1066 – The Battle For Middle Earth

1066 – The Battle For Middle Earth

Mini-série da tv inglesa, 1066 – The Battle For Middle Earth usa o formato de documentário para contar uma épica saga de três grandes batalhas que aconteceram na Inglaterra no ano de 1066. Os ingleses tiveram os vikings como inimigos em Midland e Stamford Bridge, e depois andaram 200 milhas para enfrentar normandos em Hastings.

O que é interessante aqui é a mudança do foco. Em vez de acompanharmos nobres ou guerreiros, vemos tudo sob o ponto de vista do camponês comum que foi recrutado para lutar na batalha.

Também é legal ver tudo como se fosse um documentário. Claro que não tinha como ser um documentário de verdade, não existem imagens feitas em 1066, isso aconteceu há quase mil anos! Atores representam supostos personagens das batalhas de 1066.

O sub-título do filme – “The Battle For Middle Earth” – pode gerar alguma confusão, pois a saga O Senhor dos Aneis também usa o local “Middle Earth”. Mas 1066 não tem nada a ver com os livros de Tolkien e os filmes de Peter Jackson, a não ser um ou outro nome – os ingleses chamam os normandos de “orcs”, sei lá por qual motivo.

O único ator conhecido não aparece, é o narrador Ian Holm, que, coincidência ou não, interpretou Bilbo Bolseiro na saga de Peter Jackson, o que pode ajudar na confusão… O resto do elenco, de rostos desconhecidos, está ok.

O visual traz alguns cenários naturais bem bonitos, e as batalhas têm algum sangue, mas nada excessivo.

Com aproximadamente três horas de duração, 1066 – The Battle For Middle Earth não é essencial, mas é uma boa opção para os fãs do gênero.

Santuário

Santuário

A divulgação do filme usa o nome de James Cameron e promete algo do nível de Avatar. Será que Santuário é isso tudo?

Um time de espeleólogos / mergulhadores está em uma enorme caverna, ainda inexplorada, quando uma tempestade tropical pega todos de surpresa e os força a procurar uma nova saída.

Bem, a divulgação não mentiu ao usar o nome de Cameron. Ele é produtor do filme. Aliás, me parece que Santuário foi uma espécie de laboratório para experimentar as câmeras usadas em Avatar – esta é a conexão entre os filmes.

O resultado é o ponto positivo de Santuário. O visual das imagens submersas é lindíssimo, principalmente se visto em 3D.

Mas belas imagens têm pouco valor se não forem acompanhadas de uma história. O roteiro de Santuário é fraquinho… O filme é repleto de clichês, e os personagens são todos exagerados.

No elenco, nenhum grande nome. Ioan Gruffudd esteve em Rei Arthur e Quarteto Fantástico e Richard Roxburgh, em Missão Impossível 2 e Van Helsing. De resto, ninguém digno de nota.

No fim, fica aquela impressão que, se Santuário tivesse um bom roteiro, poderia, talvez, ser um filme interessante. Mas, não, só vale pelas belas imagens subaquáticas.

As Melhores Coisas do Mundo

As Melhores Coisas do Mundo

As Melhores Coisas do Mundo acompanha um mês da vida de Mano, um adolescente de 15 anos, que vive os dramas normais da sua idade: amizades, perda da virgindade, paixões não correspondidas, bullying, etc.

O filme é um excelente retrato da adolescência contemporânea brasileira – talvez o melhor já feito no cinema nacional. A diretora Laís Bodanzky (Bicho de Sete Cabeças) e o roteirista Luiz Bolognesi se basearam na série de livros Mano, de Gilberto Dimenstein e Heloísa Prieto, mas também pegaram depoimentos de adolescentes de escolas paulistanas para dar uma aprimorada no texto. E o resultado final ficou muito bom.

O elenco traz alguns atores veteranos, como Denise Fraga, Caio Blat e Paulo Vilhena, misturados com jovens com pouca ou nenhuma experiência em atuação. Francisco Miguez faz um bom trabalho como Mano, mas não podemos dizer o mesmo sobre Fiuk (o filho do Fábio Jr.), que interpreta Pedro, seu irmão mais velho.

