Monster Brawl

Crítica – Monster Brawl

Oito monstros clássicos se enfrentando num ringue de luta livre? Taí uma boa ideia! Pode sair um crossover sensacional daí!

A sinopse é simples: Frankenstein, Lobisomem, Zumbi, Cíclope, Bruxa, Vampira, Monstro do Pântano e Múmia se enfrentam, em duplas, em um letal torneio de vale-tudo.

Claro que um filme com uma premissa dessas não ia ser bom – tudo é trash demais! Mas poderia render um trash divertido, se a ideia fosse bem desenvolvida. Pena que não foi…

Pra começar, o roteiro é muito ruim. Não existe uma linha narrativa – dois monstros lutadores são apresentados através de um rápido flashback, rola a luta (igual a lutas fakes de telecatch) e vamos para a dupla seguinte.

Mas isso não é o pior. Poucas vezes vi furos de roteiro tão grosseiros como dois que rolam aqui. Primeiro: os monstros são divididos em peso médio e peso pesado. E o torneio dos pesos médios é simplesmente deixado de lado, só vemos a final dos pesos pesados. Depois, pra piorar, aparecem vários zumbis na história. E assim como não há explicação para o surgimento, do nada eles somem…

O gore é bem feito, essa parte não vai decepcionar os apreciadores. A maquiagem também é boa, só não gostei do Cíclope, seu único olho não enganou ninguém. Mas acho que são as únicas qualidades do filme, e isso é pouco… Quem aguardava um grande crossover entre monstros clássicos vai continuar esperando…

Prowl

Crítica – Prowl

Gosto de ver filmes de terror, mesmo aqueles vagabundos. Mas de vez em quando um filme me faz repensar esta decisão. De vez em quando um filme é tão besta que penso em desistir do estilo de filme. Prowl é um filme assim.

Amber sonha em se mudar de sua cidadezinha natal. Seus amigos resolvem acompanhá-la numa viagem até a cidade grande, mas o carro quebra no meio do caminho. Um caminhoneiro oferece carona, mas eles não sabem o que os espera…

Dirigido pelo desconhecido Patrik Syversen, Prowl tem um monte de defensores pelo fórum do imdb. Realmente, se analisarmos friamente, o filme tem seus méritos: as atuações não são ruins, tem bastante gore e o matadouro é um ótimo cenário. Mas sabe quando um filme não te diz nada? É a sensação aqui. Prowl pode não ser ruim, mas é um filme vazio. Acaba o filme, e a gente se pergunta: “e aí?”.

Acho que um dos defeitos foi tentar esticar uma história curtinha. Prowl só tem uma hora e vinte de duração, e mesmo assim o final é arrastado. De repente seria um bom curta metragem… Pra piorar, a grande reviravolta do roteiro não é surpresa para ninguém que ficou acordado durante o filme, já que rolam flashbacks dando pistas desde o início.

No elenco, nenhum nome conhecido: Ruta Gedmintas, Joshua Bowman, Perdita Weeks e Courtney Hope. Como falei, não são ruins, aguardemos novos filmes com esses nomes.

De resto, fica a recomendação só para aqueles fanáticos por vampiros ou por gore. Quem preferir “qualidade”, tem coisa melhor por aí.

Madagascar 3

Crítica – Madagascar 3

Mais um Madagascar

O leão Alex, a zebra Marty, a girafa Melman e a hipopótama Gloria querem sair da África e voltar pra Nova York. Eles vão para Monte Carlo atrás dos pinguins e acabam se juntando a um circo.

Só vi o primeiro Madagascar uma vez, na época do lançamento, e não vi o segundo. Não tenho condições de comparar, então os comentários aqui são só sobre o terceiro filme.

Li em algum lugar que Madagascar seria uma série de desenhos lisérgicos. Gostei do exemplo, realmente o desenho tem traços que lembram uma viagem de ácido, com ritmo acelerado, personagens histéricos e muitas cores. O ritmo frenético ainda serve para agradar a criançada com dificuldade de fixar a atenção em um filme por mais de uma hora, e de quebra serve para encaixar algumas boas piadas para os pais que as acompanharão nos cinemas.

