The Oxford Murders / Los Crimenes de Oxford

The Oxford Murders / Los Crimenes de Oxford

Na Universidade de Oxford, um professor inglês (John Hurt) e um aluno americano (Elijah Wood) ajudam a polícia a tentar solucionar uma série de crimes aparentemente ligados a símbolos matemáticos.

O filme é daquele tipo “mistérios misteriosos”, onde a gente fica tentando adivinhar quem será o próximo a morrer, como e por que, e logo vem uma virada de roteiro que nos joga em outra direção. Neste ponto, o filme flui bem, apesar da trama ser um pouco confusa. O problema é que certas coisas na história parecem meio forçadas demais, e aí o que antes funcionava perde a credibilidade.

Sou fã do diretor espanhol Álex de la Iglesia. Gosto de quase todos os seus filmes: Ação Mutante, O Dia da Besta, Perdita Durango, A Comunidade, Crime Ferpeito… Todos trazem um delicioso ar de filme B, um irresistível humor meio trash. Bem, quase todos. Este The Oxford Murders não tem cara de Álex de la Iglesia… Não falo isso só porque o filme se passa na Inglaterra e os atores principais são hollywoodianos. Perdita Durango é em inglês e se passa na América! The Oxford Murders simplesmente parece ser feito por outra pessoa. Não é um filme ruim, apenas não tem a cara do diretor.

Elijah Wood e John Hurt estão bem em seus papéis, o aluno e o professor que desconfiam um do outro. Nos papéis femininos, temos Julie Cox e Leonor Watling (o único nome espanhol no elenco principal). O francês Dominique Pinon faz um pequeno e importante papel.

A trama usa muitas referências matemáticas e é um pouco difícil de acompanhar, mas pelo menos a solução do filme tem uma certa lógica, apesar de também soar meio forçação de barra – ainda não “enguli” o terceiro assassinato, e achei muita viagem o quarto.

Não vi nada sobre este filme aqui no Brasil, apesar dele ser de 2008. Nem título em português! Por enaquanto, só via download…

Dr. Horrible’s Sing-Along Blog

Dr. Horrible’s Sing-Along Blog

Um musical, estrelado pelo Neil Patrick Harris (o Barney de How I Met Your Mother), sobre um cara que quer se tornar um vilão de quadrinhos, e chamado “o blog ‘cante-comigo’ do Dr Horrível”? Esse é daqueles que a gente PRECISA ver!

Dr Horrível (Neil Patrick Harris) é um aspirante a super-vilão, que quer entrar na “Evil League of Evil” (algo como a “Malvada Liga do Mal”). Seu grande inimigo é o super herói Capitão Martelo (Nathan Fillion), e, tímido, ele tem um amor platônico por Penny (Felicia Day), uma menina ruiva que frequenta a lavanderia.

Trata-se de uma minissérie. Mas “mini”, mesmo! São 3 capítulos curtinhos, tudo dura pouco mais de 40 minutos. Foi feito para a internet, nunca passou na tv convencional.

O clima trash é genial! Situações hilariantes e bizarras embaladas por músicas cantadas por todo o elenco! Claro, não vai agradar a todos, os mais caretas vão torcer o nariz. Mas, convenhamos, não é qualquer um que vai ver um musical com uma sinopse esquisita assim e vai sair correndo pra assistir, né?

Dirigido por Joss Whedon, cultuado por séries como Buffy e Firefly, Dr. Horrible’s Sing-Along Blog traz no elenco, além dos três nomes já citados, Simon Helberg, o Wolowitz de The Big Bang Theory, como Moist, ajudante do Dr. Horrível.

Não gostei do fim, achei um tanto abrupto. Me parece que deve ter uma continuação, afinal, se terminar assim, será um fim digno de Lost… 😉

Que venha a “segunda temporada” de Dr. Horrible’s Sing-Along Blog!

Príncipe da Pérsia: As Areias do Tempo

Príncipe da Pérsia: As Areias do Tempo

Dastan era um garoto de rua, órfão, que foi adotado pelo rei da Pérsia. Anos depois, quando o rei morre, Dastan, já adulto, é acusado injustamente pelo assassinato, ao mesmo tempo que descobre uma adaga mágica com poder de voltar no tempo.