Se o roteiro funciona bem, a parte técnica tem suas falhas. E aí a gente cai num problema que atinge boa parte do cinema nacional: o som. Por que quase todo filme nacional tem o som embolado? Por que quase todo filme nacional tem diálogos que se tornam incompreensíveis? E alguns atores, provavelmente por falta de preparação vocal, ainda pioram a situação. Metade das frases proferidas por Fiuk e pela menina novata Gabriela Rocha são incompreensíveis.

O fim do filme nem é ruim. Mas vou falar que poderia ser menos óbvio, parecia final previsível de comédia romântica…

No fim, ao colocar prós e contras na balança, As Melhores Coisas do Mundo é um bom programa, uma prova que existe inteligência no cinema jovem nacional.

The Informers – Geração Perdida

The Informers – Geração Perdida

Los Angeles, 1983. Várias histórias com personagens de moral duvidosa se entrelaçam, envolvendo sexo, drogas, violência e AIDS.

Sabe quando um filme parece que vai ser legal, mas quando acaba, a gente fica com a sensação de que nada aconteceu em uma hora e quarenta minutos?

Algumas coisas me atraíam neste filme. A trama é ambientada em 1983 – gosto dos anos 80 – e o roteiro é baseado num livro de Brett Easton Ellis, o mesmo do cultuado (e oitentista legítimo) Abaixo de Zero. O roteiro traz alguns nomes legais, como Winona Ryder, Billy Bob Thornton, Mickey Rourke e Kim Basinger, e ainda tem a bonitinha Amber Heard, de Zombieland, com pouca roupa em quase todas as suas cenas. É, The Informers prometia…

Mas os personagens entram e saem da tela, as cenas passam, e nada interessante acontece.

São muitos personagens e várias subtramas, e algumas delas são bem sem graça. Talvez seja este o problema, talvez se o roteiro fosse mais enxuto, menos personagens, e se aprofundasse mais em menos subtramas, o filme ia ser mais interessante. Por exemplo, na minha humilde opinião, aquela história do pai que leva o filho ao Havaí era dispensável, era melhor aprofundar mais na trama do Mickey Rourke e o misterioso sequestro, ou então no popstar drogado Bryan Metro.

Pelo menos o visual do filme é muito legal, a ambientação oitentista é perfeita. E o elenco, de um modo geral, está bem. Pena que falta história…

p.s.1: Li no imdb que o livro original traz uma subtrama com um vampiro, que seria interpretado por Brandon Routh. Vampiros estão meio batidos hoje em dia, mas talvez fosse uma boa pro filme sair do marasmo.

p.s.2: Fiquei esperando pra ver se os personagens de Mickey Rourke e Kim Basinger se encontravam. Ia ser engraçado rever a dupla de 9 1/2 Semanas de Amor 23 anos depois. Principalmente porque ela virou uma cinquentona bonita, e ele está cada dia mais feio!

Corrida Mortal 2

Corrida Mortal 2

Apesar do número “2” no título, na verdade trata-se de um prequel do filme Corrida Mortal, de 2008.

No primeiro Corrida Mortal, o personagem de Jason Statham é chamado para tomar o lugar de um corredor morto, o lendário Frankenstein, em uma violenta corrida de carros dentro de uma grande penitenciária, transmitida ao vivo pelo pay per view. Este prequel mostra a origem da corrida e do piloto Frankenstein.

Corrida Mortal 2 tem seus méritos e seus defeitos. Vou falar primeiro do lado bom.

A história é repleta de clichês, mas isso já era esperado, afinal, o primeiro filme também é. O que é legal é como os clichês são mostrados. O filme é cheio de câmeras lentas estilosas e ângulos de efeito – plasticamente, o visual do filme é muito legal.

Ou seja, temos um bom filme de ação, com boas cenas de corridas de carro, muita pancadaria, muitos tiros e muitas explosões, tudo isso com o visual requintado. Só isso já é meio caminho andado para uma boa diversão.

