são bem escritos e o filme se sustenta até o fim. Apesar de sabermos como a história vai terminar, o percurso até lá é interessante e o filme nunca chega a ser chato. Aliás, é bom falar que apesar do tema e do elenco oriundo de comédias, Solteiros Com Filhos está mais para drama, as risadas são escassas.

O elenco é recheado de bons nomes do “segundo escalão”: Adam Scott (Piranha), Kristen Wiig (Paul), John Hamm (Sucker Punch), Chis O’Dowd (FAQ About Time Travel) e Maya Rudolph (Gente Grande). A química é boa entre o elenco, o filme parece uma reunião de amigos – não por coincidência, os quatro últimos nomes estavam em Missão Madrinha de Casamento. Dois nomes mais famosos têm papeis menores: Megan Fox e Edward Burns.

Se você conseguir “comprar” a ideia inicial, Solteiros Com Filhos pode ser uma boa opção. Só não espere muita coisa do filme.

Screamers – Assassinos Cibernéticos

Crítica – Screamers – Assassinos Cibernéticos

Com o Top 10 de Philip K. Dick, resolvi ver este Screamers – Assassinos Cibernéticos, filme dos anos 90 que ainda não tinha visto.

Sirius 6B, ano 2078. Em um planeta distante usado para mineração, devastado por uma década de guerra, criaturas cibernéticas fora de controle ameaçam exterminar qualquer ser vivo. No meio do caos, o comandante Hendrickson tenta conseguir um acordo de paz.

Screamers – Assassinos Cibernéticos é uma típica produção “B”. O diretor Christian Duguay (A Ilha – Uma Prisão Sem Grades) não tinha um grande orçamento, então teve que se virar com os poucos recursos. Pelo menos ele não fez feio e criou boas soluções – e ainda rola um stop motion bem feito. Mesmo assim, o visual lembra um pouco O Vingador do Futuro, e a trama tem um elemento forte em comum com Blade Runner. Parece que o roteiro de roteiro é de Dan O’Bannon (Alien, O Oitavo Passageiro Força Sinistra) queria chamar os fãs de Philip K. Dick…

No elenco, o único nome conhecido é Peter Weller, que faz um bom trabalho como o protagonista. Ainda no elenco, Jennifer Rubin, Roy Dupuis e Andy Lauer.

Screamers – Assassinos Cibernéticos está longe das melhores adaptações da obra de Philip K. Dick. Mas mesmo assim pode agradar os menos exigentes.

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Se você gostou de Screamers – Assassinos Cibernéticos, o O Blog do Heu recomenda o Top 10 de Filmes Baseados em Philip K. Dick.

Top 10: Filmes Baseados em Philip K. Dick

Top 10: Filmes Baseados em Philip K. Dick

Nascido em 1928, Philip K. Dick foi um dos maiores escritores da história da ficção científica, apesar de não ter sido reconhecido como tal enquanto vivo (faleceu em 1982, com apenas 53 anos).

Dick escreveu muita coisa nos anos 50 e 60 (cerca de 100 contos e duas dúzias de romances), mas não chegou a ver nenhum filme adaptado de seus livros (antes de morrer, viu 20 minutos de Blade Runner, que seria lançado pouco depois). O que é uma pena, porque três dos melhores filmes de ficção científica dos anos 80 e 90 foram baseados na sua obra.

Segundo o imdb, só existem 14 filmes baseados nos seus livros. Além dos dez citados abaixo, ainda tem Radio Free Albemuth (2010), Screamers, The Hunting (2009), Confessions d’un Barjo (1992) e o obscuro filme grego Proini Peripolos (1987). Não vi nenhum dos quatro, e no imdb rolam poucas informações sobre eles (menos sobre Screamers, The Hunting, esse aí tem informações de que é muito ruim!).

Vamos aos filmes?