Mais um filme baseado em videogame. Quem me lê por aqui sabe que não tenho o hábito de jogar videogames. Quando vejo um filme baseado em jogo, meu foco é o filme, se é bom ou ruim, não me importo se este é fiel ou não ao jogo.

A diferença aqui, pelo menos pra mim, é que conheci a versão “jurássica” deste jogo. Meu primeiro computador, em meados dos anos 90, era um XT daqueles com monitor verde monocromático. E tinha Prince of Persia nele! Joguinho simples, coerente com o hardware da época. Mesmo assim, muito divertido, e impressionantemente bem feito para um computador que só usava disquetes daqueles grandões!

Se o filme é fiel ao jogo? Sei lá. Alguns lances no início, quando Dastan ainda é criança, lembram o jogo tosco. O resto, não sei mesmo…

Deixemos o jogo de lado e falemos do filme. Trata-se de uma parceria Disney com o barulhento produtor Jerry Bruckheimer – a mesma parceria de Piratas do Caribe. Daí dá pra gente ter uma ideia do que vem pela frente: sim, é uma espécie de Piratas da Pérsia

É um eficiente filme-pipoca. Tem alguns momentos muito bons. Também tem suas falhas, claro. Mas, no geral, achei o saldo positivo.

Acho que um dos principais lances negativos é que, como se trata de um filme Disney, a violência é comedida e o sangue, inexistente. Pô, o filme pedia um pouquinho de sangue, né?

Os efeitos especiais, claro, são espetaculares. O efeito da adaga é sensacional! E, nas cenas de luta, rolam vários lances em câmera lenta, dá pra ver tudo, sem o habitual problema de câmeras tremendo. E outra coisa legal é que no jogo Dastan é uma espécie de praticante de parkour, o cara pula, escala paredes, se pendura, pula entre prédios…

Outro ponto alto é a fotografia. Belíssimas paisagens, e rolam uns travellings maneiríssimos pelas cidades – sei que deve ser tudo computador, mas, e daí? Ficou legal!

O elenco tem um problema: por que não usar um ator com ascendência árabe para ser o “príncipe da Pérsia”? Nada contra Jake Gyllenhaal, mas o cara é ocidental demais! Ben Kingsley, pelo menos, tem o physique du rôle necessário… Alfred Molina, como o comerciante 171 bonachão usado como alívio cômico, também funciona bem.

Independente disso, um nome merece um parágrafo à parte: Gemma Arterton. Mesmo sem ter uma beleza que chama a atenção como uma Monica Bellucci ou uma Megan Fox, ela conseguiu algo difícil: emplacou dois blockbusters seguidos – ela também está em cartaz como o principal nome feminino de Fúria de Titãs. Olha, se ela souber capitalizar, será uma estrela de primeira linha logo logo.

Achei o fim do filme meio forçado, mas não vou dizer mais por causa de spoilers. Mesmo assim, é uma boa diversão-pipoca. E tudo indica que, assim como Piratas do Caribe, teremos uma trilogia…

Fúria de Titãs (2010)

Fúria de Titãs (2010)

Depois de rever o Fúria de Titãs original, fui ao cinema checar a refilmagem!

A história não é exatamente igual à do primeiro filme, mas é bem parecida. O semi-deus Perseu, filho de Zeus com uma humana, luta contra monstros mitológicos como a Medusa e o Kraken, para salvar a cidade de Argos.

Bem, é claro que precisamos fazer uma comparação entre o original e a refilmagem, né? Pois bem, a nova versão tem méritos e defeitos.

Tem algumas coisas que não entendo. Por que desprezaram Bubo, a corujinha robô? Ela aparece, rapidamente, para dizerem que ela não será necessária. Outra coisa deixada de lado foi o romance com a princesa Andromeda. Devem ter pensado que o filme ficaria mais “mulherzinha”. Mas achei isso bem nada a ver, principalmente porque acaba rolando outro interesse romântico para Perseu. Mais uma coisa: Pegasus negro? Como assim? Pegasus sempre foi branco! Este foi um dos piores exemplos de politicamente correto da história!