O espetáculo visual é muito bem feito, como era de se esperar em uma produção Dreamworks. O problema é que hoje em dia estamos mal acostumados, e esperamos sempre um degrau acima (a Pixar nos deixou assim) e Madagascar 3 é “apenas” bem feito. Mesmo assim, algumas sequências, são muito boas, como todo o trecho em Monte Carlo.

Algumas piadas são realmente boas – gostei de quase todas as cenas com o rei Julien e os lêmures. Mas o filme é irregular, nem todas as piadas funcionam. Pelo menos a trilha sonora com músicas pop conhecidas ajuda o ritmo do filme.

Madagascar 3 tem alguns problemas com a tal suspensão de descrença. Ok, a gente acredita que um tigre siberiano adulto consegue passar através de um anel. Mas… Como eles saíram da África e chegaram em Monte Carlo? Será que não dava pra chegar direto em Nova York? 😉

Ainda teve uma coisa que me deixou encucado, não sei se rola o mesmo nos outros dois filmes: há interação entre humanos e os animais. Normalmente, em desenhos animados, animais não interagem com humanos, só entre si. Achei isso estranho… E teve outra coisa que achei sem sentido. Sei que sou minoria, mas gosto de animais no circo (não sei como está no resto do Brasil, mas aqui no Rio existe uma lei que proíbe circos com bichos) – acredito que apenas uma pequena parte dos animais de circo sejam maltratada. O leão Alex faz um discurso em defesa dos animais no circo, cutucando “um certo circo canadense” – referência clara ao Cirque du Soleil, que não tem animais. Mas quando eles montam o espetáculo, os bichos se portam como humanos. O discurso ficou sem sentido…

Vi a versão dublada, que está muito boa – a dublagem brasileira alcançou um nível excelente. Só deu pena de não ouvir as vozes do elenco gringo: Ben Stiller, Chris Rock, David Schwimmer e Jada Pinkett Smith fazem o quarteto principal, e o filme ainda tem as vozes de Jessica Chastain, Frances Mcdormand, Martin Short e Cedric The Entertainer. E se o rei Julien já é engraçado na versão brasileira, fiquei imaginando na versão original, com a voz de Sacha Baron Cohen.

O fim deixa espaço para a franquia continuar. Mas, sinceramente, acho que já deu o que tinha que dar…

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E Aí, Comeu?

Crítica – E Aí, Comeu?

Três amigos inseparáveis – um solteiro, um casado e um recém divorciado – se encontram sempre no mesmo bar, onde dividem experiências e problemas. Como não podia deixar de ser, boa parte do papo é sobre o sexo oposto.

Nova comédia nacional, E Aí, Comeu?, novo filme de Felipe Joffily, segue a mesma linha de “humor com cara de especial de tv”, já usado em tantos filmes recentes, como Cilada.com e Muita Calma Nessa Hora (dirigido pelo mesmo Joffily). E Aí, Comeu? é um pouco melhor que os dois exemplos citados, mas mesmo assim erra em cair na fórmula de sempre.

Como acontece freqüentemente, o forte aqui é como o elenco consegue desenvolver as gags. Baseado na peça homônima de Marcelo Rubens Paiva (co-autor do roteiro), E Aí, Comeu? não tem exatamente uma linha narrativa, o filme segue a sequência de piadas. Às vezes as piadas são boas, mas outras vezes, infelizmente, o filme se perde.

Marcos Palmeira e Bruno Mazzeo são grandes atores e têm bom timing para comédia; Emílio Orciollo Netto, o mais desconhecido do trio, não faz feio ao lado dos colegas. O cantor Seu Jorge também está muito bem, interpretando um garçom chamado, ironicamente, de “Seu Jorge” (rola até piada com isso no filme). Já o resto do elenco não está mal, mas está repleto de atuações burocráticas. Ainda no filme, Dira Paes, Tainá Müller, Laura Neiva, Juliana Schalch, Juliana Alves, Murilo Benício, Katiuscia Canoro e José de Abreu.

O roteiro de E Aí, Comeu? ainda sofre com alguns personagens desnecessários, como a de Juliana Alves, que senta à mesa, fala duas frases e levanta; pra depois voltar, falar mais duas frases e levantar de novo – e pra piorar, ela ainda fala uma piada desatualizada*.

Apesar disso tudo, o resultado final funcionou. A boa trilha sonora de Plinio Profeta ajuda o ritmo do filme, que flui leve entre as situações um pouco previsíveis, porém divertidas.