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10. Impostor (2001)

Baseado no conto Impostor. Filme semi-desconhecido, apesar de ter um bom elenco – Gary Oldman, Madeleine Stowe, Vincent D’Onofrio e Tony Shalhoub. Me lembro de ter alugado esse filme na locadora, mas não me lembro se é bom…

9. Screamers – Assassinos Cibernéticos (1995)

Baseado no conto Second Variety. Produção meio “B”, parece uma mistura de O Vingador do Futuro com Blade Runner, com alguns toques de Robocop (deve ser pelo ator principal, Peter Weller). O roteiro é do grande Dan O’Bannon.

8. O Vidente (2007)

Baseado no conto The Golden Man. Dirigido pelo neo zelandês Lee Tamahori, com Nicolas Cage, Julianne Moore e Jessica Biel no elenco.

7. O Pagamento (2003)

Baseado no conto Paycheck. Último filme americano dirigido por John Woo antes de voltar para a sua China natal. Estrelado por Ben Affleck, Aaron Eckhart, Uma Thurman e Paul Giamatti.

6. O Homem Duplo (2006)

Baseado no livro A Scanner Darkly. Interessante animação por rotoscopia dirigida por Richard Linklater, com Keanu Reeves, Winona Ryder, Robert Downey Jr. e Woody Harrelson no elenco.

5. O Vingador do Futuro (2012)

Baseado no conto We Can Remember It for You Wholesale (Podemos Recordar para Você, por um Preço Razoável). Refilmagem do filme de 1990, estrelada por Colin Farrel, Jessica Biel e Kate Beckinsale.

http://blogdoheu.wordpress.com/2012/08/23/o-vingador-do-futuro-2012/

4. Os Agentes do Destino (2011)

Baseado no conto The Adjustment Team. Filme de estreia do diretor George Nolfi, estrelado por Matt Damon, Emily Blunt, Michael Kelly e Anthony Mackie.

http://blogdoheu.wordpress.com/2011/05/18/os-agentes-do-destino/

3. Minority Report – A Nova Lei (2002)

Baseado no conto Minority Report. Uma das duas super-produções que uniram Steven Spielberg com Tom Cruise (dois dos maiores nomes de Hollywood na época). Ainda tem Colin Farrell e Samantha Morton no elenco.

2. O Vingador do Futuro (1990)

Baseado no conto We Can Remember It for You Wholesale (Podemos Recordar para Você, por um Preço Razoável). Filmaço de Paul Verhoeven estrelado por Arnold Schwarzenegger e Sharon Stone.

http://blogdoheu.wordpress.com/2009/02/10/o-vingador-do-futuro/

1. Blade Runner – O Caçador de Androides (1982)

Baseado no livro Do Androids Dream of Electric Sheep?. Dirigido por Ridley Scott e estrelado por Harrison Ford e Rutger Hauer. Clássico obrigatório da ficção científica, um dos melhores filmes da história do cinema.

http://blogdoheu.wordpress.com/2011/01/14/blade-runner-o-cacador-de-androides/

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Se você gostou do Top 10: Melhores Filmes Baseados em Philip K. Dick, o Blog do Heu recomenda os outros Top 10 já publicados aqui:
filmes de zumbi
filmes com nomes esquisitos

filmes sem sentido
personagens nerds
estilos dos anos 80
melhores vômitos
melhores cenas depois dos créditos
melhores finais surpreendentes
melhores cenas de massacre
filmes dos ano 80 e 90 nunca lançados em dvd no Brasil
estilos de filmes ruins
casais que não convencem
musicais para quem não curte musicais
melhores frases de filmes
melhores momentos de Lost
maiores mistérios de Lost
piores sequencias
melhores filmes de rock
melhores filmes de sonhos
melhores filmes com baratas
filmes com elencos legais
melhores ruivas
melhores filmes baseados em HP Lovecraft
filmes que vi em festivais e mais ninguém ouviu falar
Atores Parecidos
Atrizes Parecidas
filmes de lobisomem
melhores trilogias
filmes de natal
melhores filmes de 2010
coisas que detesto nos dvds
melhores filmes da década de 00
filmes de vampiro