Tem outras coisinhas. Algumas coisas foram alteradas, mas não ficaram nem melhores, nem piores, apenas diferentes. Mesmo assim, me pergunto: por que mudar coisas como a origem dos escorpiões gigantes e a história de Calibos?

O filme tem outro problema, infelizmente comum em filmes de ação dos dias de hoje. As lutas parecem filmadas por câmeras com problemas epiléticos. Tudo treme demais! Sabe a cena dos escorpiões gigantes? Não consegui contar quantos são os escorpiões!

Mas nem tudo piorou. Gostei muito do personagem Hades, que não existia na primeira versão. Gostei também de alguns cenários, como o lugar onde as bruxas moram. E o que pedia melhores efeitos, claro, também ficou melhor. Sou fã do stop motion de Ray Harryhausen, mas admito que aquilo era tosco. O Kraken, a Medusa, o vôo do Pegasus, tudo isso ficou muito legal.

A direção desta refilmagem ficou a cargo de Louis Leterrier, diretor francês que tem bom currículo com filmes de ação – ele fez os dois primeiros Carga Explosiva e O Incrível Hulk com o Edward Norton (o filme do Hulk com o Eric Bana é do Ang Lee!).

O elenco traz no papel principal um dos nomes mais badalados do momento, Sam Worthington, protagonista de Avatar e do novo Exterminador do Futuro. E temos alguns grandes atores em papéis secundários, como Liam Neesson e Ralph Fiennes como Zeus e Hades – será que rolou uma lembrança da época de A Lista de Schindler? E também tem Pete Postlethwaite como o pai de Perseu. Ainda no elenco: Gemma Arterton (que também está em Príncipe da Persia), Elizabeth McGovern, Jason Flemyng, Alexa Davalos e Mads Mikkelsen.

Enfim, bom filme-pipoca para ser visto nos cinemas, na tela grande. Mas o original ainda é melhor…

Top 10: Maiores Mistérios de Lost

Top 10: Maiores Mistérios de Lost

Lost acabou, e deixou centenas de perguntas sem resposta, o que desagradou a maioria dos fãs. Vários sites pululam pela internet com discussões sobre estas questões.

Mas acho que tem um monte de perguntas importantes que estão sendo deixadas de lado. Ora, qual a importância de saber o porque da estátua ter apenas quatro dedos? Mickey Mouse sempre teve quatro dedos e ninguém nunca levantou teorias para explicar!

Então, deixemos de lado perguntas sem importância como quem é Henry Gale, por que as referências egípcias ou o que significava a luz dentro da caverna. Aqui falaremos de questões realmente pertinentes! 😛

Lembrando claro, dos outros Top 10 que já rolaram aqui no blog. Outro dia mesmo fiz um com os melhores momentos de Lost. Além deste, temos filmes de zumbi, filmes com nomes esquisitos, filmes sem sentido, personagens nerds, estilos dos anos 80, melhores vômitos, melhores cenas depois dos créditos, melhores finais surpreendentes, melhores cenas de massacre, filmes dos ano 80 e 90 nunca lançados em dvd no Brasil, estilos de filmes ruins, casais que não convencem, musicais para quem não curte musicais e melhores frases de filmes. Visitem!

Vamos a elas?

10- Por que Sayid fica com Shannon na realidade paralela, se o seu grande amor sempre foi a Nadia?

Por que? Será que a atriz que fez Shannon tinha no contrato que precisava voltar? Só porque ela é loirinha e bonitinha padrão americana enquanto a outra é árabe? Que preconceito!

9- Por que questões levantadas há temporadas atrás foram deixadas de lado?

Não sei se foi esquecimento ou desleixo. Mas teve um monte de coisas que foram simplesmente ignoradas. Por exemplo, lembram de uma tal caixa mágica citada por Ben na terceira temporada? Cadê? E aquele papo do mostro de fumaça não sair da ilha? Por que ele apareceu pro Jack no hospital?