Boa opção nacional que estreia sexta agora (dia 22)!

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* Sobre a tal piada desatualizada: Juliana fala algo como “se formos falar de futebol, já saio em vantagem, porque meu time tem o Ronaldinho Gaúcho”. Timing fail – Ronaldinho saiu do referido time, e saiu brigado com a torcida…

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Nazis At The Centre Of The Earth

Crítica – Nazis At The Centre Of The Earth

Há tempos tinha curiosidade de ver um filme da produtora The Asylum. Por que não começar por um filme falando de nazistas no centro da Terra?

Uma equipe de pesquisadores na Antártida descobre um buraco, que os leva a um mundo subterrâneo, onde vivem nazistas que querem conquistar o mundo.

Antes de falar do filme, vamos falar da The Asylum. Produtora responsável por produções baratas lançadas direto em home video, a The Asylum ganhou fama por “pegar carona” nos grandes blockbusters. Um exemplo: na época do lançamento de Transformers, eles lançaram um filme chamado Transmorphers. Em sua defesa, a The Asylum alega que suas histórias são originais e não plágios. Mas que eles se aproveitam do sucesso dos grandes, isso é claro…

Com uma proposta dessas, claro que nunca veremos um filme bom sair da The Asylum. Mas quem me conhece sabe que sei apreciar um bom trash. Então, vamos à análise de Nazis At The Centre Of The Earth, já sabendo que se trata de um filme trash!

Bem, não é um trash dos piores, mas também está longe de clássicos como Bad Taste e Evil Dead. Os efeitos especiais poderiam ser melhores, hoje em dia não é caro fazer efeitos digitais convincentes. Mas a trama traz um plot twist genial quando revela o plano do vilão – gostei tanto desse plot twist que me fez relevar os diálogos ruins que infestam o filme.

No elenco, tive pena de ver a Dominique Swain, a Lolita da refilmagem feita em 1997 por Adrian Lyne. Não só o seu padrão de filme baixou significativamente como ela, que era bonita, mas está tão feinha… Ela não é o único nome “conhecido” – Jake Busey (filho do Gary Busey), de Tropas Estelares e Identidade, também está aqui. Mas acho que Busey nunca gerou esperanças de que seria um grande ator… De resto, só gente desconhecida.

O resultado final é um filme trash mediano. Dispensável, mas pode divertir quem estiver no clima certo.

Depois dos créditos rola uma curta cena. Claro, gancho pra continuação…

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XXY

Crítica – XXY

Há um tempo atrás, me dei um desafio: escrever sobre TODOS os filmes que vejo. Mas de vez em quando, repenso esta proposta, porque vejo uns filmes que não me dizem nada. É o caso deste XXY.

Filme argentino escrito e dirigido por Lucía Puenzo, XXY não é exatamente ruim. É um filme vazio, onde nada acontece. A história de Alex, que nasceu ao mesmo tempo menina e menino, poderia se desenvolver por vários caminhos interessantes, mas o filme não usa nenhum desses caminhos.

Pra piorar, o filme é recheado de simbolismos de duplo sentido que não sei se eram sérios ou pra fazer piada. Se XXY fosse uma comédia nonsense, a cena da cenoura sendo cortada seria engraçada; como é um drama sério, a cena ficou sem sentido. O mesmo podemos dizer sobre a tartaruga com membros decepados…

No elenco, duas decepções. Uma foi ver o grande ator argentino Ricardo Darín (O Segredo dos Seus Olhos) em um papel besta. Outra foi ver que a protagonista, Inés Efron, desperdiçou uma boa oportunidade de criar um personagem de sexualidade ambígua – sua Alex é 100% menina – sensação reforçada pelo fato da atriz passar metade do filme com os seios de fora.

Li um monte de elogios por aí pela internet, mas desta vez serei a voz discordante. Pra mim, XXY foi uma decepção.

Piranha 2

Crítica – Piranha 2

Continuação do divertido Piranha, dirigido por Alexandre Aja em 2010!

Depois dos eventos do primeiro filme, as piranhas pré-históricas agora se aproximam de um parque aquático. Claro, às vésperas da grande inauguração.