Mas tem que ter um lado ruim, né? Não sei se foi inexperiência do diretor Roel Reiné ou do roteirista Tony Giglio (nenhum dos dois tem nada relevante no currículo), não sei se achavam que por ser um lançamento direto para o video o filme mereceria menos cuidado (o que heu discordo). Mas achei algumas coisas forçadas demais. A troca entre a “luta mortal” e a “corrida mortal” foi ok. Mas, numa prisão dividida entre vários guetos, todos exalando ódio entre si, sortear um piloto pra trabalhar com uma equipe nunca ia funcionar. A não ser, claro, que o piloto tenha a sorte do mocinho Lucas, que não só ganhou seus únicos três amigos como equipe como ainda ganhou a co-pilota com quem ele flertara na véspera. Assim fica fácil…

O roteiro traz algumas incoerências assim – outro exemplo são as mulheres morrendo como co-pilotos e ninguém dando bola pra isso; ou o vilãozão malvadão que tem acesso a tudo dentro da penitenciária mas precisa de um intermediário pra tentar chegar no mocinho. Se a gente não der bola pra esses “detalhes”, o filme é até divertido…

O papel principal coube ao pouco conhecido Luke Goss. Alguns rostos mais conhecidos, como Ving Rhames, Danny Trejo e Sean Bean, têm papeis coadjuvantes, junto com as belas Lauren Cohen e Tanit Phoenix.

Enfim, o filme é legal, mas perdeu a oportunidade de ser melhor, era só ter cuidado um pouco melhor do roteiro.

The Big Bang

The Big Bang

Com edição ágil, personagens cool e efeitos especiais legais, lembrando o estilo do Guy Ritchie, The Big Bang é uma agradável surpresa.

O detetive particular Ned Cruz (Antonio Banderas) está sendo interrogado por três policiais, que querem saber por que todos que cruzaram o seu caminho nos últimos dias – desde que ele começou a procurar uma stripper – apareceram mortos.

The Big Bang foi dirigido por Tony Krantz, que não tem muita experiência como diretor, mas está desde o fim dos anos 90 produzindo filmes e séries. Gostei desse filme, vou procurar os outros dois que ele dirigiu…

O elenco de The Big Bang não tem nomes “arrasa quarteirão”, mas é acima da média: Antonio Banderas, Sienna Guillory, Autumn Reeser, Thomas Kretschmann, William Fichtner, Delroy Lindo, Sam Elliott, James Van Der Beek, Jimmi Simpson, Rebecca Mader, Snoop Dogg e o grandalhão Robert Maillet.

(Aliás, como estão bonitas Sienna Guillory e Autumn Reeser! E a cena da nudez de Reeser mostra que nem sempre a nudez precisa ser gratuita…)

O roteiro é bem construído e faz bom uso dos flashbacks. Toda a história é contada por Cruz, que vai revelando aos poucos os detalhes da trama. E a cereja do bolo são os efeitos especiais, simples e bem colocados, usando referências à física. Muito legal!

The Big Bang não tem pretensões de ser um grande filme, e isso é positivo. O resultado final é um aprazível filme “moderninho”.

Pelo que li no imdb, The Big Bang ainda não foi lançado, mas já existe para download. Curioso, não?

The Graves

The Graves

Outro dia, navegando pela web, vi um site falando de um festival de filmes de terror, o Horrorfest. Da lista dos 8 filmes indicados, já tinha visto dois, o interessante Lentes do Mal e o caricato Zombies of Mass Destruction. Baixei mais um pra ver qualé, este The Graves.

A trama é simples: duas irmãs bonitinhas e inseparáveis estão viajando de carro quando param numa cidadezinha onde coisas estranhas acontecem.

Podemos dividir The Graves em três partes. O primeiro terço traz uma premissa interessante, o filme até parecia promissor. Já o segundo terço é bem mais fraco. E o terço final é inacreditavelmente ruim!

Vamos por partes. A ideia inicial é batida, mas é boa. Duas irmãs vão parar numa cidade de malucos no meio do nada. Isso, nas mãos certas, pode render uma boa diversão – além do mais porque um elemento sobrenatural é acrescentado logo de cara à história.

Mas aí vem o desenrolar disso. A atriz Clare Grant não convence ninguém naquele jogo de gato e rato. O filme cai, e muito, nessa parte.

Mas o pior ainda estava por vir. O trecho do pastor Tony Todd é ridículo! E aquele “cheiro que deixa as pessoas loucas” é tão constrangedor quanto o “vento que faz as pessoas cometerem suicídio” de Fim dos Tempos!