8- Por que o Hurley não emagrece?

Ok, o cara tinha um esconderijo de comida e quando saiu da ilha virou milionário, então poderia ter engordado de volta. Mas, caramba, foram pelo menos duas estadias na ilha, e nada de emagracer?

7- O que era pra ser o Lostzilla antes de inventarem o monstro de fumaça?

Vocês se lembram da primeira aparição do Lostzilla? O chão tremia, árvores eram arrancadas, a gente ouvia um barulho metálico. Com certeza não era pra ser um monstro de fumaça!

6- Por que ninguém conversava sobre o que encontrava na ilha?

Vocês repararam que, ao longo da série, sempre que alguém descobria algo, não contava pra ninguém? “Que legal, descobri uma nova estação da Dharma cheia de paradas legais, mas não vou contar pro meu colega náufrago do meu lado…”

5- Por que a teoria do limbo foi rejeitada?

Desde a primeira temporada, a primeira coisa que se falou pelos quatro cantos do mundo era “eles estão mortos!”. Esta teoria sempre foi rejeitada pelos roteiristas. Por que então eles resolveram usar a mesma teoria para explicar a realidade paralela?

4- Por que os roteiristas inventaram um personagem criança?

Santa falta de planejamento, Batman! Como é que criam uma história que se desenvolverá por alguns anos e um dos personagens-chave é uma criança, no caso, o pequeno e especial Walt? Claro que ele não estará no fim, afinal, o ator cresceu e hoje deve ser um marmanjo maior que metade do elenco!

3- Por que os melhores personagens foram estragados?

Locke era um excelente personagem. Morreu. Benjamin Linus, quando surgiu, era maquiavélico. Depois virou um banana. Desmond, no início, era um apaixonado alucinado. Virou outro banana. Não era melhor estragar personagens bobos, como Kate e Jack?

2- Será que hoje J. J. Abrams repetiria a frase: “Nunca perdemos o controle. Ao fim da trama, todas as pontas se ligarão.”?

Esta frase foi dita no meio do caminho. Será que ele seria capaz de repetí-la hoje?

1- Por que será que os fãs xiitas não conseguem admitir as falhas no roteiro de Lost?

Pela internet tem muito fã dizendo que a série foi “perfeita”, e que se alguém não entendeu, deve ser burro. Ora, não é questão de entender ou não. Muita gente entendeu, e viu que tem coisa incompleta aí. Acho que quem não vê isso é que não entendeu…

E agora, chega de Lost! Em breve, Top 10 de piores continuações!

Prova Final

Prova Final

Alunos de uma escola reparam que alguns de seus professores estão com comportamentos estranhos. Até que descobrem uma possível invasão alienígena, que está rapidamente tomando conta de toda a escola. Seis alunos, diferentes entre si (o atleta, a patricinha, o bad boy, a esquisitona, o nerd e a novata), tentam combater a invasão.

Prova Final é uma mistura de Invasores de Corpos com O Enigma de Outro Mundo, ambientado num clima Clube dos Cinco – a referência a Invasores de Corpos é tão grande que este é citado algumas vezes no roteiro!

Se não traz muitas novidades, pelo menos o roteiro é bem escrito e o filme é leve e divertido. Ok, algumas coisas são meio forçadas – como eles sabiam que ao matar o monstro original os outros voltariam ao normal? Mesmo assim, o filme é muito bom, uma das melhores misturas de terror com ficção científica da década passada!

Lançado em 1998, Prova Final trazia uma inédita e interessante parceria entre o diretor Robert Rodriguez e o roteirista Kevin Williamson. Williamson na época estava badalado por ser um dos responsáveis pelo sucesso dos filmes da série Pânico (Scream), dirigida por Wes Craven. Já Rodriguez era ainda quase um novato, apesar de já ter o genial Um Drink no Inferno na bagagem.