Desta vez, a direção ficou a cargo de John Gulager, que fez um bom trabalho em Banquete do Inferno, mas não tão bom em sua continuação, Feast II (preciso procurar o terceiro filme da série…). A produção aqui aparentemente tinha mais recusros que na trilogia Feast. O resultado ficou inferior ao primeiro Piranha, mas até que esse segundo filme é divertido.

Mais uma vez, o filme é em 3D. Este é o único tipo de 3D que defendo – não acho graça em usar o 3D para “dar profundidade” à cena. Gosto de ver soluções divertidas, o 3D sendo usado para atirar coisas na direção da câmera. Você precisa se abaixar pra se desviar da piranha que está vindo em sua direção!

O elenco é melhor do que o esperado para uma continuação de um filme assumidamente B. Temos pequenas participações de Christopher Lloyd e Ving Rhames, repetindo os papeis do primeiro filme; temos Gary Busey e Clu Gulager (pai do diretor) numa pequena cena inicial; e temos David Hasselhof, engraçadíssimo, interpretando ele mesmo. O papel principal ficou com Danielle Panabaker, forte candidata a “scream queen” do novo milênio (ela também esteve em Aterrorizada, A Epidemia e no remake de Sexta Feira 13 feito em 2009). Ainda no elenco, Katrina Bowden (Tucker And Dale Vs Evil), Matt Bush e David Koechner.

Algumas coisas funcionam bem justamente porque são caricatas ao extremo, como a cena de sexo com Katrina Bowden, ou toda a participação de David Hasselhof (ele corre em câmera lenta, ao som do tema de Baywatch!). Mas outras coisas ficaram over – tipo, boa sacada a arma na perna mecânica, mas aí a entra uma música nada a ver na trilha sonora e tudo fica em câmera lenta, e a cena perde o timing. Isso acontece algumas vezes durante o filme…

Isso sem contar com algumas incoerências brabas, como piranhas que são fortes, rápidas e inteligentes para destruir um pier, mas não conseguem chegar a tempo de atacar quem é derrubado do mesmo pier. Não, né?

Mas, quem se propõe a ver um filme como Piranha 2 vai curtir mais os momentos engraçados. E isso o filme tem de monte – assim como no primeiro filme, temos boa quantidade de nudez, muito sangue, muito gore e várias mortes legais. E tudo dentro de um adorável clima trash.

Pra quem curte, boa opção! E, pelo fim, são boas as chances de um terceiro filme…

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Kill List

Crítica – Kill List

Ex-militar, hoje Jay vive como matador de aluguel. Depois de uma missão que dá errado, ele fica meses sem trabalhar, até que aceita uma nova missão, onde tem que matar apenas três pessoas.

Produção inglesa independente, misto de ação e suspense com uma pitada de terror, Kill List tem um ritmo devagar, vamos descobrindo aos poucos os mistérios do protagonista Jay. A trama vai num crescente até a impactante parte final, onde os detalhes deixados ao longo da projeção são conectados. A violência gráfica rola em quantidade razoável ao longo do filme, e a cena final é bem forte – em certo aspecto, lembrou o polêmico A Serbian Movie (mas sem a parte sexual).

Kill List não tem nenhum nome conhecido envolvido, foi dirigido por Ben Wheatley e estrelado por Neil Maskell, MyAnna Buring, Michael Smiley e Emma Fryer (MyAnna Buring estava em Abismo do Medo, não conhecia nenhum dos outros). O elenco está ok, nenhum destaque positivo; tampouco nenhum negativo.

O fim do filme é bem confuso. Fui procurar explicações no fórum de leitores do imdb, vi que tem muita gente que não entendeu. Não acho que um filme precisa entrar em detalhes minuciosos sobre tudo, mas em alguns casos, explicar alguma coisa pode ajudar.

Filme “menor”, Kill List não vai mudar a vida de ninguém. Mas pode ser uma boa distração. Se você conseguir curtir o final, claro.

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Espelho, Espelho Meu

Crítica – Espelho, Espelho Meu

Depois de Branca de Neve e o Caçador, vamos ao outro filme sobre a Branca de Neve…

A história é a de sempre: órfã, Branca de Neve mora com sua madrasta, a Rainha Má. Quando Branca completa 18 anos, a Rainha tem planos para matá-la, e ser a mais bela do reino.