Li na internet que o diretor e roteirista Brian Pulido é também escritor de quadrinhos. Deve ser por isso que a trama tenta forçar uma barra pra falar de quadrinhos, quando o assunto não tem nada a ver com a história. Anyway, não li os quadrinhos do cara, mas recomendo a ele que fique com eles e deixe o cinema para quem tem mais talento para isso.

Alguns comentários sobre o elenco. As meninas Clare Grant e Jillian Murray são bonitinhas, mas não são lá grandes coisas como atrizes. Principalmente Clare Grant, mais bonita que a outra, e pior atriz também. O elenco também traz dois nomes de peso relativos a filmes de terror: Bill Moseley e Tony Todd. Moseley, que esteve em filmes como O Massacre da Serra Elétrica 2 e Rejeitados Pelo Diabo, não faz feio em sua pequena participação. O mesmo não podemos dizer de Todd, o Candyman em pessoa – o seu pastor é patético, senti vergonha de ver aquilo.

Ainda preciso falar dos efeitos especiais. Na boa, hoje em dia não é difícil fazer um filme de baixo orçamento com efeitos decentes. Os efeitos aqui são toscos, toscos, mas tão toscos que nem sei se quero falar sobre eles… Só digo uma coisa: preste bem atenção quando aparecer o primeiro cadáver. Porque será o único mostrado, todos os outros estão fora do ângulo da câmera.

Enfim, agora estou na dúvida se procuro outros filmes do Horrorfest. E o pior é que achei no wikipedia uma lista com todos os filmes de várias edições! Vou tomar coragem…

Território Restrito

Território Restrito

Um painel sobre imigrantes de diferentes nacionalidades lutando pela legalização em Los Angeles. O filme lida com problemas com a fronteira, fraude de documento, processo de obtenção do green card, locais de trabalho para imigrantes ilegais, naturalização, terrorismo e, claro, choque de culturas.

Território Restrito é um daqueles filmes de narrativa fragmentada, mostrando vários personagens que nem sempre se cruzam. Já vimos isso antes, isso às vezes funciona, mas nem sempre. O resultado aqui é mediano.

O que gostei é que o filme escrito e dirigido por Wayne Kramer não levanta bandeiras. Em algumas subtramas, os EUA são os “mocinhos”; em outras, são os vilões. Várias raças diferentes são mostradas, e cada uma tem um caminho diferente, independente da imagem que teremos sobre o país onde querem entrar.

É difícil falar sobre o elenco de um filme assim, afinal, cada ator tem muito pouco tempo na tela. Mas deu pena da Alice Braga. Lembro que falaram do Rodrigo Santoro em As Panteras, porque ele não falava nada. Mas seu papel não era tão pequeno. Alice Braga contracena com Harrison Ford, mas só aparece em uma única cena! Sua personagem continua sendo citada, mas ela já devia estar no set de outro filme… Além dos dois, o elenco conta com Ray Liotta, Ashley Judd, Jim Sturgess, Cliff Curtis, Alice Eve, Lizzy Caplan e Sarah Shahi.

O ritmo é um pouco lento, mas a narrativa fragmentada traz fluidez ao filme, que não fica chato em nenhum momento.

Território Restrito não é um filme essencial, mas pode ser uma boa opção.

P.s.: Curiosidade sobre o poster nacional: rolou uma “photoshopada”. No poster original, não era a Alice Braga, era o Ray Liotta à direita…

Você Vai Conhecer o Homem dos Seus Sonhos

Você Vai Conhecer o Homem dos Seus Sonhos

O quadragésimo primeiro filme do Woody Allen!

Depois de quarenta anos de casamento, Alfie (Anthony Hopkins) se separa de Helena (Gemma Jones) e sai em busca da juventude perdida. Arrasada, Helena passa a consultar uma vidente. Ao mesmo tempo, sua filha Sally (Naomi Watts) precisa administrar o desejo pelo seu novo chefe, Greg (Antonio Banderas), com a crise em seu casamento com Roy (Josh Brolin), um escritor picareta que fez sucesso só com seu livro de estreia e enfrenta crises criativas enquanto flerta com sua vizinha violonista Dia (Freida Pinto).

Você Vai Conhecer o Homem dos Seus Sonhos não é um grande filme. Allen já fez coisa melhor. Mesmo assim, não vai decepcionar seus fãs.