E, realmente, olhando hoje em dia, o filme tem muito mais a cara de Williamson do que de Rodriguez. Prova Final está muito mais para Pânico e Eu Sei o Que Vocês Fizeram Verão Passado do que para Sin City e Planeta Terror

Falando em olhar hoje em dia, é legal vermos o elenco. Vários nomes se valorizaram, como Elijah Wood (que pouco depois interpretou Frodo Bolseiro, personagem principal da saga O Senhor dos Anéis), e Josh Hartnett, hoje com uma extensa lista de sucessos no currículo (Dália Negra, 30 Dias de Noite, Divisão de Homicídios, Falcão Negro em Perigo, etc.) . A brasileira Jordana Brewster (Velozes e Furiosos, Texas Chainsaw Massacre) era uma quase estreante, e Clea DuVall (Garota Interrompida, Identidade) já tinha um currículo grandinho mas nenhum filme de expressão. Laura Harris tem feito muita coisa para a tv ultimamente (24 Horas, Defying Gravity, Dead Like Me); e Shawn Hatosy é o único dos seis principais jovens que sumiu…

E isso porque ainda não falei do elenco “adulto”: Robert Patrick, Piper Laurie, Bebe Neuwirth, Daniel Von Bargen, Christopher McDonald, Jon Stewart… E ainda sobra espaço para Famke Janssen de professora e Salma Hayek de enfermeira!

Enfim, pode até não dar sustos, mas a diversão é garantida!

Verão Assassino

Verão Assassino

Mais uma vez, a internet me ajudou a rever um filme que quase ninguém se lembrava que existia!

Em 1976, Elle, uma linda jovem de 19 anos, se muda para uma pequena cidade e, com seu jeito provocante, chama a atenção de todos. Pin-Pon (Alain Souchon), um bombeiro local, se apaixona por ela e eles acabam juntos. Mal sabe ele que ela tem outros planos para depois do casamento…

ViVerão Assassino (L’Été Meurtrier no original, ou One Deadly Summer em inglês) no Estação Botafogo, na segunda metade dos anos 80 (o filme é de 1983). Na época, não existia internet nem dvd, e os títulos em vhs eram poucos. Então, o Estação exibia muitas reprises. Foi assim que vi vários filmes da Isabelle Adjani, como este, Possessão e Nosferatu.

Visto hoje, em 2010, Verão Assassino me pareceu um pouco longo demais. Acostumado que estou com narrativas hollywoodianas, achei que o ritmo do filme poderia ser diferente, para o filme tomar um rumo mais com cara de suspense. Mesmo assim, o resultado é muito interessante. Aliás, vale ressaltar que não me lembro de outro filme com vários personagens se alternando na narração em off, como acontece aqui.

No elenco, só um nome chama a atenção: Isabelle Adjani, novinha, e linda, linda, linda. E desinibida, também, ela tira a roupa diversas vezes! (Ok, vendo com os olhos de hoje em dia, Adjani continua linda, mas… que corte de cabelo feio, hein?)

Adjani alcançou algo que poucas mulheres em Hollywood conseguiram: não só é muito bonita como também é uma excelente atriz. E aqui ela arrebenta. Sua personagem é complexa, multi-facetada, e Adjani a interpreta com maestria.

Verão Assassino nunca foi lançado em dvd por aqui. Como disse no primeiro parágrafo, que bom que hoje existe o download de filmes!

Top 10: Melhores Momentos de Lost

Top 10: Melhores Momentos de Lost

Lost acabou. Alguns gostaram do fim, alguns odiaram o mesmo fim. Certezas, temos pelo menos duas:

1- A série teve excelentes momentos, alguns dos melhores momentos da história da tv;

2- Ninguém nunca vai saber a resposta para os mistérios. Provavelmente nem os criadores da série sabem esta respota.

Bem, esqueçamos o lado ruim, e nos lembremos dos bons momentos que Lost nos proporcionou nos últimos seis anos. Foram vários, todos têm que concordar.