Espelho, Espelho Meu (Mirror, Mirror, no original) foi dirigido por Tarsem Singh, o mesmo de A Cela e Imortais. Por aí, a gente já consegue antecipar como será a sua versão do conto da Branca de Neve. Cenários grandiosos e estilizados, tudo muito cheio de pompa, tudo meio… carnavalesco. Singh é uma espécie de Joãosinho Trinta hollywoodiano.

Pra quem gosta do estilo, Espelho, Espelho Meu nem é ruim. Heu, particularmente, achei tudo muito plástico, muito artificial. Esse visual estilizado e farsesco até combina com alguns tipos de filmes, mas não gostei muito do resultado aqui.

A comparação com Branca de Neve e o Caçador é inevitável, né? Afinal, foram dois filmes simultâneos trazendo versões para o mesmo conto dos Irmãos Grimm… Bem, Branca de Neve e o Caçador foi lançado um pouco depois, mas é bem melhor que este Espelho, Espelho Meu – apesar da Kristen Stewart ser uma péssima Branca de Neve.

Sobre o elenco: Julia Roberts está bem como a Rainha, ela tem umas boas tiradas irônicas. Mas preferi a Rainha da Charlize Theron – enquanto Julia é má e ao mesmo tempo engraçada, Charlize é má “de verdade”. Já Lily Collins está melhor que Kristen Stewart. Mas aí também é covardia, qualquer uma seria melhor que Kristen… Ainda no elenco, Nathan Lane, Armie Hammer (o gêmeo Winklevoss de A Rede Social), Mare Winningham e uma ponta de Sean Bean. Todos estão no limite da caricatura, mas pelo estilo do filme, até que funciona.

Novo parágrafo para falar dos anões. Se em Branca de Neve e o Caçador os anões eram interpretados por atores “normais” alterados digitalmente, aqui são sete atores anões, quase todos desconhecidos (acho que só reconheci Martin Klebba, da série Piratas do Caribe). E eles têm boa química juntos, fazem um bom time. Ponto positivo!

Ainda preciso falar do número musical bollywoodiano que encerra o filme. Sei lá, achei que não teve nada a ver. Achei meio fora de propósito.

Ainda me falaram de outra versão, mais antiga, com a Sigourney Weaver como Rainha Má. Vou procurar…

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God Bless America

Crítica – God Bless America

Frank é um homem de meia idade, frustrado com a vida e com problemas de relacionamento com a filha, que mora com sua ex. Ao mesmo tempo que é demitido injustamente, descobre que tem uma doença terminal. Resolve então aproveitar o resto de sua vida, matando pessoas inúteis – desde participantes de reality shows e homofóbicos até pessoas que falam ao celular dentro do cinema.

O que me chamou a atenção para este filme foi o nome do diretor/ roteirista Bobcat Goldthwait. O leitor pode não ter boa memória, mas heu me lembro bem dele, era o Zed, um dos melhores personagens da série Loucademia de Polícia. Não ouço falar dele há tempos, mas a sinopse do seu filme pareceu interessante.

Logo no início de God Bless America, uma cena quase estraga o filme. Frank tinha um objetivo interessante ao longo do filme: atacar pessoas falsas e vazias. A invasão ao apartamento vizinho – justamente a cena inicial – muda o alvo, para algo que não tem nada a ver. Vou falar que quase perdi a vontade de continuar a ver o filme. Felizmente, a cena inicial é exceção. O foco do filme é outro, muito mais interessante.

A ideia da crítica social é interessante. A nossa sociedade é cheia de pessoas que idolatram valores errados, e muitas vezes temos vontade de atacar essas pessoas. Goldthwait consegue levantar a questão, mas, infelizmente, se perde no desenvolvimento. Alguns diálogos parecem forçados, parece que Goldthwait queria defender algumas ideias, mas se perdeu no meio do caminho.

O elenco é composto basicamente de dois atores (tem mais, mas todos em papeis pequenos), os pouco conhecidos Joel Murray, como Frank, e Tara Lynne Barr, como a adolescente que o acompanha. A química entre os dois é interessante, ambos fazem um bom trabalho. God Bless America ainda traz uma boa quantidade de violência gráfica, e uma boa dose de humor negro.

O resultado final fica abaixo de obras como Assassinos Por Natureza, do Oliver Stone. Mas serve para levantar a discussão sobre a futilidade da sociedade onde vivemos.

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