Parece que Allen descobriu uma boa fórmula para se fazer um filme: junte uma história simples, construa bons personagens e chame bons atores para interpretá-los. Pronto! Você pode não ter um grande filme em mãos, mas pelo menos tem um filme melhor do que a média que rola por aí. E, se a gente se lembrar que Allen está com mais de setenta anos e faz quase um filme por ano, acho que tá valendo.

Você Vai Conhecer o Homem dos Seus Sonhos segue esse caminho. O filme vale pelo elenco, afinal, não é todo dia que temos Anthony Hopkins, Naomi Watts, Antonio Banderas, Josh Brolin, Freida Pinto, Gemma Jones e Anna Friel juntos, né?

Já o roteiro, bem, na minha humilde opinião, acho que muitas pontas foram deixadas soltas. Custava ter dado alguns fins nas várias histórias? Muita coisa ficou sem explicação. E sem necessidade.

Achei um detalhe técnico curioso: muitas cenas são filmadas sem cortes, com uma única câmera acompanhando o diálogo. Isso faz muitos personagens ficarem de costas para a tela enquanto falam. Definitivamente, isso é incomum!

Como disse lá no começo, Você Vai Conhecer o Homem dos Seus Sonhos não é uma obra prima, mas é um filme agradável e não vai decepcionar os fãs de Woody Allen.

13º Andar

13º Andar

Depois de rever Cidade das Sombras, revi 13º Andar.

O pesquisador da informática Hannon Fuller fez uma descoberta muito importante e está prestes a revelar para o seu colega Douglas Hall, mas, para evitar ser seguido, deixa uma carta em um mundo virtual criado por ambos. Logo depois, Fuller é assassinado. Douglas agora precisa descobrir onde está escondido o segredo – em qual dos mundos?

13º Andar é uma ficção científica diferente daquelas de visual futurístico com naves espaciais e mundos extraterrestres. O filme explora realidades virtuais, assim como Cidade das Sombras, feito um ano antes, e Matrix, lançado pouco depois. Achei curioso ver como imaginávamos a realidade virtual uma década atrás, depois de uma temporada inteira de Caprica e seus holobands – como será que vamos ver os holobands daqui a dez anos?

Um parágrafo para falar do trio Matrix – Cidade das Sombras – 13º Andar. Heu tinha visto 13º Andar há muito tempo, uma vez só, na época do lançamento, e achava que era mais parecido com Matrix. Mas não é. Cidade das Sombras sim, se fosse lançado depois, poderia ser acusado de plágio (foi lançado um ano antes), ambos falam de um cara que “acorda” em um mundo que na verdade é uma ilusão, e lutam contra esta ilusão. Mas 13º Andar não tem a mesma história, apenas usa a mesma premissa da vida em uma realidade virtual. Vale ressaltar que Matrix é o mais famoso dos três (e também o melhor), mas foi o último a ser lançado – por isso as comparações são válidas.

(Tem gente que inclui Existenz, também de 1999, nesta mesma lista. Mas aí já acho mais diferente, já que se trata de um jogo que usa realidade virtual.)

Voltando ao filme…

13º Andar foi escrito e dirigido por Josef Rusnak, e na minha humilde opinião, ele fez um bom trabalho. Curiosamente, ele não tem mais nada digno de nota no currículo…

Como falei, o visual de 13º Andar não lembra nem um pouco um filme de ficção científica. Parte do filme se passa nos dias de hoje, parte se passa no ano de 1937, em uma excelente reconstituição de época. Só algumas cenas isoladas têm “cara” de ficção científica.

O papel principal coube a Craig Bierko, que não está aí atéhoje, mas nunca alcançou o estrelato, nunca fez nada muito conhecido. Os coadjuvantes são melhores: Armin Mueller-Stahl (Shine, Anjos e Demônios) e Vincent D’Onofrio (Nascido Para Matar, Ed Wood) dão show, como sempre. O elenco ainda conta com Gretchen Mol e Dennis Haysbert.

Visto dez anos depois, 13º Andar ainda vale a pena!

p.s.: Existe outro 13º Andar, feito em 2007, estrelado pelo Stephen Dorff. Mas esse heu não vi, não sei se é bom!