Então, com a inestimável ajuda de alguns amigos, listei aqui os dez melhores momentos de Lost. Claro, como são só dez, alguns momentos excelentes não estão aqui. Não sei se o seu preferido está aqui… Afinal, me mandaram mais de vinte sugestões! Assim, várias coisas legais foram deixadas de lado, como o urso polar, os números, as citações nerds de Hurley, os Outros, o sexo na jaula entre Kate e Sawyer… Tudo isso ficará para outro Top algo…

Lembrando claro, dos outros Top 10 que já rolaram aqui no blog: filmes de zumbi, filmes com nomes esquisitos, filmes sem sentido, personagens nerds, estilos dos anos 80, melhores vômitos, melhores cenas depois dos créditos, melhores finais surpreendentes, melhores cenas de massacre, filmes dos ano 80 e 90 nunca lançados em dvd no Brasil, estilos de filmes ruins, casais que não convencem, musicais para quem não curte musicais e melhores frases de filmes. Visitem!

(Em vez de fotos, procurei os trechos no youtube, e coloquei os links anexados.)

Vamos a eles?

10- A primeira visita de Locke à cabana de Jacob.

http://www.youtube.com/watch?v=Jc5QNITUEyE&feature=related

9- A explosão da Bomba Atômica (com o final de cor trocada na sequência).

8- O relógio resetando na escotilha cisne e os hieróglifos aparecendo.

7- Quando o Lostzilla se revela um monstro de fumaça para o Mr. Eko.

6- Quando a escotilha cisne fecha e revela a Locke um mapa da ilha, na luz negra.

5- A escotilha acende para Locke, que questionava sua fé na Ilha.

4- Início da 2ª temporada: um cara acorda, coloca um disco de vinil pra tocar, toma um shake, faz exercício e depois, ouvimos uma explosão e descobrimos que ele está DENTRO da escotilha.

(O início da terceira temporada também foi excelente e teve uma estrutura bem parecida com esse, quando estamos numa espécie de clube do livro, até que descobrimos que estamos na ilha logo antes do Oceanic cair.)

3- Charlie morrendo, com “Not Penny’s boat” escrito na mão.

2- O primeiro flashforward, quando descobrimos que Jack e Kate estão fora da Ilha.

1- O fim do episódio The Constant, quando Desmond consegue telefonar pra Penny e as viagens no tempo param.

http://www.youtube.com/watch?v=E7gX8zzfM-s

Em breve, um Top 10 dos maiores mistérios não respondidos de Lost!

24 – S08E24 – Series Finale

24 – S08E24 – Series Finale

Domingo acabou Lost, segunda acabou 24 Horas. Duas das melhores séries desta primeira década do novo milênio!

Alguém aí não conhece 24 Horas e seu quase super heroi Jack Bauer? Bem, para aqueles desligados do mundo, Bauer é um agente da CTU, Central Anti Terrorismo, e a série acompanha, em tempo real, um dia inteiro de sua vida, no meio de alguma crise. 24 episódios, um para cada hora do dia. A temporada acaba exatamente 24 horas depois do início.

Sou fã desta série desde a primeira temporada. Na época, tinha ouvido falar, mas não tinha tido oportunidade de ver. Até que resolvi ver o último episódio, e achei muito bom, tão bom que resolvi separar 4 fitas vhs pra gravar a temporada que ia reprisar numa maratona do canal de tv a cabo (sim, heu ainda usava tv a cabo e video cassete!). Vi a primeira temporada quase de uma só vez, e a partir da segunda, acompanhava sempre, primeiro pela tv a cabo, depois pelos torrents. (Hoje tenho as 6 primeiras temporadas em dvd original, vou começar a rever!)

O que 24 Horas traz de diferente? Seu protagonista, Jack Bauer, interpretado por Kiefer Sutherland, é um cara tão “durão” que virou alvo de piadas da internet, ao lado de Chuck Norris e Capitão Nascimento. Ele é o heroi que precisamos no mundo de hoje em dia, um gardião da integridade moral, e, ao mesmo tempo, consegue passar a impressão de ser um cara que pode existir.

Não sei precisar ao certo qual seria a melhor temporada, tampouco qual seria a pior. Não gostei do fim da sexta temporada, quando terroristas conseguem invadir a CTU, e também não gostei de parte da sétima, quando descobrimos que a Casa Branca é um lugar muito vulnerável. Mas, se talvez não tenha sido a melhor, esta oitava e última manteve o bom nível de toda a série.