melhores diabos
cenas de sexo esquisitas

ficção cientifica ou não ficção científica

filmes de vingança

marcos nos efeitos especiais
filmes estrangeiros que fazem referência ao Brasil

personagens que morreram e voltaram

filmes de macho
filmes de máfia
visual deslumbrante
favoritos do heu
filmes de humor negro
mulheres duronas
filmes com viagem no tempo
melhores lutas longas
melhores adaptações de quadrinhos de herois
piores adaptações de quadrinhos de herois
melhores filmes trash
filmes com teclados
stop motion
carros legais
naves legais
robôs legais
armas legais
alienígenas legais
monstros legais
gadgets legais
filmes doentios
melhores vilões
filmes de comida
filmes slasher
melhores acidentes de carro
melhores mortes
cenas de nudez gratuita
realidade fake
melhores filmes de 2011
melhores deuses
melhores anjos
melhores Jesus
melhores bares e restaurantes do cinema
atrizes mirins que cresceram
atores mirins que cresceram
melhores duplas policiais
filmes onde Nova York é destruída
atores que envelheceram mal
atores que envelheceram bem
atores feios
sinopses bizarras
atrizes feias
filmes de trem
cinebiografias musicais
filmes ligados a Marte

O Legado Bourne

O Legado Bourne

A “Trilogia Bourne” está de volta. E, curiosamente, sem o protagonista Jason Bourne…

O Legado Bourne explora o universo criado pelo escritor Robert Ludlum, apresentando uma história original com um novo personagem vivendo situações de vida e morte enquanto uma trama conspiratória rola paralelamente.

Não se trata de um reboot, nem tampouco de uma continuação. Na verdade, O Legado Bourne é um spin-off, prática que acontece de vez em quando com seriados de sucesso que acabaram. Jason Bourne é citado várias vezes, algumas cenas dos outros filmes são usadas. Mas o foco do filme é em Aaron Cross, outro participante do mesmo programa de Bourne.

Tony Gilroy, roteirista dos três primeiros filmes (além de vários outros como O Advogado do Diabo e Armageddon), resolveu criar uma nova história sobre um possível colega de Bourne. Diferente dos outros filmes, este não foi adaptado de um livro, é uma história inédita baseada em situações criadas na trilogia.

Paul Greengrass, diretor do segundo e terceiro filmes da trilogia Bourne, não gostou da ideia e abandonou o projeto – segundo rumores, ele teria dito que um quarto filme teria que se chamar “A Redundância Bourne”, já que nada mais havia para se falar do personagem. Sem Greengrass, o ator principal Matt Damon também pulou fora e só aparece em fotos. O roteirista Gilroy assumiu a direção, e copia o estilo “câmera trêmula” de Greengrass (ponto negativo, na minha humilde opinião).

Não só o estilo de câmera é bem semelhante ao usado nos filmes anteriores, como o formato do filme também. Um personagem que é quase um super herói perseguido incansavelmente enquanto uma trama conspiratória rola em paralelo. Sem novidades neste aspecto.

No elenco, Jeremy Renner (o Gavião Arqueiro d’Os Vingadores) segura bem a onda como protagonista. Rachel Weisz mostra uma juventude impressionante apesar dos seus 42 anos. E Edward Norton está sub aproveitado num papel que não lhe exige nada. Ainda no elenco, Scott Glenn, Albert Finney e Stacy Keach, além de Joan Allen e David Strathairn, aparentemente em imagens reaproveitadas dos filmes da trilogia anterior.

Mesmo sem ter um diretor tarimbado (é o apenas o terceiro filme de Gilroy como diretor, antes dirigiu Duplicidade e Conduta de Risco), O Legado Bourne segue direitinho a fórmula dos blockbusters hollywoodianos. Bons atores, sequências de ação emocionantes, parte técnica impecável. Ainda rolam belas paisagens geladas no Canadá, e, pra manter a “tradição”, uma sequência de perseguição. Mas, sei lá, fica aquela sensação de “será que a gente precisava de mais um filme igual a tantos outros”?

Pelo menos o filme é bem feito. Quem for ao cinema procurando um blockbuster eficiente vai gostar. Só não espere algo a mais…

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A Identidade Bourne
A Supremacia Bourne
O Ultimato Bourne