Ao longo da temporada, Jack Bauer descobriu uma conspiração para matar o presidente de um país fictício no Oriente Médio, envolvido numa grande negociação de paz. Pior: parte da conspiração vinha da alta cúpula russa, outro país envolvido no mesmo acordo de paz. E os terroristas / conspiradores fizeram algo muito errado: mataram a nova namorada de Bauer…

Nesta reta final da temporada, Bauer estava num ritmo alucinado e desenfreado, perseguindo todos os envolvidos na conspiração. E, descrente no “sistema”, um vingativo e violentíssimo Bauer passou a ignorar a lei, fazendo justiça com as próprias mãos.

Resumindo: o agente mais perigoso de toda a história da tv virou um juaticeiro fora da lei e está por aí, perseguindo bandidos que lhe tiraram algo importante. E nem os bandidos, nem os mocinhos conseguem segurá-lo!

Na segunda à noite, a tv lá fora apresentou os dois últimos episódios da série. O fim de uma jornada de oito anos de uma série quase perfeita. Já sabíamos que seria a última temporada – isso já tinha sido divulgado. Então acho que a maior dúvida aqui seria se Bauer ia terminar a série vivo ou morto. Mas isso é spoiler, não direi!

O que posso dizer é que gostei muito dos destinos dados aos personagens Allison Taylor (Cherry Jones) e Charles Logan (Gregory Itzin). A presidente Taylor estava num momento delicado, talvez o mais delicado em toda a sua carreira política; e o covarde ex-presidente Logan é um personagem sensacional, sua participação aqui foi excelente.

E a cena de Bauer com a Chloe (Mary Lynn Rajskub), na parte final, é, desde já, um dos melhores momentos de toda a série. Bauer ao telefone com Logan, depois com o presidente russo sob a mira, e toda a tensão culminando num surpreendente tiroteio. Isso sim é um “Series Finale”!

(Claro que vão perguntar se foi melhor ou pior do que Lost. Mas esta é uma pergunta impossível de se responder, afinal, tratam-se de duas séries de estilos diferentes. Mesmo assim, lendo em fóruns pela internet, reparei que o fim de 24 Horas foi muito melhor aceito pelos espectadores que o de Lost. Acho que isso aconteceu porque 24 Horas foi coerente no final, coisa que Lost não foi…)

Enfim, agora é esperar por um provável filme para o cinema, que encerrará a série. E independente deste filme, posso dizer que foram oito anos de muitos bons momentos! Jack Bauer, sentiremos sua falta!

Solomon Kane

Solomon Kane

Solomon Kane é um mercenário a serviço da coroa britânica, com um passado violentíssimo, que descobre que o diabo quer sua alma. Resolve então renunciar à violência em busca de redenção. Mas alguns “acidentes de percurso” o colocam novamente frente a frente com a violência.

O início de Solomon Kane é muito bom. Toda a sequência antes da tal renúncia à violência tem um ritmo alucinante – aparece até o “coisa ruim” no meio da briga. Mas depois o ritmo cai e o filme não empolga mais.

Talvez o grande problema de Solomon Kane seja este: aparentemente este será o primeiro de uma série de filmes, então o diretor e roteirista Michael J. Bassett focou mais em aspectos do drama interno de Kane, sobre usar ou não seus instintos violentos. Na minha humilde opinião, foi uma falha, já que o resto do filme não consegue recuperar o fôlego inicial…

James Purefoy está bem como o cavaleiro arrependido, apesar de parecer o Robert Carlyle tentando interpretar o Aragorn, de Senhor dos Anéis. E o elenco traz ainda dois grandes nomes em papéis pequenos: Pete Postlethwaite e Max Von Sydow (este tem um papel minúsculo!). Ainda no elenco, Rachel Hurd-Wood, Alice Krige e Jason Flemyng.

No fim, ficamos com a impressão de que, apesar de não ser um filme ruim, Solomon Kane poderia ter sido bem melhor.

Não sei quando será lançado por aqui, nem sei se será lançado. Por enquanto, só por download.